DiscoverSociedade, Cultura e Tecnologia
Sociedade, Cultura e Tecnologia

Sociedade, Cultura e Tecnologia

Author: Paulo Victor Sousa

Subscribed: 4Played: 391
Share

Description

Sociedade, Cultura e Tecnologia é um podcast sobre as relações socioculturais diante do desenvolvimento tecnológico. Aqui discutimos como o desenvolvimento tecnológico nos afeta e nos produz enquanto sociedade, falamos sobre as repercussões da vida em rede e sobre como o presente está cada vez mais Black Mirror.

O podSCT é um projeto de extensão no âmbito do curso de Design Digital, da Universidade Federal do Ceará., campus de Quixadá, e conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão.
21 Episodes
Reverse
Quais os papeis específicos do design diante da atuação jornalística? Para tentar trazer uma resposta, conversamos com a pesquisadora Juliana Lotif, da UFCA, que nos trouxe algumas relações entre jornalismo, design e comunicação visual. Spoiler: Juliana defende que o design deve ir além de ser apenas um ato de embelezamento do layout. Tem ideia boa aqui!
Inteligência artificial, machine learning, algoritmos, filtro bolha… É muita novidade pra dar conta. Nesse episódio, chamamos o pesquisador Diogo Cortiz, professor de Design de Interação da PUC-SP, e traçamos relações entre o design, a comunicação, a computação e o desenvolvimento de produtos digitais.Edição: Elígia FreitaTrilha Sonora: The Legend of Nobody (https://open.spotify.com/track/36oa911m5FoFaDZKstDTIr?si=309c2f42aaa344d7&nd=1), por Noi (https://www.instagram.com/noilofi)
E quando a tecnologia digital é usada para fazer, ampliar e até desafiar a noção de arte? A conversa de hoje é com Diana Medina, artista e professora da UFC. Falamos sobre as relações entre arte e tecnologia, tocando em temas como fotografia, identificação facial, usos de inteligência artificial e algoritmos nas artes e os novíssimos NFT (non-fungible token).Edição: Elígia FreitaTrilha Sonora: The Legend of Nobody (https://open.spotify.com/track/36oa911m5FoFaDZKstDTIr?si=309c2f42aaa344d7&nd=1), por Noi (https://www.instagram.com/noilofi)
Como se faz política nas redes sociais? Como nos articularmos em rede em prol de nossas lutas? Para falar sobre esse assunto, convidei a pesquisadora Nina Santos, ligada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital. Tratamos de assuntos como assessoria de comunicação, visibilidade midiática, fake news e manifestações políticas organizadas por redes sociais, como as jornadas de julho de 2013.Edição: Elígia FreitaTrilha Sonora: The Legend of Nobody (https://open.spotify.com/track/36oa911m5FoFaDZKstDTIr?si=309c2f42aaa344d7&nd=1), por Noi (https://www.instagram.com/noilofi)
E se o seu trabalho for jogar e estudar video game? Para falar sobre jogos eletrônicos, chamamos o pesquisador Thiago Falcão, professor do curso de Comunicação em Mídias Digitais da UFPB. Conversamos sobre o cenário geral de jogos no Brasil, tratamos das relações entre jogos, política e economia e pincelamos alguns pontos relativos aos chamados game studies.Edição: Elígia FreitaTrilha Sonora: The Legend of Nobody (https://open.spotify.com/track/36oa911m5FoFaDZKstDTIr?si=309c2f42aaa344d7&nd=1), por Noi (https://www.instagram.com/noilofi)
Como o design atua no cenário do jornalismo atualmente? No primeiro episódio dessa nova temporada, conversei com Rodrigo Cunha, professor do Departamento de Comunicação Social da UFPE. Falamos sobre relações entre design, jornalismo e tecnologias digitais, visualização de dados (dataviz), design da informação e um pouco sobre ensino e pesquisa nessas áreas.Edição: Elígia FreitaTrilha Sonora: The Legend of Nobody (https://open.spotify.com/track/36oa911m5FoFaDZKstDTIr?si=309c2f42aaa344d7&nd=1), por Noi (https://www.instagram.com/noilofi)
Quantas posições de liderança você conhece que estão ocupadas por mulheres? Quantas tecnologias você sabe que tenham sido criadas por mulheres? Quantas big techs foram criadas ou são tocadas por mulheres? E por que os botões das camisas ainda são diferentes entre as peças femininas e masculinas?Se você não faz ideia dos desafios que a tecnologia apresenta quando a observamos quanto às diferenças de gênero, talvez esse episódio seja para você. O que tem o design, a arte, as tecnologias digitais, a computação e a comunicação a ver com o sexo, com o gênero e com as relações de poder que se entrelaçam a essas áreas de atuação? Não prometo respostas para tudo, mas pelo menos algum incômodo, sim.
Um sistema de busca que confunde seres humanos com macacos. Um carro autônomo que não reconhece corpos negros. Uma câmera que "acha" que orientais estão de olhos fechados. Um chatbot que defende a construção de um muro na fronteira com o México.O que há em comum entre essas tecnologias? O que elas carregam consigo em seus códigos ou em suas bases de funcionamento? No mínimo, elas trazem consigo uma ideia básica: de que a tecnologia não é neutra, e que os erros são qualquer coisa, menos apenas "erros técnicos".
O imaginário atual conta com diversas representações sobre robôs, recursos de inteligência artificial e, claro, o famigerado algoritmo - como se tudo o que acontecesse nas redes fosse culpa, ou mérito, dele.Dentre boas intenções e tiros que saíram pela culatra, há exemplos de inteligência artificial aos montes. Mas como a gente pode tratar desses assuntos sem sermos alarmistas? Ou, pior, sem pensarmos num roteiro hollywoodiano? É o que buscamos discutir nesse episódio.Links citados no episódioIA GPT-3https://www.youtube.com/watch?v=pbVwH8o837ACaso da Targethttps://www.oguiafinanceiro.com.br/textos/big-data-como-a-target-descobriu-uma-gravidez-antes-da-propria-familia/Fala de Joy Buolamwinihttps://www.ted.com/talks/joy_buolamwini_how_i_m_fighting_bias_in_algorithms?language=pt#t-3402
Das comunidades virtuais aos canais YouTube, passando pelos perfis do TikTok e do Tinder, a que aspectos de sociabilidade e interação em rede devemos dar atenção? O que redes sociais e plataformas digitais em geral têm a nos dizer sobre o modo como atuamos em rede?
A internet propiciou, ou pelo menos facilitou, o trabalho coletivo em torno de temas e interesses em comum. Nesse cenário, vários são os termos utilizados para descrever os fenômenos de produção coletiva: fandom e fanfics, colaboração e participação, audiência produtiva... Mas o que efetivamente o que essas formas produtivas trazem de interesse ao campo do design e da comunicação? Por que nos interessa saber como operam as pessoas nesse contexto e como os conteúdos trocados em rede sofrem interferências, transformações, apropriações?
O que há em comum entre Matrix, Star Wars e os memes? Muita coisa, a começar pelo fato de que são conteúdos que lidam com a internet e as linguagens que se desenvolvem em rede. E parte da compreensão sobre as dinâmicas em rede é obtida a partir do que se chama Cultura da Convergência.Conteúdos em rede, aliás, são das coisas mais fascinantes, pois lidam com maleabilidade, diversidade, modularidade, e isso significa que o que cai na rede converge num vórtex de apropriações culturais. E é um vórtex tão intenso que nesse episódio ainda falamos de Terry Crews, Vanessa Carlton e Baby Yoda. E, por incrível que pareça, tudo está conectado.
Até um tempo atrás, você podia ver um filme na TV ou sair com os amigos justamente no mesmo horário. Se emprestasse um CD ou um DVD para alguém, ficaria sem suas músicas, filmes ou jogos até que tivesse seu disco devolvido. Mas o cenário hoje é bem diferente.O que as mídias digitais trouxeram de modificações em termos de práticas sociais? O que as tecnologias digitais trouxeram de alterações nos objetos físicos? Existe uma fluidez, maleabilidade e modularidade na linguagem digital que permitem que os objetos digitais também tragam consigo essas características em si.Mas o que caracteriza essa linguagem digital?
Ciborgue, cibernética, cibercultura: todas têm a base do prefixo "ciber" como base. Mas o que significa esse termo e de onde ele vem? O que ele ainda tem de significado no tempo atual? Neste episódio, passeamos desde o Exterminador do Futuro até o cenário atual de objetos e espaços inteligentes e buscamos sublinhar o que há de transformações a partir desse ciberconceito.
O que difere um livro impresso de um livro digital? Ou uma fita VHS de um DVD? Ou ainda o que faz o design deixar de ser gráfico para ser digital? Toda tecnologia digital está baseada na noção de bits. Quando os bits chegam a um sistema, estamos falando de inputs. Quando saem, trata-se de outputs. O que isso significa? Que sistemas computacionais lidam com envios e recebimentos de pacotes de informação, e essa informação está codificada em dígitos binários - ou seja, os famosos zeros e uns. Mas isso não descreve apenas um modus operandi. A digitalização também trouxe consigo um conjunto amplo de novas linguagens e procedimentos de uso. A tecnologia digital trouxe um leque gigantesco de transformações ao mundo, especialmente quando estamos falando de produções midiáticas. A música, o cinema, o livro, todas as mídias passaram por muitas mudanças desde que tudo foi ficando digital. Os discos de vinil e as fitas deram lugar a CDs, DVDs e, agora, a serviços de streaming. E essa transformação produziu novos sentidos, novas fruições, novas apropriações... E, talvez, se quisermos, até novas formas de encher uma caixa d'água.
[05] O vírus e a rede

[05] O vírus e a rede

2020-07-1517:49

O que é um vírus? Ou como ele se compõem? Ou, ainda, como ele se comporta? Qual a relação entre a definição de um vírus e os processos comunicacionais em rede? O cenário de sociedade em rede ao qual estamos atrelados é tão contundente que ele é fundamental para que um vírus se espalhe, não apenas biologicamente, mas também epistemologicamente. O entendimento e a identificação de um vírus passam por redes, assim como seu contágio. As redes são tão poderosas em seus efeitos que elas têm a capacidade de prover um cenário de propagação ou de cortar o espalhamento - seja de vírus, seja de ideias.
Por que nossos teclados começam com QWERTY?Existe uma razão para que a primeira linha de letras do teclado não se inicie com uma sequência lógica como a do alfabeto. Isso implica ou determina o modo como escrevemos? Por que essa sequência específica, e não uma sequência lógica como ABCDE...? E por que ainda usamos esse formato, quando podíamos inventar outros quaisquer. Indo mais longe ainda, o que possibilitou que Gutenberg inventasse sua prensa de tipos móveis? Sua invenção, aliás, determinou o modo como escrevemos e pensamos hoje? Os tipos móveis determinaram o modo de funcionamento da internet?
Somos seres técnicos, afinalExiste uma relação intrínseca entre o ser humano e a técnica, esta compreendida como característica e motor de humanidade. Nesse episódio, tentamos compreender a técnica como algo que fundamenta e faz parte da sociedade, não como um elemento externo, estranho ao humano. Tecnologia faz parte da nossa vida de tal maneira que é bem difícil ficar um dia sem ela. Já imaginou ficar um dia inteiro sem energia elétrica, sem geladeira, sem internet, sem roupas, sem ventilador, sem água encanada, sem pasta de dente...?
Não se entende a cultura por um único ponto de vistaQuando falamos de cultura, encontramos de um lado a exaltação do que é realizado pelo homem, sublinhando a estética como um parâmetro definidor de cultura. Do outro, há uma perspectiva a valorizar as relações inseridas em contextos culturais, como formas de realizações social, simplesmente, e não difere tanto um quadro de um pincel. O que importa, nesse caso, é o que cada objeto representa em seu contexto técnico-cultural e como é apropriado pelas pessoas.O que esclarece de fato a dimensão cultural de artefatos e ações? Há algo definidor em nossas produções a partir ou pela cultura? Por que o peixe no sushi é servido cru e por que se dirige na mão esquerda na Inglaterra?
Sempre que ouvimos falar termos como cibercultura, cultura digital, subculturas, cultura em rede, dentre outros, um dos primeiros questionamentos que deveríamos fazer é: de que cultura, ou culturas, estamos falando? Para entender o que é cultura, precisamos voltar lá atrás, no surgimento da palavra. Quando fazemos isso, entendemos que relação entre cultura e sociedade não é à toa. E aí vemos que há pelo menos duas propostas sobre as classificações da cultura: uma que privilegia as realizações do intelecto e outra que privilegia as realizações sociais em geral.
loading
Comments 
Download from Google Play
Download from App Store