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Manuel Aires Mateus

Manuel Aires Mateus

2022-08-1232:46

Nasceu em Lisboa a 19 de maio de 1963, é arquiteto, e diz que "a parte mais interessante de um projeto é a relação estreita" que estabelece com quem lhe encomenda a obra. Gosta de fazer casas porque elas exigem "uma relação com as famílias" que as vão habitar. Filho de um alentejano que "teve a coragem" de se licenciar em arquitetura e da pintora Catarina Rocha, Manuel Aires Mateus foi muito influenciado pelo mundo da mãe e sente uma dívida de gratidão por ela ter deixado de pintar para se dedicar em exclusivo aos filhos. Ele e o irmão, Francisco, com quem faz dupla profissional, estão a terminar a construção de um edifício em Lausanne que acolherá "um museu de design no andar de cima. É uma obra gigantesca, cara, complexa, muito difícil de levar até ao fim, que está a ser feita com o engenheiro Rui Furtado, e é uma grande demonstração da engenharia portuguesa". Tem o sonho de projetar uma "igreja católica romana", mas por agora dedica (parte) do seu trabalho ao projeto da Grande Mesquita de Bordéus. Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Carlos Monjardino

Carlos Monjardino

2022-08-0535:24

Nasceu em Lisboa a 22 de dezembro de 1942 numa família da oposição ao Estado Novo. Filho e neto de médicos ilustres, ainda sonhou ser arquiteto naval, mas mudou de rota para a área da gestão e comércio internacional graças a um atraso na matrícula. Em meados da década de 80, Carlos Augusto Pulido Valente Monjardino mudou-se para Macau para evitar recusar - pela terceira vez - um convite de Mário Soares. Nesse território sob administração portuguesa, negociou a renovação do contrato do jogo com o magnata Stanley Ho, que conhecera vinte anos antes quando lhe mostrou a Quinta da Marinha. O jogo era a mais importante atividade do território e, na sequência dessa renegociação, Stanley Ho disponibilizou um fundo que permitiu criar a Fundação Oriente e o respetivo Museu. Monjardino é, desde 1988, presidente do Conselho de Administração da mesma. Com Ana Sofia, sua mulher, já falecida, tutelou oito irmãos oriundos de quatro famílias diferentes, para evitar que essas crianças e jovens fossem separados no momento da adoção. A Fundação Monjardino, criada em 1992, funcionou como chapéu institucional deste projeto de acolhimento de menores.   Saiba mais em Expresso.pt See omnystudio.com/listener for privacy information.
José Maria Neves

José Maria Neves

2022-07-2933:22

Nasceu a 28 de março de 1960 em Santa Catarina, no interior da ilha de Santiago e, quando terminou a 4ª classe, queria ser padre para "ajudar as pessoas. Havia muita pobreza à minha volta, uma grande escassez de água, e pensei que ser padre seria uma forma de ajudar os mais pobres". José Maria Neves não foi admitido no Seminário por ser filho de mãe solteira, numa época em que os preconceitos sociais eram fortemente discriminatórios, e Cabo Verde uma colónia portuguesa. Desfeito o sonho de criança, inscreveu-se no Liceu Adriano Moreira, licenciou-se em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (Brasil), foi presidente da Câmara de Santa Catarina, deputado, primeiro-ministro durante 15 anos e, em novembro do ano passado, foi eleito Presidente da República do seu país insular. No dia em que publicamos este podcast, José Maria Neves está de visita oficial a Portugal para reforçar laços e lembrar que a "mistura" é uma das "grandes riquezas" de Cabo Verde: "Temos os judeus, os cristãos-novos que foram de Portugal e de Espanha. E temos os sefarditas que foram de Marrocos, guardaram os seus nomes e têm uma forte influência política e económica em Cabo Verde. A própria população de Cabo Verde resulta desse cruzamento entre os escravos africanos e os colonos europeus, particularmente portugueses".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Arlindo Oliveira

Arlindo Oliveira

2022-07-2238:491

Nasceu em Angola a 4 de junho e há muito que vive fascinado pela ideia de "fazer as máquinas aprenderem". Arlindo Oliveira, ex presidente do Instituto Superior Técnico - a instituição mais importante da sua vida - estuda a "subárea da inteligência artificial e a ideia de fazer os computadores aprenderem a partir da experiência". Encara as máquinas como "uma espécie de papagaios que papagueiam muito bem, [e que] aprendem as estatísticas, as relações entre as palavras, os conceitos e as ideias". Para este investigador, apaixonado por xadrez, o "cérebro humano também é uma máquina estatística que parece inteligente, só que a nossa estatística é muito mais complexa" do que a das máquinas. O académico, que tem dedicado parte da carreira à gestão, lembra que em Portugal, a "burocracia no sistema público é muito pesada, [sendo] mais fácil criar uma instituição privada [para] investigadores e professores aí desenvolverem a sua atividade profissional. Por exemplo, comprar uma viagem [de trabalho], um reagente, ou um equipamento, é muito mais fácil numa instituição privada do que numa instituição pública. E isso é a razão essencial pela qual se criaram as instituições mais ágeis e mais eficazes" para fazer investigação. Está de partida para o Japão para um projeto de investigação que irá durar cerca de dois meses. Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.
"As declarações que faço são todas intencionais e visam picar balões e controlar preventivamente acontecimentos, numa altura em que pode resvalar rapidamente. Nós, nas democracias, estamos há muito tempo muito emocionais, muito pouco racionais." Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1948. Assume-se como católico e 'fatimista', tem 2 filhos e 5 netos, sendo um destes um dos poucos conselheiros políticos que ouve com regularidade. Na terceira e última parte da entrevista a Francisco Pinto Balsemão, o atual presidente da República assume-se como um solitário "cada vez mais só em Belém", fala da pandemia como o fator que o "obrigou" a candidatar-se a um segundo mandato, o gosto especial pela política externa, a agenda sobrecarregada e "pica-balões", a relação com António Costa, que conhece desde os 19 anos deste, e a boa relação com os portugueses nas ruas: "Já alguém o insultou? Por exemplo, nunca ninguém lhe chamou lelé da cuca? Não, não." Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.
"Nunca aderi à Opus Dei porque sou muito livre, muito independente, muito rebelde. Não sou um católico ortodoxo." Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1948. Assume-se como católico e 'fatimista', tem 2 filhos e 5 netos, sendo um destes um dos poucos conselheiros políticos que ouve com regularidade. Na segunda parte da entrevista a Francisco Pinto Balsemão, o atual presidente da República fala do mandato de deputado à Assembleia Constituinte em 1976, a participação no VIII Governo Constitucional como Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e, depois, como Ministro dos Assuntos Parlamentares, a carreira "improvável" como líder partidário, o comentário político primeiro em jornais e depois na televisão, a ligação à Opus Dei e o 'apelo da Providência Divina', que sente profundamente e que - assume - marca todas as escolhas que fez na vida. Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.
"Deito-me tardíssimo. Durmo pouco, três horas e meia, quatro excepcionalmente. [...] E sou hipocondríaco, assumido e teórico. Entro numa farmácia e pergunto o que há de novidades." Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1948. Assume-se como católico e 'fatimista', tem 2 filhos e 5 netos, sendo um destes um dos poucos conselheiros políticos que ouve com regularidade. Na primeira parte da entrevista a Francisco Pinto Balsemão, o atual presidente da República fala do núcleo familiar espalhado pelo mundo, a hipocondria crónica, o percurso escolar com notas brilhantes, o convite para entrar no Expresso e a vivência do 25 de abril a partir da redação, e ainda a fundação do PSD e os primeiros passos na expansão do partido pelo país. Saiba mais em Expresso.pt See omnystudio.com/listener for privacy information.
Patrícia Mamona

Patrícia Mamona

2022-07-0831:171

Filha de pais angolanos, nasceu em Lisboa a 21 de novembro de 1988 e tem uma imensa vontade de ir a Angola conhecer os familiares que lá vivem. Patrícia Mamona ainda não cumpriu este desejo, porque o atletismo de alta competição é incompatível com um mês seguido de férias e, por agora, o encontro com as raízes continua adiado, assim como o projeto de ser mãe. Não só o clube Juventude Operária Monte Abraão (JOMA) teve um papel decisivo no início da sua carreira, mas também o treinador José Uva, que a convidou para treinar quando a viu derrotar rapazes num corta-mato da escola. Grata pela amizade do "professor", a campeã europeia do triplo salto em 2016 diz que o treinador "é quase como um pai, que a conhece desde pequena e sabe a [sua] personalidade. Damo-nos muito bem, conhece a minha família, eu conheço a família dele. É uma pessoa muito generosa, que sabe conciliar a parte profissional, a parte familiar, a parte emocional". A mulher que quer "representar o país da melhor forma" nos Jogos Olímpicos de 2024 diz que "regra geral, o atletismo é um desporto que não é bem remunerado", apesar de em Portugal existirem grandes atletas de alta competição e nomes como os de Rosa Mota, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Naide Gomes, Francis Obikwelu e tantos outros, que muitas medalhas e "visibilidade" trouxeram para Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Simone de Oliveira

Simone de Oliveira

2022-07-0129:521

Nasceu a 11 de fevereiro de 1938, em Lisboa, e é mulher de combate, que enfrenta perdas e ganhos como acontecimentos da vida. Estreou-se como cantora no primeiro Festival da Canção Portuguesa - que se realizou no Cinema Império em 1958 - e, na década seguinte, foi a vencedora deste festival, representando Portugal na Eurovisão em 1965 com a canção "Sol de Inverno", e, em 1969, em Madrid com "Desfolhada", um dos momentos altos da sua carreira. A canção não ficou bem classificada na Eurovisão, mas o público português gostou de ouvir Simone que, no regresso, encontrou mais de 20 mil pessoas à sua espera na estação de Santa Apolónia. Teve amores e desamores, mas é nos pais, nos filhos - Maria Eduarda e António Pedro - nos quatro netos [rapazes] e no Varela [Varela Silva], companheiro e marido de muitos anos, que concentra os seus afetos. Desafiou convenções, perdeu a voz, trabalhou no balcão de uma empresa para sobreviver, foi locutora e atriz, tirou um peito e metade do outro com alguns anos de diferença, aprendeu a cantar sem os agudos que a lançaram, mas nunca desistiu de viver. Simone gosta das rugas que tem, porque gosta da vida que viveu.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Miguel Albuquerque

Miguel Albuquerque

2022-06-2429:452

Nasceu a 4 de maio de 1961 no Funchal, nos tempos de juventude viajou de comboio pela Europa, mas só viveu fora da (sua) ilha da Madeira quando tirou o curso de Direito, em Lisboa. Teve uma vida noturna "intensa", aos 14 anos já tocava em público nas férias dos músicos que habitualmente trabalhavam nos bares dos hotéis. Gosta de botânica e foi dono de um roseiral que funcionava em modos empresariais. Miguel Albuquerque fez muita advocacia generalista antes de ser presidente da Câmara do Funchal e — desde abril de 2015 — é o presidente do Governo Regional da Madeira, que anda a tentar dar-se bem com o Executivo nacional. Teve algumas “brigarias” com Alberto João Jardim, o seu histórico antecessor na presidência do Governo Regional, e diz que quer fazer mais um mandato para poder assegurar a conclusão do novo hospital do Funchal. Fora da ilha, não exclui uma futura candidatura à liderança nacional do Partido Social-Democrata.See omnystudio.com/listener for privacy information.
António Horta Osório

António Horta Osório

2022-06-1750:082

Nasceu em Lisboa a 28 de janeiro de 1964 e é um dos gestores mais bem cotados (e bem pagos) no mercado bancário internacional. Como a vida não são só histórias de sucesso e salários milionários, António Horta Osório, fala abertamente do seu “burnout” causado pelo excesso de stress e trabalho que o obrigou a ser internado numa clínica onde fez uma cura de sono. Amante militante da prática desportiva, sobretudo do ténis, acredita que a boa forma física lhe salvou a saúde e a carreira. Sir António (a Rainha Isabel II nomeou-o cavaleiro, com o título Knight Bachelor em 2021) agradece “os valores do trabalho, do evitar o desperdício, da honra, e do espírito de amizade”, que lhe foram transmitidos pelos jesuítas nos onze anos que passou no Colégio São João de Brito. A paixão pelo futebol também vem desse tempo e da influência do padre Alberto, “um fanático por futebol.” Sportinguista convicto, é filho de um campeão de pingue-pongue e neto materno de Carlos Góis Mota, ex-presidente do clube de Alvalade na década de 50. Só aceita novos desafios profissionais depois de consultar a mulher.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Luís Marques Mendes

Luís Marques Mendes

2022-06-0935:17

Nasceu a 5 de setembro de 1957 na cidade berço, mas diz que só veio ao mundo em Guimarães, porque na vizinha Fafe - sua terra de coração e criação - ainda não existia hospital. O 25 de Abril de 1974 apanhou-o a terminar o liceu e, Luís Marques Mendes, passou grande parte do tempo do chamado ano de serviço cívico a "fazer política, comícios, sessões de esclarecimento, em nome da JSD no distrito de Braga". Aos 18 anos foi candidato pelo PPD (Partido Popular Democrático) à autarquia de Fafe e foi eleito vereador. Mudou-se de armas e bagagens para Lisboa quando Aníbal Cavaco Silva o convidou para ser seu secretário de Estado e, mais tarde, seu Ministro. Também foi Ministro de Durão Barroso. Na sua já longa carreira política, foi deputado, líder do PSD, mas a liderança do Grupo Parlamentar do seu partido foi o cargo que mais saudades lhe deixou. Hábil nas relações sociais, tem uma palavra de apreço por todos os líderes do PSD e, também, pelos colegas das outras bancadas parlamentares com quem se cruzou, incluindo alguns do PCP, como é o caso de Octávio Teixeira. Comentador político da SIC desde 2013, rejeita (por agora) a hipótese de se candidatar à Presidência da República: "É uma questão que não está nas minhas prioridades nem nos meus planos. Se um dia mudar de ideias, daqui a três ou quatro anos, di-lo-ei publicamente, sem tabus".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos

2022-06-0331:15

Nasceu em Paris a 8 de novembro de 1971, porque os pais tinham ido estudar para a cidade das luzes, "antes de se meterem nas políticas". Neta de uma pintora e filha de uma restauradora e de um fotojornalista (que foi fotógrafo oficial do Presidente Mário Soares), JoanaVasconcelos é uma das artistas plásticas portuguesas com maior projeção internacional e reúne o lado criativo com a capacidade de ser marchand de si própria. Tinha 36 anos quando levou a 'Noiva' à Bienal de Veneza de 2005, palco onde se apercebeu "do que precisava de construir para ser uma verdadeira artista internacional". Foi nessa cidade-museu que entendeu os desafios do "meio artístico em termos mundiais" e percebeu que teria de construir "um corpo de obra significativo" para estar presente nesses palcos. Sete anos depois, já se sentia totalmente preparada para montar a sua grande exposição num "palco único e extraordinário na história da Europa e na história do mundo" - o Palácio de Versailles. Construir o AMA - Ateliê Museu Aberto - para se aproximar da comunidade é agora o grande desafio da sobrinha do comentador Álvaro de Vasconcelos, que foi dirigente do PCP (m-l), um pequeno partido de extrema-esquerda nos anos que antecederam e se seguiram ao 25 de Abril de 1974.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Clara Ferreira Alves

Clara Ferreira Alves

2022-05-2736:26

Nasceu a 2 de agosto de 1956 e, apesar de ser uma mulher pluri-instrumental na arte de comunicar, é na escrita e no jornalismo que se encontra. Licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (começou o curso em Lisboa) e rapidamente trocou o clausulado jurídico pelas atividades que mantém até hoje. Foi redatora principal do Expresso durante muitos anos, 'separou-se juridicamente' do jornal, mas manteve sempre a coabitação semanal com a coluna "Pluma Caprichosa", que tem um público específico e fiel entre os leitores. Ao longo desta entrevista, Clara Ferreira Alves fala da importância das notícias, do jornalismo literário que foca os detalhes como uma câmara de significantes, da aceleração do tempo na produção de informação, da forma como ela e os restantes intervenientes preparam o programa "Eixo do Mal", de viagens e das impressões que lhe deixaram (grandes) vultos da política e literatura com quem se cruzou. Recorda Mário Soares como uma figura "quase paternal", que lhe deu "bons conselhos sobre a vida" e lhe disse coisas que nunca esqueceu, porque eram "pequenas peças de filosofia experimental".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Maria Manuel Mota

Maria Manuel Mota

2022-05-2033:52

Nasceu num hospital da cidade do Porto a 27 de abril de 1971, mas foi registada como se tivesse vindo ao mundo na freguesia da Madalena em Vila Nova de Gaia, onde cresceu, aprendeu a ler e fez os primeiros estudos até atravessar diariamente o rio Douro, quando se matriculou no curso de Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Manel, nome por que é conhecida acima do Mondego, pela família e pelos amigos, é a prova provada de que os jovens não têm (todos) de falar bem inglês e saber com precisão o rumo que querem seguir depois de terminarem o ensino secundário. Maria Manuel Mota em Portugal - ou Maria Mota no universo anglo-saxónico - não sabia exatamente o que significava ser cientista quando se matriculou na faculdade, mas o seu fascínio pelo estudo das coisas que não se veem a olho nu, fez com que hoje seja uma cientista reconhecida internacionalmente, e o seu trabalho sobre o parasita que causa a malária uma esperança para a Humanidade. Para além de ter talento para pilotar o microscópio, orgulha-se de cozinhar uns bons rojões com vinho tinto e recusa a ideia de um dia ser ministra da Ciência.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu a 15 de dezembro de 1965 na ilha da Madeira, mas viveu até aos oito anos na cidade marítima do Lobito, em Angola: "Foi uma etapa para mim muito importante, porque são os primeiros anos da vida, as primeiras coisas que vemos, que temos consciência, digamos. Foi ali que andei na escola pela primeira vez, que me iniciei na experiência do mundo e de facto quem teve essa experiência por África sabe que há uma marca que permanece, porque África dá-nos essa dimensão da vastidão, [da] largueza do espaço (...) uma limpidez que nos fica gravada no coração". Com a descolonização, a família de José Tolentino Mendonça faz parte do quase milhão de retornados que abandonam a casa e a terra onde até ali viveram, o que leva o poeta a afirmar "que Portugal ainda não [soube] encontrar uma narrativa na qual possa falar livremente do que foi o nosso encontro com África". Em 2018, o cardeal Tolentino recebeu um telefonema do Papa Francisco - com quem só se tinha cruzado em audiências públicas - que o convida para​ ser Bibliotecário e Arquivista do Vaticano: "De todos os serviços que existem na Cúria romana só há dois que permanecem quando morre um Papa, todos os outros ficam demissionários, mas dois continuam no pleno das suas funções. Um é o penitenciário-mor, para perdoar os pecados, e o outro é o bibliotecário para garantir a integridade documental".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Rui Vilar

Rui Vilar

2022-05-0635:16

Nasceu no Porto a 17 de maio de 1939 e, 82 anos depois, mantém -se "portuense". Emílio Rui da Veiga Peixoto Vilar licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1961, mas foi como gestor que ocupou a causa e o espaço público. Homem discreto e atento à cultura, era ainda muito jovem quando trabalhou no gabinete de Carlos Ribeiro, na época em que este engenheiro era ministro das Comunicações de Oliveira Salazar. Fundador da SEDES e seu primeiro presidente, integrou o I Governo Provisório do pós 25 de Abril de 1974 como secretário de Estado do Comércio Externo e Turismo. Com a queda deste Executivo chefiado por Adelino da Palma Carlos, foi nomeado Ministro da Economia nos II e III Governos Provisórios. O gestor que foi presidente de várias associações desde os tempos do CIDAC (grupo de teatro, em Coimbra), foi Ministro dos Transportes e Comunicações do I Governo Constitucional. Com a adesão de Portugal à CEE (Comunidade Económica Europeia, 'mãe' da União Europeia), desafiou-o para um cargo em Bruxelas, de onde regressou para presidir à Caixa Geral de Depósitos e, anos depois, assumiu a presidência do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian. Do muito que geriu no espaço público, destaca a sua tarefa como comissário-geral da Europália (1989-1992) por acreditar que "foi um grande contributo para que a Europa nos visse de uma maneira diferente."See omnystudio.com/listener for privacy information.
Luís Tinoco

Luís Tinoco

2022-04-2936:59

Nasceu em Lisboa a 16 de julho de 1969 e é o maestro deste podcast, o compositor do trecho inicial que abre o Deixar o Mundo Melhor. A música cruzou a vida de Luís Tinoco desde que nasceu apesar deste compositor ter feito uma incursão pelo mundo do cinema, antes de descobrir que a sua verdadeira vocação era a composição e a orquestração. Filho do pianista e arquiteto José Luís Tinoco, começou a estudar piano com a avó paterna - a concertista Maria Carlota Tinoco - discípula de Vianna da Motta. Discreto e criativo, diz que "os artistas criam para se sentirem melhor, porque há qualquer coisa que precisam de pôr cá fora". Gosta do recato dos bastidores e é o rosto da direção artística do Prémio Jovens Músicos, criado há 36 anos pela antiga Emissora da Radiodifusão Portuguesa, agora Antena 2. O seu mais recente disco, "Alepo e Outros Silêncios", é uma metáfora da incerteza do tempo presente.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Tiago Pitta e Cunha

Tiago Pitta e Cunha

2022-04-2233:18

Nasceu em Lisboa em março de 1967, mas só descobriu o poder do Mar depois de completar 25 anos, época que coincidiu com a sua partida para Londres para fazer o mestrado em Direito Europeu e Internacional na London School of Economics and Political Science. Foi nesta prestigiada escola que a interpelação de um professor sobre o mau aproveitamento que Portugal (então) fazia da sua imensa costa lhe mudou o trajeto profissional: “Fiquei surpreendido porque eu tinha vinte e poucos anos e nunca no meu crescimento nenhum adulto me tinha dito que tínhamos alguma coisa grande”. Licenciado em Direito, o administrador executivo da Fundação Oceano Azul seguiu a ‘pegada’ jurídica do pai, o professor catedrático Paulo Pitta e Cunha, e do avô paterno Paulo Cunha, que, além de professor da Faculdade de Direito e Reitor da Universidade de Lisboa, foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Oliveira Salazar. Tiago Pitta e Cunha recebeu das mãos do Presidente da República - na última segunda-feira, 18 de abril - o Prémio Pessoa 2021, uma iniciativa do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos que já vai na 35ª edição. Entre os cargos internacionais que desempenhou, Tiago Pitta e Cunha foi assessor do então Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Diogo Freitas do Amaral (1995-1996), delegado à Assembleia Geral das Nações Unidas (1998) e, posteriormente, conselheiro na Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas (1999-2002), representante de Portugal e dos demais Estados Membros da União Europeia na ONU para os assuntos marítimos, durante as Presidências portuguesa e francesa da União Europeia no ano 2000, e representante de Portugal na Convenção do Direito do Mar das Nações Unidas, na Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, e no Processo Consultivo Informal das Nações Unidas sobre Oceanos e Direito do Mar.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Rui Chafes

Rui Chafes

2022-04-1433:42

Nasceu em Lisboa em 1966 e tirou o curso de Escultura em Belas-Artes em Lisboa. Rui Chafes defende que a qualidade de uma obra de arte não pode [nem deve] ser avaliada pela quantidade de pessoas que gostam dela: "Sabemos que há obras de arte que são autêntico lixo e que têm milhares de pessoas a gostar delas e a bater palmas", o que só prova que este não é o critério para se avaliar um livro, uma pintura, uma intervenção, ou uma escultura. O escultor escolheu o ferro - que posteriormente pinta de preto - para seu companheiro de trabalho, porque este material quase que só teve uma função utilitária ao longo de muitos séculos. O ferro entrou no mundo da arte tarde, depois da Revolução Industrial: "Com o ferro fazem-se enxadas, fazem-se espadas, fazem-se tanques de guerra, fazem-se aviões, fazem-se martelos, é um material que sempre trouxe a vida e a morte ao mesmo tempo". Chafes foi distinguido com o Prémio Pessoa em 2015 e, em junho, vai ter uma exposição conjunta com o realizador Pedro Costa e o fotógrafo Paulo Nozolino no Centro Pompidou, em Paris.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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