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Brasil Latino - USP

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Autor: Jornal da USP

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O programa Brasil Latino traz um panorama da América Latina a partir da produção acadêmica da Universidade de São Paulo e da visão de personalidades da sociedade brasileira. As entrevistas abordam temas da atualidade e da história do continente nas diferentes áreas do conhecimento, sempre com a participação de professores, pesquisadores e especialistas.
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Em 19 de julho de 1979, quando os sandinistas tomaram o poder na Nicarágua derrotando a longeva ditadura da família Somoza, a América Latina foi tomada por um sentimento de esperança. Aqueles jovens guerrilheiros eram portadores da luta pela independência, justiça social e democracia. Logo após a revolução, avanços foram obtidos como o direito à saúde, educação e terra. Essas conquistas só não foram mantidas e ampliadas por causa da ingerência norte-americana que financiou grupos armados e assim sufocou o processo revolucionário. Por meio de eleições democráticas, a oposição derrotou os sandinistas e assumiu o poder em 1990. Somente em 2006, a Frente Sandinista de Libertação Nacional voltou ao governo com Daniel Ortega. Nessa altura, o partido já estava dividido. A dissidência sandinista, formada por comandantes guerrilheiros históricos, acusava Ortega e sua família de corrupção e acordos políticos espúrios para se manter no poder. Em abril de 2018, manifestações populares colocaram o governo em xeque e a repressão policial matou mais de 200 pessoas, segundo relatório da OEA. Desde então, a instabilidade política é permanente. A pandemia agravou os problemas econômicos e atualmente o futuro é incerto. Para falar sobre a situação da Nicarágua, o Brasil Latino entrevista a comandante guerrilheira Dora Maria Téllez, ex-ministra da Saúde e ex-deputada constituinte, que lidera o partido opositor Unamos, uma dissidência da Frente Sandinista de Libertação Nacional, e Paulo Abrão, especialista em Direitos Humanos na América Latina, PhD em Direito e ex-professor em universidades no Brasil e na Espanha. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
O mandato presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, foi marcado pelo afastamento de Washington da relação com a América Latina. A exceção ficou por conta da agressividade contra países considerados “inimigos”, como Cuba e Venezuela. O resultado dessa política foi o agravamento das condições econômicas desses dois países em razão do embargo econômico. Com o início do governo Joe Biden, existe a expectativa de uma reaproximação que fortaleça as relações comerciais e pautas de interesse comum como, por exemplo, as questões climáticas e de direitos humanos. O relaxamento das proibições à imigração indica essa direção. Mas como fica o caso do Brasil, cujo presidente teve um alinhamento automático a Trump nas pautas que agora estão sendo revisadas? Biden já sinalizou que deverá ter um tratamento que fortaleça a democracia em todos os seus aspectos, o que inclui temas que não são necessariamente de interesse do atual governo brasileiro. Na entrevista ao Brasil Latino, o editor-chefe do Americas Quarterly, Brian Winter, faz uma análise das perspectivas das relações entre os Estados Unidos e a América Latina. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
A história do escritor e jornalista Camilo Vannuchi traz as marcas de um tempo sombrio do Brasil. Seu pai ficou preso seis anos durante o regime militar. Um primo, Alexandre Vannuchi Leme, estudante de Geografia da USP, foi torturado e morto em 1973. Para homenageá-lo, o Diretório Central dos Estudantes da USP leva seu nome. Mas foi a partir do trabalho que fez na Comissão da Verdade da Prefeitura do Município de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad, que Camilo Vannuchi se interessou por um dos episódios mais reveladores do que acontecia nos porões da ditadura militar brasileira: a vala clandestina no cemitério de Perus, na zona norte da capital paulista. O livro A vala de Perus: uma biografia (Alameda Editorial) traz novos detalhes sobre esse acontecimento. Nesta edição do Brasil Latino, Vanucchi fala que, nesse local, em 1990, foi descoberta uma vala comum com mais de mil ossadas, muitas delas pertencentes a presos políticos assassinados pelo regime. O árduo trabalho de identificação das ossadas já leva mais de 30 anos e até agora somente três prisioneiros políticos tiveram suas identidades confirmadas. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
A produção audiovisual brasileira sempre dependeu, majoritariamente, de recursos federais. Entretanto, a centralização na tomada de decisões nem sempre foi benéfica para Estados e municípios, que começaram a moldar estruturas próprias com leis de incentivo à cultura e ao audiovisual. Neste âmbito, em 2015, a Prefeitura de São Paulo criou a Spcine, empresa municipal responsável pelo desenvolvimento da indústria cinematográfica paulistana. Nesta edição do Brasil Latino, conversamos com Dilson Neto, coordenador de difusão da Spcine e responsável pelo gerenciamento e programação da Spcine Play e do Circuito Spcine, que conta com 20 salas públicas de cinema na cidade. Neto é graduado em Audiovisual pela Escola de Comunicações e Artes da USP e mestre em Roteiro pela Edinburgh Napier University. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Nascida em Curitiba, Ju Cassou desenvolveu sua carreira musical na cidade do Rio de Janeiro, onde contou com a honrosa participação de Jorge Benjor no lançamento de seu primeiro álbum Muito Prazer. Outros projetos tocados pela artista, como o Grupo Musical Garganta Profunda, Novo Rio e Rio Jazz Orchestra, foram essenciais para a sua projeção nacional e internacional, tendo este último permitido sua ascensão solo em outros Estados do Brasil e na Europa. Ju Cuíca, como prefere chamá-la Hermeto Pascoal, não se considera simplesmente uma cantora. Ela trabalha sua voz tal qual um instrumento, aplicando toda sua extensão e expressão vocal nas experiências teatrais e de dança, majoritariamente em repertórios de jazz e MPB. É a dubladora brasileira de Bela, do clássico da Disney A Bela e a Fera, e também diretora do projeto A Casa da Música, radicado na Granja Viana (Região Metropolitana de São Paulo), onde recebe compositores, vocalistas e artistas para a realização de shows e intervenções culturais. Ao longo do programa, ouvimos algumas de suas principais canções, dentre elas: Koratã, Mairomba, Mainoi, A Aurora, Saudades de Mim, Mulher Rendeira e, por último, Terra Vermelha, cantada na língua indígena guarani-kaiowá. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
2020 pode ser considerado o ano que não existiu. Por causa da pandemia da covid-19, o mundo parou à espera de uma vacina enquanto a economia naufragou, provocando desemprego, mais fome e miséria. Definitivamente, ninguém e nenhum governo estava preparado para enfrentar as consequências de uma doença desconhecida e que alcançou escala global. Mas, e o que dizer do Brasil e da América Latina? Que lições tirar desse momento da humanidade que castiga populações inteiras? Como as instituições que garantem a democracia estão enfrentando esse trágico momento? Na esfera das relações de poder, o que está mudando? Com a derrota de Donald Trump, governantes de extrema-direita saem enfraquecidos? Para falar sobre esses assuntos, o Brasil Latino conversa nesta edição com o filósofo e ex-ministro da Educação (governo Dilma Rousseff), Renato Janine Ribeiro. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Pensar a política na América Latina não é uma tarefa fácil. Ocupado majoritariamente por espanhóis e portugueses, o continente sofreu a espoliação típica do processo de colonização. O resultado é o controle das metrópoles centrais sobre os países da periferia, evitando assim movimentos soberanos e de ruptura com a dependência econômica. O processo de globalização do capitalismo enfraqueceu ainda mais as nações latino-americanas, o que veio acompanhado de desestabilizações políticas e de imensas dificuldades para a consolidação da democracia. Mas a América Latina também produziu teóricos e líderes cujas obras são referência para o pensamento político mundial. Dos peruanos José Carlos Mariategui e Victor Haya de la Torre, passando pelo cubano José Martí e chegando até as figuras lendárias dos centro-americanos Augusto Cesar Sandino e Farabundo Martí, o continente tem o que oferecer para a cada vez mais necessária reflexão sobre o seu futuro. Para debater esse assunto, esta edição do Brasil Latino recebe Angélica Lovatto, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unesp (campus Marília) e do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas, onde coordena o Grupo de Pesquisa CNPq Pensamento Político Brasileiro e Latino-Americano. Atualmente desenvolve estágio de Pós-Doutorado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Angélica é pesquisadora do IELA – Instituto de Estudos Latino-Americanos (UFSC). Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Cada vez mais a presença chinesa no mundo tem provocado reflexões que tratam dos riscos de uma nova hegemonia que substitua a atual liderança dos Estados Unidos. A China se tornou o maior comprador de produtos brasileiros e exerce forte influência econômica em muitos países latino-americanos. Para analisar esse cenário e as perspectivas de poder desse ator global cada vez mais relevante, o Brasil Latino traz nesta edição uma entrevista com Giorgio Romano Schutte, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC e doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Ele está lançando o livro Oásis para o capital – solo fértil para a “corrida de ouro”: A dinâmica dos investimentos produtivos chineses no Brasil (Appris Editora). A obra é resultado de pesquisa financiada pelo CNPq para o Observatório de Política Externa e de Inserção Internacional do Brasil. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Para quem imagina que o fenômeno das milícias no Rio de Janeiro é algo recente, precisa ler o novo livro do jornalista Bruno Paes Manso, A república das milícias: dos esquadrões da morte à era Bolsonaro. Nesta edição do Brasil Latino, o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP fala sobre a trajetória da violência que, numa espiral crescente, foi tomando formas cada vez mais próximas de uma ocupação criminosa do Estado do Rio de Janeiro. Se antes o Rio convivia com bicheiros, grupos de extermínio, traficantes e facções criminosas, agora o território é disputado e controlado pelas milícias, formadas por policiais civis e militares, membros do Corpo de Bombeiros, políticos corruptos, bandidos comuns e lideranças comunitárias. Também autor de A guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil, Paes Manso revela seu lado de repórter experiente e pesquisador rigoroso para apontar o perigo que ronda a democracia caso as milícias sigam ocupando cada vez mais espaço. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Gaspard Estrada conhece bem o Brasil. Passou um ano pesquisando a implantação das Subprefeituras em São Paulo e vê na descentralização da administração pública um caminho para garantir maior eficiência e qualidade de vida às populações das grandes cidades. Mas, ao analisar o panorama geral da América Latina, seu olhar é de preocupação. Para esse cientista político, a instabilidade institucional ainda é uma marca muito forte na história do continente. Diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe da Universidade Sciences Po, de Paris, e colaborador dos jornais Le Monde e The New York Times, o franco-mexicano Gaspard Estrada é o entrevistado desta edição do Brasil Latino. Segundo ele, entre avanços e retrocessos, a maioria dos países latino-americanos e caribenhos ainda busca encontrar seu próprio caminho enfrentando dificuldades históricas como a fragilidade democrática e a desigualdade social. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Quando Carolina Andrade e Giulia Faria se encontraram nos corredores da Escola de Comunicações e Artes da USP, em 2015, a identificação foi imediata. O que unia as duas estudantes de Música era a América Latina. Elas decidiram criar o projeto Volver a Latinoamerica, que resgata a melhor tradição musical do continente com compositores que marcaram época e fizeram história. É o caso de Silvio Rodriguez que, ao lado de Pablo Milanez, criou a nova trova cubana, uma vertente musical inovadora com base no marcante ritmo caribenho. Da Argentina, a dupla brasileira foi buscar Maria Elena Walsh, musicista e educadora, além da cantora Mercedes Sosa, conhecida como “La Negra” e possivelmente uma das intérpretes mais famosas do continente. Violeta Parra e Victor Jara são os dois chilenos que mais estão presentes no repertório do projeto Volver a Latinoamerica. A música de Violeta, mais nativa e fortemente ligada às tradições folclóricas do país, é também a voz que reverbera a rebeldia e o amor. Já Victor Jara, assassinado brutalmente pela ditadura de Augusto Pinochet (o artista teve suas mãos cortadas ainda vivo), eleva a canção latino-americana ao nível de uma emoção universal. Esse retrato musical latino-americano é o tema desta edição do Brasil Latino. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
No próximo dia 3 de novembro, a América Latina poderá ingressar em uma nova etapa caso o candidato democrata Joe Biden vença as eleições estadunidenses contra o atual presidente Donald Trump. As pesquisas indicam essa tendência. Mas o que de fato poderá mudar? E se houver uma reviravolta e Trump vencer? São questões abordadas nesta edição do Brasil Latino de 5 de outubro que teve a participação de Lucas Leite, professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e idealizador do canal do YouTube Em dupla com consulta. Para Lucas Leite, o processo eleitoral está fortemente marcado por uma conjuntura mundial totalmente nova com a pandemia da covid-19, que, inclusive, afetou o próprio presidente Trump. O comportamento dos eleitores em Estados decisivos como Ohio, Pensilvânia e Flórida podem determinar o vencedor. Leite acredita que o panorama atual favorece Biden, especialmente na economia, onde Trump começou bem o ano, mas agora não tem mais esse trunfo na mão. Outro fator que favorece o candidato democrata é a sua vice, a senadora pela Califórnia, Kamala Harris. Identificada com as questões raciais, sua presença na chapa soma votos na comunidade negra, fortemente mobilizada nos últimos meses após o assassinato de George Floyd por um policial branco. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Muito tem se falado em guerra híbrida ou guerra cultural. Mas até que ponto esse conflito existe? Qual é a sua dimensão? Quem são os seus soldados? Quais são as bandeiras que defendem? São essas questões que o professor de Antropologia da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leirner, quer responder no livro O Brasil no espectro de uma guerra híbrida: militares, operações psicológicas e política em uma perspectiva etnográfica, lançado recentemente pela Alameda Editorial. Ele é o entrevistado desta edição do Brasil Latino. Com doutorado em Antropologia pela USP, Leirner pesquisa temas como a presença dos militares na política, novas modalidades de guerra e o Estado numa perspectiva etnográfica. Ele também é autor do livro Meia-volta, volver: um estudo antropológico sobre a hierarquia militar (FGV, 1997). Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
A proximidade das eleições presidenciais norte-americanas está provocando um interesse cada vez maior em vários países, especialmente no Brasil, onde Jair Bolsonaro aposta todas as suas fichas numa aliança com Donald Trump. Se Trump perder, Bolsonaro perde. Isso porque a opção brasileira não é com uma política de Estado, mas com uma política de governo, portanto transitória. Quem faz o alerta é a coordenadora do curso de Relações Internacionais da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), Fernanda Magnotta. Ela é especialista em política dos Estados Unidos e tem acompanhado os últimos processos eleitorais. Também é autora do livro As ideias importam: o excepcionalismo norte-americano no alvorecer da superpotência. Fernanda é a entrevistada desta edição do Brasil Latino. Para ela, no quadro atual, o candidato democrata Joe Biden leva vantagem porque está passando uma mensagem de centro que busca atrair os eleitores desiludidos com Trump. A indicação da senadora da Califórnia, Kamala Harris, como vice na chapa de Biden mirou o eleitorado mais progressista, que nas prévias se inclinava por Bernie Sanders. Mas nada está definido. A votação pelo correio é um tema em disputa e a própria presença do eleitor no dia da votação é uma incógnita, já que o voto nos Estados Unidos não é obrigatório. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
A gestão pública tem sido alvo de várias críticas por não garantir a efetividade das políticas nas diferentes áreas da sociedade como educação, saúde, segurança pública e assistência social. O cenário não é somente brasileiro, mas atinge muitos países latino-americanos. Para tratar do tema, esta edição do Brasil Latino conversa com os professores Wagner Tadeu Iglesias e Agnaldo Valentin, ambos do curso de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Para os pesquisadores, as críticas são, em sua maioria, injustas, baseadas no senso comum difundido pela mídia que atribui aos governos todos os males existentes na sociedade, desconsiderando o contexto histórico no qual o Estado está inserido e para quais forças ele trabalha. Essas críticas desconhecem os mecanismos de funcionamento do Estado e de suas instâncias de governo, o que provoca desinformação e, em alguma medida, desalento social – daí a importância de cursos como o de Gestão de Políticas Públicas da EACH. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Desde a renúncia do presidente Evo Morales, em novembro do ano passado, a Bolívia vive uma tensão política permanente. O governo provisório de Jeanine Áñez não parece disposto a cumprir o que prometeu: eleições livres. Uma série de ações repressivas e processos ilegais contra os seguidores de Morales compromete a realização de um pleito democrático, finalmente marcado para 18 de outubro deste ano, após intensa pressão popular. A educadora popular Maria Dolores Arce, que dirigiu a Rede de Rádios dos Povos Originários, analisa em entrevista exclusiva ao Brasil Latino o cenário de retrocesso que acontece no país andino. Após a queda de Evo Morales, forças ultradireitistas assumiram o controle de praticamente todas as instâncias de poder. Judiciário e executivo, aliados a setores conservadores da Igreja e da mídia, desenvolvem uma campanha de descrédito das lideranças indígenas e populares. O candidato Luis Arce, do Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Morales, lidera as intenções de voto, mas existem sérias dúvidas se a justiça eleitoral boliviana não cassará seu registro. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Os imigrantes brasileiros estão apreensivos com o resultado das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. A política de Donald Trump tem sido cada vez mais restritiva e já resultou na deportação de centenas de brasileiros. Em Boston, Natalícia Tracy, a entrevistada do Brasil Latino desta edição, dirige o Centro do Trabalhador Brasileiro, que oferece assistência, orientação e acolhimento aos imigrantes. Ela é atualmente professora de Sociologia e Estudos Laborais na Universidade de Massachusetts. Com uma forte atuação junto à maior central norte-americana de trabalhadores, a AFL-CIO, Natalícia Tracy é personagem de uma invejável trajetória. Ela chegou aos Estados Unidos com 17 anos para trabalhar como babá de uma família brasileira. Dois anos depois, a família voltou ao Brasil e Natalícia ficou sozinha na condição de “indocumentada”, como são conhecidos os imigrantes sem visto de permanência. Disposta a enfrentar o risco de viver ilegalmente e praticamente sem falar o idioma local, ela foi trabalhar como cuidadora de idosos. Nesse período, conseguiu apoio para estudar inglês e completar os estudos universitários chegando a obter PhD, o que lhe deu a condição de se tornar professora na Universidade de Massachusetts. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
A crescente presença evangélica no Brasil e na América Latina está provocando inquietações que extrapolam a mera questão religiosa. Cada vez mais, essa vertente moderna do protestantismo histórico, conhecida como neopentecostal, adquire importância junto a uma população cujo cotidiano é marcado pela falta de esperança. Sem uma vida digna e com o aprofundamento das desigualdades sociais, a periferia das grandes cidades busca um conforto espiritual. Nesta edição do Brasil Latino, falamos com o jornalista e escritor Ricardo Alexandre, autor do livro A verdade os libertará, que traça um panorama crítico da atuação das igrejas neopentecostais em direção a um projeto de poder. Filiado à Igreja Batista, Ricardo Alexandre conhece como poucos os mecanismos de funcionamento das instituições religiosas e como elas conectam suas ações de forma horizontal, a ponto de alcançar os lugares mais distantes e periféricos. Essa massa de evangélicos, estimada em 50 milhões de pessoas no Brasil, é capaz de influenciar resultados eleitorais e colocar em xeque a política e a até então poderosa Igreja Católica. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Os estudos e a pesquisa sobre o continente latino-americano tem lugar especial na Fundação Memorial da América Latina, que completou 31 anos de existência. Nesse espaço público, idealizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, funciona o Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (CBEAL). Concebido pelo antropólogo Darcy Ribeiro, o CBEAL tem como objetivo promover a integração cultural, política, econômica e social da América Latina. Por meio de acordos de cooperação e convênios com instituições de pesquisa e universidades brasileiras e estrangeiras, entre elas a USP, são viabilizados trabalhos de pesquisa e estudos sobre temas latino-americanos. Um dos principais programas do centro é a Cátedra Memorial da América Latina, reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No âmbito da USP, a parceria é com o Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina, o Prolam. O Centro Brasileiro de Estudos da América Latina também é responsável pela Biblioteca Latino-Americana Victor Civita, com um acervo de aproximadamente 42 mil volumes, sendo 9,8 mil obras raras e especiais, das quais 37 estão registradas na Biblioteca Nacional. O acervo abrange o campo das ciências sociais, economia, história, cultura popular, artes e literatura latino-americanas. Para falar sobre as várias atividades do centro, o Brasil Latino desta semana recebe Luciana Latarini Ginezi, diretora da instituição. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
Esta edição do Brasil Latino traz uma entrevista com a economista Ana Paula Iacovino. Ela tem doutorado no Programa de Pós-Graduação Integração da América Latina (Prolam) da USP e é especialista em Economia Social e Desenvolvimento pela PUC-SP. Professora de instituições universitárias, Ana Paula escreveu, entre outros livros, O café na América Latina e O pequeno produtor de café no Brasil e na Colômbia: necessidade do mercado ou necessidade social? Na entrevista, ela fala das origens do café no Brasil e em outros países latino-americanos e como essa atividade agrícola ganhou importância econômica a ponto de ser chamado de “ouro negro” em determinadas épocas da história. Em nosso país o café entrou pela região Norte, vindo das Guianas. Depois, foi se expandindo até encontrar um grande potencial de crescimento no Sudeste. O café brasileiro ganhou mais recentemente um grande competidor no mercado internacional, a Colômbia, cuja expansão se deveu principalmente à oferta de uma alternativa aos agricultores locais que viviam da plantação da folha de coca. O café também tem um aspecto cultural importante na medida em que serve como elemento de socialização e confraternização entre as pessoas. Convidar para um café é sinal de proximidade e amizade. Brasil Latino O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer. . 
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