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Na conclusão do livro "O tempo que resta", Giorgio Agamben tenta revelar a imagem do anão corcunda que, escondido debaixo de uma mesa de xadrez, assegura a vitória de um boneco vestido de turco. O materialismo histórico deve tomar ao seu serviço aqueles exímio enxadrista. Apesar de aparecer como pequeno e feio (por isso deve ser escondido), ele é associado a teologia. Através do sentido bem próprio que Agamben interpreta as "Cartas" de Paulo, a teologia, vista sob a ótica de Benjamin, aparece como uma imagem-cristal, dupla por natureza, virtual e atual. Assim, como o encontro de Paulo e Benjamin proposto por Agamben atualiza essa imagem para o uso no tempo de agora? É o que tento expor ao ler a última parte de "O tempo que resta", também último programa dedicado a esse livro. GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/PaNPSxBy7Jw REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #agamben #paulo #benjamin #filosofia #história #paulo #cristianismo
Após a II Guerra Mundial e com as décadas de revoluções e contra-revoluções (ditaduras) nos países da América do Sul, uma avalanche de testemunhos veio tomar o protagonismo da história enquanto relato (em terceira pessoa) autorizado para dar conta dos problemas sociais recentes. É o que Andreas Huyssen chamou de "inflação da memória". Como, posteriormente teorizado, o testemunho acabou ocupando o lugar de um novo eurocentrismo (às avessas) onde o "testimonio" latino-americano parece ocupar um lugar de segunda ordem? Olhar para estas questões é importante para se analisar como hoje se escreve a história e como pensam seus teóricos.   GOSTOU DO CONTEÚDO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO:    REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #testemunhos #historia #historiografia #filosofia #teoria #testemunho
É relativamente aceito que setores políticos produzem guerras e golpes de Estado. Mas na área econômica muitas vezes se acredita que as crises são inerentes ao sistema capitalista, e geralmente ocorrem de forma cíclica. Estudar o caso das duas crises do petróleo dos anos 1970 e o projeto do Council on Foreign Relations (CFR) chamado "Projeto 1980: a desintegração controlada das concentrações industriais e científicas avançadas no mundo", permite ver como foi forjada uma crise financeira controlada (ao lado de golpes de Estado e de guerras) que recuperaram o valor do dólar e consequentemente das praças financeiras de Londres e Wall Street após o fim do regime de paridade ouro-dólar decretado por Nixon. Até que ponto as crises financeiras (como vimos no caso da Lava-Jato) são ou não planejadas e controladas? Esse é o tema do meu novo programa.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/w5imFSZweoA REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #petróleo #politica #historia #economia #crisefinanceira #imperialismo #desenvolvimento
No último capítulo de "O tempo que resta" (antes da conclusão), Giorgio Agamben reafirma o poder da linguagem, da filosofia e do pensamento como veículo transformador. Apesar de calcar sua análise em balizas éticas muito claras, se aproxima bastante, ao falar das relações arcaicas entre fé e promessa, da noção de "promessa de felicidade", dito de Stendhal recuperado por Nietzsche ("Genealogia da moral") para se contrapor à visão negativa de Shopenhauer sobre a Estética. Assim, Agamben recupera polêmica iniciada em fase inicial de seu livro, no caso contra Adorno, que escrevia uma "filosofia no impotencial", ressentida, que veria na poesia apenas um epifenômeno da vida e não como provocadora ou criadora de vida.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/IiobWcMqCL0 REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #agamben #paulo #benjamin #filosofia #história #adorno
O longo e interminável caso de Capitu e Bentinho diz mais sobre a capacidade interpretativa dos leitores de Machado do que ao que é exposto no romance. Prova disso é que só depois da interpretação da tradutora de Dom Casmurro para o inglês, Helen Caldwell, ter questionado a interpretação vigente no Brasil é que por aqui se instaurou uma espécie de tribunal a respeito da sorte do casal... Pelo contrário, ao ver a personagem Olga, cujo padrinho é Policarpo Quaresma, se vê os dilemas do escritor (e não de seus leitores) ao lado das mulheres brancas e ricas e das negras e pobres. É  através de uma sina trágica e um tanto ambígua que Lima Barreto constrói a mulher-síntese de seus romances. Ao olhar tanto o lado dos leitores quanto o dos escritores, podemos traçar alguns questionamentos a respeito da criação literária e de sua implicações histórico e culturais.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com     TEXTO MENCIONADO: https://www.oabertinho.com.br/critica-literaria/niilismo-e-concordia-os-leitores-de-machado-de-assis/  PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/KjCBcIMcmwQ REDES SOCIAIS    Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho     #limabarreto #machadodeassis #literatura #história #brasil
Os especialistas tradicionalmente dão uma ênfase maior ao diálogo de Foucault com a historiografia através da Arqueologia do Saber, ou seja, principalmente a partir da produção inicial do filósofo e com os temas clássicos dos Annales, como a "longa duração", e mesmo a escola primeira, de Lucien Febvre e Marc Bloch. Minha intenção é ressaltar a continuidade desse diálogo nas últimas produções de Foucault, em especial seus dois últimos dois cursos no Collège de France. Aparecem então não Braudel e Levi-Strauss, mas a influência perene de Georges Dumézil (quem primeiro o ajudou em sua carreira durante a escrita da História da loucura, na consulta dos arquivos da biblioteca Carolina Rediviva), assim como a chamada "terceira geração" dos Annales, a antropologia histórica. Assim, pode ser visto um panorama de conjunto de como se deu a colaboração entre o filósofo e os historiadores "analíticos". GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   TEXTO MENCIONADO: https://www.oabertinho.com.br/pos-foucaultianas/michel-foucault-e-sua-filiacao-a-escola-dos-annales/ PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/uYCkFUes9JQ REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #foucault  #annales #história #filosofia #criticaliteraria #cultura #historiografia
Roberto Moraes Pessanha expõe em seu livro as transformações do capitalismo posteriores a crise de 2007-8. Como o capital se tornou cada vez mais volátil e apesar de tudo ainda se ancora em determinadas estruturas físicas? Através da noção de frações de capital o autor tenta estabelecer as relações entre "fixos e fluxos" numa cartografia que tende a ser especular tamanho o fracionamento da produção física e a estruturação do capital derivado. Com as emissões quantitativas posteriores a crise, todo um novo sistema da dívida foi formado, encontrando no Brasil terno fértil para se multiplicar. Nosso país, ao invés de ser uma "terra de ninguém", possui uma regulamentação sofisticada para atrair especuladores através de um sistema de dependência externa montado desde a ditadura. GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/qo9oDuR3Q3Y REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #democracia #politica #historia #economia #brasil #imperialismo #desenvolvimento
De qual liberalismo fala Roberto Schwarz quando alude a um capitalismo brasileiro onde as ideias estariam fora do lugar? Ao percorrer a bibliografia crítica sobre esta famosa noção do crítico literário, podemos ver uma miríade de liberalismos no Brasil, a sua depuração entre um primeiro momento onde o escravismo se aliava ao livre-comércio até as ideias chamadas de liberais encampadas pelos abolicionistas, ou mesmo a refutação do dualismo entre metrópole colônia, países desenvolvidos e subdesenvolvidos: a formação de uma cultura nacional passa pelas lutas de seu povo, pelo atravessamento de referências culturais diversas que podem ou não passar por matrizes europeias ou norte-americanas. Qual mundo encantado que, sob a palavra "liberal", Roberto Schwarz acredita que o Brasil enquanto nação jamais poderá alcançar?   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/KKNg-DO7xEI REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #schwarz #cebrap #iseb #liberalismo #historia  #criticaliteraria #cultura
Barack Obama foi o último grande triunfo do Império. Realizou guerras intermináveis mais do que qualquer outro de seus antecessores, programava todas as terças assassinatos de "dissidentes", imprimiu uma quantidade quase infinita de dólar para capitalizar fundos especulativos que criaram o novo precariato através da fintechs, organizou um sem número de golpes de Estado mundo afora. Apesar disso, ganhou um Oscar e um premio Nobel da Paz e é a bandeira de determinado tipo de "progressismo" de esquerda baseada numa noção de inclusão com uma visão muito restrita dos problemas sociais e da incrível crise econômica que só se agravou após 2008. Como a nova esquerda política, no Brasil, tem lidado com esses desafios depois da repaginação do imperialismo? Como se organizar atualmente a luta de classes? Qual sentido de democracia hoje nos orienta? É essa uma das questões que tento trabalhar nesse novo programa.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/StYyHF-gkic REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #democracia #politica #historia #economia #brasil #imperialismo #desenvolvimento
"A alegria de querer destruir aquilo que mutila a vida": é assim que Deleuze vê as descrições do sistema punitivo feitas por Foucault em "Vigiar e punir". Não se trata da horrível alegria do carrasco, mas da alegria no horror dos revolucionários. Tendo em vista que Foucault está menos interessado nos grandes nomes da histórias do que na vida dos homens infames, pode ser visto na descrição que faz da punição a uma criança de 13 anos culpada por vadiagem o próprio éthos ou modo de ser descrito por Benjamin a respeito de Baudelaire em suas Passagens parisienses: "todas as ilegalidades que o tribunal codifica como infrações, o acusado reformulou como afirmação de uma força viva: a ausência de habitat em vadiagem, a ausência de patrão em autonomia, a ausência de trabalho em liberdade, a ausência de horários em plenitude dos dias e das noites". Ler Foucault a partir de seus últimos trabalhos e das concepções mais claramente expostas neles elucidar o que foi escrito antes expõe que não há um sequestro da literatura ou da arte em sua filosofia quanto ele teria passado à sua "fase genealógica". A preocupação com a literatura, com a arte, acima de tudo com a vida artista e com a formação de novas formas de vida que está entrelaçado em todo e qualquer escrito dele. Ao olhar assim Foucault, nos desfazemos de categorizações estanques e podemos alcançar o fundo vivo de sua obra.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/MZgcXyO-418 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #história #foucault #benjamin #filosofia #cultura #agamben #baudelaire #deleuze
Em 2018, um think thank norte-americano associado a Universidade de Harvard lançou o termo "chinese debtbook diplomacy". Com a difusão da suposta "armadilha da dívida" pelos meios de comunicação, acreditou-se que era uma noção vinda da Índia como forma de se contrapor à influência chinesa por toda a Ásia. A falácia da crítica aos mecanismos de créditos da China para suas obras fora do país resulta numa dupla incompreensão: a de que a "dívida chinesa" é predominante no componente total da dívida dos países envolvidos e de que os empréstimos envolvem condicionalidades que, tais como armadilhas, acabam escravizando o país que recorre a eles. Ver os casos do Paquistão e do Sri Lanka (seus problemas de dívida, de infraestrutura e, em especial, no setor elétrico) fornece subsídios para se pensar a composição da dívida pública brasileira frente aos desafios atuais para nosso desenvolvimento.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/C0DUqocFVR8 REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #china #brasil #desenvolvimento #dividaativa #imf #crédito #banco #novarotadaseda #onebeltoneroad
Com a sofisticação da escrita da história contemporânea à micro-história e à terceira geração dos Annales, alguns teóricos mostraram preocupação com a possível dissolução das fronteiras que separam a história da ficção, tanto para o público leigo quanto para o senso comum de um modo geral. Por outro lado, a publicação da "Meta-história", por Hyden White", parecia legitimar teoricamente relativismos variados ao aparentemente subordinar os fatos à sua existência linguística. Em "A memória, a história, o esquecimento", Paul Ricoeur procura ultrapassar tais barreiras epistemológicas ao contrapor a noção de "representação artística" ao seu conceito de "reprensentância historiadora" e, no plano existencial, expor como o testemunho pode servir de prova de verdade a história diante de casos extremos como o Holocausto e as tentativas de revisionismo que entraram em moda décadas depois. GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/8blE_qCn_vY REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #ricoeur #historia #historiografia #filosofia #teoria #hydenwhite
Na 5ª jornada de "O tempo que resta", Giorgio Agamben trabalha com duas aporias do pensamento paulino: a entre lei e salvação e entre mistério da anomia e estado de exceção. Se o tempo messiânico não é um tempo futuro como compreender a promessa evangélica no tempo de agora? Como entender um reino messiânico que desativa a lei, a torna inoperosa, sem suspendê-la ou torná-la incompreensível? É da ampla atualidade do conceito de tempo messiânico e da Carta aos Romanos que Agamben se utiliza para pensar o tempo presente.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/mTFSwXatuqE REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho  #agamben #paulo #benjamin #filosofia #história
O programa de JK para disputar as eleições de 1965, encontrado por pesquisadores durante a Comissão Nacional da Verdade (que em sua seção paulista considerou o ex-presidente como assassinado politicamente), permite rever os impasses que a revolução brasileira (1930) enfrentava na ocasião e, ao se comparar com o período posterior, pode ser visto como a ditadura militar subverter e adulterou os rumos dessa revolução, americanizando e dolarizando nossa economia, processo que deu início ao atual sistema da dívida e financeirização atrelados ao paulatino impulso de reprimarização industrial. Assim, o golpe de 64 reedita a República Velha e adia a execução para um Estado novo no Brasil. PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM PODCAST: https://youtu.be/jPaDzvPzwbU GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #jk #historia #direito #economia #brasil #ditadura #desenvolvimento
Em seu trabalho sobre Eduard Fuchs, Walter Benjamin aprofunda sua crítica em relação a chamada "alta cultura" (o classicismo, Winckelmann, etc.) quanto procura trazer ferramentas mais eficientes à crítica marxista da arte. Assim, a figura do colecionador (seu figurino francês) prepondera sobre a do historiador, do escritor e do alemão E. Fuchs. Seu trabalho que quase pode ser igualado ao do trapeiro (se o colecionador antes não fosse um milionário...) ultrapassa as barreiras das ideologias da época e dos próprios preconceitos de Fuchs. É sobre esse texto difícil e amplo que procuro encontrar subsídios importantes para a crítica cultural.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/lauszimew6w GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #fuchs  #benjamin #filosofia #cultura #literatura #arte  #criticaliteraria  #obradeartee #walterbenjamin
A emergência de determinados grupos que se dizem nacionalistas (viúvas do Lula 1, ex-bolsonaristas, ciristas, algumas pessoas ligadas a Aldo Rebelo, etc.) traz um problema duplo: 1) Qual a relação que a sociedade civil deve estabelecer com as Forças Armadas? O passado recente de arbítrios e o golpe de Estado de 2016 tornaram essa relação problemática; 2) As Forças Armadas são parte fundamental para a soberania nacional, porém a relação ambígua da esquerda com esse setor social acaba por afastar os militares das discussões nacionais. O ponto que procuro destacar é menos o do arbítrio das perseguições políticas durante a ditadura do que seu projeto econômico entreguista. Sem os militares tomarem consciência que servem como apoio a um estado de exceção permanente, por décadas funcionando quase como uma extensão da política norte-americana para o país, não se pode retomar a boa tradição das Forças Armadas, a que levou a Revolução de 30 e a modernização do país já com o "Vargas burguês", Juscelino Kubitschek.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL VÍDEO: https://youtu.be/f_pLpol5L-8 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho  #ditadura #politica #historia #economia #brasil #imperialismo #militares #forçasarmadas
Frente às discussões de se esfriar a economia global com o objetivo de enfrentar o aquecimento do clima, o cientista ucraniano Vladimir Vernadsky, continuador de Mendeleiev, nos fornece um panorama amplo de dilemas que a humanidade enfrenta pelo menos desde o final da II Guerra. Antes de ser um problema “científico”, como se diz, o incremento das capacidades produtivas e dos poderes criativos do ser humano trazem dilemas éticos e políticos que se deve estar à altura para se enfrentar. Não será pela solução fácil encontrada nas fontes perenes e intermitentes de energia, como a solar e eólica, que se irá superar uma mudança geológica e noética do tempo do homem na Terra.   LINK PARA O TEXTO: https://www.oabertinho.com.br/arte-e-cultura/tempo-para-vladimir-vernadsky/   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/_9izBk_FWPU GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #vernadsky #meioambiente #desenvolvimento #llauche #ciencia #biosfera
Na revisão que faz sobre sua abordagem da história da historiografia, Paul Ricoeur relê Fernand Braudel à luz das inovações trazidas pela micro-história. A escrita dos historiadores passa a ser compreendida como mediação através da narrativa entre estrutura e acontecimento, onde todos os diferentes tipos de dados coletados em uma pesquisa não são mais considerados como "fatos" ou "dados" por serem atravessados pela composição do autor das histórias. Diante de novas conclusões, podemos  reler e rever o importante e antigo trabalho de Braudel, isto é, seu "Mediterrâneo".   ERRATA: O livro citado de Paul Ricoeur não é "Tempo e narrativa", mas "A memória, a história, o esquecimento" (publicado em 2007 pela editora da Unicamp)   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/C7WmcKl1dQU GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #braudel #ricoeur #historia #historiografia #filosofia #teoria
Em seu livro (fruto de sua dissertação de mestrado), Lea Vidigal retoma a importância de um banco nacional para centralizar, regular e coordenar os investimentos do Estado. Em seu período de atuação mais abrangente, com o Plano de Metas, o BNDES foi responsável por incrementos ainda hoje não superados na indústria de transformação, no setor de petróleo e em infraestrutura. Ao contrário de seu uso durante o regime militar, quando se associou ao capital estrangeiro para fomentar a iniciativa privada, com JK as agências internacionais de crédito foram rechaçadas e o impulso para o desenvolvimento se deu através de capital nacional com o objetivo de aumentar as forças produtivas do trabalho. Resgatar a história do Banco é retomar a discussão do planejamento econômico de longo prazo e seu uso voltado à economia física, não especulativa.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/l5L6GgQr2uA GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #bndes #historia #direito #economia #brasil #jk #ditadura #desenvolvimento
Giorgio Agamben diz que "no curso do tempo, o proletariado tenha acabado por ser identificado com uma determinada classe social - a classe operária, que reivindicava para si prerrogativas e direitos - é, a partir desse ponto de vista, a pior incompreensão que se pode ter do pensamento marxiano" ("O tempo que resta"). Tal posição se casa com as diatribes de Walter Benjamin contra Marx em seus escritos sobre Baudelaire. Ao associar o lumpen aos vagabundos, chantagistas, alcoviteiros e demais nomes depreciativos, Marx coloca fora de classe todo um conjunto de pessoas, geralmente os "rebeldes" a quem ele irá se voltar contra, na polêmica com Stirner, na "Ideologia alemã". O pensamento marxista, assim, acaba por sub-julgar toda a massa dos sem classe, ao contrário da filosofia mais recente (com Benjamin, Pasolini, Foucault, Agamben) que irá encontrar na rebeldia menos a "revolução" do que a possibilidade de se encontrar novas formas de vida em íntima associação com a vida artista. A visão pejorativa em relação aos sem classe fica ainda mais complicada se colocada à luz da situação social brasileira, onde muitas vezes é difícil se falar em "luta de classes" pelo simples fato da luta do povo, no mínimo, é por tentar se classificar (ter carteira de trabalho, se formar, ter casa própria, etc.), como aponta o historiador e antigo quadro do Iseb, Joel Rufino dos Santos.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/WVZU1M27pc8 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #história #marx #benjamin #filosofia #cultura #foucault #pasolini
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