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Guten Morgen - Senso Incomum

Author: Flavio Morgenstern

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Pensamentos e opiniões contra a corrente. No Guten Morgen, o podcast do portal Senso Incomum, comentamos assuntos correntes na sociedade,
72 Episodes
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75: Mourão vs Bolsonaro – O plano do vice contra o governo que elegemos by Flavio Morgenstern
Deus Vult, digo, Guten Morgen, Brasilien! Recentemente, uma campanha de assassinato de reputações foi orquestrada para queimar conservadores na mídia. Uma das reclamações foi o uso do mote Deus vult! ("Deus [assim] quer"), usado na primeira Cruzada. E "Cruzada" é um termo que evoca péssimos sentimentos na população, como uma mancha negra na história da Igreja Católica, um movimento de intolerância, imperialismo, dominação, colonialismo, preconceito, intolerância, violência e obscurantismo teocrático.Como nossos ouvintes sabem, quase tudo o que "conhecemos" de História através de narrativas prontas, reducionistas e maniqueístas. E tudo é feito de maneira impressionista: solta-se uma palavra de grande efeito, como "Cruzadas", e pronto: está confirmado que existe intolerância, teocracia, fanatismo etc, e basta dizer que é contra para parecer um grande intelectual, racional, científico, democrático e até conseguir uns joinhas no Tinder.Mas o que foram as tais Cruzadas, afinal? Apenas um movimento da Igreja Católica para roubar terras de pacíficos muçulmanos, que estavam lá desde sempre, talvez desde o Antigo Testamento? Uma guerra pseudo-santa de opressão e violência contra inocentes para obrigar o Oriente Médio inteiro a se converter ao catolicismo pelo fio da espada?A realidade, como sói, é bem mais complicada e menos agradável para a turma "eu estudei História" do que essa visão boba sobre as Cruzadas, que não se sustenta simplesmente se perguntando qual a religião predominante no Oriente Médio hoje, ou que "colonialismo" existiria naquela região na Idade Média.Pior: as Cruzadas nem mesmo foram convocadas pela Igreja Católica. Pior ainda: sem elas, não teríamos absolutamente nada daquilo que associamos à liberdade, seja o processo penal com Inquérito, seja usar biquinis, seja a ciência moderna, seja a liberdade religiosa. Entenda, afinal, o que gerou as Cruzadas e tenha em mente: o lema Deus vult é importantíssimo até para os ateus modernos, já que a questão subjacente é teológica e influi até na investigação científica. Não há a mínima possibilidade de ser conservador, ou mesmo pró-liberdade, sem dizer a última tendência em tatuagens do Ocidente: Deus vult!A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Deus vult e Guten Morgen, Brasilien!
Guten Morgen, Brasilien! Já que educação, MEC, doutrinação, Ricardo Vélez, ideologia e quejandos estão em voga (para não falar eternamente do diploma de Olavo de Carvalho), vamos dar um manual de como sobreviver à essa entidade acadêmica, erudita, científica e dona da verdade e das maiores bocas-de-fumo do planeta: a Universidade. Se você acabou de passar na faculdade, seus problemas mal começaram. Sobreviva com nosso podcast.As faculdades, ou o mundo acadêmico em si, perderam completamente o sentido original contido na palavra "Universidade": um conhecimento universal, uma busca por uma unidade coerente entre disciplinas absolutamente distantes como Física e Crítica Literária. Hoje, o debate é dominado por "especialistas", ou seja, aqueles que se aprofundam em apenas um tema, e geralmente o entendem cada vez menos quanto mais o estudam, justamente por só lerem uma coisa.Ao invés de acadêmicos serem mais inteligentes do que os eruditos do passado, cada vez mais inventam uma desculpa para lerem menos: algo não foi publicado em um jornal acadêmico relevante, o professor não gosta de tal autor, há um "consenso acadêmico" que não permite discutir certos temas, ou simplesmente "ninguém na faculdade leva tal livro a sério", o que faz com que certos assuntos sejam lidos por todos, exceto por universitários, que se gabam de, ehrr, estudarem mais do que os não-iniciados.Essas são apenas algumas das contradições do atual academicismo, que acredita que atingiu a maior verdade do Universo por ter aprendido a usar as normas da ABNT no Word. Fora a marofa de maconha e gente que se aproveita para nunca mais se vestir bem na vida, damos um breve passeio pela história da educação a da pedagogia desde a Paidéia grega (sempre inventamos um motivo pra falar de Grécia Antiga...), a educação no Império Romano, até o surgimento das Universidades na Idade Média.E para quem acha que as faculdades hoje são o supra-sumo da sabedoria "científica", vamos analisar como e por que, bem ao contrário do que se acredita, o conhecimento criado e descoberto nas Universidades pode ter avançado tecnologicamente desde então, mas decaiu e muito em matéria filosófica – aquilo que, justamente, dá unidade e coerência ao conhecimento.Da paidéia a Harvard, e das Universidades medievais à educação global unificada, vamos admitir o que ninguém admite: as faculdades, com todos os méritos que possuem e excelentes programas e professores, são uma entidade decadente no mundo atual.A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!
Guten Morgen, Brasilien! Enquanto o Brasil forja crises, a nossa vizinha Venezuela vive o caos em estágio avançadíssimo, com crueldades e barbarismos só vistos em ditaduras as mais brutais do século XX, enquanto a mídia finge que ela vive uma "crise", ignora a palavra socialismo ou esquerda para descrever o seu bizarro sistema bolivariano e trata como uma questão de opinião as diferenças entre o ditador Nicolás Maduro (e seu eterno mandante do além Hugo Chávez) e o líder da oposição Juan Guaidó, numa situação que pode gerar o maior banho de sangue da história da América do Sul.Mas o mais curioso de tudo é como a visão brasileira sobre a Venezuela exime ao fim e ao cabo a responsabilidade da própria esquerda brasileira no processo de destruição de um país que, como o Brasil, parecia ter um futuro promissor ao explorar o seu petróleo nativo.Além de ignorar a articulação da esquerda latino-americana em criar ditaduras do "socialismo do século XXI" na América Latina tendo o Brasil como o país "não tão socialista" financiando toda a barafunda dos ditadores bolivarianos, a mídia e a Academia chegaram a tratar até como "teoria da conspiração" o maior think tank do mundo: o Foro de São Paulo, reunião de partidos de esquerda da América Latina que articulava como "ganhar na América Latina o que perderam no Leste Europeu", segundo seus criadores, Fidel Castro e Lula (imagine-se o Apocalipse que seria se Bolsonaro se reunisse com um ditador de menor poder de matança, como Pinochet).Mas não foi apenas na ocultação de crimes da Venezuela: a própria visão apresentada sobre história no Brasil é uma teoria a mais furada dentre outras tantas da historiografia: o pós-colonialismo, que é justamente o que move o pensamento de Hugo Chávez, Nicolás Maduro e outros ditadores pelo continente: uma visão rancorosa e revanchista que trata nossa miséria como culpa dos americanos, que mal pisaram na América do Sul e, na verdade, nunca nem deram muita bola para o continente.Aprender de onde surgem tais visões da história pode nos ajudar a escapar da gaiola conceitual das pessoas que adoram vomitar que "estudaram história" simplesmente reproduzindo meia dúzia de clichês. Mas também conhecer quem é Hugo Chávez, qual sua origem, o que pensa e o que já fez. Ou quem no Brasil conhece a interconexão entre o "caudilho" (ditador) da Venezuela e o plano do Irã para uma bomba atômica? Ou o seu financiamento de grupos terroristas e anti-semitas no Oriente Médio com cocaína? E sua ajuda com a Argentina de Cristina Kirchner para matar judeus e financiar jihadistas? É este o homem que é ajudado por Lula, Dilma, o PT e a esquerda. Sem falar no próprio Nicolás Maduro.A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!Tenha acesso a conteúdos exclusivos para nossos patronos:https://www.patreon.com/sensoincomumhttps://apoia.se/sensoincomumFaça seu currículo na CVpraVC:https://www.sensoincomum.cvpravc.com.brConheça as camisetas e canecas do Senso Incomum na Vista Direita:https://www.vistadireita.com.br/produto/busca/?q=Senso+incomum&submit=
Guten Morgen, Brasilien! Alguns jornalistas (sempre tem um jornalista pra zoar o coreto) riram de uma declaração de Bolsonaro, dizendo que vai lutar contra o socialismo no Brasil. Entre risadinhas em tom de superioridade ao resto de nós, comuns mortais, afirmaram que é fácil lutar contra o que nunca existiu.A despeito da declaração de Bolsonaro (se tivesse dito que lutaria contra o fascismo, jornalistas estariam fazendo fila para lhe massagear com órgãos impróprios), e apesar de sua gramática ser óbvia (você não precisa lutar apenas contra o que já está consolidado, e é vergonhoso ter de explicar isso a... jornalistas), a questão é realmente interessante: existiu socialismo no Brasil? E podemos chamar o PT de socialista?A pergunta exige uma resposta menos apressada do que aquelas dadas entre risadinhas engraçadinhas de quem nada entende do assunto – ou, o que às vezes é ainda pior, acha que socialismo é só o que aconteceu na União Soviética, e nunca leu um autor socialista contemporâneo, embora tratem-nos como semi-deuses da intelectualidade acadêmica em seus jornais.O socialismo mudou muito desde antes mesmo da Revolução Russa – e o movimento comunista internacional já pregou coisas díspares, já teve inúmeros rachas, já inverteu seu norte moral durante a história. Como definir de fato, filosoficamente, o que é um socialismo? E, além do mais, a esquerda brasileira, consubstanciada no poder sobretudo com o PT, faz parte do movimento comunista internacional, ainda que saibamos que o PT não tem Gulag, não tem Holodomor, não criou o Partido único... embora, na prática, até este último tenha realizado? Para quem não sabe nada sobre o socialismo fabiano, Tito, Beatrice e Sidney Webb, a Escola de Frankfurt, Antonio Gramsci, Ernesto Laclau, o Foro de São Paulo, a Organização Socialista Internacionalista (hoje chamada de "O Trabalho") dentro do PT, o 3.º Congresso do Partido dos Trabalhadores pregando o "Socialismo Petista"... bem, se não conhece tudo isso, talvez a resposta a essa pergunta, na vida real, longe de dicotomias fáceis de acadêmicos repetitivos, possa acabar te surpreendendo.A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!
70: Bolsonaro eleito

70: Bolsonaro eleito

2019-01-0401:59:3762

Guten Morgen, Brasilien! A nova era começou e Filipe Trielli e Flavio Morgenstern foram para Brasília cobrir a posse presidencial de Jair Bolsonaro, para descobrir se estamos mesmo em 1964, se a ditadura voltou, se os jornalistas estão sendo torturados, se o fascismo começou e se virou faroeste. E o resultado contamos nesse episódio do seu podcast preferido.Bolsonaro chega ao governo de maneira completamente atípica não apenas na história brasileira, mas contra todo o establishment internacional. Nós, dois caipiras de São Paulo que nunca tinham visto Brasília “por dentro” (as entranhas do poder), contamos o que vimos, o que sentimos e como os ministros e a equipe de Bolsonaro deve encarar uma chegada ao poder – lembrando que a maior parte dos seus ministros são técnicos, muitos sem nenhum passado político.Além de nossas impressões de Brasília, comentamos os principais e mais famosos ministros de Bolsonaro, como Ernesto Araújo (Relações Exteriores, nosso chanceler), Sérgio Moro (Justiça), Damares Alves (que chefia o novo Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos) e também nosso caro Ricardo Vélez-Rodríguez (Educação), além de Silvia Nobre Waiãpi (da equipe de transição) e Sandra Terena (Secretária Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, perdão por esquecermos seu nome, somos péssimos com memória), além da presença da queridíssima doutora Ângela Gandra Martins (Secretária da Família).Também comentamos das expectativas ideológicas, da ligação entre Planalto e o Congresso e ainda temos um furo (de reportagem): será mesmo que o governo Bolsonaro tratou mal jornalistas, deixando-os sem água e café, torturando-os com o exército mandando-os para o DOPS para serem torturados e negando-lhes acesso aos banheiros?! A revelação de tudo – que a grande mídia “profissional” não fez – está nesse episódio do seu podcast preferido!E ainda: o artigo de capa de Flavio Morgenstern para a maior revista da Suíça alemã, Die Weltwoche, falando do governo Bolsonaro como esperança do Brasil: Zeitenwende in Brasilien. Não deixe de ler – mesmo com o Google Translator – excepcionalmente, o artigo está sem o paywall do site da revista.A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!
69: Uma reflexão de Natal

69: Uma reflexão de Natal

2018-12-2500:52:3543

Guten Morgen, Brasilien! Nesta data tão especial, abandonamos a política para falar das coisas que realmente importam: o Natal marca a data em que Jesus Cristo nasceu, mas sobretudo a renovação, ano a ano, de um novo tempo, da boa nova do Advento, de uma nova dinâmica no mundo. É uma época que, nas redes sociais, é chamada de hipócrita e de brigas em família com o tiozão do pavê que votou no Bolsonaro, mas qual o significado do Natal e por que damos tanta importância específica a esta data?Já fizemos uma reflexão sobre a importância do Natal no ano passado, com uma análise um pouco mais filosófica sobre o que significa esta data para o mundo – e qual a grande novidade do cristianismo. Afinal, se é dito que Jesus Cristo veio para nos salvar, ele teria vindo para nos salvar de quê? Com a análise de René Girard a respeito dos sacrifícios, e de Eric Voegelin sobre os símbolos de sociedades cosmológicas, conseguimos fazer um resumo, ainda que grosseiro, a respeito de como era o mundo anterior à mensagem de Jesus e como ele se tornou posteriormente.Isto significa que mesmo um ateu, um cético fruto da modernidade, pode enxergar uma grande novidade no cristianismo em relação às sociedades que existiram antes das mensagens conhecidas no Novo Testamento. Que ser um ateu fruto de uma sociedade e cultura cristã é bem diferente de tentar imaginar como seria ser um ateu na antiga Babilônia, no antigo Egito ou na antiga Assíria – ou mesmo nas tão defendidas antigas Grécia e Roma. Desta feita, trazemos uma nova reflexão sobre o que perdemos nessa modernidade. Como os homens religiosos (do porte de um Sócrates, um Gregor Mendel ou um Georges Lemaître) entendiam e enxergavam o mundo. E por que não só o Natal, mas todo este tempo do Advento, é um tempo especial para vivermos e revivermos todo ano, ciclicamente, sempre celebrando. E não teria como ser diferente. A quem reclama da hipocrisia... bem, será mesmo que quando se há um tempo para sermos bons, e você está reclamando, o problema não está em você? A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien e feliz Natal a todos! Hohoho!
Guten Morgen, Brasilien! A nova era chegou. E os petistas estão com medo! O Holocausto parece que vai começar logo, os negros serão novamente escravizados, os gays morrerão em praça pública, os nordestinos serão deportados, as mulheres serão subjugadas pelos homens e pior: as pessoas vão comprar pistolas 9 mm e a nosso reino de paz com o estatuto do desarmamento, tão pacífico e tão pró-vida, vai acabar, disparando a criminalidade! Ohhhh!Ao menos, é isso que dizem as fanfics de esquerda, o mais novo e elevado gênero literário que a nossa cultura legou, após décadas de alfabetização via método Paulo Freire. É o que diz a imaginação coletiva dos ideologizados no Brasil, crentes de que não crêem, lendo apenas o que é permitido por seus ideólogos, com valores e referências cada vez mais umbigocêntricos. A eleição de Jair Bolsonaro gerou a maior crise de histeria coletiva da esquerda em sua história no Brasil. Até seria algo a ser levado a sério, se ao menos alguma coisa do conjunto de crenças de quem acredita na "volta da ditadura" fosse real. Simplesmente tudo o que acreditam a respeito do novo presidente é baseado em mentiras, distorções, hipérboles, siricuticos, declarações isoladas fora de contexto e maluquices afins.É curioso notar como a esquerda, perdedora nas urnas, e que vem perdendo espaço na cultura (e até no jornalismo e na Academia), só consegue tentar explicar o fenômeno Bolsonaro através das mesmas idéias, dos mesmos conceitos e do mesmo vocabulário de sempre, crendo que se repetir com bastante ênfase o que acabou de dizer vai gerar alguma novidade. Avessa ao conhecimento livre, sem o filtro do que é "permitido" pela ideologia, muitos caíram na esparrela do mainstream a respeito de Bolsonaro, sempre reduzindo sua atuação ao trinômio machista-racista-homofóbico (quase sempre depois reduzido no anátema "fascista"). E como sair desse buraco?A esquerda pode não gostar, mas vai ter de descobrir o que é essa tal de direita, e através de fontes diretas – não através do que outros esquerdistas dizem que a direita é, no maior disse que disse desde a invenção da fofoca. E podemos ser desagradáveis, mas estamos sempre certos. É melhor Jair se acostumando a ter de nos ouvir!A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora. A produção visual é de Gustavo Finger da Agência Pier, sobre imagem de Bene Barbosa. Guten Morgen, Brasilien!
67: Ameaça fascista

67: Ameaça fascista

2018-10-2601:50:0697

Guten Morgen, Brasilien! Estamos aqui no aparente último episódio do nosso podcast antes de o fascismo começar. Com a eleição óbvia de Jair Bolsonaro à presidência, tudo quanto é órgão internacional fala abertamente no fim da democracia, em campos de concentração, em chumbo grosso na população e no massacre de minorias simplesmente por serem minorias. Afinal, se todos estão dizendo que Bolsonaro é fascista, é praticamente científico que fascista Bolsonaro é.Nós já analisamos aqui se o nazismo era "de direita", como dizem. Mas vamos analisar se o fascismo tem algo a ver com as propostas de Bolsonaro, ou dessa nascente direita brasileira? Apesar de ser uma palavra usada como adjetivo, substantivo, verbo, advérbio, exclamação, conjunção e preposição hoje em dia, o fascismo histórico é um fenômeno histórico extremamente bem definido no tempo. Criado por Benito Mussolini, um antigo socialista com certa oposição à centralização de Moscou, o fascismo preconiza o nacionalismo como diferente do socialismo.Mas por quê? O que de fato é o tal nacionalismo fascista? Por que exatamente Itália e Alemanha foram os países que atenderam tão prontamente o chamado fascista? Se alguém for muito nacionalista, acabará obrigatoriamente caindo no fascismo? Nesse episódio, damos nosso típico giro histórico para entender o que raios é, de fato, esse tal de fascismo – não o que a esquerda não cansa de ficar repetindo, mas o fascismo de verdade, aquele que, curiosamente, saiu justamente do socialismo, e que nunca se afastou muito dele.E mais: Reforma Protestante, os ídolos de Adolf Hitler, a Inquisição e suas heresias, o nome de Benito, consenso acadêmico e muito mais pancadaria para você nesse episódio do seu podcast preferido!A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!
Guten Morgen, Brasilien! Foi uma longa e tenebrosa noite de caos e desesperança em sonos intranqüilos e desespero agonizante, mas estamos aqui de volta com o seu podcast preferido! E o tema não poderia ser mais urgente nessa semana: desmistificamos e mitamos sobre a mitologia criada ao redor de Jair Bolsonaro, o "mito" anti-establishment das eleições de 2018. E ninguém melhor do que nosso profeta com olhos de Cassandra e habitué de nosso podcast, Filipe G. Martins, para analisá-lo!Não faremos análise eleitoral como ~cErToS iNsTiTuToS~ que muito mais erram do que acertam (e sempre a favor do PT), mas analisamos o que gera essa mitologia ao redor de Bolsonaro, e afinal, o que mudou com a sua chegada ao páreo eleitoral, já que todos os que apostaram que essa eleição seguiria as regras das eleições anteriores fracassaram miseravelmente. Jair Bolsonaro é visto como um candidato anti-establishment, mesmo já sendo deputado há anos. E por que isso se dá? E afinal, o que é este establishment? Por que tanta coisa mudou radicalmente no país desde junho de 2013, aquele ano não compreendido, e agora as regras da política parecem estar quase viradas em 180º? O que são estes conceitos que importamos de fora, como establishment ou, ainda mais técnico, deep State? É simplesmente impossível entender o fenômeno Bolsonaro apenas pelas velhas esquerda e direita, e precisamos compreender justamente como o povo, mesmo instintivamente, está lidando com o deep State brasileiro desde junho de 2013, passando pelo impeachment e chegando às eleições de 2018.O nome de Bolsonaro também evoca ruptura. Aliás, não apenas ele: FHC, Sarney, Demétrio Magnolli e tantos outros já falaram abertamente em ruptura. Parece que a Constituição Federal de 1988 não dá mais conta dos problemas do país. Isso é bom ou ruim? Além de Bolsonaro, também o próprio PT colocou em seu plano de poder a idéia de invocar uma Constituinte. Como se dará essa possível ruptura com as tais "instituições", nas quais a população deposita tão pouca confiança? Por fim, ainda mais com a companhia sempre salutar de Filipe G. Martins, não poderíamos ter recomendação cultural melhor do que a volta do maior fenômeno cultural e intelectual a sacudir as prateleiras brasileiras e ter sido o primeiro, no plano intelectual, a destruir o establishment sozinho: Olavo de Carvalho e seu livro O Imbecil Coletivo, que você pode comprar através de nossos links abaixo. O livro-dinamite não poderia vir em melhor hora, e mostra há 20 anos a falha estúpida da intelligentsia brasileira para ler corretamente e diagnosticar com precisão os problemas do país.A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Nosso patrocínio é da CVpraVC [https://www.sensoincomum.cvpravc.com.br], que pode fazer um currículo que vai te deixar conquistar a vaga que sempre quis. Guten Morgen, Brasilien!
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Comments (387)

Davi Correia

Só por Deus esse país!

May 21st
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Carlos Alberto

o Guten Morgen é um dos melhores podcast que já ouviu. o melhor em política. parabéns ao Flávio Morgenstern e sua equipe!

May 20th
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Vitor Martins

KKKKKKKK Olha o podcast da assessoria de imprensa do governo aí.

May 16th
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Jose Brito

como sempre, colocações perfeitas.. parabéns a quem faz o canal!

May 15th
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Michel Kaipper

uma verdadeira aula com seu devido tempo, é claro que com os temas abordados pelo Flávio levaria muito tempo para explicar, mas essa forma resumida e DIRETA ao ponto foi sensacional. Um verdadeiro homem de estudos.

May 7th
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Patrick Nogueira

este entrou para lista de um dos melhores episódios, coisas que jamais aprendemos em outro local inclusive na igreja. Parabéns continue fazendo de temas parecidos.

May 5th
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Luis sóeu

Quem é o deep state no Brasil? ótimo podcast

May 3rd
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Luis sóeu

DEUS VULT

May 2nd
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Galileu Ferreira

Faltou comentar da origem do nome Azambuja... brincadeira. Parabéns, Flávio!

May 2nd
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Arthur Wesley

Se o Paulo fosse freira não teria casado com os comunas

May 1st
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Karina Casagrande

Guten é o melhor podcast ever. É muita emoção quando sai um podcast novo :) Flavio Morgen vc é top :)

Apr 30th
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Thiago Peters

Sempre aquela análise peculiar, parabéns!

Apr 30th
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Thiago Peters

Excelente podcast. Mas tem uma incoerência, vocês não olham o apoia.se, favor dar mais atenção ao público. Mandei vários e-mails sem nenhuma atenção. Valeu.

Apr 30th
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Felspo

man .... seu podcast é foda faz mais !!!

Apr 30th
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Glaucius Maximus

Não suma Morgenstern!

Apr 30th
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Mateus Camargo

poha vai ser podcast mensal agr?

Apr 30th
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Gabriel Reis

Urgências kkk

Apr 29th
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Dawl Spartan00

Abriu muito o meu entendimento, sempre soube que havia algo errado sobre como aconteceram os fatos, valeu Flávio

Apr 28th
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Luiz Rocha

o melhor podcast

Apr 26th
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João

faço direito, primeiro semestre, em uma aula de sociologia tive que escutar a frase vinda de meu professor "Marx é maravilhoso".

Apr 19th
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