Claim Ownership

Author:

Subscribed: 0Played: 0
Share

Description

 Episodes
Reverse
Neste episódio, convidamos o Podcast Pensatório para falar sobre vacinação. Felipe Gonçalves Pinto conversou com Andrea da Luz Carvalho e Marcelo Senna Guimarães. A conversa aborda os planos de imunização contra Covid-19 no Brasil, os obstáculos impostos por discursos negacionistas, as estratégias de combate à desinformação e as contribuições das áreas das ciências humanas e sociais diante do cenário de incertezas que se agravou no contexto pandêmico e que ainda deve se prolongar mesmo com a vacinação.Os entrevistados destacaram a importância de conjugarmos as dimensões éticas individuais e coletivas e de pensarmos uma ecologia do vírus para lidar com a complexidade da ciência e as incertezas da pandemia de maneira a amenizar seus impactos socioeconômicos e evitar ilusões simplificadoras que podem tornar a situação ainda mais instável e dramática.De acordo com eles, embora o Sistema Único de Saúde conte com privilegiada estrutura de produção de vacinas e atendimento da população brasileira, as ações dos governos não têm respondido com o devido planejamento e rapidez ao que estamos vivenciando tanto em termos de saúde pública quanto no âmbito da educação, que já vinha sofrendo com cortes e com discussões reducionistas sobre a sua instrumentalização. A lentidão e a desorganização das ações governamentais comprometem, assim, o desenvolvimento humano e o bem-estar da população.Pensatório é um Projeto de Extensão do CEFET/RJ campus Maria da Graça que produz podcasts de filosofia com estudantes e professores de diferentes áreas a partir de provocações sobre o pensar, o ensino, a escola, a vida e seus avessos. O Projeto de Extensão Pensatório é coordenado pelos professores Felipe Gonçalves Pinto e Luciano de Melo Dias, conta com a colaboração do estudante de ensino médio Jonathan Santos e com a parceria do Projeto de Extensão Filosofia na Sala de Aula (coord. pelo professor Marcelo Senna Guimarães – Unirio). Arte do professor Diego Uzêda.Andrea da Luz Carvalho, psicóloga, sanitarista, mestre em saúde coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Coordenadora Geral de Gestão de Pessoas da Fiocruz.Marcelo Senna Guimarães, professor do Departamento de Filosofia da UNIRIO, do Programa de Pós-graduação em Filosofia e Ensino do CEFET/RJ e coordenador do Projeto de Extensão Filosofia na Sala de Aula.Felipe Gonçalves Pinto, professor de Filosofia do CEFET/RJ campus Maria da Graça do Programa de Pós-graduação em Filosofia e Ensino do CEFET/RJ e coordenador do Projeto de Extensão Pensatório.
Nesse segundo episódio do Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia, recebemos o professor e médico Marco Antônio Azevedo. A professora Dra. Franciele Petry (Filosofia/UFSC) é quem entrevista o professor do programa de pós-graduação em Filosofia da Unisinos sobre os dilemas éticos da pandemia. Nesse contexto de pandemia, Marco Antônio está na linha de frente como médico, atuando no pronto socorro de Porto Alegre, e também como professor. Junto a Darlei Dall'Agnol, Marcelo Araújo e Alcino Bonella, ele tem trabalhado numa proposta de diretrizes para destinação de leitos de UTI. Nessa conversa, ele explica a Covid-19 e, ao compartilhar as informações sobre essa doença, indica o caminho trilhado para busca de fundamentos normativos que devem guiar as decisões médicas nesse momento.Em um cenário em que os recursos hospitalares são escassos e o volume de pacientes é elevado, quais os critérios devem ser utilizados para alocação dos leitos e utilização dos ventiladores de UTI? Faixa etária? Quem deve ter prioridade para receber o tratamento considerado "ótimo": quem está em situação mais grave ou quem tem mais chance de recuperação? O critério da fila funciona nessa situação? São estas a questões que serão discutidas nesse episódio.Tem sugestão de pauta? Quer ouvir alguém aqui? Escreva-nos: comunicacao@anpof.org.brEste podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
O primeiro episódio do Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia convida a professora Dra. Rosângela Chaves (UFG). Nesta conversa, Rosângela pensa a situação de isolamento social vivida na pandemia a partir de conceitos de Hannah Arendt, como isolamento, solidão e solitude. Ela também pensa, de forma mais ampla, a condição de solidão dos seres humanos que está além da situação de isolamento social vivida em tempos de pandemia.Rosângela é jornalista, mestre e doutora em Filosofia pela UFG e professora do curso de Direito da Faculdade Católica de Anápolis. Autora do livro A capacidade de julgar - um diálogo com Hannah Arendt, colunista e editora do Ermira Cultura.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
Filosofia e Modernismo

Filosofia e Modernismo

2022-06-0901:07:56

Para pensar o centenário da Semana de Arte Moderna, este episódio do Podcast Anpof sobre Filosofia e Modernismo tem a presença da professora Taisa Palhares (Unicamp), do professor Ivan Maia (UFBA) e a mediação do professor Filipe Ceppas (UFRJ).Na conversa, os três defendem que a ideia de Modernismo difundida no Brasil é muito mais múltipla do que aquela apresentada pelos artistas que participaram da Semana de 1922. Mas o que seria este Modernismo brasileiro, afinal? Conduzidos por este questionamento, Taisa, Filipe e Ivan ensaiam ideias sobre o movimento que surgia no início do século passado e que transformara os caminhos estéticos e políticos das décadas que o sucederam, reformulando visões de mundo e proporcionando uma releitura da própria identidade brasileira.______________________________________________Ivan Maia de Mello é poeta, ator, compositor, praticante de contato-improvisação e performance, mestre em Filosofia (UERJ), doutor em Educação (UFBA).Na UFBA, é professor do Bacharelado Interdisciplinar em Artes do IHAC e do Doutorado em Difusão do Conhecimento, e na UNILAB, do Mestrado Interdisciplinar em Humanidades. Fez pós-doutorado na Universidad de La Republica do Uruguai, com supervisão da Profa. Andrea Diaz. Autor de Corpoema: a vida como obra de arte, tendo participado de algumas coletâneas de ensaios filosóficos e de poemas. Teve poemas encenados no teatro e na TV, além de locuções radiofônicas. Coordenou saraus em algumas cidades.Taisa Palhares possui Bacharelado (1997), Mestrado (2001) e Doutorado em Filosofia (2011), pela Universidade de São Paulo. É professora de Estética no Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas desde agosto de 2015. Realiza estudos nas áreas de estética e artes visuais, com ênfase na pesquisa sobre a fundamentação da obra de arte desde a Modernidade. Trabalha com os autores da Teoria Crítica, sobretudo o filósofo alemão Walter Benjamin. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre a percepção estética como jogo a partir de Benjamin e sua relação com a arte moderna e contemporânea. Organiza, desde 2016, o "Grupo de Estudos em Estética e Teoria da Arte" (GEETA) no Departamento de Filosofia da Unicamp. É membro do "Centro de Pesquisa em Psicanálise, Estética e Teoria Crítica (CePETC)" do IFCH.  Filipe Ceppas é professor do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação de Filosofia da UFRJ. Publicou Ensaio de Filosofia nos Trópicos (Unicamp, 2019). 
Iniciamos, neste episódio do Podcast Anpof, os debates que acontecerão em outubro no XIX Encontro Anpof, na mesa redonda sobre o Ensino de Filosofia. Esta temática fora introduzida em 2021, na campanha Ensino de Filosofia: por uma cidadania filosófica do campo. Para este episódio, convidamos a profa. Dra. Elisete Tomazetti (UFSM) e o doutorando Augusto Rodrigues (UNESP), sob a mediação da professora Patrícia Velasco (UFABC/Anpof). Na conversa, discutiu-se de que modo o crescimento da área em termos de eventos, iniciativas e publicações culminou no necessário afrontamento da temática do campo: quem somos? O que produzimos? Que legado já temos?Elisete e Augusto recuperaram o histórico da área, identificando – a partir deste – não só a existência de algumas gerações de pesquisadoras e pesquisadores demarcadas pela diferença no modo de aproximação da temática, como também o que chamaram de uma “virada discursiva”: a partir dos anos 2000 – e de modo irreversível depois da obrigatoriedade da Filosofia como disciplina, em 2008 – , e da consolidação de um corpus específico do Ensino de Filosofia na década subsequente, o campo do Ensino de Filosofia foi finalmente assumido pela própria Filosofia. A cidadania filosófica pleiteada pelo Ensino de Filosofia junto à comunidade filosófica da pós-graduação não se restringe, nessa conversa, a um espaço institucional, mas compreende também – e primordialmente – o reconhecimento de um novo espaço para o próprio filosofar. Passa, portanto, por uma discussão de cunho epistemológico: qual o lugar do Ensino de Filosofia entre as questões educacionais e os problemas filosóficos? Discussão que, como pontuado por nossos convidados, não é consensual entre os pares e certamente será um dos motes da plenária de outubro.__________Elisete Tomazetti é graduada e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Hoje é professora titular da Universidade Federal de Santa Maria e pesquisadora do CNPq. Além de ministrar as disciplinas de Didática da Filosofia, Pesquisa para o Ensino de Filosofia e Estágio Curricular Supervisionado, Elisete lidera o Grupo de Pesquisa do CNPq Filosofia, Cultura e Educação e coordena o LEAF - Laboratório de Ensino e Aprendizagem de Filosofia. Elisete é uma das fundadoras do GT da ANPOF Filosofar e Ensinar a Filosofar e orienta dissertações e teses sobre Ensino de Filosofia no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM.Augusto Rodrigues é licenciado e bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, instituição na qual também defendeu seu mestrado e hoje desenvolve seu doutorado junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação. Desde a graduação, dedica-se à temática do ensino de filosofia, tendo sido bolsista do PIBID (2012/2013) e realizado iniciação científica PIBIC nesta área. Integra o ENFILO – Grupo de Estudo e Pesquisa sobre o Ensino de Filosofia coordenado pelo prof. Rodrigo Pelloso Gelamo. Em 2021, participou da comissão do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar responsável por pensar a institucionalização do Ensino de Filosofia como subárea de conhecimento. 
A filosofia acadêmica tem grande diversidade, tratando dos mais diversos temas e autores, mas só agora foi criado um GT na ANPOF voltado para tratar do pensamento filosófico brasileiro. Seria isso uma desvalorização da filosofia que nós mesmos fazemos? Faz sentido distinguir “filosofia no Brasil”, “filosofia brasileira” e “filosofia do Brasil”? Por quê? Temos pensamento autoral no Brasil ou apenas uma boa tradição de intérpretes de autores(as) consagrados(as)? O Pe. Vaz seria um exemplo de filósofo criativo que incorpora a história da filosofia a um pensamento autônomo? Movimentos recentes de filosofia decolonial, sobre questões de gênero e de raça seriam oportunidades de incentivar o pensamento autoral entre nós? Para ajudar a pensar esses tópicos, vamos ter neste podcast o pesquisador Júlio Canhada (UFSCar) e a Profa. Cláudia Rocha de Oliveira (FAJE), ambos do recém-criado GT Pensamento Filosófico Brasileiro da ANPOF, com a mediação de Agnaldo Cuoco Portugal, da UnB.Este será o tema de uma das seis mesas-redondas do XIX Encontro Nacional da Anpof, que será realizado entre 10 e 14 de outubro em Goiânia. Para a mesa do evento, teremos a participação dos professores Dr. Agnaldo Cuoco Portugal (UnB), Dra. Cristiane Marinho (UECE), Dr. Ricardo Timm (PUCRS) e Dra. Silvana Ramos (USP).Participantes:Profa. Dra. Cláudia Rocha de Oliveira (FAJE/Anpof)Professora adjunta e pesquisadora da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Possui graduação em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2002), mestrado em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2008) e doutorado em Filosofia pela Pontificia Università Gregoriana (2012). Dr. Júlio Canhada (Pesquisador/UFSCar)Graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) (2006) e mestre em Filosofia Contemporânea pela mesma universidade, em 2011, com a dissertação "A invenção do discurso: filosofia e literatura em Merleau-Ponty". Doutor em filosofia pela mesma universidade, em 2017, com a tese "Construções de um século: discursos filosóficos no Brasil oitocentista", sob orientação da Profa. Dra. Marilena de Souza Chaui. Nesse momento se dedica aos estudos de Filosofia no Brasil no século XIX e XX e suas vertentes como evolucionismo, ecletismo, positivismo, bem como ao discurso de legitimação e desqualificação de uma História da Filosofia no Brasil.Prof. Dr. Agnaldo Cuoco Portugal (UnB/Anpof)Professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília, onde leciona desde 1991 trabalhando principalmente com as áreas de Filosofia da Religião e Filosofia da Ciência. É atualmente coordenador do Grupo de Pesquisa em Filosofia da Religião da UnB. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995) e doutor em Filosofia da Religião pelo King s College da Universidade de Londres (2003). Desde 2016 é parte da diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia - ANPOF.
Neste mês de março, nosso podcast convidou o "Mulheres intelectuais de ontem e de hoje", uma iniciativa que nasce da união de dois grupos: um do Rio de Janeiro e outro de Santa Catarina. De um lado, temos o grupo de pesquisa decolonial Carolina de Jesus, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e do outro, o Grupo de Estudo em Reflexão Moral Interdisciplinar e Narratividade, da Universidade Federal de Santa Catarina, que já produz há mais de dois anos o podcast Uma Filósofa Por Mês.Essa união tem em comum o desejo de construção de uma tradição que valoriza o trabalho intelectual de mulheres e nasce a partir da oportunidade de um edital da UFRJ voltado para rádios. Os grupos tinham formas de trabalhar diferentes, escolhiam personagens de perfis diferentes e juntos encontraram uma identidade própria. O resultado é que são mais de 32 programas no ar e mais de 1800 downloads.De Heloísa Buarque de Holanda, passando por Mãe Stella de Oxossi e Christine de Pizan, chegando a Marielle Franco, o grupo se dedica a uma pesquisa intensa e cuidadosa que tem o desafio de apresentar de forma clara e convidativa a um público amplo o pensamento e a vida dessas mulheres, como um convite a conhecê-las melhor. Vai ao ar toda quinta-feira às 14h, com reprise na rádio UFRJ às 19h.Ouça a conversa entre Susana de Castro, Aline Moreira, Vitória França, Janyne Sattler, Maurício Cossio e Ilze Zirbel.
Consciência Racial

Consciência Racial

2021-11-2201:25:51

Neste episódio que integra nosso especial Novembro Negro, recebemos o podcast Filosofia Pop para discutir sobre consciência racial. O professor Marcos Carvalho Lopes (UNILAB) convidou a professora Matilde Ribeiro (UNILAB) e o professor Kabengele Munanga (USP/UFRB) para essa conversa. Fecha o episódio a canção Descolonização (Der leone have sept cabeças) do grupo botAfala, projeto de extensão da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB). Matilde Ribeiro é uma liderança histórica no movimento negro e nas lutas das mulheres negras, ex-ministra da Igualdade Racial no governo Lula, autora do livro Políticas de Promoção da Igualdade Racial no Brasil (1986-2010) e de diversos artigos sobre gênero e raça, em 2021 recebeu da Universidade Federal do ABC o título de Doutor Honoris Causa. O professor Kabengele Munanga também tem diversos títulos de reconhecimento, dentre eles o de doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2021. Kabengele Munanga nasceu na República Democrática do Congo e desde 1985 naturalizado brasileiro, é uma das principais referências na questão do racismo na sociedade brasileira. Seus estudos, foram responsáveis por romper a visão eurocêntrica da antropologia, repensar a participação dos negros na história do país e, ainda, consolidar os estudos preparatórios para a Constituição de 1988, no eixo que tange os Diretos Humanos e combate à toda a forma de racismo no Brasil. Matilde Ribeiro e Kabengele Munanga foram protagonistas na luta pela implementação das cotas raciais.
Na edição de outubro, o Podcast Anpof reuniu professores e professoras de filosofia que, além de tocarem suas pesquisas na área, vêm participando ativamente da produção de podcasts. O número de podcasts cresceu significativamente durante a pandemia de Covid-19. Uma visada breve na Comunidade Anpof nos dá uma amostra da variedade de podcasts de filosofia existentes hoje, produções que, embora ainda pouco reconhecidas no âmbito acadêmico, dedicam-se a contribuir para a qualificação do debate público e do ensino de filosofia em diferentes níveis. Alguns, como o Hiperbólico, são anteriores à pandemia. A maior parte, no entanto, como o próprio Podcast Anpof, emergiu no contexto do teletrabalho e do ensino remoto, sem esquecer do Falando por Você que, antes de ser podcast, foi (e continua sendo também) programa de rádio. Rádio, aliás, que há cerca de cem anos atrás se consolidava enquanto sistema de broadcast, com seus aparelhos, programas e redes de transmissão, como testemunhou Walter Benjamin em meio à ascensão de regimes totalitários para a qual o controle dos meios de comunicação de massa foi decisivo. Quase cem anos depois, em um contexto de crise educacional e comunicacional, em meio a circuitos tóxicos de fake news, negacionismo científico e retrocessos históricos no âmbito da educação e da pesquisa no país, conversamos sobre os atravessamentos entre ensino de filosofia e divulgação filosófica a partir das diferentes experiências de podcasting.Participaram desta produção coletiva:Debora Fofano (Perdidos na Paralaxe), doutoranda no PPGE-UFC e professora da rede estadual do Ceará.Douglas Lopes (Hiperbólico), doutorando do PPGE-UFPR, pesquisador do NESEF-UFPR, professor da rede estadual do Paraná e instituição privada de ensino superior.Felipe Pinto (Pensatório e Rádio Murucututu), professor do CEFET/RJ Maria da Graça e do PPFEN-CEFET/RJJanyne Sattler (Uma Filósofa por Mês), professora do PPGFIL-UFSC.José Teixeira Neto (Falando por Você), professor da UERN e do PROF-FILO.Maurício Cossio (Uma Filósofa por Mês), doutorando do PPGFIL-UFSC, professor da rede estadual de Santa Catarina.Marcelo Guimarães (Pensatório e Rádio Murucututu), professor da UNIRIO e do PPFEN-CEFET/RJ.Márcio Jarek (Hiperbólico), professor da UFRJ e pesquisador do NESEF-UFPR.
Neste mês de setembro, discutimos por aqui a relação entre a Filosofia e a questão ambiental. Qual o papel da Filosofia diante do colapso ecológico que vivemos? Para essa conversa, convidamos para este episódio de nosso podcast Alyne Costa, doutora em filosofia pela PUC-Rio e vencedora do Prêmio Capes de Tese 2020 na área de filosofia, com o trabalho "Cosmopolíticas da Terra: modos de existência e resistência no Antropoceno”. Susana de Castro, professora da UFRJ e presidente da Anpof, conduziu a conversa. A conversa abordou o relatório do IPCC, as consequências da Modernidade ter cindido a relação entre homem e natureza e o diálogo da Filosofia com outras epistemologias. Alyne compartilha com a gente sobre os riscos de outras pandemias, mais graves e mais intensas e sobre a necessidade de entendermos a Terra como um agente político, que está revidando.Acompanhe!
Poucas horas depois de encerrarmos a gravação desse episódio, Kathlen Romeu, uma jovem negra de 24 anos, grávida, foi morta pela polícia militar durante uma operação na Zona Norte do Rio de Janeiro. Era este o tema dessa conversa: a violência policial que permeia toda a história brasileira.Para discutir o tema, convidamos os professores Vladimir Safatle, da USP, e Edson Teles, da Unifesp, num debate conduzido por Tessa Lacerda, professora da USP e integrante da diretoria da Anpof. Vladimir e Edson organizaram o livro “O que resta da ditadura” e neste episódio eles compartilham o que ficou dessa experiência e a relação entre ditadura e violência policial. Nesta conversa, Safatle comenta sobre o que chama de “democracia de condomínio”, uma democracia geograficamente localizada: não há nenhuma garantia de direitos ou de proteção à vida a cinco quilômetros dali, o que acontece todos os dias no Brasil. A falta de democracia que tirou a vida de Kathleen. Por outro lado, Edson nos apresenta as histórias de insurreições que sempre marcaram esses territórios. Ele destaca a importância de disputarmos as narrativas e garantirmos espaços para que falem aqueles que sempre estiveram nos levantes nas periferias. Este episódio prepara nosso debate para a mesa sobre democracia e autoritarismo na quarta-feira, dia 23, na Semana Anpof 2021. Às 19h, em nosso canal no YouTube, teremos um debate sobre o tema com Loiane Prado Verbicaro, Marcos Nobre e Patrícia Baehr, mediado por César Candiotto.***Edson Teles é professor de filosofia política no curso de graduação em Filosofia e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde coordena o Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/Unifesp). É militante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos da Ditadura e ativista das resistências aos modos autoritários de gestão da vida. Organizou, junto com Vladimir Safatle, o livro "O que resta da Ditadura. A exceção brasileira" (Boitempo, 2010) e, com Renan Quinalha, "Espectros da Ditadura. Da Comissão da Verdade ao bolsonarismo" (Autonomia Literária, 2020). Publicou os livros "Democracia e estado de exceção" (Ed. Unifesp, 2015), "O abismo na história" (Alameda, 2018) e "Ação política em Hannah Arendt" (Almedina, 2019).Vladimir Safatle é professor Titular do departamento de filosofia da Universidade de São Paulo. Foi Visiting Scholar da Universidade da California - Berkeley, além de professor visitante das Universidades de Paris I, Paris VII , Paris VIII, Paris X Toulouse, Louvain, Stellenbosch (África do Sul) e Essex. Foi ainda responsável de seminário no Collège International de Philosophie (Paris). Desenvolve pesquisas nas áreas de: epistemologia da psicanálise e da psicologia, desdobramentos da tradição dialética hegeliana na filosofia do século XX e filosofia da música. É um dos coordenadores da International Society of Psychoanalysis and Philosophy, do Laboratório de Pesquisa em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip) e presidente da Comissão de Cooperação Internacional (CCint) da FFLCH-USP desde 2012.
Para este episódio sobre ensino remoto, convidamos o Podcast Perdidos na Paralaxe.Débora Fofano, Carlos Pedrosa e Raquel Rocha convidaram o professor Antônio Alex Pereira para essa reflexão.Nesse episódio, a hipótese do ensino remoto como gambiarra guia a conversa de nossos convidados. Eles abordaram as diferenças entre Ensino remoto, EAD e Ensino Hibrido, discutiram a falta de acesso aos meios tecnológicos, a precarização da vida social, como a escola é uma instituição que ainda modifica a vida e a cidadania e a importância dos afetos na educação. O que mais importa nesse momento é o conteúdo? Eles também salientaram a importância da formação dos professores e, entre uma conversa e casos, falaram também sobre o neoliberalismo e governamentalidade algorítmica. No final do programa, eles ainda apresentam algumas indicações e referências importantes para o tema.O podcast Perdidos na Paralaxe tensiona a reflexão através da literatura, séries, filmes e todo arcabouço da cultura pop, visando compreender a realidade para além do entretenimento. Com uma linguagem acessível e divertida abordam temas pertinentes à democratização do saber em prol de uma sociedade capaz de pensar, para isso, usam a filosofia.Débora Klippel Fofano, Petrópolis – RJ, licenciada e mestre em filosofia pela UECE, doutoranda em Filosofia e Sociologia da Educação na UFC, onde desenvolve pesquisa sobre Ideologia e Violência na Educação a partir de S. Zizek. Pesquisadora do Grupo Teoria Crítica, filosofia Contemporânea e educação.(FACED/UFC) também e pesquisa  filosofas, filosofia política e de ensino de filosofia.   Atualmente  professora da Rede Estadual de Professores do Ceará e da Escola Espaço Vida. Faz parte do coletivo de filósofas YebáBeló e do Fórum de Professores de Filosofia do CE e é criadora de conteúdo da página @filosofa.deinterrogacao, do Podcast Perdidos na Paralaxe e do canal no Youtube Aconchego Filosófico.Raquel Rocha, Fortaleza- CE Pós-doutoranda do MIH-UNILAB, doutora em filosofia pela UFRJ com mestrado e graduação em filosofia pela UECE e dançarina do ventre. Pesquisadora do Grupo de Teoria Critica e Educação - FACED/UFC e do Grupo CLiPLES -UFBA. Desenvolve pesquisas acerca da filosofia política, filosofia contemporânea francesa, ética, estética da existência, corpo, cuidado de si, feminismos, dança e educação.Carlos Frederico Pedrosa da Costa, Fortaleza - CE, bacharel em filosofia e mestre em sociologia pela UFC. Host, produtor e editor do podcast Perdidos na paralaxe, fotógrafo e músico.Convidado : Antônio Alex Pereira de Sousa, doutorando e mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará, com graduação em Filosofia pela UECE e especialização em Filosofia pela Universidade Estácio de Sá. Coordena o Grupo de Estudos em Foucault (GEF-UFC) e é membro do FILODITEC - EDUC/UFC. Integra o Fórum de Professores de Filosofia do Ceará (UECE) e atualmente é redator da BNCC no Ceará. Como objeto de pesquisa na linha de Ética do PPG Filosofia da UFC, pesquisa o pensamento de Michel Foucault, especialmente seus estudos em torno dos modos de subjetivação. Outras temas de pesquisa: Filosofia da Diferença, Ensino de Filosofia, Gênero, Ética, Governamentalidade, Neoliberalismo, Políticas Públicas Educacionais (BNCC e Reforma do Ensino Médio), Pensamento Contemporâneo e Filosofia Francesa.
No episódio deste mês de março, no qual tematizamos as mulheres na filosofia, convidamos o podcast Uma Filósofa Por Mês.Este podcast é o resultado de uma conversa em andamento em torno da temática da exclusão das mulheres da filosofia, em seu recorte acadêmico tanto quanto histórico e é fruto de reflexões compartilhadas entre o grupo, como um todo, ao longo de vários encontros de organização e preparação dos materiais e dos conteúdos do Projeto Uma Filósofa Por Mês. Nesta conversa, participaram Janyne Sattler, Ilze Zirbel, Kariane Marques e Ingrid Meurer.Na tentativa de compreender o universo filosófico que habitamos e todos os desconfortos há pouco descobertos, elas tentam nomeá-los ou encontrá-los conjuntamente nas práticas estruturais que as desacomodam como filósofas. Da contínua baixa presença das mulheres na filosofia à validação do cânone filosófico pela via dos critérios e dos conceitos normatizadores, as quatro pesquisadoras expõem um início de debate a ser seguido por novas reflexões.*** São mencionadas no podcast as autoras Marilyn A.Katz, cuja referência é o texto « Ideology and 'the status of women' in ancient Greece »; a filósofa Anne Conway; e as epistemólogas Miranda Fricker e Sandra Harding.*** Música : Dandara Manoela, "Minha Prece"*** Montagem: Maurício Rasia Cossio (UFSC/Uma Filósofa por Mês)O Podcast da Anpof é produzido por Nádia Junqueira Ribeiro.
No episódio de hoje, o último da série sobre educação e Filosofia, recebemos Joana Tolentino. Ela é professora de Filosofia na educação básica e nas Licenciaturas integradas em Humanidades no Colégio Pedro II eintegrante do GT Filosofar e ensinar a filosofar da Anpof.Quem a entrevista é Franciele Bete Petry, professora de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina.A entrevista aborda os novos desafios que se colocam ao ensino de filosofia na Educação Básica. Considerando os debates contemporâneos que questionam a própria história da filosofia, a professora Joana Tolentino comenta de que forma tais críticas se apresentam à prática docente no ensino médio, assim como em relação à formação de professores e de pesquisadores na pós-graduação. As professoras abordam ainda questões ligadas à reforma do ensino médio, a necessidade de a filosofia afirmar seu compromisso com uma sociedade democrática e as dificuldades de ensinar em tempos de pandemia.Acompanhe a seguir esta discussão.Produção: Franciele Petry e Nádia Junqueira
Neste décimo episódio e o terceiro da série "filosofia e educação", recebemos a pesquisadora Adilbênia Freire Machado, doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará e vinculada ao Núcleo das Africanidades Cearenses/UFC), à Rede Africanidades (UFBA), à ABPN (Associação Brasileira de Pesquisador@s Negr@s). Quem a entrevista é Franciele Bete Petry do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina.Nesta conversa, a pesquisadora Adilbênia Freire Machado nos apresenta um panorama dos estudos da filosofia africana contemporânea, dando destaque ao papel dos saberes ancestrais femininos e às várias abordagens desenvolvidas por pesquisadoras e pesquisadores brasileiros. A conversa também aborda as dificuldades relacionas ao ensino das africanidades tanto na educação básica quanto na formação de professoras e professores e apresenta perspectivas metodológicas para sua superação que passam pela descolonização do pensamento, dos corpos e sentidos. Acompanhe a seguir esta discussão.
Neste segundo episódio da série sobre Filosofia e Educação, recebemos a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tatiana Roque, Doutora em Filosofia e pesquisadora das relações entre capitalismo e subjetividade. Quem a entrevista é Amaro Fleck, professor da UFMG e vice-coordenador do GT de Teoria Crítica da Anpof.Nesta conversa, os professores discutem as transformações no mundo do trabalho e seus impactos na vida dos indivíduos, na organização social e também na educação. Considerando fenômenos como a automação e a precarização do trabalho, os professores abordam algumas questões relacionadas à implementação da renda básica universal, esclarecendo de que modo tal proposta pode ser concebida como transformação e ampliação do estado de bem-estar social e as razões pelas quais se distingue da abordagem neoliberal. Na direção do tema tratado no episódio anterior, a conversa de hoje também questiona as consequências das transformações do mundo do trabalho na formação: como pensar a universidade e a organização do conhecimento acadêmico neste novo cenário?
O episódio de hoje dá início a uma série de podcasts voltados para a discussão de temas educacionais. Para essa primeira conversa, recebemos o professor Silvio Carneiro, que é Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo e professor do Centro de Ciências Naturais e Humanas da UFABC. Quem o entrevista é a professora de filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, Franciele Bete Petry.Nesta conversa, os professores discutem a Reforma do ensino médio, a Base Nacional Comum Curricular, seus pressupostos filosóficos e a concepção de ensino e aprendizagem difundida com a nova proposta. Para o professor Silvio Carneiro é necessário questionar o modelo de habilidades e competências, uma vez que a dimensão do ensino, relacionada ao ato de dar significado às coisas, vem se perdendo. Os professores também abordam aspectos relacionados aos objetivos gerais do ensino médio, o problema envolvido na ênfase de uma visão superficial sobre a educação como preparação para o trabalho e os impactos das novas orientações sobre a organização curricular em termos de possibilidades de formação e de construção de projetos de vida [dos jovens]. O episódio trata ainda das implicações da BNCC para o ensino de filosofia. Acompanhe a seguir esta discussão:Esse podcast é produzido por Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof, e Franciele Bete Petry, diretoria de comunicação da Anpof.
O convidado do episódio de hoje é André Duarte, professor do Departamento de Filosofia e dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e em Educação da Universidade Federal do Paraná. Ele também é Diretor de Relações Internacionais da UFPR e bolsista de produtividade do CNPq. Ele acabou de enviar para publicação seu mais novo livro “A pandemia e o pandemônio: ensaio sobre a crise da democracia brasileira.” Ele estará disponível dentro de algumas semanas no formato e-book, publicado pela Via Verita. Quem convida Duarte para conversar sobre esse trabalho é Edmilson Paschoal, que também é professor de Filosofia da UFPR.Diferente de outras obras de André Duarte, como "Vidas em Risco" e "O Pensamento à Sombra da Ruptura", esse trabalho não foi um livro maturado, mas uma resposta imediata à situação emergencial que estamos vivendo. O trabalho desse livro, segundo o professor, é o de oferecer um diagnóstico filosófico do presente. Para isso, ele mobiliza conceitos para pensar a pandemia e, em especial, a situação brasileira. Ele reflete, por exemplo, a partir das noções neoliberalismo e biopolítica de Foucault, de ideologia, a partir de Hannah Arendt e também mobiliza a noção de necropolítica não somente a partir de Achile Mbembe, mas também pensando o filme Bacurau. Para Duarte, há uma produção da morte em larga escala a serviço de alguns interesses econômicos e de alguns valores patriarcais. Nesta conversa, ele também discute sobre o papel do filósofo diante dos desafios de nossos tempos e indica como suas reflexões se aproximam e se distanciam do debate brasileiro feito por intelectuais como Marcos Nobre e Vladimir Safatle. Acompanhe. Esse podcast é produzido por Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof e Franciele Petry, Diretora de Comunicação da Anpof.
O episódio de hoje discute os números da sub-representação de negros e negras na filosofia brasileira. O presidente da Anpof e professor da Universidade Federal de Goiás, Adriano Correia, recebe o professor da Universidade Federal Fluminense, Fernando de Sá, que acaba de publicar um estudo inédito na revista Problemata. Ele realizou uma pesquisa sobre os números que revelam a escassez de temáticas e referências negras nos estudos filosóficos brasileiros.O professor de Filosofia da Educação da UFF fez um levantamento dos trabalhos de pós-graduação defendidos entre 1987 e 2018 no Brasil, e constatou que apenas cerca de 0,5% das mais de 10 mil teses e dissertações em filosofia são relacionadas diretamente a filosofias e filósofos negros e filósofas negras. Fernando considerou de forma ampla o que seria estudo filosófico negro, contemplando perspectivas culturais e também filósofos negros de qualquer período histórico. Dos 53 trabalhos encontrados, a maior parte foi publicada na última década e, principalmente, de 2014 para cá.Nesta conversa, Fernando e Adriano discutem o que há por trás desses números. Fernando, um professor negro e filho de africano, conta um pouco da sua trajetória na Filosofia, como percebe uma rejeição à entrada do debate sobre negritude dentro dos programas de pós-graduação em Filosofia e como chegou até essa pesquisa. Ele também comenta sobre a importância das cotas raciais e o papel dos programas de pós-graduação no combate ao racismo. O professor defende como a maior presença de negros e negras nos programas de pós-graduação traz benefícios não apenas para a vida dessas pessoas, mas para a própria universidade. Acompanhe nessa conversa. Acesse o artigo com os resultados dessa pesquisa aqui: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/problemata/article/view/49110Este podcast é produzido por Franciele Petry, diretora de comunicação da Anpof e Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof. Entre em contato através do comunicacao@anpof.org.br.
Neste episódio, o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Érico Andrade, entrevista Halina Leal, professora da Universidade Regional de Blumenau, líder do GENERA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisas em Gênero, Raça e Poder e integrante da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Importante referência no Brasil sobre o feminismo negro, Halina Leal fala sobre a transformação que a filosofia vem experimentando no sentido de dar lugar a demandas antes reprimidas e que passam a ter espaço sobretudo pelo impulso dado pelas mulheres filósofas. Para ela, a formação filosófica, a fim de promover autonomia, deve abranger a multiplicidade epistemológica que foi historicamente negada por um cânone eurocêntrico. A interação com a prática é também, segundo a professora, um elemento fundamental para a autonomia do pensar e que se revela na possibilidade de a filosofia refletir sobre a realidade. Em um momento no qual estátuas de personagens racistas vêm sendo derrubadas em vários locais do mundo, cabe a pergunta: como a filosofia lida com a colonização de seu próprio pensamento? Para Halina, não se trata de eliminar da formação filosófica autores hoje considerados racistas ou sexistas, mas de recusar a ideia de um cânone universalista, incorporando ao estudo a multiplicidade de formas de pensar. Acompanhe a seguir esta discussão.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira Ribeiro (assessora de comunicação da Anpof).Tem alguma sugestão de pauta? Tem vontade de ouvir alguém por aqui? Enviem-nos sua sugestão: comunicacao@anpof.org.br.
Comments (1)

ID22056091

O que é "mérito filosófico"?

May 10th
Reply
Download from Google Play
Download from App Store