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Podcast Tecnopolítica

Author: Podcast Tecnopolitica

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No Tecnopolítica debatemos como a tecnologia tem modificado nossas relações sociais, econômicas e políticas. Conversamos sobre os mecanismos de poder e de sujeição que as tecnologias podem incorporar e conduzir e praticamos a crítica sobre os dispositivos e os aparatos técnicos apresentados como neutros, objetivos e eficientes.
42 Episodes
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Neste episódio, Sergio Amadeu conversa com Jomar Silva, Developer Relations Head na Zup Innovation, sobre qual o atual cenário e futuro das tecnologias abertas (open source software) e livres. Jomar Silva foi coordenador da Open Document Format (ODF), evangelizador da Internet das Coisas e figura de destaque internacional da comunidade open source. Com toda a sua experiência e longa trajetória no desenvolvimento de soluções abertas, Jomar Silva vai na contramão do que tem sido dito atualmente nos círculos de tecnologia e afirma que as tecnologias abertas venceram e o futuro de fato será aberto.
Neste episódio do Tecnopolítica, Sergio Amadeu conversou com Paulo Rená, ativista do Instituto Beta, professor e pesquisador, sobre as consequências de uma aprovação da chamada Lei das Fake News para o Marco Civil da Internet. A conversa tratou dos perigos da rastreabilidade, bem como da definição de penas de prisão para a replicação do que pode ser considerado fake news pelos órgãos policiais ou pelo Ministério Público. Também Paulo Raná falou do letramento digital, da ética e da importância de uma nova abordagem do Direito. Imperdível.
Sergio Amadeu, neste episódio do Tecnopolítica, expõe os motivos pelos quais Julian Assange está sendo processado na Inglaterra. Coloca os riscos de sua extradição para os Estados Unidos, um país cujas mentiras e assassinatos praticados em suas guerras pelo poder foram denunciadas pelo site Wikileaks. Sergio Amadeu comenta as imagens da execução dos dois repórteres da Reuters e de populares na periferia de Bagdá divulgadas por Assange. O líder do Wikileaks está preso enquanto criminosos de guerra estão soltos e espalham desinformação pelos seus canais oficiais. Defender a liberdade de imprensa e o direito da população à informação, hoje, passa pela defesa de Julian Assange.
Neste episódio Sergio Amadeu conversou com a professora e pesquisadora Stephane Lima e com a advogada do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, Marina Meira sobre a análise dos termos de uso e da política de privacidade do G Suite for Education e do Microsoft 365. Esse episódio ocorre no momento em que o Instituto Educadigital, a Catedra Unesco da Educação à distância na UNB e o Instituto Alana, entre outros, lançaram o Relatório Educação, Dados e Plataformas. Em 2020, as comunicações digitais de mais de 72% das instituições públicas de ensino no país passam pelos servidores do Google (61%) ou da Microsoft (11%). Stephane e Marina mostraram problemas gravíssimos nos termos de uso, entre eles, as escolas aceitam "a transferência internacional de dados para os servidores mantidos pela empresa em qualquer lugar do mundo".
Neste episódio Sergio Amadeu conversa com o professor Licio Caetano do Rego Monteiro do Departamento de Geografia e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense / UFF Angra dos Reis. A conversa girou em torno do Cloud Act, Clarifying Lawful Overseas Use of Data Act, ou “Lei para Esclarecer o Uso Legal de Dados no Exterior”, apelidado de lei da Nuvem. Trata-se de uma lei aprovada pelo Congresso norte-americano que dá acesso aos dados armazenados fora dos Estados Unidos às suas autoridades. Sendo uma ingerência na soberania de todos os demais países, o Cloud Act consolida a ideia de que o poder das elites ianques não têm limites. Também descortina a importância da localização dos dados, questão que vem sendo desconsiderada pelos gestores no Brasil diante do avanço do neoliberalismo e da alienação tecnopolítica que se dá pelo culto à dimensão neutra e objetiva das tecnologias. Não deixe de ouvir, assistir e divulgar.
Neste episódio do Tecnopolítica Sergio Amadeu conversou com a pesquisadora Ilara Hammerli Sozzi de Moraes e com o pesquisador Marcelo Fornazin, ambos da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sobre a proposta do governo Bolsonaro de rever a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS). Com o objetivo de atacar o SUS, a proposta dos bolsonaristas reduz a transparência do processo, abre informações importantes do sistema para startups e ainda permitirá o uso do dinheiro da Saúde para financiar empresas privadas de tecnologia. Com o objetivo de fortalecer o lucro das empresas que se beneficiam da doença da população, o desmonte do SUS passa pelo ataque do Sistemas de Informações em Saúde, patrimônio da sociedade brasileira, que foi construído há décadas com rigor técnico e com o envolvimento da comunidade acadêmica e da sociedade civil. Como bem apontou a Associação Brasielira de Saúde Coletiva (ABRASCO), o documento dos generais da Saúde faz "uma grande confusão entre o que constitui 'res publica' e o complexo econômico industrial da saúde", além disso ,cria "uma estrutura de governança da informações, dados e tecnologias paralela aos mecanismos de participação social inscritos na Constituição Federal e nas Leis Orgânicas do SUS". Imperdível.
Assine a nossa newsletter em http://bit.ly/newstecnopoliticaNeste episódio, Sergio Amadeu conversa com Diego Canabarro, cientista político, pesquisador e gerente sênior de políticas públicas na Internet Society. O tema da conversa girou em torno da rastreabilidade de mensagens nos aplicativos como Whatsapp. Para viabilizar essa função, a plataforma desse serviço deverá armazenar todas as mensagens por um determinado período e depois guardar por mais tempo aqueles conteúdos que ultrapassassem um certo número de replicações. Além de quebrar o princípio da presunção de inocência, esse dispositivo coloca em risco os movimentos sociais, o jornalismo investigativo e os direitos humanos. Assim, as autoridades competentes poderão exigir que a plataforma identifique e detecte as relações de quaisquer usuários durante o período de armazenamento. Além disso, Diego Canabarro expõe a ineficácia desse mecanismo para o combate à desinformação e outros graves riscos para a comunicação democrática. Imperdível.
Assine a nossa newsletter em http://bit.ly/newstecnopoliticaNeste episódio, Sérgio Amadeu conversa com Danilo Doneda, advogado, professor e Phd em Direito Civil, indicado pela Câmara dos Deputados para integrar o Conselho Nacional de Proteção de Dados. Diante da onda de desinformação, da disseminação do discurso de ódio e das agressões e microagressões praticadas nas redes, a conversa tratou dos limites da liberdade de expressão, sua relação com o anonimato e com a proteção de dados. Danilo defende que o bloqueio das contas de "haters" no Paypal, defendida pelo "Sleeping Giants" não fere a liberdade de expressão. Imperdível.
Assine a nossa newsletter em http://bit.ly/newstecnopoliticaNeste episódio, Sérgio Amadeu conversa com Bernardo Salgado Rodrigues, doutor em Economia Política Internacional e autor do livro 'Geopolítica dos recursos naturais estratégicos sul-americanos'. Ao longo da conversa, Bernardo explicou a importância estratégica do Lítio para as tecnologias informacionais e quem disputa esse minério na região. A América do Sul detém aproximadamente 2/3 das reservas mundiais de lítio, localizada, principalmente, na Bolívia. A conversa passou pelas implicações políticas, pelo controle e pela exploração dessas reservas e tratou do golpe da Bolívia e qual sua relação com o lítio.
Neste episódio Sergio Amadeu conversa com Alexandre Barbosa, engenheiro e pesquisador do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-RJ) sobre os tipos de identificação, a importância do registro de identidade para a constituição de uma cidadania inclusiva e para a proteção social. O episódio também tratou dos perigos de vigilância e controle a partir da identificação e da relação entre identidade digital e a proteção de dados pessoais.
Neste episódio, Sergio Amadeu conversa com Ricardo Teixeira, médico, professor e pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da USP. Em meio ao crescimento do número de mortos pela covid-19, vivemos uma aparente política caótica de abertura do comércio e de um "novo normal". No bate-papo, a narrativa sobre o papel do saber e do poder médico são retomados e o debate perpassa sobre as características atuais da biopolítica (estratégias de gestão dos viventes), que poderia ser nomeada como necropolítica (política da morte adotada pelo Estado). Ricardo Teixeira indica que a biopolítica não é errática e que visa o objetivo de manter leitos de UTI próximos ao esgotamento e equipes do SUS em permanente estresse. Não se busca evitar o contágio e o bem-estar da população. A política adotada por alguns governos e prefeituras é a de manter um número de leitos de UTI desocupados para que as pessoas não morram em portas de hospitais. Por isso, Ricardo afirma que "o direito a respirar foi substituído pelo direito ao respirador".
Assine a nossa newsletter em http://bit.ly/newstecnopoliticaNo episódio #51, Sérgio Amadeu conversa com Luiz Fernando Marrey Moncau, mestre e doutorando em Direito Constitucional na PUC-SP, foi pesquisador no Center for Internet and Society da Stanford Law School e coordenou o Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV DIREITO RIO. A conversa tratou das implicações do chamado direito ao esquecimento para a liberdade de expressão, para a memória coletiva, para a privacidade e para a reputação das pessoas. Moncau também tratou da desindexação de informações nos mecanismos de busca e seus perigos para a liberdade de expressão. Luiz Moncau acaba de lançar o livro Direito ao Esquecimento: entre a liberdade de expressão, a privacidade e a proteção de dados pessoais, pela Revista dos Tribunais.
Assine a nossa newsletter em http://bit.ly/newstecnopoliticaO podcast Tecnopolítica chegou ao episódio 50! Há 1 ano e meio, postamos nosso primeiro episódio e partimos para desvelar os condicionamentos, as determinações e as ambivalências políticas, econômicas e sociais presentes nas tecnologias. Foram diversas convidadas/os que contribuíram com nossas reflexões e aprendizados nesse período. Estamos muito felizes por termos iniciado e mantido essa jornada de enfrentamento da alienação técnica.Neste episódio, recebemos a filósofa e militante do movimento negro, Sueli Carneiro, para discutir com o pesquisador, Tarcízio Silva, o tema da tecnologia e do racismo. Ao longo do bate-papo, passamos do debate da ambivalência das tecnologias para o racismo ampliado pelos sistemas algorítmicos. Como bem lembrou Sueli Carneiro, a ciência moderna tem em sua origem a prática do racismo. A base do pensamento universal do europeu colonizador excluía os povos africanos e as diversas cosmologias ameríndias e asiáticas. Mas e as tecnologias atuais? O Big Data? As estruturas de dados? Elas são neutras? Em um planeta estruturalmente racista, a neutralidade não estaria reproduzindo e até ampliando as discriminações baseadas na cor da pele e nas etnias? Essas são algumas das perguntas que levantamos e começamos a tentar responder no episódio 50.
Neste episódio, a pesquisadora Letícia Cesarino, antropóloga e professora da UFSC, conversa com Sergio Amadeu sobre o ecossistema de desinformação nas eleições de 2018 e sobre o populismo digital. Leticia Cesarino estudou o conteúdo da memética bolsonarista principalmente no Whatsapp. Desvendando o design dos memes, inspirada na cibernética, Letícia Cesarino fala dos padrões aplicados pela estratégia da extrema direita. A conversa caminhou para a análise da relação entre populismo digital e o neofascismo tecnológico.
Neste episódio, Sergio Amadeu conversa com Fernanda Bruno, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e uma das fundadoras da Rede Latino-Americana de Estudos de Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits), sobre as implicações da conversão da experiência humana em dados que são explorados por grandes corporações. A conversa iniciou com a análise da psicologia behaviorista que sustenta a lógica da captura dos comportamentos como expressões da realidade e dos estados mentais das pessoas. Avançou para a psicoeconomia da probabilidade e para como a sujeição algorítmica é performativa e tratou da crítica ao império da probabilidade e da necessidade de superar o modo como tratamos as tecnologias.
Neste episódio, Sérgio Amadeu conversa com a fundadora e diretora da Coding Rights, Joana Varon, sobre o projeto de Lei das fake news - que deve ser votado ainda essa semana - e que ameaça a democracia, principalmente, por meio da coleta de dados massiva prevista no PL. Ao longo do bate-papo, Joana analisa como o projeto não resolverá as questões da fake news e sim ampliará a vigilância e o controle, visto que o PL exige que cada cidadão realize cadastros nos ambientes digitais fornecendo seus dados pessoais, como o número de suas identidades, por exemplo. Isso coloca em risco todos os cidadãos, principalmente, as pessoas que precisam realizar denúncias por meios digitais, fontes de jornalistas que se comunicam por emails e chats, entre outros. A Coding Rights, por meio do Radar Legislativo, acompanha o andamento de projetos de lei no congresso relacionados a tecnologias e direitos humanos e tem analisado há semanas a tramitação e as mudanças nesse PL e o quanto ele caminhou recentemente de forma rápida no senado e com participação quase nula da população e das organizações.
Neste episódio, Sérgio Amadeu conversa com Nelson Pretto, ativista e professor da Universidade Federal da Bahia, sobre o avanço das plataformas tecnológicas como mediadoras da relação entre estudantes e educadores.O bate-papo percorre questões como: Quais são os problemas da submissão do processo de ensino-aprendizado às corporações? Elas são neutras? Oferecem interfaces e sistemas gratuitamente por solidariedade ou para manterem seus modelos de negócios baseados na coleta e na extração de padrões oriundos dos dados pessoais? Por que as educadoras e educadores são tão pouco críticos com as big techs? É possível hackear esses sistemas?
Neste episódio, Sergio Amadeu conversa com Silvana Bahia, diretora de projetos do Olabi e coordenadora do PretaLab, iniciativa que incentiva a participação das mulheres negras na tecnologia. As mulheres negras representam mais de 27% da população brasileira, porém somente cerca de 1% são parlamentares e 0,5 % ocupam cargos de diretoras em grandes empresas. Na área de tecnologia esses números nem existem, mas as mulheres são minoria e as mulheres negras são mais raras ainda nos espaços de desenvolvimento tecnológico. A conversa buscou desvendar essa trama e os bloqueios que são colocados e impedem que mais negras reconfigurem e enriqueçam nossas criações sociotécnicas.
Neste episódio, Sergio Amadeu conversa com Thiago Novaes, ativistas, antropólogo e pós-doc pelo College of London. No bate-papo, percorrem um tema muitas vezes renegado e desapercebido: o controle do espectro radioelétrico.Esse espaço é rigorosamente controlado pelo Estado e agora está sendo reivindicado pelo mercado para a sua completa privatização. Essas ondas de rádio carregam a Internet sem fio e deveriam ser um espaço comum, em que pudéssemos utilizar rádios definidos por software, rádios cognitivos e redes mesh.Sergio e Thiago chamam a atenção para a importância de considerar o espectro radioelétrico na luta pela comunicação como um bem comum.
Neste episódio, Sergio Amadeu conversa com as pesquisadoras, Patrícia Camargo Magalhães, física e pós-doutoranda na Universidade de Bristol, e Maria Carolina Maziviero, urbanista e professora da Universidade Federal do Paraná, e com o pesquisador e professor na Universidade Federal do ABC, José Paulo Guedes, sobre o Ação Covid-19, um simulador que demonstra como a pandemia avança em um país desigual. Conheça: https://acaocovid19.org/home
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Comments (3)

Rosa Lúcia Rocha Ribeiro

poxa Sérgio... gosto de vc, mas precisa aprender a deixar a mulher falar... vejo que vc expressou tudo o.que criticamos... mas sei.que.vc vai superar isso, blz?

Sep 16th
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Rosa Lúcia Rocha Ribeiro

o apresentador foi muito inconveniente não deixando a Zezé falar direito. muito chato

Sep 16th
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Caio Filipe

não sei se alguém pensa o potencial que o Tor tem de proteger criminosos. O custo da privacidade acaba sendo um mal uso por parte de algumas pessoas.

Mar 31st
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