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Author: Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia

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Description

Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia.
12 Episodes
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Neste episódio, convidamos o Podcast Pensatório para falar sobre vacinação. Felipe Gonçalves Pinto conversou com Andrea da Luz Carvalho e Marcelo Senna Guimarães. A conversa aborda os planos de imunização contra Covid-19 no Brasil, os obstáculos impostos por discursos negacionistas, as estratégias de combate à desinformação e as contribuições das áreas das ciências humanas e sociais diante do cenário de incertezas que se agravou no contexto pandêmico e que ainda deve se prolongar mesmo com a vacinação.Os entrevistados destacaram a importância de conjugarmos as dimensões éticas individuais e coletivas e de pensarmos uma ecologia do vírus para lidar com a complexidade da ciência e as incertezas da pandemia de maneira a amenizar seus impactos socioeconômicos e evitar ilusões simplificadoras que podem tornar a situação ainda mais instável e dramática.De acordo com eles, embora o Sistema Único de Saúde conte com privilegiada estrutura de produção de vacinas e atendimento da população brasileira, as ações dos governos não têm respondido com o devido planejamento e rapidez ao que estamos vivenciando tanto em termos de saúde pública quanto no âmbito da educação, que já vinha sofrendo com cortes e com discussões reducionistas sobre a sua instrumentalização. A lentidão e a desorganização das ações governamentais comprometem, assim, o desenvolvimento humano e o bem-estar da população.Pensatório é um Projeto de Extensão do CEFET/RJ campus Maria da Graça que produz podcasts de filosofia com estudantes e professores de diferentes áreas a partir de provocações sobre o pensar, o ensino, a escola, a vida e seus avessos. O Projeto de Extensão Pensatório é coordenado pelos professores Felipe Gonçalves Pinto e Luciano de Melo Dias, conta com a colaboração do estudante de ensino médio Jonathan Santos e com a parceria do Projeto de Extensão Filosofia na Sala de Aula (coord. pelo professor Marcelo Senna Guimarães – Unirio). Arte do professor Diego Uzêda.Andrea da Luz Carvalho, psicóloga, sanitarista, mestre em saúde coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Coordenadora Geral de Gestão de Pessoas da Fiocruz.Marcelo Senna Guimarães, professor do Departamento de Filosofia da UNIRIO, do Programa de Pós-graduação em Filosofia e Ensino do CEFET/RJ e coordenador do Projeto de Extensão Filosofia na Sala de Aula.Felipe Gonçalves Pinto, professor de Filosofia do CEFET/RJ campus Maria da Graça do Programa de Pós-graduação em Filosofia e Ensino do CEFET/RJ e coordenador do Projeto de Extensão Pensatório.
Nesse segundo episódio do Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia, recebemos o professor e médico Marco Antônio Azevedo. A professora Dra. Franciele Petry (Filosofia/UFSC) é quem entrevista o professor do programa de pós-graduação em Filosofia da Unisinos sobre os dilemas éticos da pandemia. Nesse contexto de pandemia, Marco Antônio está na linha de frente como médico, atuando no pronto socorro de Porto Alegre, e também como professor. Junto a Darlei Dall'Agnol, Marcelo Araújo e Alcino Bonella, ele tem trabalhado numa proposta de diretrizes para destinação de leitos de UTI. Nessa conversa, ele explica a Covid-19 e, ao compartilhar as informações sobre essa doença, indica o caminho trilhado para busca de fundamentos normativos que devem guiar as decisões médicas nesse momento.Em um cenário em que os recursos hospitalares são escassos e o volume de pacientes é elevado, quais os critérios devem ser utilizados para alocação dos leitos e utilização dos ventiladores de UTI? Faixa etária? Quem deve ter prioridade para receber o tratamento considerado "ótimo": quem está em situação mais grave ou quem tem mais chance de recuperação? O critério da fila funciona nessa situação? São estas a questões que serão discutidas nesse episódio.Tem sugestão de pauta? Quer ouvir alguém aqui? Escreva-nos: comunicacao@anpof.org.brEste podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
O primeiro episódio do Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia convida a professora Dra. Rosângela Chaves (UFG). Nesta conversa, Rosângela pensa a situação de isolamento social vivida na pandemia a partir de conceitos de Hannah Arendt, como isolamento, solidão e solitude. Ela também pensa, de forma mais ampla, a condição de solidão dos seres humanos que está além da situação de isolamento social vivida em tempos de pandemia.Rosângela é jornalista, mestre e doutora em Filosofia pela UFG e professora do curso de Direito da Faculdade Católica de Anápolis. Autora do livro A capacidade de julgar - um diálogo com Hannah Arendt, colunista e editora do Ermira Cultura.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
No episódio de hoje, o último da série sobre educação e Filosofia, recebemos Joana Tolentino. Ela é professora de Filosofia na educação básica e nas Licenciaturas integradas em Humanidades no Colégio Pedro II eintegrante do GT Filosofar e ensinar a filosofar da Anpof.Quem a entrevista é Franciele Bete Petry, professora de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina.A entrevista aborda os novos desafios que se colocam ao ensino de filosofia na Educação Básica. Considerando os debates contemporâneos que questionam a própria história da filosofia, a professora Joana Tolentino comenta de que forma tais críticas se apresentam à prática docente no ensino médio, assim como em relação à formação de professores e de pesquisadores na pós-graduação. As professoras abordam ainda questões ligadas à reforma do ensino médio, a necessidade de a filosofia afirmar seu compromisso com uma sociedade democrática e as dificuldades de ensinar em tempos de pandemia.Acompanhe a seguir esta discussão.Produção: Franciele Petry e Nádia Junqueira
Neste décimo episódio e o terceiro da série "filosofia e educação", recebemos a pesquisadora Adilbênia Freire Machado, doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará e vinculada ao Núcleo das Africanidades Cearenses/UFC), à Rede Africanidades (UFBA), à ABPN (Associação Brasileira de Pesquisador@s Negr@s). Quem a entrevista é Franciele Bete Petry do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina.Nesta conversa, a pesquisadora Adilbênia Freire Machado nos apresenta um panorama dos estudos da filosofia africana contemporânea, dando destaque ao papel dos saberes ancestrais femininos e às várias abordagens desenvolvidas por pesquisadoras e pesquisadores brasileiros. A conversa também aborda as dificuldades relacionas ao ensino das africanidades tanto na educação básica quanto na formação de professoras e professores e apresenta perspectivas metodológicas para sua superação que passam pela descolonização do pensamento, dos corpos e sentidos. Acompanhe a seguir esta discussão.
Neste segundo episódio da série sobre Filosofia e Educação, recebemos a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tatiana Roque, Doutora em Filosofia e pesquisadora das relações entre capitalismo e subjetividade. Quem a entrevista é Amaro Fleck, professor da UFMG e vice-coordenador do GT de Teoria Crítica da Anpof.Nesta conversa, os professores discutem as transformações no mundo do trabalho e seus impactos na vida dos indivíduos, na organização social e também na educação. Considerando fenômenos como a automação e a precarização do trabalho, os professores abordam algumas questões relacionadas à implementação da renda básica universal, esclarecendo de que modo tal proposta pode ser concebida como transformação e ampliação do estado de bem-estar social e as razões pelas quais se distingue da abordagem neoliberal. Na direção do tema tratado no episódio anterior, a conversa de hoje também questiona as consequências das transformações do mundo do trabalho na formação: como pensar a universidade e a organização do conhecimento acadêmico neste novo cenário?
O episódio de hoje dá início a uma série de podcasts voltados para a discussão de temas educacionais. Para essa primeira conversa, recebemos o professor Silvio Carneiro, que é Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo e professor do Centro de Ciências Naturais e Humanas da UFABC. Quem o entrevista é a professora de filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, Franciele Bete Petry.Nesta conversa, os professores discutem a Reforma do ensino médio, a Base Nacional Comum Curricular, seus pressupostos filosóficos e a concepção de ensino e aprendizagem difundida com a nova proposta. Para o professor Silvio Carneiro é necessário questionar o modelo de habilidades e competências, uma vez que a dimensão do ensino, relacionada ao ato de dar significado às coisas, vem se perdendo. Os professores também abordam aspectos relacionados aos objetivos gerais do ensino médio, o problema envolvido na ênfase de uma visão superficial sobre a educação como preparação para o trabalho e os impactos das novas orientações sobre a organização curricular em termos de possibilidades de formação e de construção de projetos de vida [dos jovens]. O episódio trata ainda das implicações da BNCC para o ensino de filosofia. Acompanhe a seguir esta discussão:Esse podcast é produzido por Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof, e Franciele Bete Petry, diretoria de comunicação da Anpof.
O convidado do episódio de hoje é André Duarte, professor do Departamento de Filosofia e dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e em Educação da Universidade Federal do Paraná. Ele também é Diretor de Relações Internacionais da UFPR e bolsista de produtividade do CNPq. Ele acabou de enviar para publicação seu mais novo livro “A pandemia e o pandemônio: ensaio sobre a crise da democracia brasileira.” Ele estará disponível dentro de algumas semanas no formato e-book, publicado pela Via Verita. Quem convida Duarte para conversar sobre esse trabalho é Edmilson Paschoal, que também é professor de Filosofia da UFPR.Diferente de outras obras de André Duarte, como "Vidas em Risco" e "O Pensamento à Sombra da Ruptura", esse trabalho não foi um livro maturado, mas uma resposta imediata à situação emergencial que estamos vivendo. O trabalho desse livro, segundo o professor, é o de oferecer um diagnóstico filosófico do presente. Para isso, ele mobiliza conceitos para pensar a pandemia e, em especial, a situação brasileira. Ele reflete, por exemplo, a partir das noções neoliberalismo e biopolítica de Foucault, de ideologia, a partir de Hannah Arendt e também mobiliza a noção de necropolítica não somente a partir de Achile Mbembe, mas também pensando o filme Bacurau. Para Duarte, há uma produção da morte em larga escala a serviço de alguns interesses econômicos e de alguns valores patriarcais. Nesta conversa, ele também discute sobre o papel do filósofo diante dos desafios de nossos tempos e indica como suas reflexões se aproximam e se distanciam do debate brasileiro feito por intelectuais como Marcos Nobre e Vladimir Safatle. Acompanhe. Esse podcast é produzido por Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof e Franciele Petry, Diretora de Comunicação da Anpof.
O episódio de hoje discute os números da sub-representação de negros e negras na filosofia brasileira. O presidente da Anpof e professor da Universidade Federal de Goiás, Adriano Correia, recebe o professor da Universidade Federal Fluminense, Fernando de Sá, que acaba de publicar um estudo inédito na revista Problemata. Ele realizou uma pesquisa sobre os números que revelam a escassez de temáticas e referências negras nos estudos filosóficos brasileiros.O professor de Filosofia da Educação da UFF fez um levantamento dos trabalhos de pós-graduação defendidos entre 1987 e 2018 no Brasil, e constatou que apenas cerca de 0,5% das mais de 10 mil teses e dissertações em filosofia são relacionadas diretamente a filosofias e filósofos negros e filósofas negras. Fernando considerou de forma ampla o que seria estudo filosófico negro, contemplando perspectivas culturais e também filósofos negros de qualquer período histórico. Dos 53 trabalhos encontrados, a maior parte foi publicada na última década e, principalmente, de 2014 para cá.Nesta conversa, Fernando e Adriano discutem o que há por trás desses números. Fernando, um professor negro e filho de africano, conta um pouco da sua trajetória na Filosofia, como percebe uma rejeição à entrada do debate sobre negritude dentro dos programas de pós-graduação em Filosofia e como chegou até essa pesquisa. Ele também comenta sobre a importância das cotas raciais e o papel dos programas de pós-graduação no combate ao racismo. O professor defende como a maior presença de negros e negras nos programas de pós-graduação traz benefícios não apenas para a vida dessas pessoas, mas para a própria universidade. Acompanhe nessa conversa. Acesse o artigo com os resultados dessa pesquisa aqui: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/problemata/article/view/49110Este podcast é produzido por Franciele Petry, diretora de comunicação da Anpof e Nádia Junqueira, assessora de comunicação da Anpof. Entre em contato através do comunicacao@anpof.org.br.
Neste episódio, o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Érico Andrade, entrevista Halina Leal, professora da Universidade Regional de Blumenau, líder do GENERA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisas em Gênero, Raça e Poder e integrante da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Importante referência no Brasil sobre o feminismo negro, Halina Leal fala sobre a transformação que a filosofia vem experimentando no sentido de dar lugar a demandas antes reprimidas e que passam a ter espaço sobretudo pelo impulso dado pelas mulheres filósofas. Para ela, a formação filosófica, a fim de promover autonomia, deve abranger a multiplicidade epistemológica que foi historicamente negada por um cânone eurocêntrico. A interação com a prática é também, segundo a professora, um elemento fundamental para a autonomia do pensar e que se revela na possibilidade de a filosofia refletir sobre a realidade. Em um momento no qual estátuas de personagens racistas vêm sendo derrubadas em vários locais do mundo, cabe a pergunta: como a filosofia lida com a colonização de seu próprio pensamento? Para Halina, não se trata de eliminar da formação filosófica autores hoje considerados racistas ou sexistas, mas de recusar a ideia de um cânone universalista, incorporando ao estudo a multiplicidade de formas de pensar. Acompanhe a seguir esta discussão.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira Ribeiro (assessora de comunicação da Anpof).Tem alguma sugestão de pauta? Tem vontade de ouvir alguém por aqui? Enviem-nos sua sugestão: comunicacao@anpof.org.br.
Neste quarto episódio de nosso podcast, recebemos Amaro Fleck, professor de filosofia da UFMG, que conduziu uma conversa com a professora Déborah Danowski, do departamento de filosofia da Puc- Rio, sobre colapso climático. Danowski pesquisa Filosofia e Questão Ambiental e escreveu, junto com Eduardo Viveiros de Castro, o livro Há mundo por vir? Ensaio sobre os medos e os fins.Neste episódio, os professores discutem sobre negacionismo e também sobre a crise do antropoceno, conceito que se refere à atual era geológica: quando a ação humana tem alterado drasticamente o funcionamento e os fluxos naturais do planeta e vivemos os efeitos da perda de mundo. A professora explica como a catástrofe climática que vivemos é dispersa e heterogênea e se relaciona a diversos fatores que influenciam as novas condições materiais em que estamos vivendo. Nessa conversa, eles relacionaram essa crise à pandemia, indicando como ela tangencia as questões ambientais. Para Danowski, essa pandemia fez a humanidade cair a ficha, mas não é otimista que isso vá implicar na mudança necessária para criar novas condições de vida. Para ela, não é possível frear de maneira completa a crise climática e a ideia de que ela é administrável é uma ilusão diante do estágio avançado em que se encontra. Há um mundo por vir? Débora acha que sim, mas em quais condições? Ouça aqui.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira Ribeiro (assessora de comunicação da Anpof).Tem alguma sugestão de pauta? Tem vontade de ouvir alguém por aqui? Enviem-nos sua sugestão: comunicacao@anpof.org.br.
Neste terceiro episódio de nosso Podcast, o presidente da Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e professor do departamento de Filosofia da Unicamp, Marcos Nobre, é entrevistado pelos professores do departamento de Filosofia da UFMG, Amaro Fleck e Eduardo Soares. Ambos são integrantes do GT de Teoria Crítica da Anpof.Nesta conversa, os professores abordam questões ligadas ao contexto político brasileiro na atualidade. As manifestações de Junho de 2013 criaram uma efervescência nas forças políticas do Brasil, mas como o sistema político reagiu a elas? Frente à fragmentação e às rupturas que marcam o campo político desde então, quais são as pautas capazes de promover uma convivência política no sentido do fortalecimento da democracia?No dia em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebe um pedido coletivo de impeachment de Bolsonaro, assinado por mais de 400 entidades e sete partidos, nosso episódio aborda a questão: um impeachment está em nosso horizonte? Para o professor Marcos Nobre, que lança na próxima semana seu novo livro Ponto-final. A guerra de Bolsonaro contra a democracia, a defesa desta requer ir além da sua compreensão em termos eleitorais, considerando as transformações que provocaram a emergência de uma sociabilidade digital e implica, sobretudo, a repactuação das forças políticas. Acompanhe a discussão no link abaixo.Este podcast é produzido por Franciele Petry (diretora de comunicação da Anpof) e Nádia Junqueira (assessora de comunicação da Anpof).
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