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Diálogos sobre o Património

Diálogos sobre o Património

Author: Diálogos sobre o Património

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Um podcast do Museu da Memória Rural
17 Episodes
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Este episódio (#17) do podcast Diálogos sobre Património explora a história, a arquitetura e a importância socioeconómica da cultura do figo e dos fornos de secar figos na região do Douro Superior e Vale do Tua.O episódio parte do projeto Memórias com Futuro, promovido pelo Museu da Memória Rural na aldeia de Lavandeira (Carrazeda de Anciães), que levou a população a percorrer o território para resgatar a memória ligada à figueira e aos antigos fornos de secar figos.O podcast aborda a odisseia da Ficus carica desde a Antiguidade (Sumérios, Egito, Grécia e Roma). Destaca-se o equívoco histórico atribuído à tradução da Bíblia Vulgata por São Jerónimo: a utilização da palavra latina malum (que significava tanto "mal/pecado" como "maçã") levou os artistas renascentistas a retratarem o fruto proibido como uma maçã, quando as próprias folhas de figueira e o contexto clássico apontavam para o figo.
O episódio 16# do podcast “Diálogos sobre o Património”, debruça-se sobre a história das alcunhas portuguesas. Imagine-se o cenário: Portugal, algures no século XVII. Um oficial de justiça ou um cobrador de impostos caminha pesadamente por uma estrada de terra batida, carregando debaixo do braço o seu enorme calhamaço de registos. Ao chegar à aldeia, depara-se com um labirinto antropológico. Abre o livro e lê: o pai chama-se António Luís, o filho Domingos Gonçalves e o neto responde por Domingos Borges. Oficialmente, para o Estado, não partilham um único apelido; são três perfeitos estranhos unidos pelo sangue, mas separados pela burocracia.Para o oficial, este é um pesadelo logístico. Se ousasse perguntar aos vizinhos pelo paradeiro de Domingos Borges, receberia apenas um encolher de ombros. No entanto, bastaria uma pequena correção na pergunta: "Onde mora a família dos Grilos?". Imediatamente, dez dedos apontariam para a porta certa. Este universo paralelo — onde o nome no papel é uma abstração e o rótulo da comunidade é a verdade absoluta — revela a força da antroponímia informal em Portugal. 
O 15.º episódio do podcast Diálogos sobre o Património explora as condições de trabalho e a exploração humana na vinha duriense durante as primeiras sete décadas do século XX, desconstruindo o mito do “postal ilustrado” do Alto Douro Vinhateiro.A análise cruza a memória individual com obras de autores neorrealistas (Alves Redol, Miguel Torga, João de Araújo Correia, Manuel Mendes e Guedes de Amorim) e espólios fotográficos da Casa Alvão e Foto Beleza.
Este 14.º episódio do podcast "Diálogos sobre o Património" propõe uma viagem imersiva pela Terra Fria Transmontana, desafiando os ouvintes a verem a paisagem não apenas como um cenário estético, mas como uma gigantesca "fábrica, farmácia e caixa de ferramentas". Guiados pelo lema popular "Usa e serás mestre", os apresentadores exploram como a dureza do clima e a necessidade absoluta forjaram um conhecimento empírico secular, passado de geração em geração através da tentativa e erro.
O 13º episódio do podcast "Diálogos sobre o Património" apresenta uma interpretação da obra "As Raízes do Futuro - O património a serviço do desenvolvimento local" (2012), de Hugues de Varine, um dos precursores da Nova Museologia e do conceito de ecomuseu e museu de identidade territorial.A Nova Museologia rompe com a ideia tradicional de museu como um edifício fechado que guarda objetos estáticos. Nesta visão, o museu é o próprio território (sem paredes) e a sua coleção é composta pelas pessoas, paisagens, saberes tradicionais e pela vida quotidiana da comunidade.
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