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Ciências, universidade, tecnologia, educação, cultura e atualidades, o Jornal da USP em sua versão podcast
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Nascido em 21 de março de 1685, em Eisenach, na Turíngia, no leste da Alemanha, Johann Sebastian Bach começou sua carreira como músico em Arnstadt, onde foi organista da Neue Kirche (Igreja Nova) entre 1703 e 1707, e Mühlhausen, onde atuou também como organista da Divi Blasi Kirche (Igreja de São Blásio) entre junho de 1707 e junho de 1708. As duas cidades se localizam perto de Eisenach. Esse período inicial da carreira de Bach foi destacado no programa  Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MH), nos dias 6 e 7 de março de 2021. Dessa época, foram exibidas três composições: Capriccio sopra la lontananza del fratello diletíssimo, “Capricho sobre o distanciamento do irmão diletíssimo” (BWV 992), a Tocata em Ré Menor (BWV 913) – ambas as peças para cravo – e a cantata Gott ist mein König, “Deus é meu rei” (BWV 71). O programa deu início às comemorações do aniversário de Bach, que no próximo dia 21 completa 336 anos. Ouça no link acima a íntegra do programa. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast na área de podcasts do Jornal da USP. As edições anteriores de Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
Muitos podem não saber, mas as feridas que aparecem na língua podem ser sinais de sífilis e, nesses casos, todo cuidado é pouco. Essas condições, que podem parecer simples no início, precisam ser cuidadas, para que não virem algo grave no futuro, pois podem levar, inclusive, à morte.  No Momento Odontologia desta semana, a professora Cássia Maria Fischer Rubira, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, conta que é mais comum aparecerem lesões como feridas, rachaduras, manchas e erupções na língua e, quando isso acontece, é importante que a pessoa procure um profissional da saúde, para que seja executado um exame clínico minucioso e determinar a possível causa dessa lesão.  A professora alerta que toda alteração do aspecto normal da língua é um motivo de preocupação. Segundo Cássia, a presença de lesões na língua é considerada um distúrbio em relação à saúde bucal e também pode refletir doenças sistêmicas, como a anemia. “Lesões localizadas na língua podem ser resultado de doenças de origem infecciosa, traumática ou até mesmo neoplásica.”  Por terem vários tipos de origem, é essencial que o diagnóstico seja feito corretamente, para que essas condições sejam tratadas de forma adequada. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento só podem ser feitos por um profissional, seja ele um cirurgião dentista ou um médico.  Sífilis A professora explica que a sífilis é causada por uma bactéria, é uma doença infectocontagiosa, sistêmica, e a sua transmissão é predominantemente sexual, ou seja, o primeiro contato com a bactéria se dá nas partes íntimas.  Quando o contato com essa bactéria se dá fora dessas áreas (íntimas), normalmente acontece na cavidade bucal e, na maioria das vezes, nos lábios e na língua. “Com isso, ocorre a presença de uma ferida, devido ao contato com essa bactéria”, destaca Cássia.  Nesses casos, é uma ferida que não cicatriza, presente na boca por mais ou menos um mês e que não provoca dor. Normalmente ela regride espontaneamente e, por isso, “a pessoa não procura o auxílio de um profissional”.  Características “A sífilis é conhecida por várias fases da doença, devido à sua cronicidade”, explica Cássia. A doença tem a fase primária, quando há contato com a bactéria. Depois, vem a fase secundária, que pode ser um pouco mais duradoura. E, por fim, a terciária, a mais grave. Conta Cássia que “o indivíduo não tratado pode evoluir para a fase terciária e apresentar grandes nódulos na língua”. Tratamento  Quando a sífilis for diagnosticada, através de exames laboratoriais, provas sorológicas, ou até mesmo biópsia, o paciente tem que ser encaminhado para o serviço médico, que vai tratar com antibiótico, que é efetivo e faz com que a doença seja eliminada.  “O indivíduo portador de sífilis prejudica a si mesmo e aos outros”, alerta a professora. Como é uma doença infectocontagiosa e a sua transmissão é predominantemente sexual, um portador de sífilis pode transmitir a condição para o seu parceiro ou sua parceira. Além disso, a mulher portadora de sífilis, que esteja grávida, pode passar para o feto também.  A doença tem que ser tratada de forma correta, respeitando a medicação e o prazo prescritos. Se a condição não for tratada, ou for tratada incorretamente, pode avançar para a fase mais grave, que traz complicações sérias para órgãos como o coração e cérebro, levando o paciente à morte. “A prevenção é fundamental e o tratamento deve ser o mais precoce possível.”  Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Sonora: Gabriel Soares Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   Veja todos os episódios do Momento Odontologia     .
Para conhecer a perspectiva raramente ouvida das crianças que vivem na cidade de São Paulo, o Momento Cidade desta semana entrevista Júlia Audi Feigenblatt. Graduada em Pedagogia pela USP, a pesquisadora se debruçou sobre a percepção da vida em São Paulo a partir da vivência de crianças bolivianas, filhas de trabalhadores da Praça Kantuta, local que recebe aos domingos uma feira gastronômica com pratos típicos do vizinho latino-americano, contando também com manifestações culturais, festas religiosas e torneios esportivos. O estudo, defendido na Faculdade de Educação (FE) da USP, se atenta aos pequenos como sujeitos da pesquisa. Segundo Júlia, essa preocupação parte da sociologia da infância e permeia a participação das crianças na sociedade em geral, mas principalmente em pesquisas acadêmicas.  “Eu comecei a pensar um pouco em quais são as crianças que a gente não ouve. Porque como professora de escola particular eu percebo que tem bastante diferença entre as classes sociais também. Eu comecei a pensar em quais personagens eram excluídos na nossa vida, e cheguei nessa questão do imigrante”, acrescenta. Por meio de uma aproximação respeitosa e fluída, que incluiu depoimentos, desenhos e fotografias de autoria das crianças, Júlia traçou seu trabalho descritivo. O resultado é um mapeamento sobre a percepção desses pequenos cidadãos com raízes bolivianas, mas que vivem a cidade de São Paulo. Para Júlia, a partir das falas das crianças, “fica muito claro como a nossa cidade não é boa para crianças e não é boa para pessoas, falta definitivamente uma possibilidade mais humana de circulação na cidade”. A dissertação completa pode ser acessada neste link. Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou seu aplicativo de podcast favorito. Ficha técnica Reportagem: Giovanna Stael Produção: Denis Pacheco Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini
Criado na década de 1970, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi fundamental para criar toda uma logística que garantiu vacinas gratuitas para a população brasileira. O sucesso desse modelo brasileiro foi tamanho que ele tem sido inclusive copiado por outros países. O PNI e a logística da vacinação no País são temas do terceiro programa da série especial do USP Analisa. O enfermeiro especialista em imunização Leandro Torres explica que existe uma rede de frio, ou seja, uma cadeia de distribuição que vai garantir as condições necessárias de temperatura, armazenamento e transporte para que as vacinas cheguem em perfeitas condições a cada cidadão. Nessa rede, cada ente da federação tem uma responsabilidade. “O Ministério da Saúde é responsável pela compra, pelo fornecimento dessas vacinas aos Estados. Os Estados, por sua vez, são responsáveis pela distribuição aos municípios e pela oferta dos insumos, ou seja, agulhas, seringas, algodão, caixa de descarte de material perfurocortante. E o município tem a responsabilidade de armazenar essas vacinas na ponta e ofertar essa vacina ao público. Por conta do Brasil ser um país continental, nós temos situações que acabam divergindo em cada território. Há locais mais quentes, locais em que a acessibilidade não é feita através de estradas e sim de rios. Tudo isso envolve uma logística para essa vacina chegar até a população, que demanda trabalho de muita gente”, conta ele.  A bióloga e doutoranda da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, Amanda Goulart, alerta para dados da Fundação Oswaldo Cruz que mostram queda nos índices de vacinação. “Se a gente continuar nessa redução, quanto menos pessoas se vacinarem, mais a gente vai estar exposto a vários tipos de doenças diferentes”, diz ela. Amanda lembra ainda que as vacinas não apenas trazem longevidade, mas, principalmente, qualidade de vida. “Algumas doenças podem não ser letais para a gente, mas podem causar várias sequelas, vários sintomas por muito tempo, às vezes até a vida inteira. Vacinando, a gente tem a certeza de que vai ficar protegido daquela doença, viver longos anos e mais saudáveis”.  Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram. USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone.    .
Na entrevista desta quinta-feira (4), no podcast Os Novos Cientistas, a engenheira civil Fernanda Santana Carvalho falou sobre seu estudo apresentado na Escola Politécnica da USP. O trabalho avaliou a incorporação de um revestimento asfáltico com granulometria descontínua do tipo gap-graded na redução de acidentes em pista molhada. Os testes foram realizados em dois trechos da rodovia Régis Bittencourt (BR 116), que liga São Paulo a Curitiba, no Paraná. Os resultados do estudo mostram que, após a intervenção o número de acidentes em dias chuvosos nos dois trechos caiu significativamente. “Minha pesquisa faz parte de um projeto maior da Poli que começou em 2015, numa parceria entre o laboratório de tecnologia de pavimentação da escola e a concessionária que administra a rodovia”, contou a engenheira. “Com base em estatísticas de acidentes da rodovia determinamos os trechos mais perigosos, e também a relação com a chuva, pois a rodovia é em serra”, descreveu Fernanda. A partir dessas informações, ela analisou o desempenho do revestimento asfáltico, na condição de pista molhada, em um trecho de serra no sentido Norte da BR 116. O revestimento asfáltico, que é a camada mais externa, é composto de agregados minerais (rochas) e ligante asfáltico. “Podemos ter diversos tamanhos de rochas, mas há uma escala para essas dimensões”, descreveu. No revestimento do tipo gap graded as dimensões de agregados são maiores e sem os tamanhos intermediários. “Não tendo o tamanho intermediário temos a superfície do pavimento mais rugosa, fazendo com que a água escorra mais rápido possibilitando que o pneu do veículo tenha maior aderência à pista”, concluiu Fernanda. Na pesquisa Análise da textura superficial de pavimentos asfálticos e sua influência na ocorrência de acidentes de tráfego rodoviário em condição de pista molhada, Fernanda teve a orientação da professora Cláudia Aparecida Soares Machado, da Escola Politécnica.
Tenho me sentido muito triste e desanimado nestes tempos de isolamento. Será que estou ficando deprimido? Depressão é o tema do Minuto Saúde Mental desta semana, com o professor João Paulo Machado de Sousa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.  Segundo o professor, é muito importante fazermos uma distinção clara entre tristeza e depressão. “A tristeza é uma emoção humana desagradável, mas natural, que tem a ver com o contexto que estamos vivendo em um determinado momento. Já a depressão é um transtorno mental com características próprias, que vão muito além da tristeza.” Saiba diferenciar tristeza de depressão O critério principal que devemos usar para diferenciar as duas coisas, diz o professor, é a existência de um evento que justifique o sentimento, além da duração dos sintomas e dos problemas que eles trazem para a pessoa.  “No caso da perda de alguém importante, por exemplo, é natural que a pessoa sinta uma tristeza muito profunda, que vai acabar afetando seu dia a dia e atrapalhando suas atividades e relacionamentos. Se tudo correr de forma saudável, essa tristeza vai passar progressivamente e a pessoa vai retomar suas atividades normais, conforme isso acontece.” O professor alerta que, na depressão, que também pode ser disparada por um evento muito triste, a tristeza não reage de forma normal ao longo do tempo e outros sintomas importantes aparecem, como a perda de interesse ou prazer em atividades importantes para a pessoa, alterações de sono e de apetite, irritabilidade e sentimentos de culpa e desespero, chegando até a vontade de acabar com a própria vida. “Para o diagnóstico de depressão, os sintomas devem durar pelo menos duas semanas contínuas e estar presentes a maior parte do tempo.” Em função do período específico e de grande incerteza que estamos vivendo, segundo Sousa, é natural que a gente se sinta triste e sem esperança em alguns momentos. “No entanto, se os seus sentimentos negativos estiverem tomando a maior parte do seu dia, atrapalhando a realização das suas atividades rotineiras e tirando totalmente o seu interesse ou prazer em coisas que sempre gostou de fazer, é hora de acender o sinal amarelo, observar com cuidado e procurar ajuda, se necessário”, conclui. O Minuto Saúde Mental tem apresentação do professor João Paulo Machado de Sousa, produção dos professores Sousa e Jaime Hallak, com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Medicina Translacional, iniciativa do CNPq e Fapesp.
Mario Cesar Vilhena e Vivian Avelino-Silva conversam sobre “Negritude e Bissexualidade” com Luana Alves, psicóloga pela USP, especializada em Saúde Coletiva e Atenção Primária, mulher, bissexual, negra e eleita em 2020 para vereança da cidade de São Paulo pelo PSOL.  Indicações Cultura Transviada: “Amoras”, livro de Emicida; “Sense8”, série de J. Michael Straczynski, Lana Wachowski e Lilly Wachowski.
Os termômetros infravermelhos são usados para aferir a temperatura corporal pela superfície da testa e vêm sendo utilizados em ambientes públicos para a avaliação da febre nas pessoas.  No podcast Fake News não Pod desta semana, Laura Colete Cunha cita as informações falsas de que  os termômetros infravermelhos são perigosos à saúde, que podem causar câncer, danos à visão e ao cérebro, inclusive à glândula pineal. “Todas essas afirmações são falsas! Infelizmente essas fakes news fizeram muitos estabelecimentos utilizarem de modo incorreto o termômetro, mirando-o no pulso ao invés da testa. Entenda agora como esses termômetros funcionam e o porquê deles não oferecerem perigo algum à saúde.” Laura explica que a radiação infravermelha são ondas de calor emitidas por todo corpo quente, inclusive o nosso corpo! O termômetro infravermelho capta essa radiação emitida de superfícies e, portanto, é somente um sensor. “O laser presente no termômetro tem função somente de definir a mira do aparelho, ou seja, ele se limita à superfície da testa e não é capaz de atravessar tecidos nem atingir o nosso cérebro.” Como o termômetro infravermelho se limita às superfícies, esses termômetros geralmente fazem uso de um sistema para que, através da temperatura da superfície da testa, se possa determinar a temperatura da cavidade bucal. “A temperatura da cavidade bucal é a que normalmente utilizamos para dizer se alguém tem febre ou não. Não utilizamos o pulso, pois pode haver maiores variações de temperatura nas extremidades do nosso corpo. Por conta disso, caso se tente medir a temperatura através do pulso, a medição estará errada.” Combata as Fake news, compartilhe informação, não desinformação.
O Brasil vive mais uma vez um momento de oscilações. As mudanças dos rumos políticos com as eleições de fevereiro na Câmara dos Deputados e no Senado, juntamente com as novas políticas econômicas levantadas pelo Planalto, colocaram em xeque os rumos de diversos âmbitos do País. Somados a esses fatores, os estragos financeiros e sanitários promovidos pela pandemia do novo coronavírus preocupam especialistas. O doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), José Luiz Portella, analisa o momento. Para ele, a instabilidade tem relação direta com as decisões do governo. “O mercado criou uma fantasia e agora está entrando nessa decepção”, compartilha o professor neste episódio do Sociedade em Foco. Com isso, ele identifica que medidas como a interferência do governo na Petrobras simbolizam o fim do “sonho liberal”, mote usado por Bolsonaro em sua campanha presidencial de 2018 e, consequentemente, de parte do respaldo que ele tinha na população. “[Bolsonaro] tem certas convicções liberais, desde que elas não atrapalhem seus planos pessoais, e eu acho muito difícil implantar o liberalismo no Brasil de uma hora para outra, com tanta desigualdade”, complementa Portella, que resume os sintomas da crise em duas palavras: inconstância e volatilidade. Esses dois fatores dificultariam a discussão de novas reformas econômicas e de novos investimentos para o País. Apesar do rombo financeiro, maximizado pelos impactos da pandemia da covid-19, José Luiz Portella prevê um esforço político para novas mudanças, mas que devem esbarrar no teto de gastos. “Vem aí o Bolsa Família robustecido no segundo semestre, porque o problema agora não é pontual, não é a covid-19 só em si, é o que a covid-19 está realizando. Então, nós vamos ter um desemprego alto por muito tempo”, analisa, destacando que o Bolsa Família deve ser utilizado como forma de garantir mais prestígio ao governo. Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast .
A pandemia chegou de forma avassaladora e as empresas do setor de alimentação se encontraram em uma situação complicada. Como toda a sociedade, elas também tiveram que se adaptar e, ao adotar o atendimento via delivery, toda a cadeia envolvendo restaurantes, indústrias alimentícias e distribuidores também sofreu alterações. Nesse sentido, ideias de projetos para solucionar e melhorar o mercado dessa área começaram a surgir e a USP não podia ficar de fora. A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, por exemplo, organizou uma maratona tecnológica chamada Sancathon para estimular a criação de projetos que ajudassem no aperfeiçoamento do mercado citado acima. De forma online, a maratona teve quase 500 participantes de 22 estados participando e, entre os premiados, dois projetos se destacaram, e o melhor, já dando resultados. “É uma plataforma que vai ligar o produtor com o estabelecimento que serve a comida. Essa ponte vai ser feita com um marketplace, plataforma de compras. Vai ter um aplicativo de uso do produtor e cliente. O que vai acontecer? Já o produtor vai colocar no marketplace os seus produtos junto com o preço. Assim que ele fizer essa oferta, o aplicativo do cliente já aparece. Na parte do cliente, há uma tela de home com os produtos disponíveis. Uma das coisas interessantes disso é que a gente consegue fazer uma compra em massa”, comenta Vinicius Baca, estudante do curso de Engenharia Mecânica da EESC e criador do aplicativo de compras coletivas HORT-E. Seu aplicativo tem intenção de fazer a ponte entre o produtor e o dono do estabelecimento, o que, para Baca, sempre foi um problema e, de certa forma, algo precário. Além do HORT-E, outro aplicativo ficou em evidência na maratona, o FoodTrends. Esse app usa técnicas de mineração de dados e inteligência analítica no intuito de coletar informações de aplicativos de delivery. O objetivo final é possibilitar que indústrias e distribuidores de alimentos tenham acesso ao potencial de consumo de determinada região. “A nossa plataforma consegue escolher e segmentar os restaurantes de uma forma muito específica, então, para a indústria e para os distribuidores, é algo essencial, e a gente percebe que isso é uma carência muito grande quando a gente fala do food service, dos restaurantes e operadores. Acredito que, quando a gente consegue segmentar um restaurante pela culinária que ele oferece, pelos pratos que ele tem, quais são os ingredientes que ele coloca, quando a gente chega nesse nível de detalhe, a segmentação fica muito grande e muito específica, e isso é ótimo para quem está abastecendo esses restaurantes, os distribuidores e a própria indústria”, conclui Julio Vazquez Manfio, desenvolvedor do aplicativo. Momento TecnologiaEdição de roteiro: Denis PachecoEdição de som:  Guilherme FioriEdição geral: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.brHorário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast  Veja todos os episódios do Momento Tecnologia    
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe João Marcelo Furtado, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP para falar sobre o herpes zóster ocular. O médico conta o que é essa infecção, quais suas causas e sintomas e, ainda, apresenta as formas de tratamento e prevenção da doença.  Causas do herpes zóster ocular Segundo o professor, o herpes zóster ocular é causado pelo vírus da varicella-zoster, também causador da catapora e de alterações na pele chamadas popularmente de cobreiro. O vírus, explica, pode acometer os olhos diretamente ou como manifestação secundária das lesões da pele. O mais grave, alerta Furtado, é que o herpes zóster pode levar à perda de visão. As lesões do herpes zóster na pele, geralmente, ocorrem em apenas um lado do corpo, informa o professor, de pessoas com histórico de catapora. Essas pessoas também podem desenvolver o herpes zóster ocular, em que as lesões atingem a pálpebra, causando inchaço e outras complicações associadas, bem como alterações da superfície e até do interior dos olhos .  Sintomas do herpes zóster ocular O quadro clássico da infecção, afirma Furtado, é marcado por mal estar não específico, semelhante ao de um resfriado. Vermelhidão na pele associada à coceira e dores também são manifestações do herpes zoster ocular. Após alguns dias infectado, é comum o paciente apresentar lesões associadas ao inchaço, aumento de dores e das vesículas, que formam crostas. Tratamento do herpes zóster ocular Furtado diz que uma pessoa saudável pode melhorar sem tratamento. Mas iniciar as medicações já no começo da infecção “aumenta a chance de ela ter menos dores, dela melhorar mais rápido e até de ter menos complicações no futuro”.  O tratamento para a herpes zóster normalmente é o antiviral, por via oral, de sete a dez dias, de acordo com a evolução da doença; o que vale para a forma de lesão na pele também. E, “dependendo do quadro ocular, a gente vai associar ou não anti-inflamatórios, que podem ser colírios”. O oftalmologista também informa como é possível tratar a infecção grave.  Por ser uma doença transmissível, Furtado ainda explica ao ouvinte os cuidados necessários para não transmitir a doença para outras pessoas. E, para prevenir a infecção, o professor cita a vacina para o herpes zóster para pessoas acima de 50 anos, mas informa que tem alto custo e não está disponível na rede pública.   Os ouvintes podem enviar sugestões de temas e comentários para o e-mail: ouvinte@usp.br.  Saúde sem complicações Apresentação: Mel Vieira Produção: Mel Vieira e Flávia ColtriEdição: Rita Stella Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana Coordenação: Rosemeire Talamone Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: terça-feira, às 13h. Veja todos os episódios da Saúde sem complicações Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   .
Esta edição do Pílula Farmacêutica faz um alerta para a banalização do tratamento antiacne. Como o problema atinge, principalmente, a pele do rosto, as pessoas acreditam poder utilizar inadvertidamente a droga isotretinoína, princípio ativo de remédios para o tratamento de casos graves de acne. Porém, avisa a acadêmica Giovanna Bingre, orientada pela professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, o surgimento de espinhas no rosto deve ser investigado por um dermatologista, que orientará o melhor tratamento, incluindo os efeitos colaterais da isotretinoína, se for o caso, ou de outras terapias.  Adianta a acadêmica que é bom lembrar que a acne é o adoecimento do folículo pilossebáceo. Pilo, de pelo, e sebáceo, relativo à produção das glândulas sebáceas. E que quando este folículo adoece, acontece uma produção exagerada de sebo e queratina, facilitando a infecção pela bactéria Propionibacterium acnes, que consome as secreções e levam à inflamação, responsável pelas espinhas.  A doença pode ter várias causas, entre elas, os fatores hormonais, mais comuns na adolescência. Em sua forma mais grave, não responde aos antibióticos. O que é a isotretinoína?  Informa Giovanna que se trata de um composto relacionado à vitamina A (ácido retinóico), que “age na acne como regulador da diferenciação celular, inibindo a proliferação celular nos sebócitos”. Assim, ao reduzir “a produção de sebo, a acne tende a melhorar”. O remédio, em apresentação de cápsula, deve ser administrado de acordo com o peso do paciente por um período médio de tratamento de sete meses.  Para que serve a isotretinoína? Giovanna alerta para o absurdo de algumas pessoas com poucas espinhas desejarem o tratamento com a isotretinoína. Somente os casos graves da doença podem utilizar o medicamento. Segundo a acadêmica, a droga deve ser “uma das últimas opções de tratamento da acne e deve ser sempre usada com o acompanhamento e recomendação de um médico”. Quais são os efeitos colaterais da isotretinoína? São vários os efeitos colaterais desse remédio, adianta Giovanna, que elenca os principais: anemia; irritação e ressecamento dos olhos (o que pode facilitar uma conjuntivite); ressecamento da pele e dos lábios; dores musculares e nas articulações; aumento do colesterol; queda de cabelo e depressão. Também podem ocorrer, mais raramente, catarata, aumento da pressão intracraniana, doença de Crohn e hepatite. 
Publicada em 1739, a terceira parte do Clavier Übung (Exercício de Teclado), de Johann Sebastian Bach, contém quatro duetos para órgão (BWV 802-805) que são exemplos da arte do contraponto – a técnica de sobrepor duas ou mais melodias -, de que o compositor alemão foi o grande mestre. Os quatro duetos – que têm esse nome porque são peças para duas vozes melódicas – foram ouvidos no programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), apresentado nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2021. O programa exibiu ainda a Suíte em Sol Menor para Alaúde (BWV 995) – que é a transcrição integral para alaúde da Suíte para Violoncelo Número 5 em Dó Menor (BWV 1011), feita por Bach por volta de 1730 – e a cantata Es ist ein trotzig und verzagt Ding um aller Menschen Herze, “Há uma coisa teimosa e desesperada no coração de todas as pessoas” (BWV 176). Ouça no link acima a íntegra do programa. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast na área de podcasts do Jornal da USP. As edições anteriores de Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
A gravidez é um momento de muitas dúvidas por parte da gestante, tanto com ela quanto para o bebê. Cuidar da saúde em geral é fundamental para a mãe e para a criança, e a saúde bucal, especialmente, é muito importante neste momento.  Os cuidados com a saúde bucal da mulher grávida são os mesmos de qualquer pessoa, mas é preciso se atentar a algumas questões específicas. Quem garante é a professora Mariana Minatel Braga Fraga, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, convidada do programa Momento Odontologia desta semana. “É preciso focar no controle da higiene bucal, para evitar a cárie e a doença periodontal, doenças comuns durante a gestação, e,ainda, no controle da dieta”, explica a professora. Essas doenças são comuns na gravidez, porque as gestantes costumam se alimentar mais, principalmente alimentos doces. Mariana ainda alerta que “é importante cuidar para que isso não se exceda ao longo do dia”. Os dentes durante a gravidez É comum que os dentes da mulher sofram algumas alterações durante o período de gestação, mas a professora ressalta que esses problemas não têm relação com a gravidez em si. Segundo Mariana, os dentes estão sempre passando pela desmineralização e remineralização, processo que ocorre naturalmente e não em função da gravidez. “Um desequilíbrio nesse processo, causado pelo biofilme presente sobre a superfície dos dentes, leva a alterações. Na gravidez, isso acontece porque a grávida come mais vezes, especialmente alimentos açucarados.” Diferente do que muitos pensam, a gravidez não enfraquece os dentes, garante Mariana. Essa história “não passa de um mito”, ressalta. Ela ainda destaca que “o bebê não rouba o cálcio ou os minerais do dente da mãe”. A explicação, diz a professora, é a gestante ter cárie pela alteração nos hábitos alimentares e o consequente processo de desmineralização e remineralização. Riscos para o bebê A cárie dentária durante a gravidez não prejudica diretamente o bebê, mas pode estar relacionada a algumas questões que precisam ser acompanhadas por um profissional. A cárie pode liberar substâncias na corrente sanguínea, que são capazes de alterar a contração uterina e induzir a um parto prematuro. “O mesmo acontece com doenças periodontais, portanto, é necessário o acompanhamento, mesmo antes do período de gravidez.”  Mau hálito Segundo a professora, a gravidez não tem relação direta com o mau hálito, mas algumas situações que a mulher enfrenta, sim. Entre as condições estão a xerostomia, mais conhecida como boca seca, a ingestão frequente de alimentos, especialmente os adoçados, e falta de higienização correta. Mariana ainda explica que, por conta do forte enjoo, muitas grávidas não conseguem fazer a higienização da língua, o que também pode favorecer o mau hálito. Anestesia Muito se fala que a grávida não pode tomar anestesia, mas, se necessário, “ela deve tomar anestesia”, destaca Mariana. “Se a grávida precisar de algum procedimento que possa gerar dor é preciso anestesiar, porque é muito mais danoso para ela sentir dor do que tomar anestesia.” Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone
Em 19 de julho de 1979, quando os sandinistas tomaram o poder na Nicarágua derrotando a longeva ditadura da família Somoza, a América Latina foi tomada por um sentimento de esperança. Aqueles jovens guerrilheiros eram portadores da luta pela independência, justiça social e democracia. Logo após a revolução, avanços foram obtidos como o direito à saúde, educação e terra. Essas conquistas só não foram mantidas e ampliadas por causa da ingerência norte-americana que financiou grupos armados e assim sufocou o processo revolucionário. Por meio de eleições democráticas, a oposição derrotou os sandinistas e assumiu o poder em 1990. Somente em 2006, a Frente Sandinista de Libertação Nacional voltou ao governo com Daniel Ortega. Nessa altura, o partido já estava dividido. A dissidência sandinista, formada por comandantes guerrilheiros históricos, acusava Ortega e sua família de corrupção e acordos políticos espúrios para se manter no poder. Em abril de 2018, manifestações populares colocaram o governo em xeque e a repressão policial matou mais de 200 pessoas, segundo relatório da OEA. Desde então, a instabilidade política é permanente. A pandemia agravou os problemas econômicos e atualmente o futuro é incerto. Para falar sobre a situação da Nicarágua, o Brasil Latino entrevista a comandante guerrilheira Dora Maria Téllez, ex-ministra da Saúde e ex-deputada constituinte, que lidera o partido opositor Unamos, uma dissidência da Frente Sandinista de Libertação Nacional, e Paulo Abrão, especialista em Direitos Humanos na América Latina, PhD em Direito e ex-professor em universidades no Brasil e na Espanha. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Com o início da vacinação contra a covid-19 e o aumento da desinformação sobre o tema nas redes sociais, é comum encontrar pessoas com dúvidas básicas sobre vacinas em geral. Para esclarecer algumas delas, o segundo episódio da série especial sobre imunização produzida pelo USP Analisa vai abordar os componentes e a segurança das vacinas e em que caso elas podem ser contraindicadas. Os entrevistados são o enfermeiro especialista em imunização e criador do canal Hora de Vacinar, Leandro Torres, e a bióloga e doutoranda da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, Amanda Goulart. Diante de um cenário com tantos questionamentos da população, Amanda chama a atenção para a importância do papel dos profissionais de saúde na orientação das pessoas. “Se você tem alguma dúvida, o ideal é consultar um médico, um enfermeiro, alguém que seja especializado, para que ele consulte a bula daquela vacina e veja quais são os componentes e quais pessoas podem ou não tomá-la. Essas informações estão disponíveis na bula. Todos os profissionais de saúde e até mesmo pessoas leigas conseguem encontrar isso em alguns locais. Informação é para a gente utilizar”, destaca ela.  Embora algumas vacinas sejam contraindicadas em determinadas situações, como alergia aos componentes, Torres lembra que não há motivo para pânico. “Se, por exemplo, eu tenho uma alergia, mas é uma alergia leve, que, com um anti-histamínico que o médico prescreva eu consiga controlar, eu tenho que tomar vacina. Mas se eu tenho reação gravíssima, tenho um choque anafilático à vacina ou ao ovo? Eu não vou poder tomar. Só que aí entra a questão da coletividade. Se eu tenho a maior parte da minha população vacinada, eu automaticamente estou transferindo uma proteção indireta para essas pessoas que não podem tomar a vacina”, afirma o enfermeiro. Amanda e Torres, que integram a União Pró-Vacina, destacaram ainda a iniciativa Todos Pelas Vacinas, cujo site disponibiliza uma série de materiais para esclarecer outros questionamentos do público leigo sobre esse tema.  Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram. USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone.    .
Na maior central de abastecimento da América Latina, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), localizada no bairro Vila Leopoldina (zona oeste da capital), o jornalista Jamir Osvaldo Kinoshita resolveu estudar a comunicação e como ela contribui para a formação da identidade dos carregadores autônomos que atuam no entreposto. Sob a orientação da professora Roseli Aparecida Figaro Paulino, Kinoshita apresentou na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP a dissertação de mestrado A comunicação no mundo do trabalho dos carregadores da Ceagesp. Na entrevista desta quinta-feira (25), o jornalista deu detalhes de como realizou seu estudo e relatou a situação desses trabalhadores que atuam naquele universo onde são comercializados diariamente produtos como frutas, verduras, legumes, flores e pescados, entre outros. Em seu estudo, ele analisou a situação dos carregadores que atuam nos setores de flores e pescados. Ele constatou que o trabalho dos 3,8 mil carregadores autônomos é uma atividade eminentemente masculina, árdua e que demanda muita força. Remete aos moldes de trabalho braçal da era medieval, sobrevivendo em pleno século 21 em meio a uma situação total de precarização da mão de obra. “Eles não têm patrão ou vínculo empregatício e direitos trabalhistas e dependem, unicamente, do fluxo de produtos comercializados diariamente no entreposto”, contou o jornalista. Segundo ele, esses carregadores trabalham em mais de um setor.
Mario Cesar Vilhena e Vivian Avelino-Silva conversam sobre Sexo com Uso de Substâncias Químicas (Chemsex) com Bruno Branquinho e Rico Vasconcelos. Bruno Branquinho é médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP, fez residência e especialização em Psicoterapia no Hospital das Clínicas da FMUSP, é psicanalista de orientação lacaniana, escreve para a Carta Capital sobre Saúde LGBT+ e atende como psiquiatra na Casa 1 – Centro de Cultura e Acolhimento LGBT. Rico Vasconcelos é médico infectologista pela FMUSP, fez residência no Hospital das Clínicas da FMUSP,  trabalha na área de tratamento e prevenção do HIV e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, é Coordenador Clínico dos Projetos de Prevenção de HIV do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da FMUSP e colunista na UOL VivaBem sobre HIV, ISTs, Prevenções e Tratamentos.  Indicações Cultura Transviada: Moonlight: Sob a Luz do Luar, filme dirigido por Barry Jenkins; Transamérica, filme dirigido por Duncan Tucker; edelei.org, site de ONG que trabalha com disseminação de informações sobre redução de danos para diferentes tipos de consumo de drogas; uol.com.br/vivabem/colunas/rico-vasconcelos/, coluna sobre HIV, ISTs, Prevenções e Tratamentos de Rico Vasconcelos na seção VivaBem da UOL; cartacapital.com.br/author/brunobranquinho/, coluna sobre Saúde Mental na qual Bruno Branquinho participa na seção Saúde LGBT+ da Carta Capital. Sobre o programa SaúDiversidade é um podcast de saúde para as pessoas LGBT+. É apresentado e produzido por Mario Cesar Vilhena, professor e pesquisador em Direitos Humanos, e Vivian Avelino-Silva, médica infectologista e professora na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
Esta semana, no podcast Minuto Saúde Mental, o professor João Paulo Machado de Sousa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, fala do humor daquele seu amigo que cada hora está de um jeito. Em um momento está animado e brincalhão e, no momento seguinte, está bravo ou irritado com todo mundo. Segundo o professor, seu amigo pode ser bipolar, mas não são essas variações de humor que definem isso. “A alternância rápida de estados diferentes de humor se chama labilidade emocional e pode ser um sintoma de diferentes transtornos mentais, ou mesmo de nenhum.”  Diferente do que muita gente pensa, diz o professor, o diagnóstico de transtorno bipolar depende da ocorrência de episódios de agitação mental significativa que recebem o nome de episódios maníacos ou hipomaníacos. “A pessoa que está em um episódio hipomaníaco apresenta pensamento acelerado, menor necessidade de sono, autoestima aumentada, impulsividade e aumento geral da energia, entre outros sintomas. Em um episódio maníaco, a pessoa apresenta essas características de forma mais grave, incluindo ideias de ter habilidades ou dons especiais, desinibição social importante (com comportamentos muitas vezes inadequados) e até psicose, que é a perda de contato com a realidade.” O transtorno bipolar tem dois tipos. O paciente recebe o diagnóstico de transtorno bipolar do tipo 1 quando apresenta pelo menos um episódio maníaco, que muitas vezes se alterna com episódios depressivos. Já no transtorno bipolar do tipo 2, acontecem pelo menos um episódio hipomaníaco e um episódio depressivo. Sousa informa que, além desses dois, existe o transtorno ciclotímico, diagnosticado quando a pessoa apresenta alguns episódios de hipomania e alguns episódios de depressão, mas sem gravidade suficiente que caracterize transtorno bipolar do tipo 1 ou 2. “É importante saber que a pessoa que sofre de qualquer um destes transtornos chamados de bipolares tem mudanças significativas e duradouras no seu jeito normal de se comportar e que essas mudanças não podem estar associadas ao uso de álcool, drogas ou medicações. Os transtornos bipolares precisam ser identificados e tratados corretamente, já que afetam a vida da pessoa e atrapalham atividades como o trabalho, relacionamentos e interações pessoais.” O Minuto Saúde Mental tem apresentação do professor João Paulo Machado de Sousa, produção dos professores Sousa e Jaime Hallak, com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Medicina Translacional, iniciativa do CNPq e Fapesp.
A quinta geração da internet móvel 5G vem sendo associada de diversas formas à pandemia de covid-19. Esse é o assunto desta semana do podcast Fake News Não Pod. Desde janeiro deste ano, diversas informações falsas foram desmentidas e retiradas do ar por plataformas de mais de 37 países. Os Estados Unidos foi o país em que essas fake news mais circularam. Segundo Laura Colete Cunha e Rayanne Poletti Guimarães, desde antes da pandemia estava sendo disseminado que a nova tecnologia 5G afetaria o sistema imunológico e causaria prejuízos à saúde da população, suposição que já foi desmentida por diversos artigos científicos. Com o desenvolvimento da pandemia, as fake news acerca da 5G cresceram, afirmando que a cidade de Wuhan, na China, onde foi reportado o primeiro caso de covid-9, teria sido a primeira cidade a ter cobertura completa de internet 5G, informação que também é falsa. A partir de então, as notícias falsas começaram a sugerir que a 5G é a causa do novo coronavírus, bem como é responsável por sua transmissão. Algumas notícias sugeriram ainda que a 5G, em conjunto com a covid-19, seria um plano do governo para controlar e monitorar a população.  A disseminação dessas fakes news teve como consequência a revolta de uma pequena parte da população europeia, o que acarretou no incêndio de várias torres de transmissão 5G. Ademais, funcionários de operadoras móveis já relataram terem sido alvo de ofensas verbais por pessoas desconhecidas. Esses episódios e a crescente circulação das notícias conspiracionistas fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Internacional de Telecomunicações, pertencente à Organização das Nações Unidas (ONU), soltarem comunicados esclarecendo que não há relação entre a cobertura de internet 5G e a pandemia de covid-19.  No Brasil, uma outra teoria relacionando a covid-19 e Bill Gates, fundador da Microsoft, ganhou força. O contexto seria de que Bill Gates estaria criando uma vacina em forma de selo, que controlaria todos os usuários através da 5G. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) precisou emitir uma nota esclarecendo que não há comprovações científicas de que tecnologias como 3G, 4G e 5G tenham relação com a covid-19. Não acredite em qualquer notícia que chegue até você, sempre cheque informações em fontes confiáveis e de agências e organizações de referência, além disso, se puder, fique em casa!  
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Comentários (8)

Julian Vargas

os programas não tocam nem são baixados no castbox.

Sep 26th
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Guilherme Bossardi

Não está sendo possível ouvir. Não está rodando

Mar 30th
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andressa soli

sensacional!!

Mar 21st
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Walkyria Louzada

ótimo

Mar 6th
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Murilo Alencar Alves Júnior

O áudio da entrevistada está bem ruim.

Feb 5th
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Cecilia Bastos Ribeiro

Fui citada nesse episódio do Ciência USP.. logo logo sai o vídeo que fizemos nessa expedição de caça aos dinossauros em Mato Grosso. Quer saber como é o trabalho de um paleontólogo?? escuta aí...

Nov 21st
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Pablo Saavedra

som com ruídos. difícil de ouvir

Aug 28th
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Augusto Menna Barreto

Muito bom. Parabéns

Jan 29th
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