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Autor: Jornal da USP

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Ciências, universidade, tecnologia, educação, cultura e atualidades, o Jornal da USP em sua versão podcast
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No terceiro episódio do podcast SaúDiversidade, Mario Cesar Vilhena e Vivian Avelino-Silva conversam sobre desenvolvimento sexual com Rafael Batista, endocrinologista e médico assistente no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (FMUSP) e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Batista é doutor em Endocrinologia pela USP, com pós-doutorado na Universidade Johns Hopkins. Sobre o programa  SaúDiversidade é um podcast de saúde para as pessoas LGBT+. É apresentado por Mario Cesar Vilhena, professor e pesquisador em Direitos Humanos, e Vivian Avelino-Silva, médica infectologista e professora na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
Durante a escravidão, a música refletiu diretamente solidão, racismo e injustiça que os povos africanos sofreram. Neste período, surgiram os cantos de trabalho, os vissungos, como foram chamados no Brasil. Cantos entoados durante a realização dos árduos trabalhos dos escravos. Eram músicas de protesto que narravam seu cotidiano e suas dores. Na primeira parte do programa é apresentada, além do vissungo, a música soul, surgida no contexto norte-americano. Música que permitia aos escravos cantar sua miséria procurando refúgio em Deus. Também apresentamos Gilberto Gil, um dos integrantes mais importantes do movimento cultural tropicalista, com sua tocante Ilê Ayê, seguida do hip hop e do rap. Já na segunda parte, o programa traz a música produzida pelos descendentes asiáticos, mais especificamente pelos japoneses. Trazendo uma análise sobre a história da imigração japonesa no País e como seus hábitos culturais conseguiram se manter ao longo das gerações. Com uma heterogênea e inusitada sonoridade, o programa percorre a música de tradição oral, música soul norte-americana, rap (nacional e internacional), MPB, músicas japonesas, trazendo um olhar crítico sobre o racismo sofrido pelos negros e asiáticos.   _______________________________________________________________________________ Créditos do programa Roteiro e apresentação: Nádia Ota Orientação: Eduardo Vicente
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe o professor Victor Evangelista de Faria Ferraz, especialista em aconselhamento genético em câncer, oftalmogenética, genética e saúde pública, do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, para falar sobre síndrome de Marfan. O professor diz que a síndrome de Marfan é uma condição genética rara, que afeta os ossos, coração, pele e olhos. Segundo Ferraz, os pacientes com a síndrome apresentam dedos compridos, corpo alto e magro, além de problemas oculares, cardiovasculares e ortopédicos.  O professor conta que a gravidade da síndrome se manifesta de maneira bastante variada entre os pacientes, até mesmo dentro de uma mesma família. Ferraz diz que o diagnóstico deve ser feito por especialistas de diferentes áreas e geralmente é realizado durante o crescimento ou depois da adolescência, com o desenvolvimento já concluído.  Segundo o professor, a síndrome de Marfan não tem cura, mas é possível tratar e até mesmo curar alguns problemas decorrentes dela. Ferraz diz que assim como o diagnóstico, o tratamento requer cuidado multiprofissional, com  geneticista, ortopedista, cardiologista e oftalmologista, além de fisioterapeuta. Saúde sem complicações Apresentação: Mel Vieira Produção: Mel Vieira e Flávia ColtriEdição: Rita Stella Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana Coordenação: Rosemeire Talamone Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: terça-feira, às 13h. Veja todos os episódios da Saúde sem complicações Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   .
No episódio desta semana do Momento Sociedade, falaremos sobre as “cidades caminháveis”, com José Luiz Portella, doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Portella compartilha que o conceito dessa abordagem urbanística vem da ideia de fazer várias atividades essenciais a pé. Os parâmetros adotados para estipular o conceito de “cidade caminhável” foram retirados de um estudo feito pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP). De acordo com o estudo, há quatro parâmetros principais: os serviços essenciais, com destaque para a saúde e a educação, devem ficar a 1 km da residência da pessoa; espaços sem carro, como calçadões, praças, parques ou mesmo locais pequenos, devem estar a 100 metros da residência; já o número de quadras por km² é definido como ideal em 80 quadras por km² e, por último, o número de habitantes por área, ou seja, a densidade ponderada tem o índice ideal de 18 mil habitantes por km².  Portella compartilha que há alguns exemplos de cidades brasileiras que possuem ao menos um dos parâmetros do estudo, como o caso dos municípios de Fortaleza (CE) e Recife (PE), em que 60% da população está a 1 km das escolas e postos de saúde. Para ter uma referência, 47% da população de São Paulo está próxima de escolas e postos de saúde. Se considerarmos cidades com mais de 500 mil habitantes, a região da grande Vitória (ES) tem 86% da população próxima a escolas e postos de saúde.  Portella compartilha que esse tipo de conceito está entre as cidades que ocupam as melhores posições no ranking com maior qualidade de vida, segurança, mobilidade e acessibilidade e hoje não há uma preocupação para que isso se torne, de fato, uma política pública no País: “Esse tema não é tratado como política pública, com raras exceções. Eu não vejo isso em nenhuma das propostas dos candidatos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, nós temos há muito tempo calçadas muito maltratadas que causam um volume de acidentes brutal. E principalmente agora neste período, em que as pessoas procuraram evitar o transporte público, isso fica mais grave. O tratamento da via pública também não é bom, ou seja, não existe uma política pública cuidando disso ou existe de uma maneira muito solta, sem dar a importância que tem esse assunto”. Para saber mais, ouça este episódio na íntegra pelo player acima. Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast .
Em 1703, aos 18 anos de idade, Johann Sebastian Bach (1685-1750) conseguiu seu primeiro emprego como músico profissional, tornando-se organista da Neue Kirche (Igreja Nova), na cidade de Arnstadt, no leste da Alemanha. Porém, logo nos primeiros meses começaram a ocorrer conflitos entre Bach e o conselho da igreja. Os membros do conselho estranharam as “curiosas variações e notas estranhas” que o jovem compositor usava em seus prelúdios corais. Para eles, isso confundia os fiéis. Uma das obras que provocaram essa reação do conselho da Neue Kirche foi Prelúdio e Fuga em Mi Menor (BWV 533), que o programa Manhã com Bach apresentou nos dias 17 e 18 de outubro de 2020. O programa exibiu também a Suíte Orquestral Número 1 em Dó Maior (BWV 1066) e a cantata Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist, “Foi-te dito, homem, o que é bom” (BWV 45). Ouça no link acima a íntegra do programa. Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast na área de podcasts do Jornal da USP. As edições anteriores de Manhã com Bach estão disponíveis neste link.    
Polifarmácia não é um termo muito popular, mas com certeza os idosos, com doenças crônicas, conhecem seus efeitos. Essa é a população que mais utiliza medicamentos e, portanto, está mais propensa aos seus riscos. Nesta edição do Pílula Farmacêutica, a acadêmica Giovanna Bingre, orientanda da professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, conta que polifarmácia se refere ao “uso simultâneo de mais de cinco medicamentos pela mesma pessoa”. O envelhecimento da população, acompanhado pela evolução de tecnologias em saúde e drogas mais eficazes, explica o fenômeno da polifarmácia. Segundo Giovanna, essa é uma tendência natural. O Brasil ultrapassou os 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos nos últimos anos, aumentando em 20% o número de idosos. Com a possibilidade de várias enfermidades acometendo o mesmo idoso, a polifarmácia pode chegar a 21,5% no ambiente domiciliar e a 64,5%, no hospitalar, segundo estudos científicos. “A cada problema de saúde, ou seja, cada doença, vai precisar de consulta a uma especialidade médica, o que poderá levar à prescrição e uso de mais de cinco medicamentos”, exemplifica a acadêmica. Apesar dos riscos, “se for necessária uma grande quantidade de remédios para que as condições de saúde de alguém se mantenha sob controle, os profissionais da saúde podem, sim, prescrever esse número de medicamentos ou até mais”, garante Giovanna. Alerta a acadêmica que medicar pessoas idosas é complexo, pois essas pessoas podem sofrer de alterações fisiológicas, com consequentes problemas na absorção, na distribuição e no metabolismo e excreção dos medicamentos pelo organismo. Essas alterações podem “aumentar a ocorrência de reações adversas e de toxicidade nesses idosos”. Assim, continua Giovanna, “quanto mais problemas de saúde o idoso apresentar, maior a chance de fazer uso da polifarmácia e maiores serão os riscos de interação medicamentosa e uso de medicamentos potencialmente inapropriados ao idoso”. Além da interação dos medicamentos, outro problema frequente da polifarmácia do idoso, segundo a acadêmica, “é a prescrição de medicamentos potencialmente inapropriados”. Giovanna diz que esses medicamentos, na maioria dos casos, oferecem mais riscos que benefícios e, portanto, devem ser evitados nessa população idosa. Para manter a segurança dos tratamentos, é importante que o idoso “seja sincero e passe todas as informações sobre os medicamentos que toma para o seu médico ou dentista”, diz Giovanna. Dessa forma, o profissional de saúde pode adaptar o tratamento aos que a pessoa já usa, alertando para os possíveis riscos e efeitos colaterais. Giovanna lembra também que pode ser feita consulta a um farmacêutico, que é o profissional mais capacitado para falar sobre remédios. Diz que o farmacêutico clínico pode ser encontrado em unidades de saúde e oferece consulta detalhada sobre os medicamentos e como devem ser tomados, “já que pequenas mudanças podem afetar completamente a eficácia do tratamento”. Esse profissional é capaz, ainda, de orientar o paciente, informando se um determinado sintoma é causado por um medicamento específico. Ouça este episódio do Pílula Farmacêutica na íntegra no player acima. Pílula Farmacêutica   Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella Co-produção: Rita Stella Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda e quarta, às 10h40 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . Veja todos os episódios de Pílula Farmacêutica .
O tratamento do câncer é sempre um momento delicado na vida do paciente. Mas, nesse período, é importantíssimo manter a higiene em dia, com cuidados ainda mais especiais com a saúde bucal, que pode ter graves prejuízos por conta dos procedimentos feitos contra a doença. Sobre esses cuidados, o Momento Odontologia ouviu o professor Paulo Sérgio da Silva Santos, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP. O especialista explicou que, se necessário tratamento bucal, este deve ser feito antes da quimioterapia ou radioterapia, especialmente quando o câncer é na região da cabeça e do pescoço, pois “as infecções presentes na boca podem se agravar e causar complicações ainda mais graves”.  Além disso, diz o professor, é preciso manter os cuidados durante o tratamento, pois há possibilidade de surgirem outros problemas. Um deles é a mucosite oral, que são úlceras na boca, decorrentes da quimioterapia ou radioterapia, “que comprometem a saúde bucal do paciente e atrapalham, inclusive, a alimentação e a fala dele”.  Existem, também, as chamadas infecções oportunistas, que são provocadas por bactérias, vírus ou fungos, e que podem aparecer durante esse período do tratamento do câncer. “Essas infecções são graves e podem começar na boca e se disseminar pelo corpo”, alerta. Para o professor, a mucosite oral exige prevenção, que não evita o aparecimento do problema, mas ajuda a diminuir a gravidade das manifestações bucais. Nesses casos, os cuidados devem permanecer durante todo o período do tratamento. Mas o professor ressalta que, durante a quimioterapia ou a radioterapia, os pacientes não podem realizar qualquer tratamento odontológico. O ideal é que sejam feitos apenas procedimentos de urgência. “Como o tratamento contra o câncer causa uma queda na imunidade do paciente, qualquer intervenção mais extensa ou invasiva pode provocar um problema grave na boca e abrir uma porta para infecções.”  O professor ressalta, ainda, que “quanto menos bactéria na boca, menos complicações os pacientes terão durante o tratamento do câncer”. É importante prevenir problemas bucais antes do tratamento, porque quando eles aparecem durante esse período, “é muito complicado continuar cuidando da higiene oral da forma correta”. Santos destaca que existem escovas e cremes dentais específicos para pacientes oncológicos, porque, “durante a quimioterapia, muitos pacientes têm náuseas ou vômitos e o creme dental pode acentuar esses problemas”.  Além de uma boa avaliação, existem procedimentos preventivos que precisam ser realizados na boca antes do início do tratamento, como, por exemplo, remoção de cáries, tratamentos de doenças nas gengivas, onde há bactérias graves que podem se alastrar e provocar infecções, e até extrações dentárias, se for necessário. “É muito importante observar se há outras doenças, outras infecções na boca, que podem se agravar durante o tratamento contra o câncer.”  Os cuidados não podem parar após o tratamento, alerta o professor. Isso porque existem complicações tardias da quimioterapia e da radioterapia, como a redução da saliva e até mesmo cáries que aparecem em razão da quimioterapia, por exemplo. O acompanhamento do cirurgião-dentista é ainda mais importante, pois deve diagnosticar, fazer o tratamento e prevenir complicações. Esse profissional pode avaliar possíveis sinais de recidiva do câncer ou de metástase, células provenientes de outras partes do corpo que podem se manifestar na boca. Ouça este episódio do Momento Odontologia na íntegra no player acima. Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Sonora: Gabriel Soares Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   Veja todos os episódios do Momento Odontologia     .
Quando Carolina Andrade e Giulia Faria se encontraram nos corredores da Escola de Comunicações e Artes da USP, em 2015, a identificação foi imediata. O que unia as duas estudantes de Música era a América Latina. Elas decidiram criar o projeto Volver a Latinoamerica, que resgata a melhor tradição musical do continente com compositores que marcaram época e fizeram história. É o caso de Silvio Rodriguez que, ao lado de Pablo Milanez, criou a nova trova cubana, uma vertente musical inovadora com base no marcante ritmo caribenho. Da Argentina, a dupla brasileira foi buscar Maria Elena Walsh, musicista e educadora, além da cantora Mercedes Sosa, conhecida como “La Negra” e possivelmente uma das intérpretes mais famosas do continente. Violeta Parra e Victor Jara são os dois chilenos que mais estão presentes no repertório do projeto Volver a Latinoamerica. A música de Violeta, mais nativa e fortemente ligada às tradições folclóricas do país, é também a voz que reverbera a rebeldia e o amor. Já Victor Jara, assassinado brutalmente pela ditadura de Augusto Pinochet (o artista teve suas mãos cortadas ainda vivo), eleva a canção latino-americana ao nível de uma emoção universal. Esse retrato musical latino-americano é o tema desta edição do Brasil Latino. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Para que a higiene bucal seja, de fato, eficaz na prevenção de doenças, é preciso ter um cuidado especial também com a limpeza dos próprios materiais usados para esse fim, como a escova e o higienizador de língua. É o que explica o professor da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, Vinícius Pedrazzi, na segunda parte da entrevista para o USP Analisa desta semana. O docente destaca a importância de não compartilhar esses materiais entre duas ou mais pessoas da família. Segundo ele, as pequenas hastes das cerdas da escova podem ferir e levar micro-organismos para dentro do sulco gengival, um espaço entre as gengivas e o dente. “Lá acontecem as trocas do material tóxico que está nos ossos e na boca, onde vai ser eliminado. E é também o local onde as imunoglobulinas, que nós temos na saliva, podem passar para ajudar a defesa da manutenção saudável da gengiva e do periodonto de sustentação”, explica ele. Pedrazzi chama a atenção para o cuidado com a higienização da escova antes do uso. Ele explica que grande parte das embalagens possuem um acartonado permeável na parte de trás, geralmente com o picote na altura da cabeça da escova, o que favorece a contaminação por micro-organismos. “Então, as pessoas vão pegar, vão tomar [a embalagem] nas mãos. Eu vi pessoas pegando escovas que em uma gôndola anterior tinham espirrado na mão ou espirrado no ar e limpado o nariz. Quanto tempo o sars-cov-2 vive em papelão? Eles falam em até 72 horas. Depende do tanto que tá molhado isso, você pode passar isso e ficar nesse papelão”, diz ele. O especialista recomenda a limpeza da embalagem com água sanitária e a higienização da escova com enxaguantes bucais à base de uma substância chamada cloreto de cetilpiridínio. O ideal é diluir o enxaguante na mesma proporção de água. “Não faça diluição no frasco, só dilua na hora de usar, porque o fabricante põe a quantidade de conservantes suficiente para manter aquele frasco eficaz. Coloque um pouquinho dele no copo e complete com a mesma quantidade de água, o suficiente para cobrir a cabeça da escova e o pescoço dela, parte que vai entrar na boca, e com o higienizador de língua, o terço final da ponta ativa”, orienta o professor.  Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram. USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone.    .
Todo mundo que já foi criança fez perguntas que arrepiaram os cabelos dos adultos, de tão difíceis de responder. E todo mundo que é criança agora tem uma pergunta dessas para fazer. Então, por que não levar essas perguntas aos cientistas, para eles responderem? Foi o que fizemos neste episódio de Ciência USP, em comemoração ao Dia das Crianças. Apresentação: Silvana Salles Produção: Gabriel Guerra Edição de som: Guilherme Fiorentini
A educadora Suellen Francine da Silva e Silva teve como principal foco em seu estudo uma compreensão das vivências escolares de estudantes negros que ingressaram na USP por meio de cotas raciais. A pesquisadora foi a entrevistada desta quinta-feira (15) no podcast Os Novos Cientistas. “Entre 2015 e 2019, investiguei aspectos de suas trajetórias que contribuíram para o acesso à Universidade”, contou a educadora. “Nesse período, estudantes pretos e pardos representavam, respectivamente, 3,4% e 14,5% do total de ingressantes. É uma tendência positiva se compararmos a estudos anteriores”, avaliou. A pesquisa foi realizada em um dos campi da USP e não compreende toda a USP. O estudo de mestrado intitulado Vivências escolares de estudantes negros: o acesso à Universidade de São Paulo após a adoção das cotas raciais teve a orientação da professora Débora Cristina Piotto e foi apresentado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Um levantamento realizado no sítio da Fuvest permitiu a Suellen localizar os cursos mais seletivos (medicina, ciências biomédicas, psicologia e direito) e do perfil racial dos estudantes. “Nesses cursos, a maioria de estudantes são brancos sendo os negros a minoria”, disse. A análise das vivências escolares dos estudantes também indica que um conjunto de fatores, como o fato de serem bons alunos, o incentivo de professores e a mobilização das famílias na vida escolar dos filhos, atuou nas trajetórias dos estudantes, contribuindo para que eles pudessem chegar à Universidade. O acesso a outras vivências fora do ambiente escolar, como a participação no coletivo negro da Universidade permitiram aos estudantes apropriarem-se de uma consciência racial, ressignificando suas identidades.
Em toda a nossa vida, vamos sendo marcados por eventos e experiências que tivemos ao longo dela. O cheiro da comida de vó, andar de bicicleta sem rodinha, o ritual de colocar carteira, chaves e telefone nos devidos bolsos antes de sair de casa, a exibição do episódio inédito de Dragon Ball no 11 de setembro de 2001. O que estes itens têm em comum? A memória. O cérebro humano cria momentos, guarda lembranças, define “manias” e atividades no “modo automático”. O ViaCast de hoje traz Juliana Volpe e Gloria Santucci, do Neurocast, para batermos um papo sobre neurociência. Neste programa você saberá o que é neurociência, a origem do seu conceito, o que ela envolve e quais suas diferenças para a psicologia. Além disso, abordamos temas como: plasticidade, conexões neurais, aprendizado e atuação dos hormônios, tipos de memória e influência do tempo e emoção, amnésia, a importância do contexto social na biologia e a atuação feminina na neurociência. Estamos de volta, então ouça agora o mais novo ViaCast! Sobre as convidadas:  Juliana Volpe é bacharela em Ciência e Tecnologia e graduanda em Neurociência pela Universidade Federal do ABC, Gloria Santucci é estudante de Neurociência também na UFABC. Ambas fazem parte do Neurocast, um podcast feito por alunos da Universidade Federal do ABC com objetivo de divulgar a área da Neurociência de uma forma dinâmica e divertida para todas as idades. Saiba mais sobre o Neurocast: http://proec.ufabc.edu.br/neurocast Conheça mais do Via Saber! Siga-nos em nossas redes sociais para sempre ficar ligado em mais eventos, rolês e conteúdo científico! Insta: instagram.com/via.saber Pesquisa ViaCast: http://bit.ly/pesquisa_viacast Ficha técnica do episódio:  Direção: Felipe Alonso Produção: Bruna Shinohara Pauta: Felipe Alonso, Lilian Sagan, Bruna Shinohara e Daniel Gomes. Apresentação: Felipe Alonso (host), Lillian Sagan (host) e Bruna Shinohara (host) Edição: Felipe Alonso e Daniel Gomes Redação: Breno Natale Design da capa: Tamara Sally e Daniel Gomes Apoio: Jornal da USP
No segundo episódio de SaúDiversidade, que agora também está no feed do Jornal da USP, Mario Cesar Vilhena e Vivian Avelino-Silva conversam sobre População Negra LGBT+ com Flip Couto, ativista do Movimento Negro LGBT+ e idealizador da Festa Amem. O convidado conta, em mais detalhes, como foi o surgimento do Coletivo e da Festa Amem, que celebram a cultura LGBT negra.  Sobre o programa  SaúDiversidade é um podcast de saúde para as pessoas LGBT+. É apresentado por Mario Cesar Vilhena, professor e pesquisador em Direitos Humanos e Vivian Avelino-Silva, médica infectologista e professora na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
Na semana em que perdemos nosso Zuza, a Rádio USP rememora a vida desse homem multifacetado e que adorava música, em especial a música brasileira, à qual dedicou toda a sua vida. Zuza foi jornalista, escritor, radialista, produtor e diretor musical. Também foi contrabaixista e técnico de som. E do desafio de deixar a engenharia para fazer música, até se tornar um dos mais importantes críticos e produtores que tivemos, um longo caminho foi traçado de riquíssimas de histórias. Viu de perto todos os grandes nomes do jazz americano quando estudou música nos Estados Unidos. No Brasil, trabalhou na TV numa época em que a música era a grande atração. Esse trabalho televisivo prosseguiu nos anos de 1990 com a produção do programa Jazz Brasil, da TV Cultura, outro importante registro histórico deixado para nós. Contudo, essa vivência longeva não o impediu de observar a nova história, valorizar e reconhecer os jovens artistas, filtrados por um ouvido muito atento e refinado. Como radialista, suas apresentações eram quase uma análise musicológica, com visão clara e crítica. Na Rádio USP, a emoção de Zuza transparecia em cada detalhe da produção do programa Playlist do Zuza. Zuza participou como convidado de vários festivais importantes, como o de Montreux e de Nova Orleans. Foi curador do Free Jazz desde de sua primeira edição. E, neste programa, presenciamos a sua acuidade sobre esse gênero. Aqui temos a oportunidade de ouvir sua paixão pela música, pelo som e por algo que resiste e se transforma através do tempo. Bom para podermos reouvir sua risada, exteriorização sonora de sua felicidade e de seu amor pela música. _______________________________________________________________________________ Créditos do Programa Produção: Heloisa Granito Apresentação e montagem: Cido Tavares
Ao menos uma vez ao dia, temos contato com algum dado relacionado à covid-19, sejam números de casos diagnosticados, quantidade de leitos ocupados em UTIs e taxas de óbito nas grandes e pequenas cidades. Mas o que esses dados, quando compilados e analisados, podem revelar além do que já sabemos? Com o uso de dados sobre a pandemia de coronavírus no Brasil, pesquisadores da USP desenvolveram dois projetos para monitorar a evolução e transmissão do vírus no País. A pós-doutoranda Pilar Veras, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, criou uma plataforma para concentrar dados sobre a prevalência do vírus em Estados, municípios e cidades brasileiras. O Painel Coronavírus propõe olhar os dados de forma regionalizada, uma necessidade que foi apontada pelo então secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, no começo da pandemia. Além de poder visualizar os dias em que cada Estado dobra o número de infectados e óbitos, o projeto conta ainda com um painel de casos de síndrome respiratória aguda, doença que pode ser desencadeada pelo coronavírus. Segundo Pilar, os próximos passos para o projeto são integrar também as informações de dados diários por municípios e incluir a capacidade do sistema de saúde em Estados e capitais. Outros dados, desta vez gerados por usuários de smartphones, podem ajudar o projeto desenvolvido por Helder Nakaya, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. A plataforma SiPoS trabalha com dados de localização de pacientes com covid-19 para identificar por quanto tempo de exposição ao vírus uma pessoa é infectada. Os dados são fornecidos de forma voluntária e anônima, como explica Nakaya: “O que acontece é que o paciente ou a pessoa que concorda em fazer parte do projeto entra no site, segue o tutorial, assina um termo de consentimento e aí ele dá os dados de forma voluntária, recebe um e-mail informando que os dados foram coletados, e a hora que ele quiser sair desse projeto, a gente deleta os dados”. Para o projeto, Nakaya contou com a colaboração de Anna Sara Shafferman Levin, da Faculdade de Medicina da USP, responsável por conectar alunos da graduação de Medicina para ajudar na coleta das primeiras amostras, e com o Júlio Kroder, médico e professor do Mato Grosso do Sul, que ajudou na divulgação do projeto. O professor conta também com a ajuda de Jeevan Giddaluru, aluno de doutorado da Fapesp para o desenvolvimento do projeto. Ouça o podcast na íntegra com reportagem de Gabrielle Abreu. Momento TecnologiaEdição de roteiro: Denis PachecoEdição de som:  Guilherme FioriEdição geral: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.brHorário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast  Veja todos os episódios do Momento Tecnologia    
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe a especialista em Genética e Bioquímica da Nutrição, Lusânia Maria Greggi Antunes, para falar sobre alimentos funcionais. Lusânia é professora do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. A professora diz que todos os alimentos têm propriedades relacionadas à nutrição e palatabilidade, que é o sabor dos alimentos. No caso dos alimentos funcionais, além desses dois fatores, eles contêm elementos como vitaminas, carotenoides e antocianinas, que promovem saúde e previnem doenças quando consumidos regularmente.   Como exemplos, Lusânia cita a laranja, que é fonte de vitamina C, e o tomate, que contém carotenoide. Cita também até alguns alimentos processados, como o leite, que podem fornecer vitaminas e minerais para o corpo. Os alimentos funcionais, segundo a professora, atuam como antioxidantes no organismo, prevenindo o envelhecimento e várias doenças degenerativas, como câncer, hipertensão, diabete, doenças neurológicas e cardiovasculares. Como dica de saúde, Lusânia chama a atenção para a necessidade de consumir ao menos cinco porções desses alimentos diariamente. Eles são encontrados principalmente nas frutas e hortaliças. Segundo a professora, um exemplo de prato balanceado para o almoço seria a combinação entre arroz, feijão, brócolis, cenoura, algum tipo de carne e, para sobremesa, frutas como laranja, uva ou romã.   Para saber mais, ouça o podcast na íntegra no player acima. Saúde sem complicações Apresentação: Mel Vieira Produção: Mel Vieira e Flávia ColtriEdição: Rita Stella Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana Coordenação: Rosemeire Talamone Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: terça-feira, às 13h. Veja todos os episódios da Saúde sem complicações Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   .
Hábito comum, a automedicação se tornou um grave problema de saúde pública no Brasil, atingindo com mais severidade a população infantil. Este é o alerta que a acadêmica Kimberly Fuzel, orientanda da professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, traz nesta edição do Pílula Farmacêutica. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a venda inadequada e o consumo incorreto de medicamentos, que são grandes em nosso país, contribuem para a automedicação, que é “caracterizada pela prática de adquirir medicamentos sem receita médica e, ainda, agravada pelo compartilhamento dos remédios com outros integrantes da família”, conta Kimberly. No caso da população infantil, a situação se agrava pelas peculiaridades do organismo infantil e também pelo alto risco de intoxicação a que as famílias brasileiras estão expostas. A falta de cuidados com o estoque doméstico de remédios chega a 91,3% das famílias no Brasil, segundo estudo realizado em 2008. Isso enquanto outro estudo registrou um total de 3.330 reações adversas a medicamentos em crianças no Brasil no mesmo período investigado, sendo que 60% desses casos foram classificados como eventos graves, com ocorrência de morte em 75 deles.  E as explicações para o agravamento da automedicação em crianças, além das intoxicações, se devem ao fato da indução de resistência bacteriana e de mascarar sintomas clínicos de doenças. A justificativa, segundo Kimberly, é o metabolismo acelerado das crianças, que aumenta a absorção e a ação dos princípios ativos das drogas em seu organismo. Esses riscos incluem ainda as interações com outros medicamentos já usados, efeitos adversos e intoxicações com custos para a saúde, atrasando ou dificultando o diagnóstico e a abordagem terapêutica correta. Por isso, Kimberly alerta que, apesar de parecer mais prática, a automedicação é séria e “usar medicamento sem considerar as consequências que eles podem trazer pode afetar de maneira negativa a vida das pessoas, principalmente a das crianças”. E, ainda, acrescenta dicas importantes, como a não reutilização de sobras de medicamentos de tratamentos anteriores ou o descumprimento da prescrição médica, seja prolongando ou interrompendo o tratamento. Ouça este episódio do Pílula Farmacêutica na íntegra no player acima.
Com a exibição da Suíte para Violoncelo Número 6 em Ré Maior (BWV 1012), o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), concluiu nos dias 10 e 11 de outubro de 2020 as comemorações pelos 300 anos das seis Suítes para Violoncelo de Bach. Em seis edições, o programa apresentou essas obras-primas da música universal, compostas em 1720 na corte de Köthen, onde Bach trabalhava na época como regente da orquestra do príncipe Leopold von Anhalt-Köthen. No programa, foi apresentada também a ária Alles mit Gott nichts ohne ihn, “Tudo com Deus, nada sem Ele” (BWV 1.127), trecho de uma cantata desaparecida descoberto em 2005, em Weimar, e datado de 1714. Ouça no link acima a íntegra do programa. Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast na área de podcasts do Jornal da USP. As edições anteriores de Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
No próximo dia 3 de novembro, a América Latina poderá ingressar em uma nova etapa caso o candidato democrata Joe Biden vença as eleições estadunidenses contra o atual presidente Donald Trump. As pesquisas indicam essa tendência. Mas o que de fato poderá mudar? E se houver uma reviravolta e Trump vencer? São questões abordadas nesta edição do Brasil Latino de 5 de outubro que teve a participação de Lucas Leite, professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e idealizador do canal do YouTube Em dupla com consulta. Para Lucas Leite, o processo eleitoral está fortemente marcado por uma conjuntura mundial totalmente nova com a pandemia da covid-19, que, inclusive, afetou o próprio presidente Trump. O comportamento dos eleitores em Estados decisivos como Ohio, Pensilvânia e Flórida podem determinar o vencedor. Leite acredita que o panorama atual favorece Biden, especialmente na economia, onde Trump começou bem o ano, mas agora não tem mais esse trunfo na mão. Outro fator que favorece o candidato democrata é a sua vice, a senadora pela Califórnia, Kamala Harris. Identificada com as questões raciais, sua presença na chapa soma votos na comunidade negra, fortemente mobilizada nos últimos meses após o assassinato de George Floyd por um policial branco. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Com a pandemia de covid-19, a higiene das mãos passou a ser uma das principais preocupações. Mas será que a higiene bucal também pode ser uma grande aliada na prevenção tanto do contágio pelo sars-cov-2 quanto por outros micro-organismos? O USP Analisa vai discutir essa questão em um especial em dois programas com o professor da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, Vinícius Pedrazzi. Ele explica que a boca é a principal porta de entrada para a maioria das doenças. Por isso, lavar as mãos é fundamental também antes da higiene bucal. “É uma coisa que pouca gente faz e acho que, no Brasil, quase ninguém, lavar bem as mãos antes de proceder à higiene bucal. Porque você vai tocar uma parte muito íntima do seu organismo com as mãos. Se elas estiverem sujas, unhas compridas, malcuidadas, ao invés de nós levarmos saúde, vamos levar doenças também.” Pedrazzi explica ainda que micro-organismos responsáveis por infecções na boca, como os presentes na saburra lingual (“sujeira” no dorso da língua) podem causar problemas nos pulmões, no coração e até ter efeitos na gravidez. Por isso, a importância de higienizar apropriadamente tanto os dentes quanto a própria língua. “É claro que se a pessoa tiver um infarto, vai chamar o Samu e não o dentista. Mas, para cirurgias programadas, no processo de intubação, muito comum também em épocas de covid-19, tem que colocar uma guia para poder passar a sonda. E, se tiver biofilme no dorso da língua, essa guia pode empurrá-lo para vias aéreas, para traqueias, pulmões e pode provocar uma pneumonia. E esse agravo vai diminuir o sucesso da cirurgia”, diz ele. O professor critica ainda o alto preço dos materiais para higiene bucal, especialmente em virtude dos impostos que incidem sobre ele, o que dificulta a aquisição pelas camadas menos favorecidas economicamente. “Escova dental é muito cara para o brasileiro de baixa renda, principalmente. Fio dental é caro. Claro, em termos de saúde são baratos, mas poderiam custar um quarto do preço se os impostos fossem retirados. No caso da escova com higienizador de língua no dorso, o que era para se tornar um conjunto mais barato, ficou mais caro. Então, enquanto uma escova comum custa uma faixa de R$ 9, essa com higienizador do dorso vai para R$ 15”, conta ele. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram.
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Comentários (8)

Julian Vargas

os programas não tocam nem são baixados no castbox.

Sep 26th
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Guilherme Bossardi

Não está sendo possível ouvir. Não está rodando

Mar 30th
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andressa soli

sensacional!!

Mar 21st
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Walkyria Louzada

ótimo

Mar 6th
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Murilo Alencar Alves Júnior

O áudio da entrevistada está bem ruim.

Feb 5th
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Cecilia Bastos Ribeiro

Fui citada nesse episódio do Ciência USP.. logo logo sai o vídeo que fizemos nessa expedição de caça aos dinossauros em Mato Grosso. Quer saber como é o trabalho de um paleontólogo?? escuta aí...

Nov 21st
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Pablo Saavedra

som com ruídos. difícil de ouvir

Aug 28th
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Augusto Menna Barreto

Muito bom. Parabéns

Jan 29th
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