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Autor: Jornal da USP

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Ciências, universidade, tecnologia, educação, cultura e atualidades, o Jornal da USP em sua versão podcast
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Se há um item que é logo associado à pandemia que estamos vivendo atualmente, esse item é a máscara de proteção. De modelos mais básicos aos mais sofisticados, os protetores faciais até viraram moda, com materiais e desenhos inovadores, além de seu uso sanitário. Pesquisando pela internet ou até mesmo pelo YouTube, pessoas podem encontrar milhares de resultados sobre a confecção de máscaras de proteção, geralmente envolvendo o conceito DIY (Do It Yourself, ou seja, faça você mesmo). A USP e seus professores/especialistas não podiam ficar de fora, e alguns projetos derivados de ideias inusitadas e ações coletivas conseguiram ir para a frente. Um desses casos é a máscara de proteção criada pelo professor Ruy Pauletti, da Escola Politécnica (Poli) da USP, que aproveitou do conceito envolvendo a prática do esporte esnórquel para pensar em uma ideia diferente. “Logo no início, quando começou a ficar claro que a epidemia chegaria no Brasil, eu já ruminava a ideia. Nas mídias sociais apareceu alguém que vestiu uma máscara, um snorkel full-face, eu achei a ideia interessante. E eu então ruminava a ideia, ‘por que não pegar um snorkel e adaptar um filtro nele?'”, explica Pauletti, ao Momento Tecnologia. O projeto se desenvolveu tão bem que a empresa Lorenzetti resolveu apoiar a ideia do professor, e apesar de ainda precisar de testes e comprovações de eficácia, seu potencial pode fazer diferença na proteção de médicos intensivistas. Uma ideia também original surgiu na Faculdade de Medicina da USP, em que as doutoras Lilian Arai e Suzane Kioko Ono (além de suas equipes) fizeram um vídeo no Instagram, divulgando uma ideia simples, mas eficiente. “Bem no início da crise, o pânico e a falta generalizada de TIs nos fez buscar alternativas para proteção dos nossos colaboradores. A gente recebia vídeos de como fazer essas máscaras, uma delas foi a de uma moça, que foi muito legal, que era o das tiaras, que ela prendia com grampos”, comenta Suzane. A simplicidade em torno dessa máscara feita na FM-USP fez com que professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) criassem a campanha Máscara do Bem, que confeccionou máscaras para profissionais de saúde na cidade. “A ideia da campanha Máscara do Bem surgiu da vontade de envolver os alunos, na verdade, de uma insatisfação, de simplesmente assistir à carência de equipamentos de proteção individual dos profissionais”, esclarece a professora Gisele Fabri, coordenadora da Liga de Odontologia da UFJF. E você já imaginou fazer uma máscara de proteção baseada em um filtro de papel, um saquinho plástico de geladeira e um pedaço de barbante? Talvez a ideia possa parecer bem inusitada, mas o professor Henrique Eisi Toma, do Instituto de Química da USP, conseguiu fazer exatamente isso e explica o uso do filtro de papel. “Para o químico, existe o filtro de papel que é muito diferente do papel toalha, do papel higiênico ou do guardanapo. Todos são feitos de papel, mas o papel de filtro foi feito para filtrar. Quando você faz um cafezinho, um filtro de café que é bom, é estéril, filtra bem e você não fica chocado com isso. Filtra um suco, qualquer coisa, é estéril, é higiênico”, comenta. No vídeo abaixo, você confere como a máscara é feita: https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2020/08/Máscara-de-proteção-caseira-Professor-Henrique.mp4 Saiba mais ouvindo o episódio na íntegra, com reportagem de Anderson Lima e Gabrielle Abreu. Momento TecnologiaEdição de roteiro: Denis PachecoEdição de som:  Guilherme FioriEdição geral: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.brHorário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcastVeja todos os episódios do Momento Tecnologia    
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe a professora, nutricionista e coordenadora do Laboratório de Estudos em Nutrigenômica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Carla Barbosa Nonino, para falar sobre ganho de peso durante o período de isolamento social e também sobre reeducação alimentar após a quarentena.  A professora explica que a alimentação tem uma forte relação com as emoções; quando as pessoas estão mais tensas e passando por problemas a alimentação é diretamente atingida, alguns indivíduos acabam comendo mais ou menos que o normal.  Segundo Carla, a instabilidade, as dificuldades e principalmente a ansiedade causada pela pandemia da covid-19 e, por consequência, pelo isolamento social, tendem a fazer com que as pessoas comam mais e busquem prazer através de comidas e bebidas alcoólicas. Além disso, a realização de exercícios físicos fica comprometida, provocando o aumento de peso.  Mas a professora acredita que, conforme a pandemia acabe e a vida aos poucos volte ao normal, o peso e alimentação também devem se regularizar. Entretanto, algumas pessoas não conseguirão retornar aos seus hábitos anteriores sozinhas e para isso é importante buscar ajuda de um profissional da nutrição que auxilie na reeducação alimentar do indivíduo e na perda de peso de maneira segura.  Saúde sem complicações Apresentação: Mel Vieira Produção: Mel Vieira e Flávia ColtriEdição: Rita Stella Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana Coordenação: Rosemeire Talamone Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: terça-feira, às 13h. Veja todos os episódios da Saúde sem complicações Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   .  
Neste episódio do Momento Sociedade, o Doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, José Luiz Portella, comenta sobre a proposta de criação de um novo imposto sobre transações digitais, ou uma nova taxa nos moldes de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), e os impactos disso. Segundo ele, é necessário levar essa discussão à população, pois “a aplicação da CPMF e a possibilidade de seu insucesso afetará sobretudo os mais pobres”. O último ano de cobrança dessa contribuição foi em 2007, com alíquota de 0,38%, e deu aos cofres do governo R$ 36,5 bilhões, com base arrecadatória de R$ 9,6 trilhões – o que correspondia ao triplo do Produto Interno Bruto (PIB) do País daquela época. Portella explica que isso “é uma base fictícia, sem correspondência real, porque não temos esse dinheiro”, e acredita que “a CPMF é um tributo populista, que causa consequências tributárias ruins em efeito cascata, que encarece as coisas”. Além disso, ele se preocupa com a possibilidade de o governo “cair na tentação de aumentar a alíquota quando quiserem incluir mais despesas, usando o tributo como mecanismo para driblar o teto de gastos”. Portella ressalta a contradição do apoio do ministro Paulo Guedes a essa tributação, considerando os possíveis efeitos negativos: “Para arrecadar mais fácil, arrisca-se o essencial, que é o equilíbrio fiscal, que ele mesmo defende. No contexto da reforma tributária, a CPMF encontra resistência no Congresso mas, se passar, será pior ainda. Ela entraria causando uma tremenda confusão”. Outra preocupação é sobre a gestão e direcionamento dos recursos arrecadados, com pressões vindas de diferentes partes do governo em defesa do aumento de gastos. Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast .
Nos dias 8 e 9 de agosto de 2020, o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), apresentou três músicas do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750): o Prelúdio e Fuga em Dó Maior (BWV 545), para órgão, o Concerto para Cravo em Mi Maior (BWV 1053) e a cantata Herr Gott, dich loben wir, “Senhor Deus, nós te louvamos” (BWV 16). Essas três obras foram compostas durante o período mais longo e produtivo da carreira profissional de Bach, os 27 anos em que trabalhou como Kantor (diretor de música) da Saint-Thomas Kirche, a principal igreja de Leipzig, no leste da Alemanha. Ouça no link acima a íntegra do programa. Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site do Jornal da USP. Às segundas-feiras ele é disponibilizado em formato de podcast na área de podcasts do site do Jornal da USP. As edições anteriores de Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
Nesta edição do Pílula Farmacêutica, a acadêmica Kimberly Fuzel, orientanda da professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre a PrEP, Profilaxia Pré-Exposição ao HIV. Conta que a PrEP é um método de prevenir a Aids, obtida com a ingestão diária de um comprimido, que impede a ação do HIV antes do contato com o vírus. A estratégia foi adotada pelo Ministério da Saúde brasileiro, no início de 2018, para diminuir a taxa de infectados que, ainda hoje, está em um indivíduo infectado pelo HIV a cada 15 minutos. A medicação, adianta Kimberly, é a “combinação de duas drogas, o tenofovir e a entricitabina, que bloqueia alguns caminhos que o vírus usa para infectar o organismo”. Mas o remédio precisa ser tomado diariamente para que a quantidade do medicamento na corrente sanguínea seja suficiente para bloquear a ação do vírus. Segundo a acadêmica, a PrEP só começa a fazer efeito após sete dias de uso diário, para o caso de relação sexual anal, e após 20 dias, para a vaginal. Alerta que a proteção não vale para outras infecções sexualmente transmissíveis que não dispensam as formas convencionais de prevenção, como o uso da camisinha. Outro senão é que a PrEP não está disponível para todos na rede pública de saúde, que só destina o tratamento para aqueles com maiores riscos de infecção pelo HIV, “como os casais sorodiferentes, homens que fazem sexo com homens, gays, pessoas trans e também para para trabalhadores do sexo”, diz Kimberly, lembrando que também não basta fazer parte desses grupos e não ter indicação médica para usar a PrEP. O tratamento preventivo é seguro, conta a acadêmica, mas pode apresentar efeitos colaterais como dor no estômago, perda de apetite e dor de cabeça. Apesar de não oferecer nenhum efeito adverso grave, somente o médico pode avaliar os casos que em os sintomas persistirem. Kimberly orienta que seja consultado um profissional de saúde para saber se a PrEP é a melhor escolha para o caso. Se estiver usando a PrEP, “é importante fazer visitas regulares ao serviço de saúde, realizar exames para acompanhar se o organismo está reagindo bem aos medicamentos e também buscar os medicamentos a cada três meses”. O SUS disponibiliza os tratamentos.  
O dente pode ser considerado um órgão e, como qualquer outro do corpo humano, sua doação é de extrema importância. Seja um dente de leite que caiu ou até mesmo um permanente que tenha sido extraído, o dente não deve ser descartado e tem destinos apropriados, como os biobancos ou bancos de dentes, como explica o professor José Carlos Pettorossi Imparato, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no Momento Odontologia desta semana.  Imparato ressalta que independentemente da condição do dente, ele deve ser doado. “Doar um dente é como doar um órgão, é fundamental.” E os locais adequados para essas doações são as faculdades de Odontologia, diz o professor. “A FO USP é pioneira no mundo neste aspecto de recebimento de dentes, que são emprestados aos alunos para que eles não passem por riscos, por exemplo, de comprar dentes humanos”, destaca o professor. “O biobanco de dentes da FO tem um termo de doação e os dentes são usados para pesquisa. Já o banco de dentes não tem um termo e os dentes são utilizados para o ensino”, explica. O professor ainda completa informando que “todos esses dentes são armazenados em água sob refrigeração e trocados de tempo em tempo”.  Para o professor, as pessoas ainda não têm a informação de os que dentes são órgãos. Para Imparato, a discussão nem deveria existir. “Infelizmente, grande parte da população ainda não entende que o dente é um órgão. Assim como outros órgãos do corpo humano, ele tem funções específicas, como cortar, moer e triturar.” Para o professor, “o problema está relacionado a fatores que envolvem questões sociais, econômicas e culturais”.  Imparato indica que “os primeiros cuidados de prevenção e orientação devem ser dados para a gestante, para que a família comece a compreender que o dente deve ser cuidado, de maneira consciente”. O professor ressalta que cada profissional terá um método de trabalho para cada paciente, para “interferir, de maneira positiva, nos hábitos alimentares e de higiene do núcleo familiar”. Segundo ele, com os dentes higienizados corretamente e a dieta controlada, as chances de uma doença bucal se desenvolver diminui e “mesmo em pacientes onde já exista, ela não vai avançar”.  O professor ainda alerta que, caso um paciente perca o dente, é preciso fazer a reposição. O problema, segundo Imparato, são as mentiras criadas diante do assunto. “Temos que tirar os mitos que ouvimos por aí de que o tratamento endodôntico causa problema de saúde. Isso faz mal para a população.” E, se você perdeu um dente ou seu filho perdeu um dente de leite, lembre-se ele pode ser doado. A USP mantém faculdades de Odontologia em três cidades do Estado, em São Paulo, Ribeirão Preto e Bauru, todas recebem doações. Ouça este episódio completo do Momento Odontologia no player acima. Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone Co-Produção: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Sonora: Gabriel Soares Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   Veja todos os episódios do Momento Odontologia     .
Esta edição do Brasil Latino traz uma entrevista com a economista Ana Paula Iacovino. Ela tem doutorado no Programa de Pós-Graduação Integração da América Latina (Prolam) da USP e é especialista em Economia Social e Desenvolvimento pela PUC-SP. Professora de instituições universitárias, Ana Paula escreveu, entre outros livros, O café na América Latina e O pequeno produtor de café no Brasil e na Colômbia: necessidade do mercado ou necessidade social? Na entrevista, ela fala das origens do café no Brasil e em outros países latino-americanos e como essa atividade agrícola ganhou importância econômica a ponto de ser chamado de “ouro negro” em determinadas épocas da história. Em nosso país o café entrou pela região Norte, vindo das Guianas. Depois, foi se expandindo até encontrar um grande potencial de crescimento no Sudeste. O café brasileiro ganhou mais recentemente um grande competidor no mercado internacional, a Colômbia, cuja expansão se deveu principalmente à oferta de uma alternativa aos agricultores locais que viviam da plantação da folha de coca. O café também tem um aspecto cultural importante na medida em que serve como elemento de socialização e confraternização entre as pessoas. Convidar para um café é sinal de proximidade e amizade. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal, carnês de lojas. Essas são algumas entre tantas dívidas de famílias brasileiras. A situação, que já era crítica antes da pandemia, vem se agravando. Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, divulgada em junho, apontou que 67,1% das famílias estão endividadas. Abrindo a segunda temporada deste ano, o USP Analisa discute essa situação e mostra as ações de um projeto da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FD-RP) que leva informação sobre crédito e endividamento à sociedade. Os entrevistados são a professora da FD-RP Iara Pereira Ribeiro e os estudantes do curso de Direito da USP Ribeirão Preto Inara Alves da Silva, Renata Sayeg Regis e Taffarel Pereira Marques. A docente explica que o endividamento das famílias é um fenômeno que já preocupa há algum tempo e tem sido objeto de várias pesquisas na Universidade. “Ele carrega consigo um porcentual trágico porque, além da consequência jurídica direta, com aumento de dívida e perda do bem adquirido, ele pode infligir àquela família que vive o endividamento situações dramáticas como despejo, desprestígio social e familiar, dissolução da família, depressão, consumo de álcool e drogas, entre outras implicações sociais e psicológicas. É uma questão bastante importante para a sociedade brasileira no momento”, diz Iara. O cartão de crédito é a principal dívida de 78% das famílias. Segundo Inara, o parcelamento rotativo do cartão e a falta de atenção da população a essa modalidade são os responsáveis. “Quando a pessoa não paga o valor mínimo, incidem muitos juros sobre esse valor não pago. Mas ela acaba se esquecendo disso e se enrolando para pagar. Por isso, é muito importante atentar a essa situação e conferir se está pagando o valor mínimo ou solicitar o parcelamento, para facilitar. O parcelamento rotativo é feito sem a pessoa pedir.” O papel das instituições financeiras no endividamento do brasileiro está ligado à ampla oferta do crédito, aos altos juros cobrados e também à grande publicidade que é dada a essa oferta, mas que nem sempre informa corretamente o ônus do empréstimo ao consumidor. “Os juros, muitas vezes, não são colocados em destaque. Não são apresentadas as consequências se pagar o valor mínimo, os limites do crédito são aumentados sem autorização prévia do devedor. Outro ponto a ser destacado é a falta de clareza no contrato firmado com essas instituições. Há frequentemente a utilização de termos técnicos nem sempre compreendidos pelo consumidor, em letras pequenas. Isso inclusive é ilegal, porque o artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor diz que os contratos têm que ser redigidos de maneira clara, com caracteres ostensivos e legíveis e com fonte em tamanho não inferior ao corpo 12, de modo a facilitar a compreensão pelo consumidor”, diz Renata. USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone.    .
Na entrevista dos Novos Cientistas desta quinta-feira, 6 de agosto, o engenheiro agrônomo Elvis Felipe Elli explicou como desenvolveu sua pesquisa de doutorado sobre a produtividade de eucaliptos no Brasil em relação às mudanças climáticas. Esta edição do podcast contou com a participação do jornalista Caio Albuquerque, da Esalq. Elvis Elli lembrou que o Brasil é o maior produtor mundial de eucaliptos, sendo o Estado de Minas Gerais o que mais produz em território nacional. Em sua pesquisa, que foi feita sob orientação do professor Paulo Cesar Sentelhas, o engenheiro identificou características de planta que poderão trazer vantagens adaptativas sob os diversos cenários de mudanças climáticas do País. Em seu estudo, utilizou técnicas de modelagem combinadas com um método estatístico chamado “análise de sensibilidade global”, para identificar quais as características mais influentes na produtividade de florestas de eucalipto em 23 ambientes de produção espalhados por todo o Brasil. “O objetivo foi identificar se as características mais influentes atualmente na produtividade serão as mesmas em climas futuros, ou se novas características ganharão importância, contou o engenheiro. Os resultados da pesquisa foram recentemente publicados na revista In silico Plants. O trabalho também teve a participação de pesquisadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef) e do instituto de pesquisa Australiano CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), onde Elvis Elli realizou um período de intercâmbio.
Daquele espaço montanhoso da Serra da Mantiqueira, sul de Minas, ali perto de São Paulo, nos chega o violonista e compositor Elder Costa com uma trajetória de suma importância e um trabalho relevante e sincero para a música brasileira. Aqui, ouviremos sua gênese musical desde a infância, na fazenda ao som sertanejo dos programas de Zé Béttio, sua adolescência já mostrando sobriedade incomum, dividindo sua formação entre a música popular e erudita. A juventude ao som muito particular da cultura efervescente de Minas dos anos 1980, sob influência das vanguardas que chegavam, acompanha a silhueta dos morros da Mantiqueira em cima de harmonias complexas, como aponta Ivan Vilela, que também está presente neste programa. “Com violão cada vez mais denso, estas tuas harmonias me espantam, são inusitadas, na hora que pensamos que sabemos onde pretendes chegar, nos surpreendes com um sobressalto e o curso melódico harmônico da sua música muda, mostrando um novo caminho, uma nova paisagem, uma nova alegria, alegria de sermos surpreendidos e com isto crescermos. Elder, te reconheço como um grande compositor. Um compositor não deve ter estilo, deve compor de tudo, afinal é isso que esse nome indica: diversidades. A maneira como te aproprias do congado, do choro e da balada, e de tantos outros estilos composicionais, mostra o caudaloso rio que tornaste.” (Ivan Vilela) Milton Nascimento acolhe Elder em sua casa, e reconhece a excelência do afilhado musical. Toninho Horta e Fredera (guitarrista do Som Imaginário) também estão presentes nessa formação, bem como o próprio Ivan Vilela, assim reconhece Elder. Dos trabalhos do pop rock da banda Toque de Midas, nos anos 90, álbuns solo com participação de Milton Nascimento e Ana Carolina, até um retorno às raízes depois de viagens musicais aos quatro cantos do mundo, com o Trio Mocotó (banda que acompanhava Jorge Ben), dentre muitos outros trabalhos, Elder Costa nos presenteia com sua trajetória que importa por si mesmo, sem a necessidade de “vender a alma”, como diz Hermeto Pascoal, e sua música existe por força própria. Créditos do Programa Apresentação: Raquel Novaes Roteiro e montagem: Raquel Novaes e Gustavo Xavier Voz adicional: Cido Tavares
No programa anterior tratamos de como Beethoven foi uma referência para o cineasta Godard fazer o seu filme Carmen. Mas essa relação entre Beethoven e o cinema pode ser ainda mais rica e, para o compositor brasileiro Willy Corrêa de Oliveira a música de Beethoven é essencialmente cinematográfica. Em seu livro Beethoven: o proprietário de um cérebro, ele parte de um olhar musical do século 20 para mostrar como procedimentos típicos do cinema, tais como a montagem, o fade in e o fade out podem ser encontrados na sonata Appassionata Opus 57, de Beethoven. Além disso, observa quais contribuições a obra de Beethoven pode trazer para a música erudita contemporânea. Neste programa, são apresentadas: – Sonata Appassionata Opus 57, de Ludwig van Beethoven; – Instante nº 2, de Willy Corrêa de Oliveira; – Concerto nº 5 Opus 73 “Imperador”, de Ludwig van Beethoven. Créditos do Programa Roteiro, montagem e apresentação: Vitor Ramirez Revisão: Gustavo Xavier
Para auxiliar pessoas com sintomas brandos de covid-19, que temem procurar estabelecimentos de saúde em meio à pandemia, foi desenvolvida na Escola Politécnica (Poli) da USP, em conjunto com a startup Health.inn, um projeto de telemedicina para triagem de pacientes com suspeita da doença. Marcos Ribeiro Pereira Barretto, professor da Poli e coordenador do projeto, explica a ideia: “A gente está trabalhando com teleconsulta, que é justamente ter uma consulta via telemóvel, e telemonitoramento. Então, a gente, junto aos amigos da poli, aprovou a compra de alguns kits de equipamentos, oxímetro, medidor de pressão arterial, medidor de temperatura para fazer o acompanhamento de pessoas com alguma suspeita de infecção pela covid-19.” A telemedicina não é exatamente uma novidade. Há alguns anos ela já é indicada pela Organização Mundial da Saúde para casos em que a distância é um fator crítico para a oferta de serviços ligados à saúde. Mas a gravidade da pandemia levou o governo brasileiro a publicar a Portaria nº 467, que incentiva uma maior utilização de certas modalidades de telemedicina no País. A possibilidade de aplicação desse tipo de projeto — como aponta Paulo Mazzoncini de Azevedo Marques, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto — se amplia em uma situação como a atual de pandemia. “Porque a gente está em isolamento social, a ida de uma pessoa ao centro de referência de saúde pode implicar numa possível chance maior de contaminação. Então você tem de fazer a assistência da saúde por um teleatendimento, seja com um pré-clínico, seja definir se aquele paciente precisa ou não buscar o atendimento mais específico de um médico”, diz o especialista ao Momento Tecnologia. Antes da publicação dessa portaria, a legislação relativa à telemedicina encontrava dificuldades em avançar no Brasil. Somente a necessidade de evitar que as pessoas visitem locais que propiciem contaminação foi capaz facilitar tal tramitação. Agora, com a lei a seu favor, projetos como o da Poli podem amparar pessoas com sintomas leves e indicar a necessidade ou não de comparecimento a um estabelecimento de saúde. Momento TecnologiaEdição de roteiro: Denis PachecoEdição de som:  Guilherme FioriEdição geral: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.brHorário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcastVeja todos os episódios do Momento Tecnologia      
Neste episódio do Momento Sociedade, o Doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, José Luiz Portella, comenta sobre educação financeira em tempos de crise, como a pandemia que estamos vivendo. Para ele, a compreensão desse assunto é fundamental para todos, sobretudo para aqueles com menos recursos, incluindo pessoas jurídicas e a estruturação de seus negócios. Além do incentivo ao trabalho como forma de ganhar dinheiro e também cortar despesas, Portella indica a necessidade de saber investir e poupar o que se ganha. Ele ainda ressalta que esse conhecimento é mais eficaz quando passado pelas famílias: “Quando os pais não sabem sobre esse tema, assim como a maioria da população brasileira, as crianças não discutem isso em casa e terão mais dificuldades na administração de suas finanças. Com isso, elas podem acabar entrando em dívidas, considerando o atual funcionamento do mercado financeiro, que acaba tirando dinheiro das pessoas”. Segundo o especialista, com a ausência de uma assistência familiar, o governo e as escolas deveriam implementar a educação financeira como política pública, pois “à medida que as pessoas passam a saber como administrar seu dinheiro, o País fica mais rico e a economia acaba girando melhor. Portanto, todo mundo deveria ter acesso a esse conhecimento”. Saiba mais ouvindo a entrevista na íntegra.
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe o médico assistente da Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCRP-FMRP) da USP, Renê Donizeti Ribeiro de Oliveira, para falar sobre a importância do sistema imunológico para o organismo.   O assunto tornou-se oportuno com a pandemia do novo coronavírus e as pessoas buscando mais informações sobre o funcionamento do sistema imunológico, que, segundo o médico, é formado por proteínas e diversas células de diferentes tipos e funções. A imunidade funciona como uma espécie de vigia do corpo humano, responsável por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças. A imunidade inata, também conhecida como natural, está presente no organismo desde o nascimento e não precisa ser aprendida através da exposição de um invasor. Já a imunidade adquirida, ao contrário, precisa sim ser aprendida. É o que acontece com as vacinas, quando o organismo entra em contato, de maneira segura, com o invasor, para conseguir imunidade.  O médico conta, ainda, que a infecção por um vírus novo sempre traz perguntas e desafios sobre o funcionamento da imunidade de cada indivíduo. Mas algumas medidas, como dormir bem, ter uma alimentação correta, praticar exercícios físicos e controlar as doenças já existentes, como hipertensão e diabete, fortalecem o sistema imunológico.  Saúde sem complicações Apresentação: Mel Vieira Produção: Mel Vieira e Flávia ColtriEdição: Rita Stella Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana Coordenação: Rosemeire Talamone Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: terça-feira, às 13h. Veja todos os episódios da Saúde sem complicações Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   .
Parte importante do acesso universal à saúde, garantido a todos os brasileiros pela Constituição Federal de 1988, a distribuição de remédios à população é realizada através do Sistema Único de Saúde (SUS), com a Rename – Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. Nesta edição do Pílula Farmacêutica a acadêmica Giovanna Bingre, orientanda da professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, explica como funciona o sistema que garante medicação gratuita aos brasileiros. Em vigor no País desde 1990, quando a lei federal e constitucional foi regulamentada, a Rename disponibiliza uma lista anual de medicamentos que, para 2020, traz 921 itens. A organização desta lista, informa a acadêmica, atende orientações da Comissão de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) e diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).  São todos remédios “seguros e comprovados cientificamente, além de possuírem uma boa relação custo-benefício”, e distribuídos para a população por um dos Executivos (municipal, estadual e federal), que também se responsabiliza pela compra dos produtos. Giovanna conta que os medicamentos relacionados como componente básico – aqueles mais utilizados na atenção básica de saúde, como na hipertensão, diabete ou a dipirona, por exemplo – podem ser comprados por qualquer um dos três níveis de governo. Já aqueles listados como componente estratégico – atendem determinadas regiões com doenças endêmicas – são adquiridos pelo governo federal e distribuídos aos Estados e municípios. Uma outra categoria, comentada por Giovanna, é a da Farmácia de Alto Custo. Nesta categoria, encaixam-se os medicamentos muito caros e usados em situações menos comuns. “Alguns medicamentos da Farmácia de Alto Custo chegam a milhões de reais por dose, como os medicamentos do tratamento para Atrofia Muscular Espinhal”, diz a acadêmica. O acesso aos medicamentos de alto custo é feito através de um processo que se inicia na unidade de saúde que atende o doente. Giovanna adianta que, além de receber a receita do remédio em duas vias, o indivíduo necessita de um laudo médico que comprove a necessidade da medicação. Quando o tratamento é contínuo, explica, “o paciente é cadastrado no Programa de Medicamentos Excepcionais, que segue um monitoramento e acompanhamento mais rígido”. Esses documentos devem ser renovados a cada três meses. Além dessas categorias também existem outras duas, a dos insumos – seringas, álcool em gel e água para dissolução de algumas substâncias – e a dos componentes hospitalares, usados em situações de maior complexidade. Outras informações, como a lista dos  medicamentos na Rename, estão disponíveis on-line pelo site do Ministério da Saúde. Ouça este episódio do Pílula Farmacêutica na íntegra no player acima. Pílula Farmacêutica   Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella Co-produção: Rita Stella Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda e quarta, às 10h40 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . Veja todos os episódios de Pílula Farmacêutica .
//jornal.usp.br/wp-content/uploads/2020/07/MOMENTO-ODONTOLÔGIA_03_AGOSTO_ROSE-TALAMONE_-ENXAGUANTES-BUCAIS.mp3 download do áudio Para uma boa higiene bucal é preciso escovar os dentes e usar o fio dental a cada refeição, mas muita gente também tem o hábito de fazer bochechos com antisséptico bucal, ou simplesmente enxaguante bucal. Mas esses enxaguantes são somente métodos complementares para a higiene bucal, que auxiliam no controle da placa e da gengivite, como explica a professora Adriana SantAnna, da disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, no Momento Odontologia desta semana.  A professora alerta que não são todas as pessoas que precisam usar o enxaguante após a higienização. “A pessoa que não tem doença bucal, como gengivite, periodontite ou cárie, não precisa usar enxaguante após a higienização, mas deve fazer consultas regulares ao dentista, pelo menos uma vez a cada seis meses, para a profilaxia e receber orientação profissional.”  Dependendo da situação clínica, o cirurgião-dentista pode fazer a indicação de um enxaguante e determinar o tipo e a forma de uso. “A substância deve ser efetiva para a finalidade específica, como, por exemplo, aqueles que têm alto risco de cárie ou têm gengivite é necessário enxaguantes com propriedades antiplaca ou antigengivite. Mas a indicação precisa ser sempre do cirurgião-dentista.”  Os enxaguantes também podem ser coadjuvantes no tratamento da exposição radicular, quando a gengiva fica exposta e causa aquela dorzinha chata no contato com algo gelado, por exemplo. “Os enxaguantes ajudam muito na redução dessa sensibilidade e os mais utilizados normalmente contêm flúor e outras substâncias ativas com a função de fechar os túbulos dentinários expostos (canais microscópicos que ficam por baixo da superfície do esmalte até o interior do dente, chamado de polpa) para diminuírem a sensação de dor. “O uso nessas circunstâncias também não é tratamento, é um método adjunto, que ajuda nos sintomas. O tratamento é o cirurgião-dentista quem vai indicar.” Sobre algumas publicações científicas associarem o uso exagerado de enxaguantes bucais ao desenvolvimento de câncer, Adriana diz que o assunto é controverso, alguns estudos não relacionam, mas outros, in vitro, sugerem essa possibilidade. A professora lembra que enxaguantes são à base de álcool, substância considerada agente carcinogênico.  Os enxaguantes, segundo Adriana, também não devem ser utilizados por pessoas que têm alergia aos seus componentes, situação rara, mas que pode acontecer. “Não precisa ser utilizado quando o paciente é saudável, não tem doença bucal, como, por exemplo, cáries, gengivite e periodontite.”  A professora reafirma que o método de prevenção primário é a escova e o uso do fio dental. “Algumas pessoas tendem a substituí-los, deixam de escovar os dentes, e fazem bochechos com enxaguantes, mas eles não substituem em nada a escova e o fio dental, eles se somam”, alerta.  Ouça este episódio do Momento Odontologia na íntegra no player acima. Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone Co-Produção: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Sonora: Gabriel Soares Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   Veja todos os episódios do Momento Odontologia     .  
O Programa Diálogos na USP desta semana discutiu o modo como se compreende a educação neste tempo pandemia,  o ensino a distância, utilizando plataformas digitais na internet apresenta-se como a alternativa mais plausível no atual contexto, quais os desafios para implantar, ainda que de forma temporária, a educação a distância na educação básica no país,  e a aprovação do Fundeb – Fundo Nacional para a Educação Básica. Os convidados desta edição foram a professora Carlota Boto  titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), onde leciona Filosofia da Educação, o professor Ocimar Alavarse, na graduação e pós-graduação, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação e José Marcelino de Rezende Pinto, professor da FFCLRP/USP e idealizador do CAQ (Custo Aluno-Qualidade) que está a caminho de ser constitucionalizado no Novo Fundeb
Os chamados Pequenos Prelúdios (BWV de 933 a 938), seis peças para teclado do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), foram apresentados no programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 1º e 2 de agosto de 2020. Criados por volta de 1720, eles foram compostos por Bach com o objetivo de ensinar a arte do teclado para seus filhos e alunos. O programa exibiu também uma obra para alaúde, a Fuga em Sol Menor (BWV 1000), e a cantata Christ unser Herr zum Jordan kam, “Cristo, nosso Senhor veio para o Jordão” (BWV 7). Ouça no link acima a íntegra do programa. Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do link da emissora no site do Jornal da USP. Às segundas-feiras ele é disponibilizado em formato de podcast na área de podcasts do site do Jornal da USP. As edições anteriores de Manhã com Bach estão disponíveis neste link.  
Muitos países da América Latina e do Caribe sofreram intervenções militares de nações europeias e, principalmente, dos Estados Unidos. Desde a Independência, são vários os casos de desembarque de tropas militares estrangeiras sob o pretexto de proteger seus cidadãos ou mesmo o de afastar governos supostamente autoritários e corruptos. Tudo em nome da democracia. Afinal, o que diz o direito internacional em relação a esse tipo de atuação das potências? Já no século 19, os Estados Unidos desenvolveram a Doutrina Monroe para justificar sua presença em territórios independentes e, assim, defender seus interesses econômicos. No século 20, esse modelo foi reinterpretado com a Guerra Fria, transformando o poderio militar e econômico em armas contra governos desobedientes aos mandamentos de Washington. Com isso, golpes de Estado foram intensamente promovidos no continente, resultando em ditaduras militares extremamente violentas. Já no século 21, a justificativa das potências para invadir ou promover desestabilizações de governos hostis é amparada em “crises humanitárias” e a defesa dos direitos humanos. Venezuela e Cuba são exemplos desse novo modelo de atuação imperialista. Para debater essa trajetória de intervenções, golpes e desestabilizações políticas na América Latina e o papel dos organismos multilaterais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil Latino entrevista a jurista Fábia Veçoso. Com mestrado e doutorado na Faculdade de Direito da USP, ela faz atualmente pós-doutorado em Direito Internacional na Universidade de Melbourne, na Austrália. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Quando pensamos em fazer turismo, é normal imaginarmos paisagens distantes e longos deslocamentos para cidades remotas. No entanto, nem sempre é necessário fazer as malas para “turistar”. Pensando nisso, um projeto de extensão criado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP nasceu para ampliar os horizontes de moradores de São Paulo, incentivando especificamente o público da terceira idade a fazer passeios turísticos na própria capital paulista. Para apresentar a iniciativa, o Momento Cidade entrevista Marcelo Vilela, professor do curso de Lazer e Turismo na EACH e coordenador da oficina de turismo social Viver São Paulo. Além dele, as estudantes de graduação Thayna Ferraz e Thamiris Santana, ambas monitoras do projeto, dão depoimentos sobre a importância da oficina para todos os envolvidos. Criado em 2009, o projeto conduz o público da terceira idade para diferentes locais da cidade que vão desde museus e parques até lugares inusitados, como as áreas internas do Metrô de São Paulo. De acordo com organizadores, a proposta é “desenvolver um olhar diferenciado sobre a fruição turística, que leve em consideração questões como a importância da experiência, da sustentabilidade, da interação com o ambiente urbano”. Contudo, o professor Vilela reforça que um dos objetivos do projeto envolve também os próprios locais visitados, para que considerem as dificuldades enfrentadas pelo público da terceira idade. “As dificuldades que as pessoas têm para conhecer os espaços que a cidade oferece, particularmente as pessoas da terceira idade, passam por vários aspectos, por exemplo, pelo aspecto econômico, já que muitos desses espaços cobram ingressos para a visitação. Mas passam também por outras questões, como a acessibilidade, que podem ser mais ou menos complicadas para pessoas com mobilidade reduzida”, destaca ele. Para a monitora Thamiris, é preciso desconstruir a ideia de que é necessário fazer grandes deslocamentos para desfrutar do lazer e do turismo. “Além disso, é muito importante também, dentro da oficina, propiciar a sociabilização dos participantes, o convívio intergeracional e a troca de informações e experiências entre eles a respeito dos conteúdos visitados”, finaliza. A página oficial do projeto pode ser acessada neste link. Saiba mais nesta matéria em vídeo do Canal USP. Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou em seu aplicativo de podcast favorito. Ficha técnica Reportagem: Gabriel Guerra Produção: Denis Pacheco Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini Momento CidadeO Momento Cidade vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, sextas-feiras, às 8h05 na Rádio USP – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast .
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Comentários (7)

Guilherme Bossardi

Não está sendo possível ouvir. Não está rodando

Mar 30th
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andressa soli

sensacional!!

Mar 21st
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Walkyria Louzada

ótimo

Mar 6th
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Murilo Alencar Alves Júnior

O áudio da entrevistada está bem ruim.

Feb 5th
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Cecilia Bastos Ribeiro

Fui citada nesse episódio do Ciência USP.. logo logo sai o vídeo que fizemos nessa expedição de caça aos dinossauros em Mato Grosso. Quer saber como é o trabalho de um paleontólogo?? escuta aí...

Nov 21st
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Pablo Saavedra

som com ruídos. difícil de ouvir

Aug 28th
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Augusto Menna Barreto

Muito bom. Parabéns

Jan 29th
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