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Diálogos na USP

Diálogos na USP

Autor: Jornal da USP

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Diálogos na USP é um programa semanal da Rádio USP que discute questões que impactam a sociedade. O programa vai ao ar na Rádio USP toda sexta-feira às 11H – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, e também disponível no site a TV USP
30 Episodes
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O programa Desafios  realizado no dia 25/9, às 12h30, e discutiu o jornalismo profissional numa era em que se intensifica a comunicação direta de governantes nas redes sociais, e que as redações estão num processo de encolhimento. A  comunicação política se tornou cada vez mais midiática, e quais os efeitos desses  fenômenos na qualidade do ecossistema informativo e no ambiente democrático? Para participar desta discussão foi convidado Ricardo Gandour, jornalista e professor de jornalismo na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Foi diretor de jornalismo da CBN, diretor de conteúdo do grupo Estado, entre outros inúmeros cargos de importância na imprensa brasileira. Foi pesquisador visitante da Columbia Journalism School, em Nova York, nos Estados Unidos. Gandour é autor da tese  de mestrado Jornalismo X Poder: a segunda morte da opinião pública, defendida na Escola de Comunicações e Artes da USP. Desafios é uma série de entrevistas, conduzidas pelo jornalista Luiz Roberto Serrano, com especialistas discutindo os maiores desafios do Brasil atualmente.
O programa Desafios foi realizado no dia 4/9, às 17h, e discutiu a publicidade quando não usada para vender produtos e sim para uma causa social; como e quando as agências publicitárias se engajam? Para participar desta discussão foram convidados a professora Clotilde Perez e o professor Dorinho Bastos, ambos da Escola de Comunicações e Artes da USP. Desafios é uma série de entrevistas, conduzidas pelo jornalista Luiz Roberto Serrano, com especialistas discutindo os maiores desafios do Brasil atualmente.  
O programa Desafios srealizado no dia 7/8, às 11h, e discutiu as eleições municipais de 2020. Os problemas nas cidades se eternizam e não são resolvidos: saneamento básico, moradia, educação, segurança, desenvolvimento urbano e econômico, transporte. Tudo começa nos municípios, mas será que os eleitores têm noção do que está em jogo na hora de escolher prefeitos e vereadores? Para participar desta discussão foram convidados a professora Lorena Barberia, do Departamento de Ciências Políticas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, e o professor João Sette Whitaker Ferreira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e pesquisador sênior do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos. Desafios é uma série de entrevistas, conduzidas pelo jornalista Luiz Roberto Serrano, com especialistas discutindo os maiores desafios do Brasil atualmente.
O Programa Diálogos na USP desta semana discutiu o modo como se compreende a educação neste tempo pandemia,  o ensino a distância, utilizando plataformas digitais na internet apresenta-se como a alternativa mais plausível no atual contexto, quais os desafios para implantar, ainda que de forma temporária, a educação a distância na educação básica no país,  e a aprovação do Fundeb – Fundo Nacional para a Educação Básica. Os convidados desta edição foram a professora Carlota Boto  titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), onde leciona Filosofia da Educação, o professor Ocimar Alavarse, na graduação e pós-graduação, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação e José Marcelino de Rezende Pinto, professor da FFCLRP/USP e idealizador do CAQ (Custo Aluno-Qualidade) que está a caminho de ser constitucionalizado no Novo Fundeb
O programa Diálogos na USP apresentou, no dia 17/7, às 11h, no Canal USP,  os desafios da cultura e as perspectivas para o setor em meio à pandemia. Nesta semana os convidados discutiram, diante das restrições de aglomerações de pessoas, como será a volta dos eventos culturais. Teatros, cinemas, apresentações musicais, entre outras, como serão as rotinas daqui para a frente? Como os artistas estão conseguindo sobreviver? Os convidados desta semana serão Sérgio Mamberti, ator, diretor e produtor cultural, Luiz Fernando Ramos, professor de História e Teoria do Teatro do Departamento de Artes Cênicas da ECA USP e Alê Youssef, ex-secretário da Cultura da Cidade de São Paulo até abril de 2020.
O programa Diálogos na USP, que foi ao ar no dia 3/7, no Canal USP, abordou a situação dos imigrantes e refugiados durante a pandemia. Nesta semana, os convidados discutiram a saúde e a dignidade de imigrantes e refugiados no Brasil com a pandemia. Como é a vida dos imigrantes que de alguma forma conseguiram se estabelecer na capital durante a pandemia da covid-19? E quais os impactos e as possíveis saídas desta crise causada pela pandemia do novo coronavírus na vida dos imigrantes, a violência e o trabalho na crise. Os convidados foram Sylvia Duarte Dantas, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina e coordenadora do grupo de pesquisa Diálogos Interculturais do Instituto de Estudos Avançados da USP e do Núcleo de Pesquisa e Orientação Intercultural, vinculado ao diretório do grupo nacional de grupos de pesquisa do CNPq, do qual é líder; André de Carvalho Ramos, professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP e procurador regional da República; e Padre Paolo Parise, diretor da Missão Paz – Pastoral do Imigrante. Diálogos na USP   Apresentação: Marcello Rollemberg Produção: Fátima Alves e Christiane Braga Edição geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Guilherme Fiorentino Horário: sexta-feira, às 11h00 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
O programa Diálogos na USP, exibido no dia 19/6, no Canal USP, discutiu a situação das mulheres na pandemia da covid-19. Quais os impactos e as possíveis saídas desta crise causada pela pandemia do novo coronavírus na vida das mulheres (covid-19): violência, trabalho e serviços domésticos e saúde das mulheres na crise do coronavírus. As convidadas foram: Cristiane da Silva Cabral, da Faculdade de Saúde Pública da USP, Mariângela Gama de Magalhães Gomes, da Faculdade de Direito da USP, e Anne Willians, do Projeto Justiceiras. No programa, o jornalista Marcello Rollemberg recebe especialistas da USP para refletir sobre os fatos de destaque na sociedade.
O programa Diálogos na USP, exibido no dia 5/6, no Canal USP, discutiu os impactos e as possíveis saídas desta crise causada pela pandemia da covid-19 nas periferias da cidade de São Paulo. O que a pandemia do novo coronavírus ensinou com a crise sanitária estabelecida deste março deste ano? Quais as estratégias de sobrevivência que a população nas periferias estão adotando? Os convidados foram os professores Ruy Braga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania, Nabil Bonduki, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, e Lucas Veloso, jornalista da Agência Mural. Diálogos na USP   Apresentação: Marcello Rollemberg Produção: Fátima Alves e Christiane Braga Edição geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Guilherme Fiorentino Horário: sexta-feira, às 11h00 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Na atual pandemia da covid-19, que mantém parte significativa da população em isolamento, os bancos se transformaram em canais fundamentais para a oferta de respaldo financeiro para as empresas e a população, seja como repassadores de recursos disponibilizados pelo governo federal ou de recursos próprios. São recursos necessários para que a economia mantenha um dinamismo mínimo de funcionamento. Cinco bancos, que detêm cerca de 80% do mercado, estão na linha de frente do socorro às empresas e cidadãos. Tendo em vista esse quadro, o sistema bancário está operando de um modo satisfatório diante das necessidades atuais da crise? Nesta edição, Desafios debate a situação dos bancos na pandemia com o economista Márcio Nakane, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, doutor em Economia pela Universidade de Oxford.
O programa Diálogos na USP, exibido no dia 22/5 no Canal USP discutiu a situação e a invisibilidade dos indígenas na pandemia, tanto em comunidades que vivem nas periferias das cidades e enfrentam situações de abandono e perda de referências culturais quanto em regiões distantes de Estados como Amazonas, Maranhão e Pará.  Os problemas crônicos que as comunidades estão enfrentando com as questões da pandemia do coronavírus são: higiene e saúde básica. Os convidados foram Sonia Guajajara, liderança indígena, Marcos Wesley de Oliveira, do Instituto Socioambiental, e Marta Rosa Amoroso, do Centro de Estudos Ameríndios da USP.   Diálogos na USP   Apresentação: Marcello Rollemberg Produção: Fátima Alves e Christiane Braga Edição geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Guilherme Fiorentino Horário: sexta-feira, às 11h00 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
A partir de agora, o programa Desafios ganha versão ao vivo, pelo Canal USP, e também em podcast, pelo feed do Diálogos na USP. Neste episódio, o jornalista Luiz Roberto Serrano entrevista o professor Fernando Botelho, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, para tratar das incertezas da economia no pós-pandemia. O governo federal prevê que o PIB de 2020 terá uma queda de 4,7% em relação ao ano passado. Mas as previsões de instituições privadas apontam que será maior do que isso. Não se sabe quando a pandemia possibilitará que a economia volte a rodar. Mesmo quando isso acontecer, levará um certo tempo para voltar ao normal. Para assistir aos episódios anteriores do Desafios, acesse o Canal USP.
O teatro no Brasil, assim como a cultura em geral, tem sofrido diversos ataques e tentativas de esvaziamento. Para muitos críticos, o teatro está muito afastado da população brasileira, seja pelo preço do ingresso, localidade das salas ou por já existirem outras formas de entretenimento. Os dados comprovam o distanciamento da população com relação ao teatro: segundo o IBGE, apenas 23,4% dos municípios brasileiros possuem teatros ou salas de espetáculo e os pontos de acesso que existem atingiram a marca de 3.422 espaços, muito pouco para um país com uma extensão territorial como o nosso.  Para contextualizar o Dia Mundial do Teatro, que ocorre no próximo dia 27, e discutir a situação atual do teatro no Brasil, o Diálogos na USP  recebeu os professores Luiz Fernando Ramos —  do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, e crítico do jornal Folha de S. Paulo de 2008 a 2013, —, e Ferdinando Martins, pesquisador e orientador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, ex-diretor do Teatro da USP (Tusp) e atualmente fazendo parte do júri do Prêmio Shell de Teatro. Principal ferramenta de fomento à cultura do Brasil, a Lei de Incentivo à Cultura —  conhecida como Lei Rouanet — entrou no debate pelos constantes ataques. Para o professor Martins, a lei é um “mal necessário”, visto que o teatro tem enfrentado dificuldades de se manter: “O modelo em que artistas pedem financiamento ao banco e ao longo da temporada a bilheteria ia saudando as dívidas, esse modelo não existe mais e não existe em vários lugares do mundo”. Parte dessa dificuldade também é decorrente da crise de público que o teatro possui, como explica o professor Luiz Fernando: “O que podemos fazer para combater essa crise são muitas possibilidades, acho que várias devem ser tentadas simultaneamente, não só para a formação de público, mas também o próprio uso da televisão como meio de aproximar as pessoas do teatro.” O Brasil também apresenta um avanço no teatro comercial —  também reverenciado como “teatrão” — , como, por exemplo, os musicais importados da Broadway. Esse avanço é visto através da confiança e liberdade para que haja modificações nas montagens brasileiras, como exemplifica o professor Martins: “Quando Cats veio para São Paulo, tivemos que copiar exatamente o formato da Broadway, até mesmo nas medidas dos cenários. Já na montagem de Lazarus, com músicas compostas por David Bowie e com direção de Felipe Reaver no Brasil, a autonomia foi muito maior de recriar cenários e inclusive recriar arranjos originais que eram do David Bowie, e esse é um reconhecimento da qualidade do trabalho feito aqui no Brasil”.  Diálogos na USP   Apresentação: Marcello Rollemberg Produção: Fátima Alves e Christiane Braga Edição geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Guilherme Fiorentino Horário: sexta-feira, às 11h00 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
O coronavírus, causador da doença Covid-19, alcançou o patamar de pandemia, de acordo com o pronunciamento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Originada na China, a doença já chegou ao Brasil, com novos casos confirmados nos últimos dias. O governo da Itália, território mais afetado pela doença depois da China, colocou o país inteiro em quarentena para evitar maior propagação da doença. A ação do coronavírus, entretanto, vai muito além de uma questão de saúde pública, impactando diretamente na economia global.  Para conversar sobre o impacto do coronavírus no cenário internacional, O Diálogos na USP recebeu o professor João Paulo Cândia Veiga — professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e do Instituto de Relações Internacionais, também da Universidade de São Paulo –, e Maria Antonieta Del Tedesco Lins, professora do Instituto de Relações Internacionais da USP e Presidente da Comissão de Cooperação Internacional do Instituto de Relações Internacionais. Como principal parceiro comercial do Brasil e com as atividades industriais ainda em processo de retomada, a China exerce grande influência na economia brasileira, como comenta o professor Veiga: “A China é um mercado de destino da soja, do minério de ferro e do complexo carnes, então a queda da atividade chinesa vai impactar o comércio exterior brasileiro. Vai ter uma contração no mercado de créditos das empresas e o consumidor brasileiro certamente vai perder um pouco de confiança, com queda da demanda e menos investimentos estrangeiros diretos.” Na quinta-feira, dia 12 de março, a bolsa de valores brasileira, a B3, fechou com queda de 12%, acionando o circuit breaker por duas vezes, o que não acontece desde a crise de 2008. Ao comparar a crise atual com a crise de 2008, a professora compartilha: “Tem uma característica muito importante que é o fato de que, dessa vez, a crise começa do setor produtivo, e não do setor financeiro, e isso vai ter desdobramentos distintos e, portanto, isso é bom. O setor financeiro começando a crise, os efeitos podem ser muito mais nefastos sobre a economia mundial.”  Diálogos na USP   Apresentação: Marcello Rollemberg Produção: Fátima Alves e Christiane Braga Edição geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Guilherme Fiorentino Horário: sexta-feira, às 11h00 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
O dia 8 de março é internacionalmente dedicado às mulheres. Ao longo dos séculos, foram várias as conquistas femininas, principalmente no Ocidente, como a entrada e afirmação da mulher no mercado de trabalho e o direito ao voto. No entanto, a sociedade ainda perpetua o machismo estrutural, do qual, diariamente, as mulheres são vítimas. Para conversar sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, O Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg, recebeu as professoras Bárbara Heller — docente do programa de pós-graduação de Comunicação da Universidade Paulista (Unip) e membro do Observatório em Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom) da Escola de Comunicações e Artes da USP –, e Heloísa Buarque de Almeida, professora do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e membro da Rede Não Cala — rede de professoras pelo fim da violência sexual e de gênero na Universidade. Bárbara Heller fala sobre como, atualmente, as mulheres estão mais vulneráveis do que há dez anos, por conta de um desequilíbrio entre algumas conquistas e a fúria de setores conservadores da sociedade para com as mulheres. Heloísa Buarque de Almeida diz que houve “várias políticas e avanços, como a lei Maria da Penha, delegacias de Defesa da Mulher e Lei do Feminicídio, mas, conforme as mulheres ganharam alguns direitos, foi havendo uma reação conservadora tanto local quanto internacional”. Para Heloísa, os ataques à ideologia de gênero atingem tanto os direitos das mulheres – seja de se casarem, separarem ou de não quererem filhos –, quanto os da população homossexual e o direito ao casamento igualitário. Segundo Bárbara, a estereotipação da figura feminina é ainda um desafio na sociedade, e a mídia hegemônica tem papel fundamental na perpetuação dessa estigmatização das mulheres: “Fico pensando no esporte, como, por exemplo, o quanto se fala da mulher esportista, não só porque jogou bem, mas do corpo ou se ela é bonita”.  Os movimentos feministas possuem vários segmentos, que podem divergir na defesa de suas pautas. O feminismo atinge as mais diversas camadas sociais, mesmo que, a princípio, tenha surgido com demandas de uma classe média branca, como diz Heloísa: “Inicialmente, a tendência se dava pela demanda por emprego, o que era diferente para as mulheres de classe popular, já que para elas o emprego não era opção, e sim sobrevivência”, e complementa: “As mulheres negras de classe baixa no Brasil eram escravas, e o trabalho como empregada doméstica sendo o mais comum para mulher no País, demonstra que não era escolha e sim uma condição de vida”. Diálogos na USP   Apresentação: Marcello Rollemberg Produção: Fátima Alves e Christiane Braga Edição geral: Cinderela Caldeira Edição Sonora: Guilherme Fiorentino Horário: sexta-feira, às 11h00 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Dados do Ministério da Saúde mostram que, a cada quatro mulheres, uma é vítima de violência. No último ano, foram registrados mais de 145 mil casos, envolvendo a violência física, sexual e psicológica. Com o passar dos anos, foram sendo criadas medidas protetivas para as mulheres, como a Lei Maria da Penha em 2006 e a Lei do Feminicídio em 2015; todavia, ainda não são suficientes para acabar com o problema. Para falar sobre o tema, o Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg,  recebeu Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora de Sociologia e diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, além de coordenadora do escritório USP Mulheres, e a pesquisadora Giane Silvestre, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e mestre em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Procurando explicar os motivos para o aumento da violência contra a mulher, a professora Maria Arminda explica que há múltiplas razões. Uma delas pode estar relacionada com a segurança que as mulheres têm sentido para denunciar, o que intensifica o número de registros e pode explicar essa alta na violência. Por outro lado, tal motivo não deve ser considerado o único. Há uma grande transformação nas relações entre mulheres e homens que tende a acirrar a violência, o que se relaciona com as questões de gênero
A América do Sul tem passado por intensas convulsões políticas e sociais. Renúncia de Evo Morales na Bolívia, protestos generalizados no Chile, crise no Equador e turbulências entre presidente e Congresso no Peru são apenas alguns dos fatores agravantes na situação. Nem mesmo as eleições na Argentina e no Uruguai foram capazes de tirar os países de debate. O cenário venezuelano, então, está longe de encontrar uma solução. Para comentar o assunto, o Diálogos na USP convidou Alberto Pfeifer, professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, especialista em América Latina, que atua como coordenador do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (GACInt) da USP. Além dele, o programa recebeu Everaldo de Oliveira Andrade, professor de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, mestre em História Econômica, que está lançando o livro Bolívia – A Revolução Boliviana. Everaldo Andrade explica que as jovens democracias da América do Sul estão passando por um período conturbado devido ao sentido que se aplica à democracia. Ela não pode ser vista como uma palavra vazia, deve ter conteúdo, priorizando a ampliação dos direitos sociais, o zelo pelos mais pobres, a construção de políticas sociais e o pleno atendimento de reivindicações populares. O pesquisador diz ainda que parte da desorganização das economias de tais países e sua instabilidade são reflexos da crise econômica de 2008. Alberto Pfeifer diz que o que está se passando é uma revisão de processo. Nota-se uma diminuição dos conflitos interestatais e fortalecimento da democracia formal. A primeira década dos anos 2000, com o aumento de preço das commodities e exportações, fez com que os países passassem por um momento de enriquecimento e bonança econômica. Todavia, crescimento econômico não é sinônimo de satisfação popular, já que, apesar de o país ganhar dinheiro, a distribuição não é realizada de forma justa. Pesquisas recentes divulgadas pelo Latinobarómetro indicam que a população sul-americana está decepcionada com o regime democrático dos países. O Brasil, de acordo com Everaldo Andrade, é um exemplo da situação ilustrada. A má distribuição de renda também desequilibra a possibilidade de uma democracia razoável. Ele explica que a corrupção é um problema que existe, mas que não é exclusivo da América do Sul e que, apesar de relevante, pode ser também um foco dado pela mídia para desestabilizar os regimes. Considerando manobras do passado, o historiador cita os novos processos constituintes apresentados na Bolívia, Equador e Venezuela, que buscaram caminhos alternativos para aumentar a participação popular. Ainda não é possível afirmar o sucesso da ideia, mas, acredita-se que o fato permitiu superar algumas crises passadas. Alberto Pfeifer diferencia o formalismo democrático do exercício democrático propriamente dito. O segundo seria o acesso democrático aos bens públicos e ao bem-estar de forma geral, considerando que o crescimento de renda não reflete o acesso a serviços públicos de qualidade. O professor também explica que as Constituições são inspiradas em regimes populistas do início dos anos 2000, como o de Hugo Chávez na Venezuela. Ele foi o grande mentor da transformação na relação entre Estado e sociedade, e Rafael Correa no, Equador, e Evo Morales, na Bolívia, seguiram tal inspiração. No entanto, todos os processos devem ser pensados considerando o contexto do país em discussão.
O Brasil produz mais de 150 filmes por ano, com grande diversidade regional e temática. Segundo dados da Ancine, no ano de 2017, por exemplo, o público de filmes nacionais ultrapassou 17 milhões de espectadores, gerando uma renda de R$ 240 milhões. Entre os 463 longas-metragens lançados no País, 160 eram brasileiros. Ainda assim, há pontos que precisam ser mais bem entendidos no atual cenário de produção cinematográfica brasileiro,  como o financiamento das produções, a distribuição dos filmes, a recente censura velada a produções como Aquarius e Marighella e o papel da Ancine. Para debater sobre os dilemas do cinema brasileiro e suas possíveis soluções, o Diálogos na USP recebeu o professor Roberto Franco Moreira, da Escola de Comunicações e Artes da USP, diretor de cinema e de séries de televisão, e o cineasta David Schurmann, diretor de vários filmes, entre eles Pequeno Segredo, selecionado para representar o Brasil no Oscar em 2017. Roberto Moreira afirmou que “tivemos esse surto de produção, alguns filmes que conquistaram e vêm conquistando cada vez mais espaço nos festivais internacionais, então, este ano, foi muito importante a participação do Bacurau, de Uma Vida Invisível, no Festival de Cannes”. Ainda assim, no mercado, os nossos filmes estão com dificuldades. O professor explicou que, na verdade, “a gente não tem a presença que os filmes dos anos 70 tiveram no mercado. Naquela época, tínhamos mais de 30% de marketshare e hoje a média é em torno de 13%”. David Schurmann relembrou que, naquela época, “não tínhamos streaming, cabo, televisão, enfim, outras formas de as pessoas consumirem cinema ou cultura audiovisual”. Dessa forma, o desafio de dialogar com o público fica maior. “Os grandes filmes da Marvel e desses grandes impérios conseguem arrastar a juventude para assistir ao filme. Eu acho que nós, como cineastas brasileiros, não estamos conseguindo dialogar através do cinema, mas sim através de outras plataformas”, afirmou o cineasta. Moreira recordou alguns casos de censura velada do governo e afirmou que “existe um limite para a ação do governo, que é dado pela Constituição, e a gente tem que lutar para garantir que não haja censura no Brasil. Dito isso, é claro que o governo federal tem condições, sempre teve e sempre as exerceu, de controlar mais ou menos a produção cinematográfica. É assim desde a ditadura militar”. O professor ainda complementou que, “enquanto a produção cinematográfica estiver atrelada ao financiamento estatal, do jeito que ele é, vai passar por essa censura”. O caso do filme Bruna Surfistinha é um exemplo, para Schurmann, de uma hipocrisia crescente não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. “O caso da Bruna Surfistinha é fantástico. Se o brasileiro tem curiosidade de assistir, e é uma vida, uma realidade de muita gente, tentar censurar isso é como esconder o sol com a peneira”, disse. O cineasta ainda disse acreditar que “tentar limitar a arte é um perigo enorme, porque você cria robôs, pessoas pensando da mesma forma sem poder ser expostas a coisas diferentes”.
De acordo com dados da ONU, há 962 milhões de pessoas no mundo com mais de 60 anos. A estimativa é que esse número continue aumentando nas próximas décadas: em 2030, serão 1,4 bilhão de idosos em todo o planeta. Em 2050, todas as regiões do mundo, com exceção da África, terão um quarto de sua população formada por pessoas com mais de 60 anos, totalizando 2,1 bilhões de idosos. No Brasil, segundo dados do IBGE, a população idosa irá dobrar até 2042. Para debater o espaço do idoso na sociedade e o ageísmo, o Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg, recebeu Egídio Dorea, médico nefrologista do Hospital Universitário, responsável pelo programa de envelhecimento ativo da Universidade de São Paulo, coordenador da Universidade Aberta à Terceira Idade e diretor do Centro Internacional de Longevidade, e a professora Marília Louvison, da Faculdade de Saúde Pública da USP, médica sanitarista, conselheira da Associação Brasileira de Saúde Coletiva e também do Centro Internacional de Longevidade. O ageísmo foi um termo criado, em 1969, por Robert Butler, gerontologista norte-americano. O termo foi cunhado com base em denominações já existentes, como racism e sexism, e aí surgiu o ageism, que, de acordo com Egídio Dorea, “seria o ato de você criar estereótipos, geralmente negativos, ou discriminar pessoas ou um grupo de pessoas baseados na sua idade”. O médico relembrou que as descrições negativas do envelhecimento datam de muito antes. “A primeira descrição que nós temos do envelhecimento data de 2500 a.C., quando um poeta egípcio definiu o envelhecimento como algo penoso”, afirmou. A professora Marília Louvison ressaltou que esse preconceito não vem apenas dos mais jovens e que muitas vezes aparece nos mais velhos também. “Às vezes, as próprias pessoas que envelhecem têm um certo preconceito de que não são velhos. A gente quer viver para sempre sem ficar velho”, disse. Ao invés da negação da passagem do tempo, Marília acredita que “temos que pensar como envelhecer bem, e não como não envelhecer”. Marília Louvison apontou que as políticas públicas estão longe do necessário, muito devido aos vários problemas enfrentados pelos idosos simultaneamente. “O idoso, ele, a princípio, não tem aquela doença única, aguda, que o médico faz o diagnóstico, trata e cura. Esses probleminhas se atrapalham”, explica. As várias adversidades muitas vezes requerem um coquetel de medicamentos, que podem ter interação entre si. Por isso, a professora conta que “o geriatra, quando vai cuidar de um idoso, a primeira coisa que ele faz é tirar todos os remédios para ver o que sobra, o que realmente é necessário”. Egídio Dorea ressaltou a importância de se ter um planejamento para a velhice focado na prevenção de doenças e não apenas no tratamento. “A partir do momento que você faz uma promoção de hábitos saudáveis de vida, que você faz uma prevenção efetiva de doenças e não fica somente focado na questão do tratamento, você vai ter uma probabilidade maior de envelhecer de uma forma saudável”, afirmou.
Quando se fala em mudanças climáticas, pensa-se logo em problemas envolvendo o meio ambiente. No entanto, o fato não se resume a isso, mas envolve também um desafio social e econômico. Este foi o tema do Diálogos na USP, da Rádio USP, desta semana. Apresentado pelo jornalista Marcello Rollemberg, o programa contou com a presença de Elisabeth de Almeida Meirelles, professora da Faculdade de Direito (FD) da USP e especialista em Direito Internacional Público e Direito Ambiental, e de Wagner Costa Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP. Foi na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1992, também conhecida como Rio 92 em razão de sua sede, que as discussões sobre o clima começaram a se firmar. Ribeiro explica que, na época, todos os países envolvidos concordaram em reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o que não tinham como certeza era quando e quem seria responsável por isso. Anos mais tarde, em 1997, foi assinado o Protocolo de Kyoto, que conseguiu fazer com que 37 países somados à União Europeia (UE) estabelecessem metas de redução dos gases. Finalmente, em 2015, com o Acordo de Paris, os países passaram a apresentar metas voluntárias com um valor fixo de redução; todavia, vê-se hoje que o número ainda é insuficiente para reduzir o aquecimento global de maneira ideal. Elisabeth Meirelles acredita que, mesmo com tantas convenções e acordos, o que tem sido observado é uma distorção da situação, a qual transforma a questão em uma bandeira para defender certa posição política. Há uma manipulação ideológica, os líderes mundiais se apropriaram da questão de uma forma que se sentem livres para ignorar a ciência. Ribeiro traz à tona a questão do aquecimento global: alguns creem que há uma mudança natural do clima, outros justificam com a ação humana e muitos sustentam o discurso de que tudo isso é uma invenção. Todavia, os dados são objetivos e as variações climáticas, perceptíveis. É preciso analisar a forma em que se está vivendo e modificar o estilo de vida, as matrizes energéticas, entre outros fatores cruciais para a solução do problema. No âmbito econômico mundial, Elisabeth exemplifica o descaso do governo com as mudanças climáticas, usando as grandes empresas. O que seria mais cômodo, aumentar seus gastos em prol de uma causa ou se manter no discurso de que o aquecimento global é uma invenção? O dinheiro será priorizado através da apropriação de um discurso. Olhando para o Brasil, nota-se um retrocesso da sua posição e um encolhimento do mesmo em discussões fundamentais, fator prejudicial no campo econômico.
No último dia primeiro de outubro, a China comemorou os 70 anos de sua revolução comunista, que alçou ao poder o líder Mao Tsé Tung e mudou para sempre a geopolítica mundial. Em meio a toda celebração e às manifestações libertárias em Hong Kong, o governo chinês de Xi Jinping reafirmou sua força. Mas não é só no campo político que a China tem força. Ao longo de sete décadas, o país saiu de uma realidade pobre e agrária para ser a segunda economia mundial, enfrentando de igual para igual os Estados Unidos. Para falar sobre os 70 anos da Revolução Chinesa, o Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg, recebeu José Augusto Guilhon Albuquerque, cientista político, professor aposentado da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e membro do grupo de estudos Brasil-China da Unicamp. Também falou Shu Chengsheng, professor de Literatura e Cultura Chinesa na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e autor dos livros A história da China Popular do Século XX e Os Intelectuais chineses e a China Maoísta, 1956-1957. Guilhon Albuquerque diz que o fato da China ser o único país comunista por tanto tempo é um fato marcante, já que, de maneira geral, todos os outros países que tentaram impor o regime, com exceção da Coreia do Norte, sucumbiram ou se tornaram regimes democráticos. O professor também explica que, após a Guerra Fria, as relações internacionais se tornaram mais imprevisíveis. “Agora, tem-se mudanças que são muito repentinas, antes era mais estável. Ainda não encontramos uma ordem mundial estável, estamos em uma transição pós Guerra Fria sem data para acabar”, completa. Shu Chengsheng explica que, durante esses 70 anos, a China migrou de um Estado tradicional para um Estado moderno, sendo um período marcado por ruptura e continuidade. Ele esclarece que a ruptura faz menção ao fato de o poder do Estado, anteriormente, nunca ter alcançado o campo. Apenas com a Revolução Chinesa foi possível mobilizar toda a população e construir o Estado moderno. Guilhon cita a relevância da transformação econômica, bastante radical, do comunismo inicial para o comunismo do final do século XX. Implantou-se uma economia mais aberta, que usa o capitalismo, porém, manteve o Estado totalitário. O pesquisador compara tal fato ao que ocorreu com a União Soviética, que entrou em colapso porque tentou mudar a economia sem mudar o Estado, diferente da China. Chengsheng diz que, entre as décadas de 80 e 90, o governo concedia espaço para que a população expressasse suas críticas. Ele também explica que a China é um país grande e diversificado, com grande diferença regional, cada estado concorria um com o outro no desempenho econômico, o que abria espaço no setor econômico, fato que não existiu na União Soviética.
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Comentários (2)

Mary Silva

O condutor do debate interrompe muito e com comentários desnecessários.

Apr 19th
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victor wagner

show

Nov 21st
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