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Pauta Pública
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Author: Agência Pública
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Conduzido pela jornalista Andrea Dip, o Pauta Pública é um podcast semanal para refletir sobre os desafios do Brasil e do mundo. Em sua sexta temporada, o programa vai receber convidados para entender o que é real em um ano decisivo.
Episódios inéditos toda sexta!
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No dia 17 de abril de 2016, o Brasil acompanhou a votação do segundo pedido de impeachment de um presidente da República desde a redemocratização do país. Diferente do ocorrido com Fernando Collor em 1992, que renunciou ao cargo antes da votação final, o processo contra Dilma Rousseff chegou até o fim, e o período foi marcado por polêmicas e ataques misóginos à então presidente.Casa cheia, burburinho, empurra-empurra e faixas estendidas compunham o cenário da Câmara dos Deputados na tarde que entraria para a história. As justificativas de voto apresentadas pelos deputados se tornaram momentos emblemáticos, como a de Jair Bolsonaro, então deputado federal pelo Rio de Janeiro, que dedicou seu voto ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável por torturar a própria Dilma durante a ditadura militar.Um dos protagonistas no dia da votação foi Jean Wyllys, então deputado pelo PSOL, que foi ofendido por Bolsonaro e reagiu com uma cusparada. Após o ocorrido, Jean passou a sofrer ameaças a ponto de decidir abandonar a carreira política e sair do país. Dez anos depois, ele conversa com Andrea Dip no Pauta Pública, analisando os impactos que a histórica votação e o impeachment de Dilma como um todo tiveram na política e na sociedade brasileira - e o que está em jogo nas eleições de 2026. Ouça agora o episódio e deixe seu comentário.Não esqueça de curtir e avaliar o Pauta Pública no seu tocador favorito.Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
O termo sionismo cristão ganhou visibilidade em meio aos atuais conflitos no Oriente Médio, mas está longe de ser uma ideia recente. Em linhas gerais, pode ser definido como um conjunto de crenças e práticas que articulam apoio religioso, simbólico e político ao Estado de Israel, e que apoiar Israel é, para parte dos cristãos, uma forma de cumprir o plano de Deus.Para entender como esse movimento pode influenciar os rumos da política nacional e internacional, Andrea Dip entrevista o teólogo e ativista de direitos humanos Ronilso Pacheco. Ele mostra que o sionismo cristão se estrutura a partir da fusão entre um cristianismo conservador e uma defesa quase incondicional de Israel, que mistura elementos religiosos, culturais e políticos.Afinal, o que está em jogo quando fé, política e disputas territoriais se misturam dessa forma? Ouça o episódio completo e deixe seu comentário. Não esqueça de curtir e avaliar o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
Em 15 de março deste ano, a Agência Pública completou 15 anos de existência, fazendo jornalismo investigativo e independente. Para marcar essa trajetória, aconteceu em São Paulo o evento “Contando o Brasil: uma celebração do jornalismo que informa e mobiliza”, em parceria com o Sesc. Foram três mesas com grandes nomes para refletir sobre os desafios do jornalismo e reforçar seu papel essencial na defesa da democracia.Para quem não conseguiu participar dos debates ou gostaria de relembrar os melhores momentos, preparamos três episódios especiais com uma versão editada de cada mesa. Neste primeiro episódio, você confere “Guerra ao jornalismo”, com mediação da cofundadora da Pública, Natália Viana. Ela recebe Daniela Lima, jornalista do UOL, que recentemente esteve no centro de uma demissão polêmica da GloboNews; a jornalista e repórter da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello, que sofreu diversos ataques, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a pesquisadora Nina Santos, hoje secretária adjunta de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência.Ouça o episódio que está imperdível e deixe seus comentários. Na semana que vem o Pauta Pública volta à programação normal.Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
Atualmente, a Inteligência Artificial está presente em grande parte das atividades humanas. O seu uso já reflete impactos no campo do trabalho, da informação e do aprendizado, mas o que acontece quando essas tecnologias passam a mediar também o campo simbólico, espiritual e religioso? Há desde usuários que acreditam estar de fato conversando com uma consciência de outra dimensão, até as situações mais corriqueiras, como pastores que utilizam IA para criar sermões e pregações.Para falar sobre esse tema pouco explorado, o Pauta Pública recebe o acadêmico e pastor Valdinei Ferreira, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Na conversa com Andrea Dip ele fala como tem sido a adaptação para estes novos tempos em que as inteligências artificiais encontram a fé. De acordo com o pastor, a IA não só está transformando, como deve transformar ainda mais as experiências religiosas. Ao mesmo tempo que destaca limites importantes, como saber criar um filtro crítico para interpretar as mensagens e não deixar as tecnologias substituírem as vivências.Ouça o episódio completo e compartilhe nos comentários sua opinião sobre o tema. Não deixe de seguir e curtir o Pauta Pública e fazer este programa chegar a mais pessoas.Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
No último dia 28 de fevereiro o mundo entrou em um novo capítulo de sua história. Ataques militares coordenados por Estados Unidos e Israel atingiram o Irã,deixaram centenas de mortos e ampliaram o risco de uma escalada regional e até de uma nova corrida nuclear. Em meio aos ataques militares, as narrativas também entraram em disputa. Enquanto parte da imprensa e da população do restante do planeta acreditam no objetivo de “libertar” o povo iraniano, dentro do país o conflito envolve disputas mais amplas e interesses que vão além da retórica de liberdade. Para falar sobre os conflitos internos e avaliar os desafios para redefinir o futuro do país, o Pauta Pública conversa com Parvin Ardalan, jornalista, escritora e ativista feminista. Cofundadora do Centro Cultural das Mulheres Iranianas e da Campanha Um Milhão de Assinaturas, Parvin vive hoje exilada na Suécia. Ela fala sobre sua trajetória pessoal, perseguições enfrentadas dentro do regime e como Estados Unidos e aliados representam apenas mais uma forma de dominação.Ouça o episódio completo e não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública na sua plataforma de áudio favorita. Deixe também seu comentário.Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
As mulheres contribuíram em importantes descobertas da história, desde a compreensão da estrutura do DNA às tecnologias que permitiram o desenvolvimento do Wi-Fi e do Bluetooth. Ainda assim, seguem enfrentando obstáculos e desigualdade de gênero no mundo da ciência. Entre desigualdades de financiamento, jornadas duplas e tentativas de silenciamento, muitas pesquisadoras ainda precisam disputar não apenas espaço, mas também reconhecimento pelo próprio trabalho.Às vésperas do 8M, Dia das Mulheres, Andrea Dip recebe no Pauta Pública a física Marcia Cristina Barbosa, professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e membro da Academia Brasileira de Ciências. Ela fala sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na produção científica e reflete sobre a importância de dar visibilidade e aproximar as conquistas e o conhecimento científico da sociedade.Ouça o episódio completo e deixe nos comentários o que você acha sobre o tema. Não deixe de curtir e seguir o Pauta Pública para que este debate alcance mais pessoas. Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
A América Latina tem acompanhado mudanças históricas nas relações de trabalho. Na última sexta-feira (20), a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, que tem semelhanças com as alterações feitas na legislação brasileira desde 2017. O movimento, que resultou em greves e protestos pelo país, reacendeu o debate em torno do tema também no Brasil, em meio à atual mobilização pelo fim da escala 6x1. Neste episódio, o Pauta Pública recebe a economista e professora da Unicamp Marilane Teixeira para analisar o que está em jogo nas disputas em torno do trabalho e quem ganha ou perde com as eventuais mudanças. Segundo a pesquisadora, as flexibilizações na legislação aprovadas em ambos os países não combatem a informalidade nem o desemprego, e retiram direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores.Ouça o episódio completo e deixe seu comentário sobre o tema.Não deixe também de curtir e compartilhar o Pauta Pública para que o debate chegue a mais pessoas.Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
As ações afirmativas no Brasil ampliaram o acesso de pessoas negras às universidades e cargos públicos. Também conhecida como Lei de Cotas, esse conjunto de políticas, implementado a partir de 2012, é resultado de décadas de luta técnica e política dos movimentos negros, aliados a governos comprometidos com a redução da desigualdade racial. Uma pauta ainda em disputa e que segue sob pressão. Recentemente, uma tentativa do governo de Santa Catarina de barrar o critério racial no acesso às universidades do estado reacendeu o debate sobre a garantia desses direitos.Para falar sobre o tema, Andrea Dip recebe Hélio Santos no Pauta Pública desta semana. Educador, economista e um dos pioneiros das ações afirmativas no país, ele comenta sobre o caso de Santa Catarina e reflete sobre as conquistas das cotas, além dos desafios que dificultam a permanência de estudantes negros em Universidades e sua valorização no mercado de trabalho. Ouça o episódio completo e deixe seu comentários sobre o assunto. Não esqueça de curtir e compartilhar o Pauta Pública. Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
Em clima de carnaval, o Pauta Pública da semana recebe a cantora Eliana de Lima, que foi uma das primeiras intérpretes e puxadoras de samba no Carnaval de São Paulo. Ela conta sobre sua trajetória nas escolas de samba e na carreira solo, marcada pela persistência e pelo enfrentamento do machismo. Com hits como “Volta Pra Ela” e “Desejo de Amar”, a cantora ganhou destaque dentro e fora do Brasil, com mais de dois milhões de discos vendidos e cantando ao lado de nomes como Jorge Aragão, Aldir Blanc, Luiz Carlos do Raça Negra e muitos outros.Na conversa com Andrea Dip, Eliana de Lima fala sobre preconceitos que persistem até os dias atuais, a profissionalização no carnaval e as transformações do samba e da indústria da música ao longo das décadas. Entre memórias e reflexões sobre o que faz uma música atravessar o tempo, ela também relembra os sucessos que a fizeram emocionar na Avenida. Ouça o episódio completo e compartilhe suas memórias de carnaval nos comentários. Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
O aumento dos feminicídios e os crescentes casos de crueldade contra mulheres e também contra animais voltaram a expor um tipo de violência que, em geral, é praticada por homens e meninos. Mais do que episódios isolados, esses crimes revelam uma cultura de agressividade que atravessa as relações pessoais e é incentivada e, por vezes, até exibida nas redes sociais.Neste episódio do Pauta Pública, a conversa é com a antropóloga Isabela Venturoza, que pesquisa masculinidades e atua em grupos de reflexão com homens autores de violência e em rodas de conversa sobre o tema com adolescentes. Na conversa com Andrea Dip, ela analisa como a masculinidade se organiza e porque esses discursos e práticas violentas são tão eficientes em se espalhar.Existe saída para esse ciclo? Ouça o episódio completo e deixe sua opinião nos comentários. Curta e compartilhe o Pauta Pública para que este debate alcance mais pessoas. Você também pode colaborar com nosso trabalho em apoie.apublica.org Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
O colonialismo, enquanto sistema de dominação política, econômica e cultural, foi historicamente justificado por ideologias de superioridade. Diferentemente dos séculos passados, hoje ele não se manifesta apenas pela exploração de recursos naturais e da força de trabalho, mas se materializa também na coleta massiva de informações e dados para o desenvolvimento de tecnologias. Esses dados, concentrados nas mãos de grandes corporações do Norte Global, passam a operar segundo interesses políticos e econômicos que aprofundam desigualdades sociais e flertam com ideologias autoritárias.Como superar esse colonialismo digital e de dados? Existe um caminho para o Brasil garantir sua soberania digital? Essas são algumas das questões levantadas neste episódio do Pauta Pública, que conta com a participação de Sérgio Amadeu. Sociólogo e professor da UFABC, ele é referência no debate sobre tecnologia e sociedade. Amadeu já esteve à frente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e do Comitê Gestor da Internet no Brasil, além de apresentar o podcast Tecnopolítica.Ouça agora mesmo o episódio completo e deixe sua opinião nos comentários. Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
O ano de 2026 começou com uma notícia que surpreendeu a todos, mas que preocupa particularmente os países da América do Sul: o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Neste episódio, o Pauta Pública recebe o cientista político Guilherme Casarões para analisar os riscos de transformar o discurso do combate ao chamado “narcoterrorismo” em licença para invadir países, derrubar governos e redesenhar fronteiras à força. Professor da Florida International University, nos Estados Unidos, e coordenador do Observatório da Extrema Direita, Casarões explica o que está por trás do “Corolário Trump”: a retomada da Doutrina Monroe, que determina que cabe aos Estados Unidos o controle dos recursos naturais, da infraestrutura e do fluxo de pessoas no que considera seu espaço natural de interesse: as Américas. Uma lógica que, segundo ele, aprofunda instabilidades, rompe regras do direito internacional e ameaça diretamente os países da região.O Pauta Pública chega ao episódio número 200! Agradecemos a companhia dos ouvintes de longa data, e damos as boas-vindas aos que estão chegando agora! Se você gosta do nosso trabalho, compartilhe com os amigos e acompanhe as demais coberturas da Agência Pública em apublica.orgO curso “Lawfare – a influência dos EUA ontem e hoje”, com Natalia Viana, vai explicar como a lei pode deixar de ser instrumento de justiça para se tornar arma política. Saiba mais em apoie.apublica.org/cursoSaiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
Começa hoje a sexta temporada do Pauta Pública, num ano que desde os primeiros dias já se mostra decisivo na geopolítica, na democracia, na tecnologia e na história. Na temporada de 2026, com o tema “Diálogos para entender o que é real”, a jornalista Andrea Dip irá conduzir conversas para nos situar num mundo onde imagens fictícias parecem de verdade, e narrativas se apresentam como fatos.Neste primeiro episódio, trazemos um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea: Jeferson Tenório, vencedor do Prêmio Jabuti em 2021, com “O Avesso da Pele” (Companhia das Letras, 2020). Tenório fala sobre seu lançamento mais recente, “De Onde Eles Vêm” (Companhia das Letras, 2024), um romance sobre a universidade como espaço de hostilidade e desejo, e reflete sobre o papel da literatura em meio à crescente dificuldade de distinguir informação de invenção.Ouça agora e deixe seu comentário.Quem faz o Pauta: ● Apresentação e entrevista: Andrea Dip● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto● Produção: Stela Diogo● ID Visual: Tayná Gonçalves● Coordenação de podcast: Sofia Amaral● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana● Chamadas e teasers: Ethieny Karen● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro● Trilha original composta por Pedro VituriSaiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
No ano de 2025, tivemos as palavras como catalisadoras das crises do nosso tempo. Discursos usados como arma de guerra e opressão, termos em disputa e a luta pelas narrativas. A linguagem desenhando o mundo, o tempo e os corpos que os habitam. E neste episódio que encerra a quinta temporada do Pauta Pública, falamos sobre a linguagem como ato político, social e também como código de pertencimento e resistência. No caso, o pajubá ou bajubá.Uma mistura de palavras da línguas africanas com um português “devorado”, a linguagem começou a ser praticada entre as travestis, principalmente durante a ditadura, para se protegerem nas ações policiais e de pessoas hostis. Desde então, a linguagem tem se espalhado pela cultura popular através das trocas cotidianas entre a comunidade LGBTQAIP+, e aparecido em músicas, filmes e na literatura.A convidada para refletir sobre o tema é Amara Moira, autora de "Neca: romance em bajubá". A escritora, professora e ativista brasileira, traz nesta obra histórias sobre o trabalho sexual, o amor, o sonho e a palavra, de uma forma sofisticada, sem filtro, às vezes escatológica e sempre bem humorada. Um dos nomes mais promissores da literatura contemporânea brasileira, Amara também fala de como essa linguagem já faz parte da história do país e destaca a importância da iniciativa da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transsexuais), junto com o mandato da Erika Hilton, para o reconhecimento do Bajubá como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
No dia 05 de novembro, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 3/25. Este PDL na prática suspende os efeitos da Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que trata do atendimento humanizado de meninas e adolescentes vítimas de violência sexual, garantindo o acesso ao aborto legal nos casos previstos em lei, de forma segura, sem revitimização e com a garantia da escuta protegida.Se aprovado, o projeto dificulta o acesso ao aborto legal e seguro, em mais uma demonstração de como a mesma misoginia que mata pelas mãos dos homens, também pode violentar pelas mãos da lei. O Pauta de hoje vai abordar o risco que esse projeto agora tramitando no Senado representa, a dificuldade de debater essa questão e os caminhos para se opor a mais essa tentativa de violar e dominar o corpo de mulheres e meninas no Brasil. Para essa conversa fundamental, a gente recebe novamente a antropóloga, professora e escritora Débora Diniz.Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
Depois da maior chacina da história do Rio de Janeiro, marcada por corpos enfileirados por moradores do Complexo do Alemão e da Penha, a vida dos moradores das favelas segue com indignação e medo, mas também com mobilização e trabalho de base. Existem outras histórias acontecendo em busca por dignidade, respeito e pertencimento, especialmente para a juventude, que neste contexto de falta de oportunidades, acaba sendo cooptada pelo tráfico.Neste episódio do Pauta Pública, a conversa é com David Amen, morador do Complexo do Alemão e cofundador do Instituto Raízes em Movimento. Ele fala sobre o que acontece longe das câmeras e da espetacularização da violência: as ações de educação, cultura, comunicação comunitária e apoio à juventude que continuam acontecendo todos os dias nos territórios, e destaca a importância de escutar a favela por dentro. Confira também a pesquisa “Raio X Real da FavelaOuça agora e deixe seu comentário. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública no seu tocador e compartilhar com quem se interessa pelos temas.==== Quem faz o Pauta:● Apresentação e entrevista: Andrea Dip● Roteiro e produção: Stela Diogo e Rafaela de Oliveira● Edição e Mixagem Final: Pedro Pastoriz● ID Visual: Tayná Gonçalves● Coordenação de podcast: Sofia Amaral● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana● Chamadas e teasers: Ethieny Karen● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro● Trilha original composta por Pedro Vituricontato: podcasts@apublica.orgSaiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
O cinema nacional vive uma nova fase de ouro, consagrado pelo Oscar inédito dado ao “Ainda Estou Aqui”, como melhor filme internacional. O destaque da vez é "O Agente Secreto", que levou dois prêmios do festival de Cannes: o de melhor ator, para Wagner Moura, e o de melhor direção para o cineasta Kleber Mendonça Filho. O filme, que já foi eleito como representante do Brasil no Oscar 2026, também se passa durante o período da ditadura militar.Neste episódio do Pauta, Kleber Mendonça Filho fala sobre cinema nacional, sobre o desafio de narrar a ditadura militar com complexidade e responsabilidade e sobre sua relação com a memória. O cineasta pernambucano também reflete sobre a importância de mostrar o Brasil real nas telas e como os filmes podem ajudar a romper silenciamentos construídos ao longo de décadas.Ouça agora e compartilhe o que achou nos comentários e não esqueça de seguir e avaliar o Pauta Pública.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.======Quem faz o Pauta: ● Apresentação e entrevista: Andrea Dip● Roteiro e produção: Stela Diogo e Rafaela de Oliveira● Edição e Mixagem Final: Pedro Pastoriz● ID Visual: Tayná Gonçalves● Coordenação de podcast: Sofia Amaral● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana● Chamadas e teasers: Ethieny Karen● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro● Trilha original composta por Pedro Vituricontato: podcasts@apublica.orgVSaiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
A Venezuela volta a viver momentos de tensão na relação com os Estados Unidos. Sob o pretexto de combater o narcotráfico, o governo Trump intensificou as operações militares no Caribe e anunciou a autorização de uma operação secreta da CIA para derrubar Nicolás Maduro. O país vive sob bloqueio naval, enfrentando também crise econômica e repressão crescente contra oposições internas que não reconhecem a legitimidade do atual governo.Neste episódio, a jornalista venezuelana Lorena Meléndez fala sobre o impacto deste cenário sobre a vida real dos venezuelanos. E a analista internacional, Rose Martins complementa o debate com uma leitura sobre as consequências regionais dessa escalada: o papel do Brasil, os riscos de militarização e o impacto dessa nova disputa de poder na América Latina. Ouça o episódio completo e não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.==== Quem faz o Pauta:● Apresentação e entrevista: Andrea Dip● Roteiro e produção: Stela Diogo e Rafaela de Oliveira● Edição e Mixagem Final: Pedro Pastoriz● ID Visual: Tayná Gonçalves● Coordenação de podcast: Sofia Amaral● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana● Chamadas e teasers: Ethieny Karen● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro● Trilha original composta por Pedro Vituricontato: podcasts@apublica.orgSaiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
A Operação Contenção, realizada no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, é a operação policial mais letal da história do Brasil. Com objetivo de atacar pontos estratégicos da facção Comando Vermelho em bairros dos complexos do Alemão e da Penha, foram 121 mortos, incluindo os 4 policiais. As cenas de tiroteio, pânico e corpos expostos por moradores na Praça São Lucas chocaram o país e dividiram opiniões: enquanto parte da população viu a operação como uma chacina executada pelo Estado, muitos celebram o massacre como sinônimo de combate ao crime organizado. Pesquisas realizadas após a operação mostram que a maioria da população do Rio de Janeiro aprova a ação, chegando a mais de 87% de acordo com a Atlas/ Intel.Para analisar esse cenário e as atuais políticas de combate às facções criminosas, o Pauta Pública desta semana recebe o sociólogo Daniel Hirata, pesquisador da UFF. Ele reflete sobre os motivos que levam a maioria da população a manifestar apoio à operação e sobre o papel da mídia na normalização da violência. Ouça o episódio completo e deixe sua opinião nos comentários. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.==== Quem faz o Pauta:● Apresentação e entrevista: Andrea Dip● Roteiro e produção: Stela Diogo e Rafaela de Oliveira● Edição e Mixagem Final: Pedro Pastoriz● ID Visual: Tayná Gonçalves● Coordenação de podcast: Sofia Amaral● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana● Chamadas e teasers: Ethieny Karen● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro● Trilha original composta por Pedro Vituricontato: podcasts@apublica.orgSaiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
No dia 13 de outubro, foi assinado no Egito um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano previa a liberação de capturados por ambos os lados e a redução gradual da ocupação de Gaza pelo exército israelense. O acordo, no entanto, tem se mostrado instável e frágil. A última terça-feira, 28, foi o dia mais mortal desde o início do cessar-fogo. Israel atacou novamente Gaza, matando 104 pessoas, incluindo dezenas de crianças.Diante desse cenário, muitas perguntas permanecem em aberto: como a história vai tratar Israel e os países que apoiaram o genocídio? Como a extrema-direita deixou de ser negacionista do Holocausto e passou a ser negacionista do genocídio? E será que Benjamin Netanyahu está realmente interessado em um cessar-fogo? Neste episódio, o sociólogo e historiador Michel Gherman analisa o contexto político e simbólico do atual acordo, as narrativas que se constroem em torno da guerra e o papel da extrema direita internacional na reconfiguração do discurso sobre o genocídio.Ouça o episódio e compartilher sua opinião nos comentários.==== Quem faz o Pauta:● Apresentação e entrevista: Andrea Dip● Roteiro e produção: Stela Diogo e Rafaela de Oliveira● Edição e Mixagem Final: Pedro Pastoriz● ID Visual: Tayná Gonçalves● Coordenação de podcast: Sofia Amaral● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana● Chamadas e teasers: Ethieny Karen● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro● Trilha original composta por Pedro Vituricontato: podcasts@apublica.orgSaiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.Contamos com seu apoio!
























entrevista excelente
adorei a entrevista! sempre achei que nem todas as ansiedades se trata com remédio, mas agora o Alexandre confirmou
Entrevista excepcional e muito esclarecedora sobre o assunto.
👍Ótima entrevista.
Muito bom esse primeiro programa! Sinto me satisfeito ao apoiar vcs com esse projeto. Minha dica para o quadro de cultura: "A Boa da Pública".