Claim Ownership

Author:

Subscribed: 0Played: 0
Share

Description

 Episodes
Reverse
O sexto programa do Podcast Observantropologia faz parte do quadro Pílulas Antropológicas. Para conversar sobre saúde mental convidamos Sonia Maluf (UFSC), professora visitante da UFPB e Rafaela Porcari, que é docente do curso de Terapia Ocupacional e mestranda na Antropologia da UFPB. Conversamos sobre como vai nossa saúde mental como pesquisadoras, sobre a importância do olhar da antropologia e das ciências humanas no estudo da saúde, e como as trajetórias acadêmicas de Sonia e de Rafaela chegaram até a saúde mental. Mediação: Stephanie Sacco @steph_sacco Links para as dicas: Livros indicados pela Sonia: Cem anos de Solidão, Gabriel Garcia Marquez (https://www.record.com.br/produto/cem-anos-de-solidao/) Amor em tempos de Cólera, Gabriel Garcia Marquez (https://www.record.com.br/produto/o-amor-nos-tempos-do-colera/) Eu sou dinamite, Sue Prideaux (https://www.planetadelivros.com.br/livro-eu-sou-dinamite/303910) Dicas da Rafaela: Instagram:  Loucura e cidadania @loucidufpb “Cem dias entre céu e mar”, do Amyr Klink, que tá disponível no podcast da Companhia das Letras (https://open.spotify.com/episode/4Gpl712egWboBeGXil1xcN?si=NQP1SVDFQ5WkPBB7bbxdjQ) Dica Stephanie Série EPIDEMIA do Podcast 37 graus (https://open.spotify.com/episode/3ioLYf4Q7sMw8mIHmX9TpM?si=gwHvRRzYSKmhSh5nvCjlnw) A edição desse episódio foi feita por Thiago Oliveira e Glauco Machado. A arte é de Thiago Oliveira. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Entre os meses de outubro de 2021 e abril de 2022 a equipe do Antropotretas esteve empenhada na produção da série Ligas Camponeses, em que percorremos as disputas e violências contra camponeses organizados no interior da Paraíba desde a década de 1950 até o presente. Partindo da experiência de produzir nossa primeira série narrativa, o episódio de hoje fala justamente sobre as nuances, particularidades e desafios da produção do podcast desde os seus bastidores. A conversa contou com a participação de Carol Parreiras, uma das produtoras do Campo Podcast junto com Paula Lacerda que também tem se aventurado pelos processos de experimentação sonora e estruturas narrativas. Pode não parecer ou ficar exatamente nítido no produto final, mas o processo de construção de um podcast é marcado por várias dúvidas, negociações e experimentações que fazem parte do dia a dia dos bastidores. Quem convidar, que tom dar à gravação, quais equipamentos usar, como conduzir uma história, quanto tempo um episódio deve durar são questões que fazem parte desse universo. Pensando nas formas de divulgação científica, essas questões somam-se ainda a duras e longas jornadas de pesquisa em acervos, a tentativa de encontrar sons e ambiências que reconstruam aspectos importantes da narrativa e que permitam mergulhar nas histórias não apenas a partir das vozes das pessoas, mas de várias camadas de som. Neste episódio discutimos esses pontos a partir da uma reflexão conjunta entre nossa equipe, responsável pela produção da série Ligas Camponesas, e a Carol na produção da série Sentidos de Campo. Em Sentidos do Campo, Paula Lacerda e Carol Parreiras descrevem o processo de pesquisa e o cotidiano da cidade de Altamira, lugar onde Paula realiza pesquisa há mais de uma década e que foi objeto de sua tese de doutorado sobre o caso dos meninos emasculados de Altamira. No processo de produção dos podcasts refletimos sobre a construção dos arquivos sonoros, o dia a dia do que não vai ao ar, as escolhas, experimentações e o exercício de traduzir os procedimentos de investigação para uma linguagem sonora. O episódio conta com participação de Carol Parreiras como convidada e foi apresentado por Camilla Iumatti Freitas e Patrícia Pinheiro. A montagem é de Leonardo Pinheiro e mixagem de HP Rodrigues, da produtora Barquinho. A gestão de redes sociais, arte e produção é de Thiago Oliveira. Esse podcast faz parte da Rádio Keke-kere de podcasts em Antropologia. Para saber mais, visite nosso site: www.antropotrettas.com --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Nem sempre o debate sobre reparação é fácil. Ele envolve um exercício difícil de descrever, mensurar, avaliar e tentar transformar violências e sofrimentos em unidades que possam ser material, moral e juridicamente semelhantes. No contexto das lutas camponesas, essa discussão tem ainda outras tantas dificuldades que dizem respeito tanto à pouca legibilidade que as violências sofridas tiveram frente ao sistema de justiça, como também com as configurações coletivas que a violência estatal e das milícias privadas impuseram. É nesse sentido que o lema das movimentações por reparação contra os efeitos da violência política, especialmente a partir da ditadura, se baseiam a restituição da memória, da verdade e da justiça. Neste o último episódio da série ligas camponesas nossa discussão é sobre como lidar com a dor e com os efeitos da violência no presente. Quais as tentativas produzidas para reparar as violações aos direitos humanos de populações camponesas e também como essas tentativas visibilizaram as discussões e perspectivas de futuro construídas pelos próprios camponeses? A gente tentou localizar essas discussões voltando ao nosso primeiro episódio e investigando os efeitos dessa mobilização feita por camponeses, aliados, organizações de defesa dos direitos humanos e pelo próprio governo aqui na Paraíba. Nos acompanharam nessa conversa as professoras Patrícia Ramiro e Iranice Gonçalves, além de Weverton Rodrigues, um dos mobilizadores do Memorial das Ligas e Lutas Camponesas. Mais informações e material complementar sobre a série e sobre nossos convidados e convidadas estão no nosso site, em www.antropotretas.com A série ligas camponesas é uma produção do Antropotretas, com apoio da produtora Barquinho. O roteiro deste episódio é de Patrícia Pinheiro, que também é responsável pela narração e condução junto com Camilla Iumatti Freitas. Montagem e edição de Leonardo Pinheiro, com mixagem e trilha original de HP Rodrigues. A produção e arte é de Thiago Oliveira.  --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
No relatório sobre violência no campo produzido pela Comissão Pastoral da Terra em 2020, a ex-procuradora Deborah Duprat descreve da seguinte forma o quadro atual da perseguição e violência contra pessoas e lideranças políticas no presente: "O Brasil está mais próximo de 1500 do que de 1988". O comentário da jurista ilumina algumas das conexões e atualizações nas formas de violência que habitam o mundo rural brasileiro. Nesse cenário de recrudescimento, formas históricas de violência se aliam a novos atores políticos e econômicos, como o agronegócio na atualização de dinâmicas de violação aos direitos humanos e cerceamento a direitos fundamentais. Enveredando pelos caminhos que essa discussão permite, neste que é a primeira parte do último episódio da série Ligas Camponesas conversamos sobre a longa duração das formas de violência no campo e também as estratégias pelo Estado e pelas próprias lideranças para disputar e garantir seu direito à memória, verdade e justiça.  Participaram deste episódio a professora Leonilde Medeiros e o Gilney Viana. O roteiro é de Patrícia Pinheiro, que também faz a narração junto com Camilla Iumatti Freitas. Produção e arte por Thiago Oliveira, edição e mixagem por Leo Pinheiro e HP Rodrigues da Produtora Barquinho. Mais informações no nosso site www.antropotretas.com, ou no Twitter ou Instagram --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Dizem que os tamanhos das fofocas é proporcional ao tamanho de sua importância. Se isso é verdade talvez seja uma pista para entender a série de rumores, teorias fantásticas e elaborações em torno das ligas camponesas. A bem da verdade, a transição entre os anos 1950 e 1970 foi bem complicada no contexto camponês. As turbulências e perseguições que iriam se tornar cada vez mais frequentes após o golpe militar de 1964 no mundo rural nordestino já tinha expressões bem fortes e violentas, estimulando movimentos de resistência e também de exílio. No quinto episódio da série ligas camponesas falamos sobre esses rumores em torno das organizações camponesas, em especial no contexto das ligas. Mais do que fofocas sem fundamento, esses rumores ocupam uma posição importante na repressão à mobilização camponesa porque se baseavam em valores que eram duramente combatidos naquele momento. Os rumores ajudaram a construir no imaginário público a ideia das ligas e de outros movimentos sociais como organizações criminosas, como "inimigos comunistas" com uma ideologia perversa que deveria ser combatida. O script dessa história vocês já devem imaginar, mas a gente conta com mais detalhes nesse episódio.  --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Nesse episódio convidamos a quem nos escuta a conhecer uma das histórias mais marcantes das ligas e lutas camponesas. Apresentamos o encontro de Elizabeth Teixeira e João Pedro Teixeira, ícones da luta camponesa e das disputas pela democracia no campo. O cordel é de autoria de Thiago Oliveira, com narração de Fernando Domingos e produzido pelo Antropotretas e pela Produtora Barquinho. Mais informações estão em nosso site: www.antropotretas.com --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
A história de qualquer mobilização social é marcada pelos encontros e desencontros das pessoas que fazem parte e se sentem companheiras de luta. No caso das ligas camponesas não foi diferente. O encontro de João Pedro e Elizabeth Teixeira, entre as famílias dele e de sr. Pedro Fazendeiro e o encontro entre a história das ligas em Sapé e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande misturam muitos caminhos. Em comum, esses encontros têm a tentativa de garantir melhores condições de vida. Há também bastantes desencontros, despedidas traumáticas e ausências. No quarto episódio falamos sobre as esses (des)encontros que criam histórias e marcam as lutas camponesas na Paraíba e pelo mundo. Falamos sobre o encontro de João Pedro e Elizabeth, entre o cineasta Eduardo Coutinho e Elizabeth Teixeira, e também do nosso encontro com o Memorial das Ligas Camponesas que marca o presente e preserva o passado da memória camponesa na Paraíba.  O episódio é uma produção do Antropotretas com produção da Produtora Barquinho. O roteiro é de Patrícia Pinheiro, com montagem de Leonardo Pinheiro e mixagem de HP Rodrigues. Thiago Oliveira apresenta o cordel do encontro de João Pedro e Elizabeth, aqui narrado por Fernando Domingos. Também ouvimos as vozes de Elizabeth Teixeira e Eduardo Coutinho que fazem parte do filme "Cabra Marcado pra Morrer", dos companheiros do Memorial das Ligas Camponesas (Gil, Nathan e Josilene) e Sérgio Barcellos. Mais informações sobre o podcast podem ser obtidas em nosso site www.antropotretas.com --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
A história da luta camponesa e da consolidação das ligas no interior da Paraíba é  marcada por inúmeras fraturas. São fraturas nos encontros entre parentes e famílias, nas longas interrupções, na presenta constante das pessoas ausentes. Essas fraturas e ausências têm sua razão tanto na necessidade de fugir e se esconder como modo de proteção para manter sua sobrevivência, mas também é o resultado do cotidiano de  violências políticas e de Estado que marcavam o mundo rural paraibano na primeira metade do século passado e durante a ditadura militar. No episódio de hoje exploramos algumas dessas histórias sobre saudade, desejo de presença e as possibilidades de reparação entre famílias que ficaram desamparadas pela ausência imposta por essas violências O episódio tem roteiro e narração de Patrícia Pinheiro, com áudios da Comissão Estadual da Verdade da Paraíba, e de Nathan do Memorial das Ligas Camponesas, em Barra de Antas, Sapé; Grabriela Novaes colaborou com a leitura do poema em homenagem a Pedro Fazendeiro e Leonardo Pinheiro com a leitura do noticiário. A edição e mixagem é da Produtora Barquinho.  --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Dois aspectos são centrais para a compreensão da história das formação e atuação das ligas camponesas no nordeste brasileiro.  O primeiro desse aspecto é a distribuição das terras na região, e as formas de exploração do trabalho e da mão de obra. No episódio dessa semana continuamos apresentando a história e pessoas que fazem as ligas pensando os efeitos da concentração de terra e dos regimes de trabalho para a conflagração das disputas por direitos.  --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Durante a primeira metade do século XX o Nordeste brasileiro foi o cenário de intensas mobilizações de grupos populares e categorias de trabalhadores. O ambiente político era marcado por tensões em torno da continuidade das formas históricas de opressão. Enquanto nas cidades as questões giravam em torno das condições de trabalho nas fábricas, no campo as desigualdades persistiam pela manutenção de regimes de trabalho exploratórios que datavam no período colonial e imperial.  No primeiro episódio da série Ligas Camponesas a gente apresenta o contexto político e de formação das ligas camponesas, pensando junto sobre as tensões e disputas que faziam parte daquele cenário. Nosso propósito é pensar a vida de pequenos proprietários a partir das tramas macro institucionais e de como elas alimentavam a vida nos engenhos, usinas e lotes até a emergência da Liga Camponesa do Engenho Galiléia, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco. Esse destino é nosso passaporte de entrada para a história das ligas que você vai acompanhar conosco ao longo das próximas semanas. Esse episódio contou com roteiro de Patrícia Pinheiro e Thiago Oliveira, edição de som de Leonardo Pinheiro e mixagem de HP Rodrigues, que também é responsável pelas músicas de trilha. A condução do episódio é de Patrícia Pinheiro e Camilla Iumatti Freitas, com participação de Gilney Viana (entrevista) e Elizabeth Teixeira (TV Pernambuco) e os arquivos da Agência Nacional. Mais informações sobre a série e sobre o Antropotretas estão disponíveis em nosso site: www.antropotretas.com --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
O ambiente de disputas conflagradas que são as disputas de terra no Brasil tem um longo histórico. Ele é resultado das nossas questões mais resolvidas com os diversos grupos sociais que historicamente foram se encontrando e desencontrando. Saindo das grandes cidades e indo para os arredores e interiores do Brasil, esse universo de disputas tem sido marcado por sangue, dor e apagamentos. Ligas camponesas é uma série narrativa especial do Antropotretas. Nela vamos contar a história de pessoas com João Pedro e Elizabeth Teixeira, Margaria Maria Alves, Pedro Fazendeiro e outros tantos nomes que na segunda metade do década passada constituíram um importante universo de disputas pela regularização da terra e pelos direitos de trabalhadores rurais e agricultores. Essa é uma história que conecta lugares, pessoas e temporalidades muito variadas que permitem entender não apenas uma porção da história da Paraíba, mas o universo de questões e problemas que persistem ainda hoje. A série é uma produção em seis episódios com colaboração da produtora Barquinho. Para saber mais, confiram nosso site.  --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Se tem um dilema compartilhado por cada pessoa hoje é encontrar e manter o tal falado emprego. Apesar de todos os retrocessos na legislação trabalhista e na retirada de direitos, a CLT ainda é a segunda mais queridinha na vida de cada um de nós, perdendo apenas para a aprovação no concurso. Brincadeiras à parte, corres, freelas, bicos, jobs e outros termos tem se tornado cada vez mais frequente em um cenário em que é preciso repensar  as relações entre o mundo da universidade e o exercício profissional da antropologia. E esse é justamente o tema do nosso último Antropotretas no bar, nossa temporada de conversas durante as férias pandêmicas. Agora que superamos a vida no app, fomos vacinados, pensamos no futuro e exortamos a sofrência, é hora de correr atrás daquele emprego tão almejado. Reunimos aqui nossas apresentadoras, a Camila, a Stephanie e a Patrícia para conversar sobre os encontros e trajetórias de cada uma de nós com a antropologia, a partir e além da universidade. Nesse episódio a gente mencionou o livro "Entre Saias justas e jogos de cintura", organizado pela Soraya Fleischer e Aline Bonetti, publicado pela editora Mulheres, de Florianópolis. Mencionamos também a apresentação da professora Daniela Manica que integrou os seminários do CASCA (Coletivo de Antropologia e Saúde Coletiva) da Universidade de Brasília, em 2020. A Daniela e a Soraya são as apresentadoras do podcast Mundaréu, que também faz parte da Rádio Kerekere. Dicas e recomendações: Se você quiser conversar um pouco mais sobre o mundo do trabalho, a gente recomenda que você escute o episódio especial sobre o antropólogo no mundo do trabalho publicado pelo Conversas da Kata. Além disso, recomendamos o Trabalho de Campo, um podcast produzido pelo Hugo Virgílio e especialmente dedicado a falar sobre formas de inserção profissional da antropologia a partir de trajetórias de outros profissionais. === Essa temporada é uma realização coletiva entre pesquisadoras vinculadas ao Antropotretas com coprodução da Barquinho Produções. O podcast também faz parte da Rádio Kerekere de podcasts em Antropologia. A ilustração usada no card é uma intervenção a partir do trabalho de Queenbe Monyei, que vocês podem conhecer aqui. Onde nos encontrar: Website | Twitter | Instagram Créditos: Concepção, pesquisa, roteiro e apresentação deste episódio: Camilla Iumatti Freitas, Stephanie Sacco e Patrícia Pinheiro. Edição e montagem: Leonardo Pinheiro. Mixagem: HP Rodrigues Produção e arte: Thiago Oliveira. Coordenação Geral: Patrícia Pinheiro --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Quando a gente descreve algo como “brega” em geral isso tem um atributo negativo. É algo fora de lugar, até mesmo ridículo e cafona. Mas, como diz aquela música “ninguém é perfeito e a vida é assim”. É nas coletâneas de marcantes gravadas no CD c que a gente manda pra pessoa amada, ou mesmo naquela playlist só toca as melhores músicas para viver os piores momentos que o brega revela seu potencial mais intimista e transformador. Mas não é só nessa dimensão que ele está presente. Em suas múltiplas formas de expressão, o brega está também nas ruas, nos carros, no som  dos alto falantes ou  nos fones de ouvido de qualquer cidade brasileira. A conversa sobre o brega é também uma conversa sobre os modos de demarcação e valoração da diferença social e da sua produção como desigualdade. Sob o rótulo de cafona, existem elaborações em torno do gênero, de raça e classe, do direito de viver o espaço da cidade. Afinal, o que o brega pode nos contar sobre a forma como vivemos tempo e espaço no Brasil? Para debater isso no episódio de hoje cruzamos de leste a oeste e convidamos o professor Thiago Soares e Lux Ferreira Lima, antropólogue e doutorande na Universidade de São Paulo. Ah, e se você quiser ouvir ou colaborar com nossa playlist coletiva, é só vir aqui. Essa temporada é uma realização coletiva entre pesquisadoras vinculadas ao Antropotretas com coprodução da Barquinho Produções. O podcast também faz parte da Rádio Kerekere de podcasts em Antropologia. Onde nos encontrar: Twitter | Instagram  Créditos: Concepção, pesquisa, roteiro e apresentação deste episódio: Camilla Iumatti Freitas. Edição e montagem: Leonardo Pinheiro. Mixagem: HP Rodrigues Produção e arte: Thiago Oliveira. Coordenação Geral: Patrícia Pinheiro --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Dizem que na graduação em ciências sociais, a astrologia é disciplina ofertada no primeiro semestre do curso. Obviamente isso não é verdade, mas o fato é que a cultura dos astros e o estudo de suas relações sobre nossas noções de pessoa, vida e sociedade são uma boa forma de olhar para o que é ciência. A astrologia pode ser interessante para a antropologia por outras tantas razões também: pelo modo como ela manuseia sistemas de relações, pela sociabilidade criada entre pessoas a partir dela tanto por parte de quem acredita quanto de quem rejeita, e também por ser uma forma de colocar questões que dizem respeito a debates complexos, como esse clássico sobre a relação entre estrutura social, indivíduos e as possibilidades de mudança. Na nossa conversa de bar a gente escolheu esse tema tão prosaico e cotidiano como exemplo pra discutir as relações entre acreditar em alguma coisa e acreditar em quem acredita em algo. Também falamos sobre conhecimento, ciência e sobre o avanço desse movimento anticiência e negacionista que tanto nos preocupa. E pra essa conversa convidamos a antropóloga e astróloga Cintia Di Giorgi e o sociólogo Sergio Botton de Barcellos. O Antropotretas está disponível em todos os tocadores e você pode conversar conosco lá pelo Twitter ou pelo Instagram. Esse episódio foi apresentado por Camilla Iumatti Freitas e Stephanie Sacco, também responsáveis pelo roteiro. A produção é da Barquinho. Leo Pinheiro é responsável pela edição e HP Rodrigues pela montagem e mixagem. A coordenação é de  Patrícia Pinheiro, com assistência de Thiago Oliveira. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Tudo que o Brasil precisa nesta altura do campeonato é uma dose de esperança, aliás, uma picada de esperança. Após uma era inteira de sofrimento que levou mais de meio milhão de brasileiras e brasileiros, em janeiro de 2021 começamos as primeiras campanhas de vacinação para a covid-19. Hoje a vacina está cada vez mais próxima de nós e provavelmente muitos de nós já tenhamos sido vacinadas ou conhecemos alguém que foi. Nesse cenário de ansiedade e esperança pra levar aquela picadinha gostosa e poder performar imunizada,, também tem ganhado destaque um conjunto de outros personagens. Esse cardápio tem o especialista de internet, a pessoa que é antivacina e também o sommelier de vacinas! Enfim, não dá pra negar que os roteiristas dessa série chamada Brasil não são criativos. Hoje a gente mistura a conversa de bar com a fofoca da fila da vacina, e para dar conta desse universo de histórias, a Stephanie e a Camila receberam a Tainá Costa, mestranda em Estudos Culturais pela USP e que vem estudando as formas de organização de grupos antivax na agenda política brasileira cada vez mais marcada pelo clima de polarização. Mas e aí, como está a situação para vocês? Já tomaram a vacina? Tão na fila igual a gente? Bora bater um papo enquanto espera o nosso querido Zé Gotinha pra tirar uma foto? Se quiser conversar conosco, a gente está no  Twitter e Instagram. Manda teu causo, conta pra gente o que achou do episódio! Créditos: Concepção, pesquisa, roteiro e apresentação: Camilla Iumatti Freitas e Stephanie Sacco + Edição e montagem: Leonardo Pinheiro e HP Rodrigues + Produção e comunicação: Thiago Oliveira + Coordenação geral: Patrícia Pinheiro --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Dizem que no amor e na política vale tudo. Mas será mesmo? E como faz quando o amor coloca em jogo nossas animosidades e posicionamentos políticos? Esse é o primeiro episódio da nossa temporada de férias e a gente já começa com tema quente, para fazer as borboletas no estômago expulsarem o coração pela boca. Nessa minitemporada de férias, a gente discute a mais fina flor da pauta presente, mas tudo imerso em clima de bar, e como todo bar, cabe uma dose de fundamentação filosófica. Para essa missão, convidamos o sociólogo Aristides Ariel Bernardo para conversar sobre sua pesquisa que tenta desenvolver uma análise discursiva sobre as relações entre polarização política no Brasil e afetos românticos a partir do Tinder. Será que dá match? Essa temporada de férias do Antropotretas é uma realização coletiva com coprodução da Barquinho Produções. O podcast também faz parte da Rádio Kerekere de podcasts em Antropologia. Onde nos encontrar: Twitter | Instagram Camilla Iumatti | Stephanie Sacco | Ariel Bernardes Créditos: Concepção, pesquisa, roteiro e apresentação: Camilla Iumatti Freitas e Stephanie Sacco + Edição e montagem: Leonardo Pinheiro e HP Rodrigues + Produção e arte: Thiago Oliveira --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Longe de ser o “ópio do povo”, o futebol é palco de representações de disputas e conflitos sociais que formam a sociedade brasileira. A pouca visibilidade do futebol feminino profissional, ou as reiteradas cenas de racismo e LGBTfobia nos estádios, por exemplo, ilustram nossas dificuldades em debates em torno da equidade e justiça social. E quando se trata de torcidas, as experiências são tão múltiplas e diversas de modo que o ato de torcer e a paixão por um time se misturam, aproximam e divergem na forma como esses debates são vividos. Pensando em como questões raciais organizam nossa sociedade, a gente resolveu parar e ouvir o que o futebol fala sobre raça e racismos. Para isso, reunimos relatos de torcedoras e torcedores de todo o país para pensar um pouco sobre como é feio o meio de campo entre a rua, o estádio e o campo, ou entre a arena social e o campo. Nossa questão principal foi que tipo de experiências e histórias esses torcedores tiveram sobre como raça e desigualdade social são vividas no estádio, fosse no campo ou na arquibancada. O convidado da semana foi o Phelipe Carvalho, jornalista esportivo e doutorando em Antropologia na Universidade Federal de São Carlos. A apresentação foi de Patrícia Pinheiro, também responsável pelo roteiro. A edição ficou a cabo de Leonardo Pinheiro e Henrique Rodrigues. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
#21 - Agro x Vegan

#21 - Agro x Vegan

2021-04-2244:41

Você pensa no que você come? Pensa sobre a origem dos alimentos, se eles te fazem bem, ou se têm algum impacto no meio ambiente? A treta do terceiro episódio do Antropotretas é sobre comida. Mais especificamente, sobre como pessoas que são adeptas ao veganismo pensam em sua alimentação, e na treta que algumas delas tem com o agronegócio. Pra falar desse assunto, duas pesquisadoras em momentos distintos de suas carreiras, mas que trabalham com divulgação cientifica da sociologia e antropologia da alimentação. Naomi Mayer, do Fome de entender, é cozinheira de profissão e mestranda em Antropologia pela Universidade Federal do Paraná. Junto dela chamamos a Elaine de Azevedo, nutricionista, doutora em Sociologia, docente da Universidade e criadora do podcast Panela de Impressão A locução inicial e comentários explicativos são de Camilla Iumatti Freitas e a apresentação e roteiro de Stephanie Sacco. Usamos áudios da Rede Globo e música de Dorival Caymmi. Montagem e edição de som é de Leonardo Pinheiro, com mixagem e masterização de HP Rodrigues. O Observantropologia é uma produção do Observatório Antropológico e faz parte também da rádio kerekere de podcasts em Antropologia. Você pode nos acessar pelas redes sociais no Twitter, Instagram ou também no nosso site onde você pode acompanhar outros projetos desenvolvidos pelo Observatório. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
#20 - Donos da terra

#20 - Donos da terra

2021-04-0145:49

Conflitos fundiários se multiplicam Brasil afora, causando um rastro de violências que afeta diretamente povos e comunidades quilombolas, ribeirinhas, indígenas e demais grupos sociais que vivem em territórios cobiçados pelo agronegócio. São essas populações politicamente mais vulneráveis as maiores vítimas desse fogo cruzado sem fim. As vítimas desse fogo são as próprias pessoas que reivindicam esse direito, mas também seus aliados e aliadas. No segundo episódio do quadro Antropotretas, para falar desse tema contamos com a participação de José Carlos Galiza, quilombola e representante da Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará, a Malungu, e Luciana Gonçalves Carvalho, da Universidade Federal do Oeste do Pará, a UFOPA. Contamos também com depoimentos das quilombolas Damiana Tomaz, de Cruz da Tereza (Coremas, PB), Érica  Monteiro (Malungu, PA) e Zylene Terena (MS). A locução inicial e comentários explicativos são de Stephanie Sacco e a apresentação e roteiro de Patrícia Pinheiro. Áudios da banda de pífanos de Mestre Firmino Santino (Quilombo Caiana dos Crioulos) e da quilombola Paula, do Quilombo Brejo dos Crioulos. Montagem e edição de som é de Thiago Oliveira, com apoio técnico de Leonardo Pinheiro, Anatil Maux de Souza e Glauco Machado. O Observantropologia é uma produção do Observatório Antropológico e faz parte também da rádio kerekere de podcasts em Antropologia. Você pode nos acessar pelas redes sociais no Twitter, Instagram ou também no nosso site onde você pode acompanhar outros projetos desenvolvidos pelo Observatório. [uma versão deste episódio foi atualizada em 03/04/2021] --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Na primeira temporada do Observantropologia discutimos com vocês as políticas de refúgio e as dificuldades enfrentadas por pessoas da etnia Warao que saíram dos seus lugares de origem ou moradia em busca de melhores condições de vida no Brasil. Esse deslocamento forçado, que inclui os Warao e outros venezuelanos migrantes e refugiados, tinha como  principais razões a crise política, a instabilidade da economia e a pouca efetividade das políticas de assistência social no país. Nesse processo os Warao tiveram que descobrir e criar suas próprias formas de lidar com a burocracia, as diferenças linguísticas, o preconceito e a realidade da vida nas cidades brasileiras enquanto se entendiam como uma população indígena e refugiada. De lá pra cá aumentaram as distâncias e também perguntas que talvez passem despercebidas por muitos cidadãos brasileiros: que documentos eu preciso ter pra abrir uma conta no banco? Por que achar trabalho é tão difícil? Quem pode participar dos programas de assistência social do governo? Essas são questões que de simples têm muito pouco e para resolvê-las a gente precisa conversar. Dibubukitane é a expressão que em língua warao significa exatamente isso: vamos conversar? Esse é um espaço de conversa, acolhida e troca de experiências destinadas aos Warao. Ao longo desta série que vocês vão acompanhar aqui no Observantropologia, discutiremos o acesso à documentação, o direito à mobilidade, ao trabalho e as histórias de pessoas Warao em seu processo de construção de uma vida digna no Brasil. E aí, vamos conversar? Ah, antes de partir, essa vai ser uma série bilíngue warao-português. Logo no início do episódio, a voz é da Eveline Lúcia Torres (UFPB) cantando a música Povo Warao (Letra de Matheuw Sol Sol) durante as aulas de alfabetização Warao (Associação Sal da Terra). Quem fez a narração foi Lux Ferreira Lima (USP). O depoimento apresentado no vídeo é de Jesus Desidério para o programa Interesse Público (episódio 809), do canal do MPF  e a música de fundo é Jubanasikoida, da coletânea de cantos Warao do Ministério del Poder Popular de los Pueblos Indigenas Venezuelano. Essa série é produzida pelo Observantropologia, com apoio do Fundo Casa e parceria da UFRN, LACED/MN/UFRJ, UFRPE e UFPB.   --- Send in a voice message: https://anchor.fm/antropotretas/message
Comments (1)

Thiago Marques

Chegando aí, primeiro episódio.. obrigado! prazer em conhecer vocês! Sou graduando (antropologia) 6 período aqui da univasf em São Raimundo Nonato, Piauí. Sou doido pra tomar Jurema.

Oct 26th
Reply
Download from Google Play
Download from App Store