Claim Ownership

Author:

Subscribed: 0Played: 0
Share

Description

 Episodes
Reverse
À medida que a eleição e o fim do ano se aproximam, os principais economistas do Brasil se debruçam sobre um tema fundamental: o que deve ser feito, em 2023, para evitar o descontrole das contas públicas, sem tirar o Auxílio Brasil da população mais carente? Via de regra, os especialistas afirmam que é importante reduzir a ineficiência dos gastos públicos e manter mecanismos como o teto de gastos, que é condenado por Lula e desprestigiado por Bolsonaro. Ou seja, o governo gastar bem o seu dinheiro passou a ser uma questão de sobrevivência para milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Só nas grandes cidades, são cerca de 20 milhões de pessoas nessa situação. Fechar essa conta no ano que vem se torna ainda mais urgente diante de variáveis que retiram ainda mais o poder aquisitivo da população. A partir de janeiro, pelos doze meses seguintes, a previsão é de crescimento da economia de apenas 0,5%, com juros acima de 10% e a inflação retomando a trajetória de alta, com a possibilidade de, novamente, ficar acima do teto. Nos últimos dias, o repórter Manoel Ventura, da sucursal de Brasília, questionou os economistas de cinco das maiores instituições financeiras do país sobre esse tema. No Ao Ponto desta terça-feira, o jornalista conta o que esses especialistas pensam sobre as fórmulas para dar mais eficiência ao gasto públicas e de que forma um teto pode ser mantido, apesar das sinalizações no sentido contrário. Ele também avalia de que forma o orçamento secreto e as emendas de relator tornam essa tarefa ainda mais difícil.
Há um ano, começava a valer a lei que tornou crime "assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar" uma candidata ou uma parlamentar já eleita e as eleições de outubro serão as primeiras em que a nova legislação estará em vigor. Por isso, o MPF e o TSE se uniram para facilitar os canais de denúncia. Mesmo assim, a violência política faz parte da rotina de vereadoras, deputadas e senadoras brasileiras, atacadas nas redes sociais e até no plenário das casas legislativas. Vítimas de racismo, transfobia e gordofobia, muitas vezes chegam a ser ameaçadas de morte. Só nas últimas semanas, a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) e a ex-deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) foram vítimas de ameaças de morte, comentários sexuais sobre elas e nem seus filhos, que ainda são crianças, foram poupados. Mas as agressões não se limitam ao campo virtual. Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), as ofensas foram verbais: o deputado Rodrigo Amorim (PTB) se referiu à vereadora de Niterói, Benny Briolly (Psol), negra e travesti, como uma "aberração da natureza". No Ao Ponto desta segunda-feira a repórter Paula Ferreira mostra como, mesmo após a lei que deveria proteger as parlamentares contra a violência política de gênero, os ataques contra elas ainda são frequentes. Também analisa qual é o cenário para as eleições deste ano, primeira votação com a legislação em vigor.
Realizada em 28 de julho, a terceira edição de 2022 do E AGORA, BRASIL? discutiu como o país pode enfrentar o quadro inflacionário global. Participaram Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central; José Júlio Senna, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas e ex-diretor do Banco Central; e Paula Magalhães, economista-chefe da A.C. Pastore Consultores & Associados. A mediação foi de Alvaro Gribel, colunista do GLOBO, e Sergio Lamucci, editor executivo do jornal Valor Econômico. O E AGORA, BRASIL? é uma realização dos jornais O GLOBO e Valor Econômico, com patrocínio do Sistema Comércio através da CNC, do Sesc, do Senac e de suas federações.
Por dez dias, os quatro réus apontados como responsáveis pela tragédia da boate Kiss ficaram diante do Tribunal do Júri, em dezembro de 2021. Todos foram condenados por homicídio simples, com dolo eventual, com penas que variam entre 18 e 22 anos de prisão. Eles estavam na cadeia até a última quarta-feira, quando os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, por dois votos a um, concordaram com argumentos da defesa e anularam a decisão. Cinco pontos de nulidade processual foram atribuídos, como supostas limitações ao direito de defesa e procedimentos classificados como indevidos para a análise do currículo dos jurados. Esse resultado provocou indignação entre sobreviventes e familiares de vítimas. O Ministério Público Federal deve recorrer tão logo o acórdão seja publicado. Os quatro acusados já estão em liberdade e, se os tribunais superiores concordarem com o TJ-RS, o julgamento mais longo da história gaúcha terá que recomeçar do zero. No Ao Ponto desta sexta-feira, o repórter Eduardo Matos, do Grupo RBS, conta todos os bastidores dessa decisão. Ele avalia em que medida os próprios advogados se surpreenderam, fala da dor das famílias; e explica os próximos passos do processo.
Mesmo condenados pela Justiça ou ainda penalizados na esteira de processos de cassação, candidatos inelegíveis pretendem concorrer a diferentes cargos em outubro. Roberto Jefferson (PTB), que está em prisão domiciliar, é candidato à presidência da República. Daniel Silveira (PTB), que teve indulto concedido pelo presidente Jair Bolsonaro após ser condenado por atos anti-democráticos pelo STF, quer concorrer ao Senado. Eduardo Cunha (PTB), que teve seu mandato de deputado federal cassado quer voltar à Câmara. São vários os casos parecidos espalhados pelo país. A lei não impede a eles o direito de pedir o registro de candidaturas, que devem ser impugnadas se a Justiça Eleitoral for provocada. Além disso, enquanto brigarem nos tribunais, poderão fazer campanha e usar o dinheiro público que abastece o fundo eleitoral. Muitas vezes, essa disputa é amparada em decisões provisórias, que, na maioria dos casos, são revistas posteriormente. No Ao Ponto desta quinta-feira, o repórter Eduardo Gonçalves conta quais são as alegações dos fichas-sujas para tentar voltar à cena política. O ex-juiz e um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, o advogado Marlon Reis, analisa as chances reais desses políticos driblarem a lei e avalia as alternativas para dificultar o registro dessas candidaturas.
Podem ser 212 milhões? Talvez, sim. Mas também podem ser 215 milhões. Na verdade, ninguém sabe hoje ao certo o tamanho da população brasileira. O motivo é simples: esse dado não é coletado há 12 anos. O censo deveria ter ocorrido em 2020, mas veio a pandemia. Uma nova chance apareceu no ano passado, porém o governo cortou a verba do IBGE. Com dois anos de atraso, finalmente, a coleta de dados começou na segunda-feira. Foram aplicados R$ 2,3 bilhões para que 183 mil trabalhadores batam de porta em porta com os questionários que dirão o tamanho da população brasileira, quantos são homens e mulheres, a taxa de mortalidade, os perfis de raça e renda, além dos estratégicos dados sobre o saneamento básico nas residências. Tudo isso é essencial para, por exemplo, evitar distorções em levantamentos como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). No Ao Ponto desta quarta-feira, uma das mais importantes demógrafas do país, a professora Suzana Cavenaghi, explica os prejuízos causados pelos dois anos de atraso para a realização do censo. Ela também analisa de que forma esses dados são essenciais para a formulação de políticas públicas em todos os níveis de governo. E explica os obstáculos para a inclusão de perguntas sobre orientação sexual e identidade gênero, que ficaram de fora do questionário após uma batalha judicial.
Todo ano é assim: os mais importantes centros de oncologia do mundo ficam ligados a um congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco). Lá, são apresentadas as principais novidades no tratamento da doença, que tem, apenas no Brasil, mais de 600 mil diagnósticos, anualmente. Só que, dessa vez, os resultados, em diferentes frentes, foram considerados excepcionais. É o caso das pesquisas relacionadas a determinados tipos de câncer de reto. Também houve avanços importantes relacionados à doença na mama e no pâncreas. Nesse último caso, por meio de uma terapia que tem, cada vez mais, resultados satisfatórios no combate a diferentes formas de câncer de sangue, a chamada imunoterapia com células Car-T. No Ao Ponto desta terça-feira, o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, o médico Paulo Hoff, conta por qual razão os resultados apresentados este ano foram considerados paradigmáticos. Ele também explica de que forma a chamada terapia com células Car-T avança para além do câncer de sangue e quais são os desafios do presente para enfrentar a doença aqui no Brasil, como a falta de medicamentos e a dificuldades para a inclusão no SUS das terapias mais modernas contra a doença.
A presidente da Câmara dos Estados Unidos, a deputada Nancy Pelosi, tem uma viagem marcada para Taiwan neste mês de agosto, o que ampliou a tensão na já conturbada relação entre americanos e chineses. Diante da crise provocada pela decisão da parlamentar, na última quinta-feira, dia 28, os presidentes Joe Biden e Xi Jinping tiveram uma longa conversa por telefone: Xi foi direto e disse a Biden que "se brincar com fogo, vai se queimar". Segundo os relatos oficiais, foi uma conversa honesta e profunda. O líder chinês também foi taxativo ao afirmar que se opõe fortemente à interferência de forças externas em Taiwan. Biden reafirmou que o país segue o princípio de "uma só China", mesmo apoiando a autodefesa de Taiwan, com quem mantém relações desde a década de 1970. Tudo isso em meio ao reforço da atividade militar chinesa na região. No Ao Ponto desta segunda-feira, o professor Maurício Santoro, do departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), analisa como a iminente visita de Nancy Pelosi à ilha de Taiwan pode gerar uma crise sem precedentes entre as duas maiores potenciais mundiais e avalia as repercussões dessa nova frente de tensão.
O Tesouro Nacional divulgou os números na quinta-feira: as contas do governo tiveram o melhor resultado no primeiro semestre desde 2013. As receitas superaram as despesas em R$ 56,5 bilhões. E arrecadação bate recordes mês a mês, puxada pelo Imposto de Renda e pelos tributos sobre o lucro das empresas. As receitas também foram turbinadas pela venda da Eletrobras e pelo aumento dos dividendos pagos pelas empresas estatais à União. Só a Petrobras repassou R$ 50 bilhões, dos quais R$ 32 bilhões foram anunciados na quinta-feira. Mas vem mais dinheiro por aí. O governo pediu aos bancos públicos e à petroleira que antecipem dividendos para tapar o buraco criado pela PEC eleitoral, a que garante o Auxílio Brasil de R$ 600 e outras benesses até dezembro com um gasto fora do teto de R$ 41,2 bilhões. Essa manobra tem sido vista por especialistas como uma pedalada, já que haverá mudança no calendário de pagamentos para sustentar as ações do governo em véspera de eleição. Isso sem contar que o próprio presidente Jair Bolsonaro é o principal porta-voz dos críticos aos lucros da Petrobras. No Ao Ponto desta sexta-feira, a economia Juliana Damasceno, especialista em contas públicas da consultoria Tendências, explica por qual razão essa antecipação de receitas das estatais pode ser chamada de pedalada e como essa alternativa agrava a chamada bomba fiscal prevista para o próximo ano.
A varíola dos macacos avança pelo mundo e é considerada uma emergência de saúde pública internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O surto já infectou mais de 16 mil pessoas em 75 países onde esse vírus não circulava. Porém, a própria OMS assegura que a doença pode ser controlada, com coordenação, testagem e estratégias certas para grupos certos. Mas a entidade avalia que o Brasil precisa atuar com mais firmeza para impedir o agravamento do quadro por aqui. O país já contabiliza 978 casos, sendo que 75% deles estão em São Paulo. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que adota todas as medidas para enfrentar a doença. Mas os secretários de Saúde dos estados afirmam que falta coordenação e apontam para o atraso na negociação de vacinas. De fato, o país larga atrás de países como Estados Unidos, Canadá e do bloco da União Europeia, que há nove semanas já negociaram suas doses. A perspectiva é que o Brasil receba poucos imunizantes neste ano, com um quantitativo maior previsto apenas para o segundo trimestre de 2023. No Ao Ponto desta quinta-feira, a repórter Mariana Rosário explica por que o caso do Brasil é visto com preocupação pela OMS. Ela também conta o que já se sabe sobre as vacinas e a propagação do vírus, cuja incidência tem sido relacionada a relações sexuais com mais de um parceiro.
O número de brasileiros com armas só aumenta. Em 2018, eram cerca de três milhões de armas autorizadas para os chamados CACs (Colecionadores, Atiradores desportivos e Caçadores). Hoje, o mesmo grupo tem 46 milhões de permissões de compra, inclusive de armento de grosso calibre. Essa explosão ocorreu ao longo dos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, que flexibilizou a legislação, com dezenas de atos, decretos e projetos de lei que desfiguram o Estatuto do Desarmamento. Os CACs, inclusive, têm apelado às assembleias estaduais para garantir licenças para que cidadãos andem armados, com projetos de lei em todas as unidades da federação. Ao mesmo tempo, há uma vigorosa expansão de clubes de tiro: só no ano passado, 457 novas entidades de tiro desportivo foram abertas no Brasil, um crescimento de 34% em relação a 2020. Especialistas avaliam que essa combinação, somado à falta de fiscalização sobre o registro dos CACs, cria um exército de civis armados e facilita a atuação das organizações criminosas. No Ao Ponto desta quarta-feira, a repórter Aline Ribeiro detalha esse aumento expressivo no número de armas nas mãos de pessoas que não fazem parte de qualquer força de segurança. Ela também analisa de que maneira essa situação reforça a atuação política dos atiradores e beneficia o crime organizado.
Nos últimos anos, o Brasil foi marcado pelo aumento exponencial da geração de energia solar. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2022, a capacidade instalada no país deve alcançar 25 gigawatts, contando com tetos de prédios e casas, o que representa 8,1% da produção de energia elétrica do país, atrás da hídrica (53,9%) e eólica (10,8%). E parte desse sucesso se deve a uma política de subsídios. Com a isenção de encargos e taxas, a conta de luz fica bem mais baixa. Mas esse incentivo, que valerá até 2045, está saindo de cena. Só servirá a quem fizer a implantação do sistema até o dia sete de janeiro do ano que vem. Depois disso, os encargos começarão a ser repassados, de maneira gradativa, até 2029. Por isso, as empresas fornecedoras de painéis solares projetam um aumento expressivo nas vendas desses dispositivos ainda neste ano, com um aumento de faturamento superior a 300%. No Ao Ponto desta terça-feira, o repórter Bruno Rosa explica as vantagens da adoção dos painéis solares até janeiro e analisa a explosão desse mercado, que deve continuar a crescer mesmo depois da implementação das novas regras.
Com a renúncia do primeiro-ministro Boris Johnson, o Reino Unido vive a expectativa de quem irá sucedê-lo. A disputa se dá entre dois políticos de destaque no gabinete, ainda comandado interinamente por Johnson. O ex-secretário do Tesouro Rishi Sunak, que liderou o movimento de debandada do governo, o mais votado entre os conservadores na Câmara dos Comuns, e a ministra das Relações Exteriores, Liz Truss, que tem atuação destacada na defesa do Brexit. Johnson, que protagonizou momentos constrangedores nas festas proibidas regados a álcool na residência do governo britânico em pleno lockdown, no caso conhecido como "partygate", também foi afetado pela conduta que adotou diante de escândalos sexuais envolvendo homens de sua confiança. Além da alta de inflação e da economia em lenta recuperação no pós-pandemia, quem vier a sucedê-lo também estará diante da Guerra na Ucrânia, em que o líder conservador atua de forma relevante na defesa das duras sanções impostas ao Kremlin e no fornecimento de armas aos ucranianos. No Ao Ponto desta segunda-feira, a repórter Ana Rosa Alves detalha o perfil dos candidatos a chefiar o governo britânico e projeta as perspectivas para o Reino Unido após o "hasta la vista, baby" de Boris Johnson.
Foram praticamente 72 horas de silêncio até que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se pronunciasse sobre as mentiras contadas por Jair Bolsonaro a dezenas de embaixadores sobre o sistema eleitoral brasileiro. A resposta de Aras foi dada na quinta-feira, por meio da divulgação de um vídeo gravado em 11 de julho, portanto, antes da fala do presidente. Aras não cita Bolsonaro, mas fez questão de ressaltar um trecho que rebate frontalmente a tese apresentada pelo candidato à reeleição. "Nós não aqui aceitamos alegação de fraude porque nós temos visto o sucesso da urna eletrônica ao longo dos anos, especialmente no que toca à lisura dos pleitos", afirmou o procurador-geral. Porém, resta saber o que Aras fará diante das alegações de fraude feitas pelo presidente no encontro com os chefes de delegações estrangeiras na última segunda-feira, no Palácio da Alvorada. As falas motivaram duras respostas, como a da embaixada americana em Brasília e de procuradores da República, inclusive alguns aliados de Augusto Aras, e também estão na mira de ações levadas à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF) por parlamentares de oposição. No Ao Ponto desta sexta-feira, o repórter Aguirre Talento avalia até que ponto Augusto Aras delimitou um limite ao seu conhecido respaldo às ações e declarações do presidente e explica as chances de o PGR levar essa investigação adiante. A repórter Mariana Muniz conta como os ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral acompanham a atuação do procurador-geral nesse caso.
A relação é de amor. São milhões espalhados pelo Brasil. Alguns pertencem a nações reconhecidamente mais populares. Outros, assumidamente, estão em número menor, porém igualmente apaixonados. Os torcedores são a razão de ser das equipes de futebol. Não apenas como motor de vitórias. Eles também movimentam o caixa dos clubes e, em muitos casos, têm participação decisiva na saúde financeira de seus times do coração. E como a relevância do torcedor é inquestionável, o GLOBO contratou junto ao Ipec, um dos mais prestigiados institutos de pesquisa do país, levantamento que detalha o tamanho das maiores torcidas do Brasil. Duas mil pessoas foram ouvidas, entre os dias primeiro e cinco de julho, em 128 municípios nas cinco regiões. Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco lideram o ranking, seja nas capitais ou no interior. Mas a pesquisa, que você pode conferir em todos os detalhes no site do GLOBO, ainda calcula margens de erro que respeitam o contexto de cada um desses clubes, com recortes por regiões e estratos por renda e idade. No Ao Ponto desta quinta-feira, o editor de Esportes, Thales Machado, e o colunista Rodrigo Capelo analisam como essa paixão nacional agrega receita para os times. Eles também discutem em que medida os clubes aproveitam ou não todo o potencial gerado pelos apaixonados torcedores.
Faltando um pouco mais de 70 dias para as eleições, um presidente, candidato à reeleição, reforça uma teoria conspiratória e falsa para desacreditar o sistema eleitoral. Essa história aconteceu nos Estados Unidos, em agosto de 2020, quando Donald Trump contestava a votação pelo Correio, prevista na Lei americana e que foi importante para assegurar o direito ao voto por lá no auge da pandemia. Porém, o mesmo ocorreu por aqui na última segunda-feira, quando o presidente Jair Bolsonaro promoveu um encontro com embaixadores de dezenas de países para voltar a lançar suspeitas, sem provas, sobre o sistema eleitoral brasileiro. Em comum entre Trump e Bolsonaro, um cenário eleitoral desfavorável para os dois postulantes à reeleição. No caso de Bolsonaro, o alvo não é o voto pelo correio, mas, sim, a urna eletrônica, cuja segurança é atestada pela Justiça Eleitoral e também por procuradores da República, peritos, delegados da Polícia Federal e até pela embaixada americana, que foram a público defender o sistema de votação na terça-feira. No Ao Ponto desta quarta-feira, a professora de Relações Internacionais da UNIFESP Cristina Pecequilo mostra como a tática de Trump naquela ocasião se assemelha à usada agora por Bolsonaro. Ela também aponta diferenças entre os cenários americano e brasileiro. O colunista Bernardo Mello Franco avalia o que leva o presidente brasileiro a adotar uma postura que, segundo seus próprios aliados, não agrega votos, e analisa até que ponto as instituições são capazes de evitar que as sucessivas insinuações contra o sistema eleitoral permitam a tentativa de contestação dos resultados que serão apontados pelas urnas em outubro.
Essa semana, que já começou marcada pelos ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral perante embaixadores estrangeiros, também dá início a uma etapa decisiva para a campanha de todos os candidatos. Nesta quarta-feira (20), começa o período das convenções que oficializam os nomes que estarão nas urnas eletrônicas, inclusive o do próprio Bolsonaro. Mas muitos candidatos, sejam aqueles em pior situação nas pesquisas para presidente ou os que lideram as disputas para governador em grandes colégios eleitorais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enfrentam dilemas para indicar o vice. Em alguns casos, a novidade da federação atrapalha os acordos partidários. Em outros, o problema é encontrar alguém que agregue votos. Até mesmo candidatos à reeleição e que lideram as pesquisas têm dificuldades para confirmar um nome. No Ao Ponto desta terça-feira, o repórter de Política Bernardo Mello explica quais são os entraves para a indicação do vice entre alguns dos principais candidatos nas disputas estaduais e de candidatos a presidente, como Ciro Gomes e Simone Tebet. Ele também analisa de que forma a regra das federações a polarização entre Lula e Bolsonaro afeta a formação das chapas às vésperas do início da campanha.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina CoronaVac — imunizante do Instituto Butantan — para o público entre 3 e 5 anos na última semana. Em decisão unânime, foi sustentado que a inclusão dessa faixa etária na imunização contra a Covid-19 pode evitar o agravamento da doença no grupo. De acordo com estudo da Fiocruz, o número de mortos disparou nessa faixa (que até então não era contemplada pela vacinação) no início do ano. Já segundo o boletim Infogripe, foi constatado que a Covid-19 corresponde à maioria dos diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até quatro anos. O Rio de Janeiro, por exemplo, já começou a vacinar seus pequenos, antecipando-se ao Ministério da Saúde. Assim como os outros grupos, as crianças precisarão contar 28 dias entre as duas doses, para concluir a imunização. No Ao Ponto desta segunda-feira, o médico pediatra Renato Kfouri, que também é membro do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, explica se é seguro para as crianças serem imunizadas em pleno inverno brasileiro e para avaliar qual o risco de novas variantes acometerem as crianças. Além disso, Kfouri avalia quando um novo imunizante estará disponível para atender o público infantil. Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes da atualidade. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay
Primeiro, veio a aproximação com o presidente Jair Bolsonaro e o pacto entre governo e centrão. Depois, já nas graças do Planalto, veio a eleição do deputado Arthur Lira (PP-AL) para presidir a Câmara dos Deputados. E com ela, o poder para retaliar adversários e conquistar apoio, seja às suas pretensões ou às do Palácio do Planalto. Lira passou a comandar o orçamento secreto, por meio da repartição do bolo das chamadas emendas do relator. Somente este ano, são R$ 16,5 bilhões que irrigam, prioritariamente, aliados do governo e o círculo mais próximo ao parlamentar. Finalmente, essa semana, o deputado de Alagoas mostrou o quanto que já acumula de poder. Diante da urgência para aprovar a PEC eleitoral, que libera R$ 41 bilhões para o governo gastar até o final do ano, o presidente da Câmara atropelou o regimento. Lira percebeu que o estado de emergência, a muleta inventada para driblar a lei eleitoral, corria riscos pela falta de quórum. Resolveu baixar um ato que liberou a presença virtual dos parlamentares e, com isso, permitiu a promulgação da Emenda Constitucional, na quinta-feira (14). Nesse ambiente, as comparações com o deputado cassado Eduardo Cunha, que presidiu a sessão do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, se tornam cada vez mais frequentes, como lembrou a jornalista Malu Gaspar, em sua coluna no GLOBO. No Ao Ponto desta sexta-feira, a Malu Gaspar conta o que une Cunha e Lira. Ela também analisa como o atual presidente da Câmara se equilibra entre acordos e ameaças e até onde vai a disposição do parlamentar para manter seu compromisso com a reeleição de Bolsonaro.
Em 2022, o euro completou 20 anos em circulação. É a moeda de 340 milhões de pessoas, em 19 países que já a adotaram como única. No ano que vem, com a chegada da Croácia, serão 20 nações na União Europeia. Mesmo antes da Guerra na Ucrânia, os membros da UE sabiam que este ano seria desafiador, com indicadores de inflação alta e desaceleração da economia. Porém, com o início do conflito com a Rússia, que responde por 40% da produção mundial de gás, no final de fevereiro, o cenário só fez se agravar, com reflexos disseminados. Nesta semana, esse ambiente hostil culminou na desvalorização do euro, que chegou a sair da paridade com o dólar, o que não acontecia desde 2002. Chegou a valer apenas US$ 0,998. E os europeus agora temem mais um efeito na economia: depois das sanções impostas ao Kremlin, há a preocupação de que o fornecimento de gás seja interrompido à Europa, isso porque o gasoduto Nord Stream 1 passa por reformas e o fornecimento de energia, vindo da Rússia, pode não ser retomado ao fim das obras, na semana que vem. No Ao Ponto desta quinta-feira, o economista Luiz Carlos Delorme Prado, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e PhD em Economia pelo Queen Mary University of London, explica como o euro chegou na atual situação e analisa de que maneira isso impacta o mercado global. Ele também explica os reflexos no Brasil e a falta de ação do governo para enfrentar adequadamente esse cenário.
Comments (60)

Joao Pedro

É preciso descobrir todos os financiadores desses atos e cessar esse financiamento.

Nov 23rd
Reply

Paulo Vieira

Acho que seria válido comentar mais sobre os outros candidatos a presidência. E não se prender epenas a Bolsonaro e Lula, embora sejam os que dominam no que se refere a "populismo".

Aug 27th
Reply

Daniel CG

Há 3 dias não postam os episódios aqui no Castbox, o que houve?

Aug 12th
Reply

Sem_NeuroseCast

Não lembro de ver esse repúdio quando o EUA invadiu o Iraque 🤔🤔🤔

Mar 2nd
Reply

Joao Pedro

lançaram duas vezes o mesmo episódio!

Jul 19th
Reply

Andrômeda Murphy Mercury

Eu NUNCA vou entender como o povo fala que a Globo é de esquerda. OS CARA TÃO METENDO O PAU NA CUBA NESTE PODCASTKKKKKKKK

Jul 13th
Reply (1)

Diego Favero

basicamente o entrevistado disse q ta uma merda, nao tem o que fazer pq se interferir piora.

Jul 6th
Reply

Joao Pedro

Total retrocesso. Excelentes explicações. Ao ponto tem ótimas trilhas sonoras!

Jun 29th
Reply

Joao Pedro

Ótimo episódio de hoje. Muito boa explicação sobre os remédios aprovados!

Apr 21st
Reply

Francisco

não sabemos nada aínda

Apr 15th
Reply

ID20096724

Seria interessante a inclusão do ponto de vista dos sindicatos de professores também, que foram muito citados pelos dois entrevistados. Ficou uma visão apenas de uma das pontas do sistema. Estas “duas histórias” não são as únicas em meio a essa tragédia que é a pandemia.

Oct 29th
Reply

Camilo Fernandes Chateauneuf

10:22 - 10:48 wtf?

Sep 28th
Reply

Joao Pedro

muito boa a entrevista com o Mandetta!!! gostei bastante.

Aug 7th
Reply

Joao Pedro

Excelente episódio de hoje !!!!! Parabéns Carol e boas férias !!!

Aug 4th
Reply

Joao Pedro

Parabéns a vocês. Acompanho sempre esse podcast todas as manhãs. Um dos melhores!!!

Jul 29th
Reply

Marcelo Ferreira

quero saber quando vai vender o banco do brasil... tem q vender aquela porcaria logo

Jul 21st
Reply

Joao Pedro

mto bom!!!!!!

Jul 21st
Reply (1)

Luís Felipe Cintra Oliveira

Pessoal, só um feedback. Que trilha sonora é essa? Me parece de mau gosto e inoportuna em algumas falas. Irritante, aliás.

Jul 13th
Reply

Brendo Marinho

#PodcastDoDia

Jun 30th
Reply

Joao Pedro

Estão fechando o cerco contra o Gabinete do Ódio.

May 29th
Reply (1)
Download from Google Play
Download from App Store