DiscoverRegras do Jogo - Holodeck
Regras do Jogo - Holodeck

Regras do Jogo - Holodeck

Author: Holodeck Design

Subscribed: 168Played: 3,409
Share

Description

O Regras do Jogo é um podcast sobre design e estudos de jogos que traz debates com professores, pesquisadores e desenvolvedores da indústria de videogames.
90 Episodes
Reverse
Desenvolvido pela PlatinumGames, mas com seu universo criado pelo game designer Yoko Taro, NieR: Automata virou rapidamente um videogame clássico ao se propor como um jogo que subverte diversas estruturas do game design e apresentar uma narrativa conectada às próprias regras do jogo. Mais do que isso, seus temas filosóficos viraram um farol para as comunidades de jogadores e os canais de YouTube correram para fazer vídeos que se propõem a explicar o jogo. Escapando essa tendência de encerrar um assunto com uma explicação definitiva, no episódio dessa semana conversamos sobre a filosofia de NieR: Automata e apresentamos algumas interpretações para sua narrativa. Para conversar sobre a filosofia de NieR: Automata, recebemos Gabriel Bichir, que é Doutorando em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH) com a tese História e Natureza em Hegel e escreveu uma trilogia de textos no site Lavra Palavra chamada Trilogia do Inumano, que inspirou esse episódio e que aborda os jogos NieR: Automata, Life is Strange e Inside. Leia o texto que inspirou esse episódio: Trilogia do Inumano: Nier: Automata – O núcleo utópico da distopia Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Escute nosso episódio anterior Regras do Jogo #88 – Videogame e Indústria Cultural Participantes Fernando HenriqueGamer AntifascistaGabriel Bichir Indicações do Episódio Livro O Mito de Sísifo – Albert CamusLivro Temor e Tremor – Søren KierkegaardLivro Cartas sobre a educação estética da humanidade – Friedrich SchillerLivro Aesthetic Theory and the Video Game – Graeme KirkpatrickJogo InsideJogo Life is Strange Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixNier Automata – Weight of the World (all languages)
De que forma se desenvolveu a Indústria Cultural, importante conceito para Adorno e Horkheimer, e como ela exerce seu poder nas sociedades? Podemos relacionar videogame e Indústria Cultural? Como disse Nick Dyer-Witheford and Greig de Peuter, seriam os videogames a principal forma de entretenimento do século XXI e isso os colocariam como principal objeto de dominação ideológica no capitalismo? Para falar sobre videogame e Indústria Cultural recebemos o Doutor em História pela UERJ Raphael Silva Fagundes, que possui uma pesquisa focada na retórica, historiografia e poder. Raphael também escreve para o Le Monde Diplomatique Brasil e a Revista Fórum. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Escute nosso episódio anterior Regras do Jogo #87 – Boteco Holodeck v.1 Assista nossa participação na live do ComunaGeek sobre Cyberpunk 2077 Participantes Fernando HenriqueGamer AntifascistaRaphael Fagundes Comentado no episódio: Lésbica e maconheira: “The Last of us parte II” e a indústria culturalRoda Viva - Slavoj Zizek - 2009A 19th-Century Vision of the Year 2000 Indicações do Episódio Livro Indústria cultural - Theodor W. AdornoLivro Sobre a televisão: Seguido de "A influência do jornalismo" e "Os jogos olímpicos" - Pierre BourdieuArtigo Raízes da cultura do consumo - Gisela TaschnerLivro Cultura da Conexão: Criando valor e significado por meio da mídia propagável - Henry Jenkins, Sam Ford e Joshua GreenLivro A Nebulosa de Andrómeda - Iván EfrémovFilme Bliss (2021)Livro Interpassivity: The Aesthetics of Delegated Enjoyment - Robert PfallerLivro Maneiras de transformar mundos: Lacan, política e emancipação - Vladimir SafatleTexto E agora, que o neoliberalismo está em ruínas?Banda Ponto de Inflexão Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixHome – Hold
No primeiro Boteco Holodeck, abrimos uma cerveja e conversamos sobre o que estamos jogando e ainda explicamos a confusão em torno das ações da Gamestop após as movimentações do subreddit r/WallStreetBets, onde milhares de usuários decidiram comprar ações da loja de jogos, fazendo subir vertiginosamente o valor da empresa, resultando numa confusão generalizada em Wall Street. Mas antes, conversamos sobre os problemas de Resident Evil Zero, com sua história morna e dinâmicas cansativas e falamos sobre Umurangi Generation, jogo independente desenvolvido por um Maori e que possui uma forte mensagem decolonial. Aproveite e leia nosso artigo sobre o jogo e como ele apresenta um perspectiva diferente do fim do mundo, comparado ao resto da indústria de jogos: Umurangi Generation: A Última Geração Que Deve Assistir O Mundo Morrer Diga também o que você achou do Boteco Holodeck e se gostaria de mais programas assim! Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Escute nosso episódio anterior Regras do Jogo #86 – Representações De Guerra Participantes Fernando HenriqueGamer Antifascista Comentado no episódio: Art Restoration (and the Biggest Mod in Resident Evil History)A bolha da GameStop é uma lição sobre o absurdo e a inutilidade da bolsa de valores Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixLazerhawk – Star Hustler
Como a guerra é representada na cultura e como a academia estuda as representações de guerra e questiona a possibilidade de colocar em cena um dos fenômenos mais brutais produzidos pela humanidade? Neste episódio, aprendemos sobre a história da guerra transformada em produto cultural e as contradições envolvendo essa representação. Para falar sobre representações de guerra, recebemos Tavos Silva, Doutorando em Teoria da Literatura e Literatura Comparada na UFMG, com pesquisas na área de Literatura, História e Memória Cultural, Literatura Comparada e Estudos da Canção, se especializando no estudo de Literaturas de Guerra. É membro do NEGUE - Núcleo de Estudos de Guerra e Literatura da Faculdade de Letras da UFMG e roteirista e apresentador no projeto de divulgação acadêmica Mimimidias. Conheça o NEGUE e o Mimimidias. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Escute nosso episódio anterior Ditadores: As representações Do Caribe nos Videogames. Participantes Fernando HenriqueGamer AntifascistaTavos Silva Indicações do Episódio Jogo Valiant Hearts Jogo Attentat 1942Livro Memórias da Segunda Guerra Mundial: Imagens, Testemunhos e FicçõesLivor Joystick Soldiers: The Politics of Play in Military Video Games Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixSpec Ops The Line - Battle
De quê forma o Caribe tem sido representado e simulado nos jogos eletrônicos desde os ano 1980? A partir do artigo Jogando Com Piratas E Ditadores: As Representações Do Caribe Nos Videogames, do Doutorando em História Social Robson Bello, conversamos sobre como os videogames, a partir de uma visão colonizadora, representa o Caribe e seus países, de modo que podemos separar estas representações em duas características diferentes que dão nome ao artigo: As histórias sobre piratas, que se passam entre o Sec. XVI e XVIII, e as narrativas contemporâneas que apresentam esses locais como territórios belos, mas tomados por governantes ditatoriais que subjugam um povo oprimido. Para conversar sobre o artigo Jogando Com Piratas E Ditadores: As Representações Do Caribe Nos Videogames, Fernando e Anderson recebem o autor do texto Robson Mello, Doutorando em História Social, com pesquisa sobre as relações entre Jogos Eletrônicos, Indústria Cultural e representações culturais sobre o Oeste Americano. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Escute nosso episódio anterior Regras do Jogo #84 – Bioshock, Ayn Rand e Objetivismo. Participantes Fernando HenriqueGamer AntifascistaRobson Bello Indicações do Episódio Livro Herbert Marcuse - Eros e CivilizaçãoDissertação Videogame Como Representação Histórica: Narrativa, Espaço e Jogabilidade em Assassin’s CreedLivro Adorno e Horkheimer - Dialética do EsclarecimentoLivro Herbert Marcuse - Homem UnidimensionalLivro Douglas Kellner - A Cultura da MídiaLivro Fedric Jameson - Pós-Modernismo - A Lógica Cultural Do Capitalismo TardioLivro Fedric Jameson - Archeologies of The Future Livro Eduardo Morettin - História e CinemaLivro Matthew Wilhelm Kapell - Playing With The Past: Digital Games and the Simulation of HistoryLivro Gonzalo Frasca - Play the MessageArtigo Considerações sobre interpassividade e protestos sob o neoliberalismoJogo Tales From Off-Peak City Vol. 1Jogo We, The Revolution Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixAssassins Creed IV Black Flag Main Theme
O Objetivismo, filosofia fundada pela intelectual e influente autora russa-estadunidense Ayn Rand, teve grande impacto na moral norte-americana e em sua ideologia dominante, valorizando o individualismo e principalmente o egoísmo como ferramentas indispensáveis para o crescimento pessoal. Sua filosofia ecoa até os dias atuais, com seu livro mais famoso, A Revolta de Atlas, estando na lista de best sellers de 2019 e grupos de extrema direita como o Tea Party sendo fortemente influenciados pela autora. Neste episódio, Bioshock, Ayn Rand e Objetivismo, discutimos como a obra da autora ainda é definidora para a moralidade e ideologia estadunidense e como o game Bioshock, de 2007, dialoga e faz uma forte crítica à sua filosofia. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Escute nosso episódio Regras do Jogo #83 – Retrospectiva 2020. Participantes Fernando HenriqueGamer Antifascista Comentado no Episódio Livro Gary Weiss - Ayn Rand nation: The hidden struggle for America's soul Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixBioshock Soundtrack - The Ocean on His Shoulders
Neste último episódio do ano de 2020, recebemos Gamer de Esquerda e Gamer Antifascista para fazer a retrospectiva 2020 e comentar os principais eventos que marcaram o ano e redefiniram como vemos o videogame, a indústria e o próprio mundo. Passamos pelos lançamentos de Among Us e Gheshin Impact e como eles ofereceram experiências acessíveis para os jogadores, abordamos o impacto da pandemia de Covid-19 e como o lançamento de Animal Cronssing: New Horizons aliviou a solidão de muitas pessoas, permitindo que jogadores se conectassem por meio do game. Entrando nos problemas da indústria, comentamos os casos de abuso e assédio sexual em alguns estúdios, principalmente na Ubisoft, com o eventual afastamento de algumas lideranças da empresa e a promessa de Yves Guillemot de promover um ambiente mais saudável nos estúdios, assim como destacamos o caso envolvendo o jogo Tom Clancy's Elite Squad e o uso do símbolo do Black Lives Matter em sua trama, demostrando a inclinação ao fascismo do game e, consequentemente, da própria Ubisoft. Em seguida comentamos os casos de perseguição e ameaças promovidos pelo canal Mil Grau e a movimentação online pelo banimento de seus canais como Twitch e Youtube, o assédio que Isadora Basile sofreu de uma parte da comunidade do Xbox e a decepção que foi testemunhar a censura e posterior demissão da equipe do Metagame, programa de TV do novo canal Loading. Para finalizar nossa retrospectiva 2020, falamos dos problemas de Cyberpunk 2077 e o que esperamos de 2021. Ouça também nossa Retrospectiva 2019. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueGamer AntifascistaGamer de Esquerda Comentado no Episódio Regras do Jogo #57 – Racismo no Videogame Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixGarotos Podres – Papai Noel Filho da Puta
Esta semana comentamos o The Game Awards 2020, os jogos premiados e questionamos qual a função do evento para a indústria de jogos e o que isso representa para o modelo atual de produção de games. Questionamos qual o significado de um jogo como The Last of Us: Part II ganhar o prêmio de Game of the Year apesar de todos os problemas envolvendo o desenvolvimento do jogo, como crunch e exploração da mão de trabalho na Naughty Dog. Também passamos por algumas categorias falando sobre os vencedores, qual eram nossos jogos preferidos e porque Hades deveria levar o maior prêmio da noite. Para conversar sobre o The Game Awards 2020, recebemos novamente Gamer Antifascista, perfil do twitter criado pelo Anderson e que traz discussões sobre videogames, política e representatividade. Ouça o Regras do Jogo #79 – Tiros na Cabeça: Videogames, Headshots e Necropolítica, onde falamos do artigo Shooting to Kill: Headshots, Twitch Reflexes, and the Mechropolitics of Video Games e que foi replicado por Amanda Phillips em seu site. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueGamer Antifascista Indicações do episódio: Regras do Jogo #46 – Kentucky Route ZeroArtigo A extrema direita à beira da falésia - Raphael FagundesLivro Cultura: Um conceito antropológico - Roque de Barros Laiara Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixHades OST - Good Riddance (feat. Ashley Barrett)
Em dataficação no videogame, falamos de como a proliferação de objetos conectados à internet forneceram uma quantidade nunca vista antes de dados que, no primero momento foram ignorados pelas empresas. Apenas alguns anos depois, com o Google, estes dados foram percebidos como importantes e uma nova economia surgia, orientada à produção cada vez maior de dados de usuários para venda, uso com machine learning, espionagem e manipulação política, como no caso da Cambridge Analytica. Como funciona a dataficação das relações sociais, o que é capitalismo de vigilância e como essa nova forma de vigilância é usada nos videogames? Para conversar sobre dataficação no videogame, recebemos Daniel Marques, que é Professor assistente do Centro de Cultura, Linguagem e Tecnologias Aplicadas da UFRB, Doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, Pesquisador no Lab404/UFBA na Rede Metagame. Ouça o Regras do Jogo 24 - Jogos Educacionais com Lynn Alves. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueDaniel Marques Citado no episódio: Documentário do NoClip de HadesSiga a Rede MetaGameAcesse o site do Lab404 Indicações do episódio: Documentário Shoshana Zuboff em Capitalismo de VigilânciaLivro Thomas Poell, Martijn De Waal, José van Dijck - The Platform Society: Public Values in a Connective WorldLivro Taina Bucher - If...ThenLivro John Cheney-Lipoold - We Are Data: Algorithms and the Making of Our Digital SelvesBen Egliston - Quantified Play: Self-Tracking in VideogamesBen Egliston - Surveillance technicity: affect, retention and videogame analyticsBen Egliston - Videogame Analytics, Surveillance, and MemoryLivro Shoshana Zuboff - Surveillance Capitalism Jogo Hades Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixA.L.I.S.O.N - Space Echo
Partindo da Tese de Doutorado Homo Sex Ludens: A Sexualidade Nos Videogames, conversamos neste episódio sobre a hipótese levantada no texto de a sexualidade está presente em todos os aspectos de desenvolvimento de um jogo. Desta forma, abordamos o surgimento de jogos com conteúdo adulto já no início da indústria, no Atari 2600, com os jogos da Mystique, até a popularização de modificações em jogos como Mass Effect e Dragon Age e a comercialização mais descentralizada de conteúdo pornográfico em dating sims, fanarts e vídeos com modelos 3D. E para falar sobre sexualidade nos videogames, recebemos o autor da tese, José Loures, que é artista multimídia com produção em temáticas contemporâneas, como: redes sociais, cibercultura e videogames. Desde 2011 trabalha na linguagem da arte computacional, histórias em quadrinhos, web arte, fake arte e game arte. É Mestre em Arte e Cultura Visual pela UFG e Doutor em Artes pela UnB. Confira o perfil do José no Academia Edu para ler seus artigos. Ouça o Regras do Jogo #58 – Videogame e Interação Humano-Computador com a participação da Letícia Perani. Participantes Fernando HenriqueJosé Loures Indicações do episódio: Livro Rated M for Mature: Sex and Sexuality in Video GamesLivro Gaming at the Edge: Sexuality and Gender at the Margins of Gamer CultureArtigo Masturbando Carros Gays: Negociações e Prazeres no jogo Câmbio ManualLivro Videogames, Diversidade e Gênero: Pesquisa Científica e Acadêmica Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixDuett - The City
Em Tiros Na Cabeça: Videogames, Headshots E Necropolítica, tratamos do artigo de Amanda Phillips, Shooting to Kill: Headshots, Twitch Reflexes, and the Mechropolitics of Video Games, artigo que explora a relação entre o imaginário popular sobre tiros na cabeça, a valorização do headshot como maior forma de capital no videogame e seu impacto político dentro quadro teórico da necropolítica, de Achille Mbembe, e da biopolítica de Michel Foucault. O tiro na cabeça explodiu no imaginário cultural com o assassinato de John F. Kennedy em 1963 e a execução de Nguyễn Văn Lém na Guerra do Vietnã. Em 1968, o Journal of the American Medical Association em uma tentativa de estabelecer o que carateriza a essência da vida humana, definiu a integridade corporal e a atividade cerebral como requisitos para se determinar se alguém está vivo. Essa definição mudou o entendimento popular da imagem do coração no centro do Eu e o deslocou para a cabeça. Esses dois eventos demarcam, segundo Sean M. Quinlan, a relevância do tiro na cabeça no imaginário popular. Já os primeiros jogos que deram importância para o headshot foram Goldeneye 007 da Rare e Team Fortress da Valve, ambos em 1999. Desde então, o tiro na cabeça virou a maior expressão da habilidade do jogador e se infiltrou nas representações de conflitos como a forma mais eficiente de matar uma pessoa. Para falar de Tiros Na Cabeça: Videogames, Headshots E Necropolítica, recebemos novamente o Gamer Antifascista, perfil do twitter criado pelo Anderson que traz discussões sobre videogames, política e representatividade. Ouça o Regras do Jogo #78 – Um Papo Com Gamer Antifascista Participantes Fernando HenriqueGamer Antifascista Comentado no episódio: Amanda Phillips - Shooting to Kill - Headshots, Twitch Reflexes, and the Mechropolitics of Video GamesSean M. Quinlan - Shots to the mind - Violence, the brain and biomedicine in popular novels and film in post-1960s AmericaDaniel Fenandes e Gabriela Resmini - Biopolítica Indicações do episódio: Rationalizing Brutality: The Cultural Legacy of the HeadshotNecropolítica - Achille MbembeManual Jurídico da Escravidão - André Barreto Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixXtract - AT Day 2016
No episódio dessa semana batemos uma papo com o Gamer Antifascista, perfil do twitter criado pelo Anderson e que traz discussões sobre videogames, política e representatividade. Com o objetivo de ter uma conversa mais solta e relaxada em meio aos problemas que testemunhamos ultimamente, começamos o assunto falando da nova geração de consoles e como o acesso a videogames é restritivo para boa parte da população brasileira, que consome muitos jogos de celular ou de consoles de gerações passadas e até retrasadas, como o PlayStation 2 que ainda é um dos videogames mais jogados no Brasil. Em seguida discutimos a produção de conteúdo sobre videogames na TV e o advento do novo canal Loading, que será inaugurado no final de 2020 e terá transmissão em canal aberto e streaming. Após isso, discutimos sobre a produção de pesquisa acadêmica focada em jogos no Brasil e sobre a falta de cursos de pós graduação focados em game studies. Já garantiu sua participação no sorteio de um exemplar de Marx no Fliperama, do pesquisador Jamie Woodcock? Para participar, basta acessar nosso Instagram, curtir o perfil do Holodeck e da Autonomia Literária e compartilhar o post em seu story, marcando o Holodeck e a Autonomia Literária. O sorteio será realizado dia 17 de novembro de 2020. Pré venda de Marx no Fliperama. Ouça o Regras do Jogo #72 – Bruno Latour em World of Warcraft Participantes Fernando HenriqueGamer Antifascista Indicações do episódio: Jogo Amnesia: RebirthJogo VisageArtigo Daniel Miller - Consumo Como Cultura MaterialTexto Patterns in the IvyTexto SimCities and SimCrises Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixHOME - Pyxis
Marx no fliperama, o aclamado livro do pesquisador Jamie Woodcock, investiga a realidade e a luta de classes dentro da indústria de jogos. Em uma jornada que vai apelar para jogadores hardcore, céticos digitais e curiosos por controles, Woodcock desvenda as vastas redes de artistas, desenvolvedores de software e trabalhadores de fábrica e logística cujo trabalho visível e invisível flui para os produtos que consumimos em uma escala gigantesca. Ao longo do caminho, ele analisa o papel cada vez mais importante que a indústria de jogos desempenha no capitalismo contemporâneo e as transformações mais amplas do trabalho, da cultura e da economia que ela incorpora. A edição brasileira de Marx no Fliperama será lançada pela Autonomia Literária no final de novembro e, para falar sobre o livro, o autor e sua tradução, recebemos Guilherme Cianfarani, criador da Quequeré Jogos, desenvolvedor do jogo "A Conta da Copa é Nossa" e tradutor de Marx no Fliperama e Rafael Grohmann, professor da UNISINOS, Doutor e Mestre em Ciências da Comunicação pela USP, criador da newsletter DigiLabour e autor do prefácio de Marx no Fliperama. Também faremos o sorteio de uma cópia de Marx no Fliperama. Para participar, basta acessar nosso Instagram, curtir o perfil do Holodeck e da Autonomia Literária e compartilhar o post em seu story, marcando o Holodeck e a Autonomia Literária. O sorteio será realizado dia 17 de novembro de 2020. Acesse o DigiLabour e a Quequeré Jogos. Pré venda de Marx no Fliperama. Ouça o Regras do Jogo #70 + Viracasacas – Gamers e a Extrema Direita e o Regras do Jogo #71 + AnarcoFino – Como Ocupar o Meio Gamer? Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueGuilherme CianfaraniRafael Grohmann Indicações do episódio: Gamificação e Mundo do Trabalho: entrevista com Jamie WoodcockJogo Jornada do Trabalhador de si mesmoTexto Operaísmo Digital: tecnologia, plataformas e circulação das lutas dos trabalhadoresLivro Uberização, trabalho digital e Indústria 4.0 - Ricardo AntunesLivro Cyber Marx - Nick Dyer-WithefordLivro Cyber-proletariat: Global Labour in the Digital Vortex - Nick Dyer-WithefordLivro Inhuman Power: Artificial Intelligence and the Future of Capitalism - James Steinhoff et allLivro Workers and Capital - Mario TrontiLivro Riding for Deliveroo: Resistance in the New Economy - Callum CantLivro Design Justice: Community-Led Practices to Build the Worlds We Need - Sasha Costanza-Chockhttps://disco.coop/Livro Games of Empire: Global Capitalism and Video Games - ick Dyer-Witheford, Greig de PeuterSite Notes From BelowLivro Marx Estava Certo - Terry EagletonLivro A Precarious Game: The Illusion of Dream Jobs in the Video Game Industry - Ergin BulutJogo Phone StorySonham os capitalistas com uberização infinita?Filme The CleanersJogo Hedgemony: A Game of Strategic Choices Indicações do episódio: Tô Me Guardando Pra Quando o Carnaval ChegarAbolish Silicon Valley: How to Liberate Technology from Capitalism - Wendy LiuO Capital board game Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixRacionais - Mil Faces de um Homem Leal (Marighella)
Neste especial de Halloween onde falamos de jogos de terror, ocultismo e gráficos com muito glitch, sangue e dentes, recebemos Vikintor, desenvolvedor de jogos de horror com um estilo "punk metafísico" e criador do jogo Tamashii. Conversamos sobre as influências ocultistas em seu jogo, como games obscuros de PlayStation e artistas plásticos do cinema de horror moldaram seu gosto e fizeram de Tamashii o que ele é. Jogue Tamashii. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Ouça nosso episódio anterior: Regras do Jogo #75 – Criptofascismo e Videogame Participantes Fernando HenriqueHenrique AnteroVikintor Indicações do episódio: Jogo AnatomyJogo Bem FeitoPuppet ComboJogos do SnowconesolidJogo Crypt WorldJogo Crypt UnderworldJogos da Liz RyersonJogos do Aiaz MarxJogos da Modus InteractiveJogo No one lives under the lighthouse Músicas: Ghost Train HazeSilent Hill 2 OST - Theme of Laura
Criptofascismo e videogame é um tema que já tocamos levemente em nossos episódios anteriores, ao abordarmos a cooptação das comunidades de jogadores pelo discurso da extrema direita, mas que merecia um episódio próprio. O criptofascismo, "uma a prática de esconder ideias fascistas sob disfarces socialmente aceitáveis" (MUSSA, 2019), é uma das formas pela qual a alt-right codifica seu discurso e invade espaços para convencimento de determinado grupo. Essa tática ficou famosa pela figura do neonazista Richard Spencer e permitiu que a cultura gamer adotasse esses símbolos e utilizasse de uma retórica que os blindava de críticas a partir de uma posição irônica. Então como podemos entender a relação do criptofascismo e videogame? Para tratar esse assunto, recebemos o Doutor em Comunicação e professor substituto na UFRN Ivan Mussa, autor do artigo Ódio ao jogo: cripto-fascismo e comunicação anti-lúdica na cultura dos videogames, que usamos como base para este episódio e que foi indicado em nosso episódio anterior, no Regras do Jogo #74 – Bibliotecas Em Videogames. Conheça o Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Entretenimento e Cognição - CiberCog. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueIvan Mussa Indicações do episódio: Jogo Genshin ImpactArtigo Richard Seymour - Não, as redes sociais não estão destruindo a civilizaçãoArtigo Cory Doctorow - How to destroy surveillance capitalismLivro Nick Dyer-Witheford, Greig de Peuter - Games of Empire: Global Capitalism and Video GamesArtigo Woodcock & Johnson - Gamification: What it is, and how to fight itJogo: Caves of Qud Vídeo Contrapoints - The Left Vídeo Innuendo Studios - Alt-right’s Playbook Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixEVA - 失望した
Bibliotecas em videogames podem representar muitas coisas: um local abandonado, um salão cheio de inimigos caveiras, um ambiente para coleta de experiência ou um local apenas para aprender sobre o mundo do jogo. Mas como livros e o espaço da biblioteca são representados em jogos? Como jogos que se passam em períodos medievais reproduzem livros? São eles fidedignos ao período ou mais um anacronismo na ficção do jogo? Para falar sobre bibliotecas em videogames, recebemos o Gamer de Esquerda, perfil de esquerda que cobre games no Twitter e Twitch, membro do grupo de pesquisa Laboratório de Artefatos Digitais da UFRGS e cuja Dissertação de Mestrado foi sobre neomedievalismo em RPGs. Siga o Gamer de Esquerda na Twitch. Conheça o Laboratório de Artefatos Digitais - Ufrgs. Ouça também nosso último episódio Regras do Jogo #73 – A História dos CRPGs. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueGamer de Esquerda Indicações do episódio: Artigo Ódio ao jogo: cripto-fascismo e comunicação anti-lúdica na cultura dos videogames - Ivan MussaJogo Trails in the SkyLivro Produção de Presença: o que o sentido não consegue transmitir - Hans Ulrich GumbrechtVídeo I read all 337 books in Skyrim so you don't have to | UnraveledJogo Library of Babel 3DLivro Ficções - Jorge Luis Borges Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixSkyrim - Dovahkiin (Metal Cover)
Qual a história dos CRPGs, como são conhecidos os RPGs de Computador, e como eles surgiram nos anos 1970 no meio de bases militares? De que forma Ultima, Rogue, Wizardry e tantos outros clássicos do gênero pavimentaram o caminho para um nicho que conquistou jogadores nos anos 1980, teve sua própria crise e agora, com sucessos como The Witcher, Divinity e tantos outros, solidificaram os CRPGs dentro da indústria de jogos? Para falar sobre isso, recebemos Felipe Pepe, autor e organizador de The CRPG Book: A Guide to Computer Role-Playing Games, um livro gratuito escrito por várias figuras especialistas em CRPG e que conta com mais de 500 páginas de história e análise de jogos, indo de um dos primeiros RPGs como Beneath Apple Manor, de 1978, até jogos lançados em 2014. Ouça também nosso último episódio Regras do Jogo #72 – Bruno Latour em World of Warcraft. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueFelipe Pepe Comentado no episódio: Regras do Jogo #64 – Mods, traduções e locadoras de jogos no Brasil Indicações do episódio: Livro Replay: The History of Video GamesPodcast A Dita História do VideogameJogo Tales of Maj'EyalJogo Genshin ImpactJogo HadesJogo The Space Between Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remix80s Remix – Ultima VI – Bootup (Synthwave)
Voltando a nossa rotina normal, conversamos sobre Bruno Latour em World of Warcraft. Para isso, recebemos o Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia Thiago Falcão, para falar sobre sua Tese de Doutorado que utilizou a Teoria do Ator-Rede, do sociólogo francês Bruno Latour, para demonstrar como atores não humanos estão presentes e se insinuam como mediadores, sendo vitais para o processo de construção do tecido social em World of Warcraft. Além de Bruno Latour em World of Warcraft, também falamos sobre a escassez de programas de pós graduação focados em game studies no Brasil e sobre a precarização dos profissionais de eSports no cenário competitivo de games. Assista o primeiro vídeo do nosso canal de YouTube: Como Call of Duty Reescreve a História. Ouça também nosso último episódio Regras do Jogo #71 + AnarcoFino – Como Ocupar o Meio Gamer? Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueThiago Falcão Comentado no episódio: Medium do LensTwitter do LensRegras do Jogo #02 - Traços Distintivos de Estratégias em Jogos Indicações do episódio: Podemos trazer os gamers para o socialismoMark Fisher - Realismo CapitalistaJamie Woodcock - Marx no fliperama: videogames e luta de classesErgin Bulut - A Precarious Game: The Illusion of Dream Jobs in the Video Game Industry Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixZelda & Chill - Fairy Fountain
Como a esquerda pode ocupar o meio gamer? O videogame, uma indústria que teve sua alvorada no surgimento do neoliberalismo, pode ser considerada a expressão máxima desse modelo político que refundou o sujeito contemporâneo. Neste sentido, o videogame contém todas as características neoliberais e é, por vezes, um laboratório de experimentações que são aplicadas na sociedade depois, como a gamificação e a precarização do trabalhador. Mas como o videogame passou de um produto para a família e virou um objeto de consumo do homem branco heterossexual? Como se deu a exclusão de mulheres e minorias na área de tecnologia e como isso antecipou uma radicalização de seu público que seria mais tarde expressa no Gamergate e na aliança com a extrema direita? Com a esquerda e os quadros políticos de esquerda percebendo tardiamente o processo de cooptação que ocorreu nos videogames pela direita, como ocupar o meio gamer com uma produção de conteúdo nas redes sociais e a formação de um ecossistema que se apoie e se desenvolva? Para falar sobre isso, recebemos o antropólogo Orlando Calheiros, mais conhecido como AnarcoFino no Twitter, host dos podcasts Benzina e Popcult e criador junto do nosso último convidado, Carapanã, do canal de YouTube The Rinha, que publica vídeos de gameplays enquanto os hosts conversam sobre a política atual. Ouça nosso último episódio com o Carapanã: Regras do Jogo #70 + Viracasacas – Gamers e a Extrema Direita Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueOrlando Calheiros Indicações do episódio: Game Oxygen Not IncludedPodcast A Life Well WastedLivro Weapons of Math Destruction - Cathy O'neilGame Even in Arcadia Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixM.O.O.N - Dust
Neste episódio falamos sobre gamers e a extrema direita e, para isso, recebemos Carapanã, uma figura carimbada do Twitter e que passa seu tempo lendo e estudando os movimentos da alt-right estadunidense. Ele também é um dos hosts do podcast de política Viracasacas e do canal de Youtube The Rinha, que comanda junto com o antropólogo Orlando Calheiros. Para tratar sobre gamers e a extrema direita, conversamos sobre como a alt-right cooptou parte dos jogadores e os colocou no debate político, sendo um importante grupo no cenário político atual. Partimos do histórico de Steve Bannon com venda de itens virtuais de World of Warcraft até a propagação de teorias da conspiração como o recente qAnon. Siga o Holodeck no Twitter, Facebook, Instagram, Twitch, YouTube e entre em nosso grupo de Discord do Regras do Jogo. Participantes Fernando HenriqueCarapanã Comentado no episódio: Regras do Jogo #49 – Erik Wolpal, Chet Faliszek e as Origens do GamerGateGreg News -  Day TraderArtigo GAMERGATE: cultura dos jogos digitais e a identidade gamer masculina Indicações do episódio: The MessengerKill All Normies: Online Culture Wars From 4Chan And Tumblr To Trump And The Alt-RightO Manual do Alt-Right: Introdução Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remixCarpenter Brut - Turbo Killer
loading
Comments (4)

Raul Abreu Leite

Ótimo episódio. Adoro o Orlando! Respondendo a pergunta do post (rs), o Boulos tá quase se comprometendo a jogar among us com normose, antídoto e etc... Já é um bom começo 🤣

Oct 11th
Reply (1)

Manoel Aquino

q dlç

Aug 7th
Reply

Lucas Marques dos Santos

mais um ótimo podcast. É muito interessante esse exercício de voltar a artigos e jogos, entendendo o contexto de publicação. Foi uma conversa bem agradável.

Jul 14th
Reply
Download from Google Play
Download from App Store