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Ciências, universidade, tecnologia, educação, cultura e atualidades, o Jornal da USP em sua versão podcast
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Na maior central de abastecimento da América Latina, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), localizada no bairro Vila Leopoldina (zona oeste da capital), o jornalista Jamir Osvaldo Kinoshita resolveu estudar a comunicação e como ela contribui para a formação da identidade dos carregadores autônomos que atuam no entreposto. Sob a orientação da professora Roseli Aparecida Figaro Paulino, Jamir apresentou na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP a dissertação de mestrado A comunicação no mundo do trabalho dos carregadores da CEAGESP. Na entrevista desta quinta-feira (25), o jornalista deu detalhes de como realizou seu estudo e relatou a situação desses trabalhadores que atuam naquele universo onde são comercializados diariamente produtos como frutas, verduras, legumes, flores e pescados, entre outros diversos produtos. Em seu estudo, ele analisou a situação dos carregadores que atuam nos setores de flores e pescados. Jamir constatou que o trabalho dos 3,8 mil carregadores autônomos é uma atividade eminentemente masculina, árdua e que demanda muita força. Remete aos moldes de trabalho braçal da era medieval, sobrevivendo em pleno século 21 em meio a uma situação total de precarização da mão de obra. “Eles não têm patrão ou vínculo empregatício e direitos trabalhistas e dependem, unicamente, do fluxo de produtos comercializados diariamente no entreposto”, contou o jornalista. Segundo ele, esses carregadores trabalham em mais de um setor.
Mario Cesar Vilhena e Vivian Avelino-Silva conversam sobre Sexo com Uso de Substâncias Químicas (Chemsex) com Bruno Branquinho e Rico Vasconcelos. Bruno Branquinho é médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP, fez residência e especialização em Psicoterapia no Hospital das Clínicas da FMUSP, é psicanalista de orientação lacaniana, escreve para a Carta Capital sobre Saúde LGBT+ e atende como psiquiatra na Casa 1 – Centro de Cultura e Acolhimento LGBT. Rico Vasconcelos é médico infectologista pela FMUSP, fez residência no Hospital das Clínicas da FMUSP,  trabalha na área de tratamento e prevenção do HIV e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, é Coordenador Clínico dos Projetos de Prevenção de HIV do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da FMUSP e colunista na UOL VivaBem sobre HIV, ISTs, Prevenções e Tratamentos.  Indicações Cultura Transviada: Moonlight: Sob a Luz do Luar, filme dirigido por Barry Jenkins; Transamérica, filme dirigido por Duncan Tucker; edelei.org, site de ONG que trabalha com disseminação de informações sobre redução de danos para diferentes tipos de consumo de drogas; uol.com.br/vivabem/colunas/rico-vasconcelos/, coluna sobre HIV, ISTs, Prevenções e Tratamentos de Rico Vasconcelos na seção VivaBem da UOL; cartacapital.com.br/author/brunobranquinho/, coluna sobre Saúde Mental na qual Bruno Branquinho participa na seção Saúde LGBT+ da Carta Capital. Sobre o programa SaúDiversidade é um podcast de saúde para as pessoas LGBT+. É apresentado e produzido por Mario Cesar Vilhena, professor e pesquisador em Direitos Humanos, e Vivian Avelino-Silva, médica infectologista e professora na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
Esta semana, no podcast Minuto Saúde Mental, o professor João Paulo Machado de Sousa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, fala do humor daquele seu amigo que cada hora está de um jeito. Em um momento está animado e brincalhão e, no momento seguinte, está bravo ou irritado com todo mundo. Segundo o professor, seu amigo pode ser bipolar, mas não são essas variações de humor que definem isso. “A alternância rápida de estados diferentes de humor se chama labilidade emocional e pode ser um sintoma de diferentes transtornos mentais, ou mesmo de nenhum.”  Diferente do que muita gente pensa, diz o professor, o diagnóstico de transtorno bipolar depende da ocorrência de episódios de agitação mental significativa que recebem o nome de episódios maníacos ou hipomaníacos. “A pessoa que está em um episódio hipomaníaco apresenta pensamento acelerado, menor necessidade de sono, autoestima aumentada, impulsividade e aumento geral da energia, entre outros sintomas. Em um episódio maníaco, a pessoa apresenta essas características de forma mais grave, incluindo ideias de ter habilidades ou dons especiais, desinibição social importante (com comportamentos muitas vezes inadequados) e até psicose, que é a perda de contato com a realidade.” O transtorno bipolar tem dois tipos. O paciente recebe o diagnóstico de transtorno bipolar do tipo 1 quando apresenta pelo menos um episódio maníaco, que muitas vezes se alterna com episódios depressivos. Já no transtorno bipolar do tipo 2, acontecem pelo menos um episódio hipomaníaco e um episódio depressivo. Sousa informa que, além desses dois, existe o transtorno ciclotímico, diagnosticado quando a pessoa apresenta alguns episódios de hipomania e alguns episódios de depressão, mas sem gravidade suficiente que caracterize transtorno bipolar do tipo 1 ou 2. “É importante saber que a pessoa que sofre de qualquer um destes transtornos chamados de bipolares tem mudanças significativas e duradouras no seu jeito normal de se comportar e que essas mudanças não podem estar associadas ao uso de álcool, drogas ou medicações. Os transtornos bipolares precisam ser identificados e tratados corretamente, já que afetam a vida da pessoa e atrapalham atividades como o trabalho, relacionamentos e interações pessoais.” Ouça o podcast Minuto Saúde Mental na íntegra no player acima.
A quinta geração da internet móvel 5G vem sendo associada de diversas formas à pandemia de covid-19. Esse é o assunto desta semana do podcast Fake News Não Pod. Desde janeiro deste ano, diversas informações falsas foram desmentidas e retiradas do ar por plataformas de mais de 37 países. Os Estados Unidos foi o país em que essas fake news mais circularam. Segundo Laura Colete Cunha e Rayanne Poletti Guimarães, desde antes da pandemia estava sendo disseminado que a nova tecnologia 5G afetaria o sistema imunológico e causaria prejuízos à saúde da população, suposição que já foi desmentida por diversos artigos científicos. Com o desenvolvimento da pandemia, as fake news acerca da 5G cresceram, afirmando que a cidade de Wuhan, na China, onde foi reportado o primeiro caso de covid-9, teria sido a primeira cidade a ter cobertura completa de internet 5G, informação que também é falsa. A partir de então, as notícias falsas começaram a sugerir que a 5G é a causa do novo coronavírus, bem como é responsável por sua transmissão. Algumas notícias sugeriram ainda que a 5G, em conjunto com a covid-19, seria um plano do governo para controlar e monitorar a população.  A disseminação dessas fakes news teve como consequência a revolta de uma pequena parte da população europeia, o que acarretou no incêndio de várias torres de transmissão 5G. Ademais, funcionários de operadoras móveis já relataram terem sido alvo de ofensas verbais por pessoas desconhecidas. Esses episódios e a crescente circulação das notícias conspiracionistas fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Internacional de Telecomunicações, pertencente à Organização das Nações Unidas (ONU), soltarem comunicados esclarecendo que não há relação entre a cobertura de internet 5G e a pandemia de covid-19.  No Brasil, uma outra teoria relacionando a covid-19 e Bill Gates, fundador da Microsoft, ganhou força. O contexto seria de que Bill Gates estaria criando uma vacina em forma de selo, que controlaria todos os usuários através da 5G. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) precisou emitir uma nota esclarecendo que não há comprovações científicas de que tecnologias como 3G, 4G e 5G tenham relação com a covid-19. Não acredite em qualquer notícia que chegue até você, sempre cheque informações em fontes confiáveis e de agências e organizações de referência, além disso, se puder, fique em casa!  
Na virada de 2020, em um artigo publicado no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics, um grupo de pesquisadores liderados pelo astrônomo Steve Choi, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, utilizou geometria cósmica para chacoalhar a comunidade científica sugerindo a marca dos 14 bilhões de anos como a idade oficial do Universo. Para explicar como esse cálculo foi efetuado, o Destaque do Ciência USP desta semana conversa com o professor Eduardo Cypriano, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP. Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou seu aplicativo de podcast favorito. Ficha técnica Reportagem: Gabriel Guerra Apresentação e Produção: Denis Pacheco Edição de som e Trilha Sonora: André Leite e Guilherme Fiorentini
O desenvolvimento recorde de vacinas contra a covid-19 e o início da imunização trouxeram esperança a todo o mundo, mas também muitas incertezas. O momento agora, de ansiedade pela chegada do imunizante, vem com dúvidas sobre seu processo de armazenamento e transporte. Estes são os assuntos tratados pela acadêmica Kimberly Fuzel, orientada pela professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, nesta edição do Pílula Farmacêutica. Vacina fora da temperatura ideal Como medicamentos imunobiológicos termossensíveis, conta Kimberly, as vacinas precisam de cuidados especiais no armazenamento para preservar potência e eficácia. Para armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte de imunobiológicos, necessita-se de uma “rede de frio ou cadeia de frio” que assegure todas essas etapas em condições adequadas de refrigeração. “Grande parte das vacinas são produzidas, usando ativos biológicos que exigem uma temperatura entre 2° a 8ºC, conhecidas como vacinas termolábeis e, por conta disso, não podem sofrer alterações de temperatura durante toda a rede de frio”, adianta a acadêmica. Os cuidados com a manutenção da temperatura correta, do laboratório até o momento em que é administrada, “preservam e garantem a qualidade e segurança do produto.” Segundo Kimberly, apesar de existirem vacinas termoestáveis, com substâncias que se mantêm ativas durante um determinado período fora de refrigeração, a grande maioria é termolábil, necessitando de armazenamento e transporte com rigoroso controle da temperatura, além do respeito aos “procedimentos operacionais padrão muito bem definidos” para o manuseio desses produtos. Todos esses critérios são determinados pela Anvisa, responsável pela qualidade dos medicamentos no Brasil. Armazenamento de vacinas na geladeira Kimberly lembra que os erros mais comuns estão relacionados com o local de acondicionamento e manuseio, que não atendem às normas estabelecidas pela Anvisa. Pela resolução RDC 304/2019 ficou estabelecido que as vacinas, como medicamentos termolábeis, devem ser guardadas em equipamentos servidos com fonte de energia alternativa que garanta estabilidade da temperatura. E essa temperatura precisa ser a ideal para cada medicamento, “já que cada medicamento tem sua particularidade e precisa ser mantido em temperaturas diferentes”. Assim, avisa a acadêmica, não adianta congelar a vacina, pois o excesso de resfriamento também é prejudicial para sua estabilidade e eficácia. Qual a seringa e a agulha para vacinas? Vacinas podem ser administradas com agulhas e seringas de diferentes calibres e modelos. Kimberly diz que o calibre da agulha se refere a seu diâmetro e, quanto maior for o número, mais fina é a agulha: “Uma agulha de calibre 27 é mais fina que uma de calibre 24”, exemplifica. As seringas, da mesma forma, diz, também variam de acordo com o volume a ser administrado. Os subcutâneos, como vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola, utilizam volume máximo de 1,5 ml, “então as seringas mais indicadas são as de um, dois, dois e meio ou três ml, enquanto a agulha deve ser fina e curta”. Para a vacina contra covid-19, conta Kimberly, indica-se o uso de agulhas mais finas para não desperdiçar o produto na hora da aplicação. Isso por causa do “espaço morto” existente entre o canhão da agulha e o bico de encaixe da seringa, que pode manter um volume residual do produto. Ao usar agulha com calibre menor, “é possível utilizar o volume residual do espaço morto, evitando que o medicamento seja desperdiçado”.  
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe Edwin Tamashiro, professor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP para falar sobre amigdalite. Na entrevista, o professor explica o que é a infecção, quais são suas causas e como é o tratamento da amigdalite. Causas da amigdalite As amígdalas, adianta Tamashiro, estão localizadas na orofaringe (parte da garganta localizada atrás da boca), protegendo o organismo contra agentes nocivos externos, principalmente na infância. Quando ocorre a inflamação dessas estruturas, tem-se a amigdalite, causada mais comumente por vírus ou por bactérias. As duas formas de amigdalite, citadas pelo professor, acontecem por contágio direto entre as pessoas, através de partículas de saliva ou aerossóis. Na infância, é comum que a infecção ocorra até seis vezes por ano, consequência, principalmente, de quadros virais. Mas, ao longo da vida, esses episódios tendem a diminuir. O professor ainda informa que alguns problemas de saúde podem ocasionar a amigdalite recorrente. Sintomas da amigdalite Dores e inflamações na garganta são sintomas gerais da infecção. Mas, segundo Tamashiro, os médicos devem ficar atentos para outras manifestações, como tosse, rouquidão, febre, coriza, obstrução nasal e inflamação dos gânglios, verificando sua intensidade e evolução, para determinar se a amigdalite é viral ou bacteriana. Tratamento e prevenção da amigdalite Para a amigdalite viral, explica, são indicados analgésicos comuns, como a dipirona e o paracetamol. Anti-inflamatórios não esteroidais, como o ibuprofeno, higiene nasal com soro, descongestionantes sistêmicos ou tópicos, além de hidratação, repouso e boa dieta, são outros recursos indicados para tratar a amigdalite, mas sempre com receita e orientação médica.  Para os casos bacterianos, além de utilizar as mesmas medidas do quadro viral, é preciso também o uso de antibiótico em algumas situações específicas, informa o professor, adiantando, no entanto, que “infecção bacteriana não é sinônimo de antibiótico”, já que, em muitos casos, o tratamento com as medicações sintomáticas é suficiente. Tamashiro também explica ao ouvinte em quais casos acontece a retirada das amígdalas. Em relação aos quadros virais da amigdalite e até alguns quadros bacterianos, como são o caso das bactérias do tipo pneumococo, as vacinas são a única forma de prevenção. E, no dia a dia, é importante manter os hábitos de higiene pessoal.    Os ouvintes podem enviar sugestões de temas e comentários para o e-mail: ouvinte@usp.br. 
A sensação de estar com mau hálito, por si só, já causa uma apreensão enorme. Agora, já imaginou conviver com esse problema diariamente? Ter mau hálito pode ser bastante difícil para quem sofre com a condição, que tem nome e causas específicas: halitose.  Em entrevista ao programa Momento Odontologia desta semana, o professor Vinícius Pedrazzi, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, explicou que “a halitose é um sinal de má higiene oral ou de algo errado no organismo”.  Causas do mau hálito O professor contou que antigamente acreditava-se que as maiores causas de halitose estavam relacionadas ao aparelho digestivo ou ao trato respiratório superior, mas que “hoje já se sabe que cerca 95% das causas são bucais”.  Entre as principais causas estão a saburra lingual, que é o biofilme que fica no dorso da língua; a doença periodontal; alimentos em decomposição entre os dentes; causas sistêmicas, como sinusite, problemas nas vias respiratórias ou até mesmo refluxo.  “Mas a maior parte das causas é a de sujeiras no dorso da língua, doença periodontal, doenças de gengiva e falta do uso de fio dental, provocando decomposição de alimentos”, resume Pedrazzi.  Sintomas  Além do mau hálito, a halitose pode ter outros sintomas ou sinais. “Um deles é a boca seca”, explica Pedrazzi. Além disso, a sensação de garganta colando e dificuldade em falar também podem ser indicativos.  E a halitose pode trazer ainda mais problemas, caso suas bactérias não sejam removidas do dorso da língua. “Algumas bactérias podem ser deglutidas, o que pode levar esse biofilme até os pulmões, chegar nos brônquios e provocar uma pneumonia por aspiração.”  Tratamento O tratamento pode ser bem simples e, na maioria dos casos, se resume a melhorar a higiene bucal, com uso de fio dental e higienizador de língua. Já em casos como uma doença periodontal, o tratamento envolve uma cirurgia.  Pedrazzi explica que o dentista também pode recomendar uma grande ingestão de água para o paciente, o que pode ser muito importante. Isso porque a xerostomia, popularmente conhecida como boca seca, “provoca mau hálito pela decomposição de alimentos, micro-organismos e também células epiteliais descamadas”.  Mas se o problema persistir mesmo com o tratamento, o paciente deve procurar um cirurgião-dentista. Caso o problema não seja resolvido, ele poderá ser encaminhado para um médico do trato respiratório, como um otorrinolaringologista ou gastroenterologista.  Pedrazzi ainda dá uma dica para saber qual o possível causador da halitose. “O paciente deve usar enxaguante bucal por cerca de uma semana, a cada refeição. Se o problema melhorar, diminuir ou até mesmo desaparecer, a causa é bucal.”   Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Sonora: Gabriel Soares Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS   Veja todos os episódios do Momento Odontologia     .
Publicada em 1739, em Leipzig, a parte 3 do Clavier Übung, “Exercício de Teclado”, contém a peça Prelúdio e Fuga em Mi Be Mol Maior (BWV 552), conhecida como “Santa Ana”, 21 prelúdios corais (BWV 669-689) e quatro duetos (BWV 802-805), todos para órgão. Trata-se de uma obra que apresenta as mais complexas e tecnicamente exigentes composições de Bach para esse instrumento. As outras três partes do Clavier Übung, publicadas em 1731, 1735 e 1741, são dedicadas ao cravo. Conhecido como “Santa Ana” por apresentar semelhanças com a melodia de um antigo hino inglês, a “melodia de Santa Ana”, o par Prelúdio e Fuga em Mi Be Mol Maior (BWV 552) foi ouvido no programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2021. O programa exibiu ainda o Concerto em Lá Menor para Quatro Cravos (BWV 1065) e a cantata Wohl dem, der sich auf seinen Gott verlassen, “Feliz o que se entrega ao seu Deus” (BWV 139). Ouça no link acima a íntegra do programa. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast na área de podcasts do Jornal da USP. As edições anteriores de Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
Para entender como a música produzida em São Paulo influenciou a cultura do funk no Brasil, o Momento Cidade desta semana entrevista Laíza Santana Oliveira. A historiadora é autora de uma dissertação de mestrado que teve como objetivo analisar o funk sob a perspectiva do gênero e da materialidade. Defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e orientado pela professora Vânia Carvalho, o estudo se baseou na análise de matérias e reportagens sobre a indústria do funk, além de letras, videoclipes e documentários produzidos pelos MCs desde a chegada do estilo musical no Estado de São Paulo, em 1995. De acordo com Laíza, o funk paulista é peça fundamental para se entender uma das faces mais importantes do gênero: o funk ostentação. “Um subprefeito da época, o Renato Barreiros, tinha essa intenção de tornar o funk uma expressão artística legitimada pelo poder público e criou um festival de cultura. Mas, para participar, os MCs não poderiam cantar sobre temáticas que eram de certo modo malvistas pela sociedade, que se ligavam à criminalidade ou à exaltação sexual da mulher.” E, a partir disso, surgiram as letras de músicas que cantavam sobre objetos de valor, como os óculos Juliet, as bebidas importadas e as roupas de marca. Ainda de acordo com a historiadora, essas letras refletiram as mudanças econômicas da época, já que, durante a primeira década dos anos 2000, milhões de brasileiros tiveram a renda incrementada e, assim, acesso a um novo padrão de consumo. A dissertação completa pode ser acessada neste link. Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou seu aplicativo de podcast favorito. Ficha técnica Reportagem: Giovanna Stael Produção: Denis Pacheco Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini
Com o início da campanha de vacinação em massa contra a covid-19 no Brasil, tornou-se fundamental disseminar informação com embasamento da ciência para combater inúmeras notícias falsas que ainda circulam sobre esse tema e que podem desestimular as pessoas a se vacinarem. Por isso, abrindo a temporada 2021, o USP Analisa exibe uma série especial sobre esse tema. No primeiro programa, que você acompanha nesta semana, o enfermeiro especialista em imunização e criador do canal Hora de Vacinar, Leandro Torres, e a bióloga e doutoranda da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, Amanda Goulart, contam a história das primeiras imunizações e explicam a ação da vacina em nosso corpo. Amanda destaca que as vacinas são essenciais para evitar crises sanitárias e econômicas como a que vivemos atualmente. “Se a gente não tivesse nenhum tipo de imunização, de vacinação, como seria a nossa vida? Íamos viver em pandemias constantes, haveria dano constante na economia. Além das mortes precoces, ia ser uma bagunça. Então, a vacinação é a resposta para tudo”, afirma ela. Torres destaca o impacto positivo dos imunizantes na longevidade da população. “Depois da introdução do saneamento básico e da água potável no mundo, nada salvou mais gente do que as vacinas. É superimportante lembrar disso porque, se a gente não tivesse uma ideia de saneamento, que começou na Inglaterra com a descoberta do cólera, se a gente não tivesse toda essa vigilância epidemiológica, essa análise da doença e de como ela se espalha, a gente não teria uma expectativa de vida como a gente tem hoje. Antigamente, o pessoal vivia 30, 40 anos e hoje a gente consegue viver aí 80, 90. Mas infelizmente a gente está vivendo um momento da nossa sociedade em que as pessoas estão desacreditando até mesmo da ciência”, destaca ele. Os dois entrevistados também integram a União Pró-Vacina, uma iniciativa de várias instituições para combater a desinformação sobre vacinas. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram. USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone.    .
Mario Cesar Vilhena e Vivian Avelino-Silva conversam sobre O papel das eleições municipais na saúde LGBTQIA+ com Rubem Brandão, nutricionista e cientista social pela USP, mestre e doutor em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, atua na área de Nutrição Imunológica em pacientes vivendo com HIV/Aids e desenvolveu pesquisas sobre PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e políticas públicas de saúde para a população LGBT no Brasil.  Indicações Cultura Transviada: Morangos Mofados, livro de Caio Fernando Abreu; Hannah Gadsby: Nanette, show dirigido por Madeleine Parry e Jon Olb; Undoing Gender, livro de Judith Butler.
Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, uma dissertação de mestrado traz a tradução de um escritor russo ainda pouco conhecido no Brasil: Vassili Makárovitch Chukchin. Em entrevista ao podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (18), a pesquisadora Diana Soares Cardoso contou os motivos que a levaram a fazer uma tradução de parte da obra do autor russo. “Foi por sugestão da professora Maria de Fátima Bianchi, que também foi minha orientadora nesta pesquisa”, contou Diana, destacando que a cultura russa sempre foi seu interesse, desde o bacharelado na FFLCH. Ainda pouco conhecido no Brasil, Chukchin nasceu em 1929 na Aldeia de Sróstki, na Sibéria, na então União Soviética. O escritor, diretor, ator, cenarista e roteirista foi extremamente produtivo durante os 16 anos nos quais se dedicou às belas letras e ao audiovisual, período interrompido repentinamente por sua morte, em 1974. Diana estudou a produção do escritor como contista em sua dissertação de mestrado e realizou uma tradução do russo para o português de um corpus composto de cinco contos escritos ao longo dos anos 1962-1973. Segundo Diana, Chukchin começa a escrever em 1958 e sua linguagem é o diferencial em sua obra. “Bom lembrar que ele é um homem do cinema. É uma linguagem mais solta e coloquial”, destacou a pesquisadora. O contato com a obra de Chukchin permitirá ao leitor brasileiro conhecer um autor soviético, pós-Stalin, que vem do campo. “A maioria dos personagens são pessoas comuns, camponeses e idosos que enfrentam as dificuldades e os prazeres do seu tempo, como a burocracia soviética e as descobertas científicas”, contou Diana. “Os textos são engraçados”, acrescentou.
No podcast Minuto Saúde Mental desta semana, o professor João Paulo Machado de Sousa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, fala sobre transtorno de ajustamento. Cita como exemplo uma criança que se muda de cidade com a família e na nova escola se isola e reclama de dor de cabeça. O professor lembra que sempre que um sintoma físico chama a atenção, a primeira coisa a fazer é uma investigação médica das causas possíveis. As alterações de comportamento da criança podem ter muitas causas diferentes; por exemplo, ela pode sofrer de enxaqueca ou ter problemas de visão, que poderiam explicar não só as dores de cabeça, mas também a queda no desempenho e a dificuldade de se adaptar confortavelmente ao ambiente da escola. “Caso a investigação médica não mostre nada disso, é importante considerar que os problemas podem estar relacionados à saúde mental da criança. Mudanças importantes como a perda de amigos ou pessoas queridas, problemas de relacionamento na família e mudanças de cidade ou de escola podem gerar o que os profissionais de saúde mental chamam de transtorno de ajustamento.” Causas do transtorno de ajustamento Diferente da depressão ou da ansiedade, por exemplo, os transtornos de ajustamento têm início claramente associado a um evento estressor no ambiente, como aqueles de que falamos, aparecendo dentro dos três meses seguintes a esses eventos. Existem diferentes tipos de transtornos de ajustamento, que são classificados de acordo com os principais sintomas e que vão determinar as melhores opções de tratamento. Um ponto importante para lembrar aqui é que crianças e adolescentes tendem a apresentar muitos sintomas físicos quando estão sofrendo de algum problema psicológico ou psiquiátrico, enquanto os adultos apresentam mais sintomas emocionais e comportamentais, como desânimo ou ansiedade. Um bom profissional de saúde poderá lhe ajudar a entender o que está acontecendo e qual a melhor conduta a ser seguida.    
O Ciência USP participou do último Vacina Talks, evento on-line que tem como objetivo esclarecer temas relacionados às vacinas e combater as informações falsas que circulam. Organizado pela União Pró-Vacina e pelo grupo Ilha do Conhecimento, o tema foi Fake News espalham tanto quanto os vírus! Como se proteger?, trazendo um bate-papo sobre comunicação em ciência que também abordou mitos e verdades sobre as vacinas da covid-19. Com: . Luiza Caires – Jornalista e editora de Ciências do Jornal da USP (@cienciausp) . Mellanie Fontes-Dutra – Biomédica e coordenadora da Rede Análise Covid-19 (@analise_covid19) . Nathália Pereira – Bióloga e membro da União Pró-Vacina (@upvacina) Moderação de Robson Amaral – Ilha do Conhecimento (@ilhadoconhecimento) Apoio técnico: Laila Blanc – UPVacina Edição de som: Guilherme Fiorentini Sobre a União Pró-Vacina A União Pró-Vacina tem como objetivo unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas. Saiba mais em: sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina
Não! Fique tranquilo. Vacinas de DNA e RNA não alteram nosso material genético, nem poderiam nos transformar em uma nova espécie. No podcast Fake News Não Pod desta semana, os acadêmicos Laura Colete Cunha e Wasim Aluísio Prates Syed explicam que, antes de entender como essas vacinas funcionam, é necessário conhecer o que é o DNA e o RNA. Segundo os acadêmicos, o DNA, para a maioria dos seres vivos, é o material genético passado de geração em geração que contém as informações para determinar todas as características e funções dos seres vivos. O DNA é uma molécula enorme, com milhares de genes e que está presente em cada célula de nosso corpo. Genes, na definição clássica, contêm a informação para produzir proteínas, moléculas que constituem boa parte do corpo, incluindo cabelos, unhas, saliva e os anticorpos. Para produzir essas proteínas, o DNA é lido no núcleo pela maquinaria celular para gerar a molécula de RNA, ou mais especificamente, o mRNA (RNA mensageiro): esse processo é chamado de transcrição. Em seguida o mRNA é transportado para o citoplasma e lido por um conjunto de estruturas chamadas ribossomos, que transformam a informação do mRNA em proteínas, em um processo chamado de tradução. As vacinas de DNA, como a da Inovio, utilizam um pequeno DNA circular chamado plasmídeo (muitíssimo menor do que o nosso DNA). Nele, realizam-se modificações e inserções de genes do sars-cov-2, o vírus causador da covid-19. Quando o plasmídeo é inserido no núcleo das células do paciente, ele é lido pela maquinaria celular, então, produz uma proteína relacionada ao gene do vírus e essa proteína será reconhecida como estranha pelo sistema imune, induzindo imunidade contra o vírus. As vacinas de RNA, como a da Moderna, seguem o mesmo princípio. No entanto, elas não necessitam que o mRNA seja inserido no núcleo, visto que a tradução dessa molécula é realizada no citoplasma. Nem o DNA plasmidial nem o mRNA são inseridos dentro do genoma humano e, portanto, não alteram nosso DNA. Ainda que o plasmídeo seja inserido no núcleo, ele não se multiplica junto com o DNA celular durante a divisão celular. Como dito anteriormente, mesmo que inventassem uma vacina de DNA, cujo plasmídeo pudesse se integrar ao genoma, seria muito improvável que a inserção de novos genes criasse um novo tipo de humano ou capacidades novas, como superinteligência. Afinal, somos o produto de bilhões de anos de evolução, temos um DNA enorme ainda em estudo e genes que interagem entre si de formas complexas.  Ouça no player acima este episódio do podcast Fake News Não Pod.
Um quadro comum apresentado pelos pacientes infectados com covid-19 é a hipóxia silenciosa. Nesse caso, há uma queda do nível de oxigênio no sangue sem que os indivíduos percebam, o que pode agravar a doença. Pensando nisso, pesquisadores do Laboratório do Sono do Instituto do Coração, o Incor, do Hospital das Clínicas, adaptaram um aparelho chamado “oxímetro de dedo”.   A startup Biologix, empresa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, desenvolveu a nova tecnologia para medir o nível de oxigênio de pacientes durante o sono, sem a necessidade de um exame mais complexo, como explica Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Incor e diretor científico da Biologix. “Foram criadas duas soluções para o monitoramento tanto domiciliar da oximetria, dos pacientes que têm covid e podem fazer hipóxia, quanto do hospitalar em pacientes que estão em enfermaria, internados nos quartos, que também podem fazer hipóxia, mas que não têm normalmente um monitoramento contínuo ”, explica Lorenzi Filho.  O aparelho foi adaptado para que, em caso de uso domiciliar, um sistema faça o celular tocar num intervalo de seis em seis horas e, assim, o paciente coloque no dedo para que a medição de oximetria seja realizada, analisada e enviada para a nuvem. Com o avanço da pandemia, o Incor fez parcerias com a Faculdade de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano (USCS) e o Hospital Albert Einstein para o uso do oxímetro doméstico. Momento TecnologiaEdição de roteiro: Denis PachecoEdição de som:  Guilherme FioriEdição geral: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.brHorário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast  Veja todos os episódios do Momento Tecnologia    
O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Rodolfo Borges dos Reis, para falar sobre o câncer de pênis. Na entrevista, o urologista conta como é essa doença, seus sintomas e variações e como preveni-la. Causas do câncer de pênis Segundo o professor Reis, como um crescimento desordenado de células malignas, o câncer pode acontecer no pênis e formar um tumor. Entre as variações de tumores, existem os mais agressivos, o verrugoso e aqueles que provocam lesões superficiais. Reis informa que o tipo espinocelular é o que mais atinge a população masculina, devido à irritação da pele, associada à má higiene do pênis ou ao papiloma vírus humano (HPV). O professor também explica ao ouvinte a relação entre a enfermidade e a condição de fimose. O especialista adianta que o câncer peniano corresponde a apenas 1% dos casos de tumores que atingem o homem e está relacionado a fatores ambientais e comportamentais, ou seja, não é hereditário. Informa ainda que, geralmente, a doença surge por volta dos 50 anos de idade.   Sintomas e prevenção do câncer de pênis O professor Reis orienta os homens a ficarem atentos a lesões que não cicatrizam ou que crescem rapidamente, procurando o médico urologista para diagnóstico, uma vez que a doença é curável. Mas, quando já está espalhado, alerta, a mortalidade é alta. Entre as formas de prevenção do câncer peniano estão a higiene adequada do pênis, utilizando água e sabão sempre, bem como após as relações sexuais, e o uso de preservativos. Realizar o autoexame, a cirurgia de fimose para seus portadores e evitar o tabagismo também são maneiras de prevenir a doença. Os ouvintes podem enviar sugestões de temas e comentários para o e-mail: ouvinte@usp.br. Saúde sem complicações Apresentação: Mel Vieira Produção: Mel Vieira e Flávia ColtriEdição: Rita Stella Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana Coordenação: Rosemeire Talamone Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: terça-feira, às 13h. Veja todos os episódios da Saúde sem complicações Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM
A pretexto de prevenir doenças ou aumentar a imunidade, muitos têm recorrido ao consumo de suplementos vitamínicos sem atentar para os riscos à saúde. Preocupada com a questão, nesta edição do Pílula Farmacêutica, a acadêmica Giovanna Bingre, orientada pela professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre o consumo excessivo de vitaminas e a hipervitaminose. O que é hipervitaminose? Giovanna informa que hipervitaminose é uma intoxicação decorrente da ingestão excessiva de vitaminas. “As vitaminas são fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo e para a manutenção da saúde, mas, quando ingeridas em excesso, podem causar diversos danos também, e muitas vezes são graves”, alerta. Dificilmente a hipervitaminose ocorre pelo consumo de alimentos ricos em vitaminas. Segundo a acadêmica, a maioria dos casos vem do consumo indiscriminado de suplementos vitamínicos, que só devem ser usados com indicação médica, “para que sejam ingeridos na quantidade certa e também no tempo certo”.  Sintomas da hipervitaminose As intoxicações mais frequentes e mais graves estão relacionadas a níveis altos de vitaminas A e D. A acadêmica conta que a  hipervitaminose A pode apresentar sintomas agudos, crônicos e, também, os teratogênicos. Entre os agudos, destaca a visão embaçada, a perda de apetite, a pigmentação anormal da pele, a perda de cabelo e pelos, a pele seca e a dor nos ossos. Pode causar ainda hepatite com necrose celular e icterícia, além de estar associada com a carotenemia (aumento dos níveis de betacaroteno no sangue).  Quando a hipervitaminose A se torna crônica, diz Giovanna, a evolução pode chegar a doença óssea e aumento das fraturas. Já os efeitos teratogênicos ocorrem em gestantes no primeiro trimestre da gestação, podendo levar a abortos espontâneos e malformações fetais.  A hipervitaminose D pode trazer diversos danos para a saúde, com destaque para a hipercalcemia ou o excesso de cálcio no organismo. A explicação, segundo Giovanna, é o fato de a vitamina D apresentar papel importante na regulação do cálcio; desta forma, seu excesso “acaba gerando perda da função renal, além de poder ainda levar à perda óssea”. A hipervitaminose D pode acarretar vários outros problemas, que incluem sintomas neuropsiquiátricos, gastrintestinais, cardiovasculares e diversas complicações renais.  Giovanna alerta ainda para o uso indiscriminado de outras vitaminas, com sintomas como reações alérgicas no caso da vitamina B12 ou queda na frequência respiratória e convulsões no caso da vitamina B1, e até mesmo neuropatias no excesso de vitamina B6, “fazendo com que o paciente tenha os nervos danificados, causando dor e dormência nos pés e nas pernas”.  A acadêmica alerta que a suplementação vitamínica nem sempre é necessária e pode até ser prejudicial quando consumida em excesso. Adianta que “uma alimentação balanceada é capaz de fornecer todos os nutrientes que o organismo precisa para funcionar bem”. Pílula Farmacêutica  
O mandato presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, foi marcado pelo afastamento de Washington da relação com a América Latina. A exceção ficou por conta da agressividade contra países considerados “inimigos”, como Cuba e Venezuela. O resultado dessa política foi o agravamento das condições econômicas desses dois países em razão do embargo econômico. Com o início do governo Joe Biden, existe a expectativa de uma reaproximação que fortaleça as relações comerciais e pautas de interesse comum como, por exemplo, as questões climáticas e de direitos humanos. O relaxamento das proibições à imigração indica essa direção. Mas como fica o caso do Brasil, cujo presidente teve um alinhamento automático a Trump nas pautas que agora estão sendo revisadas? Biden já sinalizou que deverá ter um tratamento que fortaleça a democracia em todos os seus aspectos, o que inclui temas que não são necessariamente de interesse do atual governo brasileiro. Na entrevista ao Brasil Latino, o editor-chefe do Americas Quarterly, Brian Winter, faz uma análise das perspectivas das relações entre os Estados Unidos e a América Latina. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
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Comentários (8)

Julian Vargas

os programas não tocam nem são baixados no castbox.

Sep 26th
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Guilherme Bossardi

Não está sendo possível ouvir. Não está rodando

Mar 30th
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andressa soli

sensacional!!

Mar 21st
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Walkyria Louzada

ótimo

Mar 6th
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Murilo Alencar Alves Júnior

O áudio da entrevistada está bem ruim.

Feb 5th
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Cecilia Bastos Ribeiro

Fui citada nesse episódio do Ciência USP.. logo logo sai o vídeo que fizemos nessa expedição de caça aos dinossauros em Mato Grosso. Quer saber como é o trabalho de um paleontólogo?? escuta aí...

Nov 21st
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Pablo Saavedra

som com ruídos. difícil de ouvir

Aug 28th
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Augusto Menna Barreto

Muito bom. Parabéns

Jan 29th
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