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Filosofia Pop
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No episódio #254 do Filosofia Pop, recebemos José Reinaldo de Lima Lopes para uma conversa sobre Direito como prática. O que muda quando compreendemos o direito como uma prática social, orientada por regras e pela finalidade de organizar a convivência humana? E por que a justiça é parte constitutiva dessa prática?
A partir de Aristóteles, Wittgenstein e Elizabeth Anscombe, discutimos a importância da linguagem, da prudência e da deliberação para a formação dos juristas. José Reinaldo critica o ensino baseado na memorização de leis e decisões, o uso ornamental da filosofia nas sentenças e a confusão entre fundamentação jurídica e opinião pessoal. A conversa explora como os sentidos compartilhados permitem sustentar a objetividade das decisões sem eliminar as dúvidas e os conflitos de interpretação.
Também abordamos a justiça como virtude social e política, as desigualdades e a persistência de hierarquias na cultura jurídica brasileira, o papel crítico da história do direito e a necessidade de um diálogo com a economia que preserve a autonomia do pensamento jurídico. Ao final, refletimos sobre os bens em comum e sua importância para a vida coletiva, com indicações de livros e filmes para continuar o debate.
Resumo: No episódio #254 do Filosofia Pop, José Reinaldo de Lima Lopes discute o direito como prática social orientada pela justiça. A conversa aborda a formação dos juristas, a importância da linguagem e da deliberação nas decisões jurídicas, o papel crítico da história do direito e os desafios das desigualdades e dos bens em comum.
Palavras-chave: José Reinaldo de Lima Lopes, direito como prática, filosofia do direito, justiça, razão prática, deliberação, ensino jurídico, argumentação jurídica, linguagem, Aristóteles, Wittgenstein, Elizabeth Anscombe, história do direito, desigualdade, bens comuns, Filosofia Pop.
Livros indicados ou citados
José Reinaldo de Lima Lopes — Curso de filosofia do direito: o direito como prática. Obra central para os temas discutidos no episódio.
José Reinaldo de Lima Lopes — O direito na história: lições introdutórias.
José Reinaldo de Lima Lopes — As palavras e a lei: direito, ordem e justiça na história do pensamento jurídico moderno. O título aparece imprecisamente como “As palavras e as leis” na transcrição.
José Reinaldo de Lima Lopes, Gilberto Morbach e Martin Magnus Petiz (organizadores) — Direito e justiça: diálogos entre filosofia e direito.
José Reinaldo de Lima Lopes, Rafael Mafei Rabelo Queiroz e Thiago dos Santos Acca — Curso de história do direito. O convidado destaca as indicações de literatura e cinema presentes nos capítulos.
Peter Winch — A ideia de uma ciência social e sua relação com a filosofia. Indicado na discussão sobre práticas sociais e compreensão de outras formas de vida.
Elizabeth Anscombe — Intenção. Citado como uma influência importante na compreensão da ação e da deliberação.
Ludwig Wittgenstein — Da certeza. Citado durante a discussão sobre dúvida e objetividade e recomendado ao final.
Graciliano Ramos — Angústia. Indicado como uma aproximação entre literatura, crime e reflexão jurídica.
Filmes indicados
Dúvida. Com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman; recomendado para pensar provas, raciocínio e tomada de decisões.
O homem que não vendeu sua alma. Sobre Thomas More e seu julgamento na Inglaterra de Henrique VIII; destacado pelos diálogos e pelo desenvolvimento do conflito jurídico.
O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí.
Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é [email protected]. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força!
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No episódio #253 do Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com o sociólogo e escritor Reginaldo Prandi a partir do livro Orixás: os deuses que habitam em nós.
Prandi conta como concilia a pesquisa acadêmica com o aprendizado nos terreiros, onde ouvir e observar são partes fundamentais da formação. A conversa explora os mitos iorubás como formas de interpretar a experiência humana e apresenta as noções de orixá, egum e orí para pensar as relações entre natureza, comunidade e individualidade.
O episódio aborda ainda o destino, a iniciação religiosa, a diversidade de gênero no candomblé e as histórias de Oxaguiã e Iemanjá. Ao falar de sua trajetória e de seus livros, Prandi também reflete sobre o que o estudo das religiões revela a respeito da sociedade brasileira — inclusive sobre as relações entre religião, política e Estado laico.
Resumo
Marcos Carvalho Lopes conversa com o sociólogo e escritor Reginaldo Prandi a partir de seu livro Orixás: os deuses que habitam em nós. Prandi fala sobre o desafio de conciliar a pesquisa acadêmica com os modos de aprender nos terreiros, baseados na escuta, na observação e na iniciação. A conversa explora os mitos iorubás como formas de interpretar a vida e apresenta as noções de orixá, egum e orí para pensar as relações entre natureza, comunidade e individualidade. O episódio aborda ainda o destino, a diversidade de gênero no candomblé, histórias de Oxaguiã e Iemanjá e as relações entre religião, política e Estado laico no Brasil.
Palavras-chave: Reginaldo Prandi; orixás; candomblé; religiões afro-brasileiras; mitologia iorubá; terreiros; orí; egum; diversidade de gênero; religião e política.
Indicações feitas ao final da conversa
Reginaldo Prandi: Orixás: deuses iorubás na África e no Novo Mundo, de Pierre Verger. O livro reúne textos e fotografias sobre os cultos aos orixás na África e nas Américas. lojapierreverger.org.br
Marcos Carvalho Lopes: Morte nos búzios, romance policial de Reginaldo Prandi. O título publicado é Morte nos búzios, sem o artigo “A” que aparece na transcrição. Grupo Companhia das Letras
Livros de Prandi apresentados ou comentados no episódio
Orixás: os deuses que habitam em nós — ponto de partida da entrevista. Grupo Companhia das Letras
Mitologia dos orixás — obra que Prandi revisita na conversa. Companhia das Letras
Brasil africano: orixás, sacerdotes, seguidores — coletânea de seus estudos sobre religiões afro-brasileiras. Pallas Editora
Histórias de terreiro que a gente não conta — relatos de acontecimentos vividos ou presenciados pelo autor em sua convivência com os terreiros.
Os mortos e os vivos: uma introdução ao espiritismo — retomado no encerramento da entrevista. Reginaldo Prandi – Página oficial
Pequena mitologia dos orixás — livro infantil mencionado por Prandi, com lançamento previsto para 17 de novembro de 2026.
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O que acontece antes que o pensamento se transforme em conceito? Que experiência da linguagem se revela quando escrever deixa de ser apenas o registro de algo já pensado e se torna o próprio nascimento do pensar? São essas algumas das questões que atravessam o episódio #252 do podcast Filosofia Pop, dedicado à obra de Clarice Lispector.
Nossa convidada é a filósofa Márcia Sá Cavalcante Schuback, que retorna ao podcast para sua terceira conversa, depois dos episódios sobre Heidegger e Descartes. Desta vez, o ponto de partida é seu livro Atrás do pensamento: a filosofia de Clarice Lispector, escrito durante o “silêncio em pânico” da pandemia. Para Márcia, Clarice não é simplesmente uma escritora que ilustra conceitos filosóficos: sua escrita realiza uma forma própria de pensamento, ligada ao “estar sendo”, ao pensar-sentir, à experiência da noite e àquilo que permanece ainda sem nome.
A conversa percorre as relações entre filosofia, literatura, linguagem, corpo e existência, mostrando como Clarice desafia as divisões entre razão e sensibilidade, sujeito e objeto, pensamento e experiência.
O episódio também celebra o lançamento do Catálogo dos 250 primeiros episódios do Filosofia Pop: um mapa de mais de onze anos de entrevistas, ideias e encontros com diferentes maneiras de fazer e viver a filosofia.
Veja o catálogo aqui: https://filosofiapop.com.br/texto/catalogo/
Resumo: Neste episódio, Marcos Carvalho Lopes conversa com a filósofa Márcia Sá Cavalcante Schuback sobre seu livro Atrás do pensamento: a filosofia de Clarice Lispector. Márcia relata como a suspensão e o “silêncio em pânico” da pandemia contribuíram para a escrita da obra e descreve seu encontro com Clarice como a descoberta de um pensamento do “estar sendo”. A conversa aborda as relações entre filosofia, literatura e escrita; a linguagem como acontecimento; o pensar-sentir; a crítica à separação entre razão e sensibilidade; a entrega ao não saber; e Clarice como pensadora da noite, do corpo e da existência. Também são discutidas a dimensão política de sua literatura, a singularidade da língua portuguesa e a escrita como experiência capaz de alcançar aquilo que permanece “atrás do pensamento”.
Palavras-chave: Clarice Lispector; Márcia Sá Cavalcante Schuback; Atrás do pensamento; filosofia e literatura; filosofia brasileira; escrita; linguagem; existência; estar sendo; pensamento do gerúndio; pensar-sentir; razão e sensibilidade; pensamento da noite; A paixão segundo G.H.; experiência.
Indicações de leitura
Márcia Sá Cavalcante Schuback — Atrás do pensamento: a filosofia de Clarice Lispector.
Hélène Cixous — A hora de Clarice Lispector.
Christian Dunker — A arte de amar.
Carmélia Aragão — Eu vou esquecer você em Paris.
Joel Rufino dos Santos — Quem ama literatura não estuda literatura: ensaios indisciplinados.
Gilles Deleuze e Félix Guattari — O que é a filosofia?
Friedrich Nietzsche — Além do bem e do mal.
Jean-Luc Nancy — indicado por Márcia como um pensador importante para pensar desde a experiência.
Estudos sobre Clarice Lispector de Judith Rosenbaum, João Camillo Penna e Flávia Trocoli.
Obras de Clarice Lispector mencionadas
A paixão segundo G.H.
Água viva
Um sopro de vida
Perto do coração selvagem
A maçã no escuro
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres
A hora da estrela
“Mineirinho”
“A bela e a fera”
Indicações musicais
Caetano Veloso
Chico Buarque
Gilberto Gil
Johann Sebastian Bach
Franz Schubert
Giacomo Puccini
Nina Simone
Elza Soares
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A inteligência artificial é realmente inteligente? Para responder a essa pergunta, talvez seja necessário primeiro abandonar a inteligência humana como medida de todas as formas possíveis de inteligência.
No episódio 251 do Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com Lúcia Santaella, referência brasileira nos estudos de semiótica, comunicação e cultura digital. A partir da semiótica filosófica de Charles Sanders Peirce, Santaella questiona algumas das afirmações mais recorrentes sobre a inteligência artificial e propõe ampliar nossa compreensão de pensamento, cognição e linguagem para além do antropocentrismo.
A conversa passa pela ideia do computador como máquina semiótica, pelas diferenças entre inteligência, consciência e sentimento, pelo problema da antropomorfização das IAs e pelo papel da abdução no pensamento humano. Santaella também discute os vieses presentes nos sistemas de inteligência artificial, a responsabilidade humana por seus usos e a transformação que essas tecnologias impõem à educação.
Diante da IA, sua proposta é cultivar duas disposições complementares: a arte do cuidado e a arte da suspeita. Em vez de simplesmente recusar as novas tecnologias ou atribuir-lhes capacidades humanas que elas não possuem, é preciso aprender a utilizá-las criticamente, compreender seus limites e assumir responsabilidade pelas formas como são incorporadas à vida social.
Resumo
Neste episódio do Filosofia Pop, Lúcia Santaella discute as relações entre inteligência artificial e semiótica a partir, sobretudo, da filosofia de Charles Sanders Peirce. A conversa problematiza a definição de inteligência e critica a tendência de tomar a cognição humana como seu único paradigma. Santaella distingue inteligência de consciência, sentimento e responsabilidade moral, caracterizando os atuais sistemas de IA como máquinas fundamentalmente linguísticas e semióticas.
O diálogo aborda ainda o conceito peirceano de abdução, as relações entre linguagem, cognição e realidade, os riscos da antropomorfização da IA, os vieses inscritos nos dados humanos e a responsabilidade dos desenvolvedores e usuários. Também são discutidos os impactos das tecnologias digitais sobre a educação e a necessidade de formação crítica para professores e estudantes. Para Santaella, a utilização da inteligência artificial exige simultaneamente uma arte do cuidado e uma arte da suspeita, capazes de combinar abertura às possibilidades tecnológicas com avaliação crítica de seus resultados.
Palavras-chave
Inteligência artificial; Semiótica; Charles Sanders Peirce; Lúcia Santaella; Cognição; Linguagem; Abdução; Antropocentrismo; Educação; Ética; Filosofia da tecnologia; Inteligência; Pragmatismo.
Indicações do episódio
Indicações de Marcos Carvalho Lopes
Ian McEwan — Máquinas como euRomance indicado como uma possibilidade de reflexão literária sobre inteligência artificial, máquinas e humanidade.
“O sertão semiótico de Tom Zé” — Marcos Carvalho LopesTexto mencionado na conversa a propósito das relações entre Tom Zé, semiótica, Peirce, Tropicália e a experiência cultural do Recôncavo baiano.
Indicações de Lúcia Santaella
Tatiana Roque — A máquina em nósSantaella destaca o livro como uma leitura breve e acessível, mas intelectualmente cuidadosa, sobre as transformações tecnológicas contemporâneas.
Yuk Hui — obra sobre arte e cosmotécnicaSantaella menciona uma obra que aparece na transcrição como “Arte Cosmo técnica”, observando que ainda não estaria traduzida para o português. A transcrição não permite estabelecer com segurança a grafia exata do título.
Yuk Hui — TecnodiversidadeMencionado em conexão com a ideia de cosmotécnica e com a necessidade de pensar formas plurais de relação entre tecnologia, cultura e mundo.
Isabelle Stengers — cosmopolíticaAparece como referência para a defesa de uma perspectiva cosmopolítica capaz de ultrapassar formas antropocêntricas e fechadas de pensar a tecnologia e a vida planetária.
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No episódio número 250 do Podcast Filosofia Pop, conversamos com o filósofo Claudio Ferreira Costa sobre autismo e filosofia.
Cláudio Ferreira Costa construiu sua trajetória acadêmica no Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), desenvolvendo pesquisas principalmente no campo da filosofia analítica contemporânea, com trabalhos em áreas como filosofia da linguagem, filosofia da mente e metafísica analítica.
Realizou seu mestrado em Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Rio de Janeiro, e seu doutorado na Universität Konstanz, na Alemanha. Sua formação inclui ainda períodos de pós-doutorado na Hochschule für Philosophie, em Munique, na University of California, Berkeley, na University of Oxford e novamente na Universität Konstanz.
Nesta conversa, partimos de seu texto sobre Síndrome de Asperger e filosofia para discutir sua experiência pessoal com o autismo, o diagnóstico tardio e questões relacionadas à linguagem, empatia, sociabilidade e vida acadêmica. O diálogo também passa pelas possíveis relações entre determinadas características do espectro autista e o trabalho filosófico, pelos limites das tentativas de diagnosticar filósofos do passado e pela própria maneira como Cláudio Costa compreende a atividade filosófica.
Texto Sindrome de Aperger e Filosofia de Claudio F. Costa
Site de Claudio Ferreira Costa
Textos de Claudio Costa no Academia.edu
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