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Na última emissão desta temporada do programa que só quem vê e ouve pode nomear há um sururu com tranças, uma zaragata promovida por uma minoria que gosta de zaragatas, a sugestão de juntar à expressão ‘batata quente’ (aquele assunto que ninguém quer ser obrigado a resolver) a expressão ‘batata grelada’ (o assunto que ninguém quer resolver mas que não é de hoje, nem de ontem, tem décadas); há ainda a sugestão de uma solução capitalista para quem esteja com dúvidas em aceitar um convite para actuar na festa do Avante!, e, claro, há uma oração pela alma da Igreja Católica, porque pecados talvez Deus perdoe, mas crimes a Justiça não pode perdoar.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O estado da nação não se recomenda. O governo, se houvesse hoje eleições, já não teria maioria absoluta no parlamento. O proto-candidato socialista não chega aos dez por cento das intenções de voto. O povo desespera com a inflacção. O governo diz não querer ser feitos. A ministra mais popular do governo passou a ser agora a mais impopular. E há almirante a que os portugueses atribuem prioridades curativas. A vacina anti-política é desejada por muita gente. Só não se saber se Gouveia e Melo está disposto a administrá-la.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os incêndios? É um problema estrutural. O PSD? O problema é estrutural. O novo aeroporto? Uma questão estrutural. O que é preciso fazer? Um debate alargado. Com que objetivo? Alcançar um amplo consenso. Neste programa há um elefante na sala, o corpo de um falecido em disputa e a sigla TVDE: Totalmente Vocacionado para o Desenvolvimento de Empresas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Zedu morreu, Boris foi-se, um antigo primeiro-ministro japonês viu a vida pelas costas. O que contam os pequenos casos perante os grandes momentos decisivos? Há o congresso do PSD, sim senhor. E as suspeitas trafulhices com dinheiro do Banco de Fomento. Mas, e o Boris, mais as suas festas e as suas demissões? E as outras coisas todas que a semana nos dá? Bênçãos para continuarmos a sentir-nos vivia, por entre este calor de ananasesSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Pedro Nuno Santos esteve quase a despenhar-se, mas numa manobra in extremis, com uma confissão de culpa na praça pública, acabou por conseguir fazer uma aterragem de emergência. Continua no governo depois de o gabinete do primeiro-ministro ter feito constar que ou ele se demitia ou seria demitido. A animação segue dentro de momentos. Ao mesmo tempo, a discussão sobre o aborto, que nos Estados Unidos, move juizes do Supremo e personalidades de todos os quadrantes políticos, é protagonizada em Portugal por um empresário de suplementos alimentares em confronto com um grupo de influencers. É para a farsa ser completa, temos arte contemporânea marota em Santa Cruz da Trapa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Coisas que se ouvem num programa de televisão que já teve outro nome: A Justiça não é morosa, isso é mito. Os anões também têm direito à arena. Os franceses entalaram Macron entre Le Pen e Mélenchon. Depois do 31 de Julho entra Agosto (isto por acaso já tinha sido afirmado na lírica popular). Cada português fará um esforço para não estar doente. E fica ainda o diagnóstico que faltava para um problema candente: o culpado pela crise no SNS é o bacalhau à brás.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Marcelo beijou a barriga de uma grávida na semana em que o país discutiu a ruptura nas urgências de obstectrícia. Onde começa o afecta e termina a mensagem política de um político conhecido por não dar ponto sem nó? Sócrates deu uma entrevista à SIC, explicando porque não responde aos tribunais: sem “bons modos” não cumpre obrigações legais. E na guerra de Putin contra a Ucrânia, Costa ficou a falar sozinho: por inépcia ou por opção?See omnystudio.com/listener for privacy information.
No dia de Camões, há quem proponha vieirismo. Mas o do Padre António Vieira; é de outro estilista da língua que se fala, a propósito da derrocada do vieirismo-costismo no Benfica. O antigo presidente queixa-se do atual, que por acaso foi ele que escolheu. Assim como o PCP denuncia uma “operação global” contra o partido. Terá genuínas razões de queixa ou está a construir uma teoria da conspiração para se defender de quem o crítica? Merkel, também muito criticada por ter tentado apaziguar Putin, veio esta semana justificar-se pela primeira vez desde o início da guerra. Uma semana marcada pela morte de Paula Rego, que pintava “para dar uma face ao medo”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cavaco, “colega” de Costa (e de Sócrates, na verdade), afinal até tem boa imprensa - quando é ele a escrever sobre si próprio. Sócrates continua a recorrer demonstrando ter vastos recursos. A rainha de Inglaterra, que nunca fez nenhum, segundo Ricardo Araújo Pereira, juntou à família à varanda para uma cerimónia de Estado, mas foram as caretas do bisneto que captaram as atenções. Realidades comezinhas enquanto na Ucrânia a guerra a que Putin se recusa a chamar guerra já dura há cem dias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No laranjal sem sumo, não houve tempo sequer para um debate entre os dois candidatos que querem suceder a Rui Rio. Montenegro acha que está no papo e como Moreira da Silva teve Covid ficou cada um a falar para seu lado, na campanha das directas. Mas a controvérsia da semana fez-se em torno do “mau conselheiro”; uma polémica que trouxe à tona uma acentuada tendência para a partidarite no Tribunal Constitucional. Enquanto isso, cumpriram-se três meses sobre a guerra de Putin a que Putin não chama guerra; e a inteligência cínica do quase centenário Kissinger, que quis transformar Portugal na “vacina da Europa” e que apoiou a anexação de Timor pela Indonésia, voltou a fazer doutrina, para gáudio daqueles que recorrem à palavra “paz” como sinónimo de rendição ucraniana a Putin.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Putin empurrou suecos e finlandeses para a NATO. Putin está a fazer mais pela transição verde na Europa do que Greta Thunberg. Sócrates tem uma interpretação muito própria das regras do TIR, o termo de identidade e residência; e atropela a lei como um TIR sem travões. E se Sócrates (ainda ele) vier a beneficiar do acórdão que invalida a utilização de metadados, quem será responsabilizado por isso? Também se fala da reversão da lei do aborto nos Estados Unidos e dos memes no confronto judicial entre um casal desavindo de estrelas de Hollywood; um julgamento recheado de cenas escabrosas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
É nazismo para cá, nazismo para lá… As acusações mútuas, em tempo de guerra, vão todas dar à mesma analogia, num medir de pilinhas nazis. Putin, sem nada para anunciar no tão aguardado discurso de 9 de Maio, inventou uma iminente invasão da Rússia pela Nato para justificar a invasão real da Ucrânia pela Rússia. Ao mesmo tempo, Ursula van der Leyen falou do sonho europeu em tom de filme de Hollywood e Macron recuperou a obsessão francesa pela Europa a duas velocidades. Ainda assim, a guerra não acabou com a Covid e voltámos a ter notícias do famoso RT, nem com a propensão para a família, no sentido nepotista do termo, ou talvez mesmo siciliano, do slogan ‘deus, pátria, família’ recuperado pelo partido de André Ventura.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A ameaça do Armagedão ao virar da esquina inibe celebrações ou será, pelo contrário, um incentivo à festa? Na Queima das Fitas do Porto, entre a alegria estudantil e hectolitros de cerveja, a consciência da guerra acicata a necessidade de celebrar a vida. Sem esquecer o preço da gasolina, as queixas do PCP (alvo de críticas por não fazer distinções, como o Papa e Lula da Silva, entre agressores e agredidos), a birra do morto (político) ainda na liderança do PSD, e a reacção ofendida de uma terra minhota a uma cena de telenovela (pretexto para aprendermos a distinguir entre os cães de Castro Laboreiro e a raça sabujo da Serra do Soajo). See omnystudio.com/listener for privacy information.
Putin deu seis metros de distância e depois fez notar ao secretário-geral da ONU que ainda conseguia chegar mais longe: à hora a que Guterres estava em Kiev, uma salva de mísseis completou a guarda de honra. A distância que os ucranianos procuram, fugindo para o extremo ocidental da Europa, não é suficiente para os pôr a salvo de interrogatórios russos: vide a autarquia CDU de Setúbal. Tudo isto na semana em que a vitória de Macron não foi suficiente para derrotar Le Pen. Daqui por cinco anos falamos. Mas mesmo a esta distância já há razões para preocupação.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No domingo passam dois meses do início da guerra de Putin e os franceses escolhem o futuro presidente com uma amiga de Putin (embora agora o renegue) no boletim de voto. Santos Silva falou mais do que Zelenski, na sessão solene da Assembleia de República, mas o presidente ucraniano aguentou firme o discurso em português. O discurso e os hinos. Resistência não lhe falta, como está há dois meses a provar ao mundo. O PCP não esteve no hemiciclo, mas apareceu à hora da ‘flash interview’ para contestar o 25 de Abril ucraniano. E como neste programa não estamos legalmente impedidos de ter um ministro sombra, esta semana temo-lo. Jorge Moreira da Silva, candidato ã liderança do PSD, também não está legalmente impedido de ter um Governo Sombra e já fez saber que virá a tê-lo se suceder a Rui RioSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Sabem aquele gesto de esfregar a falangeta do indicador no polegar? Talvez ele explique muito do que se passa no mundo. É apenas uma hipótese teórica avançada num programa onde também se fala da guerra, de paz, da solidariedade com os agredidos e de ar condicionado. Tudo na semana em que o governo apresentou o orçamento tardio deste ano trágico. Também são protagonistas desta emissão o FMI, o ISCTE e o ‘martelo da força’ (quem se lembra ainda da Feira Popular) que já foi inquilino do Palácio de Belém.See omnystudio.com/listener for privacy information.
É provável que este programa não contribua para a paz. Esforça-se, no entanto, por tratar temas tão diversos da pequena política nacional como a) a enésima ameaça do Chega de fazer cair o governo dos Açores; b) a corrida social-democrata à escolha do mais abalizado cargo para uma longa travessia do deserto e c) a onda de denúncias de assédio na Faculdade de Direito de Lisboa, que vai ter se descobrir juristas que redijam um competente código de conduta. Tudo assuntos domésticos de pouca monta quando comparados com a guerra de Putin e a irredutibilidade comunista na recusa de que o presidente ucraniano fale ao parlamento português. Pois se ele nem vem a Portugal, fazendo finca-pé em manter-se em Kiev. E além disso, tal como este programa, a alocução não contribuirá para a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Uma semana de estalo

Uma semana de estalo

2022-04-0251:235

Agora que já há governo, voltaram os factos políticos. Ou serão os “factos polîticos”? Parecendo que não as aspas podem fazer a diferença. O criador da figura voltou a surpreender esta semana ao aproveitar o discurso na posse do executivo para tratar de um assunto que era até agora apenas um rumor. Marcelo amarrou Costa aos quatro anos e meio de mandato e não se fala mais nisso. Do que não vai deixar de se falar tão depressa é da guerra de Putin, que não parece ter fim à vista, por mais adjectivos que Biden use para caracterizar Putin. Mas o tema mais surpreendente da semana foi um estalo. O óscar da grunhice vai para Will Smith, embora a agressão no palco da festa de Hollywood tenha revelado o preocupante sintoma de ainda nem toda a gente percebeu que uma piada é uma piada e um murro é uma agressão. Punida por lei, aliás.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Portugal tem pela primeira vez um governo paritário, com tantas mulheres como homens. E tem agora mais tempo vivido em liberdade do que o número de dias da ditadura. Pequenos factos comparados com o horror da guerra, entretanto atolada numa indefinição militar que não afasta, contudo, bem pelo contrário, os receios de uma escalada com resultados trágicos. Antes que tal aconteça, entretenhamo-nos em conjecturas sobre os delfins convocados pelo primeiro-ministro para disputarem entre si o futuro a partir de cargos de governo, a última derrota de um líder do PSD que não ficará na história e a ex-deputada que tem de ganhar a vidaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O Conselho de Estado foi unânime na condenação da invasão russa; a voz que poderia ter destoado faltou à reunião e não custa imaginar o alívio com que Marcelo saudou o facto de aquela cadeira ter ficado vazia. Assim sendo, no photo finish das condenações, o Presidente atribui a Portugal o primeiro lugar. Outro sinal claro de repúdio pela invasão: a notícia de que o Banco de Portugal congelou os 242 euros de uma conta em nome de um cidadão cujo nome foi incluído lista dos amigos de Putin; como não se lhe conhece o nome, chamemos-lhe apenas o oligarca pelintra. Ao fim da terceira semana de guerra, Putin coreografou um comício da milhares de pessoas, depois de ter ameaçado (num discurso que meteu “ostras, caviar e liberdade de género”) os “mosquitos” que o estão a incomodar. Entre eles, provavelmente, cidadãos que saem à rua com uma folha em branco e que, por essa extraordinária ousadia, acabam a ser levados pela polícia para parte incerta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Comments (4)

David Jose Fino Pereira

Sinceramente os últimos 5m serem usados para dar palco ao moderador com ele a falar sobre livros é uma estupidez. Todas as pessoas que eu conheço e ouvem ou vêem o programa desligam nessa parte.

Jun 4th
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João Soeiro

Fizeram upload do ficheiro errado!

Mar 28th
Reply

Paulo Miguel Ferreira

Este programa é o de 25 de fevereiro e não o de 25 de Março.

Mar 28th
Reply (1)
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