DiscoverNavio dos Loucos
Navio dos Loucos

Navio dos Loucos

Author: Navio dos Loucos

Subscribed: 37Played: 852
Share

Description

Três professores de História se juntam com uma única missão: te fazer rir e descobrir os encantos da matéria mais incrível do mundo. Os integrantes são: Mateus Gusmão, um filósofo pavunense; Douglas Coutinho, o homem, uma máquina, uma besta enjaulada com ódio, ensina y ensina. E eu, autor dessa descrição, Matheus Viug, o blogueiro e fanfarrão do grupo. Nossas redes sociais são @naviodouloucos @mateusggusmao @coutinho92 e @viugdehistoria.
48 Episodes
Reverse
A terra é cruzada. O mar é cruzada. E o coração dos islâmicos, hereges e de toda sorte dos desviantes da moral cristã ocidental são cruzados pelas espadas e lanças dos cavalheiros. O mundo ocidental se debruça sobre o oriente, naquele que foi o maior embate religioso do mundo medieval, o de maior proporção. Que de tão grandioso mudou os rumos da história. Ponto de inflexão. Não triunfa o cristianismo sobre o islamismo. Mas muito se apropria, as moedas, o intelecto, os temperos e o comércio. Intolerante e transformadora. Ali fora reiventado e reavivado o olhar violento sobre o outro. Para o triunfo de um, a necessária queda do outro. Um sentimento reinterpretado historicamente mas que insiste em reaparecer a cada invasão sobre o Oriente Médio, Ásia, América, África. Uma cruzada imperialista. Uma cruzada ocidental. O navio mergulha em mais um tema com aquela assinatura que você já conhece.
Voa o homem. O homem liga e sua voz corre por distâncias, mas não grita. E molda o ferro como massa de modelar. O homem encurta o tempo. E parece que ele não terá limites. Os burascos que rasgam o chão, acabam com as fronteiras. O limite é cavado a sangue, fezes e barro. As trincheiras são o limite humano e moral. E ela é recheada por um nacionalismo exacerbado. Homem sobre o homem. Não é um francês morto, não é um marroquino morto, é um homem morto. Mas os canhões parecem não ter sentimentos. Versalhes não é um tratado de paz, é um armistício de vinte anos. De um mundo que não terá mais onde se esconder. Não haverá mais trincheiras. Não haverá refúgio. E sobre os escombros de um mundo combalido se erguerá o Nazi-fascismo. O Navio dos loucos apresenta aquela que foi a Grande Guerra. O marco do século XX. Solta o play!
Meu nome é trabalho mas eu tô quebrado, afim de um cascalho vou pra todo lado, tem cinco pirralhos chorando um bocado, vê se quebra um galho doutor, tô desempregado, me arranja um trabalho doutor, tô desempregado. Através da poesia do grupo Fundo de Quintal podemos perceber que o trabalho na sociedade contemporânea antes de ser um direito é um privilégio. E que além de privilégio ele não se realiza de acordo com a vontade daquele que trabalha e sim com a oportunidade disponibilizada por um "mercado". Mas, afinal, o que essa expressão repetida a exaustão nos demonstra? Nós trabalhadores ficamos em prateleiras, nos enchendo de diferenciações profissionais para embelezar o rótulo no afã de sermos selecionados. E os trabalhadores que não são? E aqueles que são mas o mercado os contrata por um baixíssimo salário? Um salário que mal sustenta uma pessoa. No livro de Thiago Muniz Cavalcanti, Sub-humanos, o capitalismo e a metamorfose da escravidão, o autor descortina para nós como funciona esse mercado, quais as suas relações com os trabalhadores, como eles são classificados e como o trabalho é entendido e organizado na sociedade. Um livraço que nos faz compreender já no subtítulo como a liberdade supracitada em documentos oficiais de estado pode ser apenas uma ficção jurídica. Você que nos escuta, você que nos lê, é um semi-livre ou um sub-humano? Resistamos! Solta o play!
Vai o pai e fica o filho. Cena cotidiana na política brasileira. Como ser diferente? Se no nascimento, na gênese do Estado brasileiro, largamos o posto de colônia e fomos entregues ao príncipe regente, filho do antigo algoz, e, por conseguinte, ele também algoz. Um país forjado na herança e na tradição, perceba que aqui essas palavras não tem nenhuma conotação positiva. Forjado pela elite colonial que via a manutenção da ordem colonial como um obstáculo ao seu desenvolvimento. Até que veio a noite da agonia. Até que veio a Outorgada, em 1824. Até que veio a morte de Dom João e a possibilidade de uma reunificação. Até que veio a Guerra da Cisplatina. Até que veio a abdicação. Gestado por 9 anos, o Brasil não nasceu no Primeiro Reinado, mas foi definitivamente marcado por ele. Solta o play!
Platão, aquele de ombros largos! Seguidor fiel, discípulo, encantado e enamorado pela figura de Sócrates. Autor de mais de 30 diálogos. Uma vida dedicada a reflexões filosóficas, muito devido a condição confortável de playboy/aristocrata. É incontornável pensar a intelectualidade do ocidente sem Platão. Desde a influência no cristianismo à grande parte dos filósofos e intelectuais do medievo e do mundo moderno. Se indigne na República, se apaixone no Banquete, só não se perca na Metafísica. O Navio segue suas navegações pela filosofia, e por essa Platão não esperava. Solta o play pra sair da caverna!
loading
Comments