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Tempo ao Tempo
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Tempo ao Tempo

Author: Rui Tavares

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Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. 


Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa. 


A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos. 

86 Episodes
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Neste episódio, Rui Tavares parte do célebre autómato de Jacques de Vaucanson, desmontado mais de um século depois pelo mágico Robert-Houdin, para revisitar um tempo em que a fronteira entre ciência, técnica, ilusão e maravilhamento era tudo menos nítida. O pato que parecia viver escondia um truque. Mas nem por isso deixava de suscitar uma pergunta fundamental: até que ponto uma máquina pode imitar a vida?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana em Tempo ao Tempo, Rui Tavares continua a procurar no passado a relação entre homem e máquina, desta vez indo até Decartes e Jacques de Vaucanson, inventor do “Pato-Mecânico” e perguntamos o que nos separa das máquinas — e se essa fronteira ainda existe.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O cenário é o grande inverno de 1709, um dos mais rigorosos de que há memória na Europa. É nesse contexto que Hanna Diyab, um viajante sírio de Alepo, conta a Antoine Galland histórias que viriam a transformar para sempre o imaginário ocidental. Entre elas estão Aladino e Ali Babá, personagens hoje inseparáveis das Mil e Uma Noites. Ao mesmo tempo, nascem duas figuras que marcariam a história dos autómatos e da ideia do corpo como máquina. Literatura, ciência, magia, religião e tecnologia começam a entrelaçar-se de forma inesperada. Um episódio sobre encontros improváveis, histórias viajantes, apropriações literárias e um ano extraordinário em que diferentes formas de inteligência não humana começam a ocupar um lugar novo no imaginário europeu. Entre o génio das “Mil e Uma Noites” e os primeiros sonhos de criar máquinas capazes de imitar a vida, desenha-se uma encruzilhada que continua a interpelar-nos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando o antropólogo Irving Hallowell perguntou a um ancião Ojibwa se todas as pedras estavam vivas, recebeu uma resposta inesperada: “Não. Algumas estão” A partir dessa ideia, percorremos diferentes formas de compreender o mundo e as entidades que o habitam. Dos daimones de Sócrates e das categorias propostas por Apuleio aos djinns da tradição islâmica e às cosmologias estudadas pelo antropólogo Philippe Descola, encontramos maneiras muito diversas de pensar a relação entre humanos e não humanos. Animismo, totemismo, analogismo e naturalismo ajudam-nos a perceber que aquilo que hoje entendemos como evidente nem sempre o foi. Durante grande parte da história, as fronteiras entre pessoas, animais, plantas, espíritos e coisas desenhavam-se de forma muito diferente. E chegamos inevitavelmente ao presente: quando falamos com uma inteligência artificial, quem responde do outro lado?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Memória, imaginação e coragem são os três desejos que guiam Rui Tavares numa viagem em busca de instrumentos para pensar o presente e enfrentar o futuro. Este episódio assinala o início de um novo projeto de escrita, um livro em construção que cruza mitologia, história, religião e tecnologia para refletir sobre os desafios colocados pela inteligência artificial. Partindo de um mosaico da Antiguidade e das histórias de oráculos, génios, lares, musas e outras entidades que habitavam o imaginário greco-romano, o episódio recupera a longa experiência da humanidade na relação com inteligências consideradas diferentes da sua. Durante milénios, os seres humanos acreditaram viver rodeados por vozes, espíritos e vontades não humanas, e aprenderam a interpretar, temer ou negociar com elas. A inteligência artificial é realmente uma novidade? Rui Tavares propõe uma perspetiva inesperada: para compreender as inteligências não humanas que hoje emergem à nossa volta, talvez seja útil olhar para um passado em que elas já pareciam estar por toda a parte.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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