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Autor: Jornal da USP

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Descobertas científicas, resultados de pesquisas, assuntos do momento e debates que chacoalham o mundo da ciência. O podcast é uma produção da editoria de Ciências do Jornal da USP.
31 Episodes
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Nesta edição do Webinar Ciência USP, um bate papo sobre dois temas que se cruzam: epidemiologia e saúde das populações vulneráveis. A jornalista Luiza Caires recebeu o médico intensivista e epidemiologista da USP e do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) Otavio Ranzani, e Regina Flauzino, professora do Departamento de Epidemiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro da diretoria da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). No primeira parte, Otavio falou de algumas características epidemiológicas da covid-19 e perspectivas sobre crescimento e contenção da pandemia no País. O médico, que também trabalha com modelagem epidemiológica, explicou como se constrói um modelo na falta de testes, ressaltando que nenhum modelo consegue prever o futuro com total exatidão. Regina contou como funciona o trabalho de vigilância epidemiológica no Brasil, quais suas deficiências e pontos fortes, destacando também o papel da atenção primária no SUS em um contexto de epidemia. A professora da UFF mostrou como a doença atinge os grupos mais vulneráveis da população, desde as comunidades em São Paulo e Rio até as populações ribeirinhas no norte do País, e indicou algumas soluções possíveis para reduzir este impacto. Produção: Luiza Caires e Kleison Paiva Mediação: Luiza Caires Edição de som: Guilherme Fiorentini
No começo da pandemia de covid-19, muito se especulou sobre como o novo coronavírus se comportaria em climas quentes. Isso porque a epidemia começou em Wuhan, na China, durante o inverno e atingiu com força o norte da Itália na mesma estação. Neste episódio de Ciência USP, conversamos com o médico epidemiologista Expedito Luna, que é professor do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT) e da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Nosso entrevistado contou que muitas previsões iniciais não se verificaram quando a covid-19 chegou ao hemisfério sul e explicou o que podemos esperar com a chegada do frio, que costuma vir acompanhado pela temporada anual de gripe. Apresentação: Silvana Salles Reportagem: Giovanna Stael Edição de som: Guilherme Fiorentini Este episódio contém áudio da Rádio Brasil de Fato
No primeiro Webinar Ciência USP, a jornalista Luiza Caires recebeu os médicos da Faculdade de Medicina (FM) da USP Frederico Fernandes e Silvia Vidal. Eles contaram um pouco dos novos desafios que a doença trouxe para a medicina, tanto do ponto de vista clínico, no atendimento de pacientes, como da saúde pública, incluindo prevenção de contágio e contenção do crescimento dos casos. Frederico Fernandes, pneumologista que está na linha de frente no atendimento de pacientes, descreveu o quadro mais comum de sintomas de covid-19, como a anosmia (perda de olfato), e também sintomas menos típicos que estão sendo relatados, como as erupções cutâneas. Ele explicou quais são os critérios para um paciente ser considerado de maior gravidade e encaminhado para internação e entubação. O médico falou ainda dos problemas que a necessidade de entubação prolongada que tem sido observada, de cerca de 15 dias, traz aos pacientes, e estratégias para diminuir esses danos. Silvia Vidal explicou por que a máscara é uma boa forma de prevenção, mesmo de pano, no caso de proteção da comunidade, reforçando porém que ela não substitui o principal: a lavagem das mãos e o distanciamento social. A infectologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP esclareceu ainda quais as diferenças entre os testes moleculares (PCR) e de anticorpos, quando eles devem ser feitos, e que peso podem ter na definição de políticas para conter a epidemia. Os médicos falaram também das perspectivas para vacinas e tratamentos para a doença, inclusive medicamentoso, como os anticoagulantes, anti-inflamatórios e antivirais. Apresentação: Silvana Salles Produção: Luiza Caires e Kleison Paiva Mediação: Luiza Caires Edição de som: Guilherme Fiorentini  
Será que é possível desenvolver uma roupa que proteja do coronavírus causador da covid-19? Segundo a professora Silgia Aparecida da Costa, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, essa é a pergunta que todos os pesquisadores da área de têxtil estão correndo para responder. Silgia é professora do curso de Têxtil e Moda da USP Leste e coordena o programa de pós-graduação da mesma área. Junto com a colega Sirlene da Costa, com a equipe do Laboratório de Pesquisa em Têxteis Técnicos e com parceiros peruanos, ela também está na corrida para desenvolver um tecido à prova do novo coronavírus. O objetivo é proteger médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da saúde durante a pandemia. Conversamos com Silgia e Sirlene para conhecer os projetos do laboratório e entender como os “tecidos inteligentes” funcionam. Apresentação e produção: Silvana Salles Edição de som: Guilherme Fiorentini
No primeiro episódio da série Ciência USP em Quarentena, conversamos com um engenheiro civil que nunca tinha sequer pensado em máscaras médicas até a covid-19 chegar ao Brasil. Agora, ele coordena uma iniciativa que pretende produzir um milhão de máscaras profissionais e gerar renda para costureiras. As máscaras serão destinadas às equipes dos hospitais da USP. O engenheiro é Vanderley John, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e um dos coordenadores do projeto Respire!. Ele conta como a equipe do Respire! pesquisou qual era o melhor tecido para as máscaras que protegerão os médicos e enfermeiros que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. E também dá dicas para quem quer ir para a máquina de costura fazer sua própria máscara caseira. Ciência USP adverte: as máscaras caseiras não substituem a higiene das mãos nem o distanciamento social. Fique em casa. Ficha técnica Apresentação e produção: Silvana Salles Edição de som: Guilherme Fiorentini
Faz 30 anos que os cientistas do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC) alertam para os riscos da mudança climática. O primeiro relatório do painel saiu em 1990, mas a história começou alguns anos antes e teve a ver com o El Niño de 1983. Neste episódio de Ciência USP, contamos como os cientistas começaram a observar as relações entre o clima e as atividades econômicas. Também aproveitamos para lembrar sobre alguns conceitos importantes para falar sobre mudança climática. Para isso, conversamos com três cientistas: Pedro Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP; Lincoln Alves, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); Paulo Artaxo, do Instituto de Física (IF) da USP. E, em tempos de pandemia do coronavírus, uma boa notícia vem do estudo de outro vírus – um que causou muitos problemas no Brasil entre 2015 e 2016. Um estudo da USP conseguiu mostrar que o vírus zika é capaz de combater tumores avançados no sistema nervoso central, em cachorros. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Silvana Salles e Matheus Souza Edição de som: Guilherme Fiorentini Este episódio contém áudios de EBC, TV Globo e SBT.
Existem diferentes tipos de violência contra a mulher, desde a sujeição à dependência financeira até o feminicídio. Nem sempre eles são fáceis de identificar. Nesta semana que antecede o Dia Internacional da Mulher, Ciência USP conversou com especialistas que estudam o tema da violência de gênero. E contamos a história de Lara*, uma mulher conseguiu romper com o ciclo da violência. Além de agressões físicas, existem outros tipos de violência – a emocional e psicológica, por exemplo – e que às vezes ficam camufladas por sentimentos de posse ou de ciúmes por parte do agressor. Em 2019, a pesquisa “Visível e Invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com patrocínio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos e governo federal, mostrou que 21,8% (12,5 milhões) foram vítimas de ofensa verbal, como insulto, humilhação ou xingamento. Também trazemos um bate-papo sobre epidemias, jornalismo e coronavírus. Como está a cobertura da imprensa sobre o covid-19? Quem responde à pergunta é Cláudia Malinverni, que trabalha 20 anos com comunicação em saúde e é doutora em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Ela pesquisa as epidemias midiáticas. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Ivanir Ferreira, Tabita Said e Silvana Salles Reportagem: Ivanir Ferreira e Tabita Said Edição de Som: Guilherme Fiorentini
O ano já está acabando e nos pegamos lembrando como foram os últimos 12 meses. Para Ciência USP, foram 12 meses especiais, que encerramos completando um ano de podcast! Comemore conosco escutando essa retrospectiva que recorda alguns momentos importantes e temas preferidos dos nossos seguidores neste ano. Deixamos também uma lista dos episódios citados, para quem quiser ouvir cada um na íntegra: Ciência USP #01: Como o cérebro processa o trauma Ciência USP #02: HTLV, um vírus que os brasileiros deveriam conhecer Ciência USP #04: Quem decide como serão as políticas de uma cidade? Ciência USP #05: A inteligência artificial pode ajudar a entender o cérebro? Ciência USP #10: A volta do sarampo Ciência USP #13: O carboidrato é um vilão ou um injustiçado? Ciência USP #14: Será que a inteligência é exclusiva dos seres humanos? Ciência USP #17: Por que o antissemitismo ainda persiste na sociedade? Ciência USP #19: Sobreviventes do câncer de mama remam por reabilitação e vida plena Ciência USP #20: O que dizem mães e cientistas sobre a maconha medicinal? Ciência USP #22: Procurando dinossauros no interior do Brasil Ciência USP #23: A culpa não é da capivara Boas festas e até 2020! Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Edição de som: Guilherme Fiorentini
Não é incomum que uma decisão ou solução de um problema acabe gerando um novo problema que ninguém havia imaginado. No estado de São Paulo, mudanças nas atividades produtivas e processos de urbanização acabaram por envolver no meio de um desses novos problemas um dos bichos mais simpáticos da América do Sul: a capivara. As capivaras são roedores. Vivem em grupos, na beira de rios, lagos e represas. São animais herbívoros que dependem da vegetação disponível para se alimentarem e acabaram se adaptando muito bem em paisagens modificadas pelos seres humanos. O problema é que, em São Paulo, algumas dessas áreas passaram a registrar cada vez mais casos de febre maculosa, uma doença associada a um carrapato que costuma parasitar as capivaras. Ciência USP conversou com Marcelo Bahia Labruna, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP que vem estudando a relação entre capivaras, carrapatos e febre maculosa. Ele contou alguns resultados interessantes de seu atual projeto de pesquisa. Para melhor contextualizar essa história, conversamos também com o Leandro Gilio, do Centro de Agronegócio Global do Insper em São Paulo. Ele falou sobre as mudanças pelas quais o agronegócio paulista passou a partir da década de 1990 – mudanças que afetaram profundamente o mundo das capivaras. Também neste episódio: um mapa que procura mostrar surtos de doenças que poderiam ser evitados se todo mundo tivesse acesso e aderisse às vacinas. Ficha técnica Apresentação e produção: Silvana Salles Edição de som: Guilherme Fiorentini Agradecimentos à Capivara Brass Band (Instagram | Facebook | YouTube)
Você sabe como é o trabalho dos paleontólogos? Ciência USP viajou ao sul do Mato Grosso para acompanhar uma pesquisa desses caçadores de dinossauros. Os pesquisadores do Laboratório de Paleontologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP foram até a região para investigar relatos de possíveis pegadas de um animal pré-histórico. Mas os resultados passaram bem longe da hipótese inicial. E mais: batemos um papo sobre divulgação científica aqui no estúdio com o historiador Icles Rodrigues. Ele é doutorando na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e lidera o canal Leitura ObrigaHistória no YouTube, além do podcast História FM. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Silvana Salles, Luiza Caires e Tabita Said Edição: Guilherme Fiorentini
O cientista russo Denis Rebrikov causou um belo rebuliço na comunidade científica depois que revelou seu controverso plano para usar CRISPR em embriões humanos. CRISPR é uma ferramenta de edição genética que, em poucos anos, se espalhou por todos os laboratórios onde há pesquisadores trabalhando com informações dos genes. Neste episódio, conversamos com um destes pesquisadores: Nicolas Hoch usa CRISPR para estudar reparo de DNA em células de pessoas com doenças genéticas raras. Ele é professor do Instituto de Química (IQ) da USP e explicou como um mecanismo originalmente descoberto nas bactérias hoje ajuda os cientistas a identificar as funções dos genes. Também neste episódio… Você já conheceu os projetos de algumas equipes brasileiras no Ciência USP #15. Agora, temos os resultados da competição! Cinco equipes brasileiras são medalhistas no iGEM 2019, competição de biologia sintética que reúne estudantes de diversas partes do mundo. E a Crisley Santana, da editoria de Universidade do Jornal da USP, conta como é possível ajudar a ciência mesmo após a morte. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Ivanir Ferreira Edição de som: Guilherme Fiorentini Apoio: equipe audiovisual do Jornal da USP
A regulamentação da maconha medicinal tem sido tema de forte debate em Brasília. Enquanto a diretoria da Anvisa não decide como regulamentar um uso que já é feito por meio de autorizações judiciais, Ciência USP conversou com mães e cientistas para entender quais são os efeitos medicinais das plantas do gênero Cannabis e o que está em jogo na disputa pelas novas regras. Neste episódio, o médico Antônio Zuardi, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, explica qual é o atual estado das pesquisas com os canabinoides – as substâncias da maconha que se ligam aos receptores do nosso sistema endocanabinoide. Zuardi lidera os esforços de construção do novo Centro de Pesquisas em Canabinoides, uma parceria da USP com uma empresa farmacêutica nacional. Contamos as histórias de duas mães que buscaram nos canabinoides ajuda para tratar os filhos. As duas crianças foram diagnosticadas com Síndrome de Dravet, um tipo severo de epilepsia, mas responderam de formas muito diferentes aos produtos de Cannabis. Conversamos, ainda, com os professores Erik Amazonas, da UFSC, e Luís Fernando Tófoli, da Unicamp. Também neste episódio… Pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP desenvolveram uma técnica inovadora, que combina células-tronco e impressão em 3D para produzir tecidos hepáticos humanos para serem usados em transplantes. E o caso do primeiro paciente tratado com células CAR T na América Latina. Ele chegou ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto com um câncer terminal e saiu de lá pouco depois de um mês com remissão total da doença. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Ivanir Ferreira, Rose Talamone, Maju Petroni, Silvana Salles e Luiza Caires Edição de som: Guilherme Fiorentini e Tabita Said Apoio: equipe audiovisual do Jornal da USP
Na Raia Olímpica da USP, localizada na zona oeste de São Paulo, um grupo de mulheres rema todas as semanas em um barco chinês no ritmo de um bumbo que leva na proa uma carranca de um dragão. Elas são sobreviventes do câncer de mama, doença que afeta milhares de mulheres todos os anos – só em 2018, foram diagnosticados cerca de 59 mil novos casos no Brasil. Para marcar o Outubro Rosa, o Ciência USP conversou com a médica fisiatra Christina May Moran de Brito, coordenadora do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), que trouxe ao Brasil o Remama, um programa de reabilitação de pacientes que passaram pelo tratamento quimioterápico e cirúrgico e têm no remo uma ferramenta de fortalecimento muscular, de combate à reincidência da doença e diminuição de linfedema (inchaços nos braços). As remadoras que participam do Remama ajudam a desconstruir o mito de que pacientes após o tratamento não poderiam fazer grandes esforços físicos, nem carregar peso do lado em que sofreram a mastectomia parcial ou total para a retirada do câncer. Remar faz bem à saúde física e eleva a autoestima das mulheres sobreviventes de câncer de mama. Também neste episódio… Talvez você já tenha ouvido falar em placebo. E o “placebo honesto”, você conhece? Um pesquisador da Faculdade de Medicina da USP mediu o efeito dessa modalidade de intervenção sem princípio ativo no desempenho esportivo de mulheres ciclistas. E os resultados são surpreendentes. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Ivanir Ferreira, Alan Petrillo, Luiza Caires e Silvana Salles Edição: Tabita Said, Thales Figueiredo, Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini
Onze anos atrás, uma grave crise financeira se espalhou dos Estados Unidos para o mundo. Desde então, os economistas procuram meios de prever quando algo semelhante pode acontecer novamente. Um destes economistas é o norte-americano Robert Engle, ganhador do prêmio Nobel de economia em 2003. Recentemente, ele publicou com um colega de Singapura um artigo no qual descreve um modelo para estimar a probabilidade de crise financeira em diversos países. Convidamos o professor Márcio Nakane, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP para comentar o estudo. E também neste episódio… Uma pesquisa publicada na revista especializada PLOS Tropical Neglected Disease descobriu que uma droga utilizada no tratamento do mal de Alzheimer também pode tratar doença de Chagas. O estudo, ainda na fase experimental, foi feito com camundongos e foi liderado pelo professor Ariel Silber, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Também trazemos um relato do Ignacio Amigo, da Climate Tracker, sobre a Semana do Clima em Nova York. Ele viajou aos Estados Unidos para acompanhar a Cúpula do Clima da ONU e as outras atividades da semana. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Ivanir Ferreira e Silvana Salles Edição: Tabita Said, Thales Figueiredo e Beatriz Juska
No dia 1º de setembro de 1939, a Alemanha nazista invadiu a Polônia, dando início a Segunda Guerra Mundial. Nos anos que se seguiram, o exército de Hitler perseguiu, aprisionou e matou milhares de pessoas, principalmente judeus. A Guerra terminou em 1945, mas o mesmo não se pode dizer do antissemitismo. O ódio aos judeus é algo que está presente na história há muitos séculos, e tem aumentado nos últimos anos. Neste Ciência USP, conversamos com a historiadora da USP Maria Luiza Tucci Carneiro, com o psicanalista Enrique Mandelbaum, e com a socióloga polonesa Renata Siuda-Ambroziak, da Universidade de Varsóvia, para tentar entender por que isso ocorre. A professora Tucci lembra que ninguém nasce antissemita ou racista. Mas diante de alguns discursos de ódio e de alguns mitos que persistem há séculos cria-se um ambiente perfeito para a discriminação. Alguns desses mitos dizem que “os judeus mataram Cristo” ou que os “judeus dominam a economia mundial”. A historiadora coordena o Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. E o destaque deste episódio é com a bióloga Tabata Bohlen, doutora em Ciências Morfofuncionais pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, e que faz parte da equipe do Dragões de Garagem. No doutorado, a Tábata estudou os diferentes aspectos que buscam entender qual o controle do sistema nervoso central para o desencadear da puberdade. Depois, a bióloga pesquisou a influência do hormônio do crescimento e do seu receptor no desencadear do amadurecimento sexual em modelos animais de camundongos. Confira a reportagem completa em breve na Editoria de Ciências do Jornal da USP. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Reportagem: Ivanir Ferreira e Valéria Dias Redação: Ivanir Ferreira, Silvana Salles e Valéria Dias Edição: Beatriz Juska, Paulo Calderaro, Tabita Said e Thales Figueiredo
“É muito difícil para a grande maioria das pessoas imaginar o que significa aumentar a temperatura média do globo inteiro em 2°C”, diz Henrique Barbosa, cientista do clima e professor do Instituto de Física da USP. Dois graus podem não parecer grande coisa, mas quando eles representam uma média global, a conta não é tão simples quanto parece. Neste episódio de Ciência USP, Barbosa comenta os resultados de um estudo suíço que estimou como poderá ser o clima em 2050 em um conjunto de mais de 500 grandes cidades no mundo. A grande sacada do estudo foi comparar essas projeções com o clima das cidades do presente. Assim, eles podem dizer, por exemplo, que São Paulo poderá ter um clima similar ao que hoje é típico de Miami. E também podem fazer o alerta: um grande número de cidades terá de conviver com climas que hoje não existem em nenhum lugar do mundo. As estimativas, que podem ser consultadas nessa visualização, foram feitas com um modelo considerado otimista pelos cientistas do clima. Mesmo assim, implicam uma série de problemas para as populações urbanas, incluindo ondas de calor, mais problemas de saúde, secas e enchentes. Conversamos também com Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, sobre algumas políticas públicas que as cidades podem adotar para mitigar os efeitos da mudança climática – ou, pelo menos, adaptar-se a eles. Ainda neste episódio… Uma pesquisa realizada na Amazônia indica que pastagens malcuidadas aumentam as emissões de metano, um dos principais gases do efeito estufa. Segundo esse pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, entre 60% a 80% das áreas desmatadas na Amazônia são utilizadas como pastos e metade deles estão degradados em algum nível. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Fabiana Mariz, Silvana Salles e Caio Santana Edição de som: Rafael Simões e Beatriz Juska
A biologia sintética é um campo da ciência que mistura biologia molecular com engenharia e toma emprestados muitos conceitos dos sistemas eletrônicos. Mas em vez de chips e placas, os pesquisadores dessa área utilizam DNA para montar seus sistemas. Imagine que pedaços de DNA são peças de Lego, que te permitem construir alguma coisa, e você terá uma ideia do que os cientistas dessa área estão tentando fazer com a ajuda de bactérias e fungos. Mas trata-se de um campo ainda recente da ciência e, no Brasil, poucos se dedicam a ele. O biólogo Rafael Silva Rocha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, é uma dessas pessoas. Ele começou a trabalhar com biologia sintética durante o doutorado na Espanha e, há cinco anos, coordena um núcleo de pesquisa nessa área em Ribeirão Preto. Além da pesquisa de ponta e das atividades acadêmicas, em 2017 ele separou um tempinho para ser mentor de uma equipe de estudantes que participou de uma competição internacional de biologia sintética – e trouxe uma medalha de ouro na bagagem de volta. Essa competição é o iGEM. Criada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) nos anos 2000, o iGEM procura estimular jovens a pensar em formas de usar a biologia sintética para resolver problemas atuais. Neste ano, o iGEM vai reunir estudantes de diversas partes do mundo no final de outubro em Boston, nos Estados Unidos. O Brasil estará representado por seis equipes. Neste episódio #15 do Ciência USP, conversamos com representantes de quatro times brasileiros inscritos no iGEM: USP-Brazil, que reúne estudantes do campus Butantã da USP, em São Paulo; USP-São Carlos, formada por alunos do Instituto de Física de São Carlos, da USP; UFRGS-Brazil, composta por estudantes de diferentes cursos da UFRGS; Amazonas-Brazil, formada por estudantes da Universidade Federal do Amazonas, da Fametro e do Instituto Federal do Amazonas. Também conversamos com Gisele Monteiro, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e uma das mentoras do time iGEM da capital paulista. Também neste episódio… Uma pesquisa de mestrado encontrou no coqueiro da Bahia potencial para combater a herpes. Os experimentos foram feitos in vitro com substâncias encontradas nas fibras do coco verde e tiveram bons resultados contra os episódios recorrentes do vírus HSV-1, o causador das típicas lesões da herpes genital e labial. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Silvana Salles e Caio Santana Edição de som: Rafael Simões
Para os entrevistados deste episódio do Ciência USP, inteligência não é exclusividade do Homo sapiens. Mas fazer essa afirmação não é algo sem problemas. O tema da inteligência dos outros animais ainda é permeado por polêmicas. Principalmente porque tudo pode mudar de acordo com a definição de inteligência que for adotada. Apesar da polêmica envolvendo o assunto, alguns exemplos animais do uso de cognição para resolver problemas saltam aos olhos. E todos eles têm origens na evolução, na cultura e no desenvolvimento individual. A primatóloga Patrícia Izar, professora do Instituto de Psicologia (IP) da USP, conta que os macacos-prego desenvolveram sistemas diferentes de navegação e localização de acordo com os ecossistemas em que vivem. Na Mata Atlântica, em São Paulo, um grupo de macacos-prego é capaz de criar atalhos para chegar às fontes de alimentos saindo de qualquer ponto de partida. Em uma área de transição entre Cerrado e Caatinga no sul do Piauí, eles usam rotas fixas. Em contrapartida, também usam ferramentas, coisa que não acontece em São Paulo. Pós-doutorando no IP, Marco Varella lembra do exemplo impressionante de uma família de aves na Austrália que tem um senso estético bastante apurado. Os machos constroem ninhos coloridos e elaborados para atrair as fêmeas, que são extremamente criteriosas na hora de julgar a arte dos machos. Varella estuda as origens das propensões artísticas humanas e defende que, quando colocamos o homem no centro de tudo, corremos o risco de não perceber que existem semelhanças, continuidades e gradações nos comportamentos e habilidades de diferentes espécies. Recentemente, ele publicou uma revisão científica sobre a nossa capacidade de antropomorfizar fenômenos naturais, objetos e outros animais. E, ainda, neste episódio… O Cern (da antiga sigla em francês para Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) é a sede do maior experimento científico do mundo, o Grande Colisor de Hádros (LHC). A editora de ciências do Jornal da USP, Luiza Caires, visitou em julho este importante centro de pesquisa localizado na fronteira da Suíça com a França e conta como são as coisas lá dentro. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Fabiana Mariz, Luiza Caires, Marcelo Canquerino e Silvana Salles Edição de áudio: Rafael Simões e Beatriz Juska
O carboidrato ganhou fama de vilão porque está presente em grandes quantidades em pães bolos, massas, pizzas, doces… Tudo aquilo que a gente ouve por aí que deve evitar, se quiser emagrecer. No entanto, em uma dieta equilibrada, ele equivale a mais de 50% da alimentação diária. Para desfazer alguns mitos relacionados a esse importante nutriente, Ciência USP conversou com as nutricionistas Eliana Bistriche e Kristy Coelho, ambas pesquisadoras do Centro de Pesquisa em Alimentos – FoRC e colaboradoras do site Alimentos Sem Mitos, e o farmacêutico João Victor Cabral Costa, que faz doutorado em bioquímica no Instituto de Química da USP e integra a equipe do canal Nunca Vi 1 Cientista. E mais: no destaque deste episódio, falamos sobre um estudo da Universidade de York, no Reino Unido, que analisou a presença de 14 antibióticos em amostras de águas de rios de 72 países. O resultado é preocupante. Foram encontrados antibióticos em rios de 65% das regiões monitoradas. Em alguns casos, a concentração das substâncias foi 300 vezes maior do que o limite máximo de segurança estipulado pela associação da indústria farmacêutica. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Redação: Luiza Caires e Silvana Salles Produção: Silvana Salles, Fabiana Mariz, Matheus Souza e Caio Santana Edição de som: Rafael Simões e Beatriz Juska
Os melhoristas de plantas usam as informações sobre o genoma das espécies para desenvolver cultivares de forma mais dirigida, selecionando características que os tornem mais produtivos ou mais resistentes ao clima, por exemplo. Hoje, cientistas e engenheiros agrônomos já conhecem o genoma do arroz, do milho, do trigo e de muitas outras espécies. Mas o genoma da cana-de-açúcar continua sendo um desafio. Tanto é que demorou cerca de 20 anos para serem publicados primeiros sequenciamentos. A professora Maria Anne van Sluys, do Instituto de Biociências (IB) da USP, colaborou com dois grupos internacionais que publicaram montagens do genoma da cana em 2018. Ela contou ao Ciência USP que montar o genoma dessa planta tão conhecida é um desafio porque ele é ainda mais complexo do que o genoma humano. Um dos principais fatores que contribuem para essa complexidade é o fato de que a cana-de-açúcar é um organismo poliploide. Isso significa que o genoma da planta é organizado não em pares de cromossomos, como é o nosso caso, mas em conjuntos de oito, dez ou até 12 cópias de cromossomos. Os trabalhos publicados no ano passado não conseguiram montar um genoma completo, com todas essas cópias de cromossomos. Por isso, Gabriel Margarido, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, não considera que o sequenciamento da cana-de-açúcar seja um problema resolvido. Ele trabalha com genômica funcional e bioinformática e explicou que, apesar das lacunas que ainda existem nos estudos sobre a planta, novas tecnologias já levaram a avanços importantes. E também neste episódio… A filologia é uma ciência que trabalha que trabalha com fontes históricas escritas. Os pesquisadores dessa área investigam a forma como um texto foi criado pelo autor, o que inclui o tipo de papel, a tinta, as abreviaturas e aspectos da língua escrita. Trabalhando com documentos da Igreja Católica, uma pesquisadora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP resgatou a história de duas mulheres paulistas que foram acusadas de bruxaria no século 18. Ficha técnica Apresentação: Silvana Salles Produção: Silvana Salles e Marcelo Canquerino Redação: Silvana Salles e Ivanir Ferreira Edição de som: Rafael Simões, Aline Rabelo e Paulo Calderaro
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Comentários (18)

Brendo Marinho

#PodcastDaNoite

May 19th
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Brendo Marinho

O #PodcastDoDia é sobre a busca por tecidos que combatam infeções e doenças ;)

Apr 30th
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Túllio Franca

Parabéns pelo trabalho

Apr 20th
Responder

Antonio Augusto Cunha

luga

Feb 11th
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Rafael Simões

Que episódio lindo! Adorei a ideia desse formato de diário de campo, ficou muito massa!

Nov 27th
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Welma Reis

Não canso de comentar o quanto esse podcast é maravilhoso! Sobre a discussão penso que o método deveria ser usado apenas para melhorar a genética de forma a isolar doenças. De forma nenhuma para escolher cor dos olhos, altura, etc. #CiênciaUSP

Nov 7th
Responder (1)

bia sza

Legal esse ep, bem resumido.

Aug 13th
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Bruno F. Vascontim

Adorei esse episódio, um dos mais legais que já ouvi! Deve ser pq o assunto de inteligência em animais muito me interessa hahaha ficou maravilhoso

Aug 1st
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otávio Gonçalves dos Santos

Edição linda!

Jun 5th
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Ignacio Amigo

Muito bom, parabéns pelo episódio!

May 30th
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Paulo Wagner

Ótimo

May 8th
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Bruno Ramos

Caramba. Vcs são excelentes. Eu jamais saberia do HTLV.

Apr 13th
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Eric

maravilhoso

Mar 3rd
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Rafael Simões

achei bem interessante! Continuem divulgando ciencia <3

Dec 20th
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João Carlos Matos Druczkoski

Gostei muito do formato, curto e direto mas dando a possibilidade do ouvinte se aprofundar nos assuntos caso queira. Parabéns

Dec 14th
Responder

Larissa Avelino

adorei o formato do podcast, continuem que tá muito legal!

Dec 14th
Responder

Ignacio Amigo

Muito bom!

Dec 12th
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