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Durante décadas, o pai brasileiro teve oficialmente apenas cinco dias para participar da chegada de um filho. Agora, um projeto aprovado pelo Senado prevê a ampliação gradual da licença-paternidade para até 20 dias até 2029. A mudança reacende uma discussão importante: será que mais tempo em casa significa, de fato, mais participação na criação dos filhos? Ou estamos apenas ampliando um prazo sem mexer na cultura que define quem cuida e quem “ajuda”?Historicamente, a licença curta ajudou a reforçar a ideia de que o cuidado é responsabilidade feminina. Enquanto muitos homens retornavam rapidamente ao trabalho, mulheres assumiam sozinhas a adaptação à nova rotina com o bebê. Isso contribuiu para um ciclo que ainda se repete: homens que não aprendem a cuidar porque não são estimulados e mulheres sobrecarregadas que, muitas vezes, também enfrentam dificuldade em dividir esse espaço, seja por falta de confiança ou pelo hábito de centralizar as funções. Mas será que 20 dias são suficientes para mudar esse cenário?A discussão vai além do tempo e passa por comportamento, educação emocional e divisão real de responsabilidades. Para aprofundar esse debate e entender os impactos dessa mudança, Eliene Lima, psicóloga especialista em parentalidade e maternidade participa do Interessa e vai ajudar a analisar se estamos diante de uma transformação real ou apenas simbólica na construção da paternidade no Brasil.
Nos últimos meses, a atriz Heloísa Périssé voltou aos holofotes não por um novo papel, mas pela vida amorosa. Após anos em relacionamentos com homens, ela assumiu um namoro com a diretora Leticia Prisco, e o assunto rapidamente ganhou as redes sociais. Junto com a curiosidade, veio também uma velha frase, muitas vezes dita em tom de brincadeira: “do jeito que as coisas estão, na próxima decepção com homem eu caso é com uma mulher.” Mas será que essa ideia faz mesmo sentido?Casos como os de Ludmilla, Kristen Stewart, Fernanda Souza, Fernanda Gentil, Amber Heard e Maitê Proença frequentemente reacendem esse debate. Existe uma percepção comum de que relações entre mulheres seriam mais fáceis ou mais sensíveis, o que pode ser uma visão simplista e até perigosa. Relações entre mulheres também envolvem complexidade, conflitos e construção emocional. Mais do que isso: não são um “plano B” para frustrações com homens, mas sim conexões legítimas, baseadas em desejo, afeto e identificação.O tema levanta uma questão importante: a orientação sexual pode mudar por causa de uma decepção amorosa ou o que acontece é uma abertura para desejos que antes estavam reprimidos? Para aprofundar essa conversa e discutir os limites entre mito e realidade, o podcast conta com a presença de Gabriela Maia Paixão, psicóloga e psicanalista, que traz reflexões sobre sexualidade, construção do desejo e os desafios de romper com padrões sociais.
Teve uma época em que pedir demissão era um verdadeiro drama: mãos suando, coração acelerado e aquele frio na barriga antes de encarar o chefe. Hoje, a frase “eu me demito” parece sair com muito mais naturalidade. Não é por acaso. Com o desemprego em baixa e mais oportunidades no radar, cresce o número de profissionais dispostos a buscar novos caminhos. Esse cenário dá mais segurança para recomeçar e faz muita gente repensar se vale a pena permanecer onde está. Mas não é só sobre oportunidades. Um novo termo tem ganhado força: “revenge quitting”, ou demissão por vingança. Nesse caso, sair do emprego não é apenas uma decisão racional, é também um recado. Profissionais deixam seus cargos como forma de protesto contra ambientes tóxicos, falta de reconhecimento ou excesso de pressão. Dados mostram que os trabalhadores se sentem estagnados e consideram o ambiente de trabalho prejudicial à saúde mental. Ou seja, não é só sobre crescer… é também sobre sobreviver emocionalmente. O fenômeno revela uma mudança importante: estabilidade já não é mais suficiente. Hoje, trabalho precisa, no mínimo, não custar a saúde mental. Mas onde está a linha entre estratégia e impulso? Pedir demissão pode ser um ato de autonomia ou uma reação emocional. Para entender melhor esse cenário e seus impactos, o programa recebe Ricardo Castanheira, especialista em cultura organizacional, liderança e engajamento, que vai ajudar a refletir sobre limites, decisões e o que as empresas ainda precisam aprender sobre retenção de talentos.
Um curta-metragem de apenas 19 minutos conseguiu o que muitas mulheres tentam há anos: serem vistas / ouvidas. “This Is Endometriosis”, dirigido por Georgie Wileman, que convive com a doença, venceu o BAFTA 2026 de Melhor Curta-Metragem Britânico e trouxe visibilidade global para uma condição silenciosa e, muitas vezes, desacreditada. A produção escancara a realidade de quem convive com dores intensas e sintomas que vão muito além de uma “cólica comum”.Apesar do reconhecimento internacional, a endometriose segue sendo subdiagnosticada. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva conviva com a doença, e o diagnóstico pode levar, em média, sete anos. Nesse intervalo, muitas enfrentam dores incapacitantes, sangramentos intensos, desconfortos intestinais e urinários, dor nas relações e até infertilidade, frequentemente ouvindo que “é normal” ou que “faz parte”. A experiência pessoal de quem vive essa realidade reforça o quanto a dor feminina ainda é minimizada.No Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, o Interessa traz esse debate para o centro da conversa. O programa recebe a Dra. Karla de Carvalho Schettino, ginecologista especialista em endometriose, para discutir os desafios do diagnóstico, os impactos na qualidade de vida e os caminhos possíveis para que mais mulheres sejam ouvidas, acolhidas e tratadas com seriedade.Siga-nos nas redes:Instagram - https://www.instagram.com/programainteressa/ TikTok - https://www.tiktok.com/@interessa.otempo
No Interessa de hoje, a sexóloga Renata Dietze trouxe uma reflexão poderosa sobre a autonomia do desejo. Discutimos como ainda é um caminho espinhoso para muitas mulheres olharem para o próprio prazer sem o peso da culpa ou do julgamento social.Renata explicou que, quando a mulher se permite entender o que realmente gosta e se apropria do próprio corpo, ela ganha clareza para decidir suas relações. Isso passa por entender que o sexo casual pode, sim, ser uma escolha legítima e saudável, desde que seja pautado no autoconhecimento e não em uma busca por validação externa.▶️ O episódio completo já está disponível no YouTube de O TEMPO e nos principais tocadores de podcast!
A final entre Cruzeiro e Atlético Mineiro no Campeonato Mineiro entregou o que muitos esperavam, mas por caminhos tortuosos. Além do futebol, o que dominou as redes sociais e as conversas de bar não foram apenas os gols, mas a briga generalizada entre os jogadores em campo. O soco, o empurrão e a fúria se tornaram o clipe principal das notícias. E o mais curioso: até quem não torce - ou nem gosta de futebol - parou para assistir. Esse tipo de atração pelo caos não é exatamente novidade. Da Roma Antiga, com os combates de gladiadores, até as execuções públicas na Idade Média, a violência sempre teve plateia. Hoje, a arena mudou: saiu da areia e foi para o gramado, para a TV e, principalmente, para a palma da mão. Programas como o Big Brother Brasil mostram como o conflito também virou entretenimento psicológico. A lógica é simples: quanto maior o atrito, maior a atenção. E nós, espectadores, consumimos, comentamos e até torcemos dentro desse roteiro. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasNo programa, nossas meninas conversam com o psicólogo Thiago de Paula para entender por que o conflito nos prende tanto. Será que assistir à violência funciona como uma válvula de escape para emoções reprimidas? Ou estamos apenas reproduzindo um comportamento antigo, agora com novas roupagens? Mais do que julgar o que vemos, a proposta é olhar para dentro: até que ponto esse espetáculo diz mais sobre quem assiste do que sobre quem protagoniza?
No Interessa desta quarta-feira, abrimos o jogo sobre uma cilada emocional que muita gente vive, mas poucos sabem dar nome: o Future Faking. Recebemos o psicólogo Gabriel Aguillar para entender como promessas de um amanhã brilhante podem ser usadas apenas para manter você presa a um relacionamento que não sai do lugar hoje.Usamos como ponto de partida o desabafo da atriz Dakota Johnson, que após anos de relacionamento com Chris Martin, expressou o arrependimento pelo tempo investido em planos que nunca viraram realidade. O future faking é exatamente isso: alimentar o outro com sonhos de casamento, filhos e viagens para garantir o vínculo emocional, sem qualquer intenção real de concretizá-los. A conversa sobre o futuro vira uma ferramenta de conexão rápida e manipulação, onde a vida real vai passando enquanto você espera por um próximo passo que nunca chega.Discutimos como isso acontece e nos afeta diretamente, trazendo traumas profundos ou dificuldades imensas de superar o fim da relação. Afinal, não é apenas o término de um namoro, mas o luto por uma vida inteira que foi prometida e nunca existiu. Gabriel explicou que o impacto psicológico de ser "enrolada" por anos mina a autoconfiança e a percepção de realidade da vítima, tornando o processo de cura muito mais lento e doloroso.
Para muitas famílias, histórias de perdas precoces ficam marcadas por perguntas sem resposta. E não é raro ouvir relatos de parentes que partiram muito jovens por causas que, na época, eram pouco compreendidas.O aneurisma cerebral é uma dessas condições que, durante muito tempo, foi associado apenas à idade avançada. Na prática, porém, ele pode surgir em qualquer fase da vida.Trata-se de uma área enfraquecida na parede de uma artéria que, sob a pressão constante do sangue, vai se dilatando lentamente até que, em alguns casos, se rompe. Quando isso acontece no cérebro, pode provocar um AVC hemorrágico, com consequências graves e muitas vezes fatais. Nos últimos dias, a morte precoce da sambista belo-horizontina Adriana Araújo reacendeu esse alerta. A artista passou mal em casa, desmaiou e, em poucas horas, estava em estado gravíssimo após a ruptura de um aneurisma.Esse tipo de evento costuma se manifestar com uma dor de cabeça súbita e extremamente intensa, descrita por muitos pacientes como “a pior da vida”. Náusea, rigidez na nuca, desmaio e alterações neurológicas também podem aparecer, exigindo atendimento médico imediato. Mas reconhecer os sinais do próprio corpo nem sempre é simples. Muitas vezes acreditamos estar cuidando da saúde ao controlar pressão, colesterol ou glicemia, enquanto hábitos cotidianos continuam sendo negligenciados.Quem tem histórico familiar tem mais risco? O aneurisma pode ser prevenido ou detectado antes de se romper? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o Interessa recebe a médica neurologista, Júlia Kallás. Ouça!
A ideia de que estamos vivendo “tempos difíceis” já virou quase um consenso. A cada dia parece surgir um novo motivo para preocupação coletiva: crises sanitárias, violência, instabilidade política, conflitos globais. Mas os dados indicam algo ainda mais inquietante: crianças e adolescentes de hoje relatam níveis de ansiedade maiores do que pacientes psiquiátricos infantis da metade do século passado.O fenômeno aparece em pesquisas que acompanharam milhares de jovens ao longo de décadas, como o estudo “The Age of Anxiety? Birth Cohort Change in Anxiety and Neuroticism, 1952-1993”, da pesquisadora Jean M. Twenge, da Case Western Reserve University, publicado no Journal of Personality and Social Psychology. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasO que mudou tanto nesse intervalo? Ao mesmo tempo em que ganhamos autonomia, liberdade de escolha e independência, perdemos algo mais silencioso: a conexão social. Há mais pessoas morando sozinhas, relações mais frágeis e menos confiança nas interações. Soma-se a isso uma exposição constante a notícias de crise e ameaça.O cérebro humano, que não foi programado para lidar com sinais de perigo 24 horas por dia, entra em estado de alerta permanente, algo especialmente sensível para quem ainda está em desenvolvimento emocional. Para discutir os impactos desse cenário e refletir sobre o que ainda pode ser feito para proteger a saúde mental das novas gerações, o Interessa recebe o psiquiatra Dr. Bruno Brandão.
Aos 50 anos, rainha de bateria da Acadêmicos do Salgueiro, Viviane Araújo ouviu em pleno Carnaval se “já não estava na hora” de deixar a Sapucaí. Enquanto isso, Juliana Paes retomou o posto na Unidos do Viradouro aos 46, Sabrina Sato cruzou a Avenida pela Vila Isabel aos 45 com 40 quilos de fantasia, enquanto Bell Marques, aos 73, segue arrastando multidões sem que a idade vire manchete. Existe prazo de validade diferente para homens e mulheres? No outro extremo, Virginia Fonseca, aos 26, foi criticada ao estrear como rainha da Acadêmicos do Grande Rio. Quando a mulher é madura, questionam se “já passou da hora”. Quando é jovem, duvidam da competência. No Interessa, queremos saber: estamos falando de idade, experiência ou expectativa pública?
Melasma tem cura? Condição, que afeta autoestima das mulheres, não é descuidoDurante uma transmissão ao vivo, Selena Gomez respondeu com leveza a um comentário sobre um suposto “bigodinho”: não era falta de depilação, era melasma. A condição de pele, extremamente comum entre mulheres, está ligada a fatores hormonais, genéticos e à exposição solar e pode surgir mesmo com uso rigoroso de protetor. Não é desleixo, não é descuido, não é negligência.Embora benigna do ponto de vista médico, o melasma afeta diretamente a autoestima e a relação com o espelho. Não há cura definitiva, mas há controle e tratamento.No Interessa, conversamos sobre cuidado, informação e também sobre a pressão para que a pele feminina esteja sempre impecável.
O Brasil voltou a se chocar com crimes em que filhos foram usados como instrumento de vingança contra suas mães. Investigações como a divulgada pelo Metrópoles e análises da BBC News Brasil trouxeram à tona um termo ainda pouco conhecido, mas devastador: violência vicária. Trata-se de quando o agressor fere, ameaça ou até mata os próprios filhos para atingir emocionalmente a ex-companheira. É o controle levado ao limite mais perverso.Neste episódio, a bancada feminina discute como identificar sinais de alerta, o que diferencia violência vicária de alienação parental e por que tantas mães não são ouvidas a tempo. Como proteger as crianças? Como acolher essas mulheres sem revitimizá-las?
O ator Dudu Azevedo confirmou que reatou com a ex-esposa, Fernanda Mader, quase cinco anos após a separação. Eles não estão sozinhos: histórias de “round 2” no amor têm se multiplicado, de casais famosos a reencontros entre 'anônimos' que acontecem décadas depois. Afinal, o tempo amadurece, muda prioridades e pode transformar antigos desencontros em novas possibilidades. Mas quando alguém decide soprar as cinzas do passado, a pergunta é inevitável: estamos voltando para a pessoa real de hoje ou para a memória idealizada de ontem? No Interessa, queremos ouvir você. Vale insistir em um amor antigo ou isso é medo de recomeçar do zero? Participe ao vivo e compartilhe sua experiência!
O sucesso de Bad Bunny vai muito além das paradas musicais. Ele representa uma mudança de eixo cultural: pela primeira vez em décadas, o “ser latino” não está à margem, nem traduzido para caber no outro. Está no centro, com orgulho e identidade intactos. Quando Benito canta sobre Porto Rico, ele valida cada laje, cada esquina e cada história da América Latina inteira. No Interessa, nossas meninas querem saber: você também sente esse orgulho pulsar quando vê o mundo dançando no nosso ritmo? O que mais te encanta nessa irmandade latina: o calor humano que nos aproxima ou a diversidade que nos fortalece?
Você já deve ter visto nas redes sociais alguém jurando ter encontrado a “fórmula mágica” do corpo perfeito. As chamadas canetas emagrecedoras viraram tendência, mas o alerta é sério. Pesquisa inédita da Universidade de São Paulo aponta o crescimento acelerado do uso desses medicamentos por pessoas sem diagnóstico de obesidade ou doença metabólica, transformando tratamento de saúde em atalho estético.Antes que o Dia Mundial da Obesidade chegue, em 4 de março, o Interessa quer discutir os riscos reais desse uso indiscriminado, os perigos do mercado clandestino e os efeitos - como náuseas, dependência emocional, pancreatite e possível efeito rebote. Até que ponto o desejo pelo corpo ideal pode colocar a saúde em risco?
'Neste raio de suruba… já me passaram a mão na bunda... ainda não comi ninguém!'Nos anos 1990, os Mamonas Assassinas cantavam sobre suruba, digo, swing, com deboche e muita ousadia, especialmente para a época. Cantavam sobre sexo coletivo, desejo e, sobretudo, sobre frustrações como quem canta 'sapo cururu'! O tempo passou e… décadas depois, a fantasia continua viva. As inseguranças também! Comparação de corpos, de desempenho, de desejo. No meio do bacanal, surge a pergunta que quase ninguém admite: e se eu não for escolhido? Vem saber como agir no Interessa!
Mudar assusta, né? Mas e quando a sua mudança incomoda o outro?Nesta quarta-feira, o Interessa discutiu se as pessoas estão realmente preparadas para a nossa evolução ou se esperam que a gente repita sempre os mesmos comportamentos. O debate foi acendido pela entrada de Babu Santana no BBB 26: aos 46 anos, o público reencontrou um homem mais leve e divertido, bem diferente daquela postura defensiva e pressionada de seis anos atrás.Para aprofundar essa reflexão, recebemos a psicóloga Camila Fardin, que nos ajudou a entender por que é tão incômodo lidar com a mudança do outro. Falamos sobre como essa expectativa não se limita ao reality; na vida real, muitas vezes somos aprisionados em versões antigas de nós mesmos por amigos ou familiares que não aceitam que a nossa bagagem mudou. Discutimos a importância de reconhecer quando ciclos e comportamentos deixam de caber na nossa vida atual.
“Bonitofobia”, pode isso produção?No Interessa desta terça-feira, a gente mergulhou nesse termo que rodou a internet e deu o que falar. Tudo começou com o ex-BBB Jonas Sulzbach, que desabafou por não querer ser resumido a sua beleza. A internet, claro, não perdoou e o debate entre o deboche e a reflexão séria foi lançado.Para entender o que existe por trás dessa polêmica, recebemos o psicólogo Gustavo Cury, que nos ajudou a enxergar além da superfície. Por mais que o termo soe fútil ou até bobo para muitos, o assunto revela camadas profundas sobre autoconhecimento, autoestima e traumas. Discutimos a dualidade desse tópico: de um lado, o privilégio óbvio que a beleza traz em uma sociedade estética; do outro, o estigma de que “quem é bonito não pode ter problemas” ou de que a beleza anula a inteligência e o esforço.
Peido, pum, gases... nomes tem vários, mas a verdade é: todo mundo tem vergonha.O Interessa desta segunda recebeu a Dra. Vera Ângelo, gastroenterologista, para falar sobre esse tabu que a internet adora tratar como “quinta série”, mas que é saúde pura. O papo começou com o vídeo viral da Ana Castela, que supostamente deu aquela agachadinha estratégica no palco para soltar um “bufinha” — e pronto, o assunto tomou conta das redes.A própria artista entrou na zoeira, mas a Dra. Vera nos ajudou a olhar para o que está por trás da piada. Por que algo absolutamente humano ainda gera tanto constrangimento, especialmente para as mulheres? Parece que a gente tem que sublimar um aroma de flores do campo até no pum! A verdade é que soltar gases faz parte do funcionamento normal do organismo. Todo mundo produz e todo mundo elimina (inclusive dormindo!), e o hábito de segurar por vergonha pode causar dores, inchaço e problemas intestinais sérios.Discutimos como a alimentação, o ritmo de vida e até a ansiedade interferem na nossa produção de gases. Dá para rir do meme, sim, mas também dá para informar: o que nos leva a sentir tanta vergonha do que é natural? É hora de normalizar o que o corpo faz para se manter saudável.
“Tapa na bunda ou flores? E por que não os dois?” 💐🔥Foi com esse questionamento que o Interessa de hoje recebeu a psicóloga e sexóloga Renata Lanza. O papo partiu de um refrão que anda grudado na mente de muita gente para discutir algo bem mais profundo: essa divisão da sexualidade feminina.A letra da música brinca com a ideia de que carinho e desejo ocupam prateleiras diferentes — como se receber flores anulasse a intensidade de um tapa na bunda, ou vice-versa. A Renata nos ajudou a desconstruir esse rótulo de “dama na rua e **** na cama”, que insiste em dizer que a mulher que assume seu prazer de forma livre e divertida se torna “menos digna” de afeto. Por que gostar de cuidado e conversa seria incompatível com viver a sexualidade de forma intensa?Discutimos como o desejo feminino não nasce no vácuo e muito menos fica pronto em 3 minutos como um miojo! Ele precisa de contexto, segurança e troca. No fim das contas, quem ganha quando a mulher é empurrada para essas caixinhas (ou santa, ou safada) é o homem, que acaba economizando no envolvimento emocional. Dá para ser carinhosa, profunda, sensual e tudo mais ao mesmo tempo. Uma coisa não diminui a outra; na verdade, completa.























