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Author: Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia

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Description

Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia.
Produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
7 Episodes
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O convidado do episódio de hoje é André Duarte, professor do Departamento de Filosofia e dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e em Educação da Universidade Federal do Paraná. Ele também é Diretor de Relações Internacionais da UFPR e bolsista de produtividade do CNPq. Ele acabou de enviar para publicação seu mais novo livro “A pandemia e o pandemônio: ensaio sobre a crise da democracia brasileira.” Ele estará disponível dentro de algumas semanas no formato e-book, publicado pela Via Verita. Quem convida Duarte para conversar sobre esse trabalho é Edmilson Paschoal, que também é professor de Filosofia da UFPR.Diferente de outras obras de André Duarte, como "Vidas em Risco" e "O Pensamento à Sombra da Ruptura", esse trabalho não foi um livro maturado, mas uma resposta imediata à situação emergencial que estamos vivendo. O trabalho desse livro, segundo o professor, é o de oferecer um diagnóstico filosófico do presente. Para isso, ele mobiliza conceitos para pensar a pandemia e, em especial, a situação brasileira. Ele reflete, por exemplo, a partir das noções neoliberalismo e biopolítica de Foucault, de ideologia, a partir de Hannah Arendt e também mobiliza a noção de necropolítica não somente a partir de Achile Mbembe, mas também pensando o filme Bacurau. Para Duarte, há uma produção da morte em larga escala a serviço de alguns interesses econômicos e de alguns valores patriarcais. Nesta conversa, ele também discute sobre o papel do filósofo diante dos desafios de nossos tempos e indica como suas reflexões se aproximam e se distanciam do debate brasileiro feito por intelectuais como Marcos Nobre e Vladimir Safatle. Acompanhe. Esse podcast é produzido por Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof e Franciele Petry, Diretora de Comunicação da Anpof.
O episódio de hoje discute os números da sub-representação de negros e negras na filosofia brasileira. O presidente da Anpof e professor da Universidade Federal de Goiás, Adriano Correia, recebe o professor da Universidade Federal Fluminense, Fernando de Sá, que acaba de publicar um estudo inédito na revista Problemata. Ele realizou uma pesquisa sobre os números que revelam a escassez de temáticas e referências negras nos estudos filosóficos brasileiros.O professor de Filosofia da Educação da UFF fez um levantamento dos trabalhos de pós-graduação defendidos entre 1987 e 2018 no Brasil, e constatou que apenas cerca de 0,5% das mais de 10 mil teses e dissertações em filosofia são relacionadas diretamente a filosofias e filósofos negros e filósofas negras. Fernando considerou de forma ampla o que seria estudo filosófico negro, contemplando perspectivas culturais e também filósofos negros de qualquer período histórico. Dos 53 trabalhos encontrados, a maior parte foi publicada na última década e, principalmente, de 2014 para cá.Nesta conversa, Fernando e Adriano discutem o que há por trás desses números. Fernando, um professor negro e filho de africano, conta um pouco da sua trajetória na Filosofia, como percebe uma rejeição à entrada do debate sobre negritude dentro dos programas de pós-graduação em Filosofia e como chegou até essa pesquisa. Ele também comenta sobre a importância das cotas raciais e o papel dos programas de pós-graduação no combate ao racismo. O professor defende como a maior presença de negros e negras nos programas de pós-graduação traz benefícios não apenas para a vida dessas pessoas, mas para a própria universidade. Acompanhe nessa conversa. Acesse o artigo com os resultados dessa pesquisa aqui: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/problemata/article/view/49110Este podcast é produzido por Franciele Petry, diretora de comunicação da Anpof e Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof. Entre em contato através do comunicacao@anpof.org.br.
Neste episódio, o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Érico Andrade, entrevista Halina Leal, professora da Universidade Regional de Blumenau, líder do GENERA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisas em Gênero, Raça e Poder e integrante da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Importante referência no Brasil sobre o feminismo negro, Halina Leal fala sobre a transformação que a filosofia vem experimentando no sentido de dar lugar a demandas antes reprimidas e que passam a ter espaço sobretudo pelo impulso dado pelas mulheres filósofas. Para ela, a formação filosófica, a fim de promover autonomia, deve abranger a multiplicidade epistemológica que foi historicamente negada por um cânone eurocêntrico. A interação com a prática é também, segundo a professora, um elemento fundamental para a autonomia do pensar e que se revela na possibilidade de a filosofia refletir sobre a realidade. Em um momento no qual estátuas de personagens racistas vêm sendo derrubadas em vários locais do mundo, cabe a pergunta: como a filosofia lida com a colonização de seu próprio pensamento? Para Halina, não se trata de eliminar da formação filosófica autores hoje considerados racistas ou sexistas, mas de recusar a ideia de um cânone universalista, incorporando ao estudo a multiplicidade de formas de pensar. Acompanhe a seguir esta discussão.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira Ribeiro (assessora de comunicação da Anpof).Tem alguma sugestão de pauta? Tem vontade de ouvir alguém por aqui? Enviem-nos sua sugestão: comunicacao@anpof.org.br.
Neste quarto episódio de nosso podcast, recebemos Amaro Fleck, professor de filosofia da UFMG, que conduziu uma conversa com a professora Déborah Danowski, do departamento de filosofia da Puc- Rio, sobre colapso climático. Danowski pesquisa Filosofia e Questão Ambiental e escreveu, junto com Eduardo Viveiros de Castro, o livro Há mundo por vir? Ensaio sobre os medos e os fins.Neste episódio, os professores discutem sobre negacionismo e também sobre a crise do antropoceno, conceito que se refere à atual era geológica: quando a ação humana tem alterado drasticamente o funcionamento e os fluxos naturais do planeta e vivemos os efeitos da perda de mundo. A professora explica como a catástrofe climática que vivemos é dispersa e heterogênea e se relaciona a diversos fatores que influenciam as novas condições materiais em que estamos vivendo. Nessa conversa, eles relacionaram essa crise à pandemia, indicando como ela tangencia as questões ambientais. Para Danowski, essa pandemia fez a humanidade cair a ficha, mas não é otimista que isso vá implicar na mudança necessária para criar novas condições de vida. Para ela, não é possível frear de maneira completa a crise climática e a ideia de que ela é administrável é uma ilusão diante do estágio avançado em que se encontra. Há um mundo por vir? Débora acha que sim, mas em quais condições? Ouça aqui.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira Ribeiro (assessora de comunicação da Anpof).Tem alguma sugestão de pauta? Tem vontade de ouvir alguém por aqui? Enviem-nos sua sugestão: comunicacao@anpof.org.br.
Neste terceiro episódio de nosso Podcast, o presidente da Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e professor do departamento de Filosofia da Unicamp, Marcos Nobre, é entrevistado pelos professores do departamento de Filosofia da UFMG, Amaro Fleck e Eduardo Soares. Ambos são integrantes do GT de Teoria Crítica da Anpof.Nesta conversa, os professores abordam questões ligadas ao contexto político brasileiro na atualidade. As manifestações de Junho de 2013 criaram uma efervescência nas forças políticas do Brasil, mas como o sistema político reagiu a elas? Frente à fragmentação e às rupturas que marcam o campo político desde então, quais são as pautas capazes de promover uma convivência política no sentido do fortalecimento da democracia?No dia em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebe um pedido coletivo de impeachment de Bolsonaro, assinado por mais de 400 entidades e sete partidos, nosso episódio aborda a questão: um impeachment está em nosso horizonte? Para o professor Marcos Nobre, que lança na próxima semana seu novo livro Ponto-final. A guerra de Bolsonaro contra a democracia, a defesa desta requer ir além da sua compreensão em termos eleitorais, considerando as transformações que provocaram a emergência de uma sociabilidade digital e implica, sobretudo, a repactuação das forças políticas. Acompanhe a discussão no link abaixo.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
Nesse segundo episódio do Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia, recebemos o professor e médico Marco Antônio Azevedo. A professora Dra. Franciele Petry (Filosofia/UFSC) é quem entrevista o professor do programa de pós-graduação em Filosofia da Unisinos sobre os dilemas éticos da pandemia. Nesse contexto de pandemia, Marco Antônio está na linha de frente como médico, atuando no pronto socorro de Porto Alegre, e também como professor. Junto a Darlei Dall'Agnol, Marcelo Araújo e Alcino Bonella, ele tem trabalhado numa proposta de diretrizes para destinação de leitos de UTI. Nessa conversa, ele explica a Covid-19 e, ao compartilhar as informações sobre essa doença, indica o caminho trilhado para busca de fundamentos normativos que devem guiar as decisões médicas nesse momento.Em um cenário em que os recursos hospitalares são escassos e o volume de pacientes é elevado, quais os critérios devem ser utilizados para alocação dos leitos e utilização dos ventiladores de UTI? Faixa etária? Quem deve ter prioridade para receber o tratamento considerado "ótimo": quem está em situação mais grave ou quem tem mais chance de recuperação? O critério da fila funciona nessa situação? São estas a questões que serão discutidas nesse episódio.Tem sugestão de pauta? Quer ouvir alguém aqui? Escreva-nos: comunicacao@anpof.org.brEste podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
O primeiro episódio do Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia convida a professora Dra. Rosângela Chaves (UFG). Nesta conversa, Rosângela pensa a situação de isolamento social vivida na pandemia a partir de conceitos de Hannah Arendt, como isolamento, solidão e solitude. Ela também pensa, de forma mais ampla, a condição de solidão dos seres humanos que está além da situação de isolamento social vivida em tempos de pandemia.Rosângela é jornalista, mestre e doutora em Filosofia pela UFG e professora do curso de Direito da Faculdade Católica de Anápolis. Autora do livro A capacidade de julgar - um diálogo com Hannah Arendt, colunista e editora do Ermira Cultura.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
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