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Pauta Pública

Pauta Pública

Author: Agência Pública

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O Pauta Pública é um podcast semanal produzido pela Agência Pública que traz conversas para entender estes tempos tão complexos. Conduzido pelas jornalistas Andrea Dip e Clarissa Levy, o tema da quarta temporada é "Conversas que não podemos mais adiar". Nos tocadores toda sexta, bem cedo.
145 Episodes
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As eleições para o Parlamento Europeu , que ocorreram entre  08 e 09 de junho de 2024, trouxeram como um dos destaques o aumento do número de assentos ocupados pela extrema direita na europa. Entre eles estão partidos com tendências neofascistas como o Alternativa Para a Alemanha - AfD na sigla em alemão, o Chega de Portugal, e o francês Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen. Mas o que esses crescimento aponta? Existe um alarmismo ou a preocupação é justificável?  Esse movimento pode afetar o Brasil fortalecendo a extrema direita por aqui de alguma forma?Para falar sobre esse cenário o Pauta conversa com o professor David Magalhães. Doutor em Relações Internacionais, David pesquisou política externa norte-americana, think tanks e neoconservadorismo e agora tem concentrado suas pesquisas no tema da transnacionalização da direita radical e na política externa de governos ultradireitistas.Tags: notícia, notícias,  jornalismo,  agênciapública, Europa, Parlamentoeuropeu, direita,  extremadireita, Trump, EUA, Bolsonaro, polêmica
Depois de mais de 800 dias desde a invasão militar Russa na Ucrânia, em 2022, nada indica que a guerra esteja perto do fim. Apesar do conflito aos poucos ter deixado de ser o centro dos noticiários, nas ruas do país o cotidiano segue completamente transformado. A convite da Fundação Gabo e do Ukraine Crisis Media Center (UCMC) por 10 dias a jornalista Natalia Viana percorreu duas cidades da Ucrânia, conhecendo os relatos de um país em guerra, a paisagem e a linguagem transformadas, a incerteza sobre o futuro e o fatalismo entre alarmes diários. Para falar sobre como foi conhecer este cenário do conflito, o Pauta conversa neste episódio com a própria Natalia, que conta também sobre as expectativas e questões em jogo para tentativa de um acordo de paz, que segue ainda indefinido.
A última quarta, dia 05, marca os 2 anos da morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, no Vale do Javari. Um caso que repercutiu no mundo todo, refletindo uma realidade de disputas e violência que marca a história desse lugar até então pouco conhecido e imenso. Mas muita coisa aconteceu na região antes e depois dos crimes. Para contar algumas destas histórias, na última quarta estreou no feed do Pauta Pública e do Amazônia Sem Lei o podcast Morte e Vida Javari.  Resultado do trabalho investigativo do jornalista Rubens Valente, que é quem narra o podcast, o programa é fruto de uma extensa pesquisa em arquivos e mais de 40 entrevistas, entre lideranças indígenas, moradores da região, estudiosos e especialistas. Para falar sobre todo esse processo o Pauta recebe o próprio Rubens Valente, que neste papo conta também como o Vale do Javari espelha a própria história de ciclos de destruição e renascimento do país.
Na última semana de maio, em meio à tragédia climática que assolou o Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz do Brasil, uma nova fake news ganhou destaque nas redes sociais. Um vídeo de 2021, retirado de seu contexto original, circulou, acusando o governo brasileiro de importar toneladas de arroz sintético e contaminado.Embora essa informação já tenha sido desmentida, ela motiva uma discussão relevante neste episódio do Pauta Pública: o atual consumo de alimentos verdadeiramente prejudiciais à saúde, os ultraprocessados. Produtos alimentícios industrializados que recebem quantidades elevadas de gordura, conservantes, açúcar e sódio para realçar características artificiais e ser vendidos a baixos custos, presentes na dieta dos brasileiros, incluindo crianças.Para abordar esse tema, temos a participação de Yamila Goldfarb, integrante do Instituto Alimentação e Poder, onde conduz pesquisas e ações em prol do Direito Humano à Alimentação Adequada. Yamila é pesquisadora e pós-doutora pelo Programa de Desenvolvimento Territorial da América Latina na Unesp, e analisa a atuação das empresas na produção de alimentos e o impacto do consumo de ultraprocessados na saúde da população.
São Paulo tinha um dos hospitais referência no procedimento de aborto legal, o Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Vale lembrar que, no Brasil, o aborto legal é garantido nos casos de estupro, quando o feto é diagnosticado com anencefalia e quando a gravidez causa risco de vida à pessoa gestante.Ainda assim, a prefeitura de São Paulo suspendeu o serviço de aborto legal prestado na unidade, alegando suspeitas de procedimentos ilegais.No entanto, conforme apurou uma reportagem publicada no site da Agência Pública, feita pela jornalista Amanda Audi, essa é uma história muito mal contada. Informações obtidas via Lei de Acesso à Informação mostram que não houve nenhuma denúncia de aborto ilegal no hospital desde 2019. Em outras palavras, o serviço foi suspenso sem nenhuma justificativa.O que aconteceu com o Hospital Vila Nova Cachoeirinha não é uma situação isolada e inclui a perseguição a profissionais de saúde que decidem cumprir com a obrigação ética e legal de realizar procedimentos de aborto nos casos permitidos pela lei. Para falar sobre essa apuração e a atuação contra o aborto legal no Brasil, o Pauta conversa hoje com a própria Amanda Audi e também com a ginecologista Helena Paro, que discorre sobre as investidas do Conselho Federal de Medicina contra pacientes que precisaram realizar o aborto legal e médicos que realizaram o procedimento.
Em dezembro de 2019, ocorreu o baile funk DZ7 na comunidade de Paraisópolis, São Paulo, com um público estimado entre 5 mil e 8 mil pessoas. Durante o evento, uma ação da polícia militar, conhecida como "Operação Pancadão", que visava reprimir festas de baile funk pela cidade, resultou na morte de nove jovens.Na época, a polícia justificou a operação violenta alegando que estavam perseguindo suspeitos que teriam entrado na festa em motos e que depois teriam sido atacados pela multidão com pedras e garrafas. Inicialmente, a polícia divulgou que a morte dos adolescentes foi por pisoteamento, no que seria uma fatalidade decorrente da confusão.No entanto, a Defensoria Pública, juntamente com o Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Universidade Federal de São Paulo (CAAF - Unifesp) reconstitui a sequência de acontecimentos da noite em um trabalho minucioso de análise que acabou desconstruindo a versão inicial da PM. O relatório revelou que o que ocorreu foi um cerco aos participantes do baile. Graças a este relatório, o Ministério Público de São Paulo indiciou 13 policiais, 12 por homicídio doloso qualificado e por expor pessoas ao perigo ao soltar explosivos.O Pauta conversa com a antropóloga e pesquisadora Desirée Azevedo, que conta detalhes sobre o trabalho realizado e discute as controvérsias envolvidas no caso. A criminalização da cultura periférica negra e a metodologia de violência policial são elementos que compõem o cenário do massacre de Paraisópolis e outras operações violentas das polícias em territórios periféricos. O programa também conta com a participação de Maria Cristina Quirino, mãe de Denys Henrique Quirino, morto aos 16 anos neste caso que não pode ser esquecido. 
Entre os dias 22 e 26 de abril, representantes de centenas de grupos indígenas de todo o país acamparam na Esplanada dos Ministérios no vigésimo Acampamento Terra Livre, cujo mote foi  "Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui". Para além da agenda de discussões e reivindicações trazidas no evento, a frase "sempre estivemos aqui" assinala a extensão de todo um mundo indígena do qual pessoas não indígenas sabem muito pouco. E isso inclui um grande número de indígenas isolados ou de recente contato que vivem hoje no país. De acordo com a Funai, existem registros de 114 grupos isolados no Brasil, em sua maioria localizados na Amazônia Legal. Ainda que optem pelo isolamento, esses grupos seguem submetidos a diversas ameaças que adentram seus territórios através do garimpo, da exploração madeireira, da grilagem de terras, da criação de gado, da caça e pesca ilegais. Para trazer uma panorama sobre a situação dos grupos isolados do país, os riscos que enfrentam e que tipo de proteções precisam, o Pauta Pública recebe Antenor Vaz. Físico, educador e indigenista, Antenor Vaz atuou nas políticas públicas para indígenas isolados e de recente contato pela Funai desde 1987. Foi coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari, entre 2006 e 2007 e atualmente é Consultor internacional para metodologias e políticas de proteção aos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato.
Nunca os mais ricos foram tão ricos. Semana passada saiu a lista anual da Forbes que mostra quem são os maiores bilionários do mundo. A lista aponta que a fortuna somada dos super ricos em 2024 chegou a 14,2 trilhões de dólares, um recorde histórico e que representa um aumento de mais de 1 trilhão com o ano anterior - que também foi recorde. Segundo relatório da OXFAM de janeiro de 2024, 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população enquanto 27% dos ativos financeiros do país estão na mão dos 0,01% mais ricos. No entanto, é justamente quem está no alto da pirâmide quem proporcionalmente paga menos tributos, o que aumenta ainda mais o desequilíbrio entre quem contribui e quem recebe os benefícios do Estado. Essa desigualdade causa sérias consequências para a sociedade, pois quando um grupo minúsculo detém tamanho poder, é capaz de influenciar as leis e desafiar a democracia. Para trazer uma panorama dessa situação e a urgência do avanço da Justiça tributária, como a taxação de grandes fortunas, o Pauta Pública recebe a pesquisadora e professora Eliane Barbosa, autora do livro Tributação Justa, Reparação Histórica - uma discussão necessária, lançado pela editora Casa do Direito. Eliane detalha de forma acessível porque bilionários e impostos são uma conta que não fecha.
A derrubada do Presidente João Goulart, articulada pela Força Militar, entre 31 de março e 2 de abril de 1964  marca o início do Golpe Civil-Militar ou Ditadura Militar no Brasil. Com a justificativa de ser uma espécie de "governo de transição" temporário para um retorno à normalidade, o intervenção foi o início de um regime marcado por violência, torturas, perseguição política e mortes, que durou 21 anos. Muito tempo.A retomada da democracia se deu a partir do que se comprovou ser um acordo frágil de silêncio e impunidade. Mas familiares de desaparecidos, vítimas de violência e grupos da sociedade civil rejeitaram esse pacto e ao longo dos governos democráticos que sucederam a ditadura, houve diversos tipos de atos em homenagem às vítimas desse período sombrio da história do Brasil. Buscando para além da memória, a reparação. No aniversário de 60 anos do golpe, no entanto, ocorre uma surpresa,  o presidente Lula decide ordenar o cancelamento, oficialmente, de atos em memória dos mortos e desaparecidos da Ditadura, que seriam realizados pelos ministérios da Cidadania e da Defesa. Segundo o Presidente é uma tentativa de evitar confrontos com os militares diante do avanço das investigações sobre articulação golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.Será que estamos mesmo superando o passado, ou nos condenando a repetí-lo?Neste episódio especial e com uma abertura diferente, o Pauta traz uma entrevista gravada há alguns meses. Natalia Viana e Guilherme Amado entrevistam o diretor da Escola de Ciências Sociais da FGV, Celso Castro. Antropólogo, historiador, escritor e pesquisador, Celso é um dos nomes mais importantes do país no estudo dos militares e nessa conversa detalha, para além dos eventos recentes, a ideologia militar que é de onde vingaram os planos de rupturas democráticas. Como é construída essa doutrina e como caminhamos para esse momento em que os militares retornaram à política, dessa vez entranhados em governos democraticamente eleitos. Vamos entender um pouco mais sobre o militarismo de ontem e hoje.
No último dia 13 de março, a Agência Pública promoveu como parte da celebração de 13 anos de sua história, três debates sobre o futuro da democracia em diferentes perspectivas – do jornalismo ao clima. A conversa de encerramento do evento mergulhou na discussão sobre Antropoceno e Mudanças Climáticas.A mesa propôs um diálogo entre o ativista e escritor Ailton Krenak, o climatologista Carlos Nobre e a jornalista Daniela Chiaretti, mediado por Giovana Girardi, chefe da cobertura socioambiental da Pública.No debate, repleto de momentos marcantes, Ailton Krenak falou sobre a necessidade de conhecer a cosmovisão sobre as mudanças climáticas e trouxe imagens bem vívidas de como de tanto "comer a terra e os oceanos" e se ver como uma espécie afastada das demais, o ser humano  caminha para o seu próprio fim. O cientista Carlos Nobre detalhou porque é importante chamarmos de Antropoceno esse momento em que vivemos e o que nos espera para um futuro muito próximo de aquecimento das temperaturas. Em paralelo, Daniela Chiaretti refletiu sobre o papel fundamental de comunicar para as pessoas a gravidade do que estamos vivendo e porque é urgente uma mudança geral na sociedade.Escute a conversa no novo episódio do Pauta Pública e para conferir na íntegra todas a programação do evento de aniversário, é só acessar o Youtube da Pública.
O controle do congresso sobre o orçamento é um processo que vem acontecendo de forma impositiva e pode comprometer o futuro do país. Desde que o Orçamento Impositivo foi instituído em 2015 pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o jogo da governabilidade deu um giro no Brasil, inaugurando uma nova era política no país.Mais tarde, no governo Bolsonaro, com as emendas do relator, apelidadas de Orçamento Secreto, a Câmara centralizou um poder inédito que deu a Arthur Lira status de um dos homens mais poderosos da política. Ainda que as Emendas do Relator tenham sido suspensas pelo STF em novembro de 2021, hoje o legislativo concentra boa parte do poder sobre os recursos do orçamento para interesses que muitas vezes não se alinham com o projeto político do governo, levando à chamada governabilidade a uma encruzilhada. Essa disputa impacta como políticas públicas são aplicadas ou negligenciadas em áreas como Saúde, Educação, Segurança e Meio-ambiente e são especialmente decisivas em um ano eleitoral. Mas como funciona esse jogo político complexo e quais as possibilidades do governo para manobrar diante do poder cada vez maior da Câmara e, por consequência, do chamado centrão?Para tentar entender um pouco mais sobre o cabo de guerra do orçamento entre o governo e o Congresso, o Pauta recebe o jornalista Mateus Vargas. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mateus já passou por veículos como o Estado de S. Paulo e pelos sites JOTA e Poder360 e atualmente escreve para a Folha de S. Paulo.Para saber mais: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/02/congresso-controla-ao-menos-30-da-verba-de-[…]l?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptwhttps://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/03/saude-aumenta-teto-para-emendas-e-tenta-aliviar-pressao-do-congresso.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
"A nossa população marajoara precisa sim de oportunidades não de esmola. Muitas pessoas estão desesperadas com essas falsas notícias."Desde que em 2019, a ex-ministra do governo Bolsonaro e agora senadora, Damares Alves, fez acusações alarmantes e sem provas sobre casos de abusos sexuais na região de Marajó, no Pará, de tempos em tempos a região passou a ser alvo de campanhas de fake news. Recentemente voltou a ser veiculado o boato de que na ilha crianças eram mutiladas para facilitar abusos e que bebês recém-nascidos sofriam violência sexual, tendo grande repercussão inclusive entre influenciadores digitais. Mas o que está por trás desse tipo de difamação e qual é a verdadeira vulnerabilidade social no território? Para se aprofundar melhor nessa história o Pauta Pública recebe a ativista Irmã Henriqueta Ferreira Cavalcante, um dos nomes mais reconhecidos na luta contra a exploração sexual no Pará, cuja a trajetória a fez bater de frente com abusadores e oportunistas a ponto de precisar andar com escolta policial devido às ameaças de morte que sofreu.Neste episódio Irmã Henriqueta detalha o impacto que esses boatos tem na vida das crianças da comunidade e como se dá a verdadeira atuação contra casos de abusos sexuais na região de Marajó, para além do sensacionalismo.Para saber mais:Referência no combate à violência sexual diz que Damares não protegeu crianças do Marajó: https://apublica.org/2022/10/referencia-no-combate-a-violencia-sexual-diz-que-damares-nao-protegeu-criancas-do-marajo/Políticos bolsonaristas pagaram para impulsionar denúncias falsas sobre Marajó:https://apublica.org/2024/02/politicos-bolsonaristas-pagaram-para-impulsionar-denuncias-falsas-sobre-marajo/
Citações bíblicas, personagens do Velho Testamento, tom de pregação e defesa da união entre política e religião marcaram os discursos da última manifestação convocada pelo ex-presidente Bolsonaro e aliados. "Por um bom tempo fomos negligentes ao ponto de falarmos que não poderia misturar política com religião, e o mal ocupou o espaço”, disse Michelle Bolsonaro durante a manifestação, que foi convocada após o avanço das investigações sobre a participação do ex-presidente na tentativa de golpe. O apelo à ideia de luta “do bem contra o mal”, evocando simbologias religiosas de “uma guerra santa” não é novidade no movimento bolsonarista. Contudo, chama atenção a intensificação e protagonismo destes discursos. Em novo episódio, o podcast Pauta Pública mergulha nas dimensões religiosas da manifestação. João Cezar de Castro Rocha, historiador e professor de literatura comparada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), destrincha e reflete sobre como a Teologia do Domínio aparece em discursos e apostas do movimento ligado a Bolsonaro.
“O genocídio está associado a todas políticas de Estado que estão ligadas a destruição de um povo”, diz o convidado deste episódio.Em uma entrevista coletiva durante a reunião da cúpula da União Africana, na Etiópia, Lula comparou o que está acontecendo na Palestina hoje, onde aproximadamente mais de 30 mil pessoas foram mortas em ataques do exército de Israel, sendo a maioria delas mulheres e crianças, com o que ocorreu na segunda guerra mundial contra o povo judeu. O contexto da fala se deu quando o presidente comentava a decisão de alguns países de suspenderem o repasse financeiro à uma agência da ONU, responsável por prestar assistência humanitária a refugiados palestinos, logo após Israel levantar a suspeita de que nela haveriam infiltrados do grupo Hamas. A repercussão da fala foi enorme, abalando a diplomacia entre os dois países e levantando inúmeros debates sobre Sionismo, a suposta excepcionalidade do Holocausto e Antissemitismo. Para trazer mais contornos às feridas históricas do conflito em Gaza e a fala de Lula sem perder de vista a escalada do conflito, cada vez mais brutal, em Gaza, o Pauta Pública recebe hoje o jornalista Breno Altman. Fundador do site Ópera Mundi, Breno, que é judeu, vem sendo uma das vozes mais ativas nesse debate. Ele é autor do livro “Contra o sionismo - retrato de uma doutrina colonial e racista” publicado pela editora Alameda”.
Em janeiro, a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, definiu como consequência do Racismo Ambiental a tragédia que aconteceu na zona metropolitana do Rio de Janeiro, quando 12 pessoas morreram por causa das chuvas extremas. Para muita gente o termo pode ser novidade, mas, diferente do que tentou transmitir a extrema-direta nas redes sociais, o Racismo Ambiental é um conceito estudado há décadas. O termo ajuda a descrever como populações mais vulneráveis são afetadas de forma diferente por transformações climáticas e explica de que maneira isso tem a ver com acesso à diretos negados historicamente a determinados grupos raciais.Para se aprofundar neste assunto, o Pauta hoje recebe a jornalista e pesquisadora Mariana Belmont. Organizadora do livro “Racismo Ambiental e Emergências Climáticas no Brasil” (Oralituras, 2023) e com extensa participação em inúmeros de projetos de comunicação de políticas públicas, Mariana traz nessa conversa as origens do termo, fala sobre o fenômeno que ele descreve e argumenta sobre a importante diferença entre Racismo Ambiental e Justiça Climática.
“O caso Marielle abriu um buraco no submundo do RJ” comenta o repórter investigativo Rafael Soares, convidado do Pauta Pública desta semana.Nesta entrevista com Andrea Dip e Clarissa Levy, o jornalista conta como milícias vivem momento inédito em sua fase atual e como Estado foi fundamental não só em sua criação, mas em sua expansão. Ele também também analisa as revelações que podem surgir a partir da suposta delação do ex-policial Ronnie Lessa que apontaria Domingos Brazão como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, um caso que ainda tem muitas questões a serem esclarecidas.Rafael Soares é repórter do jornal O Globo e autor de “Milicianos - Como agentes formados para combater o crime passaram a matar a serviço dele” (Ed. Objetiva 2023).
A fusão entre o real e o digital proporcionou o surgimento de novos paradigmas sociais que influenciaram todos os campos da nossa vida e estão no centro das transformações políticas dos últimos anos. Teorias da conspiração, vídeos manipulados com inteligência artificial e campanhas de difamação estão entre os elementos desse novo contexto que pode gerar eventos como o ataque aos três poderes em 08 de janeiro de 2023, em Brasília. Em um ano de eleições que já começou agitado, como entender esse processo que parece não ser mais transitório, mas um estado de crise permanente?Para falar sobre isso o Pauta recebe a antropóloga Letícia Cesarino, autora de O Mundo do Avesso, lançado pela editora Ubu em 2022, que tem trabalhado e publicado sobre cibernética e teorias de sistemas, plataformização, neoliberalismo e desinformação.Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.====O Pauta Pública é um parceria da Agência Pública com a Rádio Guarda-Chuva.Saiba mais sobre os outros podcasts da rede aqui. ==== Quem faz o Pauta:● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy||● Produção: Ricardo Terto ||● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||● Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves||● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||● Chamadas e teasers: Breno Andreata ||● Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
“Conversas que não podemos mais adiar”: esse é o tema da quarta temporada do Pauta Pública, que começa seus trabalhos em 2024 trazendo para os microfones o professor, psicólogo e psicanalista Christian Dunker, autor de, entre outras obras, “Mal-estar, sofrimento e sintoma” de 2015 e “Lacan e a democracia” de 2022, ambos publicados pela editora Boitempo. Como emoções e crenças são mobilizadas para atrair pessoas para discursos de ódio? Como essas ideias se infiltram no cotidiano ao serem instrumentalizadas, geralmente pela extrema-direita, numa suposta luta do bem contra o mal? Cancelamento, angústia com o colapso climático e outros assuntos fazem parte dessa conversa no Pauta 103. Ouça agora.Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.====O Pauta Pública é um parceria da Agência Pública com a Rádio Guarda-Chuva.Saiba mais sobre os outros podcasts da rede aqui.==== Quem faz o Pauta:● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy||● Produção: Ricardo Terto ||● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||● Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves }}● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||● Chamadas e teasers: Breno Andreata ||● Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
Eles saíram de modestos 6,6% da população nos anos 1980 para mais de 30% nos últimos anos e a projeção é que em breve, seja o principal grupo religioso do país. O impressionante crescimento dos evangélicos é sentido sobretudo na política, por serem uma fatia importante do eleitorado e por possuírem uma bancada grande e incontornável no Congresso.No entanto, se enganam aqueles que acreditam que essa massa é uniforme - existe uma diversidade de necessidades e crenças nesse vasto grupo. Diante deste cenário, um dos grandes desafios num Brasil pós-Bolsonaro, é encontrar aberturas de diálogo que não apenas passem por pautas morais mas por necessidades cotidianas, num país que ainda se mantém em forte tensão política.Para essa conversa, o Pauta Pública recebe o teólogo e pastor auxiliar Ronilso Pacheco, que além de trazer um olhar aprofundado sobre um tema de muitas camadas, também repercute as falas do pastor André Valadão, investigado recentemente por falas homofóbicas em seus cultos. Ouça agora o Pauta Pública 82 e não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.Um recado importante:Gosta dos podcasts da Pública? Você pode nos ajudar a lançar um novo podcast sobre um dos maiores escândalos do país envolvendo um grande empresário: as denúncias de crimes sexuais do fundador das Casas Bahia. Em 2021, revelamos a ponta do iceberg sobre este caso, mas ainda há muito para investigar. O Brasil inteiro precisa conhecer essa história. Doe hoje e nos ajude a produzir esse novo podcast: https://agen.pub/Wa==== PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Uma boa pedida pra emendar com esse programa aqui é ouvir o novo episódio do Dissidentes, podcast conduzido por Renan Sukevicius que traz histórias de quem, às vezes, não encontra lugar no mundo.Nele, é narrada a história de Jaqueline, uma mulher trans que desafia os limites da binariedade em um campo de futebol de várzea de São Paulo. Quer emendar essa história depois do Pauta? Procura por Dissidentes no seu tocador favorito e já deixa na sua playlist. ==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy||● Produção: Ricardo Terto ||● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||● Identidade visual: Cíntia Funchal ||● Artes: Tayná Gonçalves ||● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||● Chamadas e teasers: Breno Andreata ||● Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
Segurança Pública é um tema recorrente nos debates públicos e um tema muito falado em campanhas eleitorais por mover emoções, mas dificilmente o assunto é abordado de forma complexa. Em meio a sensação de medo e impunidade ganham apelo os discursos que promovem justiçamento, investimento em polícias ostensivas e outras estratégias que parecem não ter nenhum efeito positivo prático à longo prazo na sociedade.Soluções fáceis, demagogia e sensacionalismo estão entre as formas mais comuns de interditar reflexões mais elaboradas sobre um assunto que é sempre espinhoso, independente de qual governo esteja no poder. Mas como abordar esse problema? Como um governo progressista pode olhar para esta questão?O Pauta Pública 80 recebe um especialista nesse tipo de análise. Gabriel Feltran sociólogo, pesquisador, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e professor na Federal de São Carlos UFSCAR. Publicou, entre outras obras, “Irmãos: uma história do PCC" pela Companhia das Letras, em 2018, obra que originou a série "PCC - Poder Secreto" produzida pela HBO Max. Nesse papo com Andrea Dip e Clarissa Levy, Gabriel explica como as facções e o crime organizado reagem às políticas de segurança pública e vice-versa, quais os erros de senso comum sobre o assunto e sobre como esse tema pode ser tratado dentro da realidade brasileira. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVAConheça a nova temporada do podcast Vida de Jornalista ==== Quem faz o Pauta:Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| Produção: Ricardo Terto || Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto |I Identidade visual: Cíntia Funchal || Artes: Tayná Gonçalves|| Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner|| Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
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Comments (3)

Amir

Entrevista excepcional e muito esclarecedora sobre o assunto.

Apr 10th
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Vinicius Tumelero

👍Ótima entrevista.

Apr 7th
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Luis Cesar

Muito bom esse primeiro programa! Sinto me satisfeito ao apoiar vcs com esse projeto. Minha dica para o quadro de cultura: "A Boa da Pública".

Oct 5th
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