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Author: José Maria Pimentel

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Um podcast para saber mais e pensar criticamente. Ciência, sociedade, economia, política, filosofia e muito mais.
José Maria Pimentel - curioso por natureza e economista por formação - recebe especialistas e pensadores de várias áreas para uma conversa descomprometida, para lá da espuma dos dias. Website: http://45graus.parafuso.net
120 Episodes
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O convidado é uma presença regular no debate sobre políticas públicas de educação. Nos últimos anos, tem-se destacado como colunista no jornal Observador, onde publica regularmente ensaios sobre estes temas que se destacam pelo grau de profundidade da análise. Tem, além disso, várias publicações nesta área. Actualmente, é presidente da QIPP, uma organização sem fins lucrativos ligada às políticas públicas, e anteriormente, foi conselheiro do Conselho Nacional de Educação e desempenhou funções de assessor parlamentar no âmbito da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.  -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Nesta segunda parte da conversa, começámos por falar sobre as desvantagens de centrar o debate público nesta área nos rankings PISA. Falámos também de algumas insuficiências do nosso sistema de ensino, que estes rankings nem sempre mostram, tais como a falta de confiança de muitas famílias no ensino público, espelhada na enorme prevalência de recurso a explicações e no peso que tem o ensino privado (pago) em Portugal. Isso levou-nos a discutir algumas reformas que se poderia fazer nesta área, seja para aumentar a equidade do ensino, seja para elevar a sua qualidade, como, por exemplo aumentando a autonomia das escolas.  Como disse no episódio anterior, acho que a educação devia ser a nossa maior prioridade enquanto país. Por isso, se tiverem alguma sugestão de convidado/a, é muito bem vinda. Seja alguém com uma perspectiva sobre políticas públicas da do Alexandre seja um/a professor/a que tenha uma visão interessante sobre o ensino em sala de aula propriamente dito, com um olhar no futuro. _______________ Índice da conversa: (1:20) O outro lado: a desvantagem do peso que damos aos rankings PISA. | As reprovações funcionam? (4:59) Portugal é dos países da OCDE onde o “elevador social” funciona pior | As explicações e o ‘sistema educativo sombra’ | A falta de confiança das famílias no ensino público espelhada também na maior % de alunos a pagar por ensino privado. Escolas com contrato de associação (17:03) O efeito da pandemia na educação. | Estudos feitos no EUA. | Estudos feitos na Holanda. (26:08) Reformas para aumentar a equidade: alargar a escolha das famílias dentro da rede pública como possível via para combater a desigualdade. (33:28) Reformas para aumentar a qualidade: dar autonomia das escolas para contratar professores e gerir avaliação e carreiras | Dificuldade em atrair alunos para a profissão  (44:47) E se as autarquias pudessem oferecer salários mais altos para atrair professores? | O papel dos sindicatos  (47:31) Documentário recomendado: Waiting for Superman | A dificuldade em Portugal de lidar com a incerteza. _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Julie Piccini, Ana Raquel Guimarães Miguel van Uden, José LuÍs Malaquias, João Ribeiro, Francisco Hermenegildo, Nuno e Ana, Nuno Costa, Galaró family, Salvador Cunha, JoÃo Baltazar, Miguel Marques, Corto Lemos, Carlos Martins, Tiago Leite Luis, Maria Pimentel, Rui Amorim, RB, Pedro Frois Costa, Gabriel Sousa, Mário Lourenço, Arune Bhuralal, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Filipe Bento Caires, Luí­s Costa, Manuel Martins, Diogo Sampaio Viana, Francisco Fonseca, João Nelas, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, João Saro, Tomás Costa Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Alexandre Homem Cristo é presidente da QIPP, entidade parceira da Lexplore para Portugal, sendo o coordenador do projecto “Lexplore +Leitura”. É mestrado em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Geriu projectos internacionais financiados pela Comissão Europeia, nomeadamente em Experimentação de Políticas Públicas na área da Educação, em parceria com vários ministérios da Educação de países-membros da UE. Foi conselheiro do Conselho Nacional de Educação e desempenhou funções de assessor parlamentar no âmbito da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. Tem várias publicações na área das políticas públicas de educação, entre as quais o estudo “Escolas para o Século XXI” (FFMS, 2013) e capítulos temáticos em obras colectivas – como “Ética Aplicada: Educação” (Edições 70, 2018) e “Lei de Bases do Sistema Educativo. Balanço e Prospetiva, Vol. 2” (CNE, 2017). Colunista do Observador, publica regularmente ensaios de análise a políticas públicas de educação. Integra o Conselho Consultivo da SEDES.
O convidado é uma presença regular no debate sobre políticas públicas de educação. Nos últimos anos, tem-se destacado como colunista no jornal Observador, onde publica regularmente ensaios sobre estes temas que se destacam pelo grau de profundidade da análise. Tem, além disso, várias publicações nesta área. Actualmente, é presidente da QIPP, uma organização sem fins lucrativos ligada às políticas públicas, e anteriormente, foi conselheiro do Conselho Nacional de Educação e desempenhou funções de assessor parlamentar no âmbito da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.  -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar A educação é, talvez, o melhor candidato que temos à prioridade número um de políticas públicas de qualquer país desenvolvido. O nível de educação da população tem uma correlação positiva com quase tudo aquilo em que pensamos quando pensamos num país desenvolvido: crescimento económico, igualdade de oportunidades, uma sociedade civil pujante e até a qualidade da saúde mental da população. No caso de Portugal, é comum ouvirmos muitas críticas ao sistema de ensino. Mas a verdade é que nas duas últimas décadas operou-se em Portugal uma espécie de revolução silenciosa no ensino. Se olharmos para os dados, nomeadamente os rankings PISA da OCDE (que é o indicador mais fiável para comparações internacionais), o retrato que emerge é de um país que é, nas palavras do director da OCDE para a educação, a “maior história de sucesso da Europa”, com uma progressão notável desde a viragem do século.  Estes progressos são um bom exemplo de como políticas públicas relativamente estáveis entre governos de cor diferente são essenciais para o desenvolvimento do país. Aliás, o lado político e institucional dessa proeza é um assunto que, provavelmente, valeria um episódio do podcast dedicado (ao estilo do que gravei com o João Goulão sobre a política das drogas).  Apesar desta evolução, continua, no entanto, a haver lacunas importantes no sistema de ensino português. Desde logo, continuamos a ter um nível elevado de reprovações e de alunos que deixam a escola antes do tempo. Por outro lado, estas melhorias na educação das novas gerações não tiveram equivalente na escolarização das pessoas mais velhas. Aqui, o legado anterior continua a pesar e em Portugal a percentagem de adultos sem ensino secundário é ainda quase metade da população, mais do dobro da média europeia. Para além disso, há aspectos estruturais do próprio sistema que continuam a restringir a qualidade do ensino em Portugal. Por exemplo, a capacidade das escolas em melhorar a sua oferta e adaptá-la às necessidades locais continua constrangida por um baixo grau de autonomia comparativamente com outros países, nomeadamente na contratação e avaliação de professores. Da mesma forma, os professores são hoje uma população envelhecida (menos de 1% tem menos de 30 anos), com reduzido prestígio social, baixo nível de autonomia e poucos incentivos ao desempenho, um estado de coisas que dificilmente nos pode deixar de preocupar ao olhar para o futuro. Esta conversa será dividida em dois episódios diferentes (o próximo sai para a semana). _______________ Índice da conversa: (3:54) PT, “a maior história de sucesso europeia nos rankings PISA” | As três fases de políticas públicas de ensino em PT. | TIMSS  (11:24) A importância do ensino pré-escolar (3-5 anos) (15:43) O mito de que o ensino perdeu qualidade nas últimas décadas (18:40) A dificuldade de fazer reformas na Educação: demoram tempo a ter efeitos  (23:13) A nova fase de políticas públicas de educação: lidar com a diversidade de necessidades e dar autonomia às escolas. | Suécia. Ascensão e queda de uma reforma educativa (30:34) Que competências devemos ensinar aos alunos para o Mundo do futuro? (45:34) O problema da falta de dados para avaliar políticas. | Exemplo da pandemia (48:35) Como são feitos os rankings PISA? | A evolução de Portugal _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Julie Piccini, Ana Raquel Guimarães Miguel van Uden, José LuÍs Malaquias, João Ribeiro, Francisco Hermenegildo, Nuno e Ana, Nuno Costa, Galaró family, Salvador Cunha, JoÃo Baltazar, Miguel Marques, Corto Lemos, Carlos Martins, Tiago Leite Luis, Maria Pimentel, Rui Amorim, RB, Pedro Frois Costa, Gabriel Sousa, Mário Lourenço, Arune Bhuralal, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Filipe Bento Caires, Luí­s Costa, Manuel Martins, Diogo Sampaio Viana, Francisco Fonseca, João Nelas, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, João Saro, Tomás Costa Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Alexandre Homem Cristo é presidente da QIPP, entidade parceira da Lexplore para Portugal, sendo o coordenador do projecto “Lexplore +Leitura”. É mestrado em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Geriu projectos internacionais financiados pela Comissão Europeia, nomeadamente em Experimentação de Políticas Públicas na área da Educação, em parceria com vários ministérios da Educação de países-membros da UE. Foi conselheiro do Conselho Nacional de Educação e desempenhou funções de assessor parlamentar no âmbito da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. Tem várias publicações na área das políticas públicas de educação, entre as quais o estudo “Escolas para o Século XXI” (FFMS, 2013) e capítulos temáticos em obras colectivas – como “Ética Aplicada: Educação” (Edições 70, 2018) e “Lei de Bases do Sistema Educativo. Balanço e Prospetiva, Vol. 2” (CNE, 2017). Colunista do Observador, publica regularmente ensaios de análise a políticas públicas de educação. Integra o Conselho Consultivo da SEDES. 
O convidado é médico, é actualmente Diretor-Geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e é considerado o principal arquitecto e da “estratégia portuguesa contra a droga”. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Há poucos assuntos em que Portugal seja uma referência a nível mundial. E provavelmente não há nenhum em que o sejamos de forma tão notória e transversal como no caso da estratégia de luta contra a droga que Portugal implementou a partir de 2000/2001, quando o país enfrentava um enorme problema, visível no índice de infecções por HIV mais alto da UE. Esta abordagem, que ficou conhecida como a “estratégia portuguesa contra a droga” foi, à época, muito arrojada, com medidas como a descriminalização das drogas -- na altura sem paralelo em nenhum outro país do mundo. Os resultados foram, no entanto, manifestos, o que leva a que seja hoje frequentemente citada nos media internacionais e a que sirva de referência aos mais variados países que se deparam com problemas idênticos.  O convidado deste episódio, João Goulão, é considerado o principal arquitecto e implementador dessa nova abordagem. Depois de ter integrado a comissão que definiu a estratégia, o convidado presidiu ao principal órgão responsável pela gestão da política contra as drogas, o Instituto da Droga e da Toxicodependência. Actualmente, é o director-geral do sucessor desse organismo, o SICAD - Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências. A medida mais radical da estratégia portuguesa contra a droga foi a descriminalização das drogas. Mas a estratégia foi muito mais ampla do que isso, e são talvez ainda mais as outras medidas que explicam o seu sucesso. Com esta estratégia, houve, sobretudo, uma mudança radical na atitude em relação ao problema da droga, que passou a ser visto menos como um problema moral e um crime, e mais como essencialmente um problema de saúde pública. Assim, foram lançadas uma série de medidas com a finalidade de trazer os consumidores de drogas para dentro do sistema de saúde, minimizar a transmissão da SIDA, e disponibilizar substâncias substitutas para quem não conseguia largar o vício. Esta estratégia provocou uma diminuição visível em vários indicadores, sobretudo no número de mortes associado às drogas e no número de infecções por HIV. A prazo, levou também a uma diminuição no próprio consumo de drogas, sobretudo de heroína. Quando decidi convidar João Goulão para o 45 Graus, fi-lo, desde logo, porque o tema da droga e da saúde pública é, em si mesmo, interessante. Mas a minha principal motivação foi perceber melhor como foi possível conseguir apoio político para uma estratégia tão arrojada, e logo num tema tão sensível -- e que lições podemos tirar daí para tomar melhores políticas noutras áreas.  O episódio começa, como não poderia deixar de ser, com um pouco de História, para perceber o que fez com que Portugal chegasse ao final dos anos 1990 com um problema de drogas tão grave. Isso levou-nos à estratégia adoptada e às razões do seu sucesso. Mais à frente, falámos também de alguns dos desafios da política de drogas actual. Primeiro, apesar do sucesso, o problema nunca está resolvido, e há medidas, como as eternas salas de chuto, que podem ser tomadas. Depois há a questão da legalização da cannabis, que está agora em discussão. Depois há a questão do álcool, que, por razões culturais, vemos de forma benigna mas tem na verdade vários paralelos com as drogas. Perguntei também ao convidado o que acha sobre os psicadélicos. Episódio com Pedro Teixeira. _______________ Índice da conversa: (3:30) “A estratégia portuguesa para a droga”. Causas (da guerra colonial à SIDA) e medidas. (23:56) Resultados da política. Impacto nos consumos. Quando o nosso instinto moral nos trai. (28:26) Como foi possível ter apoio político transversal para uma política tão radical? (31:08) Reação da ONU. World Drug Report (32:31) A importância de ser um problema transversal à sociedade (incluindo a própria classe política) e o contraste com o que se passa com a Educação  (34:48) Que lições se podem tirar para conseguir levar por diante boas políticas públicas noutras áreas? (40:22) O que falta ainda fazer? Salas de chuto (a primeira inaugurada em 2019 Lisboa). Drug checking. (44:55) Legalização da cannabis para fins recreativos? Posição do SICAD. Potencial terapêutico vs riscos (e.g. psicose). Aumento da potência da cannabis nas últimas décadas. (51:43) Álcool  (54:08) Tabaco (55:54) O potencial dos psicadélicos. Episódio com Pedro Teixeira. (57:29) O que mudou nos consumos nos últimos 20 anos? Menos heroína mas aumento da complexidade. Pós-Crise da dívida soberana. Consumo de álcool nos jovens (1:07:02) Livro recomendado: Chasing the Scream: The First and Last Days of the War on Drugs, de Johann Hari. _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Julie Piccini, Ana Raquel Guimarães Miguel van Uden, José LuÍs Malaquias, João Ribeiro, Francisco Hermenegildo, Nuno e Ana, Nuno Costa, Galaró family, Salvador Cunha, JoÃo Baltazar, Miguel Marques, Corto Lemos, Carlos Martins, Tiago Leite Luis, Maria Pimentel, Rui Amorim, RB, Pedro Frois Costa, Gabriel Sousa, Mário Lourenço, Arune Bhuralal, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Filipe Bento Caires, Luí­s Costa, Manuel Martins, Diogo Sampaio Viana, Francisco Fonseca, João Nelas, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, João Saro, Tomás Costa Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Médico da Carreira de Medicina Geral e Familiar, colocado no Centro de Saúde de Faro na sequência do Serviço Médico à Periferia cumprido naquele Concelho no início dos anos 80, desde cedo a sua carreira se orientou para a área das Toxicodependências, quando os serviços de Saúde se viam confrontados com os problemas por elas causados e que assumiam particular relevância na região do Algarve. Foi Presidente do SPTT (Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência) de 1997 a 2002 e Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência de 2005 até à sua extinção. Atualmente é o Diretor-Geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), e Coordenador Nacional para os Problemas das Drogas, das Toxicodependências e do Uso Nocivo do Álcool. Foi membro da comissão que propôs a primeira estratégia nacional de luta contra a droga, aprovada em 1999, e que preconizava a descriminalização do consumo das drogas. Membro do Comité Científico do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência entre 1997 e 2002; representante de Portugal no Conselho de Administração daquela agência europeia desde 2005, foi eleito seu Presidente em 2009, tendo cumprido dois mandatos que terminaram no final de 2015. No primeiro semestre de 2021 presidiu o Grupo Horizontal Drogas, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, e desde 2019  preside o Grupo Pompidou do Conselho da Europa.
O convidado é paleontólogo, professor na Universidade Nova de Lisboa, onde ensina, entre outras, evolução, paleontologia de vertebrados e répteis e -- a sua principal área de investigação -- dinossauros, sobretudo do Jurássico de Portugal. É autor ou co-autor de mais 200 publicações nesta área e já há três décadas que  participa e organiza escavações de dinossauros em Portugal, sobretudo em colaboração com o Museu da Lourinhã, conhecido por sua importante colecção de dinossauros.  -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Octávio Mateus é conhecido do grande público sobretudo enquanto especialista em dinossauros. Porque essa é, de facto, a sua principal área de investigação, mas também porque o imaginário destes répteis que dominaram a Terra até há 66 milhões de anos é, por motivos vários, o que mais atrai a atenção das pessoas. Mas a área do convidado, a Paleontologia, é muito mais do que simplesmente dinossauros. É uma área da ciência que vai beber simultaneamente à Biologia e à Geologia para tentar explicar a História da vida na Terra nos últimos (pelo menos) 3.5 mil milhões de anos, e nas suas mais variadas formas. Esta foi, como vão perceber, uma conversa cheia (o Octávio é um excelente conversador), na qual abordámos imensos temas. Falámos sobre a História da vida na Terra, desde os primeiros organismos unicelulares até aos dinossauros, aos mamíferos e ao homo sapiens. Falámos do processo da evolução por selecção natural, e do modo como ele é muitas vezes contra-intuitivo (um tema que já tinha abordado nos dois episódios que gravei com o PGM). Falámos também de fósseis, que são a matéria-prima principal de um paleontólogo.  E, claro, falámos (muito) sobre dinossauros: quantos eram, o que sabemos sobre eles, o que não sabemos, e ainda...o que é que os pássaros nos podem dizer sobre eles. Porque a verdade é que os pássaros descendem directamente dos dinossauros. Aliás, formalmente, os pássaros são um tipo de dinossauro, pois descendem (são, aliás, os únicos descendentes) do grupo ao qual pertencia nada mais nada menos do que o famoso tiranossauro rex. _______________ Índice da conversa: (02:57) O que é a Paleontologia? (05:46) É possível ressuscitar espécies extintas? | Lobo-da-tasmânia (08:49) O que é um fóssil? | Fósseis de tecidos moles. | Quais as condições ideiais para a fossilização? | Como se faz a datação de um fóssil? | Qual é o fóssil mais antigo? (25:51) Macro-história da evolução da vida na Terra | 890-million-year-old sponge fossil may be the earliest animal yet found | Explosão do Câmbrico. | Corrida ao armamento evolutiva (49:19) Quando surgiram os dinossauros? | Conseguimos saber quantas espécies havia? | Os mamíferos | Evolução da biodiversidade na Terra ao longo do tempo. | Os vários eventos de extinção. | paleontologia.pt (55:02) As três grandes famílias de dinossauros. | Debate em torno de paper recente saído na Nature (57:43) Porque é que os dinossauros (e os pássaros) desenvolveram sacos de ar no interior do organismo? (1:01:57) O modo como o passado evolutivo de uma espécie restringe as adaptações que pode desenvolver. | O exemplo do nervo vago | O exemplo das hemorroidas.  (1:06:49) Como era possível os saurópodes serem tão grandes? Comparação com os cavalos. “Corrida ao armamento evolutiva” | Lei de Cope | Porque foram os maiores dinossauros aqueles que se extinguiram?  (1:14:55) As peculiaridades das espécies nas ilhas. Elefantes anões (extintos) (1:17:03) Aves vs (outros) dinossauros: os dinossauros tinham penas | Exaptações | Escamas.   (1:20:36) Porque é que a taxonomia de Lineu deixa de fazer sentido numa visão global da história da evolutiva da Terra (1:23:34) O que nos dizem as aves (e os répteis) sobre como eram os dinossauros? | Phylogenetic bracketing | Como no filme Jurassic Park foi feito o rugido do T-rex  (1:26:19) O que sabemos sobre como eram os dinossauros (fisionomia, comportamento, etc)? | Os dinossauros eram de sangue quente ou frio? Qual é a vantagem do sangue quente? Porque evoluiu? (1:32:24) A principal interrogação do convidado sobre os dinossauros. | Quanto tempo dura cada espécie? | Known unknowns vs unknown unknowns  (1:37:15) O que causou a extinção dos dinossauros (Cretaceous–Paleogene extinction event) |  (1:43:30) Há esperança de encontrar DNA de dinossauros? | Possível descoberta de DNA de t-rex | Record de DNA (completo) mais antigo (mamute) (1:46:24) Livro recomendado: A Ascensão e Queda dos Dinossauros, de Steve Brusatte _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Julie Piccini, Ana Raquel Guimarães Miguel van Uden, José LuÍs Malaquias, João Ribeiro, Francisco Hermenegildo, Nuno e Ana, Nuno Costa, Galaró family, Salvador Cunha, João Baltazar, Miguel Marques, Corto Lemos, Carlos Martins, Tiago Leite Luis, Maria Pimentel, Rui Amorim, RB, Pedro Frois Costa, Gabriel Sousa, Mário Lourenço, Arune Bhuralal, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Filipe Bento Caires, Luí­s Costa, Manuel Martins, Diogo Sampaio Viana, Francisco Fonseca, João Nelas, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, João Saro, Tomás Costa Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Nascido em 1975, é Professor Associado de Paleontologia na Universidade Nova de Lisboa (FCT). É licenciado em Biologia (Univ. de Évora) e Doutorado em Paleontologia pela Universidade Nova de Lisboa. O seu principal tema de interesse é a paleontologia de dinossauros (ossos, ovos e pegadas), sobretudo do Jurássico de Portugal, mas também aborda outros répteis (mosassauros, plesiossauros, crocodilos, tartarugas, etc.). É autor ou co-autor de mais 200 publicações (capítulos de livros, artigos científios e resumos de conferências). Desde 1991 que participa e organiza em escavações de dinossauros em Portugal, sobretudo em colaboração com o Museu da Lourinhã, conhecido por sua importante colecção de dinossauros. Em Angola descobriu o primeiro dinossauro desse país no âmbito do Projecto PaleoAngola. O seu interesse por dinossauros já o levou a realizar escavações a Estados Unidos, Brasil, Gronelândia, Laos, Tunísia, Moçambique, Mongólia, Marrocos e Angola. É Investigador Associado do AMNH - Museu Americano de História Natural (New York) e do Museu da Lourinhã.
O convidado é licenciado e mestre em Filosofia pela Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado sobretudo à filosofia da arte. Dirige a coleção Filosofia Aberta, da Gradiva e é autor de vários livros, entre os quais O Valor Cognitivo da Arte (2010) e A Definição de Arte: O Essencial (2019). -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Foi sobretudo este último -- sobre o que é, afinal, a arte -- o mote para a nossa conversa.  Já há muito tempo que queria falar sobre arte no 45 Graus. É um tema obviamente com muito pano para mangas; afinal, não há ninguém que não aprecie alguma forma de arte, seja ela a pintura, a música ou o cinema.  No entanto, faltava-me encontrar um convidado que tivesse a abordagem certa. Porque a verdade é que a arte, como depende muito da nossa sensibilidade individual, é um tema que se presta muito a análises, digamos, pouco… objectivas.  Ou é discutido numa lógica puramente subjectiva, do tipo: “adooooro o Tarantino” -- ou a Paula Rego (ou, pelo contrário eles “não me dizem nada”). Ou é discutido de uma forma quase religiosa, com uma admiração cega por tudo o que é de determinado artista, seja ele o David Bowie ou Picasso. (A nossa conversa começa precisamente por este ponto). Ou então, mesmo quando encontramos uma discussão acesa sobre arte, como é comum por exemplo na crítica de cinema, o que vemos, na verdade, muitas vezes, é uma discussão com superlativos a mais e objectividade a menos. De certa forma, pode dizer-se que estive este tempo todo à espera de um convidado como o Aires Almeida, que consegue falar sobre arte de forma cativante mas sem peneiras nem poses. O nome dele foi-me sugerido pelo Desidério Murcho, outro grande convidado do 45G, a quem agradeço. O ponto de partida para a nossa conversa foi o mais elementar de todos: o que é a arte? Que aspectos são comuns a formas tão diferentes de arte como a pintura, a música ou a literatura e que, no entanto, as distinguem de outras actividades humanas? E porque é que a arte é algo que consideramos valioso -- o que é que a arte nos dá? Dá-nos prazer, claramente, mas pode também ser uma fonte de conhecimento? Ou é simplesmente um tipo de experiência diferente dos outros todos? Foi uma longa conversa, na qual percorremos uma série destes aspectos da natureza da arte. _______________ Índice da conversa: (03:04) não devemos tratar a arte como algo sagrado, não tem valor intrínseco. (Noël Carroll, filósofo)  (12:34) Os vários problemas filosóficos em torno da arte | O que é arte? Diferentes tipos de definições. | Casos-fronteira. Gato Fedorento - Lusco Fusco | Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (25:09) Porque é que, enquanto sociedade, valorizamos tanto a arte e os artistas? | O que é a Arte?, de Lev Tolstói (29:19) Há muita arte má. A falácia da divisão. | Gerhard Richter | Muita arte poderia ser destruída.  (35:55) A arte enquanto fonte de prazer. Robert Nozick e a “máquina das experiências” | O entretenimento é inimigo da arte? (41:27) A arte enquanto fonte de conhecimento? Jerome Stolnitz on the cognitive triviality of art | A arte enquanto estímulo dos sentidos. | A arte enquanto fonte de uma ‘experiência estética’ que é única. | A música é universal?  (54:30) A arte enquanto meio para experienciar emoções que de outra forma não teríamos (ou sem ter o custo associado). (Porque é que as pessoas ouvem música triste e vêem filmes de terror?) (01:01:01) O papel no valor que a Humanidade da arte da admiração pelo/a génio do artista. (01:06:17) Por que admiramos mais o talento do que o esforço? | A ‘regra’ das 10,000 horas de treino | Livro “Guitar Zero”, de Gary Marcus | Livro “The Sense of Style”, de Steven Pinker  (01:14:04) A intenção do artista importa para o valor da obra? | Ensaio “A morte do autor”, de Roland Barthes |  (01:20:43) Quando a arte se torna um mero adereço social (a “pose” dos artistas e dos críticos de arte). | Música atonal. | Os Abba (01:23:43) Quando a mesma música ou o mesmo filme nos despertam reacções diferentes em momentos diferentes da vida. | “Voando sobre um ninho de cucos” | A dificuldade em apreciar devidamente obras marcantes antigas que foram revolucionárias na altura. | Pulp Fiction. | Filmes de Manoel de Oliveira. | Ulysses, de James Joyce (01:33:07) Obras falsas podem ser consideradas arte? Documentário Netflix “Made You Look”. | Han van Meegeren. O falsificador que engazopava nazis. | Nelson Goodman (filósofo) | O urinol de Marcel Duchamp  (1:39:19) ...de volta ao problema da Definição da Arte: como classificar a arte de vanguarda? | Anti-humor | Nick Zangwill (filósofo) (1:45:54) Livro recomendado: “Investigações Estéticas - Ensaios de filosofia da arte”, de Jerrold Levinson  _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Tomás Fragoso, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Nuno Costa, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, Carlos Seiça Cardoso, José Luís Malaquias, Tiago Leite, Carlos Martins, Corto Lemos, Margarida Varela, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Galaró family, Nuno e Ana, João Ribeiro, Miguel Vassalo, Bruno Heleno Gonçalo Matos, Emanuel Gouveia, Ricardo Santos, Ricardo Duarte, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, Sara Mesquita, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker , Gabriel Sousa, Gil Nogueira, Luis Brandão Marques, Abílio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, André Oliveira, Andreia Esteves, João Bernardino, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa, onde também obteve o grau de Mestre em Filosofia da Linguagem e da Consciência (2005), com uma tese sobre filosofia da arte. É professor de Filosofia do ensino secundário, colaborador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa (Grupo LangCog) e, desde 2017, é membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Filosofia. É autor dos livros O Valor Cognitivo da Arte (2010) e A Definição de Arte: O Essencial (2019), coautor, com Desidério Murcho, de Janelas Para a Filosofia (2014, entretanto esgotado) e de vários outros livros didácticos de filosofia. Desde 2006 dirige a coleção Filosofia Aberta, da Gradiva Publicações. Vive em Portimão, mas é natural de Vila Nova de Foz Côa.
O convidado é doutorado em ciência política e professor na Universidade de Aveiro, onde também faz parte da equipa reitoral, enquanto pro-reitor. Filipe Teles é um investigador consagrado em temas relacionados com a governação local, com publicações em várias revistas académicas de referência, sendo actualmente presidente da European Urban Research Association.  -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar O tema da nossa conversa foi descentralização e poder local em Portugal e o mote foi o ensaio com o mesmo nome que o convidado lançou este ano, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Para além disso, já tinha participado em 2018 na equipa responsável pelo estudo sobre a Qualidade da Governação Local em Portugal, publicado pela mesma fundação, e que também discutimos no episódio.  E porquê discutir o tema da descentralização política, ou seja a transferência de poderes do Estado central para as autarquias? Por vários motivos. Por um lado, porque, como iremos ver, Portugal é um país onde o poder está ainda muito concentrado no Estado central. Isto tem uma série de efeitos negativos, seja sobre a equidade da representação política seja sobre o próprio desenvolvimento do país, e é um modelo que faz pouco sentido no século XXI.  Por outro lado, porque apesar de nas últimas décadas já se terem tomado algumas medidas de descentralização, este continua a ser um tema pouco querido quer pela imprensa quer pelos políticos. Ainda no início deste mês, soube-se que o governo não tinha levado por diante a nova fase da descentralização que tinha originalmente planeado para o início do verão passado. E finalmente, claro, é uma boa altura para discutir este tema porque estamos a dias das eleições autárquicas, nas quais serão escolhidos os representantes dos cidadãos nos órgãos políticos teoricamente mais próximos da população. São, recorde-se, um total de 308 municípios e 3092 freguesias.  Começámos a nossa conversa pelo ponto de partida óbvio: saber como compara Portugal com outros países em termos de centralização do poder político. E, como veremos, compara mal. Mas o nosso centralismo, como também discutimos, não é só um problema de instituições: é também um problema cultural, com várias manifestações que todos mais ou menos conhecemos. A política nacional domina, de longe, a atenção dos politicos, dos media e da maioria das pessoas que se interessam pelo tema. Por outro lado, porém, também não ajuda a corrigir a este centralismo as insuficiências que a governação local muitas vezes tem. Essas limitações, como vamos ver, estão, em parte, relacionadas com algumas peculiaridades do nosso sistema eleitoral e de governo autárquico, que é complexo, pouco transparente e pouco amigo da participação da população.  Para não nos ficarmos só pelo lado negativo, abordámos também as melhorias que, apesar de tudo, têm sido conseguidas na qualidade do poder local e na promoção da descentralização em Portugal; e falámos das reformas mais relevantes que se podem tomar para continuar esse caminho.  Uma dessas reformas possíveis é, claro, a regionalização. Mas essa é, como refere o convidado, apenas uma forma, de entre várias, de promover uma maior descentralização no país.  _______________ Índice da conversa: (6:46) Quão centralizado é Portugal? (15:40) O problema de termos um modelo de governação local único, que não tem em conta a existência de municípios com dimensões e desafios muito diferentes (18:18) O centralismo de Portugal é também um problema cultural? | Lisboa não é a capital oficial | Livro “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garrett (28:51) As insuficiências do governo e da democracia local em Portugal. | As peculiaridades do nosso sistema de poder autárquico: o excessivo peso do(a) presidente de câmara, a falta de protagonismo das assembleias municipais, a existência de juntas de freguesia. (43:52) Os círculos por distrito no sistema eleitoral das Legislativas e outros problemas mais amplos da arquitectura do sistema político em Portugal.  (49:25) As regiões não podiam reclamar um papel mais activo no espaço público? | O aumento do associativismo municipal nos últimos anos, via comunidades intermunicipais. O papel dos fundos comunitários | O caso caricato de terem sido secretários de Estado (do governo central) a assegurar a coordenação regional do combate à pandemia (57:45) Principais melhorias no passado recente na qualidade do poder local e no aumento da descentralização (1:02:08) Que reformas faltam ainda fazer? A necessidade de aumentar a transparência da governação local (1:06:31) O que dizem os dados sobre as diferenças na qualidade da governação entre municípios? | Estudo sobre a Qualidade da Governação Local em Portugal (FFMS) (1:17:15) Livro recomendado: Uma Teoria da Democracia Complexa, de Daniel Innerarity  _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Tomás Fragoso, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Nuno Costa, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, Carlos Seiça Cardoso, José Luís Malaquias, Tiago Leite, Carlos Martins, Corto Lemos, Margarida Varela, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Galaró family, Nuno e Ana, João Ribeiro, Miguel Vassalo, Bruno Heleno Gonçalo Matos, Emanuel Gouveia, Ricardo Santos, Ricardo Duarte, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, Sara Mesquita, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker , Gabriel Sousa, Gil Nogueira, Luis Brandão Marques, Abílio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, André Oliveira, Andreia Esteves, João Bernardino, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Docente no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território, na Universidade de Aveiro. Desempenha, actualmente, a função de Pró-reitor para o desenvolvimento regional e política de cidades. Doutorado em Ciências Políticas e membro da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas, onde tem desenvolvido trabalho de investigação em governação e administração local e regional, reformas territoriais, liderança política e inovação. É autor e co-autor de vários artigos em revistas académicas de referência. As publicações mais recentes incluem o livro “Local Governance and Inter-municipalCooperation” (2016: Palgrave, UK) e a co-edição dos volumes “Close Ties in European Local Governance”, “Inter-municipal Cooperation in Europe: Institutions andGovernance” e “Sub-Municipal Governance in Europe: Decentralization Beyond the Municipal Tier”, em 2018, pela mesma editora. Coordena o Programa Integrado de I&D “CeNTER Redes e Comunidades para a Inovação Territorial” (CENTRO 2020) e o Projeto de IC&DT “DECIDE Governação Territorial Descentralizada” (FCT – POCI). Integra, ainda,as equipas de investigação dos projetos “Unalab: UrbanNature Labs” (Horizon 2020), “Ô: circular, integrated andsymbiotic use of water” (H2020), “Qualidade da Governação Local em Portugal” (Fundação Francisco Manuel dos Santos) e “Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses”. É membro da Associação Portuguesa de Ciência Política(coordenador da Secção de Governação e Política Local), da Political Studies Association (UK), da AmericanPolitical Science Association, e – actualmente – integra o Steering Committee of the Local Government and Politics Standing Group do EuropeanConsortium for Political Research, e o Board do Research Committee on Comparative Studies on Local Governmentand Politics da International Political ScienceAssociation.
A convidada é bióloga de formação e actualmente investigadora no i3S – Instituto de Inovação e Investigação em Saúde, da Universidade do Porto, dedicando-se ao bem-estar e comportamento canino.  -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar No seu projecto de pós-doutoramento, que discutimos no episódio, a convidada investigou os efeitos dos vários métodos de treino no bem-estar de cães de companhia e na sua relação com o dono. Esta investigação despertou grande interesse na comunidade científica e teve destaque nos media internacionais. Para além de investigadora, a Catarina é também treinadora de cães, com formação na área. Esta dupla condição de investigadora e treinadora dá-lhe uma perspectiva invulgarmente sólida -- e retira-lhe, se calhar, alguns vieses que cada um dos campos inevitavelmente tem. Começámos a nossa conversa a tentar perceber como aconteceu a domesticação do cão a partir do lobo. É que o cão foi, por larga margem, o primeiro animal a ser domesticado pelos humanos. Não se tem ainda a certeza sobre exatamente quando. A estimativa mais conservadora aponta para 14 mil anos, portanto, antes da invenção da agricultura, depois da qual foram adoptados todos os outros animais que nos são familiares.  Os cães têm, por isso, desde sempre, uma ligação muito próxima aos humanos, e ao longo do tempo, o homem foi selecionando na espécie canina várias características para se adaptarem a nós (embora, como iremos ver, não todas as que os distinguem dos lobos). Falámos também sobre os diferentes métodos de treino, mais baseados em castigo ou em recompensas, e sobre o que a investigação mostra sobre, por um lado, qual dos métodos é mais eficaz e, por outro, quais os efeitos no bem estar dos animais. Isto levou-nos a discutir também a mente dos cães. O facto de serem, como nós, um animal social, e de viverem há milhares de anos numa relação muito próxima com os humanos faz com que tenham muitas parecenças connosco. Mas também têm mais diferenças do que às vezes queremos reconhecer.  E, no entanto, a verdade é que não param de surpreender. Já no final da conversa, falámos ainda de um tipo de treino inovador recente, que tem dado muito que falar, o chamado treino de imitação, em que, aparentemente, é possível ensinar um cão a imitar aquilo que fazemos, mesmo que nunca tenha visto aquele movimento antes. A confirmar-se, este tipo de treino permite não só ensinar muito mais rápido um determinado comportamento, face aos métodos tradicionais, como permite alargar o leque de acções que podemos ensinar aos cães. __________________________ Índice da conversa (carregar no indicador de tempo para saltar para esse mm:ss) (04:10) Como aconteceu a domesticação do cão a partir do lobo. Duas hipóteses concorrentes. | Cães ferais (selvagens) (16:00) Experiências de Dmitry Belyayev com raposas (21:52) O papel do brincar no desenvolvimento cognitivo dos cães (25:22) Métodos de treino de reforço negativo vs reforço positivo (castigo vs recompensa). | Os exageros que se criaram sobre as alcateias (e as matilhas) funcionarem com base numa hierarquia social linear rígida. Cesar Millan. | Método de Pavlov de condicionamento: associação entre estímulos vs método de Skinner: condicionamento operante. Treino de ‘clicker’. | Evolução da filosofia de treino dos cães acompanhou as mudanças na própria educação das crianças. (38:05) A importância da disciplina / autoridade no treino dos cães. | A hierarquia e a dominância entre os cães. Estrutura social das matilhas vs alcateias. (44:40) Por que não serve de nada castigar o cão quando chegamos a casa e ele fez asneira na nossa ausência. Experiência do ‘guilty look’ (54:40) O que mostra a investigação da convidada sobre efeito dos métodos de castigo vs de recompensa no bem-estar do animal?. Experiências com copos. (1:06:13) Experiências de vinculação em cães adaptadas da investigação de vinculação em bebés (teste da situação estranha de Ainsworth). Efeito de base-segura.  (1:16:16) Treino de imitação (‘do as I do’) | princípio da parsimonia na Ciência (1:28:22) Border collie que decorou 1022 palavras (1:31:35) Livros recomendados: The Domestic Dog: Its Evolution, Behaviour and Interactions with People, de James Serpell | Dog Sense, de John Bradshaw | Culture Clash, de Jean Donaldson __________________________ Obrigado aos mecenas do podcast: Tomás Fragoso, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Nuno Costa, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, Carlos Seiça Cardoso, José Luís Malaquias, Tiago Leite, Carlos Martins, Corto Lemos, Margarida Varela, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Galaró family, Nuno e Ana, João Ribeiro, Miguel Vassalo, Bruno Heleno Gonçalo Matos, Emanuel Gouveia, Ricardo Santos, Ricardo Duarte, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, Sara Mesquita, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker , Gabriel Sousa, Gil Nogueira, Luis Brandão Marques, Abílio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, André Oliveira, Andreia Esteves, João Bernardino, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues __________________________   Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira Bio: Catarina Vieira de Castro, bióloga de formação, é atualmente investigadora no i3S – Instituto de Inovação e Investigação em Saúde, Universidade do Porto, Portugal. Desenvolve investigação científica em aprendizagem e comportamento animal desde 2008 e, mais recentemente, direcionou o seu trabalho para a área do bem-estar e comportamento canino. O seu projeto de pós-doutoramento recentemente concluído, onde investigou os efeitos dos métodos de treino no bem-estar de cães de companhia e no seu vínculo com o dono, despertou grande interesse na comunidade científica e também uma cobertura de destaque nos media a nível internacional. Catarina também já desenvolveu trabalhos como treinadora de cães, contando com diversas formações na área, e é uma apaixonada por desportos caninos.
(The episode starts after a short introduction in Portuguese) O convidado é autor e consultor na área da gestão das organizações e da comunicação inter-cultural. Conhecido sobretudo pela autoria de um dos modelos de diferenças entre culturas nacionais mais conhecidos, que popularizou no livro "Riding the Waves of Culture", publicado em 1993.  -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar O modelo de Trompenaars é -- juntamente com o modelo de Hofstede que já referi várias vezes no podcast -- uma das referências quando se trata de comparar culturas entre diferentes países. Nenhum dos dois modelos é perfeito -- até porque implicam necessariamente generalizar as culturas de países com milhões de pessoas com crenças e valores muito distintos --, mas a verdade é que há inegavelmente padrões nas culturas nacionais, e ler livros como o de Trompenaars muda a maneira como entendemos as reacções de pessoas de outras culturas. Ao longo da conversa, discutimos algumas das dimensões do modelo do convidado, como as culturas mais e menos emocionais, e mais e menos individualistas. Falámos também sobre como é possível ‘reconciliar’ os dilemas que surgem quando diferentes culturas entram em conflito -- por exemplo dentro de empresas multinacionais. O autor tem adaptado este estudo sobretudo em aconselhar empresas que actuam entre vários países sobre como gerir as diferenças de culturas nos vários países em que operam. Como se adivinha, as organizações com maior sucesso são aquelas que mais bem conseguem articular estes desafios.    (04:20) Aaaaaa   Índice da conversa: Fons Trompenaars Trompenaars Cultural Dimensions Modelo de Hofstede What is culture Ed (Edgar) Schein Model of Organization Culture Culture shocks Culture as the most persistent difference between countries Why are there different cultures to begin with? Charles Hampden-Turner Neutral vs emotional cultures The Civilizing Process, Norbert Elias Specific vs diffuse cultures On why both ends of a cultural trait have benefits On why compromise is not necessarily the best solution Dilema reconciliation Universalism vs Particularism The dilemma of the car crash  The ascension of China.  Fons’s recent book: "Has China Devised a Superior Path to Wealth Creation? The Role of Secular Values" Is individualism good? Relation to inequality Milton Friedman's 1970 New York Times article: “The Social Responsibility Of Business Is to Increase Its Profits” Explaining performance of organisations by their ability to reconcile dilemmas Charles Handy On the problem of jobs which add a lot of value to society but are poorly paid American individualism Examples of dilemma reconciliation Apple,  Formula 1 Myers–Briggs Type Indicator (MBTI) How to assess individual performance in more collectivist cultures? How to avoid free riders without measuring individual performance? Shame-based vs guilt cultures The case of the Portuguese culture Can you change a national culture? The case of Royal Dutch Shell The case of Lee Kuan Yew in Singapore   Obrigado aos mecenas do podcast: Galaró family, Miguel van Uden, José Luís Malaquias, João Ribeiro, Francisco Hermenegildo, Nuno e Ana, Nuno Costa, Salvador Cunha, João Baltazar, Miguel Marques, Corto Lemos, Carlos Martins, Tiago Leite, Abílio Silva, BFDC Tomás Costa, Luis, Maria Pimentel, Rui Amorim, RB, Pedro Frois Costa, Gil Nogueira, Gabriel Sousa, Mário Lourenço, Filipe Bento Caires, Manuel Martins, Ricardo Duarte, ARUNE BHURALAL, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Luís Costa, Diogo Sampaio Viana, Francisco Fonseca, João Nelas, Carmen Camacho, Tiago Queiroz, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, Joao Saro, Isabel Moita, Rita Sá Marques, Ricardo Leitao, António Mendes Silva, Joaquim Manuel Jorge Borges, Gabriel Candal, Joaquim Ribeiro, Fábio Monteiro, paulo matos, Luís Brandão, Joao Barbosa, Tiago M Machado, Rita Sousa Pereira, HENRIQUE PEDRO, JOÃO MOURA, Cloé Leal de Magalhães, Francisco Moura, Tomás Saraiva, Rui Antunes7, Ana Vitória Soares, Mestre88 , Joel, Nuno Malvar, Pedro L, Ana Rita Laureano, João Diamantino, Nuno Lages, Manuel Botelho da Silva, João Farinha, Henrique Vieira, André Abrantes, Frederico Apolónia, Hélder Moreira, José Losa, Pedro Brito, Wedge, João Ferreira, Rui Vilao, Nuno , Jorge Amorim, Francisco Valente, Bruno Amorim Inácio, João Pereira, Goncalo Murteira Machado Monteiro, Bruno Lamas, Diogo Rombo, Carlos Silveira, Francisco L. Bermúdez, Nelson Poças, joana antunes, Ana Sousa Amorim, Maria Francisca Couto, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Alexandre Freitas, Robertt, Afonso Martins, José Proença, Jose Pedroso, Telmo , isosamep, Francisco Vasconcelos, Duarte , Miguel Palhas, Hugo Correia, Luis Marques, Joana Margarida Alves Martins, Maria Oliveira, Jorge Soares, Pedro Miguel Pereira Vieira, Cristiano Tavares, Pedro F. Finisterra, Bruno Machado, Cheila Bhuralal, Filipe Melo, Gil Batista Marinho, Cesar Correia, Salomé Afonso, Alberto Santos Silva, Luis Gomes, Diogo Silva, Patrícia Esquível , Inês Patrão, Daniel Almeida, Paulo Ferreira, Macaco Quitado, Pedro Correia, Antonio Albuquerque, Renato Mendes, João Barbosa, Margarida Gonçalves, Andrea Grosso, João Pinho , João Crispim, Francisco Aguiar , Joao Diogo, João Diogo Silva, José Oliveira Pratas, João Moreira, Vasco Lima, Tomás Félix, Pedro Rebelo, Nuno Gonçalves, Pedro , João Castanheira, Marta Baptista Coelho, Mariana Barosa, Francisco dos Santos, Francisco Arantes, João Raimundo, Renato Vasconcelos, Mafalda Pratas, Tiago Pires, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, Vasco Sá Pinto, Nuno Santos, Luís Santos, António Queimadela, Artur Castro Freire Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: Dr. Fons Trompenaars is recognised around world for his work as consultant, trainer, motivational speaker and author of various books on all subjects of culture and business. He has spent over 30 years helping Fortune 500 leaders manage and solve their business and cultural dilemmas to increase global effectiveness and performance, particularly in the areas of globalisation, mergers and acquisition, HR and leadership development. Listed regularly as one of the world’s most influential, living, management thinkers, he has been awarded the International Professional Practice Area Research Award by the American Society for Training and Development. Fons was voted one of the top 20 HR Most Influential International Thinkers 2011 by HR Magazine. He is also ranked in the Thinkers50 2011, 2013 and 2015 as being one of the most influential management thinkers alive. He was inducted in the Thinkers50 Hall of Fame in 2017 which salutes distinguished Management Thinkers and their contributions whose names and legacies are added to the ranks of those who have arrived before them. They are distinguished thinkers who have all made a lasting and vital impact on how organizations are led and managed. They are the giants upon whose shoulders managers and leaders stand. Fons joined Shell in 1981 and moved into the Personnel Division for Shell in Rotterdam. From 1985, he worked in job classification and management development at the Shell Research Laboratories in Amsterdam. In 1989 he founded the Centre for International Business Studies, a consulting and training organization for international management. Since 1998 we operate as Trompenaars Hampden-Turner. Fons Trompenaars has worked as a consultant for Shell, BP, ICI, Philips, Heineken, TRW, Mars, Motorola, General Motors, Nike, Cable and Wireless, CSM and Merrill Lynch. Fons wrote Riding the Waves of Culture, Understanding Cultural Diversity in Business. This book sold over 120,000 copies and was translated into 16 languages amongst them, French, German, Dutch, Korean, Danish, Turkish, Chinese, Hungarian and Portuguese. He is co-author amongst others of Nine Visions of Capitalism: Unlocking the Meanings of Wealth Creation and Rewarding Performance Globally.
O convidado é juiz de exposições caninas internacionais (acreditado pela Federação Cinológica Internacional) e criador de cães da raça Basset Hound, tendo já criado 15 cães campeões do mundo e vencido o prémio máximo na Exposição Canina Mundial de 1995 (uma das únicas vitórias de um português nesta competição). -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Tirando partido da experiência do convidado enquanto criador e juiz de exposições internacionais, falámos sobretudo dos vários tipos de raças que existem (e são quase 400 no total!): das diferentes funções, da história e do temperamento de cada raça.  Na verdade, embora o ser humano tenha vindo a fazer há milhares de anos uma selecção artificial na espécie canina, selecionando os cães com melhores características para diferentes funções, a verdade é que as raças, tal como as conhecemos hoje, têm uma origem muito mais recente. Foi na Inglaterra do século XIX que surgiram as exposições caninas e, com elas, o movimento que levou à organização e ao apuramento das raças que originou a maioria das raças que conhecemos hoje.  O standard das exposições caninas é hoje definido pela Federação Cinológica Internacional, que divide as raças de cães em dez grupos (e ainda outro composto por raças que ainda não foram aprovadas e catalogadas).  Por isso, começámos o episódio a percorrer essa lista de dez grupos de raças para compreender o que distingue estes tipos de raças -- que vão dos cães pastores, aos de caça, passando pelos cães de companhia e os cães de guarda. Falámos do que distingue os vários tipos de raça em termos de história, função, aspecto, etc. Uma nota: logo no início desta descrição, o José enganou-se e começou pelo grupo 2, o dos cães de guarda, em vez do nº1 (dos cães pastores). Por isso não estranhem -- o convidado depois clarifica. A partir das funções das várias raças, a conversa levou-nos a falar sobre as raças portuguesas (e são várias) e sobre uma série de outros temas. Falámos sobre o exagero que houve no apuramento de algumas raças e que gerou cães com sérios problemas de saúde, como o bulldog (que tem até dificuldade em respirar). ...falámos também do movimento anti-corridas de galgos, das chamadas “raças perigosas”, das vantagens e desvantagens de escolher um cão rafeiro, da nova tendência de cruzar, propositadamente, cães de raças diferentes -- entre muitos outros temas.  Comecei por perguntar ao convidado: “de onde é que vem o cão, enquanto espécie?”   Índice da conversa: Origem do cão a partir do lobo cinzento Raças primitivas Pharaoh Hound Os 11 grupos de raças de cães reconhecidas pela Federação Cinológica Internacional Pastores Guarda Terriers Teckel (salsicha) Cães primitivos e spitz Porque não evoluíram mais os cães primitivos? Cães de caça: hounds de farejo Cães de caça: cães de parar Pointer descende do Perdigueiro Cães de caça: retrievers Labrador Golden vs labrador retriever Cães de companhia Caniche Cães de caça: galgos (hounds de visão; caça em velocidade) Movimento anti-corridas de galgos Valorizar o tipo (aspecto exterior) ou a função? Raças portuguesas em perigo de extinção O movimento de standardização das raças na Inglaterra do século XIX e o início das exposições caninas Estalão (standard) das diferentes raças Exageros no aperfeiçoamento estético das raças Raças mais generalistas vs raças mais especializadas Diferenças comportamentais entre raças Por que Obama escolheu um cão de água português? Uso de cães para novas funções (detecção de droga, doenças, protecção de pessoas doentes, etc) Cross-breeds (cruzamentos de raças) Labradoodle American bully Como escolher uma raça Simulador do American Kennel Club Rafeiros são boa ideia? Basset hound  Caes de raças perigosas Caes de guarda  Podengo português Weimeranan Border collie Inteligência dos cães Melhores Raças portuguesas Podengo Cão de água Perdigueiro Barbado da Terceira Cão do Barrocal Algarvio Cão de Água Português Livros recomendados: Livro de raças portuguesas,  The Kennel Club's Illustrated Breed Standards   Obrigado aos mecenas do podcast: Tomás Fragoso, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Nuno Costa, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, Carlos Seiça Cardoso, José Luís Malaquias, Tiago Leite, Carlos Martins, Corto Lemos, Margarida Varela, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Galaró family, Nuno e Ana, João Ribeiro, Miguel Vassalo, Bruno Heleno Gonçalo Matos, Emanuel Gouveia, Ricardo Santos, Ricardo Duarte, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, Sara Mesquita, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker , Gabriel Sousa, Gil Nogueira, Luis Brandão Marques, Abílio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, André Oliveira, Andreia Esteves, João Bernardino, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: Editor durante 41 anos, atualmente  reformado. Como seu hobby cria a raça Basset Hound desde 1984 tendo já criado 15 campeões do mundo e obtido inúmeros prémios a nível nacional e internacional, de entre os quais se destaca o melhor exemplar de todas as raças na Exposição Canina Mundial 1995, onde estiveram.
Regresso & novidades

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2021-07-0303:15

A convidada nasceu em Minneapolis, nos EUA, cresceu em Lisboa, e regressou à América em 2012, onde se licenciou em Economia e Ciência Política. Actualmente, está a terminar o doutoramento em Ciência Política na Universidade de Harvard, com uma tese sobre o efeito dos partidos políticos e das instituições no processo de representação, comparando a realidade nos EUA, no Reino Unido e na Europa continental. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Esta foi uma conversa bem longa em que percorremos um leque enorme de aspectos que caracterizam e explicam a política norte-americana. Comecei por perguntar à convidada como foi que chegámos ao nível actual de enorme polarização política. Para compreender devidamente este estado de coisas é preciso recuar aos anos 1960 e à aprovação do Civil Rights Act of 1964, no tempo do presidente Lyndon Johnson, que pôs fim à segregação racial que existia ainda em vários estados (sob aquilo que ficou conhecido como as ‘Leis de Jim Crow’). Para perceber as causas históricas da polarização actual é preciso, no entanto, compreender como funciona o sistema político americano, nomeadamente as instituições e regras que condicionam e influenciam a maneira como a vontade política dos cidadãos é reflectida na política. E foi disso que falámos durante o resto da conversa. A principal característica do sistema político americano é a estrita separação de poderes que a Constituição impõe. Há três poderes: legislativo, executivo e judicial. O legislativo é atribuído ao Congresso (o parlamento), e está também ele dividido entre duas câmaras: a Câmara dos Representantes e o Senado. O poder executivo, por seu lado, está no Presidente e no governo, enquanto o poder judicial está entregue aos tribunais e, em particular, ao Supremo Tribunal, que pode vetar leis aprovadas pelo congresso ou decretos presidenciais. A existência de duas câmaras no congresso é resultado em grande medida de se tratar de um sistema federal, isto é, em que os Estados têm um grau grande de autonomia. A ideia é que a Câmara represente os cidadãos no seu conjunto, uma vez que o número de representantes eleitos por cada estado é proporcional à respectiva população, enquanto o Senado tem uma ligação mais estreita aos Estados enquanto unidade política, uma vez que cada Estado é representado por dois senadores, independentemente da sua população. Há ainda uma série de particularidades do sistema americano de que falámos na conversa, e que influenciam a forma como a política funciona na prática. São exemplos destes o grande poder dos Estados em comparação com outros sistemas federalistas, a regra do ‘Filibuster’ no Senado, as eleições por círculos uninominais e o chamado ‘gerrymandering’, a existência de apenas dois partidos políticos (e com características diferentes dos europeus), a escolha dos candidatos presidenciais através de eleições primárias, o papel Colégio Eleitoral na eleição presidencial ou, ainda, os vários poderes do presidente, para lá daqueles que a Constituição define formalmente. Mais para o final da conversa, falámos ainda de algumas melhorias institucionais que podem a ajudar diminuir este clima de polarização, e melhorar o funcionamento da política, e a convidada partilhou a visão dela sobre o que pode ser o futuro próximo da política americana.    Índice da conversa: Como chegámos ao nível de polarização política actual Franklin D. Roosevelt (FDR) Mudanças nos anos 1960 Newt Gingrich Segregação racial: Brown v. Board of Education Leis de ‘Jim Crow’ Lyndon B. Johnson (LBJ) Porque é que o Partido Democrata agiu como agiu, sabendo à partida que ia perder eleitores no sul? ‘Southern strategy’ do Partido Republicano A polarização actual Estudos sobre polarização: ‘Polarized America’, de Nolan McCarty, Keith T. Poole e Howard Rosenthal Características e limitações do sistema político americano Sistema eleitoral Teorema do votante mediano Affordable Care Act (Obamacare) Supremo tribunal Pete Buttigieg (candidato às primárias do P.Democrata em 2020) Caso ‘Marbury v. Madison’ Juan Linz (cientista político) Senado e a regra do ‘Filibuster’ Eleições ‘Midterms’ Porque há tanta abstenção nos EUA? Círculos uninominais Gerrymandering  Colégio Eleitoral National Popular Vote Interstate Compact Convenção constitucional - ‘Virginia Plan’ Senado vs Câmara dos Representantes Federalismo e o peso dos Estados no sistema político dos EUA O poder do Presidente: ‘executive orders’ Dificuldade em criar um Estado Social nos EUA Alberto Alesina - ‘Why Doesn’t the United States Have a European-Style Welfare State?’ A questão racial Voting Rights Act de 1965 Decisão 2013 do Supremo Tribunal Juíza Ruth Bader Ginsburg (‘notorious R.B.G.) Potenciais reformas institucionais futuras Processo eleitoral  Representação proporcional  ‘Lei de Duverger Porque só há dois partidos nos EUA, mesmo com centenas de distritos eleitorais? Teoria de Jonathan Haidt sobre as causas da polarização Livro ‘Democracy for Realists: Why Elections Do Not Produce Responsive Government’ -- Christopher H. Achen e Larry M. Bartels Diferenças entre partidos americanos e europeus O poder oculto do Presidente: líder informal do partido.  Sistema de primárias  Eleições presidenciais de 2021. Joe Biden.  Bernie Sanders Futuro da polarização política  Recomendações da convidada: Breaking the Two-Party Doom Loop: The Case for Multiparty Democracy in America, de Lee Drutman How Democracies Die, de Levitsky & Ziblatt Mrs America (série)   Obrigado aos mecenas do podcast: Tomás Fragoso, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Nuno Costa, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, Carlos Seiça Cardoso, José Luís Malaquias, Tiago Leite, Carlos Martins, Corto Lemos, Margarida Varela, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Galaró family, Nuno e Ana, João Ribeiro, Miguel Vassalo, Bruno Heleno Gonçalo Matos, Emanuel Gouveia, Ricardo Santos, Ricardo Duarte, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, Sara Mesquita, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker , Gabriel Sousa, Gil Nogueira, Luis Brandão Marques, Abílio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, André Oliveira, Andreia Esteves, João Bernardino, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: Mafalda Pratas Fernandes nasceu em Minneapolis, MN (EUA), cresceu em Lisboa, e regressou aos Estados Unidos em 2012, onde se licenciou em Economia e Ciência Política na Universidade de Illinois Urbana-Champaign. Actualmente, é doutoranda em Ciência Política na Universidade de Harvard, onde está a completar a sua dissertação sobre o efeito dos partidos políticos e das instituições no processo de representação. Estuda, em particular, os contextos europeu, britânico e norte-americano em perspectiva comparada. Em Harvard, dá também aulas sobre Democracia, economia política e política comparada e participa ainda num novo projecto, liderado por Daniel Ziblatt e Steve Levitsky, que pretende analisar as crises dos establishments ao longo da história e nos dias de hoje.
O convidado é advogado, foi deputado pelo CDS, secretário de Estado do Turismo no governo PSD-CDS e é atualmente vereador da Câmara da Covilhã. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Foi um dos nomes mais votados  para regressar ao podcast (na altura do episódio 100). Eu próprio tinha já vontade de conversar com ele sobre o livro que lançou recentemente -- por isso, juntou-se o útil ao agradável e gravámos este episódio O livro chama-se 'A Grande Escolha' e é um manifesto apaixonado em defesa da globalização enquanto veículo de progresso económico e social. Mas o convidado reconhece que a globalização trouxe também enormes desafios às sociedades actuais, em áreas como o emprego, a habitação ou o modo como devemos lidar com as grandes empresas digitais e potências autocráticas como a China. Por isso, o grosso do livro dedica-se a tentar encontrar respostas a esses problemas, sempre na lógica de rejeitar soluções aparentemente fáceis mas que correriam o risco de levar consigo as próprias vantagens trazidas pela globalização. Durante a conversa, começámos por falar sobre o modo como este problema afecta Portugal, e sobre a necessidade de colhermos mais ainda os benefícios da globalização (gerando maior crescimento económico) mas resolvendo ao mesmo tempo os desafios que ela impõe, e que também já sentimos. No livro, o convidado cobre uma série destes desafios trazidos pela globalização. No resto da conversa, discutimos alguns destes e outros que não couberam no livro. Falámos do aumento da desigualdade nas últimas décadas, e sobre as medidas que os países devem tomar para garantir igualdade de oportunidades; falámos da necessidade de ter um mercado de trabalho dinâmico mas, ao mesmo tempo, com estabilidade para que as pessoas possam ter segurança em planear a sua vida; e, mais no final, discutimos a questão de a par da globalização económica não haver uma globalização política que possa resolver alguns destes problemas na esfera indicada.  Espero que gostem!   Índice da conversa: Livro ‘A Grande Escolha’ A Globalização enquanto mecanismo de geração de riqueza e progresso Como Portugal surge no debate sobre a globalização Desigualdade Thatcher Modelo escandinavo e a importância de gerar riqueza Como repôr a igualdade de oportunidades no mundo ocidental O problema do aumento do preços da habitação Desenvolvimento As vantagens pouco intuitivas de ter empresas grandes A importância de um ambiente concorrencial para a prosperidade A importância de um sistema de justiça funcional O impacto da globalização e da automação no mercado trabalho Polarização no mercado de trabalho, prejudicando os trabalhadores com qualificações intermédias “O país pode estar em média muito melhor mas haver situações individuais que têm que ser resolvidas” A necessidade de garantir estabilidade laboral para as pessoas poderem planear a vida e ter filhos Importância para a natalidade Rendimento Básico Universal? Milton Friedman Salários Será que a renovada aversão das pessoas ao capitalismo tem que ver com o facto de a globalização ter feito com que profissões socialmente úteis não sejam bem pagas? Benefícios da globalização na profissão que podemos escolher. Ausência de uma globalização política a par da globalização económica Ligação ao populismo Yuval Noah Harari - Homo Deus A União Europeia Como reconciliar as pessoas com a Globalização?   Obrigado aos mecenas do podcast: Tomás Fragoso, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Nuno Costa, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, Carlos Seiça Cardoso, José Luís Malaquias, Tiago Leite, Carlos Martins, Corto Lemos, Margarida Varela, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Galaró family, Nuno e Ana, João Ribeiro, Miguel Vassalo, Bruno Heleno Gonçalo Matos, Emanuel Gouveia, Ricardo Santos, Ricardo Duarte, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, Sara Mesquita, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker , Gabriel Sousa, Gil Nogueira, Luis Brandão Marques, Abílio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, André Oliveira, Andreia Esteves, João Bernardino, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: Adolfo Mesquita Nunes (1977) é licenciado em Direito (2000) e Mestre em Ciências Jurídico-Políticas (2008). Advogado de profissão há dezasseis anos, foi deputado à Assembleia da República (2011-2013) e secretário de Estado do Turismo (2013-2015). Militante do CDS-PP, partido do qual foi vice-presidente (2016-2019). Foi comentador e colunista na SIC, TSF, Visão, no Jornal de Negócios.
Os convidados são professores e investigadores na Faculdade de Economia do Porto (FEP), e são os responsáveis em Portugal pelo estudo ‘índice da Qualidade das Elites’, de que falámos neste episódio. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Este índice da Qualidade das Elites foi desenvolvido por dois investigadores da Universidade de St. Gallen, na Suiça (Tomas Casas e Guido Cozzi) e propõe-se fazer algo inovador: medir a qualidade das elites de cada país, na esfera política e na económica. O golpe de asa do índice está em avaliar a qualidade das elites não directamente, o que seria bastante difícil mas medindo as consequências das suas acções em termos do desenvolvimento económico e humano que geram em cada país.  Os investigadores partem da premissa de que em qualquer sociedade existem elites, e que isso não acontece por acaso, porque as elites cumprem, ou podem cumprir, uma função útil na coordenação de recursos (sejam eles pessoas ou recursos económicos), o que é essencial para gerar crescimento e desenvolvimento. A metodologia assume que as elites procuram sempre aumentar o seu rendimento, mas podem fazê-lo de duas formas: ou aumentando a fatia da riqueza do país que conseguem abarcar, ou gerando desenvolvimento económico, o que aumentará tanto a riqueza que lhe cabe como o rendimento da sociedade como um todo. A primeira componente do índice mede isto: se as elites extraem ou sobretudo criam valor para a sociedade. A segunda componente do índice mede o poder das elites em cada país. A ideia é que o poder presente das elites é uma espécie de indicador da capacidade dessas elites para, no futuro, se tornarem extractivas. Ou seja, elites com muito poder podem mais facilmente (não quer dizer que o venham a fazer) abarcar com recursos para elas sem gerar qualquer desenvolvimento para o resto da população. Se vos interessar acompanhar o relatório de qualidade das elites, este ano irá sair uma nova versão do relatório, ampliada a mais países e com revisões metodológicas. Estejam atentos.   Índice da conversa: Indicador O que são elites? Daron Acemoğlu e Robinson - Porque falham as nações A metodologia do índice Mede o desempenho pelas consequências Valor: criação vs extracção de valor (‘rent-seeking’) Poder enquanto condição necessária para extracção futura de valor: alto vs baixo Esfera económica vs política Comparação desta teoria das elites enquanto principal driver do desenvolvimento com teoria das instituições Que indicadores são usados no índice (72 indicadores)? Elites económicas: indicadores de poder e valor Elites políticas: indicadores de poder e valor Fontes utilizadas Trade-off compatibilidade vs profundidade / exactidão Como é que as elites políticas podem criar valor (ou não o fazer)? Resultados: ranking dos países Singapura: nº 1 mas com elites com muito poder Afinal existem “déspotas esclarecidos”?  Comparação com China EUA e Reino Unido As melhores em poder (poder baixo), mas não geral valor correspondente Que efeito tem o aumento da Desigualdade nas últimas décadas? Portugal.  Porque é que as elites políticas geram tão menos valor face às elites económicas? O fraco desempenho das elites políticas Desigualdade regional e o centralismo lisboeta. ...de volta à metodologia do índice Limitações da metodologia: indicadores que beneficiam a classificação de um país mas não deviam Ex: poder económico -- o indicador de ‘posição dominante’ (de empresas num mercado) Melhorias futuras: que indicadores gostavam de acrescentar ou retirar? ...de volta a Portugal Economia paralela Indicador do observatório de Economia e Gestão de Fraude Comparação com outros países Corrupção: cifras negras Problema da falta de protecção de Investidores minoritários em Portugal Indicadores de destruição criativa (Schumpeter) Bottom-line: o que há a corrigir em Portugal   Obrigado aos mecenas do podcast: Tomás Fragoso, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Nuno Costa, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, Carlos Seiça Cardoso, José Luís Malaquias, Tiago Leite, Carlos Martins, Corto Lemos, Margarida Varela, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Galaró family, Nuno e Ana, João Ribeiro, Miguel Vassalo, Bruno Heleno Gonçalo Matos, Emanuel Gouveia, Ricardo Santos, Ricardo Duarte, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, Sara Mesquita, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker , Gabriel Sousa, Gil Nogueira, Luis Brandão Marques, Abílio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, André Oliveira, Andreia Esteves, João Bernardino, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal Rui Baldaia, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, Hugo Correia, Duarte , Francisco Vasconcelos, Telmo , Jose Pedroso, MANNA Porto, José Proença, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, joana Antunes, Nelson Poças, Francisco López Bermúdez, Carlos Silveira, Diogo Rombo, Bruno Lamas, Fábio Mota, Vítor Araújo, João Pereira, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Rui Vilão, João Ferreira, Luís Elias, José Losa, Hélder Moreira, Diogo Fonseca, Frederico Apolónia, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Paulo Fernandes, Nuno Lages, João Diamantino, Vasco SÁ Pinto, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro , rodrigo Brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, João Moreira, José Oliveira Pratas, João Diogo Silva, Marco Coelho, Joao Diogo, Francisco Aguiar , Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Luis Filipe, Renato Mendes, António Albuquerque, Francisco Santos, juu-san, Fernando Sousa, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Nuno Almeida, Francisco Manuel Reis, Daniel Almeida, Albino Ramos, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Miguel Mendes, Luis Gomes, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Cesar Correia, Susana Ladeiro, Gil Batista Marinho, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Miguel Palhas, isosamep, Robertt , Pedro F. Finisterra, Cristiano Tavares, Pedro Vieira, Jorge Soares, Maria Oliveira, Bruno Amorim Inácio, Nuno , Wedge, Pedro Brito, Manuel Botelho da Silva, Ricardo Leitão, Vítor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bios: Cláudia Ribeiro é doutorada em Finanças pela Warwick Business School, University of Warwick (Reino Unido). É professora auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) onde leciona nos três ciclos de estudos e é membro do CEFUP (Centro de Estudos em Economia e Finanças da Universidade do Porto). É autora de livros, de capítulos em livros e de artigos em revistas científicas internacionais. Tem realizado e coordenado diversos trabalhos de consultadoria. É, ainda, professora convidada e consultora da Porto Business School onde leciona formação executiva e presta soluções in-company e customizadas. Óscar Afonso é doutorado e professor associado com agregação da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP). Leciona nos três ciclos de estudos – licenciatura, mestrados e doutoramento. É membro fundador do NIFIP (Núcleo de Investigação em Finanças Públicas e Política Monetária) , do OBEGEF (Observatório de Economia e Gestão de Fraude, sendo atualmente seu presidente), CEFAGE-UBI (Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia) e CEFUP (Centro de Estudos em Economia e Finanças d Universidade do Porto). É autor de livros, de diversos capítulos em livros, de mais de 90 artigos em revistas científicas internacionais, de inúmeros working papers e de comunicações em congressos internacionais. Colabora com diversos jornais e revistas da imprensa portuguesa – em particular, Público, Expresso, Visão, Dinheiro Vivo, “i”. Tem realizado trabalhos de consultadoria, como membro da equipa técnica e como coordenador.
Episódio especial em que respondo às perguntas enviadas pelos ouvintes a propósito da comemoração do episódio #100. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar   Livros recomendados: Cultures and Organizations: Software of the Mind - Geert Hofstede  Porque Falham as Nações - Daron Acemoglu e James Robinson  The Righteous Mind - Jonathan Haidt Enlightenment Now - Steven Pinker Gifts Differing - Isabel Briggs Myers and Peter B. Myers Obrigado aos mecenas do podcast: João Baltazar, Tiago Leite, Carlos Martins, Joana Faria Alves, Galaró family, Corto Lemos, Margarida Varela, Gustavo, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, João Ribeiro, Miguel Vassalo Abilio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Ricardo Duarte, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, Andre Oliveira, José Jesus, Andreia Esteves, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, João Bernardino, Sara Mesquita, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker, Ricardo Santos Vasco Sá Pinto, Rui Baldaia, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Hugo Correia, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro, rodrigo brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Duarte, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, Francisco Vasconcelos, João Moreira, isosamep, Telmo, José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Marco Coelho, MANNA Porto, Joao Diogo, José Proença, Francisco Aguiar, Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Jose António Moreira, Luis Filipe, Sérgio Catalão, Alexandre Freitas, Renato Mendes, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Pedro F. Finisterra, Francisco Santos, joana antunes, juu-san, Nelson Poças, Fernando Sousa, Francisco López Bermudez, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Carlos Silveira, Nuno Almeida, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Albino Ramos, Luis Miguel da Silva Barbosa, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Fábio Mota, Vítor Araújo, Miguel Mendes, Luis Gomes, Angela Martins, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Salomé Afonso, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Susana Ladeiro, Pedro Miguel Pereira Vieira, Gil Batista Marinho, Jorge Soares, Maria Oliveira, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Maria Virginia Saraiva, João Pereira, Bruno Amorim Inácio, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Nuno , Rui Vilão, João Ferreira,  Ricardo Leitão, Vitor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Carlos Fiolhais é professor catedrático de Física na Universidade de Coimbra, divulgador de ciência, escritor e historiador de Ciência.  -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Este é o episódio nº 100 do 45 Graus! Parece incrível, mas já lá vão uma centena de conversas e outros tantos convidados. Como se lembram, lancei há umas semanas um inquérito para voltarem no convidado anterior que gostavam de ouvir outra vez no podcast. A votação foi renhida e o grande vencedor foi, então, Carlos Fiolhais, que teve a simpatia de aceitar o repto. O que é, ao mesmo tempo, uma coincidência engraçada, porque tinha terminado o nosso episódio original, gravado há quase 3 anos, precisamente a desafiá-lo a regressar ao podcast.  Entre os outros nomes muito votados estiveram: Luís Aguiar-Conraria, Paulo Gama Mota e Adolfo Mesquita Nunes. Conto trazê-los também de volta ao 45 Graus um dia destes.   Índice da conversa: Livros do convidado saídos recentemente História Global de Portugal, com José Eduardo Franco e José Pedro Paiva  Apanhados pelo Vírus - Factos e mitos acerca da COVID-19, com David Marçal  A falta de progressos teóricos no século XXI (até agora) Teoria Quântica de Max Planck Teoria da Relatividade de Einstein Teorias quânticas de campos O desafio de unir a teoria da relatividade geral à teoria quântica Teoria das cordas Maiores progressos deste século na área da física (muitos progressos importantes na recolha de evidência via tecnologias mas pouco na teoria).  Lista de vencedores do Nobel da Física  Frase de Lord Kelvin (aparentemente apócrifa!) Ondas gravitacionais Exoplanetas e sinais de vida fora da Terra Lista de exoplanetas descobertos Descoberta de sinais de vida em Vénus Paradoxo de Fermi Equação de Drake Carl Sagan Contacto (filme) SETI (Search for Extraterrestrial life)  Estrelas de neutrões Blaise Pascal Demócrito Mistérios em aberto na Física Matéria escura CERN Bosão de Higgs Modelo-padrão da Física de partículas  Energia escura  Supernova (tipo de estrelas) Ligação à “constante cosmológica” de Einstein Teoria dos Multiversos Navalha de Ockham Teoria das cordas O papel da estética nas teorias científicas e a preferência pela simplicidade Metafísica (filosofia) Pode a beleza ser explicada pela Ciência? ‘Razão dourada’ (golden ratio) O génio de Einstein Buracos negros Como é que a Teoria da Relatividade prevê a existência de buracos negros  Stephen Hawking Tipos de buracos negros Gigante vermelha (tipo de estrela) Radiação Hawking A Teoria de Tudo (filme) O mistério da origem dos Buracos Negros Ligação ao Big Bang Prémio Nobel da Física 2020 A primeira fotografia de um buraco negro Roger Penrose Quase-cristais Quantum mind A teoria ‘panpsíquica’ Livros recomendados Ciclos de Tempo O Grande, o Pequeno e a Mente Humana Emily Dickinson   Obrigado aos mecenas do podcast: João Baltazar, Tiago Leite, Carlos Martins, Joana Faria Alves, Galaró family, Corto Lemos, Margarida Varela, Gustavo, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, João Ribeiro, Miguel Vassalo Abilio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Ricardo Duarte, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, Andre Oliveira, José Jesus, Andreia Esteves, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, João Bernardino, Sara Mesquita, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker, Ricardo Santos Vasco Sá Pinto, Rui Baldaia, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Hugo Correia, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro, rodrigo brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Duarte, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, Francisco Vasconcelos, João Moreira, isosamep, Telmo, José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Marco Coelho, MANNA Porto, Joao Diogo, José Proença, Francisco Aguiar, Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Jose António Moreira, Luis Filipe, Sérgio Catalão, Alexandre Freitas, Renato Mendes, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Pedro F. Finisterra, Francisco Santos, joana antunes, juu-san, Nelson Poças, Fernando Sousa, Francisco López Bermudez, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Carlos Silveira, Nuno Almeida, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Albino Ramos, Luis Miguel da Silva Barbosa, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Fábio Mota, Vítor Araújo, Miguel Mendes, Luis Gomes, Angela Martins, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Salomé Afonso, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Susana Ladeiro, Pedro Miguel Pereira Vieira, Gil Batista Marinho, Jorge Soares, Maria Oliveira, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Maria Virginia Saraiva, João Pereira, Bruno Amorim Inácio, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Nuno , Rui Vilão, João Ferreira,  Ricardo Leitão, Vitor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego   Bio: Carlos Fiolhais nasceu em Lisboa em 1956. Licenciado em Física na Universidade de Coimbra e doutorado em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt, Alemanha, em 1982, é professor catedrático de Física na Universidade de Coimbra. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos. Publicou mais de 30 livros, incluindo Física Divertida, Computadores, Universo e Tudo o Resto e A Coisa Mais Preciosa que Temos (Gradiva); Ciência a Brincar (Bizâncio); manuais escolares de Física e de Química (Gradiva e Texto Editores); Roteiro de Ciência e Tecnologia (Ulmeiro) e Fundamentos de Termodinâmica do Equilíbrio (Gulbenkian). É autor de cerca de 100 artigos científicos em revistas internacionais (um dos quais com 3500 citações) e de mais de 300 artigos pedagógicos e de divulgação. Participou em inúmeros encontros, conferências e ações promovendo a ciência e a cultura científica. Criou o portal de ciência www.mocho.pt. Ganhou em 1994 o Prémio União Latina/JNICT de tradução científica. Ganhou o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência de 2004 atribuído pela televisão SIC e pela revista Caras em 2005. Investiga Física da Matéria Condensada e História das Ciências. Foi fundador e diretor do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, onde instalou o maior computador português para cálculo científico (Centopeia). Dirige a revista Gazeta de Física da Sociedade Portuguesa de Física e é membro da comissão editorial das revistas Europhysics News, da Sociedade Europeia de Física, e Física na Escola e Revista Brasileira do Ensino da Física, da Sociedade Brasileira de Física. Foi diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.
Desidério Murcho é professor de Filosofia na Universidade Federal de Ouro Preto, no Brasil, e autor de mais de uma dezena de livros, sobretudo nas áreas da lógica, ética e filosofia da religião. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Nesta segunda parte, demos um salto da lógica teórica para a lógica aplicada, para discutir os problemas actuais que vivem as democracias liberais, com polarização crescente do eleitorado (sobretudo no Brasil onde, recorde-se, o convidado vive), a ascensão do populismo, a difusão de fake news, etc. Em relação a este problema, o convidado tem uma visão muito original e propõe uma solução pouco convencional e até algo controversa. Mas que, sobretudo, que dá que pensar. Foi uma das discussões mais estimulantes que tenho tido aqui no podcast. Espero que gostem   Índice da conversa: Comunicação de David Hilbert sobre os problemas em aberto na matemática em 1900 Racionalidade Tribalismo Vieses cognitivos Liberalismo clássico Heterodox Academy O impacto das redes sociais no funcionamento das democracias liberais O sensacionalismo Mill “Temos que repensar a profissão de político” O meu “republicanismo aristotélico” “A pessoa comum não quer estar a tomar decisões políticas”  Como a divisão crescente do trabalho torna o nosso modelo de Democracia obsoleto As vantagens da internet O teste de Linda (falácia da conjunção) “O contexto cognitivo adequado é essencial para tomar decisões adequadas (também na política)” A importância de estar no ‘jogo’ a longo-prazo O modelo das ‘assembleias de cidadãos’ - o caso da Irlanda O perigo da exploração das fraquezas cognitivas humanas Livro recomendado: Enlightenment 2.0: Restoring sanity to our politics, our economy, and our lives - de Joseph Heath   Obrigado aos mecenas do podcast: Paulo Peralta, João Baltazar, Tiago Leite, Carlos Martins, Joana Faria Alves, Galaró family, Corto Lemos, Margarida Varela, Gustavo, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, João Ribeiro, Miguel Vassalo Abilio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Ricardo Duarte, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, Andre Oliveira, José Jesus, Andreia Esteves, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, João Bernardino, Sara Mesquita, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker, Ricardo Santos Vasco Sá Pinto, Rui Baldaia, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Hugo Correia, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro, rodrigo brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Duarte, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, Francisco Vasconcelos, João Moreira, isosamep, Telmo, José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Marco Coelho, MANNA Porto, Joao Diogo, José Proença, Francisco Aguiar, Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Jose António Moreira, Luis Filipe, Sérgio Catalão, Alexandre Freitas, Renato Mendes, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Pedro F. Finisterra, Francisco Santos, joana antunes, juu-san, Nelson Poças, Fernando Sousa, Francisco López Bermudez, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Carlos Silveira, Nuno Almeida, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Albino Ramos, Luis Miguel da Silva Barbosa, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Fábio Mota, Vítor Araújo, Miguel Mendes, Luis Gomes, Angela Martins, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Salomé Afonso, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Susana Ladeiro, Pedro Miguel Pereira Vieira, Gil Batista Marinho, Jorge Soares, Maria Oliveira, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Maria Virginia Saraiva, João Pereira, Bruno Amorim Inácio, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Nuno , Rui Vilão, João Ferreira,  Ricardo Leitão, Vitor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues   Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: Desidério Murcho (1965) estudou Filosofia na Universidade de Lisboa e depois no King’s College de Londres. É professor na Universidade Federal de Ouro Preto desde 2007. Autor de Filosofia em Directo (2011), um êxito editorial com mais de 21 mil exemplares vendidos, Sete Ideias Filosóficas que Toda a Gente Deveria Conhecer (2011), Pensar Outra Vez (2006), O Lugar da Lógica na Filosofia (2003) e Essencialismo Naturalizado (2002). Coautor dos livros Janelas para a Filosofia (2014), 50 Lições de Filosofia (2012-2013), entre outros, e organizador dos livros A Ética da Crença (2010), Viver para Quê? (2009) e Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos (2006), Desidério Murcho participa habitualmente em congressos e conferências internacionais.
Desidério Murcho é professor de Filosofia na Universidade Federal de Ouro Preto, no Brasil, e autor de mais de uma dezena de livros, sobretudo nas áreas da lógica, ética e filosofia da religião. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Esta foi uma conversa muito longa (o que, vou percebendo, tende a acontecer quando entrevisto filósofos). Para além disso, a conversa tem duas partes claramente distintas. Por isso, decidi dividi-la em dois episódios: este e outro que sairá na semana que vem.  Nesta primeira parte falámos de lógica, a propósito do livro que o convidado publicou recentemente, chamado precisamente Lógica Elementar. A Lógica é uma área que nasceu originalmente na Filosofia, com Aristóteles, mas que deu um grande salto só no final do século XIX e é hoje estudada na matemática, e aplicada em áreas tão diferentes como as ciências da computação e a linguística. Na Filosofia, a lógica, na verdade, é tanto uma área de estudo como uma ferramenta que serve para conseguir raciocinar bem e que, por isso, é aplicadada para tratar problemas filosóficos de vários ramos, desde a ética à epistemologia. Conversámos, então, sobre porque é importante todos nós termos noções de lógica para pensarmos melhor, e falámos também da história da lógica, da relação com a ciência e da diferença entre dedução e indução, entre outros assuntos. Espero que gostem. Este é um tema por vezes árido, mas se há pessoa que o consegue tornar interessante é o Desidério, que junta, como vão ver, a profundidade de um filósofo à vivacidade de um apresentador de televisão.   Índice da conversa: Livro do convidado: Lógica Elementar Por que é importante termos noções de lógica, e por que é uma área tão pouco divulgada? A Lógica dedutiva aristotélica e a caricatura que foi feita dela durante a Idade Média Lógica dos estoicos Matematização da lógica a partir do sec XIX Validade (conceito) Advento da indução com a Revolução Científica no sec XVII Problema da indução Robin George Collingwood Contraste da postura de humildade epistémica da Ciência com a lógica com base em princípios gerais da Filosofia clássica Enciclopédia de Diderot O debate na Filosofia entre Racionalismo vs Empirismo David Hume Idealismo Hegeliano Diferença indução vs dedução A desorganização inerente à linguagem e a dependência do contexto A incerteza subjacente à indução Lógica dedutiva Teorema de Bayes -- por que nos é útil para fazer previsões e compreender o mundo Porque não há uma lógica universal? Thomas Kuhn   Obrigado aos mecenas do podcast: João Baltazar, Tiago Leite, Carlos Martins, Joana Faria Alves, Galaró family, Corto Lemos, Margarida Varela, Gustavo, Gonçalo Murteira Machado Monteiro, Filipe Bento Caires, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, Francisco Hermenegildo, Mário Lourenço, João Ribeiro, Miguel Vassalo Abilio Silva, Joao Saro, Tiago Neves Paixão, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Ricardo Duarte, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Diogo Sampaio Viana, José Soveral, Andre Oliveira, José Jesus, Andreia Esteves, Ana Sousa Amorim, Manuel Martins, João Bernardino, Sara Mesquita, Luís Costa, Ana Teresa Mota, Isabel Oliveira, Arune Bhuralal, Francisco Sequeira Andrade, ChaosSeeker, Ricardo Santos Vasco Sá Pinto, Rui Baldaia, Rui Carrilho, Luis Quelhas Valente, Tiago Pires, Mafalda Pratas, Renato Vasconcelos, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Francisco dos Santos, Mariana Barosa, Hugo Correia, Marta Baptista Coelho, João Castanheira, Pedro, rodrigo brazão, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Duarte, Tomás Félix, Vasco Lima, Joao Pinto, Francisco Vasconcelos, João Moreira, isosamep, Telmo, José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Marco Coelho, MANNA Porto, Joao Diogo, José Proença, Francisco Aguiar, Tiago Costa da Rocha, João Crispim, Paulo dos Santos, Abílio Mateus, João Pinho , Andrea Grosso, Miguel Lamela, Margarida Gonçalves, Afonso Martins, João Barbosa, Jose António Moreira, Luis Filipe, Sérgio Catalão, Alexandre Freitas, Renato Mendes, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Pedro F. Finisterra, Francisco Santos, joana antunes, juu-san, Nelson Poças, Fernando Sousa, Francisco López Bermudez, Pedro Correia, MacacoQuitado, Paulo Ferreira, Gabriela, Carlos Silveira, Nuno Almeida, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Albino Ramos, Luis Miguel da Silva Barbosa, Inês Patrão, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Fábio Mota, Vítor Araújo, Miguel Mendes, Luis Gomes, Angela Martins, Ana Batista, Alberto Santos Silva, Salomé Afonso, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Susana Ladeiro, Pedro Miguel Pereira Vieira, Gil Batista Marinho, Jorge Soares, Maria Oliveira, Cheila Bhuralal, Bruno Machado, Maria Virginia Saraiva, João Pereira, Bruno Amorim Inácio, Francisco Valente, Nuno Balsas, Jorge Amorim, Nuno , Rui Vilão, João Ferreira,  Ricardo Leitão, Vitor Filipe, João Bastos, Natália Ribeiro, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: Desidério Murcho (1965) estudou Filosofia na Universidade de Lisboa e depois no King’s College de Londres. É professor na Universidade Federal de Ouro Preto desde 2007. Autor de Filosofia em Directo (2011), um êxito editorial com mais de 21 mil exemplares vendidos, Sete Ideias Filosóficas que Toda a Gente Deveria Conhecer (2011), Pensar Outra Vez (2006), O Lugar da Lógica na Filosofia (2003) e Essencialismo Naturalizado (2002). Coautor dos livros Janelas para a Filosofia (2014), 50 Lições de Filosofia (2012-2013), entre outros, e organizador dos livros A Ética da Crença (2010), Viver para Quê? (2009) e Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos (2006), Desidério Murcho participa habitualmente em congressos e conferências internacionais.
António Gomes é director geral da GfK Metris, uma empresa que faz parte da multinacional de estudos de mercado GfK. O convidado tem uma carreira com mais de 25 anos nesta área de estudos de mercado, onde tem trabalhado para vários sectores e indústrias, destacando-se sector da Saúde, Comunicação Social, e estudos de opinião e político-eleitorais.  Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar ->Aqui o inquérito para (i) o/a convidado/a que gostavam de voltar a ouvir no podcast e (ii) enviarem as vossas perguntas para o episódio especial de ‘perguntas dos ouvintes’. Como sabem, pelo tipo de temas que abordo, acabo por conversar muitas vezes com académicos. Não me posso queixar nada do resultado, mas, lembrei-me de convidar o António para o podcast precisamente porque a experiência prática dele na área dos estudos de mercado o leva a ter uma visão diferente em relação a uma série de temas. Acho que vão perceber o que quero dizer.  E falámos, de facto, sobre imensos temas. Como o António tem estudado sobretudo os portugueses, nos nossos papéis diferentes de cidadãos, consumidores e espectadores, comecei por lhe pedir que descrevesse o que mostram os estudos sobre as nossas especificidades face a outros países. Daí partimos para discutir uma série de outros tópicos, desde as mudanças recentes no mercado audiovisual, com o surgimento do streaming, aos podcasts e ao futuro dos jornais, passando pela ameaça do big data à nossa privacidade e, ainda, como é a vida de quem gere uma empresa de estudos de mercado e tem que vender ideias muitas vezes arrojadas a clientes incautos (o António conta, quase no final, uma bela história sobre estas lides). De caminho, falámos ainda da visão do António em relação à ascensão do Chega, que, como sabem, apanhou desprevenidos a maioria dos opinion makers da opinião publicada. Atenção que a conversa foi gravada há 2/3 semanas -- ou seja, antes da polémica da última semana nos Açores...o que acaba por tornar ainda mais prescientes algumas observações do convidado.    Índice da conversa: O que mostram os estudos de preferências sobre o que distingue os Portugueses enquanto cidadãos, consumidor e espectadores? Eleitores O bom senso do eleitor-tipo português Ministro Carlos Borrego e a piada sobre os hemofílicos Consumidores O efeito da crise do euro Qual vai ser o efeito da pandemia? Espectadores O crescente peso do online e do streaming O espaço que existe sempre para conteúdos agregadores O caso dos podcasts  Serial, Joe Rogan Experience Podcast de NBA de Max Kellerman O que reserva o futuro para este meio? O futuro dos jornais Proposta de Gustavo Cardoso Economia comportamental  O problema da globalização das elites para os conteúdos em língua local A dificuldade em criar novos conteúdos no mercado português O caso do Chega e de André Ventura.  A polarização nas redes sociais Artigo Pedro Magalhães no Expresso: “Populismo em Portugal: um gigante adormecido” Especificidades culturais portuguesas A baixa ideologia do eleitor médio em Portugal  Programa ‘Terra Nossa’ O papel histórico da “poligamia” Comportamento endogâmicos nas elites As elites tradicionais na sombra em portugal Futuro da democracia: assembleias aleatórias de cidadãos? Iniciativa de Emmanuel Macron Os júris nos EUA Filme Gene Hackman: Runaway Jury O big data e a falta de privacidade O que sobra para os estudos de mercado tradicionais com as novas tecnologias de big data? Empresas de market research e a dificuldade em vender ideias originais aos clientes empresas Livros recomendados:  O Papa e Mussolini As Cruzadas Vistas pelos Árabes, de Amin Maalouf   Obrigado aos mecenas do podcast: Paulo Peralta, Nuno Costa, Miguel Marques, Filipe Bento Caires, Goncalo Murteira Machado Monteiro, Gustavo, Margarida Varela, Corto Lemos, Joana Faria Alves, Carlos Martins, Tiago Leite, Salvador Cunha, João Baltazar, Rui Oliveira Gomes, Miguel Vassalo, Francisco Delgado Gonçalo Matos, Bruno Heleno, Emanuel Gouveia, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Luís Costa, Sara Mesquita, João Bernardino, Manuel Martins, Ana Sousa Amorim, Andreia Esteves, José Jesus, Andre Oliveira, José Soveral, Galaró family, Diogo Sampaio Viana, Rafael Santos, Francisco Fonseca, João Nelas, Carmen Camacho, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, Tiago Neves Paixão, Joao Saro, Abilio Silva.  Joao Salvado, Vasco Sá Pinto, Mafalda Pratas, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, João Castanheira, Luis Marques, Joana Margarida Alves Martins, Tiago Pires, Francisco dos Santos, Francisco Arantes, João Raimundo, Renato Vasconcelos, Marta Baptista Coelho, Hugo Correia, Mariana Barosa, Miguel Palhas, Pedro Rebelo, Nuno Gonçalves, rodrigo brazão, Pedro, Vasco Lima, Tomás Félix, Duarte, José Galinha, José Oliveira Pratas, isosamep, João Moreira, Joao Pinto, Pedro alagoa, Francisco Aguiar, José Proença, Joao Diogo, Marco Coelho, João Diogo Silva, Jose Pedroso, João Crispim, Margarida Gonçalves, Miguel Lamela, Andrea Grosso, João Pinho, Abílio Mateus, Paulo dos Santos, Maria Oliveira, Sérgio Catalão, Luis Filipe, Jose António Moreira, João Barbosa, Fonsini, Maria Francisca Couto, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Renato Mendes, Alexandre Freitas, Robertt, Tiago Costa da Rocha, Jorge Soares, Pedro Miguel Pereira Vieira, Cristiano Tavares, Francisco Santos, Pedro F. Finisterra, Antonio Albuquerque, Fernando Sousa, juu-san, joana antunes, Francisco Vasconcelos, Gabriela, Paulo Ferreira, MacacoQuitado - Twitter, Pedro Correia, Francisco López Bermúdez, Nuno Almeida, Carlos Silveira, Bruno Lamas, Francisco Manuel Reis, Diogo Rombo, Francisco Rocha, Nelson Poças, Fábio Mota, Diogo Silva, Patrícia Esquível, Inês Patrão, Luis Miguel da Silva Barbosa, Albino Ramos, Daniel Almeida, Salomé Afonso, Alberto Santos Silva, Ana Batista, Angela Martins, Luis Gomes, Miguel Mendes, Vítor Araújo, Gil Batista Marinho, Susana Ladeiro, Cesar Correia, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Ricardo Leitão, Vitor Filipe, João Bastos, Natália RIbeiro, André Balças, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues   Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: António Gomes, 51 anos licenciado em Sociologia. Director Geral da GfK Metris (, uma empresa do grupo GfK, uma multinacional de estudos de mercado), da qual foi fundador no ano de 1993. Tem uma carreira com mais de 25 anos em estudos de mercado trabalhando para vários sectores e indústrias, destacando-se sector da Saúde, Comunicação Social e estudos de opinião e político-eleitorais. Cumpriu dois mandatos como Presidente da Associação Portuguesa de empresas de Estudos de Mercado e Opinião. Ao longo de 20 anos foi Professor universitário leccionando Estudo de Mercado em diferentes universidades como Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da da Universidade Nova de Lisboa, Escola Superior comunicação Social de Lisboa, Universidade Católica, Porto Business School e Lisbon MBA.
Susana Peralta é professora de economia na Nova SBE e colunista no jornal Público. A convidada tem investigação sobretudo nas áreas da economia pública e economia política.  -> Aqui o inquérito para (i) o/a convidado/a que gostavam de voltar a ouvir no podcast e (ii) enviarem as vossas perguntas para o episódio especial de ‘perguntas dos ouvintes’. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar O episódio que vão ouvir foi gravado ao vivo, e transmitido online, no âmbito do festival de podcasts ‘Podes’. Vejam aqui o vídeo da conversa   Índice da conversa: Porque falamos tanto hoje de desigualdade? Dados sobre desigualdade: World Inequality Lab; World Inequality Report 2018 Economia do desenvolvimento O crescimento económico vs pobreza Poupança Inquérito à Situação Financeira das Famílias (INE) Heterogeneidade na poupança e a necessidade de fazer “oversampling at the top” Problema da Iliteracia financeira em Portugal Aumento da desigualdade a nível mundial nas últimas décadas Livro: “Inequality: What Can Be Done”, de Anthony B. Atkinson Causas Globalização Efeito “winner-takes-all” Monopólios naturais Tecnologia Tecnológicas, artistas, desportistas J. K. Rowling, Ronaldo O problema da destruição dos empregos do meio Stiglitz e o mercado de trabalho enquanto um mundo de rendas Um aumento dos impostos para os rendimentos mais altos geraria uma diminuição da desigualdade mesmo no rendimento base. Salários dos CEOs Paper Thomas Piketty et al CEOs no mercado do petróleo Desigualdade de oportunidades (o que verdadeiramente interessa) Portugal: estudo da EDULOG sobre equidade no acesso ao ensino superior Londres: mapa ‘lives on the line’ Porque há tão poucos dados para estudo (microdados) em Portugal? BPLIM (Banco de Portugal) As especificidades da desigualdade em Portugal Dados sobre a desigualdade em Portugal Desigualdade comparada com outros países europeus Estudo Fundação Gulbenkian: “Só 24% dos jovens abaixo dos 30 anos têm casa própria” Monopsónio no mercado laboral O problema da educação Pesadelo na Cozinha Investigação de Francisco Queiró sobre o efeito da qualificação dos gestores no desempenho das empresas Luca David Opromolla e a importância da escala das empresas Em Portugal, a desigualdade é maior no rendimento ou no património? -> Sabemos como compara a desigualdade no património com os países europeus?  Faz sentido um imposto sobre o património? Justeza Limitações (e.g. evasão fiscal dos que podem) Distorções no comportamento das pessoas Ideia de um imposto negativo sobre o rendimento   Obrigado aos mecenas do podcast: Paulo Peralta, Nuno Costa, Miguel Marques, Filipe Bento Caires, Goncalo Murteira Machado Monteiro, Gustavo, Margarida Varela, Corto Lemos, Joana Faria Alves, Carlos Martins, Tiago Leite, Salvador Cunha, João Baltazar, Rui Oliveira Gomes, Miguel Vassalo, Francisco Delgado Gonçalo Matos, Bruno Heleno, Emanuel Gouveia, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Luís Costa, Sara Mesquita, João Bernardino, Manuel Martins, Ana Sousa Amorim, Andreia Esteves, José Jesus, Andre Oliveira, José Soveral, Galaró family, Diogo Sampaio Viana, Rafael Santos, Francisco Fonseca, João Nelas, Carmen Camacho, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, Tiago Neves Paixão, Joao Saro, Abilio Silva.  Joao Salvado, Vasco Sá Pinto, Mafalda Pratas, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, João Castanheira, Luis Marques, Joana Margarida Alves Martins, Tiago Pires, Francisco dos Santos, Francisco Arantes, João Raimundo, Renato Vasconcelos, Marta Baptista Coelho, Hugo Correia, Mariana Barosa, Miguel Palhas, Pedro Rebelo, Nuno Gonçalves, rodrigo brazão, Pedro, Vasco Lima, Tomás Félix, Duarte, José Galinha, José Oliveira Pratas, isosamep, João Moreira, Joao Pinto, Pedro alagoa, Francisco Aguiar, José Proença, Joao Diogo, Marco Coelho, João Diogo Silva, Jose Pedroso, João Crispim, Margarida Gonçalves, Miguel Lamela, Andrea Grosso, João Pinho, Abílio Mateus, Paulo dos Santos, Maria Oliveira, Sérgio Catalão, Luis Filipe, Jose António Moreira, João Barbosa, Fonsini, Maria Francisca Couto, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Renato Mendes, Alexandre Freitas, Robertt, Tiago Costa da Rocha, Jorge Soares, Pedro Miguel Pereira Vieira, Cristiano Tavares, Francisco Santos, Pedro F. Finisterra, Antonio Albuquerque, Fernando Sousa, juu-san, joana antunes, Francisco Vasconcelos, Gabriela, Paulo Ferreira, MacacoQuitado - Twitter, Pedro Correia, Francisco López Bermúdez, Nuno Almeida, Carlos Silveira, Bruno Lamas, Francisco Manuel Reis, Diogo Rombo, Francisco Rocha, Nelson Poças, Fábio Mota, Diogo Silva, Patrícia Esquível, Inês Patrão, Luis Miguel da Silva Barbosa, Albino Ramos, Daniel Almeida, Salomé Afonso, Alberto Santos Silva, Ana Batista, Angela Martins, Luis Gomes, Miguel Mendes, Vítor Araújo, Gil Batista Marinho, Susana Ladeiro, Cesar Correia, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Ricardo Leitão, Vitor Filipe, João Bastos, Natália RIbeiro, André Balças, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues Bio: Susana Peralta é professora Associada da Nova SBE desde 2004, doutorada em economia da Université catholique de Louvain, na Bélgica. Tem investigação publicada em temas de federalismo fiscal, economia política e concorrência fiscal, em revistas da especialidade, incluindo The Economic Journal, Journal of Public Economics, Journal of Public Economic Theory, Journal of International Economics, Regional Science and Urban Economics, e Journal of Urban Economics. É professora associada, com agregação, na Nova School of Business and Economics, à qual se juntou em 2004. Ensina ou ensinou Economia Pública, Teoria dos Jogos, Economia da Pobreza, Microeconomia. Já foi directora académica do Mestrado em Economia, do Mestrado de Investigação em Economia, e do Doutoramento em Economia na Nova SBE. Faz parte do Comité de Coordenação do Doutoramento em Economia. É co-organizadora da conferência bi-anual Lisbon Meeting on Economics and Political Science. Foi coordenadora da área científica de economia da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre 2014 e 2018. É contribuinte regular do Jornal Público.  
Nuno Palma é professor de economia na Universidade de Manchester e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado sobretudo à área da História Económica, que foi o tema da nossa conversa. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar Lembram-se do episódio com Henrique Leitão, que nos fez passar a ver de forma muito diferente a história da revolução científica? Esta conversa com o Nuno Palma suscitou-me a mesma reacção, mas em relação à história do desenvolvimento económico.  Graças à investigação do Nuno, hoje sabemos melhor como evoluiu a economia, e o nível de vida, dos países da Europa ocidental. Para além disso, temos também uma ideia melhor das causas que explicam porque uns sítios se desenvolveram mais do que outros; e ainda, tão ou mais importante, quando começou essa divergência de destinos entre países como Portugal e a Inglaterra.  Por exemplo, em relação a Portugal, o convidado fez, juntamente com Jaime Reis, um cálculo da evolução do PIB por pessoa desde 1527(!). E, como vão ver, há uma série de surpresas face ao que seriam, provavelmente, as vossas expectativas (e a minha). E como é que calcularam o PIB para uma época tão recuada? Não é fácil. Basicamente, tiveram de recorrer à informação que era recolhida na altura, sobretudo: livros de contabilidade de instituições como mosteiros, hospitais, ou a Universidade de Coimbra, onde constava informação sobre, por exemplo, preços e salários pagos.  Noutro trabalho, este feito com António Henriques, o convidado tentou medir já não o crescimento da economia, mas as suas causas, tentando aferir a evolução comparada da qualidade das instituições entre Portugal, Espanha e Inglaterra logo desde 1385(!), até 1800. Mais uma vez, os resultados foram surpreendentes.  Mas porquê medir a qualidade das instituições? Porque cada vez mais percebemos que o que determina o desenvolvimento económico dos países -- ainda hoje --, mais do que políticas económicas no papel, e para lá dos recursos naturais, é a qualidade das suas instituições. Instituições aqui significa, por exemplo, as limitações impostas ao poder executivo ou o cumprimento dos contratos. Em termos simples, desenvolvem-se os países cujas instituições permitem e encorajam as pessoas a dedicarem-se a atividades produtivas; não se desenvolvem aqueles onde o poder está concentrado nas mãos de uma elite, que vive à custa do resto da sociedade. Soa-vos familiar? Se têm curiosidade por estes temas, vão de certeza gostar desta conversa. Uma nota apenas para a qualidade do som: vão notar que o som do convidado está pior no último terço, pois tivemos um problema técnico. Nota-se uma diferença óbvia, mas creio que não afecta a compreensão.    Índice da conversa: Investigação do convidado Evolução das instituições e do PIB per capita português entre ~1500 e ~1750 Como comparava o PIB per capita português com o do resto da Europa Ocidental entre os secs XVI e XVIII Jaime Reis Qual foi a verdadeira importância dos Descobrimentos na economia portuguesa? Impacto do Brasil no sec XVIII Maldição dos recursos naturais Dutch disease  O ‘absolutismo’ no sec XVIII em Portugal  Efeito do terramoto de 1755 Marquês de Pombal Comparação com o efeito da Peste Negra na Idade Média A mentalidade das elites da época  Corrupção e captura do estado Rent seeking Livro: J. H. Elliott - Empires of the Atlantic World: Britain and Spain in America 1492-1830 A Mesta Daron Acemoglu e James A. Robinson - Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty Paperback António Castro Henriques O problema, os efeitos negativos da falta de diversidade cultural na área da história academia que levar A conquistas no Brasil à Holanda (Companhia das Índias Ocidentais) Evolução das instituições inglesas O que é que aconteceu em Inglaterra em enviados do século XVII para que as instituições subitamente melhorassem imenso? Guerra civil  Catarina de Bragança Luís de Meneses, Conde da Ericeira Tratado de Methuen Jorge Borges de Macedo Evolução das instituições de Portugal e Espanha Perda da independência em 1580 Os concelhos medievais Teoria populacional malthusiana O que aconteceu em Portugal depois de 1750 PIB per capita em 1850 era igual ao de 1530 As mudanças ocorridas no sec XIX O Estado Novo História Económica vs História tradicional  História contrafactual História Económica vs outras disciplinas da Economia Crítica a Melissa Dell & escola Acemoglu Blog do convidado: Portugal no longo prazo Recomendações Livro: Thomas Penn - ‘Winter King: The Dawn of Tudor England’ Artigo: Jaime Reis: ‘O atraso económico português em perspectiva histórica (1860-1913)’   Obrigado aos mecenas do podcast: Paulo Peralta, Nuno Costa, Miguel Marques, Filipe Bento Caires, Goncalo Murteira Machado Monteiro, Gustavo, Margarida Varela, Corto Lemos, Joana Faria Alves, Carlos Martins, Tiago Leite, Salvador Cunha, João Baltazar, Rui Oliveira Gomes, Miguel Vassalo, Francisco Delgado Gonçalo Matos, Bruno Heleno, Emanuel Gouveia, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Luís Costa, Sara Mesquita, João Bernardino, Manuel Martins, Ana Sousa Amorim, Andreia Esteves, José Jesus, Andre Oliveira, José Soveral, Galaró family, Diogo Sampaio Viana, Rafael Santos, Francisco Fonseca, João Nelas, Carmen Camacho, Tiago Queiroz, Ricardo Duarte, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, Tiago Neves Paixão, Joao Saro, Abilio Silva.  Joao Salvado, Vasco Sá Pinto, Mafalda Pratas, Rui Baldaia, Luis Quelhas Valente, Rui Carrilho, João Castanheira, Luis Marques, Joana Margarida Alves Martins, Tiago Pires, Francisco dos Santos, Francisco Arantes, João Raimundo, Renato Vasconcelos, Marta Baptista Coelho, Hugo Correia, Mariana Barosa, Miguel Palhas, Pedro Rebelo, Nuno Gonçalves, rodrigo brazão, Pedro, Vasco Lima, Tomás Félix, Duarte, José Galinha, José Oliveira Pratas, isosamep, João Moreira, Joao Pinto, Pedro alagoa, Francisco Aguiar, José Proença, Joao Diogo, Marco Coelho, João Diogo Silva, Jose Pedroso, João Crispim, Margarida Gonçalves, Miguel Lamela, Andrea Grosso, João Pinho, Abílio Mateus, Paulo dos Santos, Maria Oliveira, Sérgio Catalão, Luis Filipe, Jose António Moreira, João Barbosa, Fonsini, Maria Francisca Couto, Carlos Manuel Lopes de Magalhães Lima, Renato Mendes, Alexandre Freitas, Robertt, Tiago Costa da Rocha, Jorge Soares, Pedro Miguel Pereira Vieira, Cristiano Tavares, Francisco Santos, Pedro F. Finisterra, Antonio Albuquerque, Fernando Sousa, juu-san, joana antunes, Francisco Vasconcelos, Gabriela, Paulo Ferreira, MacacoQuitado - Twitter, Pedro Correia, Francisco López Bermúdez, Nuno Almeida, Carlos Silveira, Bruno Lamas, Francisco Manuel Reis, Diogo Rombo, Francisco Rocha, Nelson Poças, Fábio Mota, Diogo Silva, Patrícia Esquível, Inês Patrão, Luis Miguel da Silva Barbosa, Albino Ramos, Daniel Almeida, Salomé Afonso, Alberto Santos Silva, Ana Batista, Angela Martins, Luis Gomes, Miguel Mendes, Vítor Araújo, Gil Batista Marinho, Susana Ladeiro, Cesar Correia, Filipe Melo, Cheila Bhuralal, Ricardo Leitão, Vitor Filipe, João Bastos, Natália RIbeiro, André Balças, Bernardo Pimentel, Pedro Gaspar, Hugo Domingues   Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego Bio: Professor associado no Departamento de Economia da Universidade de Manchester, investigador do ICS da Universidade de Lisboa e investigador afiliado do CEPR. Anteriormente, foi Professor Auxiliar no Departamento de Economia, Econometria e Finanças da Universidade de Groningen, e Max Weber Fellow na European University Institute. Formado pela Universidade de Lisboa e pela London School of Economics. Principais interesses de investigação incluem história económica, macroeconomia e economia monetária, desenvolvimento e crescimento, e economia política.
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Comments (13)

Catarina Sousa

Excelente episódio! Foi super interessante aprender sobre o trabalho de Fons Trompenaars! Excellent episode! It was super interesting to learn about Fons Trompenaars' work!

Nov 16th
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Rui Ferreira

Excelente episódio. Muito obrigado pelo trabalho.

Dec 11th
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Nuno Castro

Interessantíssimo. Grato

Oct 25th
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Luís Santos

1H24m não deu para ouvir mais. Uma administração só de homens nunca, só de mulher claro. "Igualdade".

May 19th
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Catarina Santos

Adorei. Parabéns.

Apr 5th
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Fabio Orlando Sousa Martins

Mais um excelente programa, como é habitual. O tema das relações é tão complexo por ser difícil de generalizar, mas tiveram uma abordagem bastante completa. Sinceramente, penso que os problemas das relações se devem às espectativas deslocadas da realidade. Tal como falaram, as relações dão trabalho e levam tempo a construir e não se pode esperar a felicidade eterna, mas antes um espírito construtivo para ultrapassar as fases negativas, que inadvertidamente irão surgir. Por outro lado, e lendo alguns livros sobre o tema, não devemos dramatizar demasiado os divórcios, como se eles fossem o falhanço das relações, tal como a convidada disse, e bem.

Jan 23rd
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Fabio Orlando Sousa Martins

O podcast que nos ensina tanto como ir a uma biblioteca. Que continue com qualidade de excelência para o futuro!

Nov 14th
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Tiago Duraes

Excelente podcast, continua o bom trabalho!

Nov 13th
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António Teixeira

Se conseguires, tenta conversar com Luiz Felipe Pondé

Oct 11th
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Renato Oliveira

Excelente conversa sobre futebol, que em muito contribui para a evolução da cultura futebolista e para uma melhor maneira de pensar futebol, muito obrigado por isto! Continua assim

May 11th
Reply (1)

Pedro da Silva

este episódio vale cada um dos 99 minutos que nos pede emprestados. obrigado

Apr 5th
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Bruno Sobral

Excelente episódio!

Jan 23rd
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