Solo 002 - A Encruzilhada
Description
Neste episódio, a encruzilhada deixa de ser metáfora estética ou cenário ritualizado e passa a ser tratada como aquilo que realmente é: um princípio de operação. Um lugar onde forças se cruzam, decisões ganham peso e o praticante é colocado diante do limite entre o que era e o que pode se tornar.
A conversa avança pela encruzilhada como reino, não apenas como ponto físico, mas como território vivo na Quimbanda e como eixo recorrente nas bruxarias heréticas. É ali que o Diabo aparece, não como entidade moral, tentadora ou redentora, mas como função que testa, desorganiza e realinha o caminho. O mesmo vale para Exu, entendido como operador de passagem, tensão e movimento, e não como arquétipo folclórico.
O episódio também atravessa o corpo e o sangue como chaves de acesso. Não há pacto sem presença real, não há encontro sem território, e não há travessia sem implicação física e existencial. A encruzilhada cobra do corpo aquilo que a mente costuma romantizar.
Este solo é um convite ao desconforto produtivo. Menos símbolo, mais chão. Menos discurso, mais consequência. Aqui, a encruzilhada não observa. Ela responde.
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