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A Covid-19, doença causada pelo mais novo coronavírus, tem como sintomas febre, tosse, coriza, congestão nasal, dor de cabeça e no corpo e, em casos mais graves, insuficiência respiratória. A taxa de mortalidade da doença é de aproximadamente dois por cento, e afeta principalmente idosos, portadores de doenças respiratórias, que formam o grupo de risco.  Como forma de evitar que pessoas passem a doença, a qual é extremamente contagiosa, para outras, os governos decretam a quarentena, que é uma medida de isolamento, a qual dura por tempo indeterminado. A doença pode demorar de dois a quatorze dias para se manifestar, além dos casos assintomáticos, ou seja, uma pessoa pode estar contaminada, mas não manifesta sintoma algum, e pode ainda contaminar outras pessoas.  A quarentena também busca achatar a curva epidêmica, de forma que, no ápice de pessoas contaminadas, o sistema de saúde dos países consiga tratar de todos os infectados e não entre em colapso. Recomenda-se respeitar a quarentena ficando em casa, e procurar ajuda médica apenas quando um indivíduo estiver com febre. Para quem não pode parar de trabalhar, há alguns cuidados a ser tomados, como sempre higienizar mãos, chaves, celulares e maçanetas quando voltar pra casa, além de não usar dentro de casa as roupas que usou quando estava fora.  No Pílula Farmacêutica desta semana, a repórter Rita Stella conversou com a acadêmica Giovanna Bingre, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, sobre a quarentena durante a epidemia da Covid-19. Ouça no link acima a íntegra do programa Pílula Farmacêutica. Pílula Farmacêutica   Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda e quarta, às 10h40 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
O nome parece complicado, gengivoestomatite herpética primária, mas nada mais é do que a manifestação do organismo quando ele entra em contato, pela primeira vez, com o vírus herpes tipo 1. É muito comum em crianças de seis meses a cinco anos. Mas pode também aparecer em crianças mais velhas, adolescentes e adultos que ainda não tiveram exposição a esse vírus. Quem fala mais sobre a gengivoestomatite herpética primária e a herpes labial recorrente, no Momento Odontologia de hoje, é Maya Fernanda Manfrin Arnez, pós-doutoranda do programa de pós-graduação em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP em Ribeirão Preto.  Ela diz que, após a infecção primária, o vírus do herpes fica inativado nos nervos sensoriais e o indivíduo sempre servirá como um reservatório natural. A reativação desse vírus, que pode ser desencadeada por diversos fatores, como febre, estresse emocional, traumatismo local, exposição solar, exposição ao frio ou queda da imunidade, é conhecida como herpes labial recorrente.  Na gengivoestomatite herpética primária, inicialmente a criança apresenta sintomas de mal-estar, dor muscular, febre alta, irritabilidade e hipertrofia de gânglios, conhecida como “íngua”. Posteriormente, há o aparecimento na cavidade bucal de lesões vesiculares contendo um líquido branco ou amarelo. Esta fase é altamente contagiosa. Após 24 horas, as vesículas rompem-se e se unem formando úlceras dolorosas na boca, semelhantes às aftas. O período que decorre desde a exposição ao vírus até os primeiros sintomas da doença dura em torno de dois a dez dias.  O tratamento para a gengivoestomatite herpética primária geralmente é apenas para alívio dos sintomas e para auxiliar a higienização bucal, utilizando-se bochecho de clorexidina a 0,12%. Além disso, deve-se associar uma dieta pastosa, que contenha alimentos não ácidos e com abundante ingestão de líquidos, para evitar a desidratação. Pode-se usar os antivirais sistêmicos, porém, esses medicamentos devem ser receitados por um médico ou odontopediatra e devem ser utilizados no início do aparecimento dos sintomas, para que haja regressão mais rápida das lesões. Para o herpes labial recorrente, também não há um tratamento específico. O tratamento realizado visa a melhorar os sintomas e acelerar a cura. O uso de antiviral tópico é indicado previamente ao aparecimento das vesículas e o uso de antivirais sistêmicos é indicado para os casos mais graves. Outra opção de tratamento para o herpes labial recorrente é a aplicação terapêutica de laser de baixa potência para regressão da sintomatologia e do ciclo das lesões.  Momento Odontologia Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre Coordenação: Rosemeire Talamone Produção: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Gabriel Soares E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   .
Em 2016, foi aprovada em São Paulo a lei que regulamentou o Programa Silêncio Urbano, o PSIU. Desde então, seu objetivo é combater a poluição sonora e tornar mais pacífica a convivência entre os cidadãos. A lei proíbe a emissão de ruídos com níveis superiores aos determinados pela legislação federal, estadual ou municipal, prevalecendo a mais restritiva. Entretanto, todos que vivem em uma grande cidade sabem que não é uma tarefa simples garantir que os sons no espaço urbano fiquem sob controle. Por isso, o Momento Cidade desta semana tentou responder a pergunta: é possível regular os sons da cidade? Para o professor Fernando Iazzetta, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom) da USP, quando se pensa em sons na cidade, é importante definir melhor o que consideramos “poluição sonora”, normalmente interpretada como todo excesso de ruídos que afeta a saúde física e mental da população. De acordo com ele, esse tipo de definição “não leva em consideração contextos sociais e culturais, e acaba levando a uma espécie de achatamento da visão que temos sobre o som como um problema dentro da sociedade atual”. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o nível limite de sons que podemos tolerar nas nossas cidades deveria ser de 50 decibéis, no máximo. Acima disso, é possível já sofrer com perdas auditivas. Certos equipamentos de construção, por exemplo, podem gerar até 100 decibéis. Neste contexto, Ricardo Ferreira Bento, professor da disciplina de otorrino da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), esclarece que o ouvido humano não foi desenvolvido pela natureza para os níveis sonoros que temos hoje. “Em qualquer situação numa cidade grande, mesmo na rua, no trânsito, estamos expostos a um barulho de alta intensidade para o ouvido”, pontua. E, em alguns casos particulares, os sons altos são usados como estratégia de defesa no ambiente das cidades. Isso é o que concluiu o pesquisador André Forcetto, doutorando da USP que, em sua dissertação de mestrado, estudou os motivos pelos quais motociclistas estavam  modificando seus veículos para emitirem sons mais altos. “A grande maioria dos motociclistas alegou que faz isso por segurança. Eles querem ser ouvidos enquanto transitam no meio dos carros e, sendo ouvidos, eles podem transitar mais rápido”, conta. Para o professor Iazzetta,  é necessário compreender essas complexidades para não só regularmos os sons das nossas grandes cidades, mas expandirmos nossa atenção e vocabulário sonoro. O especialista defende que “resolver a poluição sonora desse ponto de vista normativo, ou seja, simplesmente diminuir o nível de som que existe, especialmente nos centros urbanos, possivelmente abriria espaço para que a gente tivesse mais sons e não simplesmente eliminar sons”.  Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou seu aplicativo de podcast favorito. Ficha técnica Reportagem: Denis Pacheco e Kaynã de Oliveira Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini As músicas utilizadas neste episódio são parte do álbum 2 do Make it Heard que foi lançado pelo selo Berro, criado pelo NuSom. São elas: André Damião – Make it Heard – Vol. 2 – 05 Kamikaze Modelismo Juçara Marçal & Cadu Tenório – Make it Heard – Vol. 2 – 02 Canto II Marco Scarassatti – Make it Heard – Vol. 2 – 07 Èsù Paula Garcia – Make it Heard – Vol. 2 – 04 # 3 (da série Corpo Ruído) Momento CidadeO Momento Cidade vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, sextas-feiras, às 8h05 na Rádio USP – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast .  
Hoje o podcast USP Analisa apresenta a segunda parte da conversa com o professor Benedito Antônio Lopes da Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, sobre a pandemia do novo coronavírus. Neste episódio, o especialista discute quais as principais formas de contenção da doença e como a ciência brasileira está atuando no combate ao vírus. Fonseca ressalta que não existe ainda uma vacina contra o SARS-CoV-2, tampouco um medicamento eficaz contra ele neste momento. Por isso, a melhor alternativa é evitar sair às ruas. Caso um indivíduo apresente algum quadro respiratório, como um resfriado, ele será recomendado a voltar para casa e ficar em isolamento social: “Só serão atendidos no hospital o paciente que tiver uma manifestação clínica grave, porque temos uma infraestrutura adequada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para atendê-los, porém, ela é limitada. As pessoas com quadros muito graves deverão ser encaminhadas para os Centros de Tratamentos Intensivos”. Ainda segundo o médico, os profissionais do sistema de saúde brasileiro estão preparados para aplicar as estratégias recomendadas de contenção da doença. Outro tópico abordado no podcast foi a disseminação de notícias falsas a respeito do novo coronavírus, e Fonseca recomenda que a população procure se informar por mídias confiáveis e também as fontes oficiais do seu município ou estado. O Ministério da Saúde lançou recentemente um aplicativo que fornece todas as informações necessárias à população em seu site. A ciência brasileira também tem sido transparente em relação a suas descobertas. Um exemplo foi o sequenciamento do genoma do novo coronavírus, feito por pesquisadoras da USP. O professor considera isso um importante feito rumo à produção de uma eventual vacina, mas lembra que “para uma vacina ser aprovada, ela precisa passar por várias etapas, e isso é um processo demorado, que às vezes dura anos, então não podemos esperar que teremos uma vacina tão logo. Por isso, o mais importante agora é ter acesso ao diagnóstico rapidamente”. Saiba mais ouvindo o podcast USP Analisa na íntegra. USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone.    .
Na entrevista desta quinta-feira (26) dos Novos Cientistas, a pesquisadora Rominne Karla Barros Freire falou sobre seu trabalho de doutorado realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Sob orientação do professor Adalberto Pessoa Júnior, Rominne desenvolveu a tese intitulada Produção de L-asparaginase pela levedura Leucosporidium muscorum CRM 1648 isolada de sedimento marinho coletado na Península Antártica. Rominne contou que a L-asparaginase, que tem propriedades para ser usada na área médica e de alimentos, é uma enzima que foi descoberta no início do século passado. “Mas ela tem tido atenção especial por ser aplicada também em tratamentos da leucemia linfoblástica aguda, doença que atinge principalmente crianças e jovens.” O trabalho de Rominne foi voltado para a produção da L-asparaginase, já que no Brasil há deficiência da enzima e ela tem sido importada. Além disso, as L-asparaginase são de origem bacteriana, o que causa nas pessoas acometidas pela leucemia algumas reações adversas. “Além disso, devido à escassez, o Ministério da Saúde incentivou instituições de pesquisas a trabalharem no desenvolvimento de novos tipos de L-asparaginase”, disse a pesquisadora. Assim, ela utilizou em seu estudo uma levedura proveniente da Península Antártica como alternativa para a produção da L-asparginase. Rominne disse ainda que seu trabalho faz parte de um projeto temático. “Minha pesquisa se resumiu em encontrar as leveduras ideais para a produção da enzima”, descreveu. As leveduras foram coletadas por um grupo de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro. “De um total de 150 leveduras analisadas, sete eram capazes de produzir a L-asparaginase”, contou a pesquisadora.
Quando estudamos história na escola, é muito comum aprendermos alguns nomes famosos, de pessoas que tiveram papéis importantes no desdobramento dos acontecimentos: Alexandre, Napoleão, Cabral, Zumbi, Einstein, Mandela, Obama… Mas quantas figuras históricas femininas você conhece? Alguma cientista brilhante, uma grande inventora, uma guerreira famosa, talvez. Se você tem dificuldade em lembrar de mais nomes, saiba que a culpa não é (somente) da sua memória. A dificuldade é causada por um fenômeno chamado apagamento histórico, que é o tema do ViaCast de hoje. Neste episódio totalmente feminino, tivemos o prazer de conversar com Luanna Jales, historiadora e integrante do canal Leitura ObrigaHistória, um dos principais canais de divulgação de ciências humanas no YouTube brasileiro. Luanna explica o que é o apagamento histórico e quais os mecanismos que fizeram (e fazem) mulheres incríveis serem esquecidas ao longo do tempo, contando exemplos que vêm, pelo menos, desde a Revolução Francesa. No bate-papo, conversamos sobre a presença das mulheres na ciência e na sociedade, e sobre como seria o mundo se algumas realidades distópicas se concretizassem. Finalizamos nossa conversa citando mulheres inspiradoras, donas de nomes que merecem estar na ponta da sua língua da próxima vez que te perguntarem sobre uma mulher importante na história. Sobre a convidada A cearense Luanna Jales faz parte do canal Leitura ObrigaHistória, voltado à história e antropologia, desde 2017. No mesmo ano, formou-se em História pela UFSC. Sua pesquisa é voltada especificamente para a história das mulheres e as relações étnico-raciais. Luanna também produz para o YouTube e seu Instagram pessoal conteúdos sobre literatura e relacionados à sua área de pesquisa. Conheça mais do ViaSaber! Siga-nos em nossas redes sociais para ficar sempre ligado em mais eventos, rolês e conteúdo científico! Instagram: instagram.com/via.saber Ficha técnica do episódio Direção: Felipe Alonso Produção: Breno Natale Apresentação: Lilian Sagan (host), Adrianna Virmond (host), Mariane Vivan (not a host) e Graciele Oliveira (not a host) Edição: Felipe Alonso e Daniel Gomes Redação: Adrianna Virmond Apoio: Jornal da USP
O programa anterior, o segundo da série, trouxe o Trio Opus 1, nº 3, de Beethoven. Agora, temos a escuta do Trio Opus 1, nº 1, para piano, violino e violoncelo, de 1795. Acompanhe toda a série aqui.   Créditos Roteiro, apresentação e montagem: Vitor Ramirez Supervisão: Gustavo Xavier
A cidade de São Paulo, já no início do século 20, era um grande circuito sonoro. As casas musicais, cafés, teatros de revista, festas populares e tantos outros espaços ressoavam os sons e as músicas paulistanas. Depois, com a chegada dos registros fonográficos e, mais à frente, das emissoras de rádio, toda essa efervescência musical foi se consolidando. Das bandas instrumentais às paródias, da música caipira às narrativas trágicas, a cidade de São Paulo mostrava seus bairros e seus acontecimentos, seu cotidiano e suas linguagens. Junto com o historiador e professor da FFLCH-USP, José Geraldo Vinci de Moraes, o USP Especiais percorre as primeiras décadas do século 20 para reconstruir parte do ambiente musical do período. Créditos Pesquisa Sonora: Amanda Pedrosa e Amanda Ferraresi Pesquisa, roteiro, montagem e apresentação: Gustavo Xavier
O teatro no Brasil, assim como a cultura em geral, tem sofrido diversos ataques e tentativas de esvaziamento. Para muitos críticos, o teatro está muito afastado da população brasileira, seja pelo preço do ingresso, localidade das salas ou por já existirem outras formas de entretenimento. Os dados comprovam o distanciamento da população com relação ao teatro: segundo o IBGE, apenas 23,4% dos municípios brasileiros possuem teatros ou salas de espetáculo e os pontos de acesso que existem atingiram a marca de 3.422 espaços, muito pouco para um país com uma extensão territorial como o nosso.  Para contextualizar o Dia Mundial do Teatro, que ocorre no próximo dia 27, e discutir a situação atual do teatro no Brasil, o Diálogos na USP  recebeu os professores Luiz Fernando Ramos —  do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, e crítico do jornal Folha de S. Paulo de 2008 a 2013, —, e Ferdinando Martins, pesquisador e orientador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, ex-diretor do Teatro da USP (Tusp) e atualmente fazendo parte do júri do Prêmio Shell de Teatro. Principal ferramenta de fomento à cultura do Brasil, a Lei de Incentivo à Cultura —  conhecida como Lei Rouanet — entrou no debate pelos constantes ataques. Para o professor Martins, a lei é um “mal necessário”, visto que o teatro tem enfrentado dificuldades de se manter: “O modelo em que artistas pedem financiamento ao banco e ao longo da temporada a bilheteria ia saudando as dívidas, esse modelo não existe mais e não existe em vários lugares do mundo”. Parte dessa dificuldade também é decorrente da crise de público que o teatro possui, como explica o professor Luiz Fernando: “O que podemos fazer para combater essa crise são muitas possibilidades, acho que várias devem ser tentadas simultaneamente, não só para a formação de público, mas também o próprio uso da televisão como meio de aproximar as pessoas do teatro.” O Brasil também apresenta um avanço no teatro comercial —  também reverenciado como “teatrão” — , como, por exemplo, os musicais importados da Broadway. Esse avanço é visto através da confiança e liberdade para que haja modificações nas montagens brasileiras, como exemplifica o professor Martins: “Quando Cats veio para São Paulo, tivemos que copiar exatamente o formato da Broadway, até mesmo nas medidas dos cenários. Já na montagem de Lazarus, com músicas compostas por David Bowie e com direção de Felipe Reaver no Brasil, a autonomia foi muito maior de recriar cenários e inclusive recriar arranjos originais que eram do David Bowie, e esse é um reconhecimento da qualidade do trabalho feito aqui no Brasil”.  Diálogos na USP   Apresentação: Marcello Rollemberg Produção: Fátima Alves e Christiane Braga Edição geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Guilherme Fiorentino Horário: sexta-feira, às 11h00 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Embora fosse um compositor que tenha vivido entre o século 19 e 20, o inglês Ralph Vaughan Williams buscava inspiração nas tradições da Renascença. É o caso da música Fantasia sobre um tema de Thomas Tallis, que é apresentada aqui. Com regência de Wagner Polistchuk, a gravação desse programa faz parte do disco Vaughan Williams/Aaron Copland, da Orquestra Sinfônica da USP.
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe a professora Maria Inês Pegoraro Krook, do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, especialista em voz e em motricidade oral pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, para falar sobre hipernasalidade da fala, conhecida como voz fanha. A professora explica que a causa do distúrbio é a comunicação indesejável entre a boca e o nariz. Os sons que não necessitam passar pela cavidade nasal acabam por transitar e sair não só pela boca, mas também pelo nariz, o que causa a fala conhecida popularmente como fanha.  Maria Inês ainda ressalta que a hipernasalidade não é considerada uma doença, e sim um distúrbio da ressonância da fala não temporário. O problema pode ocorrer por conta de problemas funcionais, câncer no céu da boca, em pessoas que nasceram com fissura palatina e pacientes que tiveram problemas neuromusculares como acidente vascular cerebral, traumatismo craniano, aneurisma, entre outros. Os tratamentos possíveis dependem de cada caso e também da saúde do indivíduo, podendo envolver cirurgias no céu da boca, uso de próteses ou a fonoterapia.  Segundo a professora, um dos maiores problemas do distúrbio é o preconceito. Brincadeiras indevidas e comentários maldosos afetam negativamente a vida do paciente e podem até mesmo causar problemas psicossociais.  Saúde sem complicações Apresentação: Mel Vieira Coordenação: Rosemeire Talamone Produção: Mel Vieira e Maju Petroni Edição Geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana E-mail: ouvinte@usp.br Horário: terça-feira, às 13h. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .
Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte sobre a situação das rodovias, 59% dos mais de 100 mil quilômetros avaliados apresentam problemas em relação à qualidade do pavimento e até de sinalização. Milhares e milhares de veículos transitam pelas rodovias todos os dias, principalmente os caminhões. Todo esse movimento acelera o desgaste dos pavimentos, principalmente quando os caminhões passam levando carga acima dos limites de peso.  Uma possível saída para tentar reverter essa situação seria a melhora da fiscalização, mas não pararia por aí. E se o Brasil implantasse uma nova tecnologia que pudesse agilizar a pesagem dos caminhões?  Uma pesquisa desenvolvida aqui na USP coletou vários dados sobre o tráfego e qualidade da rodovia Fernão Dias, com uso de uma tecnologia chamada weigh-in-motion para realizar pesagens mais eficientes.  Quem nos conta um pouco mais sobre o uso dessa tecnologia é a responsável pelo projeto, Mariana Bosso, engenheira civil formada pela USP em São Carlos, com mestrado na Poli. Ouça no link acima a íntegra do Momento Tecnologia. Momento TecnologiaO Momento Tecnologia vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast .
O Momento Sociedade desta semana aborda novamente a pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Será que as pessoas estão conscientes das medidas e mudanças provocadas pela atual conjuntura? José Luiz Portella, doutorando da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, responde a pergunta. Portella analisa como está sendo tratada a questão pelos brasileiros. “A sociedade tomou rapidamente um consenso e a mídia foi importante nesse comportamento. Mas, houve uma demora nas ações mais rigorosas, como no controle e compra de equipamentos, por exemplo, os respiradores artificiais. Quando a propagação estava em Wuhan, na China, é que deveríamos ter tomado essas providências iniciais”, aponta. Ele é muito contundente ao dizer que tentaram minimizar a situação com pedidos de não gerar pânico. “Você tomar providências, se prevenir, não é pânico”, destaca. Para o pesquisador, era preciso ter calma no início quando o vírus estava na China, mas com consciência de que o vírus chegaria no Brasil de qualquer jeito.  “É o preço da globalização e intercomunicação. Passamos vários dias recebendo voos [internacionais] com chegada de passageiros sem qualquer controle, mesmo depois do primeiro caso de um empresário vindo da Itália”. Segundo José Luiz Portella, quando há uma pandemia, deve-se diminuir o máximo possível a base de transmissão, que no começo é aritmética passando para a geométrica e depois se torna exponencial. As medidas para essa diminuição trazem diversas consequências que podem perdurar no futuro, como as formas alternativas de trabalho. Ouça no player acima a íntegra deste episódio do Momento Sociedade. Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast .
Neste momento em que a pandemia foi estabelecida pela OMS é necessário que todos os profissionais da área de saúde colaborem e estabeleçam o que vão fazer, segundo a professora e coordenadora do Núcleo de Evidências da Faculdade de Odontologia da USP em São Paulo, Fernanda Campos de Almeida Carrer.   Para a professora, nesse cenário, o dentista tem um papel fundamental, pois se expõe ao trabalhar diretamente com fluido, a saliva, que é grande contaminante, portanto deve tomar ainda mais medidas de precaução e de biossegurança no tratamento odontológico. A professora lembra que é momento de reflexão sobre a real necessidade de um tratamento estético, por exemplo, especialmente no momento em que o governo orienta para diminuir a circulação de pessoas de forma geral, o que inclui parar de ir ao consultório médico e odontológico.  As proteções para aqueles que tiverem necessidade de ir ao consultório do dentista são as mesmas amplamente divulgadas, como lavar sempre e muito bem as mãos, quando isso não for possível passar álcool gel, manter distância entre as pessoas, e no consultório, tanto privado como no Sistema Único de Saúde, cuidado ao manusear revistas e jornais, por exemplo. “As pessoas colocam a mão na boca para manipular esse material, quanto menos você encostar a mão na sala de espera melhor e, se perceber alguém tossindo ou espirrando manter distância. Mas lembra-se que toda vez que você sair de casa você se coloca em risco”. A equipe de saúde bucal está exposta e a evidência tem mostrado algumas estratégias que podem ter eficácia, mas não se sabe se é total. O Journal Dental Research traz em sua última edição que não existe uma maneira segura de fazer um atendimento odontológico. Mas, para proteção existem vários mecanismos, como usar máscaras específicas, a N-95, óculos de proteção extremamente vedados, pois já existem relatos recentes mostrando a permeabilidade da membrana ocular para o vírus, o que significa que óculos abertos não são eficazes e, tem até sugestão de banho após cada atendimento. A literatura também traz que alguns colegas da equipe médica e de enfermagem se contaminaram ao tirar os paramentos, ou seja, as roupas que vestiam enquanto atendiam paciente infectado, portanto, esse material também exige cuidados na hora de serem descartados.  No caso de real necessidade de atendimento de urgências, o uso de aerossol e spray devem ser evitados pelo cirurgião dentista e o procedimento a limpeza do equipamento deve ser muito bem feito. Segundo a especialista a literatura mostra que o melhor produto para essa finalidade é o cloro. Ela alerta que um bochecho com  peróxido de hidrogênio a 1%, também pode ajudar o profissional, uma vez que a clorexidina parece não ter efeito para esse vírus.  Os profissionais da área de saúde bucal, assim como todos os outros profissionais dessa área, têm um papel fundamental na integralidade do cuidado, fator garantido por lei a todos os brasileiros. Para Fernanda, é hora da equipe de saúde bucal se incorporar a força de trabalho do SUS, para o País sair dessa crise o mais breve possível “Que o SUS saia fortalecido nesse momento, pois é a maior sistema público universal e gratuito do mundo”.
Foto: UGA College of Ag & Environmental Sciences – Flickr-CC Lavar as mãos é ato reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um dos principais instrumentos contra epidemias. É através da higienização que são eliminados vírus e bactérias que podem estar na pele e causar infecções ao organismo, além de evitar a transmissão desses agentes de doença. É por isso que as autoridades sanitárias são unânimes quanto à importância da higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Para esclarecer algumas questões sobre a importância da higienização das mãos, conversamos com a acadêmica Kimberly Fuze, orientada da professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP em Ribeirão Preto.  Kimberly compartilha que lavar as mãos com sabão é mais eficaz do que usar o álcool em gel, pelo sabão ter a capacidade de unir água e gorduras que normalmente não ficariam unidas: “As bactérias e boa parte dos vírus têm capas de gordura, chamadas de membranas e envelopes. A função dessa capa é proteger o microrganismo do ambiente. O sabão é capaz de romper essa proteção, fazendo com que as bactérias e vírus morram.” Uma alternativa para a higienização das mãos quando não se tem como lavar com água e sabão, é utilizar o álcool em gel para matar o vírus, como explica Kimberly: “Ao entrar em contato com a proteína que compõe o vírus, o álcool provoca um processo chamado desnaturação proteica, que expõe a proteína a um meio diferente do qual ela foi gerada, causando sua morte.” Kimberly compartilha ainda dicas valiosas de como higienizar as mãos corretamente, como, por exemplo, utilizar quantidade de álcool suficiente para cobrir toda a superfície das mãos, lembrando de espalhar entre os dedos e embaixo das unhas e, para lavagem com água e sabonete, deve-se molhar as mãos e os pulsos com água corrente e então aplicar sabão suficiente para cobrir todas as áreas molhadas. Ouça no link acima a íntegra do Programa Pílula Farmacêutica. Pílula Farmacêutica   Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda e quarta, às 10h40 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Um novo vírus, com alto poder de contaminação, que ataca o sistema respiratório, tem ocupado o noticiário mundial e espalhado preocupação em toda a população. O SARS-CoV-2, um tipo de coronavírus identificado no início deste ano na cidade de Wuhan, na China, já atingiu quase 50 países, causando mais de 3 mil mortes em todo o  mundo. Afinal, será mesmo necessário tanto pânico em torno da covid-19, que é a doença causada por esse vírus, e como o Brasil está preparado para lidar com um possível surto? Para discutir essas e outras questões, o USP Analisa exibe, a partir desta semana, um especial em dois programas com o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Benedito Antônio Lopes da Fonseca.  Segundo Fonseca, antes desse novo coronavírus, o SARS-CoV-2, havia seis outros coronavírus, dentre os quais quatro causavam resfriados, e outros dois mais parecidos com o novo vírus. “Existem dois outros coronavírus que, assim como o SARS-Cov-2, causavam doenças que variavam desde um resfriado até um quadro clínico mais grave, no qual o pulmão é o órgão mais acometido”, comenta o médico. Para ele, a grande maioria das pessoas infectadas vai apresentar uma manifestação clínica mais leve e que, por isso, não há motivo de pânico. A mortalidade, no entanto, “é baixa, mas não desprezível”.  Sobre a prevenção, Fonseca aponta que é muito importante sempre higienizar as mãos. “Esse vírus tem uma camada gordurosa em sua superfície, por isso ele é muito sensível a sabão. Quando não há uma pia com água e sabão por perto, uma alternativa é o álcool em gel, um ótimo desinfetante”, comenta. “Ouve-se falar muito sobre a ‘etiqueta respiratória’, que, na verdade, significa que devemos ter um comportamento a fim de evitar a transmissão para outras pessoas. Se formos tossir ou espirrar, que façamos na dobra do cotovelo, na manga da camisa ou em um lenço, desse modo a gente não espalha a nuvem de gotículas que podem contaminar outras pessoas. Depois disso, sempre higienizar as mãos”, completa o professor.  USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone.    .
No programa dessa semana, Marcello Bittencourt conversa com Marcos Vinícius Mazzari, professor do Departamento de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, que fala sobre o livro A dulpla noite das Tílias – História e natureza no Fausto de Goethe. Ele fala sobre a percepção crescente da atualidade desta obra máxima da literatura alemã e mundial. Apresentação: Gilberto Rocha Júnior Produção: Marcello Bittencourt E-mail: ouvinte@usp.br
O jesuíta espanhol Ignácio Martín-Baró, assassinado em El Salvador em 1989, trouxe grande contribuição para o estudo da violência na América Latina e é tema de grupo de estudos no Instituto de Psicologia da USP A guerra civil em El Salvador, o menor dos países centro-americanos, terminou oficialmente em 1992, com o Acordo de Esquipulas. Mas deixou um imenso rastro de sangue. Estimativas falam em mais de 50 mil mortos em duas décadas de conflito. E foi a partir desse cenário de violência que o jesuíta espanhol Ignácio Martín-Baró criou uma nova forma de praticar a psicologia. A brutal desigualdade o levou a conhecer as comunidades pobres e a entender que um processo terapêutico só faria sentido se considerasse as condições específicas de cada indivíduo em seu meio social. Foi assim que ele criou a Psicologia da Libertação, que se tornou uma referência teórica no continente latino-americano. No Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Martín-Baró é tema de um grupo de pesquisa que funciona há quatro anos, sob coordenação da diretora do IP, Marilene Proença. Ela e os professores Ignácio Dobles (Universidade da Costa Rica), Fernando Lacerda (Universidade Federal de Goiás) e José Fernando Andrade Costa (Universidade Estadual de Feira de Santana) concederam entrevista exclusiva ao Brasil Latino para falar da obra de Ignácio Martín-Baró e sua influência na psicologia latino-americana.   Ficha técnica Marco Piva – Apresentador Alexandre Vega – Produtor Benê Ribeiro – Editor de áudio Natasha Sanchez – Estagiária Para entrar em contato escreva para ouvinte@usp.br Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
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Comentários (7)

Guilherme Bossardi

Não está sendo possível ouvir. Não está rodando

Mar 30th
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andressa soli

sensacional!!

Mar 21st
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Walkyria Louzada

ótimo

Mar 6th
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Murilo Alencar Alves Júnior

O áudio da entrevistada está bem ruim.

Feb 5th
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Cecilia Bastos Ribeiro

Fui citada nesse episódio do Ciência USP.. logo logo sai o vídeo que fizemos nessa expedição de caça aos dinossauros em Mato Grosso. Quer saber como é o trabalho de um paleontólogo?? escuta aí...

Nov 21st
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Pablo Saavedra

som com ruídos. difícil de ouvir

Aug 28th
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Augusto Menna Barreto

Muito bom. Parabéns

Jan 29th
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