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Fazia poucos dias que o governo Fernando Collor tinha confiscado o dinheiro da caderneta de poupança dos brasileiros quando uma das novelas mais marcantes da dramaturgia nacional estreou na TV Manchete, em 27 de março de 1990. Numa imersão na identidade rural do país, "Pantanal" resgatava imagens de paisagens exuberantes, sons de pássaros, pôr do sol e muito verde. A novela conquistou o coração do brasileiro e, aos poucos, virou um clássico da TV. Agora, novamente no ar com uma nova versão que repagina sua história, "Pantanal" repete o sucesso de décadas atrás e já é considerada um marco de audiência na Rede Globo. A estreia do remake teve o maior público —da faixa horária nobre do canal— desde o fim de "Império", em 2014. No Expresso Ilustrada desta semana, a atriz Dira Paes, que na novela faz o papel de Filó, comenta as atualizações de "Pantanal", a influência da novela na defesa deste bioma, o retrato de conflitos agrários no remake e como isso funciona diante da gestão ambiental do governo Bolsonaro.   See omnystudio.com/listener for privacy information.
Desde os anos 1970, o terapeuta e artista Lula Wanderley faz adaptações dos "Objetos Relacionais", de Lygia Clark, para realizar da "Estruturação do Self", terapia também criada por ela, que ficou consagrada como uma das maiores artistas brasileiras do século 20. "Ouso dizer que o percurso de Lygia foi a procura de um público", diz Wanderley, fundador do Espaço Aberto ao Tempo é um Centro de Atenção Psicossocial, também conhecido como Caps, da prefeitura do Rio de Janeiro. Para ele, as pessoas da periferia e com transtornos psíquicos que ele atende no Engenho de Dentro que mais entenderam a proposta de Clark. Numa recém-visita ao espaço, a repórter Carolina Moraes, da Folha, entrevistou Wanderley e viu de perto como funcionam as sessões da "Estruturação do Self", nas quais elementos como conchas de mar, almofadas feitas de areia, água e pedrinhas que servem de ferramentas para a terapia. O método foi desenvolvido por Clark quando a mineira passou a negar seu título de artista e se aproximar da terapia, numa série de experiências que até hoje são estudadas. O Expresso Ilustrada desta semana explica a migração de Lygia, das artes plásticas à terapia, seu legado e como a encruzilhada entre arte e loucura é vista nos dias de hoje dentro e fora do Brasil. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Não é de hoje que conflitos entre Ucrânia e Rússia atravessam a produção cultural dos territórios. Pesquisas mostram que, ainda no século 17, músicas ucranianas criticavam o imperialismo russo. Acontece que a atual Guerra da Ucrânia parece ter mobilizado uma onda de músicas cantadas na língua do país —antes preterida pela russa por artistas que queriam estourar num mercado financeiramente mais atrativo do lado de lá da fronteira. Agora, o russo virou a "língua do inimigo", como dizem os integrantes do grupo de hip-hop Kalush, um dos mais populares no país —e que representa a Ucrânia no Eurovision deste ano. Na busca por uma essência nacional, os artistas que têm cantado a Ucrânia contemporânea e a guerra acabam buscando o que veio antes deles. É um resgate que não se reduz ao Kalush —Tymofiy Muzychu, integrante da banda, é versado na música folk e em instrumentos nativos, e atuou no campo de batalha—, e respinga na música mainstream do país, de gente como Alina Pash, TNMK, Verka Serduchka e Jamala. O Expresso Ilustrada desta semana debate como a Ucrânia fez da música um novo front da guerra contra a Rússia com sons nativos ancestrais e o uso do idioma oficial e posturas de protesto em apresentações de música. Para isso, o episódio tem a participação dos repórteres da Folha Lucas Brêda e Laura Lewer, que também produziram reportagem sobre o tema. Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Raphael Concli. A apresentação é de Carolina Moraes e Marina Lourenço, que também assina o roteiro.   See omnystudio.com/listener for privacy information.
O psicodélico é pop

O psicodélico é pop

2022-05-0527:54

Três anos depois de os Beatles lançarem "Lucy In The Sky With Diamonds", o LSD, que foi o grande motivador da canção e uma das marcas da contracultura, foi proibido nos Estados Unidos. Só um ano depois, em 1971, uma convenção da ONU proibiu o uso de psicodélico em todos os países membros da instituição. Era o início da chamada guerra às drogas. Mas antes mesmo do proibicionismo vir à tona, os psicodélicos já ganhavam um destaque negativo em boa parte da mídia e produções culturais. Filmes como "Força Diabólica", de 1959, associavam esse tipo de substância a alucinações típicas de quadros de esquizofrenia, o que, anos depois, se mostrou equivocado. Nas últimas décadas, esses alteradores de consciência voltaram aos holofotes da ciência para o tratamento de transtornos mentais e várias normas estão sendo flexibilizadas, o que tem influenciado vários filmes, séries, livros e músicas. O mercado editorial, por exemplo, está atento ao assunto, e traz livros como "História Social do LSD no Brasil", de Júlio Delmanto, "Como Mudar Sua Mente", de Michael Pollan, e "A Experiência Psicodélica", de Timothy Leary. Nas telas, os psicodélicos também têm feito sucesso com séries como "Nove Desconhecidos" e "Ratched". O Expresso Ilustrada desta semana discute a representação dos psicodélicos na cultura pop e explica por que a ciência também está cada vez mais debruçada sobre eles. Para isso, Nathan Fernandes, pesquisador do tema, e Marcelo Leite, jornalista, autor do livro "Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira" e do blog "Vida Psicodélica", da Folha,​ comentam o assunto. See omnystudio.com/listener for privacy information.
"Checkmate". Foi com esse projeto de quatro músicas e quatro clipes, lançado em 2017, que Anitta fez com que o grande assunto do pop nacional se tornasse as tentativas da cantora de estabelecer uma carreira fora do Brasil. Na época, ela lançou músicas com parcerias estrangeiras para tentar emplacar sucessos no exterior, como "Downtown" e "Vai Malandra". A cantora também arriscou o primeiro single em inglês, "Will I See You". Enquanto Anitta pavimentava essa carreira estrangeira, a música brasileira que tinha estourado tanto aqui quanto fora era "Bum Bum Tam Tam", do MC Fioti. Se esse sucesso estrondoso foi um tanto improvável, já que não foi moldado para virar um hit internacional exatamente, a gente não pode dizer o mesmo das músicas da Anitta, que, no mês passado, chegou ao topo das músicas mais ouvidas do mundo no Spotify com "Envolver". Há anos a cantora estuda o mercado da música internacional e sabia que ele ficou mais propício para a ascensão de uma estrela brasileira que dialogue com a chamada "música urbana", com batidas eletrônicas dançantes. No episódio dessa semana, a gente discute como a Anitta chegou no topo das paradas. Para isso, voltamos a 2017 para entender as influências de "Bum Bum Tam Tam" e da ascensão das plataformas de streaming a partir daquele ano na carreira da Anitta. O Expresso Ilustrada também comenta o lançamento de "Versions of Me" e o que os números de plays nas canções mais recentes que estão no álbum apontam sobre a trajetória dela. Participa do episódio Lucas Brêda, repórter de música da Ilustrada que escreveu uma análise sobre como Anitta chegou ao topo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
"Anotem este nome: Lygia Fagundes. Será o de uma grande novelista." Foi isso que anunciou o crítico do jornal Folha da Manhã, em novembro de 1938, pouco após a publicação de “Porão e Sobrado”, o primeiro do livro da escritora, morta semana, aos 103 anos. A previsão do sucesso de Lygia feita pelo crítico estava correta. A escritora é uma das autoras mais reconhecidas da língua portuguesa e uma das imortais da Academia Brasileira de Letras, a ABL, instituição da qual ela era exclusiva desde 1985.  Autora de sucessos como "Ciranda de Pedra e "As Meninas", Lygia foi celebrada em vida com quatro Jabutis, o principal prêmio literário do Brasil, e com um Camões, o maior da língua portuguesa. ficção no Brasil.  O Expresso Ilustrada desta semana relembra a vida e a carreira da escritora, além de explicar a importância de suas obras para a literatura nacional.  O programa ouviu Luisa Destri, especialista em literatura brasileira e coautora de "Eu e Não Outra - A Vida Intensa de Hilda Hilst", Lúcia Telles, neta da escritora, e Júliãn Fuks, fã de Lygia e autora do premiado "A Resistência". "Existe uma grande precisão vocabular, uma construção de sentido muito específico e rica [nas obras de Lygia]", disse Fuks. "Ela deixa livros magníficos, particularmente os contos, algo que tem muita força, uma qualidade. Em tempos recentes, os contos perdidos têm um espaço muito mais interessado em romances, narrativas grandes, mas Lygia é uma grande expoente dos contos fantásticos nacionais." Com novos problemas todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Laila Mouallem. A apresentação é da Marina Lourenço, que também assina o roteiro com Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sem dúvidas um dos assuntos mais comentados desta semana é o tapa que Will Smith deu em Chris Rock na 94ª edição do Oscar, que aconteceu no último domingo (27). O momento entrou para a história do prêmio, rendeu discussões dentro e fora da internet e tem gerado vários desdobramentos. A agressão foi tão surpreendente que, pouco após o ocorrido, a audiência televisiva da cerimônia aumentou. A ABC, a transmissora oficial do Oscar nos Estados Unidos, alcançou 510 mil espectadores novos só nos quinze minutos seguintes ao tapa. Depois, houve outro pico —dessa vez, com um aumento de 614 mil— quando Smith recebeu o prêmio de melhor ator por "King Richard: Criando Campeãs". Esse aumento grandioso choca porque, os números de audiência do Oscar na TV vêm caindo vertiginosamente ano a ano e, em 2021, alcançaram uma baixa histórica. O Expresso Ilustrada desta semana debate a crise de audiência e de imagem do Oscar, assim como suas novas estratégias para atrair o público, e explica os impactos do tapa de Smith na Academia de Hollywood. "É inegável que esse tapa trouxe um bom retorno para Academia. Talvez tenha ajudado a ressuscitar a audiência televisiva, que cresceu cerca de 60% em relação ao ano passado", diz o repórter de cinema Leonardo Sanchez, que, assim como o jornalista Tony Goes, foi entrevistado para o episódio. "Com certeza, acabou sendo positivo em termos de engajamento, mas é uma pena que, na verdade, eclipsou o que realmente importa, que é o cinema. Todo mundo está falando da agressão, não de quem ganhou a estatueta." Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Laila Mouallem. A apresentação e roteiro são de Marina Lourenço e Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Antes de vir para o Lollapalooza no Brasil, que começa neste final de semana, a Pabllo Vittar levou hits do seu último disco, "Batidão Tropical", para a edição argentina do festival. E pelo jeito que o público reagiu à sua presença da cantora, não é só por aqui que ela é muito ouvida. A cantora dos hits "Rajadão", "Problema Seu" e "Amor de Que" se tornou um marco da cena musical LGBTQIA+, mas não é a única drag a fazer hits pelo Brasil. Gloria Groove, por exemplo, é uma das artistas mais tocadas do momento, com seu hit "Vermelho", do disco recém-lançado "Lady Leste". Se antes drags ficavam numa caixa restrita da cena musical, agora têm estourado a bolha da indústria fonográfica e aparecem em outros tipos de produções culturais, como o reality comandado por Vittar que chega à HBO Max, o "Queen Stars", que traz batalhas de performances entre drags queens brasileiras. O mesmo tem acontecido com artistas trans e travestis, como as cantoras Liniker e Lina, conhecida como Linn da Quebrada, que protagonizam, respectivamente, a série "Manhãs de Setembro", do Amazon Prime Video, e o filme "Vale Night", em cartaz nos cinemas. O Expresso Ilustrada desta semana mostra como Vittar abriu uma série de portas na cultura e as dificuldades ainda enfrentadas por performers drags, trans e travestis no mercado de entretenimento do Brasil. O episódio traz entrevistas com Vittar, a cantora Urias e o pesquisador Wellthon Leal, que estuda a formação da identidade gay a partir da música. Todos foram entrevistados pelos jornalistas Pedro Martins e Leonardo Sanchez, que escreveram reportagem para a Folha sobre o assunto. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Rússia virou pária da indústria cultural depois que seu presidente, Vladimir Putin, atacou a Ucrânia e deu início à mais grave crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. O Festival de Cannes, por exemplo, não vai aceitar a presença de delegações oficiais do país ou de qualquer pessoa ligada ao governo de Putin no evento, previsto para maio. No campo comercial, a Disney, a Sony e a Warner, três dos maiores estúdios de Hollywood, afirmaram que não vão exibir lançamentos no país até que o conflito seja interrompido. A Netflix também interrompeu produções originais russas e a compra de filmes e séries do país e o Spotify fechou seu escritório na Rússia sem previsão de volta. No Brasil, a Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo, que seria realizada em março, foi adiada diante da escalada da invasão do território ucraniano. Mas o que pensar sobre essa onda de cancelamento a produções russas como protesto à guerra? Isso pode ser um "novo macarthismo", como quando uma série de artistas e intelectuais foram censurados nos Estados Unidos, acusados de terem ligações com o comunismo? O Expresso Ilustrada desta semana conversa com Irineu Franco Perpetuo, tradutor e autor do livro "Como Ler os Russos". Ele explica os efeitos desses cancelamentos dos russos e como o país influenciou, e muito, a cultura brasileira O episódio também entrevista os jornalistas Pedro Diniz e Gustavo Zeitel. Diniz acompanhou a Semana de Moda de Paris, que teve uma série de protestos de influenciadores, estilistas e marcas contra a Guerra. Já o Gustavo conversou com bailarinos brasileiros que trabalhavam em grandes companhias da Rússia e tiveram que deixar a carreira no auge por causa da Guerra. "A gente está cortando na própria carne. Você não entende Villa-Lobos sem a música de Stravínski, nem entende Nelson Rodrigues sem o teatro de Dostoiévski", afirma Perpetuo. Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Laila Mouallem. A apresentação e roteiro são de Marina Lourenço e Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pedro Bandeira, 80

Pedro Bandeira, 80

2022-03-1026:09

Um dos maiores nomes da literatura infantil e infantojuvenil do Brasil, Pedro Bandeira, que fez 80 anos nesta quarta (9), dedicou boa parte de sua vida à educação, publicou 130 livros e vendeu mais de 28 milhões de exemplares. Entre seus sucessos estão “O Fantástico Mistério de Feiurinha”, “A Marca de uma Lágrima” e a série Os Karas, que tem “A Droga da Obediência”, “A Droga do Amor”, “Droga de Americana”, “A Droga da Amizade”, “Pântano de Sangue" e “Anjo da Morte”.  Embora alguns desses romances tenham chegado às livrarias há quase 40 anos, continuam, segundo o próprio autor, mais atuais do que nunca, sobretudo diante de casos como o do ex-prefeito do Rio de Janeiro que mandou recolher das prateleiras um quadrinho com um beijo gay. "É função dos escritores escrever aquilo que acham que devem escrever. A liberdade de criação é a coisa mais linda do mundo", diz o escritor, em entrevista ao repórter Pedro Martins, da Folha. O Expresso Ilustrada desta semana traz os melhores momentos da entrevista, em que Bandeira fala de assuntos como o uso de redes sociais como o TikTok, a literatura de Monteiro Lobato, o racismo e a educação brasileira durante o governo de Jair Bolsonaro.  Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Laila Mouallem. A apresentação e roteiro são de Marina Lourenço e Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O emo está de volta

O emo está de volta

2022-03-0321:54

Quem assistiu à MTV nos anos 2000 provavelmente viu clipes de músicas como "I Write Sins Not Tragedies", do Panic! At The Disco. Esse e outros hits são símbolos do emo e do pop punk que dominaram a indústria musical nos anos 2000 com uma estética melancólica e juvenil. Quinze anos depois do auge desse movimento com vocais gritados e letras bem sentimentais, a cena mainstream americana resgatou essa sonoridade. Um dos maiores exemplos é Olivia Rodrigo, uma das cantoras mais ouvidas de 2021 no Brasil e no mundo.  O maior sucesso da artista é a canção “Good 4 U”, que já foi muito comparada com a música "Misery Business", lançada em 2007 pela banda Paramore, um dos principais nomes do emo e do pop punk dos anos 2000. A Avril Lavigne, um dos maiores nomes desse movimento, ficou alguns anos distante do emo e agora volta a surfar na onda que ela mesma ajudou a criar. O Expresso Ilustrada dessa semana debate o que motivou e como tem sido o retorno do emo e do pop punk nas paradas musicais. Para isso, o episódio conversa com o músico e produtor Lucas Silveira, vocalista da Fresno, e Leandro Carbonato, empresário na produtora Powerline Music, que produz bandas e traz shows internacionais de pop punk ao Brasil. See omnystudio.com/listener for privacy information.
De tempos em tempos, um novo golpe aparece e deixa todo mundo em alerta. Primeiro, pipocam as denúncias de quem foi prejudicado —marcadas por um sentimento de injustiça e, muitas vezes, de vergonha. Em seguida, surgem reportagens com dicas e orientações para que mais pessoas não sejam enganadas.  Agora, uma onda crescente de séries e filmes sobre vigaristas que têm caído no gosto do público. Produções como "Inventando Anna" e o "O Golpista do Tinder" estão hoje entre as maiores audiências da Netflix em dezenas de países. Histórias como essas duas causam medo em muita gente, mas também aguçam a curiosidade dos espectadores. O Expresso Ilustrada dessa semana debate o sucesso dessas produções sobre grandes vigaristas, o que está por trás do desejo de acompanhar histórias sobre esse tipo de crime e como isso se relaciona com o sucesso histórico de programas policiais. Para isso, participam do episódio o jornalista da Folha Leonardo Sanchez e o Antônio Serafim, diretor do Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, a USP. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em agosto de 2011, a indústria de filmes eróticos dos Estados Unidos parou completamente depois que um dos seus artistas recebeu um diagnóstico positivo de HIV. A interrupção das filmagens foi acompanhada por todas as grandes produtoras do setor, então preocupadas com a repercussão do caso —mas, meses depois, tudo voltou ao normal. Ainda hoje, a prática nos Estados Unidos é que os atores façam testes de HIV todo mês, mas não existe obrigatoriedade do uso de preservativos. No Brasil, pequenas e médicas produtoras também são avessas ao uso de camisinha, e enfrentam agora uma paralisação da indústria pornográfica brasileira após três atrizes pornô apresentarem testes de HIV positivos em São Paulo, principal polo erótico no país. O Expresso Ilustrada dessa semana debate o assunto com o jornalista Ricardo Feltrin, que revelou os casos de infecção em reportagem na Folha​. Ele conta como a indústria pornográfica funciona e os bastidores dessa matéria. Participa também do episódio o infectologista e colunista do jornal Esper Kallás, que escreveu sobre o assunto e explica no podcast que a camisinha não é o único método de prevenção tanto da HIV quanto de outras infecções sexualmente transmissíveis. Ele também comenta como o debate sobre essas infecções avançou nos últimos anos.​ "As pessoas que vão filmar as cenas ou ter relações sexuais precisam ser avaliadas por profissionais que estão habituados a avaliar a vulnerabilidade de transmissão não só da HIV, mas também de outras infecções sexualmente transmissíveis", diz o infectologista no programa. Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Natália Silva, e a apresentação e roteiro são de Marina Lourenço e Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade foram um casal ícone do modernismo no Brasil, que é tema de uma série de mostras, palestras e shows em função do centenário da Semana de 1922, no próximo dia 13.  O escritor, que publicou seu célebre “Manifesto Antropófago”, e a artista visual, que sintetizou em suas pinturas um Brasil que deglutia o que vinha de fora para criar uma identidade própria, não foram só marcos do movimento artístico —eles também ficaram marcados pelos trajes arrojados. Enquanto Tarsila tinha vestes com a silhueta solta e escolhia misturas de xadrez e pele, Oswald adotava a moda esportiva e até algumas cores chamativas, influenciado pelo estilo perpetuado por futuristas europeus anos antes. Isso porque no rol da moda, o modernismo brasileiro reafirmou o gosto das elites pelo estilo internacional e uma herança de moda colonial que até hoje repercute na idealização do Brasil sobre o que é ser chique. O Expresso Ilustrada desta semana discute como a moda foi decisiva para a imagem que os modernistas transmitiam e o surgimento de uma unidade da moda nacional. Para isso, o episódio ouve o jornalista Pedro Diniz, que escreveu, na Folha, reportagem que explica a relação do modernismo com o conceito de chique no Brasil, e a Carolina Casarin, autora de "O Guarda-Roupa Modernista" "A roupa de um artista também faz ele ser um artista a partir da superfície da relação do corpo dele com a roupa e não só da relação da roupa dele com o mundo", diz Casarin.  Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som é de Natália Silva, e a apresentação e roteiro são de Marina Lourenço e Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Se você ligar hoje um aparelho de rádio numa estação que toca música, você provavelmente vai ouvir  “Bloqueado”, do Gusttavo Lima, ou “Vai Lá Em Casa Hoje”, uma parceria de George Henrique e Rodrigo com Marília Mendonça. Essas são as duas músicas mais tocadas nas rádios brasileiras nesta semana —e ambas são canções de artistas sertanejos, maioria absoluta na lista de mais tocadas na rádio. O sertanejo é o gênero musical mais ouvido do país, isso em qualquer tipo de medição ou plataforma, mas ele tem uma presença ainda maior no rádio. Já no streaming, apesar de ser protagonista, ele divide os holofotes com outros estilos O grupo Barões da Pisadinha, por exemplo, está há dois anos consecutivos no posto de artista mais ouvido do Spotify, mas aparece com pouco destaque nas listas de rádio. Já o João Gomes, dono do disco mais ouvido de 2021 no Spotify e na plataforma de streaming Sua Música, tem só uma canção entre as mais tocadas em rádio. O Expresso Ilustrada desta semana discute quais são as estratégias usadas pelos sertanejos para empilhar músicas nas rádios, chegar aos interiores do país, turbinar os cachês e conseguir fama nacional —e também como outros estilos, como o funk e o pagode, lidam com o espaço reduzido na programação das FMs. Para isso, o episódio escuta a empresária Kamila Fialho, que trabalhou com Anitta e hoje presta serviços a nomes como o funkeiro Kevin o Chris, o JP Ferolla, que trabalha no mercado de música há anos e presta serviços de marketing para artistas como Wesley Safadão, Gustavo Mioto, Pedro Sampaio e Bruno e Marrone, e o Igor Carvalho, que trabalha no departamento de artistas e repertório da GR6, uma das maiores produtoras de funk do país.  "A questão é que o Brasil é feito de interiores. Os interiores não têm uma internet com tanta velocidade como nas capitais e as pessoas abraçam mais as rádios, e as rádios são sertanejas", afirma Fialho.  Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Natália Silva, o roteiro é do Lucas Brêda e a apresentação é de Marina Lourenço e Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa entrevista na década de 1990, Renato Russo disse que sua canção "Eduardo e Mônica", um dos maiores sucessos do rock brasileiro, era inspirada num casal de amigos dele. Na época, talvez pela ausência da internet, a informação não ficou tão popular, até mesmo entre os fãs do músico. Agora, porém, com a estreia do filme "Eduardo e Mônica", vem sendo resgatada e comentada. Formado por Leonice de Araújo Coimbra e Fernando Coimbra, o casal que inspirou "Eduardo e Mônica" está junto há 42 anos, mas é bem diferente dos protagonistas da letra.  O Expresso Ilustrada desta semana explica o que há por trás do casal de carne e osso e do filme "Eduardo e Mônica". Para isso, participam do episódio Leonardo Sanchez, repórter da Ilustrada que entrevistou o casal, René Sampaio, diretor do filme sobre a música, e Bianca de Felippes, produtora do longa. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando o Kleber Bambam venceu a primeira edição de "Big Brother Brasil" abraçado com a famosa boneca Eugênia todos os participantes eram anônimos. Nesse começo, o programa rendia, quando muito, convites para festas com cachês mínimos e o espaço menos nobre das colunas de fofoca. Mas com as redes sociais a história mudou, principalmente para as celebridades. Embora às vezes saiam canceladas, elas têm suas carreiras alavancadas pelo programa. A maioria dos famosos que participaram do "BBB" desde o ano retrasado, quando Boninho passou a convidá-los, ganharam milhões de seguidores nas redes sociais, o que rende ações publicitárias tão lucrativas quanto um trabalho na televisão. Mesmo entre os poucos que viram os números caírem, caso de Karol Conká, eliminada com 99,17% de rejeição, o prejuízo tem sido contornável a longo prazo. A edição de 2021 teve outros casos similares. Rodolffo, que foi acusado por parte do público de homofobia e racismo, lançou uma música na casa que entrou para as mais tocadas do ano no Brasil. Já o Fiuk, que ficou marcado por forçar a barra ao pedir desculpa por ser homem, ganhou um monte de seguidores. Até a Viih Tube, sister que foi acusada de ser manipuladora no jogo, tentou monetizar a experiência na casa com um livro sobre o cancelamento. Nessa semana, em que começou uma nova edição do BBB, o Expresso Ilustrada discute a escolha de elenco, o que leva famosos a entrarem na casa, apesar de todo o risco de cancelamentos, e como os brothers se preparam até com coach de influenciadores para não fazer feio no programa. Para isso, o podcast conversa com Projota, Karol Conká e Viih Tube, que estiverem no programa em 2021. Participam ainda Pedro Martins, repórter da Ilustrada que conversou com três ex-BBBs, e o Chico Barney, colunista do UOL. ​ See omnystudio.com/listener for privacy information.
Após meses de uma retomada de atividades presenciais, da chegada da ômicron e da H3N2, de doses de reforço da vacina e de quase dois anos de pandemia, o ano de 2022 começa com grandes incertezas para a cultura. Enquanto grandes festivais de música, como o Lollapalooza e o Rock in Rio, estão marcados para este ano, uma série de casas de show adiaram recentemente suas programações. Teatros também começaram a mudar as estreias de peças com a alta de casos de Covid no país. Será que a chegada de novas variantes vai frear a volta triunfante da cultura neste ano? O Expresso Ilustrada desta semana discute quais são as expectativas para o setor em 2022, que planejava um ano agitado de eventos e comemorações, como o centenário da Semana de Arte Moderna.  O centenário da Semana de 22 promete agradar os fãs de literatura e artes plásticas, com uma série de livros e mostras que debatem o modernismo brasileiro. Já no cinema, com a ascensão do streaming durante a pandemia, 2022 deve trazer uma série de lançamentos focando produções nacionais, e o setor anseia por uma normalização do calendário de estreias. Mas crescem as tensões na política com a corrida eleitoral, e gestores do governo Bolsonaro se envolvem em polêmicas sobre o Iphan e a Secretaria de Cultura ainda na primeira semana do ano. Para comentar o que esperar de 2022, o programa ouve os repórteres da Ilustrada Lucas Brêda, Leonardo Sanchez, Henrique Artuni, Walter Porto e Eduardo Moura. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste início de 2022, o Expresso Ilustrada reprisa o episódio que explica a origem do verso "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro", criado por Zé Limeira, popularizado pelas mãos de Belchior e usado, mais recentemente, na faixa "AmarElo", de Emicida. O podcast busca entender como o texto ficou tão famoso a ponto de virar grafite nos muros do país. Para isso, o episódio conta com a participação do Bruno Molinero, editor do Guia Folha, Astier Basílio, escritor e pesquisador que estuda o Zé Limeira há 20 anos, e Jotabê Medeiros, jornalista e biografo de Belchior.  See omnystudio.com/listener for privacy information.
Chegou aquela época do ano em que a voz da Simone cantando “Então é Natal”, uma das canções natalinas mais conhecidas do Brasil, não sai cabeça. E essa, na verdade, é uma versão de uma música estrangeira —a original é  “Happy Xmas (War Is Over)”, do John Lennon. A versão da música que a Simone fez saiu em 1995, uma época em que o cenário de canções natalinas brasileiras estava mudando. As composições do Brasil perderam espaço para as versões de músicas estrangeiras, o que acabou escondendo uma tradição muito rica da música nacional.  Desde os anos 1930, o Brasil teve dezenas e dezenas de músicas que cantam o Natal dos trópicos, com nomes como Luiz Gonzaga, Chico Buarque e os MCs Bin Laden, Brinquedo e Pikachu.  O Expresso Ilustrada dessa semana retoma a tradição da canção natalina brasileira e discute como ela foi mudando ao longo do tempo. Para isso, o episódio entrevista Luiz Antônio Simas, historiador, escritor e compositor que tem um interesse especial pelo assunto e pesquisou uma série de canções que retratam o Natal nos trópicos. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Comments (20)

Raphael Pantet

just remember, ALL CAPS when you spell the man name

Jan 15th
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Paulo Lavigne

Excelente episódio. Sugestão: limitar o número de hmmm, hmmm's do apresentador quando algum convidado está falando.

Dec 11th
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Carlos Hentges

que mundo estúpido

Oct 25th
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Thays Luiza

Ótima reflexão sobre esse aspecto da quarentena: o silêncio... Acho que as gerações em curso atualmente, nunca tiveram que lidar tanto com si mesma e com o ócio. Ah... e o Emicida sempre com perspectivas inovadoras, autênticas e inteligentes, entregues de maneira didática, delicada e certeira!!!

Jul 25th
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Thiago Marques

comecei ouvir como audiolivro outro dia, como um podcast enquanto fazia tarefa domésticas, mas não deu..rsrs. difícil! mas seguirei a dica de ler em voz alta na próxima vez..

Jul 2nd
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Thiago Marques

oi pessoal, obrigado pelo episódio. escutei o podcast pela primeira vez. tava procurando um podcast inteligente e logo de primeira ouvir esse tema, ainda com a lilian foi otimo!

Jun 19th
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Jonas Camargo

Eu amei esse início!

Mar 30th
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Leonardo

Não foi mencionado se a pesquisa levou em consideração a nacionalidade dos ouvintes. Um imigrante brasileiro na Europa escutando música brasileira é diferente de um europeu ouvindo a música brasileira.

Dec 17th
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Samuel Carneiro

gostei desse episódio, principalmente quando falam sobre as batidas do funk e como tem liderado os top rankings fora do país.

Dec 14th
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Cristiane Araujo

gostaria de uma resposta conclusiva

Nov 27th
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Cristiane Araujo

Boa noite, a pessoa que recebe salário mínimo pode investir?

Nov 27th
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Alessandre Reis

Vocês são muito irresponsáveis. Não conhecem a obra do Raul. Prestam um desserviço. Falar que as canções do álbum Abre-te Sésamo são ruins, que ninguém perde nada em não conhecê-lo, demonstra que não sabem nada do Raul e sua obra.

Nov 27th
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Geraldo Junior

Olá amigos..acabei de descobrir vocês..estou apaixonado...sou filho de cearenses e ativista do nordeste...o nordeste é o orgulho desse país..estamos em São Paulo desde a grande seca de 1877 conhecida como a seca dos três sete.. em todas as áreas da produção brasileira temos vários nordestinos...agora mesmo estou publicando em meu stories uma campanha chamada Nordestinos sim senhor...são atores, atletas, figuras históricas, cineastas..etc..que foram e são pilares desta grande nação... sujeito sonhador, cabra trabalhador que veio ou que ficou e com fé em nosso senhor enfrenta as agruras da vida sem perder o humor kabra valente nordestino sim senhor meu Instagram @kabravalente tamo junto, visse!

Aug 27th
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maysaleao

Hegemonia cultural é absoluta da indústria. Esses tapados elaboram essa conversa de "marxismo cultural" pra justificar os "terraplanistas" serem motivo de chacota entre pessoas minimamente racionais.

Aug 8th
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Prestes Pereira de Brandão Bezerra

Nossa, eu ODEIOOO isso hahahaha parei de acompanhar séries e filmes mainstream atuais por causa disso.

Jul 25th
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Prestes Pereira de Brandão Bezerra

Me enganaram direitinho, porque o Seu Jorge também regravou a Das Model do Kraftwerk. Mas essa edição ficou maravilhosa, parabéns. Vou ouvir agora essa playlist.

Jul 12th
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Leandro Ramalho

expresso ilustrada e ilustríssima conversa são minhas obrigações semanais. obrigado

Jun 18th
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Leandro Ramalho

que episódio massa. bom desfazer essa imagem idealizada dos astros. e bom ouvir o Salem, colega de curso de jornalismo na UFPB

Jun 18th
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Leandro Ramalho

Sergei disse tudo. como essa geração tá "certinha" e sem cor.

Jun 18th
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Prestes Pereira de Brandão Bezerra

Game of thrones sou contra.

May 30th
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