DiscoverGALIPORTUS
GALIPORTUS
Claim Ownership

GALIPORTUS

Author: german estevez

Subscribed: 4Played: 48
Share

Description

Episodios cada semana:
Martes/Terças 16h ("Protagonistas", "Actualidade", "O Marco"), com as melhores entrevistas.
Venres/ Sextas 16h ("História e Histórias"), com todas as grandes e pequenas histórias galaico-portuguesas.

Se saber de projetos, pessoas e histórias que possam ser parte do programa, não hesite em nos contatar: galiportuspodcast@gmail.com.

Galiportus busca redefinir o coñecemento xeral acerca das intensas relacións socioculturais existentes entre Galiza e Portugal. Contidos de actualidade, lingua, historia e historias, natureza, política, turismo, patrimonio, protagonistas da música ou da cultura. Ou tamén curiosidades, lendas, tradicións, xentes, ideas e proxectos.

Realidades transfronteirizas. Dando a coñecer Portugal aos galegos e Galiza aos portugueses... Porque o Miño nunca foi un problema...

Galiportus fala para esses 6'3 milhões de habitantes da Eurorregião, mas também para todos os ouvintes dispersados pelo mundo, interessados nas questões deste canto da Península Ibérica, pela sua lingua comum, a cultura e o património milenar. Ou pela forma de entendermos o próprio mundo desde aqui...

Sejam bem-vindos! E bem-vindas!

.........................................

Estamos nas redes: Facebook, twitter, Instagram. Escoita tamén en Spotify, Apple podcast, podgalego.
171 Episodes
Reverse
Hoje falamos de vinhos, já era hora! Chega aos nosos estúdios Martiño Santos, sommelier e sócio do espaço eno-cultural "Vide, vide", localizado em Compostela. Depois da publicação do livro "A nación dos mil viños" (do que tem sido o co-autor), estávamos realmente ansiosos por perguntar-lhe acerca desses projetos focados no rei dos "caldos". Com, ele é que conversamos sobre tradição vinícola, inovação, novidades no consumo, identidade, variedades, etc. Somam-se à palestra Antonio Portela, viticultor do Morrazo (Gz), sommelier e organizador do evento "A emoción dos viños", que conta desde há anos com produtores da Galiza, Portugal e outras partes da península. E ainda o João Tavares, viticultor na Quinta da Boavista, no Dão (centro de Portugal), que já participou no evento de Antonio. Finalmente, ligamos para o Xico de Mandín (Verín-Ourense), viticultor de Monterrei (Adega do Couto Mixto, Gz) Com o xico falamos dos novos desafios e problemáticas do sector, a norte e sul da Raia Seca. Acabamos com a recomendação do evento "Simplesmente vinho", a celebrar-se no Porto no mês de fevereiro. Uma emoção para os sentidos e para os ouvidos... com a música final de Caamaño&Ameixeiras: "Se souberas".
Volta o "História e histórias", essa maneira "express" de fazermos o Galiportus, em versão de pílulas históricas. Buscamos chegar aos momentos históricos que uniram e separaram a Galiza e Portugal... e ainda aproximar-nos dessas pequenas histórias desconhecidas, as quais pertencem, quer de um passado longínquo, quer do último mês. Tudo é que faz parte da história: do reino Suevo aos Irmandinhos, do Prestige às viagens do Vasco da Gala, dos contrabandistas da Raia aos perseguidos pelas ditaduras ibéricas. E ainda mais... Hoje falamos de dois tópicos. De um lado, viajamos até os anos da Grande Guerra e lembramos como os nazis exploraram minas de volfrâmio a norte e sul da Raia, com a necessidade que havia de produzir armamento. Como mudou a paisagem ... e as vidas das pessoas? De outra parte, vamos até o século IV. Na época do Império Romano e do conflito por aceitar a cristandade como religião oficial, o único papa galaico-português (da Gallaecia, São Dámaso) luta por manter a sua autoridade (e os dogmas) contra um bispo muito particular: Prisciliano. O quê significou esta "batalha" pelo poder, que acabou com a "heresia" e e morte do último no ano de 385? Uma lenda veio atrás deste caso... e chegou até os nossos dias...
O campo e monte móvense, a pesar de que poidamos pensar o contrario. Logo de décadas de desuso dos traballos milenarios no agro ou no forestal, apoiadas tradicionalmente en animais de carga e de forza (burros, vacas, cabalos...) e substituídas por máquinas (o tractor), algunhas cousas están mudando a norte e sur do Minho. Falamos da "tracción animal", reconfigurada hoxe para espazos e servizos que buscan o sustentable, como as viñas, as sacas do monte, restauracións de ecosistemas autóctonos ou mesmo actividades de ecoturismo. E para isto chega aos nosos estudios Bernardo Carreiro, veciño de Ramirás (Ourense-Gz), e prestador de servizos de tracción animal, socio da Agatran (Asociación Galega de Tracción Animal) Axúdanos na conversa Marcos Pateiro, labrego con experiencia e amante do forestal. No teléfono, desde Paredes de Coura (Pt), veterinario, presidente da Aptran (Associação Portuguesa de Tração Animal) e director de benestar animal do Donkey Sanctuary. Eles cóntannos todo sobre un mundo apaixonante (e duro), nas que os seus animais son os seus "compañeiros" (Sabor, Lola, trigueña; 2 cabalos ardeneses e unha mula) Conservación, sustentabilidade, valor engadido... son algúns dos factores que vemos atrás duns traballos que, novamente, unen xentes fantásticas a norte e sur da Raia. Acabamos cun tema dos Kumpania Algazarra, "Olhó Burro". Que animalada!
Nortear chega á súa 12ª edición, e tampouco podía faltar no Galiportus. Estamos perante unha iniciativa única emanada da AECT Galiza-Norte de Portugal, en colaboración coa Xunta de Galiza e a CCDR-N portuguesa(Comissão de coordenação e desenvolvimento regional do Norte), a partir dos fondos europeos da INTERREG Es-Pt. En conxunto, trátase dun "intercambio cultural que busca promover a aparición de novos escritores e creadoras, incentivar a creación literaria e artística de obras inéditas ou estimular as redes e dinámicas entre os tecidos culturais de ambas rexións". Falamos de todo isto cos protagonistas; André Rgues (de Paredes de Coura, traballando para a AECT en Vigo), coordenador de proxectos europeos e xestor do proxecto; e Pedro Rguez Villar (de Nigrán), xornalista, guionista e escritor premiado no Nortear 2021 polo seu "O amor das pedras". Unha marabilla, en definitiva, conversarmos con eles sobre as necesidades de máis "Nortear", nesta busca constante para que a literatura, a música ou a cultura penetren e se dilúan como propias a un e outro lado do Minho. Todo está preparado para que escritores de entre 16 e 36 anos preparen as súas obras até finais de xuño... e en setembro saberemos dos gañadores desta edición de 2026! A música final, da "Banda da Loba" (O peso do peito)
Volta o "História e histórias", essa maneira "express" de fazermos o Galiportus, em versão de pílulas históricas. Buscamos chegar aos momentos históricos que uniram e separaram a Galiza e Portugal... e ainda aproximar-nos dessas pequenas histórias desconhecidas, as quais pertencem, quer de um passado longínquo, quer do último mês. Tudo é que faz parte da história: do reino Suevo aos Irmandinhos, do Prestige às viagens do Vasco da Gala, dos contrabandistas da Raia aos perseguidos pelas ditaduras ibéricas. E ainda mais... Hoje falamos de dois tópicos: de um lado, neste 2025 Schengen cumpriu 30 anos, e lembramos o que significou a apertura europeia das fronteiras... até chegarmos ao momento histórico da Covid-19. Por outro lado, falamos da histórica dirigente nacionalista galega e fundadora da UPG, Margarita Ledo... como correu o seu exílio no Porto na época em que acabaram as ditaduras ibéricas, naqueles anos tão difíceis 1974-1976?
Hoxe temos a ocasión no Galiportus de falarmos de emigracións, unha das características que mellor definen e conforman a realidade moderna e contemporánea dos dous pobos atlánticos peninsulares: o galego e o portugués. Contamos coa conversa entre os autores de dúas fantásticas obras, "O país invisible", do ferrolán Arturo Lezcano e "Monumentos ao emigrante", do fafense Daniel Bastos. A primeira é unha colleita de relatos incríbeis, máis de 200 historias de galegos na emigración americana (case 2 millóns abandonaron Galiza entre 1850 e 1970, incluíndo tamén a emigración europea), como aquela de Alfonso Graña, o ourensán que acabou por ser o "rei" da tribo dos xíbaros, no corazón da Amazonia. Polo lado portugués, estamos perante unha obra que recolle máis de 120 fotografías coas estatuas que fan homenaxe, do Minho ao Algarve (e tamén as illas), a case 5 millóns de emigrantes que abandonaron país. Falamos con eles de moitísimas cousas e pechamos no estudio coa nosa psicóloga e amiga Anaís Prada, coa que sinalamos os diferentes trastornos asociados ao trauma migratorio. Vaia episodio!, acompañado das músicas de Ana Kiro "o emigrante" e da "pandeirada sideral" de "Zapato Veloz".
Volta o "História e histórias", essa maneira "express" de fazermos o Galiportus, em versão de pílulas históricas. Buscamos chegar aos momentos históricos que uniram e separaram a Galiza e Portugal... e ainda aproximar-nos dessas pequenas histórias desconhecidas, as quais pertencem, quer de um passado longínquo, quer do último mês. Tudo é que faz parte da história: do reino Suevo aos Irmandinhos, do Prestige às viagens do Vasco da Gala, dos contrabandistas da Raia aos perseguidos pelas ditaduras ibéricas. E ainda mais... Hoje falamos de dois tópicos. De uma parte, do peso que o narcotráfico teve (e tem) no outro lado da Raia, com a Farinha a ser "escondida" em Portugal. Alguns dos narcos encontraram refúgio além Minho, falamos dos percursos dos mais afamados. Qual essa conexão? Foi (e ainda é) Portugal esse "santuário" dos cárteis galegos? Por outro lado, achegamo-nos ao mundo gastronómico. Em época de outono, o rito do Magosto/Magusto é muito popular no interior galaico-português. Qual a sua importância? De onde esse amor pelas castanhas? É uma festa única! (e diferente) A não perder!
Chega ao GLP uma artista vinda do Trás-Os-Montes, e em tour pela Galiza (já atuou em Melide, Mos e estava no momento da entrevista a pouco de cantar em Compostela) Falamos da Catarina Miranda, sob o nome artístico de "Emmy Curl" (Vila Real, 1990) Com ela é que gostamos imenso de conversar sobre os seus inícios lá por 2007, quando começava o poder da Internet. A Emmy, uma das primeiras produtoras de música mulher em Portugal, fala-nos desse seu Solar Punk, definido como música estética, a meio caminho entre o natural e a tecnologia. Podemos sorrir se pensamos no futuro tecnologizado? A nossa convidada acha que sim, é posível conectarmos com o folclore e a natureza sem nos esquecermos daquilo que nos tocou viver hoje, no mundo digital. Prémio José Afonso 2025 e participante no Festival da Canção (segundo lugar em 2028), é uma maravilha ouvi-la falar dessa aproximação até hoje ignorada com a Galiza e conhecermos o seu álbum "Pastoral" (Mirandum e Botar Água no Vinho são as duas músicas do programa) Uma artista de muito nível, e umas músicas incríveis... com uma artista feita ela própria!
Volta o "História e histórias", essa maneira "express" de fazermos o Galiportus, em versão de pílulas históricas. Buscamos chegar aos momentos históricos que uniram e separaram a Galiza e Portugal... e ainda aproximar-nos a essas pequenas histórias desconhecidas, as quais pertencem, quer de um passado longínquo, quer do último mês. Tudo é que faz parte da história: do reino Suevo aos Irmandinhos, do Prestige às viagens do Vasco da Gala, dos contrabandistas da Raia aos perseguidos pelas ditaduras ibéricas. E muito mais... Hoje falamos de dois tópicos. De uma parte, as medalhas de Galiza, outorgadas neste 2025 aos autarcas do Porto e de Braga, Rui Moreira e Ricardo Rio. Após a máxima distinção do governo galego ser encaminhada para A. R. Castelao em 1984, quais foram os premiados? E quais os honores para os vizinhos ilustres? Por outro lado, achegamo-nos a um filósofo luso-neerlandês do século XVII, com raízes na Galiza, Bento Spinoza. O Bento, judéu de origem sefardita, e fugido da Inquisição, foi um dos grandes racionalistas modernos juntamente com Descartes ou Leibniz. A não perder!
No Galiportus de hoje voltamos à Raia Seca falarmos de ambiente e de poulição. Após uma década de "paralisação", uma exploração de volfrâmio (maior do que se achava no início) localizada no concelho galego d'A Gudiña (Ourense) parece que vai começar a ser trabalhada pela empresa Tungsten San Juan, filial da sueca Eurobattery Minerals. Do movimento Uivo, em Bragança, alertam da afectação nos cursos das águas vizinhas, como são aquelas de Ribeira de Pentes, a 1km da parte portuguesa, e que vai direta ao rio Rabaçal, afluente do Tuela (e este, do Douro. Perante a "não consulta" do governo espanhol ao português sobre os impactes ambientais transfornteiriços, a situação pode vir a piorar a vida dos habitantes da zona, além de estar a mina quase inserida no PN de Montesinho. Falamos com quem mais sabe disto tudo, o Joám Evans, coordenador de minaria da associação galega "Ecoloxistas en Acción"; e o António Sá, fotógrafo, jornalista, empresário e membro da comissão de co-gestão do parque natural, além de membro da direção desse movimento ecologista transmontano "Uivo". São muitas as perguntas sobre mais uma questão ambiental que nos preocupa, por exemplo: serião capazes de explorar este tipo de minas em zonas mais populosas? Em época de esvaziamento demográfico do interior... os macroprojetos deste género vão ser uma constante problemática para quem não quer ver a qualidade de vida perder... A música final, do 9Louro: "os meus males"
Hoje temos boa conversa com um professor de inglês das escolas básicas 2, 3 da Galiza... no Estoril (Pt) Atrás desta brincadeira da vida está o escritor Pedro Miguel Rocha, que nos anos 90, durante uns estudos na Univ. Minho frequentou a Galiza... e o amor que sentiu resultou paixão imediatamente ("quanto mais ia à Galiza, mais sentia que parte de mim, de nós portugueses, estava lá. As nossas raízes, a origem da nossa língua. Foi um amor à primeira vista) Anos depois (2009), resolveu começar a escrever, e fez-lo sempre sob uma perspetiva galega nas suas obras. Do "Juntos temos poder", com uma enfermeira galega ao "Eternamente na Galiza" deste 2025, ou no "Eremita Galego", de 2011, posívelmente a obra com melhor aceitação, onde um professor do Porto refugia-se em Muxia, na Costa da Morte. O próximo livro, para 2026, fala de "um enredo no centro histórico de Santiago de Compostela". Abordamos isto tudo e mais com alguém que adora passeios à beira mar, os concertos de jazz ou a contemplação de estrelas. Um docente português tornado escritor... de alma galega. A música do fim, uma das suas favoritas: Lela, do grande Carlos Núñez.
Xa tocaba no Galiportus falarmos de feiras e de gando, nunha Eurorrexión marcada históricamente polas trocas, os mercados e unha economía sustentada polo traballo agrario e gandeiro. Aproveitamos a chegada de novembro e da festividade de Todos os Santos para unir Chaves (Trás-os-Montes/Pt) e Monterroso (Lugo-Gz), duas vilas con séculos de tradición neste sector. Falamos en primeiro lugar co Vítor Pimentel, presidente da ACISAT (Associação de Empresários do Alto Tâmega) e organizador "dos Santos" na cidade romana que fai parte da Eurorrexión Chaves-Verín. Co noso convidado comentamos todo sobre os eventos e cartaz deste ano, nunha das maiores "feiras de rúa" do país, sempre a recibir unha chea de xente do lado "de lá". Tamén conversamos co alcalde de Monterroso, Eloy Pérez (PP), con quen lembramos unha das maiores feiras galegas, escaparate de produtos do país, datada xa do século XIII, e a camiño de ser declarada Festa de Interese Turístico Estatal. Este ano, sen gando, polo medo aos contaxios pola dermatose modular contaxiosa (DNC); aínda así, entre 20 e 30 mil persoas achegáronse a esta vila do interior gandeiro galego. Aos dous entrevistados preguntámoslle pola relación que este tipo de eventos teñen coa xente máis nova... e cal será o seu futuro? A música final é da Guadi Galego, unha homenaxe a esta feira: "Se ti viras..."
Hoje chegam ao GLP os prémios Aritmar 2025, esses que são propostos pela EOI de Santiago de Compostela há 10 anos, e que candidatam as melhores músicas e poesias do lado norte e sul do Minho. Estamos perante um certame que, ano após ano, foi crescendo, e que no 2025 deu com milhares de pessoas a votarem pelas suas músicas e poesias preferidas do 2024; desta vez, as músicas do Diogo Piçarra (Amor de ferro) e o Mondra (Quererse ben); e as poesias da Elba Pedrosa (Onde imos agora) e a Cátia Cardoso (Não sei voar mas tenho) Temos a sorte de desfrutar na gala celebrada no Auditório da Galiza (Santiago de Compostela), e apresentada pelo Xurxo Souto e a Tati Moyano. No final, falamos com os protagonistas e lançamos mais um viva por este tipo de tentativas que ligam corações galaico-portugueses através das artes musicais e poéticas (fusionadas inúmeras vezes)
Hoxe recuperamos unhas gravacións do mes de agosto e falamos dunha fantástica iniciativa galaico-portuguesa realizada no rural lucense, en plena Ribeira Sacra. Trátase da segunda edición da "Vendaval- mostra de cinema portugués", coa temática "tan perto, tan lonxe" que convida a reflectirmos sobre as distancias físicas e emocionais. "A Casa da Memoria", "A Palleira" e o "Centro sociocultural de Bóveda" son os espazos escollidos para ver filmes, debater e levar a cabo actividades paralelas destinadas a todos os públicos. Máis do que un festival de cinema, falamos pois dun encontro intercomunitario, inclusivo e cooperativo. Conversamos cos protagonistas alí: coa galega que traballa en Lisboa para a produtora "Duplacena", a organizadora Tamara Gonzalez e co director e realizador de "Á procura da estrela", Carlos Peñalver. Tamén entrevistamos ao actor lisboeta, Miguel Nunes, que participou en "O homem de Trás-os-Montes" e "Anjo". Por último, fala Patricia Castro, presidenta do espazo da "Casa da Memoria" e da asociación "A memoria é náufraga". Que marabilla de proxecto! Na música final, "As vidas caladas", de Antia Muiño e Caamaño&Ameixeiras.
O verán de 2025 non foi un calquera en canto aos incendios forestais. No mes de agosto, vimos e sofremos como o lume devoraba millares de hectareas perante a impotencia e o desespero das persoas de moitísimas aldeas. Coa inacción política, as cifras oficiais da Xunta, no lado galego, fala de máis de 100 mil Ha; pola contra, o satélite Copernicus avanza para as máis de 200 mil Ha (o 10% da provincia de Ourense !!) O incendio do Larouco xa é o maior da historia, por riba das 30 mil Ha, e arderon zonas de especial interese como Trevinca, Courel ou Invernadeiro. Do lado portugués, os números sinalan tamén máis de 200 mil Ha, coas zonas de Aveiro ou Viseu arrasadas, a xoia do Gerês novamente queimada e o de Arganil, por riba das 60 mil Ha, representando xa un dos máis grandes nunca antes rexistrados. Para falarmos deses tráxicos días, chega á radio Brais Lorenzo, fotoxornalista galego e que leva 15 anos capturando as imaxes do fogo, pondo cara á xente que sufre no rural cunha realidade durísima, en medio do abandono e a despoboación (o seu proxecto "Habitar o baleiro") Do lado minhoto, fálanos da súa experiencia o Comandante dos Bombeiros Voluntarios de Ponte da Barca, Carlos Veloso. A música, non podía ser outra: "Arde Galicia", dos Resentidos. Hai esperanza despois de tanta destrución?
O passado 12 de outubro Portugal voltou às urnas, desta vez para eleger os seus representantes mais próximos: os/as autarcas, aqueles/as presidentes/as de câmara (alcaldes/alcaldesas) que irão dirigir os mais de 300 municípios a sul do Minho. Os resultados confirmam a tendência, e a viragem à direita é um facto, com o PSD a ultrapassar o PS. Além do bipartidismo, a esquerda continua a enfraquecer e perde autarquias clássicas no sul e a ultradireita do Chega apenas ganha 3, longe do esperado. Analisamos tudo e mais, sob a perspetiva eurorregional, com o Ricardo Suarez, jornalista do digital galego "Nós diario", sociólogo e mestrado em relações internacionais; e também com a Ana Peixoto, jornalista e correspondente do JN (Jornal de Notícias) e da TSF para o Alto Minho. Mas a política não para, e já se estão a perfilar os candidatos das presidenciais de janeiro 2026. Assim sendo, a música do fim toca aos Skarnio, "venha mais uma".
Hoje acabamos já a época 2 do Galiportus, após 46 programas de entrevistas ("atualidade" e "protagonistas") e 30 dos "História e histórias, junto ao nosso historiador Abraão da Orraca. Quase 11 meses de trabalho, inúmeras ideias, conversas, deslocamentos e centenas de horas a falar das questões que ligam a Galiza e Portugal. Nesse objetivo de criarmos "comunidade", e de achegar as realidades de ambas as beiras do Minho, chegamos ao fim e fazemos a síntese de todos tópicos que abordamos neste tempo. Ressultou muito difícil salientar o melhor de tantos momentos tão bons, mas... tentamos! Assim sendo, desfrutem do nosso conteúdo e até a próxima temporada! Vamos lá continuar!!
Continuamos com esta nova série do Galiportus, dedicada a analisar a história de uma maneira simpática e muito vibrante. Buscamos chegar aos momentos históricos que uniram e separaram a Galiza e Portugal... e ainda aproximar-nos a essas pequenas histórias desconhecidas, as quais pertencem, quer de um passado longínquo, quer do último mês. Tudo é que faz parte da história: do Reino Suevo aos Irmandinhos, do Prestige às viagens do Vasco da Gama, dos contrabandistas da Raia aos perseguidos pelas ditaduras. E muito mais... Hoxe falamos do lingüista e escritor Fernando Venâncio, alentejano falecido neste 2025, e convencido das orixes do portugués no lado galego. No seu "Assim nasceu uma língua", deixa ben claro a necesidade de sinalar a Galiza como parte insistuíbel na hora da creación de Portugal. Un relato para moitos descoñecido e que nós queremos honrar aquí.
Continuamos com esta nova série do Galiportus, dedicada a analisar a história de uma maneira simpática e muito vibrante. Buscamos chegar aos momentos históricos que uniram e separaram a Galiza e Portugal... e ainda aproximar-nos a essas pequenas histórias desconhecidas, as quais pertencem, quer de um passado longínquo, quer do último mês. Tudo é que faz parte da história: do Reino Suevo aos Irmandinhos, do Prestige às viagens do Vasco da Gama, dos contrabandistas da Raia aos perseguidos pelas ditaduras. E muito mais... Hoxe falamos do nobre galego Xoán de Nóvoa/João da Nova, natural de Maceda (Ou-Gz), e que en plena época de revoltas "Irmandinhas", acabou por servir ao reino de Portugal. En plena expansión marítima lusa, o "galego de naçom" navegou por medio mundo e foi o "descubridor" de illas como Santa Elena (onde foi 3 séculos despois desterrado o mesmísimo Napoleón Bonaparte), Ceilão (Sri Lanka actualmente), Ascensão ou outra co seu propio nome (deshabitada e pegada a Madagascar) Tamén se especula coa súa chegada a Tristán da Cunha, un dos puntos habitados máis afastados do planeta.
Xa tiñamos moita gana de falar novamente de Altri, esa macrofactoria portuguesa de celulosa que se quere instalar no centro xeográfico galego e que está a xerar tanta animadversión nos últimos anos, logo da "vía libre" que a a Xunta de Galiza lle deu ao proxecto. Recibimos á nova voceira da Plataforma "Ulloa Viva", Patricia Coucheiro, que nos conta todo acerca do traballo da plataforma, un movemento social "que trascende con moito a propia comarca", como Patricia nos comenta. Comentamos ese tecido social, analizamos o último ano e medio desa loita "na que todas temos que estar xuntas" e a estratexia actual da empresa Altri, nun momento en que o proxecto "Gama" ameaza con emprender ese camiño final cara a súa implantación, co "ok" da Xunta. Ao teléfono, aténdenos o alcalde de Santiso, Manuel Adán, co cal tamén falamos sobre o panorama e eses medos perante unha "agresión ao medio ambiente e vida das xentes". Finalmente, e antes de escoitarmos a música de Ruxe Ruxe ("Altri Non"), lemos unha entrevista de Paulo Constantino, da ProTejo. Haberá futuro verde para o corazón verde galego?
loading
Comments