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Autor: Leitura ObrigaHISTÓRIA

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Já imaginou como seria poder ouvir alguns dos maiores estudiosos e especialistas do Brasil falando sobre História ao alcance de um clique? Se sim, o História FM é o podcast que você procurava! Apresentado por Icles Rodrigues, historiador e mestre em História pela Universidade Federal de Santa Catarina, o História FM faz parte do Leitura ObrigaHISTÓRIA e busca apresentar temas históricos de maneira acessível, mas sempre com o máximo possível de rigor histórico. Afinal, História é legal, mas não é brincadeira.

Dê o play, viaje ao passado, entenda o presente e imagine o futuro com o História FM.
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Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil enviou uma força de 25.334 pessoas para lutar naquela que, ainda hoje foi a maior guerra da história da humanidade. Mesmo sendo um país distante de onde a guerra ocorria com mais virulência, o envio de uma força expedicionária era politicamente interessante para o governo Brasileiro, e o resultado disso foi a criação da Força Expedicionária Brasileira. E embora esse tema esteja sendo cada vez mais estudado, é fato que muitas descobertas recentes da historiografia não necessariamente chegam ao grande público, e muito do desdém para qual os soldados brasileiros ainda permanecem através de histórias absurdas e até mesmo disputas políticas. No episódio de hoje convidamos o Prof. Dennison de Oliveira (UFPR) para nos contar algumas das principais batalhas da FEB na Itália e o contexto geral da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Antes de se tornar a potência mundial que é hoje, a China passou por décadas de instabilidades, disputas políticas ferrenhas, uma invasão de um império vizinho, guerras civis, desastres naturais, revoluções e tantos outros percalços. Sendo um país tão distante, tão culturalmente diferente do Brasil e com um idioma tão difícil para falantes de um idioma de origem latina como o português, é comum que as pessoas ignorem a história da China, ou que tenham dificuldade de entender as complexidades de sua trajetória, e a Revolução Chinesa é um dos eventos mais complexos de sua história, tanto pelo longo caminho que resultou neste evento quanto os desdobramentos positivos e negativos dele, comumente tratados de maneira superficial e pouco embasada. Diante desse cenário, convidamos o professor Fernando Pureza (UFPB) para conversar sobre esse assunto.
No ano de 1929, após uma década de relativa bonança econômica, a economia dos Estados Unidos passou por um incidente de enormes proporções que desencadeou a maior crise econômica da era contemporânea, arrastando milhões à pobreza, afetando diversos países e abrindo caminho para discursos populistas e autoritários que, consequentemente, abriram as portas para a ascensão do fascismo. No episódio de hoje convidamos o economista e graduando em História Gabriel Ursini, do podcast Historiconomia, para conversar sobre a crise de 1929, de suas origens até suas consequências econômicas e políticas.
O século XIX consolidou o colonialismo europeu no continente africano, gerando situações e conflitos cujas consequências perduram até hoje. Entre as potências coloniais atuando na África estava o Império Britânico, que descobriu no sul e sudeste do continente territórios e recursos valiosos para sua empreitada predatória. Contudo, essa empreitada não se deu sem desafios e resistência por parte dos povos locais, e dos conflitos que se seguiram, talvez nenhum tenha sido tão marcante quanto a guerra contra o povo Zulu. A despeito de ter sido um conflito breve onde os britânicos saíram vitoriosos, os zulus ofereceram uma resistência notável, que inclusive resultou na maior derrota de uma potência europeia contra uma civilização tecnologicamente inferior em termos bélicos. As consequências dessa guerra deixaram marcas profundas no sul e sudeste africano, e convidamos o Prof. Otávio Luiz (UFPR) para falar sobre isso.
Durante pouco mais de quatro décadas o mundo participou de um contexto geopolítico conturbado onde as duas principais potências mundiais - Estados Unidos e União Soviética - disputavam a hegemonia global, em uma corrida por expansão cultural, econômica, política, militar e ideológica. O resultado dessa corrida foram décadas de conflitos, golpes, ditaduras, assassinatos em massa, turbulência política, protestos e tudo o que fez da segunda metade do século XX um tema tão apaixonante e, ao mesmo tempo, sensível de ser estudado. Convidamos o Prof. Sidnei Munhoz, autor do livro Guerra Fria: História e Historiografia para falar sobre esse assunto.
Um dos eventos mais celebrados da História da atual Espanha é o evento conhecido como Reconquista, quando exércitos cristãos expulsaram povos muçulmanos da Península Ibérica. No entanto, há muito mais por trás dessa história do que apenas uma dicotomia entre cristãos e muçulmanos, e muito mais do que uma história de uma invasão repelida pelos invadidos em uma reconquista de território perdido. Mas por quê ela é mais do que isso? Quando essa história começa e quando ela termina? Convidamos o historiador Rodrigo Prates de Andrade para falar desse assunto respeitando suas devidas complexidades.
A pesquisa em História é um ofício que requer muito estudo, treino, conhecimentos técnicos e, principalmente, o entendimento de como lidar da maneira mais responsável possível com fontes históricas, que longe de serem neutras, devem ser analisadas de forma crítica. Mas como exatamente fazer isso? Quais dicas são fundamentais para os iniciantes na pesquisa? Existe neutralidade e isenção na pesquisa histórica? Convidamos a Profa. Tania Regina de Luca, autora do livro Práticas de pesquisa em História para responder a essa e várias outras perguntas.
Poucos temas de grande relevância social têm tanta visibilidade no mundo contemporâneo quanto o racismo. Contudo, quando se fala no assunto, há muita desinformação e negação. Mais ainda: há uma carência enorme de se entender como ele opera em suas instâncias mais profundas. Ele não se encerra apenas na injúria ou nas declarações ofensivas de indivíduos: ele está entranhado nas estruturas da sociedade de tal maneira que interfere nas possibilidades de milhões de brasileiros atingirem metas profissionais, na forma como eles são vistos pela justiça, pelo braço repressivo do Estado, na cultura popular e em tantos outros contextos. É para falar sobre o assunto que convidamos o Prof. Silvio Almeida, autor do livro Racismo Estrutural, e contamos também com a participação da historiadora Luanna Jales.
Quando a História começou a se estabelecer como disciplina acadêmica no século XIX, em um momento em que começaram a se estabilizar parâmetros científicos básicos para o campo, a academia alemã viu o surgimento do Historicismo, corrente historiográfica marcante, porém considerada superada por muitos. No entanto, ficam as perguntas: o que exatamente foi o Historicismo? Ele teve apenas uma vertente? Que críticas ele recebeu? E, de fato, ele foi superado como costuma ser dito em alguns debates? Convidamos a Prof. Flávia Varella para conversar sobre esse assunto.
Em 1917 a Rússia passou por diferentes processos revolucionários, culminando no que ficou conhecida por Revolução de Outubro no calendário russo da época. No entanto, a revolução não se deu da noite para o dia: décadas de conflitos entre partidos, movimentos políticos, lideranças, manifestações espontâneas, uma economia instável e uma guerra global entraram no caminho e criaram um cenário de instabilidade que levou a uma revolução que mudou o mundo. A partir de 1917 a possibilidade da implantação de regimes socialistas ao redor do mundo passou a ser uma realidade, e a esperança de alguns e o medo de outros com relação a essa nova conjuntura foram responsáveis por acontecimentos que moldaram a face do século XX. No episódio de hoje convidamos os professores Demian Melo e Felipe Demier para falar sobre esse evento que mudou o mundo.
É correto se referir a Roma Antiga por "Império Romano"? Gladiadores lutavam até a morte no Coliseu com frequência? Roma era uma cidade toda branquinha e limpinha tomada por mármore como alguns filmes gostam de mostrar? O fim do Império Romano é definido por "invasões bárbaras"? Muitas são as coisas que aprendemos a partir do senso comum, filmes, séries, desenhos e às vezes até na escola, quando algumas atualizações historiográficas demoram um pouco para chegar às diferentes instâncias de ensino. No entanto, a historiografia está sempre estudando temas considerados estabelecidos e fazendo novas descobertas, ou ao menos levantando dúvidas sobre o que pensávamos a respeito de um assunto. No episódio de hoje convidamos Vinicius A. Fedel, do podcast Colunas de Hércules, para conversar sobre aquelas coisas que aprendemos sobre Roma Antiga que podem não ter sido exatamente como aprendemos.
Quando se pensa no mundo antigo e mesmo na Idade Média, há uma ideia de que regiões como o leste asiático e a Europa não tivessem praticamente nenhum contato, e que os povos de diferentes lugares vivem de forma mais ou menos isolada, em bolhas comerciais e culturais. No entanto, a realidade era muito diferente dessa concepção isolacionista. No episódio de hoje conversamos com o Prof. Otávio Luiz sobre o que chamamos de Rota da Seda, uma longa rota de comércio que propiciava diversas trocas não apenas de artigos para venda, mas também trocas culturais, religiosas, entre outras. Mais ainda, discutimos sobre o conceito de "Nova Rota da Seda", proposto principalmente pelo governo chinês.
A economia brasileira no século XXI, especialmente a partir da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido uma verdadeira montanha russa. Antes de chegar a uma das maiores recessões de sua história, o Brasil passou por altos e baixos que, a despeito de impactarem a vida de todos os brasileiros, nem sempre são tão bem compreendidos sem os devidos conhecimentos técnicos sobre economia. Para explicar quais políticas econômicas foram adotadas pelos quatro presidentes do Brasil, de Lula a Bolsonaro, convidamos a professora Laura Carvalho (USP), autora de Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico e Curto-circuito: o vírus e a volta do Estado, para explicar tudo isso aos nossos ouvintes.
Em uma guerra brutal que ceifou a vida de um número entre quinze e vinte milhões de pessoas e que nunca foi capaz de alcançar o status de "guerra justa" ou "boa guerra" que a Segunda Guerra Mundial conquistou no senso comum, propagandistas tinham grandes dificuldades ao tentar transformar indivíduos em heróis. No entanto, alguns poucos nomes se destacaram e entraram para a história, e talvez nenhum outro guerreiro da Grande Guerra tenha alcançado tanta fama na cultura popular quanto Manfred von Richthofen, mais conhecido como o Barão Vermelho. Ele inspirou filmes, músicas, bandas, personagens, jogos, entre tantas outras coisas. Mas quem era o homem por trás da lenda? Convidamos o Prof. Delmo de Oliveira Arguelhes para falar sobre a curta trajetória do ás mais famoso de todos os tempos.
Cabral chegou no que viria a ser o Brasil por acidente? A Batalha de Guararapes foi a origem do Exército Brasileiro? D. Pedro I declarou uma independência do Brasil de forma heroica, do alto de seu cavalo, no que viria a ser um processo pacífico? O Brasil tem na harmonia entre as "raças" uma de suas características mais distintas? Esses e tantos outros mitos foram cuidadosamente cunhados para forjar ideias em torno do desenvolvimento do Brasil, de modo que sua história fosse mais palatável para certos grupos, e o processo de consolidação de histórias que não necessariamente condizem com as evidências e pesquisas históricas permanece ativo. No episódio de hoje conversamos com Ricardo Duwe e Anelize Vergara sobre estes e tantos outros mitos nacionais brasileiros.
Não há uma única turma de curso de História onde não existam alunos que, ao descobrir que existem diversas correntes historiográficas e que algumas delas são conflitantes entre si, não fiquem surpresos, temerosos ou mesmo apaixonados. Como em qualquer área das Ciências Humanas, a História possui diferentes métodos, teorias, e estas vão surgindo com o passar das décadas de modo a apresentar novas possibilidade sobre o fazer histórico, o que não necessariamente significa que toda nova vertente automaticamente supere a anterior. Nesse episódio convidamos o Prof. Julio Bentivoglio para conversar sobre algumas das principais correntes historiográficas dos séculos XIX e XX, além de responder sobre um questionamento básico, porém frequente: afinal, História é ciência?
Quando a Alemanha e seus aliados invadiram a União Soviética em 1941, a urgência na mobilização fez com que milhares de mulheres se alistassem, a despeito dos preconceitos que o próprio Estado soviético tentava diminuir sobre a participação de mulheres nas forças armadas. E das cerca de 800.000 mulheres que lutaram pela União Soviética, várias delas atuaram nos céus, pilotando seus aviões em missões de alta periculosidade, enfrentando o poderio bélico alemão e o preconceito de seus pares nas Forças Armadas. Nas últimas duas décadas suas histórias têm recebido cada vez mais atenção, e para trazer esse tema ao nosso podcast, convidamos o Prof. Carlos Daróz para falar sobre o assunto.
Historiador; arqueólogo; aventureiro; lenda. A história de T. E. Lawrence vem fascinando pessoas através das décadas, desde que seus feitos no Oriente Médio foram bastante romanceados, ainda na época, e o fascínio só aumentou após a publicação de seu livro "Os sete pilares da sabedoria", tendo seu ápice após o lançamento do filme Lawrence da Arábia em 1962. O filme, considerado o sétimo melhor de todos os tempos pelo American Film Institute, ajudou a sedimentar as imagens que o grande público tem dessa figura histórica. Mas quem foi T. E. Lawrence? Quais foram seus feitos? O que é verdade e o que é romance em sua trajetória? E como os escritos de T. E. Lawrence influenciam os estudos e práticas de guerra irregular hoje em dia? Convidamos Alessandro Visacro, autor de "Lawrence da Arábia", para falar disso e muito mais.
Surgido no início do século XX mas com raízes no século XIX, o Fascismo foi um fenômeno político responsável por políticas de exclusão, violência e extermínio. No entanto, seus adeptos nunca deixaram de existir, e com a ascensão de movimentos de extrema-direita pelo mundo, as discussões sobre o assunto voltaram à tona com força total. Mas afinal, o que significa fascismo? Quais as características que o definem? Convidamos o Prof. Odilon Caldeira Neto (UFJF) para conversar sobre isso e muito mais.
Durante cerca de trezentos anos, milhares de pessoas foram julgadas por bruxaria, e muitas delas foram executadas, normalmente pela fogueira. No entanto, a despeito de todos os estudos sobre o assunto, a caça às bruxas na Europa moderna é tema de muita controvérsia e disputas narrativas. Convidamos Sílvia Liebel e Lívia Torquetti para conversar sobre o assunto e tirar do caminho algumas dúvidas e preconcepções a respeito do tema, além de apresentar parte do debate historiográfico em torno do tema.
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Comentários (122)

Fábio Estevam

quase todos os episódios são bons, mas esse da segunda guerra e as 4 décadas da guerra fria (episódio 46) são os top.

Feb 22nd
Responder

Fábio Estevam

sempre muito bom as conversas do professor icles, parabéns!

Feb 22nd
Responder

Sandro Massaru Ueki

Os veteranos da segunda guerra participaram do governo militar pós 64?

Feb 22nd
Responder

Beto

Sensacional. Vale a pena esse canal de História.

Feb 22nd
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Welma Reis

começa em 5:40

Jan 5th
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Robson de Oliveira de Figueiredo

Parabéns pelo episódio! Trazer o ponto de vista de uma acadêmica é ótimo.

Jan 1st
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João Paulo Fonseca

Muito bom trabalho. Parabéns pela qualidade do trabalho de vocês. Já estou procurando o livro para saber mais.

Dec 13th
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Miller Santana

O melhor episódio que eu já ouvi! Que aula!

Nov 17th
Responder (1)

Cidadão de mal

Tenho um trabalho pra faculdade sobre OBRIGADO

Nov 3rd
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Anderson Pedro Santos da Silva

feliz em saber que os livros que utilizo em sala de aula estão atualizados.

Oct 28th
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Raphael Argôlo

Que momento!!! estou no meio da leitura do Outubro, de China Mieville, super complemento!

Oct 28th
Responder (1)

Xico

Excelente! Muito interessante o aspecto teogônico e os deuses multifacetados em Roma. Parabéns!

Oct 24th
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Sandro Massaru Ueki

ainda não está no Castbox

Oct 5th
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Bruno Diego

A independência do Brasil é interessante por um motivo. Não foi como o resto da América Latina, porque Portugal soube distribuir os cargos políticos e administrativos entre a e leite brasileira. Já os espanhóis não fizeram isso é até discriminando a elite local. É também a administração no Brasil era centralizada e na Espanha distribuída...não tem nada por ser um povo valente ou não. Foi circunstâncias políticas mesmo. por isso, se manteve este estilo, que o Brasil têm até hoje.

Oct 2nd
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Bruno Diego

👏👏👏👏 excelente, irei procurar pelos livros.

Oct 2nd
Responder

Rafa Santos

#queroouvir

Sep 22nd
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ICRC

no canal sala de guerra.o Júlio Cesar Guedes demonstra que não existe qualquer parentesco entre o barão e a Suzane

Sep 21st
Responder (1)

Fernando Conde

O que aconteceu com os podcasts recentes?

Sep 13th
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Fernanda Alves dos Santos

Uau! Que episódio maravilhoso! Gostei muito e já recomendei para meio mundo! Obrigada!

Sep 9th
Responder

Thiago Marques

programao! obrigado! o final foi realmente foda! esse professor é cabeção. rsrs

Aug 25th
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