DiscoverAo Ponto (podcast do jornal O Globo)
Ao Ponto (podcast do jornal O Globo)

Ao Ponto (podcast do jornal O Globo)

Author: O Globo

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Aqui ninguém perde tempo, é direto ao ponto. O podcast do GLOBO, publicado de segunda a sexta-feira às 6h, aborda os principais temas do Brasil e do mundo, para que você compreenda tanto os desafios da economia e os trâmites da política, quanto as inovações tecnológicas e a efervescência cultural. É muito?
Os jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, apresentadores do AO PONTO, encaram o desafio. A cada episódio eles recebem convidados para uma conversa sobre os acontecimentos mais relevantes do dia.
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Na última sexta-feira (18), o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que 14 testemunhas passaram à condição de investigadas. Na lista, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dois ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Renan considera haver indícios de que esse grupo tenha cometido algum crime, e afirmou ainda que, até o fim dos trabalhos, o presidente Jair Bolsonaro também poderá ser responsabilizado. Mas a investigação não acabou. Ela entra em uma nova etapa, na qual os senadores miram empresas que se beneficiaram das escolhas estratégicas feitas pelo governo federal. A partir de agora, a CPI deve analisar, por exemplo, quem faturou com a disseminação da hidroxicloroquina. Outro tema sob análise será pressa para fechar contrato com a fabricante da Covaxin, a vacina indiana. Há ainda depoimentos aguardados, como do empresário Carlos Wizard, aliado de Bolsonaro, que não compareceu na semana passada. Ele chegou a ser procurado pela Polícia Federal e, na segunda (21), negociou sua presença para o próximo dia 30. No Ao Ponto desta terça-feira, as repórteres Natália Portinari e Julia Lindner, que realizam a cobertura diária dos trabalhos da CPI, analisam de que forma a comissão deve atuar até a conclusão dos trabalhos, prevista para o final de julho. Elas também explicam quais são as expectativas dos senadores em relação à possibilidade de a Procuradoria-Geral da República determinar uma investigação contra Bolsonaro, considerando os fatos até agora levantados pela CPI.
A partir do dia primeiro de julho, a União Europeia deve implementar o chamado passaporte de imunidade para todos os 27 países do bloco. A ideia é que cidadãos vacinados contra a Covid-19 possam se deslocar sem a necessidade de novos testes ou quarentenas. A Grécia foi a primeira nação a adotar um documento nesses moldes, e, hoje, esse modelo já está em vigor também em outros países, como Alemanha, Espanha, França e República Tcheca. Mas esse debate não é unânime. Nos Estados Unidos, por exemplo, governadores de estados como o Texas, assim como o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, são contra essa política. Eles acreditam que, na prática, ela tornaria a vacinação compulsória. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) é reticente e aponta a possibilidade de contágio por pessoas vacinadas e o acesso desigual ao passaporte como alguns dos motivos. No Brasil, o Senado Federal aprovou, no último dia 10, um projeto parecido ao europeu, e sua implementação ocorreria 45 dias após a sanção presidencial. Mas, neste caso, já surge o primeiro obstáculo: se aprovado pela Câmara, o presidente já disse que vetará. Além disso, há a necessidade da implementação de uma plataforma nacional e segura, e o próprio vice-presidente Hamilton Mourão, em entrevista ao podcast da Malu Gaspar — o Malu Tá On —, disse que essa não é uma política viável para o Brasil. No Ao Ponto desta segunda-feira, os jornalistas Eduardo Maia, do Caderno Boa Viagem, e Gian Amato, do blog do GLOBO Portugal Giro, explicam como são as experiências com o passaporte de imunidade no exterior. Já a epidemiologista e ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) Carla Domingues avalia os desafios que envolvem a sua implementação no Brasil.
Depois de 31 anos, o ministro Marco Aurélio Mello deixará o Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 5 de julho. Com isso, o presidente Jair Bolsonaro fará sua segunda indicação para uma das 11 cadeiras na Corte. Em sua primeira nomeação, quando contemplou o agora ministro Nunes Marques para a vaga de Celso de Mello, o presidente surpreendeu seus mais fiéis aliados. Na época, esperava-se o cumprimento de uma promessa feita ainda em 2019: a escolha de um ministro “terrivelmente evangélico” para o STF. Por isso, se o primeiro nome escolhido era conhecido por ter bom trânsito entre os políticos, o segundo deve cumprir a promessa de dois anos atrás. Diversos nomes foram cogitados, mas agora as apostas recaem sobre o atual advogado-geral da União André Mendonça. Além de evangélico, Mendonça se mostra leal às ações e declarações de Bolsonaro. Porém, nas próximas semanas, o presidente também terá outras duas escolhas importantes para sua relação com o Judiciário. A primeira será a nova ministra-substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A favorita para assumir o cargo é a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, igualmente com trânsito entre os religiosos. Já em setembro, o mandato de Augusto Aras na procuradoria-geral da República chega ao fim, e hoje não há dúvidas de que ele será reconduzido ao cargo. No Ao Ponto desta sexta-feira, a repórter Mariana Muniz, da sucursal de Brasília, e o editor de País, Thiago Prado, revelam de que forma André Mendonça se consolidou como o nome de Bolsonaro para a vaga no STF e como as próximas escolhas podem reforçar os laços do governo com lideranças evangélicas.
No dia 18 de maio, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, no programa Conversa com Bial, que o mais importante, nas eleições de 2022, é a convergência de uma “frente” para que a disputa presidencial não fique entre Bolsonaro e Lula. Segundo FH, o candidato não precisaria necessariamente ser do seu partido, o PSDB, desde que ele represente o chamado “campo democrático”. Por isso, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, participou, na quarta-feira (16), de uma conversa com dirigentes de outras seis legendas de centro, como DEM, MDB, Podemos e Cidadania, para discutir essa candidatura única. De acordo com os porta-vozes do encontro, haverá reuniões sistemáticas e já há unidade sobre a decisão de não apoiar o presidente ou o petista. Mas as divergências nesse campo que busca a “terceira via” ainda são profundas e dificultam a construção de um cenário para superar essa polarização. Isso mesmo depois que diferentes nomes já saíram da lista de potenciais candidatos, como o ex-presidente do partido Novo João Amôedo e o apresentador Luciano Huck. No DEM, por exemplo, ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta é o nome mais lembrado, porém a legenda está ligada ao governo federal, inclusive com ministros na Esplanada. No Ao Ponto desta quinta-feira, o colunista Bernardo Mello Franco e o cientista político e professor do Insper Carlos Melo analisam o atual cenário político e apontam as dificuldades para a formação de uma alternativa à polarização entre Bolsonaro e Lula.
A retomada da economia fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil voltasse ao patamar do final de 2019, antes da pandemia. No entanto, a recuperação é desigual, e justamente os brasileiros mais pobres foram os que menos se beneficiaram dela. Exemplo disso é o consumo das famílias, que se manteve estagnado, e o desemprego, que bate sucessivos recordes. Esse cenário reforça um dos mais antigos e graves problemas do país: a desigualdade. De acordo com estudo produzido pela FGV Social, a renda média está abaixo de R$ 1 mil pela primeira vez. Encolheu 11%, porém o recuo foi ainda maior para os 50% mais pobres da população. Nesse grupo, que tem um volume expressivo de trabalhadores informais, a renda teve uma redução de quase 21% no mesmo período. A FGV também mede a satisfação com a vida presente, e a chamada percepção da felicidade também impactou negativamente os mais pobres. O índice teve o pior resultado desde o início da série histórica, em 2006. Porém, não houve mudança nesse indicador para os brasileiros com renda mais elevada. Enquanto isso, no caso dos mais pobres, a queda foi expressiva. A diferença entre os extremos passou de 7,9%, em 2019, para 25,5% no final de 2020. No Ao Ponto desta quarta-feira, o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social e responsável pela pesquisa, explica por qual razão o crescimento econômico não beneficia as diferentes camadas sociais e aponta o que pode frear o aumento da desigualdade.
Benjamin Netanyahu, agora ex-primeiro-ministro de Israel, saiu do poder após 12 anos e quatro eleições. Bibi, como é conhecido no país, atuou com habilidade nos últimos anos para garantir sua sobrevivência política. Apenas no domingo (13) as últimas dúvidas sobre o fim de seu período como premier se dissiparam, quando o parlamento israelense, a Knesset, aprovou por uma margem mínima a formação de um novo governo. Essa aliança, marcada por um amplo e improvável espectro de forças políticas, é encabeçada pelo direitista Naftali Benet, que assume a cadeira de Netanyahu, e pelo centrista Yair Lapid, que será o chanceler e deve assumir o poder dentro de dois anos. A maioria dos opositores ao novo governo é aliada do mais longevo primeiro-ministro da história de Israel, que ainda não tem planos de se aposentar. Pelo contrário, já na segunda-feira, Netanyahu afirmou que está disposto a derrubar o governo na primeira oportunidade. O que, segundo o ex-premier, "está mais perto do que se imagina". No Ao Ponto desta terça-feira, o colunista Guga Chacra aponta as dúvidas que existem na nova relação entre Israel e palestinos. Ele também analisa o prejuízo para o governo Bolsonaro, que tinha Netanyahu como um dos poucos aliados no exterior.
Enquanto os países correm para controlar a pandemia de Covid-19 com vacinas desenvolvidas em tempo recorde, um imunizante contra outro vírus, que já matou mais de 34,7 milhões de pessoas nos últimos 40 anos, entra na última etapa antes da submissão às autoridades sanitárias. A vacina contra o HIV vendo sendo procurada há quatro décadas, porém o sucesso da pesquisa esbarra na grande variação genômica que caracteriza o vírus da Aids. Agora, no entanto, um estudo financiado pela Janssen, que usa duas vacinas combinadas, já alcança a fase final de análise em milhares de voluntários de oito países. E o Brasil fará parte dos chamados testes de fase 3, que apontarão qual é a eficácia da vacina nos ensaios clínicos. O recrutamento de voluntários começou em dezembro, termina em setembro deste ano e ocorre em cinco capitais, como Belo Horizonte. No Ao Ponto desta segunda-feira, o médico imunologista Jorge Andrade Pinto, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e responsável pelos testes da vacina contra o HIV no estado, explica em que etapa está o desenvolvimento desse imunizante, qual é o papel do Brasil nesse esforço mundial e como a descoberta de uma vacina eficaz pode mudar a estratégia de combate à pandemia de HIV.
Em 2020, o planeta Terra teve o ano mais quente da história. Os reflexos da crise do clima são conhecidos, urgentes e complementares aos desafios provocados pela extinção ou redução expressiva da população de espécies de plantas e animais, que dão vida aos mais diferentes ecossistemas. As chamadas crises do clima e da biodiversidade, causadas pela ação humana, alimentam uma à outra. E a solução para esses dois grandes impasses também precisa ser tratada de forma conjunta. Esse é o alerta de um relatório, divulgado na quinta-feira, que uniu, pela primeira vez, os dois principais comitês científicos ambientais do mundo. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC, e a Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossitêmicos (PIBSE). Por trás desse documento, está a direção que será adotada daqui para frente nos grandes debates mundiais sobre a sobrevivência da espécie humana e do planeta Terra. Os cientistas dos dois comitês ligados à ONU apontaram cinco recomendações, como frear a degradação de novas áreas com ecossistemas ricos na diversidade de espécies; restaurar a vegetação nativa nessas áreas que já foram destruídas e ampliar a adoção de práticas agrícolas sustentáveis. O grupo também defende a eliminação de subsídios para atividades prejudiciais à biodiversidade e a ampliação do número de áreas de proteção, que já existem em grande quantidade no Brasil. Por fim, o relatório desestimula práticas como o reflorestamento de ecossistemas que antes não eram ocupados por florestas, e a ampliação de áreas de monocultura, como a cana-de-açúcar e a soja. No Ao Ponto desta sexta-feira, o economista Bernardo Strassburg, professor da PUC-Rio e diretor-executivo do Instituto Internacional para Sustentabilidade, explica como já se pode perceber os impactos, inclusive econômicos, da eliminação de espécies da biodiversidade. Ele ainda conta como esse relatório será usado nos debates das cúpulas do clima e da biodiversidade, previstas para o segundo semestre deste ano.
Na última segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro provocou controvérsia com o Tribunal de Contas da União (TCU). Na ocasião, Bolsonaro afirmou que, segundo um relatório do órgão, cerca de 50% das 195 mil mortes pela Covid-19 registradas em 2020 não foram causadas pela doença. Bolsonaro foi imediatamente rebatido por meio de uma nota do TCU, que dizia não haver qualquer levantamento feito pelo órgão que indicasse erros nas notificações de óbitos pela Covid-19. O presidente reconheceu que o dado não era do TCU, mas voltou a insistir na teoria da supernotificação das mortes, ainda que sem provas. Mas isso não encerrou o caso. O TCU passou a investigar quem inseriu indevidamente no sistema um documento de duas páginas sobre o tema e de que forma o material foi parar nas mãos do presidente. Em menos de 48 horas, o auditor Alexandre Marques foi identificado como o autor do documento, o que levou a presidente do TCU, Ana Arraes, a determinar o seu afastamento preventivo por 60 dias e a abertura de um processo disciplinar. A presidente também solicitou que a Polícia Federal abra um inquérito sobre o caso, e Alexandre foi convocado a prestar depoimento na CPI da Covid. Filho de um coronel ligado ao presidente, Alexandre foi indicado para uma vaga na diretoria do BNDES, mas teve sua nomeação barrada por ministros do TCU. No Ao Ponto desta quinta-feira, o repórter Leandro Prazeres explica o que se sabe até agora sobre essa linha direta entre o presidente e o auditor que produziu o documento. O sanitarista e fundador da Anvisa, Gonzalo Vecina, que também já foi secretário nacional de Vigilância Sanitária, esclarece por que a tese defendida por Bolsonaro não encontra amparo em evidências científicas.
Em diversas ocasiões no início de 2020, o presidente Jair Bolsonaro expôs o que pensava sobre como o Brasil venceria a pandemia. Seria quando a imensa maioria das pessoas já tivesse sido infectada pelo novo coronavírus, produzindo a imunidade coletiva. A estratégia de estimular a chamada "imunidade de rebalho" foi amplamente defendida por conselheiros do presidente, como o ex-ministro Osmar Terra. Àquela altura, o debate estava em alta em outros lugares, como na Inglaterra, onde a estratégia era testada, porém não deu certo. O volume de mortes associadas seria tremendo. Foi quando os ingleses perceberam que a maneira certa de obter esse tipo de imunidade seria pela vacina. Aqui no Brasil, no entanto, o cerne do discurso da maior autoridade do país manteve-se inalterado. Essas ações e declarações de Bolsonaro compõem uma investigação, solicitada pela CPI da Covid ao Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Em um estudo de 200 páginas, o grupo montou um quebra-cabeças que aponta, segundo os estudiosos, uma estratégia federal para adotar a tese da imunidade coletiva por meio da infecção, e não da vacina. No Ao Ponto desta quarta-feira, o diretor geral do Centro de Estudos e Pesquisa em Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da USP (Cepedisa), professor Fernando Aith, explica os resultados na análise e de que forma os pesquisadores concluíram que houve uma estratégia de disseminar o vírus no Brasil.
No dia 26 de março, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de outros membros associados, celebraram os 30 anos do Mercosul. Mas o clima no encontro virtual não era de festa, como ficou claro no tom do discurso do presidente da Argentina. Alberto Fernández disse que lamentava, caso o seu país tenha se tornado um peso para o bloco econômico. E, de fato, na opinião dos governos de Brasil e Uruguai é disso que se trata. Os dois países querem um bloco mais aberto para o mundo. O Brasil negocia tarifas menores para importações de outras nações,a chamada Tarifa Externa Comum (TEC). Já os argentinos alegam que a fragilidade de sua economia impede a adesão a mudanças, como a redução dessa tarifa. O Brasil de Bolsonaro, adversário político de Fernández, não aceita esse argumento. A distância entre as posições é tão grande que o país vizinho recorreu aos ex-presidentes Sarney, Lula e Fernando Henrique em busca de apoio, que veio na forma de uma nota conjunta do tucano e do petista, na qual dão suporte aos argumentos da Casa Rosada. Mas a ordem do ministro da Economia Paulo Guedes é não ceder. E como nenhum lado cede, o impasse prevalece. A polêmica sobre a TEC, na verdade, expõe assimetrias e falhas que se aprofundaram em 30 anos do bloco econômico. Além da tarifa, o Brasil quer mais liberdade para fazer negociações paralelas e individuais com outros países, pleito compartilhado com o Uruguai, mas que fere as regras do tratado. Uma reunião, que deveria ocorrer nesta terça-feira para tratar desses assuntos, foi adiada por tempo indeterminado. No Ao Ponto desta terça-feira, a repórter especial Janaina Figueiredo, que acompanha o tema de perto, analisa a crise do bloco econômico e revela de que forma as atuais divergências ameaçam o futuro do Mercosul.
Já são 11 anos fazendo humor com linguagem jornalística. E a partir do próximo domingo, dia 13, o Sensacionalista embarca em um novo desafio. O quarteto do "jornal isento de verdade" vai assinar a primeira coluna de humor nas páginas do jornal O GLOBO desde abril de 2013, quando o cultuado Agamenon Mendes Pedreira, personagem fictício criado pelo programa Casseta e Planeta, chegou ao fim. A turma das manchetes que sempre ficam um tom ou mais acima da realidade, por mais bizarra que a própria realidade seja, também terá um blog no site do jornal, que estará sempre a postos para uma edição extraordinária. E no atual cenário político, o que não faltam são as notícias bizarras, que não necessariamente são concorrentes da sátira. Na equipe, são quatro sensacionalistas: os jornalistas Nelito Fernandes, Martha Mendonça e Marcelo Zorzanelli e o roteirista Leonardo Lanna. O time coleciona, com suas manchetes surreais, 3,2 milhões de seguidores no Facebook, 2,2 milhões no Twitter e 810 mil no Instagram. No Ao Ponto desta segunda-feira, o casal Nelito e Martha contam como é o processo de criação e exploram a influência da política para fazer piada e crítica no Brasil dos dias de hoje.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux, foi o convidado de 28 de maio no seminário E AGORA, BRASIL?, promovido pelos jornais O GLOBO e "Valor Econômico", com o patrocínio do Sistema Comércio, através da Confederação Nacional do Comércio (CNC), do Senac e de suas Federações. A mediação foi dos jornalistas Merval Pereira e Cristiano Romero. O resumo para este podcast foi produzido pela jornalista Roberta Pennafort, com edição de João Guilherme Lacerda.
No dia 23 de maio, o general de Divisão da ativa e ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello falou do alto de um carro de som, sem máscara, em ato promovido pelo presidente Jair Bolsonaro, após um passeio de moto no Rio de Janeiro. No dia seguinte, as reações negativas partiram de todos os lados, inclusive dos militares de alta patente, que viram na atividade a infração ao regulamento militar, que impede a participação de integrante das Forças Armadas em manifestações coletivas de caráter político. Até o vice-presidente Hamilton Mourão, um general de quatro estrelas, compreendeu que Pazuello merecia punição. Por isso, o Exército abriu um procedimento administrativo para avaliar o caso. Generais levavam a público o sentimento de que haveria, ao menos, uma advertência. Mas o presidente Jair Bolsonaro se opunha a qualquer tipo de punição, até mesmo a mais branda. Teria inclusive comunicado seu desejo ao comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira. Pazuello, que agora é funcionário da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência, sustentou ao Comando do Exército que o ato não tinha conotação política, uma vez que o presidente não está filiado a nenhum partido político. Nesta quinta-feira, o Exército informou que os argumentos foram aceitos e que, portanto, não cabia nenhum tipo de punição. Políticos, entidades da sociedade civil e setores das Forças Armadas, da ativa e da reserva, se surpreenderam com a decisão. No Ao Ponto desta sexta-feira, o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo e a historiadora Heloísa Starling, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e coautora do livro "Brasil, uma biografia", analisam o precedente criado pelo Comando do Exército e seus possíveis desdobramentos, dentro e fora da tropa.
O agravamento da pandemia na Índia levou o país a uma explosão de casos e óbitos pela Covid-19. E suas consequências geram preocupação em todo o mundo. Uma delas é a variante B.1.617, descoberta no país e considerada mais transmissível pela OMS. A outra é a incidência em milhares de indianos de uma doença provocada por um fungo de alta letalidade. O nome é mucormicose e mata cerca de 50% das pessoas que a contraem. Nos últimos meses, outros países também registraram casos de infecção pelo mesmo fungo. O distúrbio geralmente aparece em pessoas com algum tipo de imunodeficiência, e estudos verificam se há uma correlação entre os casos e a infecção pelo Sars-CoV-2. No Brasil, o Hospital de Clínicas de São Paulo identificou um paciente com Covid-19, com idade entre 30 e 40 anos, que desenvolveu a doença, sem que houvesse outra comorbidade. Mas não foi o único. No Amazonas, foi confirmada a morte de um paciente com diabetes devido à mucormicose em Abril, e há outros casos suspeitos sendo investigados em São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. No Ao Ponto desta quinta-feira, o coordenador do comitê de micologia médica da Sociedade Brasileira de Infectologia, o médico infectologista Flávio Telles, explica o que é, afinal, essa doença. Ele também analisa se existe alguma relação entre esses casos e a variante encontrada pela primeira vez na Índia e quais são os outros fungos que oferecem riscos aos pacientes hospitalizados.
Em março, as escolhas entre a vida e a morte de pacientes ocorreram em diferentes lugares do Brasil. Na cidade de Serrana (SP), município de pouco mais de 45 mil habitantes, não foi diferente. Àquela altura, o dado gerou certa apreensão porque já estava em curso um estudo científico na cidade, produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), para aferir a efetividade da vacina CoronaVac. Mas ainda não era hora de verificar os resultados. Isso só aconteceu agora, no final de maio, depois que quase 28 mil adultos de Serrana, considerados elegíveis para a vacina, tomaram a segunda dose. A notícia foi a melhor esperada: segundo o Butantan, a cidade teve uma redução de 95% no número de óbitos, 86% no número de internações e 80% no de casos sintomáticos de Covid-19. Uma realidade bem diferente de outros municípios da mesma região, onde os hospitais estão no limite. A cidade polo, Ribeirão Preto, tem mais de 95% de ocupação dos leitos de UTI. Esse agravamento da pandemia torna Serrana uma ilha dentro de uma região pressionada pelo aumento de casos, por leitos ocupados e com uma população vacinada no mesmo ritmo do restante do Brasil. No Ao Ponto desta quarta-feira, a repórter Giuliana de Toledo e a médica infectologista Karen Morejon, que atua na rede pública e privada de Ribeirão Preto, revelam o contraste entre uma cidade vacinada e outra em lockdown, a 25 quilômetros de distância.
Durante uma audiência na Câmara dos Deputados, no mês passado, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, acendeu o sinal vermelho: para garantir o abastecimento de energia em 2021, serão necessárias medidas excepcionais. E elas já começam a se concretizar. Diante da maior seca dos últimos 90 anos na bacia do Rio Paraná, o governo emitiu um alerta de emergência hídrica para 5 estados, e a conta de luz vai ficar mais cara em junho, com a bandeira vermelha nível 2.As medidas para reduzir o consumo de água ainda estão em estudo, mas podem incluir restrições ao uso na agropecuária e à navegação por hidrovias. Por enquanto, não se fala em racionamento, mas as perspectivas não são boas, uma vez que a estação mais seca vai até outubro. No Ao Ponto desta terça-feira, o repórter Manoel Ventura, da sucursal do Globo em Brasília, fala sobre a crise hídrica e suas consequências neste ano.
Até 2020, o SarsCov 2 era um vírus desconhecido. Como ele não circulava entre os humanos, o organismo de ninguém estava pronto encarar essa batalha. Mas à medida que a pandemia avança, milhões de pessoas se contaminam a todo instante. Uma expressiva maioria se recupera e consegue desenvolver sua própria defesa. Um estudo feito no início do ano na Inglaterra indicou que as pessoas infectadas e curadas da Covid-19 ficam imunes por pelo menos cinco meses após a infecção. Na semana passada, a revista britânica Nature publicou outra análise, demonstrando que a imunidade de quem já contraiu o vírus pode ser ainda maior. Já o jornal americano The New York Times publicou os resultados de outra pesquisa, que corrobora os dados e adiciona outro fator importante: pessoas que se contaminaram e que também tomaram vacina ficam ainda mais resistentes. Porém, a intensidade e o período de proteção são relativos, o que fica demonstrado pelos variados exemplos de reinfecção. No Ao Ponto desta segunda-feira, a microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natália Pasternak, explica os resultados de estudos recentes que investigaram as defesas que a infecção e os imunizantes produzem contra a doença, e analisa como esses dados devem ser utilizados no combate à pandemia.
Debate realizado pelo GLOBO em 24 de maio tratou da falta de insumos e a dependência externa para a produção de vacinas. Participaram do debate: Antonio Carlos de Costa Bezerra, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina); Célio Hiratuka, professor livre docente e diretor associado do Instituto de Economia da Unicamp; Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, Sindusfarma; e Ricardo Gazzinelli, pesquisador de Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A mediação foi de Luciana Casemiro, jornalista do GLOBO.
Debate realizado pelo GLOBO em 24 de maio tratou do papel da indústria farmacêutica na garantia de vacinas contra a Covid-19. A indústria farmacêutica vem mostrando força e tem previsão de crescimento na produção brasileira, acelerada por fatores como a pandemia e a alta do dólar. Para diminuir a dependência de outros países, há planos de nacionalizar a fabricação de insumos. Participaram do debate: Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm); José Carlos Felner, presidente da GSK Brasil; e Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz. A mediação foi de Flavia Oliveira, colunista do GLOBO.
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Comments (51)

Joao Pedro

Ótimo episódio de hoje. Muito boa explicação sobre os remédios aprovados!

Apr 21st
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Francisco

não sabemos nada aínda

Apr 15th
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ID20096724

Seria interessante a inclusão do ponto de vista dos sindicatos de professores também, que foram muito citados pelos dois entrevistados. Ficou uma visão apenas de uma das pontas do sistema. Estas “duas histórias” não são as únicas em meio a essa tragédia que é a pandemia.

Oct 29th
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Camilo Fernandes Chateauneuf

10:22 - 10:48 wtf?

Sep 28th
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Joao Pedro

muito boa a entrevista com o Mandetta!!! gostei bastante.

Aug 7th
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Joao Pedro

Excelente episódio de hoje !!!!! Parabéns Carol e boas férias !!!

Aug 4th
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Joao Pedro

Parabéns a vocês. Acompanho sempre esse podcast todas as manhãs. Um dos melhores!!!

Jul 29th
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Marcelo Ferreira

quero saber quando vai vender o banco do brasil... tem q vender aquela porcaria logo

Jul 21st
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Joao Pedro

mto bom!!!!!!

Jul 21st
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Luís Felipe Cintra Oliveira

Pessoal, só um feedback. Que trilha sonora é essa? Me parece de mau gosto e inoportuna em algumas falas. Irritante, aliás.

Jul 13th
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Brendo Marinho

#PodcastDoDia

Jun 30th
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Joao Pedro

Estão fechando o cerco contra o Gabinete do Ódio.

May 29th
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Brendo Marinho

#PodcastDoDia

May 21st
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Joao Pedro

Ótimo podcast!!!! um governo totalmente disfuncional e sem racionalidade que ao emitir uma orientação que coloca em risco a saúde de toda população não contribui em nada com os verdadeiros problemas como falta de testes, respiradores e leitos, sem contar os graves efeitos colaterais da Cloroquina e a ausência de evidências científicas quanto sua eficácia. /// as trilhas sonoras do Ao Ponto são muito bem escolhidas. Parabéns!!!!

May 20th
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Vagner Lúcio de Lima

, x

May 3rd
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carmelina collado

pare a música que é muito chata e perturbadora em um podcast

May 1st
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Vou Upar Da Silva

muito bom. já ia reclamar que não está completo e vi ali parte 1.

Apr 16th
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Joao Pedro

muito bom!

Apr 15th
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Vagner Lúcio de Lima

O Ao Ponto de hoje, do jornal O Globo, está no ponto - maravilhoso 👌

Mar 31st
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Andreia Santos

Alberto Einstein. Por si só já é uma fake.

Mar 30th
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