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Rádio UFRJ - Ouve Essa
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Rádio UFRJ - Ouve Essa

Author: Rádio UFRJ

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Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.
45 Episodes
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“O samba está com tudo”, uma das primeiras gravações de Elza Soares, de 1961, é uma brincadeira dos compositores Denis Brean e Oswaldo Guilherme com o twist. E se mostra perfeita para a cantora exibir toda a sua técnica.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
O sofrimento amoroso era o tema de Lupicínio Rodrigues e está presente no samba-canção “Vou brigar com ela”, gravado em 1961 pelo seresteiro Carlos José. Chamavam de “dor de cotovelo” ou “fossa”, mas era muito elegante. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
O paraibano Jackson do Pandeiro, conhecido como o Rei do Ritmo, consolidou, com cocos e rojões, a música nordestina no gosto do sul do país. “Xote de Copacabana”, de 1957, olha com bom humor o comportamento avançado da carioca no banho de mar. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
“13 de Ouro”, de Herivelto Martins e Marino Pinto, gravado em 1949 pelos Anjos do Inferno, mostra a influência dos conjuntos vocais na maneira de cantar da bossa nova. Meio século depois, João Gilberto incluiria o samba em seu repertório. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
O tecladista Ed Lincoln e seu conjunto botaram a bossa nova para dançar em gravações sacudidas como “Miss Balanço”, de 1962, composição de Helton Menezes. A bossa deixava o ambiente intimista dos apartamentos e boates, onde nasceu, e, descontraída, enchia de alegria os salões dos clubes populares.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
O caubói paulista Bob Nelson foi um ídolo nacional com sua versão do faroeste e da música rural americana. “Boi Barnabé”, sucesso em 1946, mostra com bom humor o namoro com a vaca Salomé, que produzia leite já açucarado e misturado com café. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
“Tudo é Brasil” é um bom exemplo do samba-exaltação, o gênero surgido durante o Estado Novo, de Getúlio Vargas, para glorificar um país delirante. O vozeirão de Jorge Goulart era perfeito para realçar o ufanismo. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
Norma Bengell já era um escândalo como vedete quando, em 1959, estreou como cantora e revelou uma voz tão sensual quanto a sua presença física no teatro de revista. “Sente”, de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli, já traz toda a permissão da recém-criada bossa nova para vozes pequenas, mas muito charmosas.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
Mora na Filosofia

Mora na Filosofia

2021-06-0804:51

Os sambas de Monsueto podiam ter intenções sociais ou filosóficas e ficavam perfeitos na interpretação de Marlene, uma cantora de estilo teatral e também interessada nesses temas. Para o carnaval de 1955, Monsueto (em parceria com Arnaldo Passos) e Marlene apresentaram “Mora na filosofia”.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
Waldir Calmon foi o rei do baile dos anos 1950. O mambo “Patrícia”, de Perez Prado, gravado por ele em 1958, enchia a pista aos primeiros acordes. O som da orquestra do pianista ainda ecoa na memória de muitos romances. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
Blecaute, o general da banda dos sucessos de carnaval, era no resto do ano o que se chamava “um cantor de bossa”, aquele que apostava mais no estilo do que na exuberância vocal. Em “Caridade”, de Ermínio Alves e Nelson Cavaquinho, gravado em 1954, ele mostra por que foi um dos maiores desse estilo.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
“Risque”, de Ary Barroso, é um samba-canção de rompimento amoroso, mas sem lamúria. A letra respira alívio pelo fim de caso, e a interpretação afirmativa de Linda Batista sublinha que não há o que lamentar. Foi a consagração do estilo noturno de Linda, que já rendera o grande sucesso “Vingança” dois anos antes.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
Cauby Peixoto foi o mais popular cantor brasileiro da década de 1950. Em “Molambo”, samba canção de Jaime Florence e Augusto Mesquita, gravado em 1956, ele apresenta em três minutos uma síntese de seu estilo exuberante. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
O agudo claro e potente de Angela Maria influenciou gerações de cantoras, e Elis Regina sempre se incluiu entre elas. A Sapoti, como foi apelidada por Getúlio Vargas, teve um de seus primeiros sucessos em 1953: o samba-canção “Vida de bailarina”, de Chocolate e Américo Seixas. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
O baiano Anísio Silva era popular, interpretava guarânias e boleros, mas tinha um jeito macio de cantar que lhe valeu o apelido de “João Gilberto do povão”. Em “Quero beijar-te as mãos”, de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal, um 78 rotações por minuto gravado em 1959 (mesmo ano do primeiro LP do conterrâneo da bossa nova), ele está no auge do sucesso.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
Maysa foi um escândalo quando surgiu, em 1956. Era linda, tinha voz sensual e, como se não bastasse, pertencia à família Matarazzo, que não a queria na vida plebeia de cantora. Ela gravou “Ouça”, de sua autoria, em 1957. É um clássico do samba-canção. Há críticos que consideram a gravação um marco pioneiro na luta pela emancipação feminina.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro
Cyro Monteiro era um estilista do samba, cantava macio, com muita bossa. Em “Até hoje não voltou”, gravação de 1946, ele está em ótimas companhias. A composição, uma deliciosa cena carioca, é do bamba Geraldo Pereira, aqui em parceria com J. Portela. Ao fundo, a flauta de Benedito Lacerda. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos.Edição: Filipe Di Catro.
O estilo de Vicente Celestino, em seu vozeirão de tenor, sempre foi o do romântico dramático. Ele sofreu de um jeito único na música brasileira. A gravação de “Rasguei o teu retrato”, num 78 rotações por minuto de 1935, mostra a intensidade, em altos decibéis, dessa dor. Ao fundo, elegante, a orquestra do arranjador Pixinguinha. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos.Edição: Filipe Di Castro.
Nora Ney costuma ser lembrada pela voz grave, o que tornava ainda mais soturnos os clássicos do samba-canção que gravou. Em “É tão gostoso, seu moço”, de Dorival Silva (o Chocolate) e Mário Lago, de 1953, a felicidade amorosa continua difícil de alcançar, mas o clima é outro. Trata-se de um samba-choro, com certo balanço. Não reclama da vida. Toca em frente. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos.Edição: Filipe Di Castro.
“Fala, amor”, gravação de 1960, é um dos últimos momentos de Miltinho como crooner dos Milionários do Ritmo, conjunto de boate liderado pelo tecladista Djalma Ferreira. Logo em seguida, ele partiria para a carreira solo e confirmaria sua capacidade de potencializar, com a voz, o balanço do samba. A música é de Luiz Antônio e do próprio Djalma Ferreira, o tecladista que, ao fundo, também dá um show de ritmo.Roteiro: Joaquim Ferreira dos Santos.Edição: Filipe Di Castro.
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