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Fora da Política Não há Salvação

Fora da Política Não há Salvação

Author: Cláudio Couto

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Este é o podcast do canal do Youtube #ForadaPolíticaNãoháSalvação, produzido pelo cientista político Cláudio Couto. Os programas do YouTube estão disponíveis aqui na versão de áudio.
Um podcast voltado à discussão da conjuntura política, em especial a brasileira, com base no conhecimento acadêmico produzido sobre a política, as políticas públicas e o direito público.
Novos episódios disponíveis aos sábados de manhã.

Conheça nosso blog no site da CartaCapital. https://www.cartacapital.com.br/blogs/fora-da-politica/

#ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #PolíticasPúblicas
119 Episodes
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A ética salva? A pandemia da Covid-19 colocou para nós, brasileiros, assim como para o mundo todo, desafios muito grandes. E tudo poderia ter sido ainda pior se não tivéssemos condições científicas e tecnológicas antes inexistentes para enfrentar esse problema, bem como a compaixão por aqueles que sofrem. Essas duas questões são discutidas por Renato Janine Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia Política da USP, ex-ministro da Educação e atual presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele as trata em seu novo livro: Duas ideias filosóficas e a pandemia, publicado pela Estação Liberdade. Neste episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, Renato Janine Ribeiro discute esses temas, partindo de duas noções, de Jean-Jacques Rousseau e Karl Marx, como forma de compreender problemas centrais da política contemporânea. Ele aponta que a democracia não é um mero instrumento prático para a tomada de decisões políticas, mas contempla uma dimensão ética, em que a compaixão tem um papel central, pois não apenas define quem somos, mas faz com que nos vejamos como iguais, pois sentimos com o outro ao sentirmos por ele. A volta da extrema-direita ao poder expressa um enfraquecimento da compaixão, que dá lugar a seu oposto: o ódio. E se a compaixão é um sentimento indispensável à democracia, o ódio é um sentimento que a corrói. O fortalecimento do ódio nas democracias contemporâneas, inclusive no Brasil, decorre do ressentimento daqueles que se veem como perdedores no processo de transformação social. Perdem seu lugar distinguido para o imigrante, as mulheres, os negros, os homossexuais, as classes emergentes... E é desse fortalecimento do ódio que emergem não só a extrema-direita, como suas lideranças políticas, incapazes de empatia e compaixão – como é o caso, no Brasil, de Jair Bolsonaro, que demonstrou isso com clareza em seu comportamento durante a pandemia. Mas não é só a compaixão que tem nos ajudado. Também os avanços científicos e tecnológicos têm sido fundamentais, permitindo o rápido desenvolvimento de vacinas e o trabalho remoto, por exemplo. É nesse contexto que ganha sentido a ideia de Karl Marx segundo a qual “a humanidade somente se propõe as tarefas que pode resolver”. A noção de tarefa é crucial aí, pois supõe a detenção dos meios para enfrentar certos problemas que, noutros contextos, seriam insolúveis e, assim, não seriam tarefas, mas tragédias. Twitter: @JanineRenato Músicas deste episódio "The Loom is to Love" dos Mini Vandals e "Pink Flamenco" de Doug Maxwell. Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital #Ética #Compaixão #Ciência #Tecnologia #Filosofia #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #Pandemia #Covid19 --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Com a corrida para as eleições de 2022 a toda, aumentam as movimentações dos pré-candidatos e as especulações sobre o que vem por aí. Um dos elementos novos é a possibilidade de uma chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial. Com isso, os ex-adversários se tornariam aliados, dando um colorido inesperado às alianças eleitorais. Para Lula e o PT, a aproximação com Alckmin significa uma clara inflexão ao centro e uma demonstração de moderação política – afastando a ideia dos "dois extremos". Para Alckmin é uma oportunidade de retomar papel importante na política nacional após a dolorida derrota de 2018, quando ficou apenas no quarto lugar e obteve menos de 5% dos votos – o pior desempenho de um candidato tucano na história.  Essa movimentação, contudo, é apenas a face mais vistosa de uma agitada movimentação partidária, inclusive rumo à constituição de Federações de Partidos. Para analisar todo esse cenário, o #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe dois cientistas políticos de longa trajetória de pesquisa acerca de partidos e eleições. São eles: Maria do Socorro Braga, professora do Departamento de Ciência Política e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Twitter: @msbraga1 Carlos Ranulfo Melo, professor titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do Centro de Estudos Legislativos dessa mesma universidade. http://somos.ufmg.br/professor/carlos-ranulfo-felix-de-melo  As músicas deste episódio são "Wide Awake" do 126ers e "Dulcinea" de Steve Adams.   Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Eleições2022 #CoalizõesEleitorais #Lula #Alckmin #PT #PSDB #PartidosPolíticos #FederaçõesPartidárias  --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
No intervalo de duas semanas, Sérgio Moro foi lançado pré-candidato à presidência pelo Podemos, o PSDB realizou suas prévias, definindo João Dória como seu postulante, e Jair Bolsonaro se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto – além da bem menos ruidosa filiação de Rodrigo Pacheco ao PSD. Desse modo, a direita política sacramentava quatro novos concorrentes à chefia de governo em 2022. Não são candidatos demais? A candidatura de Rodrigo Pacheco não parece ser para valer, ao menos quanto às suas chances reais de embolar a disputa. Assim, as atenções se voltam para os outros postulantes, com destaque para a polarização entre Sérgio Moro e Jair Bolsonaro, ex-aliados. O presidente extremista e o ex-juiz justiceiro disputam entre si não apenas a liderança no campo direitista, mas também o protagonismo da condição de principal postulante anti-Lula – que por ora lidera todas as pesquisas de intenção de voto. João Dória, bem mais atrás nas pesquisas, corre por fora. Como compreender a natureza dessa disputa e as bases de apoio dos três concorrentes direitistas? Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Lúcio Rennó, cientista politico e professor da Universidade de Brasília, onde atualmente ocupa o posto de pró-reitor de pós-graduação. Rennó é um estudioso do sistema partidário e da competição eleitoral no Brasil, sendo que há vários anos tem se dedicado a estudar a força política da direita nesse âmbito. Twitter: @LucioRenno As músicas deste episódio são "The Colonel", de Zachariah Hickman, e "Ratatouille's Kitchen", de Carmén María & Edu Espinal. Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. #Eleições2022 #Direita #JairBolsonaro #SergioMoro #JoãoDória #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #PartidosPolíticos #PL #Podemos #PSDB --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Em meio às suas prévias para definir o pré-candidato presidencial do partido, o PSDB vive uma grave crise. Em vez de unificar a agremiação, a disputa interna produz seu esfacelamento. Duros ataques pessoais, acusações de fraude e, como se não bastasse, dificuldades técnicas que impediram que as prévias ocorressem na data prevista, produzindo um vexame. O PSDB, que já foi um dos dois principais partidos do país, seja no governo, seja liderando a oposição, parece ingressar em seu ocaso. Diante da tentativa do governador de São Paulo, João Dória, de se apropriar da agremiação, as prévias foram organizadas como uma reação daqueles que não desejam se vergar a seu domínio. Contudo, isso funcionará? Ou simplesmente produzirá um insuperável cisma interno, que pode levar à defecção de alas do partido, ou à cristianização de seu candidato presidencial? E o PSDB de hoje, em que medida se afastou do partido original, fundado ainda durante a Constituinte, por lideranças que tiveram papel de protagonistas na luta contra a ditadura militar? Para compreender esses temas, a convidada deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação é a cientista política Soraia Marcelino Vieira, professora da Universidade Federal Fluminense e autora o livro O Partido da Social Democracia Brasileira: trajetória e ideologia (1987-2010), resultado de sua tese de doutoramento. As músicas deste episódio são "Birds" do Silent Partner e "Dodo Bird" de Quincas Moreira. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. #PartidosPolíticos #PSDB #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #Eleições2022 --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Na montagem de sua base de sustentação no Congresso, o governo Bolsonaro inovou retrocedendo no tempo. Passou por cima de mudanças constitucionais recentes, que tornam impositivas e igualitárias as emendas orçamentárias dos congressistas, hipertrofiando as emendas de relator – originalmente pensadas para fazer pequenas correções na lei – e as tornando um instrumento de cooptação de legisladores selecionados. Pior do que isso, esses gastos são opacos e impedem que os órgãos de controle e a sociedade entendam como são feitos os gastos públicos. É mais um tijolinho de opacidade acrescido ao grande muro intransparente construído pelo governo Bolsonaro e seus aliados no Congresso. Como era de se esperar, essa questão foi levada à justiça, e a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, determinou a interrupção dos gastos com as emendas de relator e a publicização daqueles que já foram feitos. O plenário do tribunal lhe deu razão. Contudo, os segredos da política orçamentária brasileira não são só esses. Há muito mais coisa pouco conhecida do público que passa ao largo da atenção da imprensa. Eles envolvem, inclusive, as emendas constitucionais que, nos últimos anos, criaram o chamado "orçamento impositivo". Para compreender o que se passa, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Élida Graziane Pinto, procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo e professora da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Ela nos ajuda a entender esses segredos. Twitter: @elida_graziane  As músicas deste episódio são "Lonely Troutman" de William Rosati, "O Tempo não Para" de Arnaldo Brandão & Cazuza, e "The Loner" do DJ Williams. Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. #OrçamentoPúblico #EmendasOrçamentárias #OrçamentoSecreto #PolíticaOrçamentária #PresidencialismodeCoalizão #ProcessoLegislativo #GastoPúblico #GovernoBolsonaro --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Sérgio Moro, depois de prender e tirar da disputa de 2018 o ex-presidente Lula, então favorito, abandonou a magistratura e ingressou no governo do principal beneficiário de suas decisões, Jair Bolsonaro. Sua passagem no governo foi atribulada quanto efêmera: já no início do segundo ano de mandato, rompeu com Bolsonaro e saiu fazendo sérias acusações de tentativa de interferência da Polícia Federal por parte do presidente da República. Saindo da magistratura para a política partidária, Moro tinha dois caminhos diante de si: trabalhar no setor privado, ou entrar de vez na política partidária, disputando eleições. Optou pela segunda alternativa. Em 10 de novembro de 2021, com pompa e circunstância, filiou-se ao Podemos, partido liderado pelo senador paranaense conservador, Álvaro Dias. E, nesse mesmo ato, lançou-se pré-candidato à Presidência, já aparecendo como terceiro colocado em algumas pesquisas. Tão logo foi anunciado o ingresso de Moro no Podemos, seu fiel escudeiro na Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, anunciou que deixaria o Ministério Público para também se aventurar na política partidária – na mesma agremiação de seu antigo aliado e para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Afinal, a Lava Jato apenas chancelou seu caráter político-partidário, com seus membros ingressando na disputa eleitoral, ou há aí algo de novo?  Quais as consequências desse ato, bem como da atuação pregressa dos membros da força tarefa, para a democracia brasileira? Para discutir esses temas o convidado deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação é Fábio de Sá Silva, professor de Estudos Brasileiros na Universidade de Oklahoma e Cientista Social do Direito. Fábio vem há um bom tempo pesquisando a atuação da Lava Jato e analisa o significado do lavatismo para nossa política, bem como seu papel na emergência do bolsonarismo. As músicas deste episódio são "Lazy Boys Blues" e "Sunshine on Sand", ambas do Unicorn Heads. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. #LavaJato #PolitizaçãodaJustiça #MinistérioPúblico #Judiciário #Democracia #SistemadeJustiça #EstadodeDireito #SergioMoro #DeltanDallagnol #Podemos --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Em Glasgow, na Escócia, líderes mundiais se reunem na COP26 para discutir o futuro do planeta e pensar soluções para o problema do aquecimento global. Uma ausência é notável: a do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que preferiu passear pela Itália e voltar para o conforto do chiqueirinho do Alvorada. Qual a importância dessa conferência das Nações Unidas para o meio-ambiente? Qual a importância dela para o Brasil? E qual a importância do Brasil para a discussão ambiental no mundo? De grande ator internacional na área ambiental desde a redemocratização, o Brasil se tornou um pária nesse tema durante o governo Bolsonaro. Quais as razões dessa situação? Como podemos sair dessa? Para discutir esses temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação contou com Sérgio Leitão, advogado e diretor do Think-Tank Instituto Escolhas, uma organização voltada aos temas do desenvolvimento sustentável, do meio-ambiente e da economia verde. As músicas deste episódio são "Cello Suite" e "Solo Cello Passion", ambas de Johann Sebastian Bach, a primeira executada por Cooper Cannell e a segunda por Doug Maxwell. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. #MeioAmbiente #DesenvolvimentoSustentável #COP26 #GovernoBolsonaro #AquecimentoGlobal #Sustentabilidade #PovosIndígenas #Amazônia --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
A CPI da Covid no Senado finalmente terminou e produziu um relatório alentado, com 80 indiciados, dentre os quais o presidente da República, Jair Bolsonaro. Crimes contra a humanidade, crime de pandemia, corrupção, falsidade ideológica, incitação ao crime - a lista de delitos é grande. Que consequências terão os diversos crimes apontados? Como se comenta na linguagem popular, também adotada por boa parte da imprensa, a CPI terminará em pizza? O indiciamento de Jair Bolsonaro e de ocupantes do alto escalão do governo chegará até o Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia? Para discutir esses temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação conta com Luciana Gross Cunha, cientista politica e Salem Nasser, jurista, ambos professores da FGV Direito São Paulo. @claudio_couto @_grosscunha @salemhnasser As músicas deste episódio são "Dark Fog" de Kevin MacLeod e "Smooth and Cool" de Nico Staf. O #ForadaPolíticaNãoháSalvação foi agraciado com uma menção honrosa no Prêmio Anpocs de Divulgação Científica em Ciências Sociais! Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #CPI #TPI #CrimeContraaHumanidade #SenadoFederal #STF #PGR #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #Pandemia #Covid #Genocídio #Investigação #Impeachment #CongressoNacional #MinistérioPúblico #DireitoInternacional #TribunalPenalInternacional #DireitosHumanos #SaúdePública #DireitoCriminal --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Nas últimas semanas vêm crescendo as manifestações de caráter nazista no Brasil. Em Porto Alegre, um estudante de doutorado em filosofia da UFRGS atacou de forma racista um colega negro e outro judeu; manifestantes antivacina levaram à Câmara Municipal um cartaz com a suástica estampada, além de insultarem vereadoras negras. Antes disso, a reforma do piso do Parque da Redenção, em Porto Alegre, revelou desenhos que parecem ser suásticas, inclusive nas cores do nazismo - preto e vermelho. Em Pelotas, uma estudante de história da UFPEL celebrou seu aniversário com um bolo em que era estampada uma imagem de Adolf Hitler. A revista IstoÉ ilustrou sua capa retratando Jair Bolsonaro como Adolf Hitler, o que gerou a ira de bolsonaristas. A Advocacia Geral da União exigiu retratação da revista, sugerindo até uma nova capa; o ministro da Justiça decidiu instaurar um inquérito contra a revista. Finalmente, uma farta coleção de itens nazistas foi encontrada na residência de um homem acusado de pedofilia. A recorrência desses episódios causa espanto. Há uma onda nazifascista no Brasil? Qual a responsabilidade de Jair Bolsonaro e seus seguidores nisso? Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Michel Gherman, historiador e professor do Departamento de Sociologia da UFRJ. Michel é também coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos da UFRJ, pesquisador do Centro de Estudos de Israel e Sionismo da Universidade Ben Gurion, e pesquisador do Instituto Brasil-Israel. As músicas deste episódio são “Birch Run - Primal Drive” de Kevin MacLeod e “Zombie Rock” do Audionautix. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Fascismo #Nazismo #Nazifascismo #Bolsonarismo #ExtremaDireita #Extremismo #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #Democracia --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
A reforma do sistema de justiça promulgada ao final de 2004 criou dois importantes conselhos de controle administrativo e disciplinar do Judiciário e do Ministério Público, o CNJ e o CNMP, respectivamente. Quase 17 anos depois e com a experiência da Lava Jato, que gerou excessos de membros do Ministério Público, o Congresso volta a discutir uma emenda constitucional instituindo controles. Uma proposta de reforma do Conselho Nacional do Ministério Público, bem como do Conselho Superior do MP, coloca em polos antagônicos congressistas e as entidades representativas da corporação. Qual o significado dessas reformas? Por que elas se tornaram prioritárias para os agentes políticos? De que forma tais mudanças impactam a atuação de promotores e procuradores? Para discutir esses pontos, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação conta com Fábio Kerche, cientista político da Unirio e pesquisador das instituições do sistema de justiça, especialmente do Ministério Público. As músicas deste episódio são "Stardrive" de Jeremy Blake e "A Trip Around the Moon" do Unicorn Heads. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #SistemadeJustiça #MinistérioPúblico #ControlesInstitucionais --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Mal terminou 2021 e todas as atenções se voltam para 2022 - ou melhor, para as eleições que ocorrerão nesse ano. Um presidente mal avaliado, mas que resistentemente mantém um apoio por volta de um quarto do eleitorado; novas regras eleitorais aprovadas às vésperas do prazo limite; incentivos a candidaturas femininas e de pessoas negras; articulações em torno de uma candidatura de "terceira via" entre Lula e Bolsonaro. Que perspectivas esse cenário nos dá? Para discutir esse tema as convidadas deste episódio são as cientistas políticas Lara Mesquita, pesquisadora do CEPESP FGV e Débora Thomé, pesquisadora do LabGen da UFF. As músicas deste episódio são "Malandragem" de Quincas Moreira e "Ella Vater" dos The Mini Vandals. Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Eleições #Eleições2022 #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #PartidosPolíticos #Gênero --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Após 16 anos como chanceler, Angela Merkel decide deixar o cargo de primeira-ministra e não disputar as eleições. Com isto, abre-se a sua sucessão. Nas concorridas eleições de setembro de 2021, o Partido Social Democrata (SPD) conseguiu a primeira colocação, mas por uma diferença muito pequena em relação aos Democratas Cristãos (CDU/CSU). Ambos obtiveram cerca de um quarto das cadeiras no parlamento, insuficiente para a formação de um novo governo. Assim, tornou-se indispensável a construção de uma coalizão, como de costume. Contudo, desta vez, por conta da fragmentação partidária, não seriam possíveis coalizões de apenas dois partidos, sendo necessário compor a aliança com três sócios. Social Democratas ou Democratas Cristãos, dessa forma, terão de se aliar a Verdes e Liberais – ou quem sabe, reeditar as Grandes Coalizões entre SPD e CDU/CSU. Não bastasse tal complexidade, os partidos localizados nos polos mais extremos do espectro ideológico alemão (AfD na extrema-direita, Die Linke na esquerda radical) não são aceitos para coalizões pelos demais, reduzindo a margem de negociação. Para entender este complexo jogo político alemão, o convidado deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação é Bruno Wilhelm Speck. Bruno é professor do Departamento de Ciência Política da USP, pesquisador de instituições políticos, sistemas partidários e eleitorais, profundo conhecedor da política da Alemanha, onde se formou. A música deste episódio é "Outlaw's Farewell" (parte 1 & 2), de Reed Mathis. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Alemanha #PolíticaAlemã #ConjunturaPolítica #Eleições #PartidosPolíticos #SistemaPartidário #ExtremaDireita --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
O que explica que estratos sociais que prosperaram durante governos de esquerda apoiem políticos de extrema-direita, com Jair Bolsonaro, Rodrigo Duterte ou Narendra Modi? No Brasil, em especial, grande contingente de pessoas emergiu das assim chamadas classes D e E para a C, elevando seu padrão de consumo e de qualidade de vida, mas renegou o PT, apoiando Bolsonaro em 2018. Muitos desses brasileiros, trabalhadores (muitos deles informais) emergentes durante os anos petistas, seguiram fiéis a Bolsonaro durante seu governo, apesar dos diversos problemas enfrentados. Fenômeno similar é notado noutros países do Sul Global, como Filipinas e Índia. Aí, o populismo de ultradireita ganha força não só pelas razões negativas normalmente identificadas no Norte Global (ressentimento, nostalgia, raiva), mas também por uma identificação positiva com a agenda desses lideres. Para tentar compreender esse fenômeno este #ForadaPolíticaNãoháSalvação #100 convidou Rosana Pinheiro Machado, antropóloga e professora de Desenvolvimento Internacional na Universidade de Bath, no Reino Unido. Pinheiro Machado tem pesquisado temas associados às subjetividades populares, a pobreza e o mundo do trabalho informal, bem com seus desdobramentos no âmbito da política. As músicas deste episódio são "Farmhands" do TrackTribe e "Chances" do Silent Partner. Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. #Ultradireita #ExtremaDireita #Trabalho #Trabalhadores #TrabalhoInformal #Subjetividades #SulGlobal #Populismo --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Que Jair Bolsonaro é autoritário não há dúvidas, não só pelos seus elogios à ditadura militar e a torturadores, mas pelos seus atos na Presidência da República. Ataca outros poderes, afronta governadores e prefeitos, mobiliza suas hordas para que clamem por ruptura institucional e destituição de seus adversários – ou, para ele, inimigos. Diz que as Forças Armadas são "suas", assim como dá à Constituição a interpretação que lhe convém, questionando o papel do STF como corte constitucional, à qual cabe a interpretação última das normas. Absolutista e avesso a limites, Bolsonaro só considera como povo aqueles que o apoiam e seguem, aqueles que ele mobiliza em atos golpistas e antidemocráticos. No discurso bolsonarista, quem lhe é crítico ou insubmisso é contrário ao "povo" e ao país. Seria ele apenas mais um populista autoritário, ou – tendo em vista seu culto à violência, seu irracionalismo e seu culto à morte – seria ele um fascista? Para discutir esta questão este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Fabio Gentile, historiador e politólogo, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFCE) e pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED). Fabio Gentile é um estudioso do pensamento político autoritário, do fascismo e da política brasileira. Ele também tem um canal no YouTube, que leva seu nome, que discute questões de teoria política. As músicas deste episódio são "Measured Success" de Mikos da Gawd e "Mamas" de Josh Lippi & The Overtimers. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Fascismo #Populismo #Autoritarismo #Bolsonarismo #GovernoBolsonaro #ExtremaDireita #Extremismo #Neoliberalismo --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
O presidente Jair Bolsonaro transformou o 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, num 7 de setembro fascista. Convocou seus apoiadores para se mobilizarem nessa data contra o Supremo Tribunal Federal, questionando sua atuação como tribunal de última instância, corte constitucional e instrutora de investigações que lhe atingem. Uma grande e custosa máquina política financiou a ida de caravanas de bolsonaristas de diversos pontos do Brasil para que se reunissem sobretudo em Brasília e São Paulo, onde Bolsonaro discursou. Nesses discursos, ameaçou o STF de alguma ação drástica, caso nada fosse feito para enquadrar o ministro Alexandre de Moraes, obrigando-o a atuar de forma aceitável para ele, Bolsonaro. Em São Paulo avisou que não cumpriria decisões judiciais de Alexandre de Moraes, que deveria se enquadrar ou pedir demissão. Seus apoiadores foram ao delírio com seus discursos. A reação das lideranças institucionais não tardaram. Num duro discurso, o presidente do STF, Luiz Fux, alertou que o descumprimento de decisões judiciais pelo presidente implicaria em crime de responsabilidade a ser julgado pelo Congresso - ou seja, poderia levar ao impeachment. O presidente do Senado cancelou as sessões da Casa na semana do 7 de setembro, alegando não haver ambiente para que ocorressem. O presidente da Câmara contemporizou, num discurso anódino que poderia se dirigir a qualquer um. Contudo, Bolsonaro não tardou a acusar o golpe. No final da tarde de quinta-feira, dia 9, divulgou uma carta de retratação, em que tecia elogios a Alexandre de Moraes e dizia ter-se exaltado num momento de empolgação. Como Bolsonaro nunca se modera, apenas recua momentaneamente para, depois, atacar com ainda mais radicalidade, esse recuo parece muito pouco crível. Caminhamos rumo a um impasse? Para discutir esse tema, foi convidada para este episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação a cientista política Argelina Cheibub Figueiredo, docente do IESP-UERJ e professora aposentada da Unicamp. Argelina é autora de um livro que analisa como seguidas escolhas de atores políticos cruciais levaram ao impasse que produziu o Golpe de 1964. O esquema analítico utilizado para entender aquele momento pode ser útil para compreender a situação atual. Foi essa a conversa que tivemos. As músicas deste episódio são "Blue Scorpion - Electronic Hard", de Kevin MacLeod, e "A Trip around the Moon", do Unicorn Heads. Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. #Democracia #Autoritarismo #GolpedeEstado #GolpeMilitar #DitaduraMilitar #Bolsonarismo #Extremismo #Golpismo #Militarismo #Fascismo --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Em guerra contra os outros Poderes – em especial o Judiciário –, governos subnacionais e imprensa, Jair Bolsonaro convoca inflamadamente seus apoiadores para um 7 de Setembro Fascista. O propósito dos atos, para os quais uma imensa e intensa mobilização se produziu nas hostes bolsonaristas, é atacar os limites democráticos ao exercício do poder autocrático pelo presidente da República. Bolsonaro não aceita quaisquer limites ou contrariedades que possam, legitimamente, ser-lhe impostos pelo Judiciário, pelo Legislativo, pelos governos subnacionais ou pela imprensa independente. Não à toa, anunciou a seus apoiadores que o 7 de Setembro Fascista será um "ultimato" aos ministros do STF que ousam lhe contrariar – Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Não bastasse, Bolsonaro também tem insistido na participação de membros das forças de segurança, em especial as polícias, nas manifestações antidemocráticas marcadas para o dia da Independência. Que riscos efetivamente isso representa para a democracia? Para discutir esse tema, a convidada deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação é a cientista politica Maria Hermínia Tavares de Almeida, professora aposentada da USP, onde também criou o Instituto de Relações Internacionais (IRI). Maria Hermínia foi presidente da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e da Latin American Studies Association (LASA) e é pesquisadora do CEBRAP. As músicas deste episódio são "Dragon and Toast" de Kevin MacLeod e "Horses to Water" de Topher Mohr & Alex Elena. Leia o blog do #FPNS na CartaCapital. #Democracia #Autoritarismo #Bolsonarismo #GovernoBolsonaro #Golpismo #ExtremaDireita --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Em 2021 o mês de agosto fez jus à fama funesta que lhe acompanha – ao menos em parte. Enquanto Jair Bolsonaro radicalizava cada vez mais no enfrentamento com os outros Poderes, especialmente com o Judiciário, seus seguidores elevavam cada vez mais o tom do discurso. Enquanto o cantor sertanejo Sérgio Reis bradava pela intimação do Congresso para que acatasse na íntegra a pauta bolsonarista, sob pena do uso da violência contra os juízes do STF, membros das forças policiais arreganhavam os dentes e conclamavam seus colegas para a ação. Uma manifestação foi convocada por Jair Bolsonaro e seus seguidores para o dia 7 de setembro, ocupando uma data que nos últimos anos tem sido marcada pela "Marcha dos Excluídos", liderada por organizações sociais à esquerda. Essa manifestação tem o propósito de acossar não só opositores do governo, mas também lideranças do Legislativo e do Judiciário que resistem em simplesmente se curvar aos caprichos do "mito". A maior preocupação em diversos setores sociais diz respeito às polícias, percebidas como um potencial instrumento de violência política bolsonarista. Esses medos fazem sentido? O que se pode esperar das polícias neste momento de tensão e enfrentamento político? Essas são as perguntas deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação, que convidou a professora Jacqueline Muniz, do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), uma referência na discussão sobre políticas de segurança no Brasil. Este episódio foi dividido em dois programas, indo o primeiro ao ar no sábado e o segundo na terça-feira. Esta é a segunda parte. As músicas são "Moving Over" do Silent Partner, "Mal Acostumado" do Araketu e "In the Shadows" de Eithan Meixsell.. Leiam o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Violência #Polícias #SegurançaPública #Autoritarismo #ViolênciaPolítica #Pretorianismo #Bolsonarismo --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Em 2021 o mês de agosto fez jus à fama funesta que lhe acompanha – ao menos em parte. Enquanto Jair Bolsonaro radicalizava cada vez mais no enfrentamento com os outros Poderes, especialmente com o Judiciário, seus seguidores elevavam cada vez mais o tom do discurso. Enquanto o cantor sertanejo Sérgio Reis bradava pela intimação do Congresso para que acatasse na íntegra a pauta bolsonarista, sob pena do uso da violência contra os juízes do STF, membros das forças policiais arreganhavam os dentes e conclamavam seus colegas para a ação. Uma manifestação foi convocada por Jair Bolsonaro e seus seguidores para o dia 7 de setembro, ocupando uma data que nos últimos anos tem sido marcada pela "Marcha dos Excluídos", liderada por organizações sociais à esquerda. Essa manifestação tem o propósito de acossar não só opositores do governo, mas também lideranças do Legislativo e do Judiciário que resistem em simplesmente se curvar aos caprichos do "mito". A maior preocupação em diversos setores sociais diz respeito às polícias, percebidas como um potencial instrumento de violência política bolsonarista. Esses medos fazem sentido? O que se pode esperar das polícias neste momento de tensão e enfrentamento político? Essas são as perguntas deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação, que convidou a professora Jacqueline Muniz, do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), uma referência na discussão sobre políticas de segurança no Brasil. Este episódio foi dividido em dois programas, indo o primeiro ao ar no sábado e o segundo na terça-feira. As músicas são "Angel of Mercy" de Ethan Meixsell e "Moving Over" do Silent Partner. Leiam o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Violência #Polícias #SegurançaPública #Autoritarismo #ViolênciaPolítica #Pretorianismo #Bolsonarismo --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
A saída das tropas norte-americanas do Afeganistão, após 20 anos de presença militar, foi seguida da rápida tomada do poder pelo grupo extremista islâmico Talibã. O que explica essa tomada tão rápida do poder? Qual o contexto dela? E a situação das mulheres afegãs, como fica? Que tipo de islã é professado pelo Talibã e de que forma ele produz o extremismo desse grupo, que agora controla o país? Para discutir esses temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação conta com dois convidados. Uma é Francirosy Campos Barbosa, professora de antropologia no Departamento de Psicologia Social da USP de Ribeirão Preto e estudiosa do Islã. O outro é Reginaldo Mattar Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC SP, estudioso da política externa americana e do Oriente Médio. As músicas deste episódio são Dhaka, de Kevin MacLeod e Arabian Nightfall, de Doug Maxwell. Leia o blog do #FPNS na CartaCapital. #Afeganistão #Islã #OrienteMédio #Islamismo #Talibã --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
Em pouco tempo, muitas incertezas foram produzidas sobre as eleições de 2022. Numa mesma semana discutiu-se e decidiu-se na Câmara sobre voto impresso ou não, sistema eleitoral para a Câmara de Deputados, coligações em eleições proporcionais e federação de partidos. Agora, cabe ao Senado a palavra final sobre algumas dessas questões, notadamente as coligações proporcionais e outros aspectos das regras eleitorais e partidárias. Este #ForadaPolíticaNãoháSalvação discute esse assunto. Para isso foram convidados os cientistas políticos Luciana Veiga, presidente da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e professora da Unirio; e Vitor Marchetti, professor da UFABC.  A música deste episódio é Oh, Fire! De Carmen María & Edu Spinal.   Leia nosso blog na CartaCapital! #Eleições #Sistema Eleitoral #Distritão #Coligações --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message
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Comments (2)

Márcio Bertelli

Claudio, parabéns pela qualidade das entrevistas.

Jul 10th
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Wallace Mello

Excelente programa. Muito bom poder ouvir o Prof. Limongi. Parabéns pelo programa professor Claudio.

Jun 3rd
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