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Author: B9

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O Mamilos - Jornalismo de peito aberto, é um podcast semanal que busca nas redes sociais os temas mais debatidos (polêmicos) e traz para mesa um aprofundamento do assunto com empatia, respeito, bom humor e tolerância. Apresentamos os diversos argumentos e visões para que os ouvintes formem opinião com mais embasamento.

Nosso programa vai ao ar todas as sextas final do dia. Confira em: www.mamilos.b9.com.br
209 Episodes
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Vaza Jato

Vaza Jato

2019-06-1401:31:4641

Iniciada em 2014, a Operação Lava Jato é um conjunto de investigações contra grandes políticos acusados de corrupção. Foram até agora 61 fases cumprindo mandados de busca e apreensão, prisões preventivas, conduções coercitivas e prisões temporárias de grandes figuras políticas. Foi delação premiada pra um lado, inquérito pro outro, depoimentos colhidos e bastante ênfase para os procuradores, juristas, advogados e demais personagens da Operação, que passaram a ser vistos como “heróis da nação”.Destaque entre os juízes, Sérgio Moro virou o garoto-propaganda da Lava Jato. Ele foi o homem que, para muitos, quebrou os privilégios de figurões. O homem que conseguiu colocar ex-presidente Lula na cadeia. Um exemplo de apartidarismo, imparcialidade e ética… até domingo passado.No dia 9 de junho, o The Intercept Brasil lançou uma bomba: três reportagens mostrando discussões internas entre agentes da Lava Jato. São arquivos enormes compostos por mensagens privadas, áudios, fotos, documentos judiciais e outros itens vazados, cedidos por uma fonte anônima. Nas conversas, percebe-se que Deltan Dallagnol, coordenador da Operação, e Sérgio Moro tinham muitos interesses políticos na jogada, especialmente a favor do antipetismo e da figura de Lula. E o veículo garante: ainda há muito a ser divulgado ao público.Comentando o caso, Moro contestou a legalidade dos vazamentos e a ética do The Intercept, e parece tranquilo em dizer que “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”.Um lado nos diz que não há nada de errado nas mensagens. Outro nos garante de que aquele conteúdo é extremamente alarmante. Em quem acreditar? Existe uma verdade absoluta nisso tudo? Quais os próximos passos depois de uma denúncia tão grave contra algo tão poderoso?É o que nós vamos tentar entender hoje, ao lado de um time de peso de convidados. Na mesa, contamos com a presença de José Tadeu Picolo Zanoni, juiz de Direito Titular; Leandro Demori, editor-executivo do The Intercept Brasil e diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
A Voz do Povo nas Ruas

A Voz do Povo nas Ruas

2019-06-0701:36:2338

Em março de 2019, o governo federal comunicou um grande corte no orçamento do ano. A partir de um decreto de programação orçamentária, foi declarado o bloqueio de mais de 29 bilhões de reais em gastos. Foram afetadas as áreas como as de Defesa, InfraEstrutura, Economia, Ciência e Tecnologia, Justiça e Segurança e várias outras. Mas nessa conta, quem tomou o maior baque foi a Educação: foram congelados 5,8 bilhões de reais destinados a ela. Com isso, movimentos estudantis organizaram-se para ir às ruas no dia 15 de maio e protestar contra esses cortes.Essas manifestações foram registradas em 222 cidades do país, e seu barulho chegou aos ouvidos do presidente Jair Bolsonaro. Incomodado, Bolsonaro referiu-se aos manifestantes como “idiotas úteis” e “massa de manobra”, deslegitimando os protestos.11 dias depois desse primeiro ato, uma nova movimentação aconteceu: Dessa vez, a favor das medidas do governo e em apoio à imagem do presidente. Para se contrapor aos interesses do protesto anterior, simpatizantes do governo federal uniram-se em 156 cidades para defender a reforma da previdência, comunicar apoio à Operação Lava-Jato e ao Pacote Anticrime, repúdio ao STF, entre outras coisas. Dessa vez, a mobilização ganhou uma boa avaliação de Bolsonaro, que inclusive elogiou a clareza e definição das pautas que o movimento trazia.Na semana seguinte, um novo ato contra o congelamento de verbas para a Educação. Registrados em 136 cidades, os protestos retomaram a pauta no dia 30 de maio, mas com um público menor.Nas notícias da televisão, na internet e nas fotos de jornais tudo parece sempre lotado. E é inevitável ficar com a sensação de que “todo mundo estava lá”. Os organizadores das manifestações convocam usando suas redes sociais, contando com a potência do compartilhamento entre grupos. Mas quem comparece, afinal? Quem está nas ruas necessariamente estende sua militância às redes sociais? E para quem milita muito nas redes, basta o sofá? Afinal, quem é esse “todo mundo” que parece estar sempre lá?Queremos entender e debater sobre pessoas e seus comportamentos e, para isso, trouxemos um time incrível de especialistas. Na mesa, contamos com a presença de Filipe Techera, autor, roteirista, pesquisador cultural e criador da pesquisa “Todo Mundo Quem?”; e Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH-USP e colunista da Folha de São Paulo.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
Mamileiros e mamiletes, temos um convite para vocês. Vocês sabem do Beleza Pra Quem?, nosso novo podcast sobre beleza e comportamento, né? A gente veio aqui dar um gostinho da série para vocês, se vocês curtirem é só acessar depois o https://www.b9.com.br/podcasts/belezapraquem/ pra ouvir o resto da temporada!Neste episódio, Marina Santa Helena recebe a neurocientista Claudia Feitosa Santana para falar sobre como nosso cérebro perceber as cores e como elas atuam na nossa percepção de mando.Convidamos você a dar o play e entrar de cabeça com a gente pela próxima meia hora.
Futuro do Trabalho

Futuro do Trabalho

2019-05-3101:46:0967

Uma das fábulas mais conhecidas da Grécia Antiga nos conta a história de um camponês ardiloso chamado Sísifo que tentou fugir de seu destino no Tártaro enganando Perséfone. Só que pego em sua artimanha, ele foi condenado a passar a eternidade rolando uma pedra montanha acima até o topo. Chegando lá, cansado e sem forças, deixaria a pedra rolar para baixo, sendo obrigado a recomeçar tudo no dia seguinte. E no dia seguinte. E no dia seguinte.Se você já se viu preso a um trabalho sem sentido, você deve ter se identificado com o castigo de Sísifo, um símbolo trágico da vida moderna com pessoas se resignando a trabalhar em empregos fúteis e burocráticos.Novas tecnologias, novas demandas, portanto novas oportunidades, novos modelos, novas hierarquias, novas jornadas, novas escalas, novos nomes para se decorar, novas tentativas de encontrar sentido e ainda assim o dia continua tendo apenas 24 horas. Onde cabe tudo isso, onde encontrar tempo e mais do que isso quem vai pagar a conta pelas contas que a gente precisa pagar?Agora imagine que hoje irão nascer pelo menos mais de 200.000 pessoas e provavelmente 85% delas terão profissões que ainda não existem, segundo o Institute for the Future, da Dell.Sim, dá medo. O que será “fazer acontecer” em 2030? Que carreiras existirão?Hoje vamos conversar sobre apenas dois aspectos dessa discussão mais ampla, que é o futuro do trabalho: as mudanças na cultura das empresas, e o impacto da flexibilização das relações trabalhistas. Na mesa, contamos com Priscila Gunutzman, Doutora em psicologia social, professora e supervisora de estágios na Anhembi Morumbi; Carolina Quintella, psicóloga e gerente de Cultura e Desenvolvimento no Quinto Andar; e Túlio Custódio, sociólogo e curador de conhecimento na Inesplorato.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
Em novembro de 2014, lançamos o primeiro episódio do Mamilos com a proposta de criar um espaço para discutir os grandes temas que mobilizavam a opinião pública, fugindo da lógica de lacrar e buscando construir o diálogo. Nos interessavam as conversas, os encontros, movidos mais por curiosidade do que por certezas.A nossa inquietação surgiu de um cenário em que as redes sociais ganhavam importância nas discussões políticas. A lógica dos algoritmos e das interações em redes sociais ao mesmo tempo que nos mergulha em uma bolha ensurdecedora de opiniões similares às nossas – trazendo a sensação de que nossa perspectiva é óbvia e irrefutável – também privilegia a forma de entregar esses conteúdos que seja mais inflamatória. Quanto mais lacrador for o argumento, quanto mais indignação provocar a denúncia, quanto mais absurdo parecer o erro, maior será o engajamento da audiência com o conteúdo – e maiores as chances dele chegar em você.Só que consumir notícia desse jeito tem os mesmos impactos na nossa dieta de informação do que comer hambúrguer e batata frita em todas as refeições. As fake news se alastraram e poluíram o debate público. É tanto ruído, é tanta sujeira, que tudo perde a credibilidade. O problema nem é que discordamos fundamentalmente sobre estratégias para resolver os desafios que enfrentamos: não partilhamos sequer dos mesmos fatos.Quem deveria liderar essa discussão – os jornalistas – está atordoado tentando recuperar o seu prestígio e o seu papel na democracia. O quarto poder tem a função de investigar as atividades dos poderosos e os impactos que essas ações causam na sociedade. Uma das funções da imprensa é fiscalizar todos os poderes: executivo, legislativo, judiciário e também do poder econômico.. Que escolha pode existir quando não compreendemos os desafios que enfrentamos, os interesses em jogo em cada conflito? O poder tem impacto, o trabalho da imprensa derruba políticos, empresas, grupos. E claro, pode ser usado para equilibrar o balanço entre os poderes, ou para desequilibrar em favor de seus aliados.No mundo todo governos populistas de direita e de esquerda, com pouco apreço por valores democráticos atacam a imprensa por antagonizarem seu papel na democracia – é mais fácil governar destruindo a mediação e estabelecendo como único canal confiável o canal oficial do governo. E a população morde a isca porque os casos em que esse poder foi abusado são abundantes e escandalosos.Faz parte da estratégia dificultar o acesso a informação, trabalhando ativamente para ocultar dados e diminuir a transparência da gestão pública. Outra ferramenta é desacreditar jornalistas e veículos, acusando de serem agentes de disseminação de fake news, enquanto suas bases inundam as redes sociais e o debate público de ruído, gerando polêmicas em escala industrial, dispersando a atenção e exaurindo o poder de indignação da audiência. Se tudo é ultrajante, nada mais comove, nada mobiliza. E por fim, nos raros casos em que a imprensa ainda consegue produzir material investigativo valioso e expor informações que ameaçam seu poder, realizam uma perseguição brutal aos jornalistas.Hoje o Mamilos reuniu jornalistas que admiramos muito para conversar sobre esses desafios, incluindo Alec Duarte, coordenador e professor dos cursos de pós-graduação em Comunicação Multimídia e Jornalismo Esportivo da FAAP; Pedro Burgos, professor do Insper, knight-fellow do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e fundador do projeto Impacto.jor; e Renata LoPrete, âncora do Jornal da Globo.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
96% do valor que seria usado neste ano na Política Nacional sobre Mudança do Clima para atender a compromissos assumidos pelo Ministério do Meio Ambiente foram contingenciados. As intervenções contra o aquecimento global estão entre as mais afetadas pelo bloqueio de recursos feito na semana passada pelo governo federal – que também atingiu outras áreas, como a Educação. Os repasses ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), também sofreram um corte de 24%.A notícia do bloqueio da verba veio na mesma semana em que a WWF divulgou um estudo revelando que o planeta perdeu metade de seus animais nos últimos 40 anos.Entre tantos problemas que enfrentamos, porque deveríamos dar atenção para aquecimento global e destruição da biodiversidade? Pra começar porque a mudança climática afeta diretamente a vida nas grandes cidades. Afeta a frequência e o volume das chuvas, isso faz com que momentos de seca e enchentes se tornem mais intensos e constantes. Várias capitais brasileiras passaram por racionamento de água nos últimos anos, e a gente aprendeu rápido o quanto falta d’água estrangula a vida urbana.Por outro lado, nossa matriz energética depende muito de hidrelétricas, ou seja, mexer com o volume dos rios pode nos trazer apagões ou aumento de tarifa. Além disso, fortes chuvas trazem consigo o aumento dos riscos de desabamentos e alagamentos. Embora o debate seja apresentado como uma queda de braço entre o agronegócio e os ambientalistas, como se investir em medidas para combater o aquecimento global implicasse necessariamente em reduzir o desenvolvimento do país e comprometer a economia, também temos perdas por negligenciarmos essa ameaça. Isso porque algumas culturas são afetadas pelas mudanças climáticas. O café terá problemas de expansão de área, por exemplo, enquanto a soja e o milho podem ter impacto de cerca de 30% nas áreas de baixo risco. Se nada for feito, o Brasil pode perder até R$ 7 bilhões, em termos de produção agrícola, nos próximos 40 anos. Com a redução das áreas agricultáveis, aprofundamos o êxodo rural, colocando mais pressão ainda na já combalida infraestrutura das cidades. Assim, chegamos a um outro ponto: a biodiversidade. O aumento das temperaturas vão afetar diretamente a fauna e a flora e neste quesito um dos países mais vai sofrer será o Brasil.Todos esses impactos mostram que a questão climática afeta profundamente a economia, a saúde, o transporte, a habitação e a segurança das pessoas, com impactos muito mais graves para as populações vulneráveis. Não é uma conversa para jovens idealistas. É papo reto, pra quem já sofre muito e precisa saber que tem decisões que vão afetar mais ainda a sua vida e que estão sendo tomadas sem transparência, de forma pouco democrática.Pra compreender melhor a importância desse debate e pensar em caminhos para respondermos a esse desafio global, convidamos dois especialistas de peso: Eduardo Jorge, médico sanitarista, ex-deputado federal que também atuou como secretário municipal de saúde e do meio ambiente; e o Pirula.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
Maternidade & Carreira

Maternidade & Carreira

2019-05-1001:33:3112

Um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial sobre a desigualdade entre gêneros mostrou que o Brasil, dos 144 países presentes no ranking, ficou na 90ª posição. Para você ter uma ideia do tamanho do problema, no ritmo que andamos a paridade no Brasil demoraria 217 anos para acontecer.Uma das formas de medir essa desigualdade de gêneros é analisar a participação no mercado de trabalho. Entre as mulheres em idade ativa no Brasil, apenas 52% participam do mercado de trabalho, enquanto o índice entre homens é de 72%. Quando estão inseridas no mercado de trabalho, as mulheres têm renda menor: a média salarial dos homens é de 2.306 reais, enquanto a das mulheres é de 1.764 reais. Ou seja, seguimos recebendo 3/4 do salário de um homem.No mês em que celebramos a maternidade, o Mamilos levanta a polêmica: quanto dessa desigualdade entre os gêneros é resultado do ônus da maternidade?Para isso, contamos na mesa desta semana com Mel Veneroso, douturanda em sociologia pela UFMG e autora do estudo “Diferenciais de Participação Laboral e Rendimento por Gênero e Classes de Renda: uma Investigação sobre o Ônus da Maternidade no Brasil”; Adriana Carvalho, gerente de projetos da ONU Mulheres; e Camila Fornazari, business partner da área de Recursos Humanos da Natura.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
A solidão é como assinatura, cada um tem a sua.Tem a solidão que domingo de manhã joga farelos na praça pra se cercar de outras coisas vivas.A solidão que arrisca um sorriso pro balconista da padaria.A solidão que está super feliz em escolher uma poltrona só no cinema.A solidão que no fim do filme sente falta de ter com quem comentar.Tem solidão bonita, como um deserto prestes a anoitecer. E tem solidão bagunçada, com a louça suja de 5 dias transbordando da pia. Tem solidão que transborda em páginas, instrumentos musicais e muros. Solidão, que poeira leve, como canta Tom Zé.O mundo foi ficando cada vez mais colorido e ao mesmo tempo mais cinza. E nossas vidas cada vez mais coloridas e cada vez mais cinzas. Nossos aparelhos emitem milhões de cores, mas não devemos nos esquecer que a pele humana também é touch. Os olhos humanos também são screen. Nosso coração também é portátil.E nossa capacidade de sentir as coisas é nossa tecnologia mais poderosa. Sentir o tempo e as emoções. Sentir as distâncias e sentir as ausências. Porque entendemos a ausência, entendemos a presença. A dos outros e a nossa.O Mamilos desta semana é sobre tudo isso, e para debater o assunto contamos na mesa com Deborah Suchecki, professora do departamento de Psicobiologia da USP, e Viviane Mosé, mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
Falta de Educação

Falta de Educação

2019-04-2601:36:168

Educação é a panaceia para todos os males. É o remédio milagroso invocado a cada discussão de um problema estrutural brasileiro como a solução necessária e suficiente. “Isso só se resolve com educação”: Quantas vezes já ouvimos este mantra?Mas… de que educação estamos falando?De acordo com a Constituição Brasileira, no Art. 205. a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, e tem como objetivo o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.Como estamos nessa missão? No último século saímos de uma taxa de 65% de analfabetos no país para 10%. É uma conquista ainda mais considerável se levarmos em conta que a população maior de 15 anos passou de 9 milhões para 144 milhões de pessoas nesse período. Outra importante conquista em um país tão grande como o nosso é o acesso à educação: Segundo pesquisa do IBGE de 2013, 98,3% das crianças de 6 a 14 anos frequentavam regularmente a escola.Só conseguimos resultados tão expressivos porque criamos um sistema educacional gigantesco. São 48,6 MILHÕES de alunos, e para atender este contingente temos 2,2 MILHÕES de docentes. Construímos 184 MIL escolas, sendo que 78% delas pertencem a rede pública!Mas apesar desses importantes passos ainda temos desafios imensos. Somos a nona economia no mundo, porém no índice de PISA, que compara a educação entre diferentes países, ocupamos a posição 63. A cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos. No fim do ensino fundamental, 66% não aprenderam português no nível adequado e, no fim do ensino médio, 92% não sabem matemática no nível adequado.Estes são apenas alguns dados que já mostram que estamos muito longe de atingir o ambicioso ideal proposto pela Constituição. A partir deste episódio 194, o Mamilos lança uma nova série que vai debater com seriedade e peito aberto os desafios da educação brasileira. Começamos hoje então com um panorama geral. Nosso objetivo é fazer um diagnóstico de quais são os maiores desafios da educação no Brasil, e para nos ajudar nessa tarefa analítica trouxemos 2 especialistas que se dedicam há décadas para compreender e transformar o cenário da educação no Brasil: Inês Kisil Miskalo, gerente executiva de educação do Instituto Ayrton Senna; e Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais no Todos Pela Educação. Além disso, contamos com a participação especial de Juliano Costa, vice-presidente de educação na Pearson Brasil.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
Vida de Música

Vida de Música

2019-04-2001:39:013

Os últimos dias foram puxados. Só entre o fim de março e o começo de abril, o Mamilos abordou temas como massacres, puerpério, fracasso e medo. Talvez esteja na hora de dar aquele break.Então… bora falar de música?Música nos inspira, nos conecta, nos emociona, nos move. É a letra que diz tudo que a gente não consegue por em palavras e dá vazão para os sentimentos mais complexos. É o que nos ajuda a lidar com as dores, as angústias, as preocupações, os amores, as alegrias. É a batida que traz cor para nossa rotina, que enche de ritmo e leveza e alegria e energia o cotidiano.Embora a importância da música nunca tenha mudado, a nossa forma de consumir mudou muito nos últimos anos. Depois dos solavancos causados com as novas mídias quebrando o monopólio de distribuição das gravadoras, o mercado mostra que passa muito bem: o faturamento da indústria de música global em 2018 foi de US$ 19,1 bilhões. Foi o quarto ano consecutivo de crescimento do setor.O streaming, aliás, não prejudicou a indústria, ao contrário do que alguns artistas (e gravadoras) temeram. No ano passado, o crescimento da transmissão por streaming foi mais do que suficiente para compensar respectivamente uma queda de 10% e 21% nas chamadas “vendas físicas” (discos e DVD) e na comercialização de músicas por download – e, no mundo, já são 255 milhões de usuários pagantes desses serviços, o que significa que este segmento representa 37% do faturamento do consumo de música. Isso muda o jogo, claro. Ninguém mais precisa esperar sua música favorita tocar no rádio, nem comprar um disco só pra ouvir uma única canção, e já foi o tempo em que a gente conhecia só o que tocava na rádio. E tanta opção nos faz escolher de forma diferente também: mais do que orientar nossas escolhas por estilos musicais, as plataformas mostram que a gente escolhe muito em função dos estados de disposição que representam climas — humores tão distintos quanto a diversidade das playlists disponíveis.Mas e do outro lado do balcão? Como mudou a vida de quem produz música no Brasil? Como é viver de música? Quais são os desafios? Para falar sobre isso, convidamos para a mesa desta semana o cantor e rapper Rico Dalasam, o compositor e instrumentista Thiago França e nossa prata da casa Oga Mendonça.Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
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Comments (126)

Wagner Macedo

Caindo no mesmo erro do Catraca Livre? Cadê o papo de imprensa livre, imparcial e independente?

Jun 18th
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Eric Richard Cavallari

Wagner Macedo pode esquecer isso

Jun 18th
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Augusto Zamataro

Melhor podcast do Brasil não é a toa né? Mais um episódio onde nem vi o tempo passar.

Jun 18th
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Bruno Ramos

O judiciário só será imparcial quando Inteligência Artificial substituir humanos. Mesa excelente. Programa nota 10 mais uma vez.

Jun 17th
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Julio Ge

Caramba... Em casa confeço... Perguntamos sempre porém as respostas, são diversas respostas. Mas tem uma que me chamou atenção... Sophia 10 anos, a terceira de 4 filhos... Rsposta: Crescer!!!!

Jun 17th
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Clarissa

Um dos episódios mais maravilhosos do mamilos

Jun 16th
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Thiago de Araujo

esse juiz só não passa mais pano que o caio copano.. hahaha

Jun 16th
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Paulo Higor Fontoura Moreira

devido processo legal sendo respeitado????? quanto corporativismo desse juiz, tá doido

Jun 15th
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Yago Dórea

Rapaz, esse Zanoni não tem nem vergonha de defender esse processo absurdo hein hahaha

Jun 15th
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Amanda De Almeida

Dica: quem gostou do Leandro Demori e gosta do tema de máfias italianas, tem o episódio 22 do Pistolando Podcast com o próprio, falando sobre esse tema.

Jun 14th
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Nick Matos

Se a causação do Dallagnol sobre Lula eh Cometer crimes com projeto de poder, essa acusação cabe direitinho nele e Moro!

Jun 14th
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Iolanda Kelle Batista

Tem algum programa falando sobre intolerância nas redes sociais?

Jun 14th
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Ana Caroline Bispo

Iolanda Kelle Batista Tem sim o 119 do mamilos... Guia de sobrevivência nas redes sociais

Jun 17th
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Felipe Martins

As pessoas não estão insatisfeitas com a democracia, elas estão insatisfeitas com o capitalismo, elas só não perceberam isso ainda.

Jun 14th
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Penelope Mitzi

Felipe Martins pois é

Jun 14th
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Sandra Maia

episódio simplesmente espetacular!

Jun 14th
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Wagner Macedo

Só comentam sobre o povo nas ruas, quando o movimento é de esquerda? É esse o tal jornalismo imparcial de vocês?

Jun 14th
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Marcia Lima

chegando e já amando. Parabéns e obrigada pelo conteúdo!

Jun 12th
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Gian Luca Nagy

Ouvindo pela segunda vez, me ajudou muito na construção de um trabalho pra uma das matérias da Licenciatura ❤

Jun 12th
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Jamile Rossi

Me desculpem, longe de mim criticar essas Deusas. Amo todos os podcasts delas, mas quanto a esse podcast manifesto minha discordância com a maneira que trataram a questão da reforma da previdencia. Ela é necessária e muitas pessoas enxergam isso, mas vocês trataram essa questão como se as pessoas nem soubessem o que é a reforma e só estão lá porque precisam de algo diferente do pt mesmo que, segundo vocês, "fodam" elas mesmas. Amo demais os podcasts dos mamilos, mas este podcast não defenderei. Beijo meninas.

Jun 12th
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Kauane Sakura

Perdi minha mãe aos 13 anos para o câncer de mama, depois disso entrei em um Estado de Super Alerta, qualquer sintoma já penso que pode ser um câncer, chega a ser cansativo 😔

Jun 11th
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Jowe Schurt

#forabolsonaro #lulalivre #lulacandidato

Jun 11th
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Augusto Hunter

Mais um programa incrível, sou Mamileiro e vou defender esse Podcast.

Jun 10th
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