DiscoverBraga CrônicasO POMBO MORTO (Poema n°07)
O POMBO MORTO (Poema n°07)

O POMBO MORTO (Poema n°07)

Update: 2021-02-07
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Description

O POMBO MORTO


Acordei de bom humor, tomei um banho revigorante e me lancei à rua.


Na calçada da esquina da minha casa me deparei com a morte.


O corpo de um pombo jazia imóvel no chão de pedra portuguesa.


Sempre pedra portuguesa.


Não é fácil se deparar com a morte de manhã.


É uma quebra de expectativa.


O sol nascendo.


Acidade ganhando vida como um recém-nascido dando seus primeiros suspiros.


As pessoas cheirosas, de banho tomado, roupas passadas.


E lá no chão o corpo sujo de um pombo de penas amassadas.


O rosto do animal era surpreendentemente humano.


Boca e olhos entreabertos tristes.


Talvez no instante antes do último suspiro tivesse realizado que nunca mais voaria.


Um momento mórbido logo de manhã que fez lembrar


que tudo é finito e que é sempre hora de voar.




24/05/2020 (Poema n°07)


Diogo Braga Crônicas




Link para o vídeo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=BsTQYKGEmrY&feature=youtu.be


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No mais, meus votos de uma vida com gosto de açúcar nos lábios e até a próxima!

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